Escócia: 30 dicas do que ver e onde ir em 2026

A Escócia é exatamente aquele destino que parece absolutamente inacreditável nas fotos, mas, quando você começa a pesquisar mais a fundo, descobre que a realidade é ainda mais dramática. A terra das Terras Altas selvagens, dos lagos profundos e dos castelos ancestrais atrai viajantes do mundo todo, e, sinceramente, não é difícil entender o porquê. Aqui você encontra de tudo, desde cidades vibrantes com uma cena gastronômica incrível até ilhas isoladas onde sua única companhia serão ovelhas e gaivotas.

Se você está pensando em conhecer o norte do Reino Unido, preciso te avisar logo de cara sobre uma coisa fundamental: o clima. Prepare-se para vivenciar as quatro estações do ano em um único dia, então uma boa jaqueta impermeável vai virar sua melhor amiga. Tenha sempre à mão um suéter, uma camiseta e, de preferência, alguma camada mais quente, porque o tempo muda de um minuto para o outro. Em compensação, a recompensa serão as vistas de montanhas envoltas em névoa e vales que inspiraram filmes como Harry Potter ou James Bond.

Então preparei para você exatamente 30 dicas do que ver e fazer — de Edimburgo, passando pelas Terras Altas selvagens, até os cantos mais ao norte, onde o vento sopra e tudo cheira a mar. Vou incluir também um guia de como sobreviver aos mosquitinhos, como se virar dirigindo na mão inglesa e onde se hospedar para não acabar dormindo na beira da estrada.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro
Foto: Clément Proust / Pexels

Conteúdo do artigo

Resumo

  • Nova obrigatoriedade: Desde 2 de abril de 2025, para entrar no Reino Unido é preciso a autorização eletrônica UK ETA, que custa £20 (cerca de 23 €) e se solicita online pelo aplicativo oficial. Brasileiros também precisam dessa autorização.
  • Quando ir: Os melhores meses são maio e setembro, quando o clima é agradável e você evita o pior das temidas nuvens de mosquitinhos (midges).
  • Como se locomover: Para explorar as Terras Altas e as ilhas é praticamente indispensável alugar um carro; só não esqueça que se dirige pela esquerda e que no interior você vai encontrar estradas estreitas de pista única.
  • Por quanto tempo ir: O mínimo para conhecer Edimburgo e um pouco da natureza são 5 a 7 dias, mas para um road trip caprichado reserve idealmente de 10 a 14 dias.
  • Reserve a hospedagem com antecedência: Principalmente a Ilha de Skye e a rota NC500 costumam lotar na alta temporada com seis meses a um ano de antecedência.
  • Ingressos com antecedência: Vale a pena reservar com muita antecedência os bilhetes do famoso trem a vapor Jacobite Steam Train ou os passeios de barco pelo Loch Ness, tranquilamente pelo GetYourGuide.
Quando ir para a Escócia e como sobreviver aos midges
Foto: Paul Denbow / Pexels
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Quando ir para a Escócia e como sobreviver aos midges

O clima no norte do Reino Unido é imprevisível o ano inteiro, mas, se você quer maximizar suas chances de pegar dias bonitos, os melhores meses para viajar são maio e setembro. Nessa época os dias já são agradavelmente longos, há menos turistas do que nas férias de verão e, principalmente, você foge do pior ataque dos insetos chatos. No verão as temperaturas até chegam aos agradáveis 20 graus e, no fim de junho, há luz por tranquilamente 17 horas por dia, mas o preço a pagar são os estacionamentos lotados e os mosquitinhos por toda parte 😅.

São justamente esses pequenos mosquitinhos que mordem, os chamados midges, que viram um pesadelo para muitos viajantes. A temporada deles começa no fim de maio e dura até o início de setembro, com o pico absoluto em julho e agosto, principalmente na costa oeste e nas ilhas. Eles atacam com mais força no amanhecer e no entardecer, adoram umidade e ausência de vento, mas, felizmente, não conseguem voar quando o vento sopra a mais de 10 quilômetros por hora.

Se você for no verão, com certeza não vai escapar de precisar de um bom repelente local. Os repelentes comuns que você traz do Brasil simplesmente não funcionam contra eles, então, assim que chegar, compre o produto Smidge ou aposte na dica lendária dos moradores locais: o óleo corporal Avon Skin So Soft. Se você planeja acampar ou ficar muito na natureza perto dos lagos, considere comprar também uma rede especial para o rosto. Pode parecer um pouco exagerado, mas leve na mochila roupas claras de manga longa, porque, assim que vivenciar o primeiro ataque de verdade dos midges, vai ficar incrivelmente grato por ter essa proteção.

Como chegar à Escócia e transporte
Foto: Phil Evenden / Pexels

Como chegar à Escócia e transporte

Saindo do Brasil, o caminho mais simples é voar até Londres (Heathrow ou Gatwick) e, de lá, pegar uma conexão rápida para Edimburgo ou Glasgow, opção operada por companhias como British Airways, easyJet ou Jet2. O voo de São Paulo até Londres dura cerca de 11 a 12 horas, e o trecho doméstico até a Escócia leva pouco mais de uma hora. Vale a pena monitorar as passagens no buscador Kiwi.com. Um truque ótimo é comprar a chamada passagem open-jaw, ou seja, chegar em uma cidade e voltar de outra, já que Edimburgo e Glasgow ficam a cerca de uma hora de trem uma da outra.

Para circular pelas cidades você definitivamente não precisa de carro, mas para explorar as Terras Altas, as ilhas e as praias remotas, alugar um carro é praticamente indispensável. O mais prático é comparar todas as ofertas das locadoras e retirar o carro logo após o pouso.

As diárias de um carro pequeno giram em torno de £16 (cerca de 18 €) a £25 (cerca de 29 €), mas leve em conta que se dirige pela esquerda e que a gasolina custa cerca de £1,59 por litro (aproximadamente 1,85 €). No interior, além disso, você vai encontrar as chamadas single-track roads, estradinhas estreitas para um carro só com pontos de desvio, onde vale a regra de cortesia de dar passagem e sempre agradecer com um aceno ☺️. É importante lembrar que os pontos de desvio servem exclusivamente para um veículo dar passagem ao outro: nunca estacione neles nem use para fotografar a paisagem.

