Tower Bridge Londres: ingressos, piso de vidro e quando a ponte abre em 2026

TL;DRAtravessar a Tower Bridge de Londres é totalmente de graça — você só paga pela entrada da Tower Bridge Exhibition, onde o adulto paga 18 libras (cerca de R$ 130), a criança de 5 a 15 anos paga 9 libras e menores de 5 anos entram grátis; até 01/09/2026 vale a promoção de verão com preço de 15,80 libras para adultos. A grande atração lá dentro é o piso de vidro suspenso a 42 metros acima do Tâmisa, mas de lá você não consegue fotografar a ponte por fora. A ponte se abre cerca de 800 vezes por ano, ou seja, em média duas vezes por dia, e assistir de graça da margem é, para muita gente, uma experiência melhor do que a exposição paga. O horário é diário das 9h30 às 18h (última entrada às 17h); no Natal fica fechada e no Ano Novo abre às 10h. As melhores fotos da ponte por fora saem do parque Potters Fields ou do cais Butler’s Wharf.

Quando o Lukáš e eu voltamos ao fim de um ano no Canadá para a Europa, nosso orçamento estava bem apertado e cruzamos Londres sobretudo em bicicletas alugadas. Foi bem aí que a Tower Bridge de Londres apareceu pela primeira vez diante de nós em toda a sua glória, e mesmo conhecendo-a de centenas de fotos, ao vivo aquela construção enorme nos deixou de queixo caído.

Na época, preferimos investir as libras economizadas em comida quente e café, então nos contentamos em admirar a ponte por fora e fotografá-la da margem. Não entramos na exposição paga, mas eu pesquisei absolutamente tudo sobre ela, porque me fascinava como esse gigantesco quebra-cabeça vitoriano realmente funciona.

Se você está planejando ir a Londres, com certeza quer saber se vale a pena pagar o ingresso ou se basta atravessar a ponte de graça. Neste guia eu detalho as duas opções e ainda acrescento um monte de dicas práticas para a sua visita.

Resumo

  • A travessia a pé é grátis: caminhar pela ponte e fotografá-la da margem não vai te custar uma libra sequer.
  • Exposição paga: o ingresso da Tower Bridge Exhibition (torres, passarelas e casa de máquinas) custa normalmente 18 libras (cerca de R$ 130).
  • Piso de vidro: fica a 42 metros acima do rio e é a principal atração da parte paga, mas de lá você não fotografa a ponte por fora.
  • Abertura da ponte: acontece cerca de 800 vezes por ano e assistir da rua é uma experiência fantástica e totalmente grátis.
  • Casa de máquinas vitoriana: faz parte do ingresso, mas as máquinas a vapor históricas hoje você só vê paradas.
  • Melhores fotos: para o clique perfeito, vá até o parque Potters Fields ou ao cais Butler’s Wharf.
  • Reserva antecipada: se quiser entrar, compre os ingressos online, porque no local costuma haver filas longas.

Ingressos e horários da Tower Bridge em 2026

Logo de cara quero deixar claro o mais importante: atravessar a ponte a pé ou assistir de perto à sua abertura é totalmente DE GRAÇA! Você pode passear por ela cem vezes, ida e volta, que ninguém vai te cobrar uma libra. Só se paga pela entrada na parte paga, chamada Tower Bridge Exhibition. É lá que estão as duas torres históricas, o famoso piso de vidro nas passarelas de ligação e ainda a antiga casa de máquinas vitoriana.

Tipo de ingressoPreço normalPromoção de verão (até 01/09/2026)
Adulto£18,00 (~R$ 130)£15,80
Desconto (idoso, estudante)£13,50 (~R$ 100)
Criança 5–15 anos£9,00 (~R$ 65)£7,90
Até 5 anosgrátisgrátis

Uma vez que você abre a carteira, o preço inclui a visita completa a todo o interior. Você sobe às duas torres monumentais e os corajosos caminham pelo piso de vidro, suspenso a nada menos que 42 metros acima do Tâmisa. A experiência ainda inclui a entrada na casa de máquinas vitoriana, onde dá para ver os mecanismos gigantes originais. Se você viaja com crianças, talvez procure um ingresso familiar mais em conta, mas confira as condições antes no site oficial, porque elas mudam com frequência.

