Lucca, Itália: 22 dicas do que ver e por que dar a volta nas muralhas de bicicleta

Lucca é a maior cidade da Toscana que a maioria dos turistas simplesmente atravessa a caminho da torre inclinada de Pisa, sem nem parar. E acredite: eles cometem um erro enorme. Enquanto a vizinha Pisa costuma ser só uma parada rápida para tirar aquela foto icônica, Lucca, na Itália, é uma cidade onde se vive maravilhosamente bem, com uma tranquilidade incrível, sem as multidões intermináveis de câmeras fotográficas.

Quando o Lukáš e eu atravessamos a Toscana em agosto de 2018, durante nossa viagem de bicicletas elétricas pela Europa, Lucca nos conquistou logo na chegada. Sua enorme vantagem é o anel de muralhas renascentistas totalmente preservado, por onde você pode pedalar à sombra das copas de plátanos frondosos. E se você já tem as bicicletas por perto, é simplesmente uma cidade ideal para uma parada.

Então, o que espera por você em Lucca? Vou revelar onde comprar os ingressos, como fugir das filas nas torres e ainda dar algumas dicas de comida que você não pode deixar passar.

Conteúdo do artigo

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro

  • Muralhas de bicicleta: Lucca tem um anel de muralhas preservado de 4,2 km, perfeito para pedalar. O aluguel custa cerca de 11 € e é a melhor atividade da cidade.
  • Torres com árvores e lendas: não deixe de ver a Torre Guinigi, com sete carvalhos no topo, nem a mais alta Torre delle Ore, com bem menos turistas.
  • Ingresso combinado economiza dinheiro: para a catedral San Martino (onde está o famoso túmulo de Ilaria del Carretto), compre o ingresso de 10 €, que vale também para o campanário e o museu.
  • Piazza dell’Anfiteatro: uma praça oval única construída sobre as fundações de um anfiteatro romano, ideal para um café à tarde.
  • Atenção aos festivais: no fim de outubro acontece o gigantesco festival Lucca Comics & Games, quando a cidade fica lotadíssima. Já no verão de 2026, você pode conferir o Puccini Festival, à beira do lago.
  • Dicas gastronômicas: prove o pão doce buccellato, com anis e passas, ou a panqueca vegana de grão-de-bico chamada cecina, vendida por aqui como comida de rua.

Quando ir para Lucca

A melhor época para visitar são os meses de primavera, de abril a junho, e depois setembro e outubro, no outono. Nessa época, as temperaturas ficam em torno de agradabilíssimos 20 a 25 graus, então caminhar pela cidade é uma delícia. A grande vantagem é que há gente na medida certa: você não vai se espremer pelas ruelas estreitas nem precisar encarar longas filas na frente dos monumentos. E a natureza da Toscana, na primavera, fica lindamente fresca e verdejante.

Se você só puder viajar nas férias de verão, em julho e agosto, saiba que a Toscana pode ficar bem quente. Mas a vantagem de Lucca é que nas muralhas crescem árvores enormes, que oferecem bastante sombra generosa. Graças a elas, tudo fica muito mais suportável do que nas praças escaldantes e intermináveis de Florença. No verão, também acontece o famoso Puccini Festival à beira de um lago próximo, uma atração imperdível para os amantes da música clássica — vale cada gota de suor.

Uma época bem específica é o fim de outubro, quando rola o gigantesco festival Lucca Comics & Games. Se você vai à cidade em busca de história e de uma paz romântica, fuja dessas datas o quanto puder. Nesses dias, o centro fica absolutamente abarrotado e os preços das hospedagens sobem a valores astronômicos. No inverno, ao contrário, reina uma paz maravilhosa e há aquelas neblinas mágicas de manhã. Só precisa checar com antecedência os horários de funcionamento, porque alguns palácios e jardins particulares costumam ficar fechados fora da alta temporada.

Onde se hospedar em Lucca

💡 Dica de hospedagem e experiências: nós preferimos procurar hospedagem no Booking.com, que costuma ter as melhores condições de cancelamento. Já os ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.

O centro histórico da cidade é rigorosamente protegido pelas muralhas e ali vigora a chamada ZTL (zona de tráfego limitado), onde você não pode entrar de carro sem uma autorização especial. Portanto, se você viaja de carro, é fundamental escolher um hotel com estacionamento próprio ou se hospedar logo depois das muralhas e ir a pé até o centro. As multas do sistema de câmeras chegam sem falta na sua casa, no Brasil. Nós sempre usamos o Booking para procurar hospedagem, porque dá para filtrar facilmente os hotéis com estacionamento próprio.