Se você não se sente seguro para dirigir pela esquerda, pode usar a ótima rede ferroviária escocesa ScotRail, que te leva pelos cenários mais bonitos. Já para as ilhas você chega com as confiáveis balsas da companhia CalMac, para as quais é indispensável reservar lugar para o carro com bastante antecedência. Entre as cidades também funcionam os ônibus mais baratos da Citylink, mas você precisa contar que a viagem leva consideravelmente mais tempo.

Novidade essencial: a autorização obrigatória UK ETA
Foto: Angelo Capitanio / Pexels

Novidade essencial: a autorização obrigatória UK ETA

Não importa se você planeja só um feriado prolongado ou um road trip de um mês: desde 2 de abril de 2025 existe uma nova obrigatoriedade. Para entrar no Reino Unido não basta mais só o passaporte válido — você precisa solicitar de antemão a autorização de viagem eletrônica chamada UK ETA. Não se trata de um visto clássico, mas sim de um registro de segurança que talvez você já conheça dos Estados Unidos (ESTA) ou do Canadá (eTA).

Por essa autorização você paga uma taxa de £20 (cerca de 23 €) e ela vale por dois anos inteiros, ou até a data de expiração do seu passaporte. Durante esse período você pode viajar ao Reino Unido várias vezes, sendo que cada visita não pode passar de seis meses. Solicite a autorização idealmente pelo menos três dias úteis antes do embarque, e exclusivamente pelo aplicativo oficial UK ETA ou no site gov.uk.

Tome muito cuidado com os mais diversos sites fraudulentos, que vão tentar te cobrar valores muito mais altos pela tal “intermediação”. O único lugar correto é o site ou o aplicativo oficial do governo britânico. Além disso, absolutamente todo viajante precisa ter a autorização, incluindo crianças pequenas e bebês, então não esqueça disso ao planejar as férias em família. A aprovação em si normalmente acontece em poucos minutos.

Onde se hospedar na Escócia
Foto: Duna Jbara / Pexels

Onde se hospedar na Escócia

💡 Dica de hospedagem e experiências: A gente adora procurar hospedagem no Booking.com, onde costumam ter as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.

O país é grande demais para você percorrê-lo todo a partir de um único hotel, então vai precisar dividir a hospedagem em algumas etapas lógicas. Recomendo muito não deixar as reservas para a última hora, porque regiões populares como a Ilha de Skye, o vale de Glencoe ou a rota NC500 costumam lotar até seis meses antes nos meses de verão. Reserve pelo Booking, idealmente com cancelamento gratuito, para ter uma carta na manga caso os planos mudem.

Se você for à popular Isle of Skye, uma ótima base para passeios é a cidadezinha portuária de Portree. Para casais em busca de vistas deslumbrantes, ideal é a casa vitoriana The Cuillin Hills Hotel, enquanto os amantes de sauna e jardins bonitos vão apreciar o mais luxuoso The Marmalade Hotel. Se você prefere dormir mais para o interior, perto das montanhas, uma base montanhesa lendária com cervejaria própria é o histórico Sligachan Hotel.

No dramático vale de Glencoe e nos arredores de Fort William você pode se dar o luxo de verdade na hospedagem especial Glencoe House, que oferece apartamentos enormes com vista de tirar o fôlego. Uma excelente escolha também é o The Lime Tree em Fort William, onde você ainda encontra um restaurante premiado e uma galeria, ou o praticamente localizado Highland Home, de onde você fica a poucos passos do famoso trem a vapor.

Junto ao icônico lago Loch Lomond, para ocasiões especiais vale uma noite de mimo no Cameron House, uma enorme residência gótica bem na margem, com spa próprio e campo de golfe. Pertinho de Inverness você pode experimentar o tradicional Loch Ness Country House Hotel e, se você partir para o circuito norte NC500, garanta um quarto no lindo The Castle Hotel em Dornoch ou no aconchegante Mackay’s Rooms no extremo norte, em Durness.

Culinária escocesa e especialidades vegetarianas
Foto: Clément Proust / Pexels

O que comer na Escócia (inclusive para vegetarianos)

A culinária escocesa não tem lá um grande marketing e, sinceramente, à primeira vista nem parece tão atraente. Mas aí você prova um bom haggis com batatas e nabo e, de repente, entende como se sobrevive ao inverno por aqui. A base de tudo é, claro, o famoso haggis, que são vísceras de carneiro cozidas com flocos de aveia dentro do estômago do animal, mas, se você não come carne, não precisa se desesperar. O haggis vegetariano é totalmente padrão aqui, você compra até no supermercado comum e, nos restaurantes, ele vem com o tradicional purê de nabo e batata.

A cidade de Glasgow é, inclusive, frequentemente apontada como a principal cidade vegana de todo o Reino Unido, então aqui todos os amantes da comida à base de plantas têm muita opção. Experimente sem falta o cultuado bar vegano ligado à loja de vinis Mono, o ótimo gastropub Stereo ou o badalado bistrô Picnic. Em Edimburgo, não deixe de fora o lendário restaurante Henderson’s, o estabelecimento mais sofisticado David Bann ou o aconchegante Harmonium, no bairro de Leith.

Entre as especialidades clássicas que levam carne ou peixe, nos cardápios costuma aparecer a sopa de peixe defumado Cullen skink, o famoso salmão escocês ou os bifes da raça Aberdeen Angus. Já entre os doces sem carne que você pode aproveitar tranquilamente estão os biscoitos amanteigados shortbread, o docinho incrivelmente açucarado tablet ou a tradicional sobremesa cranachan, que mistura chantili, flocos de aveia, framboesas e uma boa dose de uísque. E não esqueça de regar tudo isso com o refrigerante laranja vibrante Irn-Bru 😁.

Cidades e as Terras Baixas da Escócia: 6 dicas do que ver e fazer
Foto: Sue Jones / Pexels

Cidades e as Terras Baixas da Escócia: 6 dicas do que ver e fazer

Vamos juntos conhecer a parte mais ao sul do país, onde estão as maiores cidades e um monte de monumentos históricos. Essa região é ideal para quem viaja sem carro, porque entre os pontos você se desloca com toda a tranquilidade e rapidez em trens confortáveis. As Terras Baixas também são, no geral, mais amigáveis em relação ao clima, e os mosquitinhos chatos você só encontra em raríssimas exceções.

