Chegamos a Londres, na Inglaterra, no fim de um ano passado no Canadá, com a carteira bem magra e um único plano: cruzar a cidade de bicicleta. Olhando para trás, foi a melhor ideia de toda a viagem. Da Millennium Bridge até a Tower você chega em dez minutos e nem precisa se preocupar com quanto custa o metrô hoje.
Mas outra coisa também nos surpreendeu. Boa parte do que Londres oferece de melhor não custa nem uma libra. British Museum, National Gallery, Tate Modern, um passeio pelos parques. E até pelos cenários dos filmes do Harry Potter fomos guiados por alguém a quem, no fim, você dá o quanto achar justo.
Reunimos para você 26 dicas do que ver e fazer em Londres — do Big Ben ao Camden, passando por cantinhos onde os turistas normalmente não chegam. E ainda a parte prática: quando ir, como chegar, quanto custa hoje o transporte de verdade e onde se hospedar para não passar metade das férias dentro do metrô.

Resumo para quem está com pressa
- Quando ir: o clima mais agradável vai de maio a setembro, mas Londres funciona o ano todo — em dezembro pela decoração, em janeiro pelos preços.
- Transporte: pague normalmente com cartão por aproximação ou pelo celular, é de longe o mais fácil. O ônibus custa fixos 1,75 £, o metrô no centro começa em 3 £ e, graças ao sistema inteligente, não passa de 8,90 £ por dia.
- De graça: British Museum, National Gallery, Tate Modern e a maioria dos grandes museus têm coleção permanente sem cobrança de entrada.
- Não esqueça: a partir de fevereiro de 2026, brasileiros também precisam da autorização UK ETA, que custa 20 £. Resolva isso com calma antes da viagem, porque sem ela você nem embarca.
- Para três dias: primeiro dia Westminster e Big Ben, segundo o City e a Tower, terceiro museus ou Camden. Não tente encaixar mais que isso.
- Hospedagem: vale a pena pagar um pouco mais por uma localização perto do centro — o tempo economizado no transporte não tem preço.
Onde se hospedar em Londres – para ficar perto do centro
Se você procura o equilíbrio ideal entre preço e proximidade do centro, dê uma olhada no The Z Hotel Trafalgar. Dali, graças à ótima conexão com metrô e ônibus, você chega tranquilamente até os cantos mais afastados da cidade.
Se você não precisa contar cada libra, talvez goste do The Cavendish London. E, para uma experiência um pouquinho mais luxuosa, recomendamos o muito bem avaliado Middle Eight – Preferred Hotels and Resorts.
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Clima em Londres – quando ir
A fama de que chove muito em Londres, infelizmente, não mente. De novembro a janeiro você encontra um tempo bem cinzento e frio, e conte também com algumas atrações fechadas. Se quer o melhor clima possível, vá no fim da primavera ou no verão europeu. Em julho e agosto, aliás, cai a menor quantidade de chuva.
| Mês | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 |
| 6 °C | 6 °C | 8 °C | 10 °C | 13 °C | 16 °C | 19 °C | 19 °C | 16 °C | 12 °C | 9 °C | 7°C |
Como chegar a Londres: como ir do Brasil até Londres
Autorização de viagem UK ETA (obrigatória para brasileiros em 2026)
Antes de começar a arrumar as malas, fique atento a uma novidade importante. A partir de 25 de fevereiro de 2026, brasileiros também precisam da autorização eletrônica de viagem ETA (Electronic Travel Authorisation) para entrar no Reino Unido. Sem essa aprovação, a companhia aérea pode nem deixar você embarcar, então resolva isso com antecedência.
A autorização custa 20 libras (cerca de R$ 140), vale dois anos e permite estadas repetidas de até seis meses. Lembre-se de que cada viajante precisa dela, inclusive as crianças. Você resolve rapidinho pelo aplicativo oficial “UK ETA” ou no site gov.uk, mas não deixe para a última hora e faça o pedido pelo menos três dias úteis antes de viajar. Cuidado com sites não oficiais para não pagar uma taxa desnecessária e salgada.
De avião para Londres
Por experiência própria, sabemos que a forma mais prática de chegar a Londres é de avião. Saindo do Brasil, o mais comum é um voo com conexão na Europa — a LATAM, a GOL e a Azul operam ligações para grandes hubs europeus, e a TAP costuma ter boas rotas via Lisboa, de onde você pega o trecho final até Londres. Vários voos partem de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro.
Londres tem vários aeroportos — Heathrow, Gatwick, Stansted, Luton e London City —, então confira sempre em qual deles você pousa, porque a distância até o centro muda bastante. Dê uma passada no nosso blog, onde damos dicas de como achar passagens baratas.
De trem e ônibus dentro da Europa
Se você já estiver na Europa continental, dá para chegar a Londres de trem-bala Eurostar, que atravessa o Eurotúnel e parte de Paris e de Bruxelas. Também existem linhas de ônibus internacionais que fazem o trajeto pela travessia de balsa ou pelo Eurotúnel. Do lado francês, o Eurotúnel liga Calais a Folkestone, na Inglaterra, e você chega ao outro lado em 35 minutos.
Dirigir na Inglaterra
Se você resolver dirigir, leve a Permissão Internacional para Dirigir (PID) e o seguro do carro em dia. E não esqueça de jeito nenhum: na Inglaterra se dirige do lado esquerdo, então o melhor é alugar direto um carro britânico com o volante do outro lado.
Transporte em Londres
A melhor forma de circular por Londres é o transporte público. Além dos meios clássicos, você ainda pode aproveitar alguns transportes bem londrinos.

Ônibus double-decker
O típico ônibus vermelho de dois andares é um dos muitos símbolos de Londres. Passa com muita frequência e te leva praticamente a qualquer lugar, já que roda nas linhas comuns de ônibus. Esses ônibus são identificados pelos números 9, 12, 15, 49, 74 e 453. A tarifa é única: 1,75 £ por viagem, seja para duas paradas ou para atravessar meia cidade — aqui não existe zona. E se você trocar de ônibus dentro de uma hora, a segunda viagem é grátis graças ao chamado Hopper fare. No dia inteiro, você não paga mais que 5,25 £ em ônibus. O motorista não aceita dinheiro; paga-se só com cartão, celular ou Oyster.