Para quem ama luxo e um belo design, recomendo o Albergo alla Corte degli Angeli, um lindo hotel boutique bem no coração da cidade. Os quartos são maravilhosamente decorados, alguns até com hidromassagem privativa, e o melhor: oferecem estacionamento aos hóspedes. Outra ótima opção dentro das muralhas é o Hotel Palazzo Alexander, instalado num edifício histórico do século XII cuidadosamente restaurado. Nas avaliações, os hóspedes costumam elogiá-lo como a hospedagem mais luxuosa pelo preço. Você também pode experimentar o queridinho Hotel Ilaria, onde, depois de um dia inteiro de caminhada, você vai adorar o belo terraço com hidromassagem e a equipe extremamente atenciosa.

Se você procura algo bem prático, porque chega de carro e quer, acima de tudo, tranquilidade, dá uma olhada no Hotel San Marco. Ele fica a um pequeno trecho das muralhas, tem piscina própria para refrescar no verão e estacionamento sem complicações. Assim, você foge por completo do estresse de entrar nas ruelas estreitas da cidade velha. Para famílias ou viajantes com carros maiores, também cai muito bem o espaçoso Best Western Grand Hotel Guinigi, onde até carros bem grandes estacionam sem problema.

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22 dicas do que ver e fazer em Lucca

E agora, ao que interessa. Essa joia da Toscana esconde mais do que você imagina, então selecionei dicas que vão dos pontos mais famosos até os cantinhos que a maioria dos turistas passa batido. Também vou dar conselhos práticos de como economizar nos ingressos ou onde se esconder das maiores multidões.

1. As muralhas de Lucca (Mura di Lucca)

Isto aqui é uma verdadeira raridade, que faz da cidade o que ela é. As fortificações renascentistas foram construídas entre 1504 e 1648 e é impressionante como se preservaram em estado absolutamente perfeito ao longo de todo o seu perímetro, de exatos 4,22 quilômetros. As muralhas nunca foram conquistadas militarmente e o único ataque que precisaram repelir foi, curiosamente, a enorme enchente do rio Serchio em 1812. Na época, os moradores as vedaram às pressas e salvaram a cidade das águas com sucesso.

Hoje, esse espaço imenso, com onze baluartes, serve como um enorme parque, com fileiras de plátanos, carvalhos e castanheiras. A grande vantagem é que a área toda fica acessível 24 horas por dia e é totalmente gratuita. Quando pedalávamos por aqui com nossas bicicletas elétricas, ficamos fascinados com a largura do topo das muralhas. Em alguns trechos chega a trinta metros de largura, então pedestres, quem passeia com cachorro e ciclistas se cruzam sem o menor aperto.

Se você quer levar as melhores fotos, recomendo vir logo cedo. Os trechos leste e norte das muralhas têm a luz mais bonita ao sol da manhã e de lá se abrem vistas maravilhosas da silhueta dos Alpes Apuanos. À tarde, costuma ficar bem cheio, porque metade dos moradores locais vem para cá se exercitar depois do trabalho.

2. Alugue uma bicicleta e dê a volta na cidade

Se você vier a Lucca, alugar uma bicicleta é simplesmente obrigatório, mesmo que você tenha só meio dia por aqui. O anel inteiro tem exatos 4,2 quilômetros e, num ritmo tranquilo, você o percorre em cerca de trinta a quarenta e cinco minutos. Mas, com fotos, paradas para o café e para admirar as vistas, reserve tranquilamente umas duas horinhas. É um relaxamento maravilhoso e, graças às copas densas das árvores, dá para pedalar até no calor do verão, porque você está sempre na sombra.

As locadoras são fáceis de encontrar na cidade e as mais conhecidas ficam logo ao lado dos portões Porta San Donato e Porta Santa Maria. Você pode confiar em estabelecimentos tradicionais como a Cicli Bizzarri ou a Poli Antonio Biciclette. Os preços começam nos simpáticos 11 euros (cerca de R$ 60) pelo aluguel de um dia inteiro de uma bicicleta urbana clássica.

Por plataformas como o GetYourGuide, você também pode reservar opções mais curtas, de uma ou três horas, caso esteja com pressa. A maioria das locadoras oferece uma enorme variedade de equipamentos, então não é problema encontrar até uma bicicleta elétrica moderna ou uma robusta bicicleta de trekking. Ela vai ser útil, principalmente, se você planeja sair para além dos portões da cidade, rumo às vilas históricas no campo.

3. Atividade ideal em família, com crianças

Vocês costumam me pedir dicas de viagem com crianças pequenas, e Lucca é, nesse quesito, um destino absolutamente genial. Pedalar pelas muralhas largas é totalmente plano, não passa absolutamente nenhum carro por ali e o caminho é bem tranquilo de acompanhar. Assim, você não precisa ter medo de que a criançada corra para debaixo das rodas de alguma scooter passando, um estresse comum em outras cidades italianas.