O castelo e o panorama de Edimburgo
Foto: Saffron Blaze / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

1. Edimburgo: a capital repleta de história

Edimburgo é uma das cidades mais bonitas de toda a Europa, e seu centro histórico com a rocha do castelo é Patrimônio Mundial da UNESCO. Caminhe pela famosa rua Royal Mile, que liga o majestoso Edinburgh Castle ao palácio real, e não perca a subida ao vulcão extinto Arthur’s Seat, de onde você tem a cidade inteira na palma da mão. Faça também um pequeno desvio até a fotogênica Victoria Street, cujas fachadas coloridas de lojas de souvenirs de bruxaria teriam inspirado J. K. Rowling na criação do famoso Beco Diagonal.

💡 Dica: Se você for em agosto, a cidade ferve com o gigantesco festival Fringe, mas conte que a hospedagem some num piscar de olhos. Compre os ingressos do castelo com antecedência online. Mais informações você encontra no nosso artigo Edimburgo: 31 dicas do que ver e fazer.

Glasgow — Kelvingrove e arquitetura
Foto: Rich Tea / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

2. Glasgow: cidade UNESCO da música e do design

A maior cidade da Escócia tem uma atmosfera completamente diferente da histórica Edimburgo: é bem mais industrial e ostenta o título de Cidade UNESCO da Música, com mais de 130 shows por semana. Foi aqui que nasceu o famoso arquiteto Charles Rennie Mackintosh, cuja influência você vê em muitos edifícios, embora a famosa Glasgow School of Art ainda esteja, infelizmente, em reforma após um incêndio devastador.

Não deixe de fora a visita à Kelvingrove Art Gallery, o museu britânico mais visitado fora de Londres, com entrada totalmente gratuita. No interior desse imponente edifício vitoriano você encontra, entre outras coisas, uma pintura original de Salvador Dalí. De graça você também conhece o Riverside Museum, dedicado a transportes, ou o histórico veleiro Glenlee. À noite, recomendo passar no clube King Tut’s, onde a banda Oasis assinou seu contrato, ou simplesmente vagar pelas ruelas, já que a cidade dá para explorar confortavelmente até pelo metrô local.

Stirling Castle acima da cidade
Foto: DeFacto / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

3. Stirling: castelos-chave e campos de batalha

A cidade de Stirling costuma ser apelidada de “porta de entrada para as Highlands”, e foi aqui que aconteceram as batalhas mais importantes da história escocesa, incluindo a famosa vitória de William Wallace em 1297. O destaque é o lindíssimo Stirling Castle. O ingresso custa £18,50 (cerca de 21 €), para crianças £11 (cerca de 13 €), e no verão abre às 9h30. Mas, pelo que você paga, vale muito a pena.

Outra grande atração é o National Wallace Monument, uma torre alta no topo de uma colina, que exige subir 246 degraus. A entrada custa £12,20 (cerca de 14 €) e, em um dia claro, dali você enxerga até sete campos de batalha históricos. Se você se interessa pela história a fundo, pare também no moderno centro de visitantes do campo de batalha de Bannockburn, onde, por £11 (cerca de 13 €), você vivencia uma demonstração interativa em 3D da famosa batalha.

Lago Loch Lomond
Foto: Abubakr Hussain, Mohammed-Hayat Ashrafi, Maaz Farooq, Farmaa / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.5

4. Loch Lomond & The Trossachs

Logo depois de Glasgow começa o primeiro parque nacional escocês, fundado em 2002, que abriga o lago Loch Lomond, o maior do Reino Unido em área. A entrada em todo o parque nacional é totalmente gratuita; você só paga pelas atividades, como os passeios panorâmicos de barco saindo da cidadezinha de Balloch ou um cruzeiro num barco a vapor histórico no vizinho lago Loch Katrine.

De Glasgow você chega aqui de trem direto até a estação Balloch em menos de 50 minutos, então nem precisa de carro próprio. 💡 Dica: Se você gosta de trilhas, suba sem falta a colina Conic Hill, acima da vila de Balmaha. O percurso leva cerca de duas a três horas ida e volta e oferece talvez as melhores vistas panorâmicas de todo o lago, repleto de pequenas ilhotas.

Esculturas The Kelpies perto de Falkirk
Foto: Steven Straiton / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

5. The Kelpies e a Falkirk Wheel

A pouca distância da rota entre Edimburgo e Glasgow você encontra duas construções modernas absolutamente únicas, que valem uma parada rápida. The Kelpies são duas gigantescas cabeças de cavalo em aço, com 30 metros de altura, que representam espíritos aquáticos lendários e são as maiores esculturas de cavalo do mundo. O próprio parque Helix, onde ficam as esculturas, é de acesso gratuito; paga-se apenas a visita ao interior das estátuas, por £8,50 (cerca de 10 €).

A poucos quilômetros dali fica a Falkirk Wheel, o único elevador rotativo de barcos do mundo, que liga elegantemente dois canais de navegação com uma enorme diferença de altura. A área ao redor do elevador você percorre de graça, mas, se quiser viver a rotação dentro de um barco, o bilhete para o passeio de cerca de uma hora custa £17,95 (cerca de 21 €). Os dois lugares ficam mais fotogênicos no fim da tarde, quando estão lindamente iluminados.

St Andrews — catedral e golfe
Foto: KPapageorgiou / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

6. St Andrews: berço do golfe e universidade

A pitoresca cidadezinha universitária na costa da baía de Fife é famosa no mundo todo como o berço absoluto do golfe. Jogar no lendário campo Old Course custa, na alta temporada, £355 (cerca de 410 €), mas, se você não joga golfe, pode percorrer a área aos domingos, quando o campo fica fechado para o jogo e funciona como parque público, totalmente de graça, inclusive a foto na famosa pontezinha Swilcan Bridge.

Além do golfe, você encontra aqui a universidade mais antiga da Escócia, de 1413, onde, aliás, o príncipe William e Kate se conheceram, e as ruínas do castelo St Andrews Castle, com entrada de £11 (cerca de 13 €). O castelo fica bem na falésia da costa e esconde um túnel de mineração histórico único, no qual você pode até entrar. Vale também a caminhada pela linda praia de areia West Sands, que talvez você conheça da cena de abertura do filme premiado Carruagens de Fogo. De Edimburgo você chega de trem até a estação Leuchars e, depois, um curto trecho de ônibus, o que leva cerca de uma hora e meia.