De trem por Londres
Bilhetes e horários dos trens você encontra no site National Rail. Compre com antecedência para não ficar na plataforma sem lugar. Os trens na Inglaterra são um pouco mais caros que os ônibus, então servem mais para trajetos longos entre cidades.
De barco por Londres
Os barcos aqui não funcionam como balsa de uma margem para a outra, mas te levam ao longo do rio entre diferentes partes de Londres. Esses barcos no Tâmisa são chamados de River Bus e o bilhete comum de transporte público não vale para eles. Saem a cada 20 minutos e, direto do convés, você aprecia a vista do Parlamento, da Tower ou de Greenwich.
Táxi
Em Londres, você pode parar um clássico táxi preto na rua. Basta acenar para o motorista, que ele encosta. Barato não é: a tarifa mínima é de 4,40 £ e o taxímetro conta cerca de 2,50 £ por quilômetro, à noite ainda mais. Um trajeto curto pelo centro sai normalmente por 15 a 25 £.

Como comprar bilhetes de transporte público
Pagamento por aproximação com cartão
Se você tem na carteira um cartão de pagamento por aproximação, está resolvido: com ele você paga o transporte público em qualquer modal. Basta encostar na catraca ao entrar e não esquecer de encostar de novo ao sair.
Quanto custa: uma viagem de metrô na zona central 1 sai por 3,10 £ no horário de pico e 3,00 £ fora dele; nas zonas 1–2 você paga 3,60 £ ou 3,10 £, respectivamente. O pico é de segunda a sexta, das 6h30 às 9h30, e à tarde, das 16h às 19h. O melhor de tudo é o teto diário de 8,90 £ — assim que você atinge esse valor, o resto do dia nas zonas cobertas é grátis e você não precisa ficar controlando nada.
Oyster Card
Esse famoso “cartão-ostra” funciona por crédito, que vai sendo descontado nas catracas amarelas. A viagem custa o mesmo que com o seu cartão de pagamento, mas pelo próprio Oyster você paga 10 £ que não recupera. Para nós, e para a maioria dos turistas, hoje não compensa: o cartão comum no celular tem os mesmos preços e tetos diários, e você evita a taxa não reembolsável. Ele só vale mesmo a pena viajando com Oyster Card para crianças, que têm tarifa mais barata, e com ele você ganha desconto no River Bus.

O que ver em Londres: os pontos turísticos mais famosos
Em Londres há muito o que ver, e poucos conseguem visitar tudo em uma única viagem. Por isso selecionamos os pontos que você não deveria deixar de fora — e alguns lugares dos quais os guias não falam tanto.
1. Palácio de Buckingham
O Palácio de Buckingham é um dos maiores símbolos de Londres e a residência oficial do monarca britânico, onde acontecem os eventos de Estado mais importantes. Para você ter ideia do tamanho, ele guarda nada menos que 775 cômodos. Curiosamente, surgiu em 1703 apenas como residência particular do duque de Buckingham e Normanby.
Só em 1826 o edifício foi transformado em palácio, e virou residência real principal em 1837, no reinado da rainha Vitória. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Palácio de Buckingham foi alvo de bombardeios, e nada menos que sete vezes. Você normalmente não entra, então tem que se contentar com a tradicional troca da guarda em frente aos portões. A exceção é o período de agosto a setembro, quando a ala oeste do palácio fica aberta ao público e um exército de cerca de 200 guias conduz a visita.

2. Big Ben
Todo mundo chama a torre inteira de Big Ben, mas, na verdade, esse é só o nome do Grande Sino (Great Bell) escondido dentro da Elizabeth Tower, que faz parte do Palácio de Westminster. É o maior dos cinco sinos que ficam nessa torre de 96 metros, projetada por Augustus Pugin no século XIX. Lá em cima você chega por exatos 334 degraus, mas não esqueça de olhar por fora também os detalhes da fachada, onde estão os símbolos das quatro nações do Reino Unido.

3. London Eye
A “roda-gigante de Londres”, mais um dos símbolos típicos da cidade, foi inaugurada em 1999. Até 2006 foi a maior roda panorâmica do mundo. Tem 135 metros de altura, 32 cabines no total, e uma volta completa dura 30 minutos. Lá em cima você tem uma vista deslumbrante da cidade. O ingresso comprado online começa por volta de 29 £; na hora, você paga mais uns 39 £ — e ainda pega fila.

4. Tower Bridge
A icônica ponte levadiça Tower Bridge cruza o rio Tâmisa desde 1894, e por ela passam mais de 40.000 carros por dia. Nas duas torres maciças há uma exposição permanente que conta a história dessa construção famosa. Se você se interessa também pela parte técnica, faça a visita ao antigo centro de controle — mas o ingresso precisa ser comprado à parte.

5. Palácio de Westminster
Na margem do Tâmisa se ergue majestoso o palácio histórico onde hoje se reúne o Parlamento do Reino Unido, ou seja, a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns. Até o século XVI serviu como residência dos monarcas, mas sua parte mais antiga remonta a 1097. Você normalmente não entra, pois o palácio só fica aberto ao público durante o recesso parlamentar.

6. Abadia de Westminster
Este imponente templo gótico, pertencente à Igreja Anglicana, é o local de descanso final dos monarcas e, desde 1066, palco da coroação de todos os reis e rainhas ingleses. Foi justamente nesses espaços monumentais que a rainha Elizabeth II disse “sim” ao duque de Edimburgo, Philip. Enquanto admira o interior, olhe com atenção — você vai encontrar ali também um memorial dedicado aos soldados tchecoslovacos que lutaram na Segunda Guerra Mundial.