Quando você pode irHorário de funcionamento
Todos os dias (segunda a domingo)09h30 – 18h00 (última entrada às 17h00)
24, 25 e 26 de dezembroFechado
1º de janeiro (Ano Novo)Abre às 10h00

💡 Dica nossa: compre os ingressos da exposição com antecedência pelo towerbridge.org.uk, para garantir horário, ou pegue-os pela GetYourGuide se quiser combiná-los com outras atrações. Mas vou te falar bem sinceramente: as melhores fotos da ponte estão mesmo lá fora e são de graça. Lá dentro você só fotografa mesmo seus tênis no vidro, enquanto da margem esse símbolo de Londres fica absolutamente incrível.

Quando visitar a Tower Bridge

A capital britânica tem seu charme em qualquer época do ano, mas para conhecer a região do rio Tâmisa recomendo os meses de primavera ou outono. No verão, multidões enormes de turistas se aglomeram perto da ponte, e no inverno o vento cortante que vem da água pode te atrapalhar.

Se você sonha com fotos bonitas sem centenas de estranhos no quadro, tem que acordar cedo e chegar aqui bem de manhã. Por volta das oito da manhã você encontra na margem só alguns corredores e gente correndo para o escritório, o que te dá espaço para os melhores cliques.

Em relação ao horário do dia, é fundamental conferir com antecedência a programação oficial de abertura da ponte. Se você conseguir cronometrar seu passeio exatamente para o momento em que os braços gigantes começam a abrir, terá a melhor experiência possível do passeio.

No fim da tarde e à noite, toda a estrutura fica lindamente iluminada e oferece uma atmosfera completamente diferente. Você pode simplesmente passear pela margem sul, tomando um chá quente e vendo os contornos azuis e brancos refletirem na superfície escura do Tâmisa.

Quando a Tower Bridge abre

A Tower Bridge é o que se chama de ponte basculante. Dois braços gigantes se abrem como uma enorme gangorra e liberam a passagem de navios altos, chegando a um ângulo impressionante de 86 graus. O espetáculo inteiro leva só alguns minutos, mas garanto que você não vai conseguir tirar os olhos.

Entre viajantes circula às vezes o mito de que a ponte só abre em ocasiões raras. Na verdade, ela se abre cerca de 800 vezes por ano, o que dá em média pelo menos duas vezes por dia. E o melhor? Assistir a essa maravilha da engenharia direto da margem é totalmente de graça.

Os navios precisam agendar a passagem com pelo menos um dia de antecedência, então os horários exatos mudam o tempo todo. Antes de sair para a cidade, dá uma olhada no site oficial (Bridge Lift Times), onde você encontra a programação atualizada das aberturas. A gente sempre prefere conferir já no café da manhã, para não perder o show.

💡 Dica para a melhor foto: se você quer capturar o clique perfeito da ponte aberta, fuja das multidões na calçada. Uma bela vista da abertura você consegue da margem sul, perto dos edifícios modernos More London ou do gramado do Potters Fields Park.

Como chegar à Tower Bridge

A ponte liga as duas margens do Tâmisa bem ao lado da icônica fortaleza Tower of London. Se você for de metrô, o mais perto é a estação Tower Hill, na margem norte. De lá você chega direto à ponte com uma caminhada tranquila de uns sete minutos. Outra opção prática para a margem sul é a estação London Bridge, que fica a cerca de um quilômetro.

Quer dar um toque especial ao caminho até esse orgulho londrino? Pegue o barco Uber Boat by Thames Clippers e desça no cais Tower Pier. Chegar à ponte pela água dá uma dimensão totalmente diferente à experiência. Aliás, todas as rotas e horários você consulta facilmente no site oficial da TfL.

Os arredores da ponte são lindos e convidam a longas caminhadas nos dois sentidos. Do lado norte, além do castelo, dê uma olhada numa joia escondida: o St Katharine Docks, onde ficam ancorados iates de luxo. Ao sul, não pode perder a promenade More London e o cruzador de guerra HMS Belfast, que você vê logo da margem.