Highlands e lagos: 11 dicas para amantes da natureza
Foto: Nunzio Guerrera / Pexels

Highlands e lagos: 11 dicas para amantes da natureza

Aqui você entra numa paisagem onde as estradas margeiam a água por tanto tempo que você para de contar os quilômetros, e onde, a cada curva, se abre uma vista que te obriga a parar e simplesmente contemplar. Nesta parte, sem carro vai ser bem difícil se locomover, mas, em compensação, você vai viver a verdadeira e indomável natureza selvagem escocesa que esperou esse tempo todo.

Pitlochry e Perthshire
Foto: Andrew Abbott / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

7. Pitlochry e Perthshire

A cidadezinha de Pitlochry funciona como uma popular porta de entrada para as Terras Altas centrais e fica na região arborizada de Perthshire, apelidada no outono de “terra das grandes árvores”. Pare sem falta no mirante Queen’s View, de onde se tem a icônica vista do lago Loch Tummel, e caminhe um trecho ao longo do dramático desfiladeiro de Killiecrankie, onde no passado aconteceu mais uma das batalhas sangrentas.

Esta região também é um ótimo lugar para o primeiro contato com a produção de uísque, porque bem perto de Pitlochry você encontra a tradicional destilaria Blair Athol e também a Edradour, que ostenta o título de uma das menores destilarias de toda a Escócia. A cidadezinha, além disso, é facilmente acessível de trem na linha principal de Edimburgo rumo ao norte, então você pode parar aqui mesmo viajando sem carro.

Vale de Glencoe
Foto: Billyshiverstick / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

8. Glencoe — o vale mais dramático

Se você tivesse que ver apenas um único lugar na Escócia, o vale de Glencoe seria um forte favorito, porque a majestade das montanhas ao longo da estrada A82 simplesmente te deixa de queixo caído. O cenário mais conhecido é o maciço chamado Three Sisters, sob o qual repousa uma história sombria, porque foi justamente aqui que, em 1692, aconteceu o tristemente célebre massacre do clã MacDonald. E todo o vale é de acesso totalmente gratuito.

Para os amantes de trilhas, é praticamente obrigatório o trekking de cerca de quatro quilômetros até o chamado Hidden Valley, ou Vale Perdido, onde antigamente se escondia o gado roubado. Conte que o percurso leva cerca de três horas, que de vez em quando você vai precisar usar as mãos e que ainda há uma pequena travessia de rio. 💡 Dica: Chegue aqui o mais cedo possível pela manhã; assim você foge não só das multidões de turistas, mas também muitas vezes pega aquela névoa matinal incrível, que dá ao lugar a atmosfera perfeita.

Ben Nevis — a montanha mais alta do Reino Unido
Foto: Tim Glover / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

9. Fort William e a subida ao Ben Nevis

A cidade de Fort William fica na margem de um braço de mar e ostenta com razão o título de metrópole outdoor do Reino Unido, já que serve de ponto de partida para o famoso trekking de longa distância West Highland Way. Mas a principal atração é a montanha mais alta de todo o reino, o majestoso Ben Nevis, que se ergue a 1.345 metros acima do nível do mar e atrai milhares de turistas entusiasmados todos os anos.

A subida segue pela chamada Mountain Track, um circuito de cerca de 16,5 quilômetros com 1.300 metros de desnível, que leva uns sólidos 8 a 9 horas. É um percurso fisicamente muito exigente; no topo, mesmo em pleno verão, costuma gear e cair névoa, então equipamento de montanha é absolutamente indispensável. Siga a trilha com muito rigor, porque o platô do cume é mais traiçoeiro do que parece quando a visibilidade é ruim.

Viaduto de Glenfinnan com o trem a vapor
Foto: Eric Kilby / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

10. Viaduto de Glenfinnan e o Jacobite Steam Train

Quem não conhece a famosa ponte por onde, todo ano, passa o Expresso de Hogwarts nos filmes de Harry Potter? Esse viaduto de 21 arcos, de 1901, se estende sobre o vale junto ao lago Loch Shiel e, na alta temporada, é cruzado duas vezes por dia pelo histórico trem a vapor Jacobite, que faz a rota de Fort William ao porto de Mallaig. Do mirante embaixo da ponte você fotografa toda essa beleza de graça; só paga £3,50 (cerca de 4 €) de estacionamento.

Se você quiser andar no trem histórico, a passagem padrão de ida e volta custa £76 (cerca de 88 €), sendo que a primeira classe sai por £116 (cerca de 134 €) e o bilhete infantil por £43 (cerca de 50 €). Só são vendidas passagens de ida e volta e, devido ao enorme interesse, é necessário reservar até 12 semanas antes, porque o trem esgota numa velocidade relâmpago. 💡 Dica: Exatamente a mesma rota, com vistas idênticas, é feita pelos trens comuns da ScotRail, que custam uma fração do preço; só não vai sair aquele charme da fumaça pela chaminé 😅.

West Highland Line — rota de trem
Foto: Richard West / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

11. West Highland Line: a rota de trem mais bonita

Já que estamos falando de trens, a rota West Highland Line aparece regularmente nos rankings das ferrovias mais bonitas de todo o mundo. Essa linha começa em Glasgow e se estende pela selvagem Rannoch Moor até a costa oeste, sendo que, em determinado ponto, ela se divide: um ramo termina no porto de Oban e o outro, passando pelo vale de Glencoe e pelo viaduto de Glenfinnan, chega até Mallaig.

É uma alternativa absolutamente fantástica ao aluguel de carro, graças à qual você curte os cenários sem o estresse das estradinhas estreitas. A viagem de Glasgow até a costeira Mallaig leva cerca de cinco horas e meia, e a passagem com a ScotRail sai a partir de £45,70 (cerca de 53 €), enquanto a versão mais curta até Oban começa em £32,20 (cerca de 37 €). Além disso, pelo caminho você contempla uma natureza intacta, aonde nenhuma estrada chega.

Ruínas do castelo Urquhart junto ao Loch Ness
Foto: Eusebius / Wikimedia Commons, CC BY 3.0

12. Loch Ness e as ruínas do castelo Urquhart

O mais famoso lago escocês, o Loch Ness, talvez não seja o mais bonito, mas é o que esconde de longe mais água entre todos os lagos britânicos, com até 230 metros de profundidade, e que, claro, ficou famoso pela lenda do mítico monstro Nessie. Bem na margem do lago se erguem as românticas ruínas do castelo Urquhart, onde o ingresso comprado online custa £14 (cerca de 16 €), enquanto no local você paga duas libras a mais.