7. Observatório de Greenwich
O Observatório Real de Greenwich, fundado em 1675 por ordem do rei Carlos II, foi por muito tempo a casa do astrônomo real. Hoje abriga um museu incrível, cheio de antigos instrumentos astronômicos e de navegação, e ainda oferece uma vista maravilhosa dos arredores. Entre os itens em exposição não falta o cronômetro histórico que pertenceu a John Harrison.
8. Trafalgar Square
A praça recebeu o nome da famosa Batalha de Trafalgar, em 1805, quando a marinha britânica triunfou nas Guerras Napoleônicas. Sua aparência atual data de 1845, e pode acreditar: desde então quase nada mudou visualmente por aqui. Bem no centro se ergue a Coluna de Nelson, cercada por fontes e quatro leões de bronze. Depois de fotografar tudo, você já pode entrar direto na National Gallery, no lado norte.

9. Downing Street
A um passo do Palácio de Westminster fica a Downing Street, que é provavelmente a ruazinha mais famosa do centro de Londres. Todo mundo conhece o endereço Downing Street 10 como residência oficial do primeiro-ministro britânico, mas por ali funcionam também outras instituições importantes, como o gabinete do governo e o Ministério da Fazenda.

10. Churchill War Rooms
Esses amplos espaços subterrâneos foram construídos em 1938 para servir de abrigo seguro às reuniões do governo britânico. Embora as salas do bunker tenham sido projetadas para máxima proteção, hoje só uma parte do complexo está aberta ao público. O coração de tudo continua sendo a Cabinet Room, onde, a portas fechadas, aconteciam as reuniões decisivas do governo Churchill.

Todo o museu é organizado para você sentir a atmosfera autêntica da época, inclusive com os mapas originais pendurados nas paredes. Já o Museu Churchill em si conduz você pela vida fascinante desse estadista. A entrada custa de 33 a 34 £ conforme a época, e crianças até cinco anos entram de graça. Lembre-se de que os ingressos são vendidos só online, para um horário específico — na bilheteria do local você não consegue.
11. Monument (memorial do Grande Incêndio)
O Monument é uma torre de 62 metros de altura, erguida para lembrar o Grande Incêndio que, em 1666, destruiu boa parte de Londres. Dá para subir na torre pelos 311 degraus. Fica pertinho da London Bridge.

12. Globe Theatre
O Globe Theatre de hoje é uma réplica muito bem-feita do original, onde antigamente se encenavam as peças de William Shakespeare. Fica bem na margem do Tâmisa e, se você vier no verão europeu, talvez pegue até o famoso festival shakespeariano. Além das peças, aqui você encontra o maior museu de Shakespeare do mundo.

13. Camden
Camden Town é um bairro cheio de vida noturna, bares de jazz, pubs à moda antiga e restaurantes baratos. É, acima de tudo, o refúgio da cultura alternativa; se você quer uma experiência fora do comum, não deixe de visitar os mercados de rua da região. Escrevemos sobre ele um guia próprio com 12 dicas do que ver e provar em Camden.

14. Baker Street
Essa rua famosa em Westminster todo mundo associa ao personagem Sherlock Holmes. Segundo os livros, o genial detetive morava aqui, mais precisamente no então inexistente número 221B. Hoje, é claro, você encontra no endereço o estiloso Museu de Sherlock Holmes, que encanta todos os fãs.

Edifícios modernos e bairros em Londres
15. The Shard
O nome desse arranha-céu londrino se traduz muito bem como “estilhaço” e, com 310 metros de altura, é o edifício mais alto do Reino Unido, ocupando o sétimo lugar no ranking mundial. Dentro da construção do arquiteto Renzo Piano há escritórios e apartamentos, mas o que mais vai te interessar é o mirante lá no topo. Os ingressos começam por volta de 22 £ e, conforme o horário, chegam a 32 £. Nós, porém, sugerimos economizar e ir de preferência ao Sky Garden — lá a vista é de graça, só não esqueça de garantir a tempo a reserva gratuita.

16. Piccadilly Circus
Essa praça popular, batizada pelo seu formato específico, conecta com elegância as movimentadas ruas de compras Regent Street e Piccadilly. Ao passear, os enormes letreiros de neon saltam aos olhos, mas também vale ver a Shaftesbury Memorial Fountain e o London Pavilion.

17. Soho
O Soho, em Westminster, é um clássico onde antigas pastagens deram lugar a um bairro multicultural que pulsa com uma vida noturna variada. Você encontra de tudo por aqui, de cafeterias e restaurantes aconchegantes a cinemas e teatros independentes. O lugar ficou conhecido no passado por sua história agitada ligada à indústria erótica, mas hoje a situação está sob controle. Quem mais curte por aqui são os amantes da cultura alternativa e do cinema independente.

Faz parte do bairro também a Chinatown, o centro da comunidade chinesa em Londres. Ali você pode visitar um monte de restaurantes e lojas chinesas e admirar a decoração. Todo ano acontecem por lá as celebrações do Ano-Novo Chinês.
18. Shoreditch
Shoreditch é hoje uma região incrivelmente viva, cheia de fachadas pintadas, artistas criativos e restaurantes com design bacana. Já nos séculos XIX e XX funcionava aqui um centro artístico cercado de teatros e casas de concerto. Se você curte vida noturna, cultura e arte de rua por todo canto, coloque este lugar na lista ou hospede-se por aqui direto.

19. Harrods
Pertinho do Hyde Park, no centro de Londres, fica talvez a mais famosa e mais antiga loja de departamentos de luxo do mundo, cuja área de vendas passa de um milhão de pés quadrados. Aqui você acha praticamente qualquer coisa, de perfumes e vestidos de noiva a um iate, um avião, um consultório médico ou até um funeral. A história do lugar é fascinante — A. A. Milne comprou aqui o ursinho que inspirou o Ursinho Pooh, e o presidente Ronald Reagan levou até um filhote de elefante. Essa opulenta “cidade dentro da cidade” você precisa ver com os próprios olhos, e ainda come muito bem por lá.

O que visitar em Londres: os melhores museus
20. British Museum
Fica em Camden e é um dos museus mais importantes do mundo; sua coleção tem vários milhões de peças. A exposição percorre a história da humanidade e é dividida em várias partes por período e local. Ali você vê, por exemplo, a múmia de Cleópatra, desenhos de Michelangelo ou a estátua Moai da Ilha de Páscoa. A entrada é gratuita.

