Volterra, Itália: 18 dicas do que ver na cidade etrusca do alabastro

Enquanto a vizinha San Gimignano costuma ficar lotada sob o assédio de turistas, Volterra, na Itália, mantém sua calma a poucos quilômetros dali. E olha que essa cidade encravada no alto de uma colina é uns bons dois mil anos mais velha e oferece uma atmosfera que você dificilmente vive em outro lugar da Toscana.

Já vou logo adiantando o que espera por você: 18 dicas, o cartão combinado, estacionamento sem multa e toda a verdade sobre Crepúsculo. Então continue lendo 😉

Preparei também um resumo detalhado dos ingressos, dicas de estacionamento fora das zonas ZTL e recomendações de hospedagem. Você ainda vai descobrir como é de verdade a história da filmagem da popular saga Crepúsculo, e eu conto quando vale a pena comprar o ingresso combinado para os monumentos.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo todo

  • A maior joia: o portão etrusco Porta all’Arco, que os moradores locais heroicamente salvaram da destruição pelos nazistas em 1944.
  • Museus e monumentos: não deixe de conhecer o Museo Etrusco Guarnacci e a mais antiga prefeitura da Toscana, o Palazzo dei Priori.
  • Volterra Card: o ingresso combinado por 23 € (cerca de R$ 130) já compensa na visita a três ou mais monumentos.
  • Alabastro: a cidade é famosa pelo trabalho manual dessa pedra; visite oficinas tradicionais como a Alab’Arte.
  • Curiosidade: a Fortezza Medicea local ainda funciona como prisão, onde de vez em quando os próprios detentos cozinham e servem.
  • Saga Crepúsculo: os livros se passam em Volterra, mas a equipe de filmagem gravou de verdade na vizinha Montepulciano.
  • Transporte e estacionamento: todo o centro é zona ZTL fechada; você tem que deixar o carro nos estacionamentos coletores abaixo das muralhas.

Quando ir a Volterra

A melhor época para a visita é, sem dúvida, a primavera, de abril a junho, e o outono, de setembro a outubro. Uns vinte graus, então você nem derrete nem congela, e para caminhar pelas colinas isso é praticamente o ideal. Além disso, você foge da maior multidão de agosto e vai ter aquelas ruelas de pedra quase só para você.

Se você pretende vir em agosto, prepare-se para temperaturas de verão bem mais altas e, logicamente, para uma quantidade maior de gente que vai à Toscana nas férias. A vantagem de agosto, porém, é que nesse mês acontece a famosa festa histórica Volterra AD 1398, que faz a cidade inteira voltar vários séculos no tempo. Em 2026, esse festival tão querido deve ocorrer nos domingos 9 e 16 de agosto, mas as fontes às vezes divergem, então confirme sempre as datas com antecedência no site oficial da cidade.

No inverno, ao contrário, reina uma paz maravilhosa, as ruas ficam quase vazias e você consegue sem grandes problemas hospedagens muito baratas até nos melhores hotéis. Mas há um porém bem importante com o qual você precisa contar ao planejar o roteiro. De 2 de novembro a 8 de março, todos os principais museus fecham rigorosamente às terças-feiras e, nos demais dias de semana, funcionam só em horário reduzido, das dez às dezesseis horas. O parque arqueológico com a acrópole etrusca e o teatro romano, aliás, abre nesse período de inverno apenas nos fins de semana, então durante a semana você não consegue nem chegar a esses monumentos ao ar livre.

Onde se hospedar em Volterra

💡 Dica de hospedagem e experiências: nós preferimos procurar hospedagem no Booking.com, que costuma ter as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.

Na hora de escolher a hospedagem, você precisa pensar numa coisa absolutamente essencial: a rigorosamente fiscalizada zona ZTL (Zona a Traffico Limitato). Turistas não podem de jeito nenhum entrar de carro no centro histórico e, se você desrespeitar essa proibição e passar sob as câmeras, uma multa salgada com certeza não vai escapar de você e vai chegar até em casa. Por isso, estrategicamente o melhor é procurar hotéis logo atrás das muralhas ou escolher estabelecimentos que oferecem estacionamento próprio reservado e informam automaticamente a placa do seu carro à polícia local depois da chegada.