Uma opção muito popular para conhecer o lago são os passeios de barco, sendo o mais conhecido o cruzeiro Jacobite Freedom, que custa £33 (cerca de 38 €) e inclui duas horas na água, além da própria entrada no castelo. Se você se interessa pela história da busca pelo monstro, na cidadezinha próxima de Drumnadrochit há a moderna exposição Loch Ness Centre, com ingresso de £17 (cerca de 20 €), onde você faz uma envolvente visita multimídia sobre a história das buscas e dos mistérios. Dá até para ver os equipamentos que os cientistas usaram ao escanear o fundo do lago. 💡 Dica: Chegue ao castelo logo na abertura, porque a partir das 11h o lugar enche de ônibus com excursões vindas de Edimburgo.

Inverness às margens do rio Ness
Foto: Lucas Kendall / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
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13. Inverness

A cidade de Inverness fica na ponta norte do lago Loch Ness e serve como centro cultural e administrativo de toda a região das Highlands. É uma base perfeita e surpreendentemente tranquila para explorar o norte da Escócia, além de ser o ponto oficial de partida e chegada da famosa rota NC500. O rio Ness corta a cidade, e você encontra aqui um monte de cafés, restaurantes e lojas de souvenirs agradáveis.

Uma grande atração será o recém-reformado Inverness Castle, cuja enorme exposição interna reabrirá aos visitantes em 10 de dezembro de 2025, depois de uma pausa de vários anos. A cidade ainda tem ótima conexão de transporte com o resto do país: de trem direto de Edimburgo você chega em cerca de três horas e meia, e de Glasgow, em cerca de três horas.

Campo de batalha de Culloden perto de Inverness
Foto: Photograph by Mike Peel (www.mikepeel.net). / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

14. Culloden: um campo de batalha cheio de emoções

Pertinho dos limites de Inverness fica um dos lugares mais importantes e mais tristes da história escocesa, a sinistra charneca de Culloden. Foi justamente aqui que, em 1746, aconteceu a última batalha em solo britânico, marcando o fim definitivo e sangrento de toda a revolta jacobita. Para os fãs da popular série Outlander, este lugar é uma parada obrigatória.

Hoje há ali um campo de batalha de atmosfera muito intensa, por onde você pode caminhar, e um moderno centro de visitantes sob a gestão da organização National Trust. A visita à exposição interativa ajuda a entender a complexa história dos clãs e da política da época, e o próprio lugar com certeza vai te despertar uma sensação difícil de descrever, mas muito forte.

Montanhas Cairngorms
Foto: Colin Park / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

15. Cairngorms National Park e as renas selvagens

Enquanto a maioria dos turistas vai ao Loch Ness ou à costa oeste, o gigantesco Cairngorms National Park oferece um tipo de paisagem completamente diferente. É o maior parque nacional de todo o Reino Unido, com mais de 4.500 quilômetros quadrados, onde você encontra resquícios da floresta caledônia original e dezenas de montanhas que passam dos três mil pés de altura, as chamadas Munros.

A boa notícia é que, desde 27 de fevereiro de 2025, depois de um longo fechamento, voltou a funcionar o funicular de montanha Cairngorm Funicular, que, por £17,95 (cerca de 21 €), te leva ao restaurante mais alto do Reino Unido, a 1.097 metros de altitude. Não deixe de fora também a visita ao Cairngorm Reindeer Herd, o único rebanho de renas em vida selvagem das ilhas. A expedição especial até elas custa £20 (cerca de 23 €), mas não dá para reservar com antecedência, então você precisa chegar bem cedo pela manhã.

Destilaria de uísque em Speyside
Foto: my friend, Y. Kohno / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

16. Speyside Malt Whisky Trail

Escócia e uísque andam inevitavelmente juntos, e a região de Moray Speyside, a leste de Inverness, é o lar de mais da metade de todas as destilarias em funcionamento no país. Você encontra aqui a única rota sinalizada de destilarias do mundo, a chamada Malt Whisky Trail, que tem cerca de 100 quilômetros e liga nove lugares únicos, com história rica e armazéns perfumados, cheios de barris.

Entre as mais conhecidas está a visita à destilaria familiar Glenfiddich, onde o tour básico custa £30 (cerca de 35 €), sendo que o próprio centro de visitantes com exposição é gratuito. Se você procura luxo, pode reservar com antecedência a visita ao edifício arquitetonicamente deslumbrante da The Macallan, onde os preços giram em torno de £250 (cerca de 290 €). 💡 Dica: Se você está dirigindo, de jeito nenhum sente ao volante depois da degustação; as destilarias estão preparadas para isso e, de bom grado, embrulham para os motoristas o chamado “driver’s pack”, com amostras para levar para a noite.

Castelo Eilean Donan
Foto: Diliff / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

17. Eilean Donan Castle: o castelo de conto de fadas dos filmes

Na viagem do centro da Escócia rumo à Ilha de Skye, cerca de 15 minutos antes da ponte você encontra um lugar que simplesmente não dá para passar reto. Eilean Donan é, provavelmente, aquele castelo que você conhece de mil fotos no Pinterest, mesmo sem se dar conta. Ele fica numa pequena ilhota no lago Loch Duich e se liga ao continente por uma romântica ponte de pedra. Já apareceu em filmes como Highlander ou no James Bond O Mundo Não é o Bastante.

A entrada nas exposições internas custa £13 (cerca de 15 €) por adulto, e os ingressos só podem ser comprados no local, ou seja, não existe venda online antecipada. Mas, se você quer economizar dinheiro e tempo, as fotos mais bonitas você tira de fora, das margens do lago, o que, claro, é totalmente de graça. A melhor luz costuma ser no entardecer e, na maré alta, parece que o castelo está literalmente flutuando sobre a água.

Isle of Skye e outras ilhas: 8 dicas de passeio
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Isle of Skye e outras ilhas: 8 dicas de passeio

A costa oeste da Escócia é cercada por centenas de ilhas, algumas desertas e outras com os fenômenos naturais mais icônicos de toda a Europa. Se você tiver tempo, inclua sem falta no roteiro pelo menos uma delas. Só não esqueça que, com exceção da Ilha de Skye, à qual leva uma ponte gratuita, em todos os outros lugares você precisa se deslocar de balsa, que costuma ficar bem lotada.