21. Tate Modern – museu de arte moderna
Se você é fã de arte contemporânea, seus passos provavelmente vão levar você à Tate Modern. A rede de galerias foi fundada em 1897 por Henry Tate e hoje é uma das paradas artísticas mais populares do mundo, sendo a Tate Britain outra das suas unidades. Aqui você encontra obras de mestres como Moore, Dalí, Picasso, Monet ou Mondrian. Nós também gostamos do próprio ambiente industrial, porque antigamente esse prédio funcionava como usina de energia.

22. Brixton Academy
Até hoje essa casa de shows com capacidade para 5.000 pessoas recebe apresentações eletrizantes. No passado, animaram as multidões por aqui, por exemplo, Green Day e Madonna. Desde 2009 esse edifício lendário leva o nome oficial de O2 Academy Brixton.

23. The National Gallery
O quinto museu mais visitado do mundo guarda em sua coleção mais de 2.000 quadros dos anos 1250 a 1900. Totalmente de graça, você vê aqui telas de Piero della Francesca, Leonardo da Vinci, Velázquez ou Rembrandt. Mas a maior atração são, sem dúvida, os Girassóis de Vincent van Gogh e outras obras-primas dos impressionistas.

O que ver em Londres: parques e natureza

24. Hyde Park
Esse gigante real no centro de Londres é um dos maiores oásis verdes da cidade. No século passado, ainda dava para ouvir de graça shows ao vivo de lendas como The Rolling Stones ou Queen. Hoje o Hyde Park é, sobretudo, um ótimo lugar para um passeio tranquilo e para esticar as pernas, do qual faz parte também o famoso Marble Arch (Arco de Mármore).

25. Regent’s Park
O Regent’s Park é mais um dos parques reais, onde você encontra jardins de flores cuidadosamente aparados, quadras esportivas, lago e até um zoológico.

26. Sky Garden
O jardim nas nuvens reina a 140 metros de altura, mais precisamente no 36º andar do arranha-céu “The Fenchurch Building”. Entre plantas exóticas se escondem restaurantes e cafés aconchegantes e, graças às paredes de vidro, você tem uma das vistas mais lindas de toda Londres.

O que fazer em Londres: mirantes
Além dos clássicos populares como London Eye, The Shard, Sky Garden ou o Observatório, em Londres você pode aproveitar ainda outros mirantes:
- Oxo Tower – vista incrível da cidade que espera por você no bairro de South Bank.
- Parliament Hill – esse ponto de 98 metros de altura fica dentro do parque Hampstead Heath e oferece Londres na palma da mão, bem de longe.
- Catedral de São Paulo – o famoso panorama se esconde na própria cúpula, mas conte com 530 degraus para chegar lá em cima.
- Primrose Hill guarda, bem no centro do parque, um pico de 64 metros. Se você subir esse morrinho, será recompensado com mais vistas incríveis da cidade.
- Horizon 22 é o mirante gratuito mais alto de Londres, escondido no 58º andar de um arranha-céu em Bishopsgate. A entrada não custa nem uma libra, mas cuide da reserva com antecedência.
- No Lift 109 (Battersea Power Station), um elevador de vidro leva você a 109 metros de altura, direto para dentro da chaminé da icônica antiga usina. Prepare-se para uma fantástica vista panorâmica de toda a cidade.

Harry Potter – lugares para visitar em Londres
Londres e Harry Potter combinam demais, afinal o mundo bruxo nasceu justamente aqui. Como bons fãs, você precisa seguir os passos dele. Se você manda bem no inglês, recomendamos uma das walking tours. Lukáš e eu fizemos uma de graça e nos divertimos horrores.
Plataforma 9 ¾
Na estação King’s Cross, em Londres, exatamente entre as plataformas 9 e 10, você encontra a entrada secreta para a plataforma 9 ¾. Era dali que os estudantes de Hogwarts partiam todo ano para a escola. Fique à vontade para se posicionar junto ao carrinho que sai da parede de pedra e testar se você atravessa ou se continua sendo um trouxa comum.

Charing Cross Road
Essa rua perto da Trafalgar Square serviu de inspiração para a rua trouxa onde fica o Caldeirão Furado. Foi por ali que Hagrid levou Harry pela primeira vez para fazer compras no Beco Diagonal. No mundo real, em vez de feitiços e magia, o que espera por você aqui é um monte de livrarias e sebos.

Casa dos Répteis
Lembra do começo do primeiro filme (Harry Potter e a Pedra Filosofal), quando Harry vai ao zoológico com os Dursley e acaba conversando com uma cobra no pavilhão dos répteis? Essa cena famosa foi filmada bem no zoológico do Regent’s Park.

Millennium Bridge
Essa ponte era impossível de ignorar nos filmes. Em Harry Potter e o Enigma do Príncipe, ela é destruída de forma espetacular pelos Comensais da Morte de Voldemort. Na vida real, trata-se da Millennium Bridge sobre o rio Tâmisa e, apesar da destruição no filme, você pode atravessá-la tranquilamente.

Largo Grimmauld, 12
É justamente neste endereço que fica a antiga casa da família Black, onde os membros da Ordem da Fênix montaram seu refúgio secreto. É verdade que a construção só aparece para você se for convidado por um membro da Ordem, mas vale o passeio. O local do filme você encontra em Claremont Square 23–29.
Beco Diagonal
Para os simples mortais, o Leadenhall Market é apenas uma galeria fotogênica, mas os bruxos veem nela o Beco Diagonal cheio de varinhas, caldeirões e livros. Bem aqui, na entrada de uma ótica na Bull’s Head Passage, fica aquela famosa saída do Caldeirão Furado para o Beco Diagonal.

Piccadilly Circus
Foi justamente para esta praça que Harry, Rony e Hermione se aparataram ao fugir do casamento de Gui e Fleur, escapando dos Comensais da Morte após a queda do Ministério da Magia. A cena, no início, seria filmada em outro lugar, mas os cineastas acabaram escolhendo esta locação.
Rua dos Alfeneiros
A Rua dos Alfeneiros, 4 é o endereço famoso da casa dos Dursley, onde Harry passou a infância. Na vida real, você encontra esse discreto casario no endereço 12 Picket Post Cl, Winkfield Road.
Banco Gringotes
Quando seus galeões acabarem, vá até o banco Gringotes. Por fora, você o vê no edifício Australia House, bem no centro de Londres. Mas conte com uma coisa: como simples trouxa, você infelizmente não entra.