Onde ficar perto da Tower Bridge

Ficar hospedado nessa parte de Londres é uma enorme vantagem, porque você fica pertinho não só da ponte, mas também de outras atrações famosas e de estações de metrô. Os hotéis nessa região costumam ser um pouco mais caros, mas a vista matinal muitas vezes vale cada libra gasta.

Para quem procura a melhor vista direto do quarto, um clássico absoluto é o The Tower Hotel, que fica literalmente a um passo da torre norte. Se você curte design moderno, tecnologia inteligente e preços mais razoáveis, dá uma olhada no citizenM Tower of London, que ainda tem um ótimo bar no terraço.

Para famílias com crianças, recomendo de olhos fechados o Novotel London Tower Bridge, com quartos mais espaçosos e café da manhã excelente. Se você quer se dar um pouco de luxo e conforto máximo, com certeza não vai errar com o Hilton London Tower Bridge ou com o elegante Leonardo Royal London City. Pertinho dali fica também o DoubleTree by Hilton Tower of London, que te recebe na chegada com o tradicional biscoito quentinho.

Tower Bridge ou London Bridge?

Essa é provavelmente a confusão mais comum que você vai encontrar na metrópole britânica. As pessoas muitas vezes acham que essa ponte linda e ornamentada, com duas torres, se chama London Bridge — mas isso é um enorme engano.

A verdadeira London Bridge fica um pouco mais acima, rio adentro, e é uma ponte de concreto totalmente comum e sem graça, sem torres nem enfeites. A Tower Bridge, ao contrário, é aquele belezão icônico do fim do século XIX, com cabos suspensos azuis e a pista basculante.

A essa confusão está ligada uma das lendas urbanas mais famosas, que diz que o empresário americano Robert McCulloch comprou em 1968 a velha London Bridge achando que estava comprando justamente a linda Tower Bridge. Ele mandou desmontá-la, transportá-la para o Arizona e reconstruí-la na cidade de Lake Havasu City, onde ela está até hoje.

Por muitos anos se contou que o americano ficou amargamente decepcionado ao desembalar as pedras no deserto. Mas seu neto e os próprios vendedores britânicos depois desmentiram esse mito divertido, porque McCulloch sabia muito bem, desde o começo, que estava comprando a ponte comum. Dizem que ele só alimentava a boato em silêncio, porque isso trazia uma enorme publicidade gratuita para a sua nova cidade no deserto.

8 dicas do que ver e fazer na Tower Bridge

1. Atravessar a ponte a pé é uma experiência enorme e gratuita

Se você viaja com orçamento apertado, como a gente ao voltar do Canadá, tenho a melhor notícia possível. Caminhar pela própria ponte não vai te custar absolutamente nada, porque ela é uma via pública comum, por onde passam milhares de pessoas todos os dias.

Você pode passear à vontade pelas calçadas dos dois lados da pista, admirar os enormes cabos azuis e curtir as vistas dos modernos arranha-céus de vidro ao longe. Também não paga nada se parar e ficar estudando de perto os complexos rebites e o revestimento de pedra da base das torres.

Do que apurei e lendo muitos fóruns de viagem, ficou claro que para a maioria dos turistas essa experiência gratuita é mais do que suficiente. Se você não é um apaixonado ferrenho por história nem precisa necessariamente pisar no piso de vidro, o dinheiro economizado nos ingressos pode tranquilamente ir para uma boa comida.

2. Tower Bridge Exhibition e quanto custa o ingresso

Se você decidir explorar as entranhas dessa construção famosa, precisa comprar o ingresso da chamada Tower Bridge Exhibition. O preço normal para adulto é 18 libras (cerca de R$ 130), crianças de cinco a quinze anos pagam 9 libras e os menorzinhos entram totalmente de graça.

No verão de 2026 rola ainda uma promoção especial, a Great British Summer Savings, graças à qual você consegue os ingressos um pouco mais baratos, mais precisamente por 15,80 libras para adultos. Estudantes e idosos também têm ingresso com desconto, desde que apresentem documento válido.

Com um único ingresso você tem acesso à torre norte e à sul, pode caminhar pelas passarelas superiores e, no final, visitar a antiga casa de máquinas vitoriana. Os ingressos você reserva sem problemas pela plataforma GetYourGuide, mas também consegue, claro, no site oficial towerbridge.org.uk.