Nas locadoras locais, é normalíssimo encontrar cadeirinhas infantis seguras, carrinhos de reboque para a bicicleta e bicicletas infantis de todos os tamanhos imagináveis. É provavelmente a melhor atividade em família de toda a Toscana, porque as crianças se divertem à vontade ao ar livre enquanto você observa, com calma, os monumentos históricos vistos do alto.

Ao redor das muralhas, além disso, há muitas áreas gramadas onde dá para fazer um piquenique improvisado ou deixar as crianças correrem livremente por um tempo. Às vezes você encontra até pequenos parquinhos escondidos na sombra das árvores. E se você prometer à criançada, como recompensa, uma bela bola de sorvete italiano de verdade na avenida principal ali perto, elas dão a volta na cidade inteira com você sem reclamar nadinha.

4. Torre Guinigi, com carvalhos no topo

Essa torre de tijolos, com quarenta e cinco metros de altura, é um símbolo inconfundível da cidade, porque no seu topo crescem sete robustos carvalhos-azevinho. Esse jardim suspenso único remonta ao século XIV e provavelmente você não verá nada parecido em nenhum outro lugar do mundo. As árvores, plantadas em fossos profundos com terra, resistem bravamente ao vento e ao calor do verão há centenas de anos.

Mas prepare-se: não há elevador até lá em cima e você terá que subir, com as próprias pernas, os 233 degraus de madeira. A vista dos telhados vermelhos da cidade por entre as copas verdes dos carvalhos, no entanto, vale muito o esforço. O ingresso, em 2026, custa 8 euros (cerca de R$ 45) para adultos e 4 euros para crianças até quatorze anos.

Essa torre é, disparado, a atração mais visitada de Lucca, então na alta temporada espere filas. O ideal é chegar logo cedo, na abertura, ou esperar o fim da tarde. A venda de ingressos online existe, mas os viajantes reclamam bastante do site, então é melhor se armar de paciência e contar com comprar o ingresso ali mesmo, no local.

5. Torre delle Ore, com a lenda de Lucida

Se você não gosta de aglomerações ou simplesmente quer economizar um tempo precioso, a Torre do Relógio, de 1390, muitas vezes é uma escolha bem melhor do que a mais famosa Guinigi. Pouca gente sabe, mas ela é, na verdade, a torre mais alta de toda a cidade. Lá em cima esperam por você cerca de duzentos degraus e, em comparação com a torre das árvores, há bem menos turistas — algo que muitos viajantes destacam com alívio nas avaliações.

A esse lugar também está ligada uma lenda local arrepiante, sobre a bela nobre Lucida Mansi. Dizem que ela vendeu a alma ao próprio diabo em troca de trinta anos de juventude e beleza perfeitas. Quando seu tempo se aproximava e o prazo estava para vencer, ela correu em pânico até a torre para parar os ponteiros do relógio. Infelizmente, não conseguiu a tempo, e o diabo, segundo a lenda, a levou consigo para o inferno.

Se você quer ver as duas torres históricas e comparar as vistas, compre logo na bilheteria o vantajoso ingresso combinado de 9 euros (cerca de R$ 50). Definitivamente, vale a pena, porque a diferença em relação a uma torre só é de apenas um euro. E o dinheiro economizado você pode, de consciência limpa, investir num excelente espresso italiano em uma das pracinhas ali perto.

6. A oval Piazza dell’Anfiteatro

Essa praça icônica vai te surpreender à primeira vista pelo seu formato oval perfeito, que copia com exatidão a planta de um anfiteatro romano do século II. Durante a Idade Média, os moradores começaram a construir suas casas diretamente sobre os robustos arcos de pedra. Da antiga arena de gladiadores, então, restou até hoje apenas esse espaço deslumbrante e de formato incomum.

Hoje, a praça é fechada por todos os lados por altas casas coloridas de venezianas verdes e você só entra por quatro passagens bastante estreitas. Com mais de trinta e três mil avaliações no Google, é, de longe, o lugar mais visitado e fotografado de toda Lucca. Você encontra ali dezenas de mesinhas sob guarda-sóis, que convidam a sentar.

Mas, dada a enorme popularidade do lugar, conte com o fato de que os restaurantes bem na praça têm preços um tanto inflados para turistas. Por isso, meu conselho é tomar aqui, com calma, apenas um café à tarde ou um refrescante Aperol Spritz, aproveitando a atmosfera única. Para um grande almoço ou um jantar romântico, vale a pena ir a algumas ruas de distância, onde você recebe uma qualidade italiana incomparavelmente melhor e mais autêntica pelo seu dinheiro.

7. Duomo di San Martino e o famoso crucifixo

A deslumbrante catedral local vai te chamar a atenção logo de cara por sua fachada românica assimétrica. Ela é composta por três andares de arcadas ricamente decoradas, onde cada coluna é completamente diferente. Talvez você note que o lado direito é curiosamente mais estreito, porque os construtores simplesmente tiveram que ceder espaço ao imponente campanário já existente. Lá dentro, você encontra um verdadeiro tesouro: um antigo crucifixo de madeira chamado Volto Santo.