Warner Bros. Studio
Este estúdio é totalmente dedicado ao mundo de Harry Potter e, como fã, você não pode deixar passar. Você caminha pelo Beco Diagonal, espia o Salão Principal e o escritório de Dumbledore, onde não precisa de senha secreta. No fim, explora os salões comunais das casas e vê de perto os objetos originais, inclusive os figurinos dos atores.

A peça de teatro Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
A peça de teatro A Criança Amaldiçoada foi escrita por Jack Thorne e John Tiffany, sob o olhar atento de J. K. Rowling. Se você manda bem no inglês, vá vê-la no The Palace Theatre. Só precisamos avisar sinceramente que ingressos de última hora, sem antecedência, podem tranquilamente passar de 400 GBP.
Tour do Harry Potter
Quer ver todas as locações bruxas, mas se assusta com o planejamento? Lukáš e eu fizemos uma caminhada gratuita pela cidade, mas você também pode pagar por “tours de Harry Potter” organizados. Depende só de você: escolher os estúdios da Warner Bros., o passeio de Harry Potter para trouxas ou um tour de táxi privativo pelos lugares mais icônicos do Harry Potter.
Na época, nós fizemos a visita gratuita — o guia nos levou pelas locações dos filmes e, no fim, demos a ele o quanto achamos justo. É assim que funcionam, por exemplo, a Strawberry Tours ou a London with a Local, que se encontram em frente ao Palace Theatre, perto da Leicester Square. Conte com 5 a 15 £ por pessoa de gorjeta — ainda é uma fração do preço dos tours pagos.
Dica nossa: quando você voltar para casa, apostamos que vai dar vontade de rever a série de filmes inteira. Dê uma olhada nas plataformas de streaming disponíveis no Brasil para descobrir onde os filmes do Harry Potter estão passando no momento.
O que fazer em Londres: passeios pelos arredores
Londres funciona como uma base incrível para passeios pelos arredores. Não quer se dar ao trabalho de planejar tudo por conta própria? Dê uma olhada no portal GetYourGuide e deixe a preocupação com outros. Nós recomendamos que você explore principalmente estes lugares:
- Windsor: pegue o trem e, em apenas uma hora, você já está numa cidadezinha dominada pelo icônico Castelo de Windsor.
- Oxford: a famosa cidade universitária fica só a uma hora de trem de Londres. Ela te conquista com sua arquitetura histórica maravilhosa e as célebres faculdades, à frente a Christ Church College, onde os cineastas de Harry Potter buscaram inspiração.
- Stonehenge e Salisbury: esse famoso monumento pré-histórico dispensa apresentações. Fica a cerca de duas horas de Londres, e o melhor é combiná-lo com a vizinha cidadezinha de Salisbury. Todas as informações práticas sobre entrada e transporte estão no nosso guia próprio Stonehenge: entrada e dicas dos arredores.
- Cambridge: a cerca de uma hora de Londres você encontra essa pitoresca cidade universitária. Passeie pelas faculdades históricas, com destaque para a famosa King’s College, e não perca também um passeio de barco tradicional pelo rio Cam.
- Brighton: quando bater a vontade de sentir o ar do mar, entre no trem e, em uma hora, você desce em Brighton. A cidade encanta com suas ruazinhas coloridas The Lanes e o icônico píer Brighton Pier.
- Cotswolds: essa linda região rural fica a cerca de duas horas de Londres e ficou famosa por suas vilinhas encantadoras, com casas de pedra cor de mel. Faça um passeio, por exemplo, a Castle Combe ou a Bibury, que muitos dizem ser a vila mais bonita de toda a Inglaterra.
- Estúdio do Harry Potter (Warner Bros.): nos estúdios de Leavesden, onde foram feitos todos os oito filmes, o coração de qualquer bruxo dispara. Você pode caminhar pelo Salão Principal, espiar o Beco Diagonal e admirar o detalhado modelo de Hogwarts. Contamos tudo no artigo Estúdio do Harry Potter em Londres.
- Edimburgo e Escócia: de Londres também dá para pegar trem ou avião e esticar o passeio até a Escócia. Como planejar essa viagem, você descobre nos nossos guias Edimburgo e Escócia.

Roteiro de Londres: o que ver em Londres em 3 dias
Durante uma viagem de três dias a Londres, você consegue tranquilamente conhecer o que é mais icônico e ainda sentir um pouco da vida local do dia a dia.
O primeiro dia deveria ser dedicado ao centro histórico. De manhã, vá até o Palácio de Buckingham para a troca da guarda e depois atravesse o St. James’s Park até a Abadia de Westminster. Aqui a história te envolve, porque há séculos acontecem por ali coroações e funerais da família real. No caminho, não deixe de parar no Big Ben e nas Houses of Parliament.
À tarde, atravesse o rio até o London Eye, de onde você terá a cidade na palma da mão. À noite, vá se sentar em Covent Garden, que sempre ferve com restaurantes, bares e artistas de rua divertidos.
Deixe o segundo dia para a Londres oriental. Comece na Tower of London, com as joias da coroa, na Tower Bridge e caminhe pela South Bank, onde já dá para tomar um café com vista para o Tâmisa. No caminho, espie a galeria Tate Modern, com arte mundial, e veja o teatro Globe, de Shakespeare, da era elisabetana. À tarde, perca-se no Borough Market para uma comida excelente do mundo inteiro, ou entre num passeio de barco pelo Tâmisa.
No terceiro dia, mergulhe no British Museum, com suas coleções impressionantes do mundo todo. Uma alternativa é o Natural History Museum ou o Victoria and Albert Museum, depois dos quais você facilmente recupera o fôlego no gramado do Hyde Park ou do Regent’s Park. Se você gosta de atmosfera boêmia, vá até o bairro de Notting Hill explorar as casas coloridas e as lojinhas escondidas. À noite, esvazie a carteira na Oxford Street ou entre num dos restaurantes e bares do agitado Soho.
O que ver em Londres em 4 dias
Se você tem 4 dias para Londres, experimente o nosso roteiro:
1º dia: Londres clássica
- Palácio de Buckingham e a troca da guarda (de manhã)
- Passeio pelo St. James’s Park
- Abadia de Westminster e Big Ben
- Volta no London Eye (vista da cidade)
- Passeio noturno pela South Bank (por exemplo, até a Tower Bridge)
2º dia: história e cultura
- Tower of London (visita às joias da coroa)
- Tower Bridge (visita à galeria panorâmica)
- Borough Market (almoço e atmosfera de mercado)
- Tate Modern (arte moderna, entrada gratuita)
- Catedral de São Paulo
3º dia: jardins reais e museus
- Hyde Park e Kensington Gardens (visita ao Palácio de Kensington)
- Natural History Museum ou Science Museum (entrada gratuita)
- Victoria and Albert Museum (arte e design, gratuito)
- Passeio pela Oxford Street ou Regent Street (compras)
- Noite em Covent Garden (teatros, artistas de rua)
4º dia: Londres alternativa
- Camden Market (mercado alternativo e arte de rua)
- Passeio ao longo do canal Regent’s Canal
- Visita ao Primrose Hill (vista linda da cidade)
- British Museum (história, entrada gratuita)
- Chinatown e Soho (jantar e diversão noturna)