Old Man of Storr em Skye
Foto: Klaus with K / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

18. Isle of Skye: o mágico Old Man of Storr

A Ilha de Skye é, sem dúvida, a maior estrela entre as ilhas escocesas, e visitá-la é simplesmente uma aposta certeira. O destaque absoluto é o Old Man of Storr, um pilar rochoso de cerca de 50 metros de altura, que se ergue na península de Trotternish e domina toda a paisagem ao redor. Para a ilha, aliás, você chega pela Skye Bridge totalmente de graça, já que o antigo pedágio foi extinto em 2004.

O caminho até a rocha e de volta tem quase 4 quilômetros, e a subida, com tempo para fotos, leva cerca de duas a três horas; prepare-se para degraus bem íngremes e bastante desnível. O estacionamento ao pé da colina é pago, custa £6 (cerca de 7 €) por seis horas e, na alta temporada, já costuma estar cheio lá pelas 9h30 da manhã, então acorde cedo para não ter que estacionar quilômetros longe, na beira estreita da estrada.

Quiraing e Neist Point em Skye
Foto: Stefan Krause, Germany / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

19. Isle of Skye: Quiraing, Neist Point e Portree

Um pouco mais ao norte do Storr você encontra o Quiraing, um espetacular deslizamento de terra repleto de agulhas rochosas, penhascos e platôs escondidos. O circuito completo tem quase 7 quilômetros, leva até quatro horas e inclui uma escalada leve, então vá até lá apenas com tempo bom e céu claro. Já na ponta oposta, a mais a oeste da ilha, fica o Neist Point com seu farol de 1909, que é, disparado, o melhor lugar para assistir ao pôr do sol.

A base ideal para todos esses passeios é o pitoresco porto de Portree, com pouco menos de 2.300 habitantes, que você reconhece pela fileira de casinhas coloridas que contornam a enseada. Há um grande supermercado, posto de gasolina e um monte de cafés ótimos, onde você pode se aquecer com prazer depois de um dia puxado nas falésias varridas pelo vento.

Poças Fairy Pools em Skye
Foto: gailhampshire from Cradley, Malvern, U.K / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

20. Isle of Skye: um banho nas Fairy Pools

Se você não se importa com um pouco de água gelada, vá para o sul da ilha, sob as majestosas montanhas Cuillins, até o vale de Glen Brittle. As Fairy Pools são cascatas de poças de um azul-esverdeado lindíssimo e pequenas quedas d’água num riacho de montanha, que praticamente convidam ao banho selvagem, muito popular aqui e totalmente de graça. O trajeto do estacionamento até as poças tem cerca de 2,4 quilômetros e é uma caminhada fácil, adequada até para famílias com crianças.

O estacionamento nas Fairy Pools custa £6 (cerca de 7 €) pelo dia inteiro e, no geral, para explorar todas as belezas da ilha reserve idealmente dois a três dias inteiros. As atrações ficam espalhadas em pontas opostas da ilha, e a circulação pelas estradas locais de pista única é bem lenta. Se você não quiser ir pela ponte, também chega à ilha de balsa, de Mallaig até o porto de Armadale, por £13,25 (cerca de 15 €) por carro, mas a reserva é uma necessidade absoluta.

Porto de Oban e McCaig's Tower
Foto: Virtual-Pano / Wikimedia Commons, CC BY 4.0

21. Oban: a movimentada porta de entrada para as ilhas

A cidadezinha de Oban, no continente, serve como o principal nó de transporte para quem vai às ilhas Hébridas, e ali pulsa uma atmosfera incrivelmente viva. O destaque da cidade é a curiosa construção circular McCaig’s Tower, que lembra um pouco o Coliseu de Roma e oferece vistas incríveis de toda a baía. Caminhe sem falta ao longo do porto e absorva aquele típico burburinho marítimo.

Do porto partem diariamente os grandes navios amarelo e preto da companhia CalMac, que transportam turistas e moradores para as ilhas vizinhas. Oban é uma ótima parada para passar uma noite, caso você tenha comprado o bilhete da balsa para a manhã seguinte bem cedo, e ainda é facilmente acessível pela linda rota de trem West Highland Line, direto de Glasgow.

Staffa e a Caverna de Fingal
Foto: Roger D Kidd / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

22. Isle of Mull, a sagrada Iona e a caverna de Staffa

O trio das chamadas Hébridas Interiores oferece um fantástico passeio de um dia saindo de Oban, que dá para fazer até sem carro. A ilha de Mull te recebe com o colorido porto de Tobermory e uma natureza selvagem, enquanto a pequenina Iona é o berço do cristianismo escocês, onde fica a famosa abadia Iona Abbey, com entrada de £10 (cerca de 12 €). Em Iona, aliás, carros de turistas comuns são proibidos, então reina ali uma paz perfeita.

Mas a verdadeira joia é a ilha desabitada de Staffa, com a icônica Caverna de Fingal, formada por perfeitas colunas hexagonais de basalto, que um dia inspiraram até o compositor Mendelssohn. Os barcos de passeio que saem do porto de Fionnphort custam cerca de £45 (cerca de 52 €), e a temporada toda vai de abril até o fim de outubro. 💡 Dica: Se puder, não planeje o passeio a Staffa para o último dia da viagem, porque os barcos costumam ser cancelados em cima da hora por causa das ondas fortes.

Praia de Luskentyre em Harris
Foto: Adam Forsyth / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

23. Hébridas Exteriores e a praia de Luskentyre

Se você anseia por isolamento total e praias que parecem caribenhas — mas cuja temperatura da água logo te lembra que você ainda está no Reino Unido —, vá às Hébridas Exteriores. A dupla ilha de Lewis e Harris oferece uma natureza absolutamente intocada, e ali fica a praia de Luskentyre, que aparece regularmente nos rankings das praias mais bonitas do mundo. Areia branca com água turquesa, tudo de graça.

É justamente desta região que vem também o famoso tecido de lã protegido Harris Tweed, que você reconhece pela marca registrada Orb, e ali você pode levar o souvenir mais autêntico de todos. Às Hébridas Exteriores você chega de balsa, saindo de Uig, na Ilha de Skye, ou do norte, em Ullapool, com travessia de pouco menos de duas a duas horas e meia. Uma curiosidade é a vizinha ilha de Barra, onde fica o único aeroporto comercial do mundo em que os aviões pousam diretamente na praia.