Segundo a velha tradição da Igreja, o rosto de Cristo nessa cruz teria sido esculpido pelo próprio Nicodemos e, para os historiadores, trata-se de um dos crucifixos mais antigos preservados em todo o Ocidente. Na Idade Média, era uma relíquia tão importante que atraía multidões de peregrinos, e em seu nome faziam juramentos solenes até os reis ingleses. A catedral em si fica aberta de segunda a sábado, das 9h30 às 18h, e aos domingos a partir do meio-dia.

A entrada só na catedral e ao túmulo custa 5 euros (cerca de R$ 30), mas eu recomendo, de coração, comprar logo o grande ingresso combinado. Ele sai por 10 euros (cerca de R$ 55) e dá acesso não só à catedral, mas também ao campanário com mirante, a um museu interessante e à vizinha igreja de San Giovanni, com zona arqueológica. Crianças e estudantes de até 25 anos têm entrada reduzida a 8 euros.

8. O magnífico túmulo de Ilaria del Carretto

Esta é exatamente aquela coisa por causa da qual pessoas do mundo todo vêm regularmente a Lucca, se amam história e arte. Para o Lukáš e eu, que gostamos da escultura renascentista, isto era algo que simplesmente não queríamos deixar de ver. Esse magnífico túmulo de uma jovem nobre foi criado entre 1406 e 1408 pelo famoso mestre Jacopo della Quercia e é uma das obras mais belas de todo o Renascimento italiano.

A jovem está ali esculpida em mármore com tanta delicadeza que parece apenas dormir tranquilamente, e a seus pés descansa um cachorrinho, como um símbolo comovente de fidelidade conjugal. Os detalhes de seus vestidos e do travesseiro sob a cabeça são trabalhados à perfeição absoluta. A obra fica na sacristia da catedral e o acesso a ela já está incluído no ingresso básico de cinco euros ao templo.

O ideal, porém, é chegar aqui logo cedo, no horário de abertura. Nessa hora, você foge dos grupos organizados com guias e lá dentro te espera um silêncio maravilhoso e uma paz absoluta para observar os detalhes. Os avaliadores no Google costumam mencionar que a luz da manhã, entrando pelas janelas da sacristia, confere ao mármore branco um brilho quase mágico e acolhedor.

9. San Michele in Foro e o anjo no telhado

Essa igreja linda e fotogênica fica bem numa grande praça que, na Antiguidade, era um movimentado fórum romano. Sua fachada de mármore branco é absolutamente impressionante: tem quatro andares de arcadas ricamente decoradas e, bem no topo, reina uma enorme estátua do arcanjo Miguel, com majestosas asas de metal que, dizem, se movem levemente ao vento.

Uma grande curiosidade é que, se você se posicionar um pouco de lado e olhar de perfil, vai perceber que a fachada frontal é, na verdade, muito mais alta do que a própria igreja atrás dela. Os planos originais previam que toda a igreja fosse, com o tempo, radicalmente reconstruída e elevada, para combinar com sua imponente fachada. Mas, no meio da obra, infelizmente o dinheiro da cidade acabou, então do projeto grandioso restou apenas esse cenário deslumbrante, ainda que em parte “falso”.

Apesar disso, é um dos lugares mais fotografados de toda Lucca. Dentro da igreja, reina uma atmosfera mais sóbria, mas você encontra ali uma rara pintura de Filippino Lippi e um deslumbrante relevo de majólica do famoso Andrea della Robbia. Ao redor da igreja, além disso, há muitos bancos, de onde você pode descansar e examinar sem fim os detalhes das colunas, das quais não há duas exatamente iguais.

10. Basilica di San Frediano e o mosaico dourado

A um pequeno trecho do lado norte das muralhas, você encontra outra basílica extremamente importante, que se distingue de todas as outras da cidade por um elemento muito marcante. Ela é a única em toda Lucca que tem, em sua fachada, um enorme mosaico dourado retratando a Ascensão de Cristo, datado do século XIII. Quando o sol poente incide sobre ele, a fachada inteira arde lindamente em cores.

Lá dentro, logo na entrada, te espera uma imponente e ricamente decorada pia batismal românica do século XII. Mas o que atrai muito mais atenção é o caixão de vidro em que repousa o corpo naturalmente mumificado de Santa Zita, a querida padroeira de todas as empregadas domésticas. Ela morreu no século XIII e seus restos intactos fascinam até hoje fiéis e turistas comuns.