O que ver em Londres em 2 dias
Se você tem só 2 dias para Londres, dá para conhecer estes pontos:
1º dia: os pontos mais famosos
- Palácio de Buckingham e St. James’s Park
- Abadia de Westminster e Big Ben
- Volta no London Eye
- Tower of London e Tower Bridge
- Passeio noturno pela South Bank
2º dia: museus e atmosfera da cidade
- Hyde Park e Kensington Gardens
- Natural History Museum ou Victoria and Albert Museum
- Passeio pela Oxford Street ou Regent Street
- Covent Garden e Soho
O que ver em Londres em 1 dia
Sobrou só um dia para Londres? Não se desespere, mesmo assim você aproveita a cidade muito bem. Visite com certeza:
- Palácio de Buckingham (visita por fora)
- Passeio pelo St. James’s Park até a Abadia de Westminster e o Big Ben
- Volta no London Eye
- Tower of London e Tower Bridge (só por fora)
- Parada rápida em Covent Garden ou no Soho para o jantar
O que ver em Londres de graça
Londres é considerada uma das cidades mais caras do planeta, mas felizmente esconde muitos lugares onde você não gasta nem uma libra. Comece, por exemplo, pelos museus de fama mundial com entrada gratuita. Entre os maiores destaques estão o British Museum, o Natural History Museum e a Tate Modern.
Quando quiser descansar da agitação da metrópole, vá até os parques famosos, como Hyde Park, Regent’s Park ou Greenwich Park. No Hyde Park você encontra o lago Serpentine, enquanto da Observatory Hill, no Greenwich Park, você terá a cidade na palma da mão. Um espetáculo incrível também é o Sky Garden – um edifício alto com vista maravilhosa de Londres, aonde você entra de graça mediante reserva prévia.
Se você curte arte de rua, vá até o bairro de Shoreditch, onde nas paredes há murais famosos, inclusive obras do Banksy. A ótima atmosfera boêmia, cheia de barracas de moda e arte, você sente no vizinho Camden Market. Já em busca de música ao vivo, vá a Covent Garden, onde a programação fica por conta dos músicos de rua locais.

Londres: lugares fora do comum
A maioria dos turistas costuma passar reto por St Dunstan in the East – um jardim romântico escondido nas ruínas de uma igreja bombardeada, onde plantas trepadeiras sobem pelas paredes e você não paga nenhuma entrada. Perto de Covent Garden, você esbarra no Neal’s Yard, um pátio minúsculo e fotogênico que brilha com todas as cores do arco-íris. E, para os amantes de novidades, em 2026 abre em Smithfield (que, por sinal, é um antigo mercado de carnes) o novíssimo London Museum, que conduz você pela história da cidade.
Quando quiser fugir das multidões com câmeras, Londres também esconde lugares de atmosfera bem mais autêntica. Comece, por exemplo, pelo bairro de Hackney, que te encanta com suas cafeterias independentes, galerias e movimentados mercados locais, à frente o Broadway Market.
Na região de Walthamstow se esconde o God’s Own Junkyard, uma galeria maluca de letreiros e luzes de neon que você não esquece tão cedo. Já os entusiastas de arquitetura vão adorar o Barbican Centre – uma construção brutalista maciça que funciona como centro cultural, onde, além de salas de concerto e galerias, você encontra até um surpreendente jardim de inverno.
Se está sentindo falta de verde, vá até a Epping Forest, um parque florestal incrivelmente extenso no nordeste de Londres. Em busca de uma atmosfera mais misteriosa, visite o antigo cemitério Highgate Cemetery, onde descansam personalidades famosas, inclusive Karl Marx.
Para uma experiência londrina fora do comum, visite Little Venice. Nessa região pitoresca, cheia de canais, você admira as coloridas casas-barco e curte uma atmosfera surpreendentemente tranquila.
Se busca uma experiência diferente, tente explorar os segredos subterrâneos de Londres nas antigas estações de metrô abandonadas. Também vale a visita ao The Old Operating Theatre Museum, onde a história meio arrepiante da medicina te envolve.
Onde ver futebol em Londres
Quadribol, infelizmente, você não joga aqui, mas em compensação a Inglaterra tem ótimos times de futebol. Se você respira esporte nem que seja um pouco, não perca uma partida local e vá torcer nas arquibancadas! Para quais clubes você pode torcer?
Filmes que foram gravados em Londres
Em Londres foram gravados muitos filmes e séries, alguns deles conhecidos e icônicos no mundo inteiro. Veja alguns exemplos:
- Harry Potter – os cineastas usaram uma série de ruas e edifícios londrinos, sendo o maior destaque a King’s Cross Station, com a famosa plataforma 9 ¾.
- O Diário de Bridget Jones – os protagonistas vivem em Londres, e muitas cenas icônicas foram ambientadas no Borough Market ou perto da Tower Bridge.
- Paddington – a história do fofo urso se passa em Londres, então na tela você reconhece facilmente a estação Paddington ou a colorida Portobello Road.
- James Bond – muitas cenas de diversos filmes foram gravadas em Londres, incluindo cenas de ação na Tower Bridge e na sede do MI6.
- Sherlock Holmes – o lendário detetive perambula pelas ruas de Londres, e muitas locações estão espalhadas bem pelo centro histórico da cidade.
- Um Lugar Chamado Notting Hill – a famosa comédia romântica com Julia Roberts leva você à colorida Portobello Road e à sua pitoresca vizinhança.
- V de Vingança – esse filme intenso foi gravado em parte em Londres e oferece cenas de ação de tirar o fôlego na Trafalgar Square e no ambiente sombrio do metrô.
Onde comer em Londres
A cena gastronômica londrina é uma das mais variadas do mundo e você come aqui literalmente de todos os cantos do planeta. Mas uma coisa a gente já adianta: nós não comemos carne, então leve as dicas abaixo como elas são. Sobre os lugares vegetarianos, falamos por experiência própria; sobre os de carne, apenas resumimos o que os próprios londrinos recomendam.
Londres é também uma potência europeia do café especial. Se você quer tomar um flat white de verdade, reunimos as melhores cafeterias de Londres — só as com nota acima de 4,6 no Google.
Restaurantes de luxo em Londres
- Em busca de cozinha europeia moderna com 2 estrelas Michelin, vá ao The Ledbury.
- A melhor cozinha britânica moderna com 3 estrelas Michelin você encontra no Core by Clare Smyth.
- Os carnívoros a gente manda para a rede Hawksmoor, que em Londres é especializada em bifes e pratos de carne.
- The Palomar – cozinha israelense.
- Em busca de cozinha chinesa moderna num ambiente elegante, vá ao Hakkasan.
- O St. John atrai com cozinha britânica tradicional, que valoriza a sazonalidade e a qualidade dos ingredientes.
- O divertido Sketch leva você a várias salas coloridas, cada uma com design e cardápio diferentes.
- No The River Cafe, você come cozinha italiana já com uma vista maravilhosa do Tâmisa.
- Os amantes da cozinha indiana aproveitam o ambiente luxuoso do Gymkhana.