Skara Brae e o Ring of Brodgar nas Órcades
Foto: Bill Henderson / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

24. Órcades: uma viagem ao Neolítico

O arquipélago das Órcades (Orkney), no extremo norte do país, é um paraíso para todos os amantes da história ancestral, porque ali estão os monumentos pré-históricos mais antigos de toda a Europa. A principal atração é o conjunto de monumentos inscrito na UNESCO, o chamado Coração das Órcades Neolíticas, que inclui a vila de Skara Brae, com cinco mil anos de idade — mais antiga que as pirâmides do Egito —, cujo ingresso comprado online custa £14 (cerca de 16 €).

Uma grande vantagem é que os famosos círculos de pedra Ring of Brodgar e Stones of Stenness você pode visitar totalmente de graça e sem nenhum horário de funcionamento. Do continente você chega aqui de balsa, saindo de Scrabster, ou pela opção mais barata, de Gills Bay, o que leva cerca de uma hora e meia. Recomendo reservar pelo menos dois dias para explorar as ilhas e, se você quer fotos perfeitas, vá aos círculos de pedra bem cedo, no nascer do sol.

Ilha de Arran
Foto: Valaskin / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

25. Isle of Arran: a Escócia em miniatura

A ilha de Arran fica a pouca distância da costa oeste, perto de Glasgow, e costuma ser apelidada de “Escócia em miniatura”, porque ali, numa área pequena, você encontra absolutamente tudo. No norte se erguem picos montanhosos selvagens, com a montanha mais alta, Goat Fell, enquanto no sul você pode passear por praias tranquilas de areia. É um destino ideal se você não tem tempo de ir até o extremo norte, mas quer viver a atmosfera de ilha.

Entre as principais atrações estão o lindo Brodick Castle, com seus jardins extensos, e também a destilaria local Arran Distillery. A viagem até a ilha é muito fácil: basta chegar ao porto de Ardrossan (tranquilamente até de trem direto de Glasgow) e embarcar na balsa, que te leva à vilazinha de Brodick em menos de uma hora.

Costa norte e NC500: 5 dicas para um road trip épico
Foto: Clément Proust / Pexels

Costa norte e NC500: 5 dicas para um road trip épico

A borda norte do Reino Unido foi por muito tempo deixada de lado, mas, com a chegada da rota NC500, virou um enorme sucesso. Essa região é selvagem, ventosa, quase sem árvores e absurdamente bonita. Mas, definitivamente, não vá até lá se não tiver tempo suficiente, porque atravessar correndo as estradinhas estreitas sem parar seria um desperdício enorme.

Estrada North Coast 500
Foto: Scottish Government / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

26. NC500 (North Coast 500): a Route 66 escocesa

A rota turística oficial chamada North Coast 500 tem exatamente 516 milhas, ou seja, cerca de 830 quilômetros, e contorna toda a costa norte. Esse circuito tem início e fim na cidade de Inverness e te leva pelas regiões mais remotas, como Wester Ross, Assynt e Sutherland. Você vai ver penhascos gigantescos, as profundas cavernas marinhas de Smoo Cave e o ponto mais ao norte do continente, John o’ Groats.

Se você quer fazer a rota com calma de verdade, recomendo reservar pelo menos 5 a 7 dias inteiros e não tentar bater nenhum recorde de velocidade. Os melhores meses para essa expedição são abril, maio ou setembro, quando há menos motorhomes nas estradas estreitas e você foge dos mosquitinhos midges. Os moradores locais recomendam fazer todo o circuito no sentido horário.

As curvas de Bealach na Bà até Applecross
Foto: Peter Jeffery / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

27. Bealach na Bà e Applecross

Logo no começo da rota NC500 te espera uma verdadeira prova para motoristas: o passo de montanha Bealach na Bà. Trata-se da subida de estrada mais íngreme de todo o Reino Unido, que sobe do nível do mar até 626 metros de altura, por meio de curvas fechadas de pista única que mais lembram estradas alpinas do que britânicas.

A estrada te leva à remota península de Applecross, de onde, em um dia claro, há vistas deslumbrantes até a Ilha de Skye. Mas vale um aviso enfático para motoristas de grandes motorhomes e trailers, para os quais essa estrada é oficialmente desaconselhada, porque nas curvas fechadas eles ficariam facilmente presos. Se você quer curtir a travessia sem estresse, parta bem cedo pela manhã, antes que a fila dos outros turistas pegue a estrada.

Dunrobin Castle
Foto: Dunrobin_Castle_-Sutherland_-Scotland-26May2008.jpg: jack_sp / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

28. Dunrobin Castle: um conto de fadas na costa leste

Enquanto a maioria dos castelos da Escócia tem um ar bastante rude e defensivo, o castelo Dunrobin, na região de Sutherland, parece ter caído ali direto da França. Esse castelo incrivelmente fotogênico ostenta centenas de quartos, torrinhas brancas e jardins simétricos deslumbrantes, inspirados em Versalhes, que descem em declive até a própria costa do mar.

O castelo fica bem na rota NC500 e, além do passeio pelos interiores, oferece também fantásticas demonstrações de falcoaria no verão, nos gramados locais. É uma parada agradável e muito elegante antes de você mergulhar de volta na natureza selvagem e indomada da costa norte.

Dunnottar Castle sobre o penhasco
Foto: Mimihitam / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

29. Dunnottar Castle e os penhascos dramáticos

Se você seguir pela costa leste em direção a Aberdeen, faça sem falta uma parada perto da cidadezinha de Stonehaven, onde você encontra uma das ruínas mais impressionantes do país. Dunnottar Castle é uma dramática fortaleza construída sobre um promontório rochoso, a cerca de 50 metros acima do mar revolto, onde, aliás, no século 17 ficaram escondidas as joias da coroa escocesa e que ainda apareceu no Hamlet cinematográfico de 1990.

A entrada nesse castelo privado custa £13,50 (cerca de 16 €) e abre de abril ao fim de setembro, das 9h às 18h, mas atenção: em caso de vento forte, a área é fechada por razões de segurança. Da próxima Stonehaven você chega aqui em cerca de quarenta e cinco minutos a pé, por uma linda trilha de falésia, da qual, aliás, você tira a melhor e mais dramática silhueta do castelo para as suas fotos.