No geral, é um lugar muito impressionante e surpreendentemente silencioso, com uma atmosfera incrível. Ao contrário das catedrais centrais, não vêm para cá tantas excursões organizadas, então você descansa gostoso na penumbra fresca. E a entrada é gratuita, o que na Itália de hoje definitivamente não é algo garantido 😊

11. A casa natal de Giacomo Puccini

Lucca é mundialmente conhecida como a cidade da música, e isso graças, principalmente, a uma única pessoa. Foi aqui que, em 22 de dezembro de 1858, nasceu um dos compositores de ópera mais famosos e queridos de todos os tempos: Giacomo Puccini. Seu apartamento natal, no segundo andar de um edifício histórico discreto bem no centro da cidade, hoje funciona como um belo museu restaurado (a Casa Natale).

Lá dentro, você vê muitas fotografias autênticas da família, cartas manuscritas e raros autógrafos de suas primeiras composições. Mas a maior joia da visita é o piano original da marca Steinway & Sons, no qual Puccini comprovadamente compôs sua famosa ópera Turandot. Para os fãs da música clássica, esse lugar tem uma atmosfera quase sagrada.

A entrada do museu custa atualmente 7 euros (cerca de R$ 40), sendo que estudantes ou idosos com mais de 65 anos pagam apenas 5 euros e crianças até seis anos entram totalmente de graça. Se você ama suas árias, recomendo acompanhar a programação das igrejas locais, especialmente a San Giovanni. Praticamente o ano inteiro acontecem ali, à noite, concertos de câmara com as melodias mais famosas de Puccini, absolutamente de tirar o fôlego.

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12. Puccini Festival em Torre del Lago (2026)

Se você vai à ensolarada Toscana em pleno verão, seria uma pena enorme perder o evento musical do ano. A cerca de 25 quilômetros de Lucca fica o pitoresco lago Massaciuccoli, onde Puccini passou boa parte da vida e onde também está sepultado. E é justamente ali, no enorme teatro a céu aberto Gran Teatro all’Aperto, que acontece o mundialmente famoso festival de ópera.

Em 2026, acontecerá a 72ª edição, no período de 11 de julho a 5 de setembro. Imagine só: você sentado à beira das águas calmas, respirando o ar ameno do verão, enquanto ecoam as mais belas árias italianas cantadas por artistas de primeira linha. Os viajantes descrevem como uma experiência inesquecível para a vida toda, mesmo que você não seja um fanático por ópera.

Os ingressos podem ser comprados online pelo site oficial puccinifestival.it ou pela rede TicketOne. Os preços vão de razoáveis 19,50 euros para as áreas em pé até luxuosos 195 euros pelos melhores lugares VIP, perto do palco. Os ingressos somem bem rápido, então, se você quer uma apresentação específica, como Madame Butterfly ou Tosca, garanta com pelo menos alguns meses de antecedência.

13. Aviso: Lucca Comics & Games 2026

Esta é uma informação prática absolutamente essencial, que pode tanto realizar um sonho quanto arruinar por completo umas férias românticas. Em Lucca acontece todos os anos um dos maiores festivais de quadrinhos, jogos e cultura pop de toda a Europa, que em 2026 cai no período de quarta-feira, 28 de outubro, a domingo, 1º de novembro. E o evento acontece bem nas ruas do centro histórico.

Chegam à cidade talvez centenas de milhares de pessoas, mais de 700 expositores montam suas bancas e as ruas ficam de manhã à noite lotadas de fãs em elaborados figurinos de cosplay. Se você vai a Lucca em busca de um passeio tranquilo pelos monumentos e de romantismo, definitivamente não vá nessas datas. A cidade fica praticamente intransitável, a hospedagem custa múltiplos dos preços normais e os cafés lotam.

Já se você ama o festival e quer viver a atmosfera incrível, precisa garantir hospedagem e ingressos (que custam cerca de 20 a 22 euros) com tranquilamente três quartos de ano de antecedência. A vantajosa venda antecipada (early bird) costuma rolar já no verão. Muitos visitantes acabam optando por um meio-termo e preferem dormir na vizinha Pisa ou em Viareggio, de onde vão ao festival em trens lotados.

14. O barroco Palazzo Pfanner

Ao caminhar com calma pela parte norte das muralhas, com certeza vai te encantar a vista deslumbrante lá embaixo, para um lindo jardim simétrico. Ele pertence ao grandioso palácio barroco Pfanner e está cheio de estátuas de pedra decoradas, arbustos cuidadosamente aparados, perfumados pés de citros em vasos de terracota e pequenos tanques com repuxos. Funciona como um oásis perfeito de silêncio no meio da cidade.

O jardim e as áreas adjacentes do palácio ficam abertos sazonalmente, geralmente de 15 de março a 31 de dezembro, das 10h às 18h. A entrada aproximada varia entre 8 e 10 euros (cerca de R$ 45 a R$ 55). É um lugar querido para casamentos e ensaios de moda, porque a combinação de vegetação e arquitetura barroca é, simplesmente, impossível de não fotografar.