3. Piso de vidro e adrenalina bem alto sobre o Tâmisa

A maior atração da exposição paga é, sem dúvida, o piso de vidro (glass floor), adicionado às passarelas superiores no fim de 2014. Ele fica a nada menos que 42 metros acima do rio e oferece uma visão bem diferente do que acontece embaixo dos seus pés.

Ele é feito de seis painéis enormes e tem uma capacidade tão extrema que dois grandes elefantes poderiam ficar em pé nele com segurança, ou vários táxis clássicos londrinos. Quando você cria coragem e se posiciona sobre ele, vê lá embaixo os ônibus vermelhos passando e a multidão de pedestres.

Mas preciso te avisar de uma decepção bem comum que as pessoas mencionam nas avaliações. Quando você está lá dentro sobre esse piso, não consegue fotografar o perfil icônico da própria ponte, porque está simplesmente fechado dentro dela. Se tem medo de altura, não se preocupe: nas laterais da passarela sobrou uma faixa estreita sem vidro, por onde dá para passar com segurança.

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4. A casa de máquinas vitoriana, ou Engine Rooms

Depois de descer das torres altas, o ingresso te dá direito de visitar a chamada Engine Rooms, que fica pertinho da extremidade sul da ponte. É justamente ali que se esconde o coração técnico original da construção, que funcionou por mais de oitenta anos.

Você vai ver aqui máquinas a vapor gigantes, caldeiras a carvão e enormes acumuladores que originalmente produziam a energia de pressão para levantar o tabuleiro. Essas máquinas ficaram em operação até 1976, quando toda a mecânica foi substituída por um moderno sistema eletro-hidráulico.

É um lugar fantástico para os apaixonados por técnica e história, mas a experiência de outros viajantes traz um aviso importante. Essas máquinas históricas hoje não funcionam de verdade, é mais uma exposição de museu estática. Quem esperar pistões a vapor barulhentos e sibilantes em pleno funcionamento pode sair um pouco decepcionado.

5. Quando a ponte abre e como cronometrar essa experiência

Ver com os próprios olhos a enorme pista se separar e começar a subir em direção ao céu é simplesmente mágico. Esse espetáculo acontece cerca de 800 vezes por ano, o que dá em média duas aberturas por dia, mas os horários mudam de forma bem irregular.

Os dois braços gigantes, tecnicamente chamados de basculantes, conseguem se levantar até um ângulo de 86 graus e todo o processo, incluindo a passagem do navio, leva cerca de cinco a oito minutos. Assistir a isso de baixo, da margem, ou direto da borda da pista aberta, é uma experiência pela qual não se paga absolutamente nada.

A chave para o sucesso é dar uma olhada antes no site oficial, na seção lift times, onde você encontra a programação exata das aberturas previstas para dias e semanas à frente. Os navios precisam pedir a passagem com no mínimo 24 horas de antecedência e têm, por lei, prioridade absoluta sobre o trânsito rodoviário, então pode acontecer de a ponte parar o trânsito mesmo no maior horário de pico.

6. Os melhores lugares para a foto perfeita da ponte

Fotografar direto da calçada sobre a ponte é legal, mas você captura no máximo detalhes da estrutura de aço. Se quiser aquele clássico clique de cartão-postal com toda a construção, tem que ir até as margens próximas.

Minha dica absolutamente favorita é o parque Potters Fields, na margem sul, onde você tem um lindo gramado verde e uma vista sem nada atrapalhando das duas torres. De manhã reina uma calma maravilhosa por lá e a composição com o Tâmisa em primeiro plano fica impecável nas fotos.

Outro ótimo lugar é o cais Butler’s Wharf, um pouco mais adiante, de onde você consegue um ângulo um pouco mais dramático, com os arranha-céus modernos do distrito financeiro ao fundo. Na margem norte, recomendo a região dos docks St Katharine Docks, mais precisamente o ponto perto da estátua Girl with a Dolphin, onde a ponte vira um cenário épico.