Balmoral Castle em Royal Deeside
Foto: Daniel Kraft / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

30. Aberdeen e o real Balmoral na região de Deeside

A terceira maior cidade, Aberdeen, costuma ser chamada de “cidade de granito”, porque a maioria de seus edifícios históricos é construída com a típica pedra cinza, que brilha lindamente ao sol. A pouca distância da cidade começa o pitoresco vale de Royal Deeside, do qual a rainha Vitória já se apaixonou e onde fica o castelo Balmoral, que até hoje serve como residência de verão da família real britânica e onde, em 2022, faleceu a rainha Elizabeth II.

Para o público, os belos jardins ficam abertos na temporada de 28 de março a 9 de agosto de 2026, e a entrada custa £18,50 (cerca de 21 €). A grande novidade desde o ano passado são as visitas limitadas diretamente aos cômodos internos do castelo, que custam £110 (cerca de 127 €) por pessoa, acontecem em grupos de no máximo doze pessoas e esgotam praticamente assim que as vendas abrem, então, se você tem interesse, precisa ser muito rápido.

Paisagem escocesa — para onde ir depois
Foto: Neil Aitkenhead / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Para onde ir depois da Escócia

Se você planeja uma viagem mais ampla pelo Reino Unido e busca inspiração para montar um cronograma preciso, dê uma olhada sem falta no nosso artigo detalhado Road trip pela Escócia: roteiro de 7 a 10 dias, onde você encontra a rota toda descrita passo a passo. Para a viagem de volta ao sul, recomendo muito uma parada na capital, com a qual o guia Londres: mais de 56 dicas do que ver e fazer + mapa vai te ajudar.

E, se você quiser dedicar mais tempo a explorar a própria capital escocesa, que com certeza merece mais do que uma tarde, vai descobrir todas as informações úteis e os cantinhos escondidos no texto Edimburgo: 31 dicas do que ver e fazer.

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Perguntas frequentes

Está planejando a viagem e ainda tem algumas dúvidas práticas martelando na cabeça? Aqui reuni as respostas para as perguntas mais frequentes, que com certeza vão te ajudar nos preparativos para a sua aventura escocesa.

O que é o UK ETA e vou precisar dele?

Sim, a partir de 2 de abril de 2025, todos os cidadãos da UE precisam de uma autorização eletrônica de viagem chamada UK ETA para entrar no Reino Unido. A solicitação custa £20 (aprox. €24), é feita exclusivamente pelo aplicativo oficial e a autorização é válida por dois anos para entradas múltiplas. Você deve solicitar com pelo menos três dias úteis de antecedência e a obrigatoriedade vale também para crianças pequenas. Vale a pena resolver tudo com antecedência suficiente, tranquilamente algumas semanas antes do voo planejado, evitando assim estresse desnecessário.

Quando é a melhor época para visitar considerando os midges?

Midges são mais ativos do final de maio ao início de setembro, sendo que o pico absoluto você vai vivenciar em julho e agosto na costa oeste e nas ilhas. Se você quer evitá-los e ao mesmo tempo ter chance de pegar um tempo bonito, os meses ideais são maio ou setembro. Assim que chegar, compre o repelente Smidge ou o óleo Avon Skin So Soft.

Preciso necessariamente de um carro para viajar pela Escócia?

Do grandes cidades como Edimburgo, Glasgow, Stirling e até lugares como Pitlochry ou Inverness você chega tranquilamente com os trens confiáveis. Mas se você quer explorar a natureza selvagem, ilhas remotas como Skye ou fazer a rota norte NC500, alugar um carro próprio é praticamente essencial.

Dirigir na mão inglesa na Escócia é difícil?

As primeiras horas exigem muita concentração e, idealmente, um navegador no banco do passageiro, mas você se acostuma surpreendentemente rápido. No interior, há uma particularidade chamada single-track roads, ou seja, estradas de pista única com áreas de escape, onde vale a regra de cortesia de dar preferência e agradecer. Nunca estacione nas áreas de escape e não deixe seu carro lá durante a noite. A polícia local multa isso com muita rigidez e, principalmente, você bloqueia o caminho de fazendeiros com tratores e ambulâncias. E lembre-se de que a preferência da direita funciona um pouco diferente aqui: nas rotatórias, você sempre dá preferência aos veículos que já estão circulando vindo da direita.

Preciso reservar atrações e hospedagem com antecedência?

Na alta temporada de verão é absolutamente indispensável. A hospedagem na ilha de Skye ou ao longo da rota NC500 costuma estar esgotada com seis a doze meses de antecedência. Da mesma forma, os ingressos para o famoso trem a vapor Jacobite ou os passeios de barco pelo Loch Ness se esgotam meses antes. Recomendo fortemente comprar os passeios mais procurados com antecedência online e resolver a hospedagem através do Booking com opção de cancelamento.

O que levar na viagem?

A base é a sobreposição de camadas. Mesmo no auge do verão, você vai valorizar roupa íntima térmica de qualidade, um fleece e, principalmente, uma jaqueta e calças impermeáveis. Deixe o guarda-chuva em casa, pois ele não vai servir para nada no forte vento escocês. Não se esqueça de botas resistentes, idealmente de cano alto e impermeáveis para passeios na natureza, e um adaptador para tomadas do tipo britânico, para que você possa carregar todos os seus aparelhos.

O que os vegetarianos devem comer na Escócia?

Definitivamente você não vai passar fome, porque até nas menores vilas pensam em opções sem carne. O tradicional haggis hoje em dia é comumente feito também na versão vegetariana e você o encontra em muitos cardápios. A cidade de Glasgow é considerada ainda a capital vegana da Grã-Bretanha com estabelecimentos como Mono ou Stereo.

Euros são suficientes na Escócia ou preciso trocar dinheiro?

O euro não serve para nada na Escócia, a moeda oficial é a libra esterlina britânica (£). Além disso, os bancos escoceses imprimem suas próprias notas, que embora sejam válidas em todo o Reino Unido, na Inglaterra às vezes são aceitas com bastante relutância. Felizmente, hoje em dia você pode pagar a grande maioria das coisas, desde gasolina até café, sem problemas com cartão de pagamento ou Apple Pay.

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