Os horários de funcionamento, porém, mudam com frequência ao longo do ano e, às vezes, a área fica fechada justamente por causa de eventos privados. Por isso, recomendo fortemente verificar a situação atual no site oficial antes de seguir até o portão, para você não se decepcionar com os portões fechados. Das muralhas você já vê boa parte, mas passear bem no meio das fontes é, definitivamente, uma experiência melhor.

15. Orto Botanico junto às muralhas

Outro lindo oásis verde, dessa vez escondido no canto sudeste da cidade, bem junto às muralhas, é o jardim botânico municipal, fundado no início do século XIX. É o lugar perfeito para um momento de paz e sombra absolutas, quando você já estiver simplesmente de saco cheio das ruas de paralelepípedos escaldantes e do constante zigue-zague entre os outros turistas no centro.

Por uma entrada simbólica (por volta de 4 a 6 euros), lá dentro você encontra uma coleção cuidadosamente mantida de plantas raras, um pequeno lago cheio de ninfeias e estufas históricas que valem a visita.

Com crianças, dá para sentar um pouco num banco, observar as plaquinhas interessantes e simplesmente aproveitar a atmosfera tranquila de uma sonolenta tarde italiana. Não é uma área enorme para passar meio dia, mas, como uma pausa de uma hora antes de continuar a maratona de monumentos ou antes de um jantar num restaurante, esse jardim funciona de forma absolutamente fantástica.

16. Museo Nazionale di Palazzo Mansi

Se você quer ver com os próprios olhos como vivia em Lucca a mais alta aristocracia, com certeza vá a esse palácio barroco. Por fora, talvez ele não impressione muito e você poderia facilmente passar batido pela ruela, mas lá dentro te esperam afrescos originais fantasticamente preservados, mobiliário de época e enormes tapeçarias flamengas de encher os olhos.

Nas avaliações do Google, os viajantes destacam, acima de tudo, a incrivelmente suntuosa alcova nupcial, com sua cama esculpida. Ela é tão ricamente decorada com ouro e tecidos preciosos que parece que os nobres saíram dali só ontem de manhã. Mesmo com a função de museu, o palácio manteve a atmosfera de uma residência de verdade.

A visita não é nada extremamente longa e, além disso, não costuma haver muitos visitantes. Por isso, é uma ótima escolha para uma manhã chuvosa ou, ao contrário, para fugir do pior do sol do meio-dia, quando você se refresca gostoso nos salões frescos do palácio. A entrada é bem razoável e, sinceramente, você não precisa se envergonhar nem um pouco de pagar por isso.

17. Villa Reale di Marlia e o teatro verde

Esse lugar tem uma história um pouco sombria: por trás dele está Elisa Bonaparte Baciocchi, irmã de Napoleão, que por um tempo governou Lucca de forma bem intransigente. Esse enorme e maravilhoso complexo não fica bem na cidade, mas a cerca de 8 quilômetros ao norte. Porém, se você tem carro ou aluga por um dia uma robusta bicicleta de trekking, com certeza vá até lá.

Ao redor da suntuosa villa se estende um fantástico parque inglês de uma área difícil de acreditar: 16 hectares. A área passou recentemente por uma grande e custosa reforma, então, depois de muito tempo, finalmente se mostra em pleno esplendor, com lagos, cachoeiras e canteiros de flores. Os ingressos você pode comprar comodamente online por vendedores como a Musement.

O mais interessante e único de todo o extenso jardim é o mais antigo teatro verde da Europa. A plateia, as coxias e o próprio palco são habilmente recortados e moldados diretamente a partir de enormes arbustos e cercas vivas. Ficar no meio desse anfiteatro natural, onde antigamente a nobreza se divertia, é uma sensação realmente incomum.

18. Compras na Via Fillungo

A Via Fillungo é a artéria principal e mais movimentada de todo o centro histórico, que serpenteia elegantemente de norte a sul. Você não vai encontrar nenhum shopping impessoal e feio, mas muitas belas lojinhas locais, negócios familiares de artigos de couro e joalherias de luxo instaladas no térreo de casas medievais.

O incrível é que, por respeito à tradição, as lojas muitas vezes conservam suas placas e vitrines originais de madeira ou latão, do início do século XX. E isso mesmo quando, lá dentro, já vendem roupas de marca modernas ou cosméticos. Isso confere à rua um charme e uma elegância incríveis, que talvez só os italianos saibam criar.

É a rua ideal para uma caminhada lenta no fim da tarde, quando o sol se põe e a cidade começa a despertar para a vida noturna. Pegue uma bola de sorvete artesanal de verdade, pare diante das vitrines de velhos sebos e simplesmente observe os moradores locais, elegantemente vestidos, cumprimentando os vizinhos.