7. A fascinante história da construção e o esqueleto de aço

Quando, no fim do século XIX, a população do leste de Londres cresceu rapidamente, as pessoas precisavam com urgência de uma nova travessia sobre o rio. O problema era a navegação, que precisava de acesso livre ao movimentado porto Pool of London, então uma ponte baixa comum estava fora de cogitação.

No concurso de arquitetura, venceu no fim o projeto do arquiteto municipal Sir Horace Jones e do engenheiro John Wolfe Barry. A obra durou longos oito anos, entre 1886 e 1894, e no canteiro trabalhavam diariamente mais de quatrocentos operários dedicados.

Olhando de fora, a gente acharia que se trata de uma fortaleza maciça de pedra, mas é o contrário. A base das duas torres é um enorme esqueleto de aço, que consumiu mais de onze mil toneladas de aço. O arquiteto Jones o mandou revestir com granito da Cornualha e pedra de Portland, sobretudo para que a nova ponte combinasse visualmente com o histórico castelo vizinho, a Tower of London.

8. Momentos famosos: o ônibus voador e as mudanças de cor

A esse lugar estão ligadas várias histórias incríveis, e a melhor delas aconteceu em dezembro de 1952. O motorista do ônibus de dois andares número 78, Albert Gunter, entrou na ponte exatamente no momento em que, por uma falha de sinalização, a pista começou a subir.

Em vez de frear e arriscar despencar no abismo que crescia, Gunter, ao contrário, acelerou e com o ônibus enorme saltou o vão de quase dois metros para a outra metade da ponte, que ainda não tinha se levantado. Por esse ato heroico, com o qual salvou os passageiros, ele recebeu na época uma recompensa de dez libras.

Interessante também é a história da própria pintura da estrutura. A cor original da ponte era marrom-chocolate, que dizem ter sido a cor favorita da rainha Vitória. Só em 1977, por ocasião do jubileu de prata da rainha Elizabeth II, a ponte ganhou aquela famosa pintura vermelha, branca e azul, da qual aos poucos surgiu a elegante combinação azul e branca de hoje.

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Histórias que você não conhece sobre a Tower Bridge

O ônibus que saltou a ponte se abrindo

Conhece aqueles filmes de ação em que o herói de carro salta na última hora uma ponte que se abre? Em Londres, essa loucura aconteceu de verdade. Era 30 de dezembro de 1952 e o motorista Albert Gunter dirigia tranquilamente seu double-decker da linha número 78.

De repente, o lado sul do tabuleiro começou a subir diante dele, apesar de as luzes de aviso não estarem acesas e a campainha estar em silêncio. Albert teve uma fração de segundo para escolher e, em vez do freio, pisou fundo no acelerador. O ônibus de dois andares e sete toneladas e meia saltou com sucesso o vão de quase dois metros para o lado norte oposto, que ainda não tinha se descolado do chão.

Todos os passageiros sobreviveram a essa proeza de dublê, embora o cobrador tenha quebrado a perna. Gunter, pela sua presença de espírito, recebeu uma recompensa financeira de dez libras do empregador e outras trinta e cinco da cidade. Para mim, essa história é absolutamente inacreditável, e eu sempre imagino as caras petrificadas daqueles vinte passageiros.

A pedra que é só disfarce

Quando você olha a ponte da margem, aposto que ela te parece uma fortaleza medieval maciça e inexpugnável. Mas as aparências enganam, e na verdade você está olhando para um moderno esqueleto de aço. Ele consumiu, durante a obra, mais de 11 000 toneladas de aço e é mantido unido por incríveis 13 milhões de rebites.

Os construtores apenas revestiram toda a estrutura, de forma esperta, com granito da Cornualha e calcário de Portland. Esse maciço disfarce de pedra não surgiu por acaso, mas por razões puramente estéticas. Os arquitetos tinham que garantir que a nova construção não destoasse do caráter histórico do castelo Tower of London, bem ao lado.

A ponte que vivia mudando de cor

Hoje não conseguimos imaginar esse monumento sem suas icônicas cores vivas, que atraem fotógrafos do mundo inteiro. Mas o tom original do fim do século XIX era completamente diferente: marrom-chocolate. Conta-se que era a cor favorita da rainha Vitória, então no poder.