Recomendo muito dar uma olhada no Hotel Villa Rioddi, uma antiga estação de correio do século 15 lindamente reformada, com grande piscina e um jardim extenso. Dali você chega ao centro a pé em cerca de vinte minutos ou vai de carro até o estacionamento coletor, e os viajantes elogiam muito nas avaliações a atmosfera imensamente tranquila. Outra ótima opção fora do centro agitado é o Agrihotel il Palagetto, um típico agriturismo toscano com piscina externa e vista de tirar o fôlego para a paisagem, que você vai valorizar principalmente viajando de carro. Se procura algo um pouco mais espaçoso um pouco fora da cidade, uma boa escolha é também o Hotel Foresteria Volterra, com quartos bonitos com sacada e restaurante próprio.

Se você quer dormir dentro do próprio núcleo histórico e resolve o estacionamento num coletor público abaixo das muralhas, uma ótima opção é o Albergo Etruria. Ele fica bem na principal rua de compras, a Via Matteotti, e vai te encantar com um lindo terraço na cobertura, de onde se vê a cidade inteira. Uma bela atmosfera histórica oferece também o Hotel La Locanda, instalado nas dependências cuidadosamente restauradas de um antigo convento, com um pátio silencioso incrível e ótimos cafés da manhã. Um bom meio-termo pode ser o Hotel San Lino, que fica bem no centro da cidade, tem uma piscina externa menor e, por uma taxa de 15 euros por dia, oferece também estacionamento coberto e seguro.

Para viajantes com orçamento menor, que procuram principalmente uma cama limpa e não querem gastar demais, uma alternativa bem interessante é o Cloister of Monache Hostel. Esse hostel também fica, simbolicamente, num convento histórico do século 15, dali são apenas dez minutos a pé até o centro e, como um bônus enorme, oferece aos hóspedes estacionamento totalmente gratuito bem ao lado do prédio.

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18 dicas do que ver e fazer em Volterra

Bom, agora vamos ao que interessa: aqui vão as minhas dicas do que você realmente não pode deixar de fora em Volterra.

1. Porta all’Arco e sua história marcante

Esse imponente portão etrusco data do século 4 a.C. e é uma das construções mais antigas do gênero preservadas em toda a Itália. No seu maciço arco de pedra você pode notar três cabeças bem desgastadas. Estão tão erodidas pela ação do tempo que os historiadores até hoje não chegaram a um acordo sobre quem exatamente representam, mas provavelmente são divindades etruscas ancestrais que deveriam proteger a entrada da cidade de então.

Mas o portão está associado, acima de tudo, a uma história imensamente marcante do fim da Segunda Guerra Mundial, que faz dele muito mais do que um velho monumento. Em 30 de junho de 1944, as tropas nazistas em retirada anunciaram que iam explodir completamente o portão para bloquear a única via de acesso aos tanques americanos que se aproximavam. Os moradores locais, porém, se revoltaram e acabaram negociando com os alemães um acordo aparentemente impossível para salvar a joia histórica.

Ao longo de um único dia e noite, entre 30 de junho e 1º de julho, homens, mulheres e crianças arrancaram com as próprias mãos o calçamento de pedra das ruas ao redor e taparam o portão por dentro. A demolição foi cancelada, o portão salvo, e depois da libertação as pedras voltaram à rua — por isso a cidade recebeu do governo italiano a medalha de prata pela bravura. Hoje, ao portão leva a ruela Via Porta all’Arco, cheia de oficinas de alabastro, onde você sente aquela história no ar.

2. Museo Etrusco Guarnacci

Esse museu fascinante está entre os museus públicos mais antigos da Europa, já que as bases de sua incrível coleção histórica surgiram ainda no século 18. Se você se interessa pela história antiga, passa aqui tranquilamente algumas horas. É que aqui você encontra uma coleção absolutamente única de centenas de urnas de alabastro detalhadamente esculpidas, vindas das ricas tumbas etruscas espalhadas pela vasta região ao redor da cidade.

A maior joia de toda a coleção é, sem dúvida, a Ombra della Sera, ou Sombra da Tarde. É uma estatueta de bronze de um menino, alongada e de silhueta incomumente esguia, que se tornou um ícone absoluto da arte etrusca e atrai gente do mundo inteiro. Seu nome poético, aliás, não veio da Antiguidade: foi criado pelo célebre poeta italiano Gabriele D’Annunzio, inspirado na longa sombra que as figuras humanas projetam ao pôr do sol.