19. O que provar da culinária de Lucca

A gastronomia local da Toscana é fantástica e tem, surpreendentemente, muitos tesouros vegetarianos que você vai amar. Nós somos fãs incondicionais da cecina, uma panqueca fininha, levemente crocante nas bordas e macia por dentro, feita de farinha de grão-de-bico, azeite e água. Ela é assada no forno quente e funciona como a comida de rua vegana perfeita, direto na mão enquanto você passeia pela cidade.

No café da manhã, prove com certeza o buccellato, o icônico pão doce tradicional com anis e um monte de passas. É vendido em toda padaria e fica ainda mais gostoso quando você o molha, como os locais, direto no cappuccino quente da manhã.

No almoço, recomendo de coração a zuppa di farro (uma sopa densa e substanciosa de espelta com feijão); só pergunte sempre, por garantia, ao garçom se foi feita sem pedacinhos de pancetta. Também é excelente a garmugia, uma sopa leve de vegetais de primavera cheia de alcachofras frescas, ervilhas e aspargos. Como um docinho para finalizar, experimente a necci, umas panquecas finas de farinha de castanha, tradicionalmente recheadas com ricota fresca e delicada.

20. Os tradicionais tordelli lucchesi de carne

Se você come carne, então precisa saber que a especialidade local mais famosa para todos os “carnívoros” são os renomados tordelli lucchesi. Trata-se de uma massa recheada bem grande e em formato de meia-lua que, embora lembre de longe os clássicos ravioli, tem uma composição e um sabor absolutamente específicos, dos quais os cozinheiros locais são muito orgulhosos.

No rico recheio de carne (geralmente uma mistura de bovina e suína) se acrescenta, segundo antigas receitas secretas, uma pitada de canela e de noz-moscada fresca ralada. Esse tempero confere ao prato todo um perfil de sabor muito incomum, levemente adocicado e interessante.

Em seguida, essa massa generosamente recheada é servida num prato fundo, coberta com um ragu de carne honesto e cozido lentamente, e polvilhada com parmesão. Prepare-se: é um prato bem pesado e muito substancioso, então, depois dele, provavelmente você vai cancelar a subida à torre à tarde e preferir sentar na sombra do parque.

21. Onde comer muito bem em Lucca

Encontrar um bom restaurante aqui é, sinceramente, uma alegria, porque a qualidade dos ingredientes e do preparo é, em geral, altíssima, e você encontra pouquíssimas armadilhas para turistas. Uma avaliação absolutamente excelente tem o Sottosotto, que fica bem na entrada da praça oval Anfiteatro. Apesar de sua localização premium e turística, mantém preços médios razoáveis, um atendimento simpático e uma comida de qualidade excelente.

Para uma alimentação sem carne, recomendo de todo o coração o restaurante In Pasta, Cibo e Convivio, na Corso Garibaldi. É totalmente vegetariano, fazem massas frescas absolutamente fenomenais e os clientes elogiam muito, nas avaliações, os preços bem amigáveis.

Outra dica minha favorita para um almoço rápido e leve é a casa vegana Soup in Town, na praça San Giusto. Pare lá depois de visitar as igrejas: fazem fantásticas Buddha bowls coloridas e substanciosas sopas de leguminosas, que te colocam de pé num instante. E se você procura algo mais autêntico, experimente a antiquada Trattoria da Giulio, perto da Porta San Donato, que mantém as toalhas brancas e os preços baixos.

22. Passeios a partir de Lucca: a Ponte do Diabo e a Garfagnana

Lucca é um ponto de partida absolutamente genial para explorar o lindo, mas um pouco esquecido pelos turistas, vale montanhoso da Garfagnana, ao norte. A apenas cerca de 20 quilômetros da cidade fica a Ponte della Maddalena, muito mais conhecida pelo assustador nome de Ponte do Diabo. É uma construção medieval de pedra sobre o selvagem rio Serchio, com um arco principal tão alto e fino, de forma tão pouco natural, que parece desafiar a gravidade.

Era uma passagem importante na famosa rota de peregrinação Via Francigena e, segundo a lenda local, teria sido construída pelo próprio diabo. Em troca, ele exigiu a alma do primeiro que a atravessasse, mas os espertos moradores locais o enganaram na época, soltando na ponte pronta um cachorro qualquer.

Com o ônibus comum VaiBus, você também chega facilmente de Lucca à charmosa cidadezinha renascentista de Barga, num trajeto de pouco mais de uma hora. Você percorre Barga de ponta a ponta em meia hora, mas sua atmosfera isolada e as vistas do vale vão te fazer ficar a tarde toda. Você também pode parar em Bagni di Lucca, a cinquenta minutos, que no século XIX foi uma famosa e reluzente estância termal, além de residência de verão da corte napoleônica. Hoje, o lugar tem um ar lindamente sonolento e um tanto esquecido.