Restaurantes baratos, mas excelentes, em Londres
Comer barato em Londres é possível, só é preciso saber onde. Os preços abaixo são aproximados e sobem o tempo todo, então leve-os com uma margem de folga.

💡 Dica: comemos mais barato e melhor na Chinatown, na Gerrard Street. Uma tigela de macarrão com legumes e tofu custa poucas libras, e você senta embaixo das lanternas vermelhas bem na rua. Funciona muito bem também como fuga da chuva.
- Preços aceitáveis e ótima cozinha indiana você encontra no Dishoom, com várias unidades por toda Londres.
- Na pizzaria Franco Manca os preços começam já em 5 libras, e você encontra várias unidades pela cidade.
- Bao – bistrô taiwanês com várias unidades em Londres, onde você encontra ótimos pratos vegetarianos e de carne.
- Honest Burgers – especializado em hambúrgueres, com várias unidades em Londres.
- Homeslice – pizzaria bacana com várias unidades londrinas, onde uma porção sai já por 4 libras.
- Flat Iron – casa com várias unidades em Londres, especializada em bifes a cerca de 10 libras.
- Padella – cozinha italiana caprichada, focada em massas e risotos, com preços muito amigáveis a partir de 5 libras.
- The Breakfast Club – para um café da manhã tradicional ou um brunch reforçado por volta de 10 libras, vá a uma das suas muitas unidades.
- The Regency Cafe – café londrino tradicional, aonde se vai pelo típico café da manhã inglês e outros pratos por volta de 5 libras.
- KaoSarn – se bater vontade de cozinha tailandesa, nas suas várias unidades londrinas você come já a partir de 7 libras.
10 dicas do que fazer em Londres com crianças
Sempre depende da idade das crianças que você levar, mas Londres felizmente esconde um monte de atividades para todo mundo. Se você está criando pequenos fãs de Harry Potter, as locações de filme citadas acima simplesmente não podem ficar de fora.
- London Zoo – planeje um passeio ao Regent’s Park e explore um dos zoológicos mais antigos e maiores do mundo.
- Natural History Museum mergulha você num mundo de exposições fascinantes, onde você explora de perto enormes fósseis de dinossauros e meteoritos.
- Science Museum – museu divertido e interativo para todos os pequenos entusiastas da ciência.
- Madame Tussauds – as crianças amam o museu de cera; eu mesma me lembro justamente dele da minha primeira visita a Londres.
- Do London Eye, a maior roda-gigante da Europa, você tem uma vista panorâmica inesquecível de toda a cidade.
- Se você ama o bruxo de óculos, não perca o Harry Potter Studio Tour, porque a visita interativa aos famosos cenários de filme promete uma experiência mágica.
- Na Warner Bros. Studio Tour London – The Making of Harry Potter você explora os estúdios reais onde os filmes foram gravados e vê de perto os figurinos, os objetos e os cenários originais.
- A Tower of London, como famosa fortaleza histórica, esconde muitas histórias e lendas sombrias e fascinantes com que você impressiona as crianças com facilidade.
- Tente espiar com as crianças a Hamleys, a maior loja de brinquedos da Europa, onde as espera uma montanha de atrações e atividades divertidas.
- A cerca de uma hora da cidade fica o famoso Legoland Windsor, onde as crianças se esbaldam em dezenas de atrações inspiradas no lendário brinquedo Lego.
O que fazer em Londres quando chove?
Em Londres cai uma chuvinha de vez em quando, então não deixe que um chuvisco te desanime. Mas, quando começa a chover a cântaros, refugie-se em um dos museus já citados; Lukáš e eu não vivemos sem o British Museum, a Tate Modern e a National Gallery. Quem não tem problema com inglês pode reservar à noite ingressos para uma peça de teatro num West End Show.