Antes da Segunda Guerra Mundial, o monumento chegou até a ficar cinza para funcionar como camuflagem contra os bombardeios. O visual atual a ponte só ganhou bem mais tarde, em 1977. Naquela época, ela foi repintada de vermelho, branco e azul em homenagem ao jubileu de prata da rainha Elizabeth II. Ou seja, os elementos basculantes azuis e brancos não são nada históricos.

Oito anos e 432 operários

Construir essa gigantesca gangorra basculante não foi nenhuma brincadeira, e a obra levou longos oito anos. De 1886 a 1894, 432 operários trabalhavam nela por dia, e as fundações tiveram que ser cravadas a cerca de oito metros abaixo do leito do rio. O projeto inteiro estava sob o comando do arquiteto Horace Jones e do engenheiro-chefe John Wolfe Barry.

Hoje os braços pesados já são levantados pela eletricidade, mas originalmente a ponte era movida por enormes máquinas a vapor. Os operários tinham que abastecer constantemente as caldeiras com carvão para gerar o vapor do engenhoso sistema hidráulico. Para a época, foi simplesmente um milagre tecnológico, e Londres só migrou para a moderna eletro-hidráulica em 1976.

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O que fazer perto da Tower Bridge

Se você já explorou os arredores da ponte e está pensando para onde ir depois, preparei um monte de outros materiais inspiradores. Da margem sul, você pode caminhar tranquilamente ao longo do rio ou pegar o metrô e descobrir outros cantos da cidade.

E se você curte um bom café, dá uma olhada no nosso guia das melhores cafeterias de Londres — escolhemos apenas lugares com nota acima de 4,6 no Google.

Pertinho do parlamento fica a Abadia de Westminster — local de coroações e túmulos reais, onde dá até para entrar de graça no Evensong.

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Perguntas frequentes

Quanto custa a entrada para a Tower Bridge?

O ingresso para a exposição custa normalmente 18 libras para adultos e 9 libras para crianças de cinco a quinze anos. Nos meses de verão costumam estar disponíveis ingressos promocionais com leve desconto, mas crianças menores de cinco anos têm entrada totalmente gratuita em qualquer caso.

A travessia da Tower Bridge é gratuita?

Sim, a própria travessia a pé pelas calçadas ao longo da via é totalmente gratuita, pois trata-se de uma via pública normal. Você só paga caso queira entrar nas torres, subir no piso de vidro e visitar as salas de máquinas vitorianas.

Quando a ponte está aberta para visitantes?

A exposição paga está aberta todos os dias das 9h30 às 18h, sendo que a última entrada nas torres principais é permitida às 17h. Durante as festas de fim de ano, de 24 a 26 de dezembro, fica fechado e no Ano Novo só abre às 10h.

Com que frequência a ponte se levanta?

A abertura do tabuleiro para o tráfego fluvial ocorre cerca de 800 vezes por ano, o que representa em média duas elevações por dia. Mas os horários exatos mudam constantemente de acordo com as necessidades dos navios, por isso é preciso acompanhar a programação oficial no site.

Como chego melhor à ponte?

O caminho mais confortável é pela estação de metrô Tower Hill, nas linhas District e Circle, de onde são apenas cerca de sete minutos de caminhada agradável até a torre norte. Você também pode usar a estação London Bridge, na margem sul, onde passam as linhas Northern e Jubilee.

Cachorros podem entrar na exposição?

Sim, esta é uma das exceções muito agradáveis entre os pontos turísticos londrinos, porque você pode levar seu cachorro bem-comportado para a exposição. Ele poderá acompanhá-lo nas torres, nas passarelas de vidro e também nas antigas salas de máquinas.

A exposição é acessível?

Você consegue acessar todos os andares de ambas as torres principais por meio de elevadores espaçosos, então a visita com carrinho de bebê ou cadeira de rodas não representa nenhum problema. O acesso às salas de máquinas próximas também é totalmente acessível.

Quanto tempo dura a visita interna?

Se você quiser percorrer as duas torres com calma, aproveitar as vistas do piso de vidro e estudar as máquinas nas Engine Rooms, reserve cerca de 90 minutos. Visitantes rápidos, que não param em cada placa informativa, conseguem fazer tudo em menos de uma hora.

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