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Para onde ir a partir de Lucca e como chegar

Chegar aqui é incrivelmente fácil e rápido. Se você desembarca no aeroporto de Pisa, basta pegar o trenzinho automático PisaMover até a estação principal, Pisa Centrale. De lá saem trens regionais diretos para Lucca, que fazem o trajeto todo em 22 a 27 minutos e o bilhete custa apenas cerca de 4 euros (R$ 20). É, disparado, a forma mais barata e rápida de transporte. De Florença, você chega de trem em cerca de uma hora e meia. A grande vantagem é que a estação de Lucca fica bem junto às muralhas, então você está no centro histórico em poucos minutos a pé.

Se você planeja explorar a Itália de forma mais ampla, no seu próprio ritmo, Lucca combina muito bem com outros lugares. Você encontra inspiração para montar um roteiro variado no nosso itinerário de 7 dias pela Toscana. Em busca de história e arte, você pode ir à famosa Florença ou a pérolas medievais como Siena e San Gimignano.

Se, depois de tanto caminhar pela cidade, seus pés já estiverem doendo, dê uma olhada nas nossas dicas de ótimos hotéis de wellness na Toscana. Claro que você não pode deixar de conhecer a icônica Pisa ali perto, e, para conselhos práticos, confira o guia de como comprar ingressos para a Torre Inclinada. E se você ainda está na dúvida sobre para onde exatamente ir com a família, dê uma olhada no nosso artigo sobre para onde viajar na Itália ou no extenso guia da culinária italiana.

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Perguntas frequentes

Ainda está na dúvida ou tem alguma coisinha que fica martelando na sua cabeça? Reuni para você as respostas às perguntas mais comuns que recebo sobre Lucca, para que você aproveite sua viagem à Itália sem o menor deslize. 😉

Vale a pena reservar um dia inteiro para Lucca ou basta uma parada rápida?

Reserve com certeza pelo menos um dia inteiro e, se puder, fique pelo menos uma noite. O encanto desta cidade se revela plenamente à noite, quando os visitantes de um dia vão embora e as ruelas ficam agradavelmente vazias. Você poderá então desfrutar de um jantar romântico com total tranquilidade, sem espera por mesa, e passear pelas muralhas iluminadas e silenciosas.

Devo subir na Torre Guinigi ou na Torre delle Ore?

Se você tiver tempo e energia para apenas uma delas, compre o ingresso combinado por 9 euros e vá na mais alta Torre delle Ore. Ela tem uma lenda misteriosa sobre Lucida associada a ela e, principalmente, você evita completamente as maiores multidões de turistas, que vão automaticamente para a mais famosa Guinigi apenas por causa da foto das árvores no telhado.

Dá para percorrer as muralhas de bicicleta com crianças pequenas?

Sim, absolutamente sem problemas. É, na verdade, uma das melhores, mais seguras e mais divertidas atividades para famílias em toda a Toscana. O topo das muralhas é totalmente plano, largo, não passa absolutamente nenhum carro e as locadoras locais têm normalmente à disposição cadeirinhas infantis e até pequenos reboques.

Onde devo estacionar o carro?

Estacione com certeza exclusivamente fora das muralhas, por exemplo nos grandes estacionamentos Parcheggio Carducci ou Parcheggio Palatucci. Todo o centro histórico dentro das muralhas é ZTL (zona de tráfego limitado) e se você entrar sem permissão especial, uma multa drástica do sistema de câmeras chegará infalivelmente até você no Brasil.

Quantos dias devo reservar para Lucca e arredores?

Para a própria cidade histórica e o passeio de bicicleta, um dia inteiro será mais do que suficiente. Mas se você quiser fazer passeios para as montanhas da região de Garfagnana, visitar a Ponte do Diabo, a Villa Marlia ou as antigas termas, recomendo passar tranquilamente dois ou três dias relaxantes por lá.

Lucca é mais bonita e melhor para visitar do que Pisa?

São cidades completamente diferentes. Pisa é ótima para uma rápida “parada para foto” na torre famosa, mas o resto da cidade não é tão impressionante e falta intimidade. Já Lucca é muito mais agradável para uma estadia mais longa, respira mais tranquilidade, tem restaurantes incríveis não turísticos e, no geral, uma atmosfera local mais bonita para viver.

Preciso comprar ingressos para os monumentos com muita antecedência?

Para a catedral local e as torres panorâmicas, na maioria dos casos não é necessário, os ingressos podem ser comprados na hora na bilheteria. Mas é absolutamente crítico comprar ingressos com meses de antecedência se você for ao festival de outono Lucca Comics & Games ou ao Puccini Festival de verão no lago, pois costumam esgotar completamente.

Como chego mais rápido do aeroporto de Pisa até Lucca?

É muito fácil e barato. Do terminal do aeroporto, pegue o trenzinho automático PisaMover, que em cinco minutos leva você até a estação principal Pisa Centrale. Lá você pega direto um trem regional direto e chega em Lucca em menos de meia hora, e o bilhete custa cerca de 4 euros.

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