Um dia chuvoso também é ideal para a Madame Tussauds. Fui lá ainda criança e me lembro principalmente de uma coisa: filas de várias horas. Hoje dá para evitar isso — o ingresso você compra online por cerca de 29 £ para um horário específico, enquanto na hora paga por volta de 39 a 42 £ e ainda pega fila. Funciona igual no British Museum: a entrada é gratuita, mas de abril a agosto o melhor é reservar um ingresso gratuito com horário, senão você passa tranquilamente uns 45 minutos na fila.
Mapa de pontos de interesse para o celular
Londres: curiosidades
Debaixo de Londres há uma enorme rede de túneis abandonados
Sob as ruas movimentadas se esconde uma imensa rede de túneis abandonados, estações de metrô e bunkers. Na Segunda Guerra Mundial, as pessoas se escondiam neles; em outros tempos serviram como rotas de fuga secretas ou simples depósitos. Se você gosta de história, vai adorar o Mail Rail, a ferrovia subterrânea secreta por onde antigamente se distribuía a correspondência por Londres.
Em Londres há mais restaurantes indianos que em Délhi
A cozinha britânica absorveu influências do mundo todo, mas nada faz tanto sucesso quanto os pratos indianos. Londres tem até mais restaurantes indianos que a própria Délhi, na Índia. Entre britânicos e turistas, o campeão absoluto é o chicken tikka masala, prato que, segundo algumas teorias, surgiu justamente na Grã-Bretanha.
As famosas cabines telefônicas vermelhas têm seu próprio cheiro
As clássicas cabines telefônicas vermelhas ficam ótimas nas fotos, mas na vida real têm um odor bem específico. A mistura de metal velho, papel envelhecido e umidade onipresente é tão forte que chegaram a criar um perfume inspirado nela para uma galeria britânica de aromas. Lukáš e eu não gostaríamos de nos perfumar com isso, mas tem lá o seu charme.

No Tâmisa surgem os “garimpeiros da lama”
Um dos passatempos londrinos mais bizarros é o chamado Mudlarking, que nada mais é do que remexer na lama às margens do Tâmisa à procura de tesouros históricos. Enquanto na era vitoriana era uma forma dura de sobrevivência, hoje as pessoas tiram das margens do rio, com empolgação, moedas antigas, ossos expostos ou até armas centenárias.
Londres já teve seus próprios ursos-polares
A Tower of London foi, no passado, lar de animais exóticos que eram presentes para os reis ingleses. No século XIII, o rei da Noruega deu à Inglaterra um urso-polar, que tinha até permissão para nadar no Tâmisa preso a uma corrente.
Em Londres há bares secretos que você só encontra com senha
A cultura escondida dos bares speakeasy, dos tempos da Lei Seca americana, segue viva aqui e tem uma atmosfera incrível. Em alguns lugares você só entra com uma senha especial, ou precisa saber exatamente em qual campainha apertar. Se você gosta de mistérios, experimente o bar Evans & Peel Detective Agency, que por fora parece uma discreta agência de detetives.
Londres é a cidade mais chuvosa? De jeito nenhum!
Apesar da fama de cidade chuvosa, Londres tem menos precipitação que, por exemplo, Roma, Sydney ou Nova York. A chuva até é frequente, mas mais na forma de um chuvisco fino do que de aguaceiros fortes.
Londres tem o metrô mais antigo do mundo, mas não o mais profundo
O metrô de Londres pode se orgulhar de ter sido inaugurado em 1863 como o primeiro do mundo. Apesar desse pioneirismo, ele não é o mais profundo — sua estação mais funda, Hampstead, fica “só” 58 metros abaixo da superfície. Para comparar, o metrô da Coreia do Norte chega à profundidade impressionante de 110 metros.
Londres tem mais árvores que pessoas
Apesar de ser uma cidade enorme, Londres é cheia de verde – tem mais de 8 milhões de árvores, número maior que o de habitantes. Por isso é classificada como “cidade-floresta” segundo a ONU.

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Para onde ir depois: nossos guias detalhados pela Grã-Bretanha
Londres não é o fim da linha. Se você planeja uma viagem mais longa ou quer conhecer algum lugar a fundo, dê uma olhada nos nossos outros guias.
- London Eye — entrada, quando ir por causa do pôr do sol e se vale a pena ou se é melhor ir de graça ao Sky Garden.
- Palácio de Buckingham — entrada nos State Rooms, onde ficar para a troca da guarda e as histórias da sacada e do jardim secreto.
- Tower of London — entrada, joias da coroa, os corvos e 12 dicas do que não perder lá dentro. A fortaleza mais visitada de Londres.
- Estúdio do Harry Potter em Londres — ingressos, preços e como chegar aos estúdios. A melhor experiência para os fãs da saga.
- Stonehenge — dê uma olhada no nosso resumo de entrada, transporte de Londres e dicas do que mais ver nos arredores.
- Edimburgo — vá para o norte com nossas 31 dicas do que vale a pena ver na capital escocesa.
- Férias na Escócia — você encontra conosco 30 dicas do que ver e aonde ir, das Highlands às ilhas.
- Camden Market e Camden Town: 12 dicas do mercado mais famoso de Londres — street food, a estátua da Amy Winehouse e um passeio pelo canal.
Qual é a melhor época para visitar Londres?
O período ideal para visitar Londres é na primavera ou no outono, quando o clima é agradável e há menos turistas. A época de Natal também é popular devido à atmosfera festiva e aos mercados de Natal.
Qual tipo de cartão de transporte é mais vantajoso?
O mais simples é pagar com u003cstrongu003eum cartão sem contato comum ou celularu003c/strongu003e — as tarifas e os limites diários são os mesmos do Oyster, mas não custa nada a mais. O cartão Oyster hoje custa £ 10 de taxa não reembolsável e não compensa mais para a maioria dos turistas. Só faz sentido principalmente para crianças de 11 a 15 anos.
O que experimentar em Londres?
Os clássicos são fish and chips, café da manhã inglês completo e chá da tarde com scones. u003cstrongu003eNós somos vegetarianosu003c/strongu003e, então dessa lista recomendamos por experiência própria principalmente o u003cstrongu003eafternoon teau003c/strongu003e — e além disso a culinária indiana, que em Londres é excepcionalmente boa e barata.