A segunda obra-prima da exposição é a famosa Urna degli Sposi (Urna dos Esposos). Essa urna de terracota retrata um casal de idosos deitado lado a lado numa espécie de leito. Os rostos dos dois são inesperadamente realistas, sem adornos, simplesmente dois velhinhos como devem ser. Nenhuma idealização, e é justamente por isso que a obra toca tanto o coração.

3. Volterra Card vs. ingresso avulso

Antes de sair pelos monumentos locais, vale a pena calcular com cuidado qual ingresso realmente compensa para você. A entrada avulsa em qualquer um dos principais museus custa 10 € (cerca de R$ 60) e a entrada com desconto sai por 8 €. Ou seja, se você planeja ver só um lugar específico, compre o ingresso separado. Mas, assim que quiser explorar mais monumentos, definitivamente aposte no cartão combinado, que economiza bastante dinheiro.

O Volterra Card combinado custa 23 € para adultos (cerca de R$ 130), a entrada com desconto para estudantes até 25 anos e idosos acima de 65 é de 18 €, e o cartão vale 72 horas inteiras a partir do primeiro uso. Inclui a entrada em sete lugares principais, entre os quais não faltam o museu etrusco Guarnacci, a pinacoteca, o museu do alabastro, a mais antiga prefeitura Palazzo dei Priori, a acrópole etrusca, o teatro romano e também o museu diocesano.

Uma conta simples deixa claro que a partir da visita a três monumentos o cartão já começa a compensar financeiramente, porque em ingressos avulsos você já gastaria 30 €. Para famílias com crianças há ainda uma opção familiar muito vantajosa para no máximo cinco pessoas, que sai por simpáticos 32 € (cerca de R$ 180) e cobre as entradas completas para todos os membros da família.

4. Teatro romano (Teatro Romano)

O teatro construído no século 1 a.C. está entre os monumentos romanos mais bem preservados de toda a Itália e a vista dele garantidamente vai te impressionar. Os restos do palco original, das enormes colunas de mármore e da arquibancada semicircular encravada na encosta íngreme abaixo da cidade medieval causam uma impressão realmente majestosa e completam de forma perfeita a rica história desse lugar.

💡 Dica para viajantes espertos: muitos turistas pagam a entrada ou compram o cartão da cidade só para ver o teatro de perto, do nível de baixo do complexo. Mas, se você quer economizar tempo e dinheiro, a melhor vista e as melhores fotos de todo o conjunto você faz de graça, lá de cima, na rua Via Lungo le Mura. Essa trilha charmosa segue pelas muralhas medievais bem acima do teatro e oferece o ângulo mais bonito possível de toda a construção.

O próprio teatro tem, além disso, uma história moderna muito interessante e um tanto incomum. Durante séculos ele ficou completamente soterrado por uma grossa camada de terra e o lugar até chegou a servir, por longos anos, como um simples lixão municipal. Sua descoberta só aconteceu nos anos 1950, e o mérito enorme por isso coube aos pacientes de um manicômio local, que, sob supervisão médica, ajudaram voluntariamente nas árduas escavações.

5. Acrópole etrusca (Acropoli Etrusca)

No ponto mais alto da colina acima da cidade se estende um amplo parque arqueológico com os restos da antiga acrópole etrusca. Numa caminhada tranquila entre as escavações, você encontra as fundações antigas de dois grandes templos e um fascinante sistema subterrâneo de cisternas profundas, que serviam aos moradores locais para armazenar a vital água da chuva em épocas de grande seca.

O passeio entre as pedras antigas encravadas num sombreado bosque de pinheiros oferece uma bela paz e um descanso muito agradável das ruelas mais agitadas e cheias de turistas. A entrada nesse amplo parque está totalmente incluída no Volterra Card combinado, então, se você o comprou no começo do dia, com certeza não deixe de fora essa área mágica com belas vistas para o entorno toscano.

Mas, se você vier para cá fora da temporada turística alta, fique bem atento ao horário de funcionamento ajustado, para não se decepcionar. De 2 de novembro a 8 de março, a acrópole abre apenas nos fins de semana, entre dez e dezesseis horas. Durante a semana, infelizmente, nos meses de inverno você não consegue chegar aqui por causa do horário reduzido, então planeje bem o seu roteiro diário de acordo com isso.

6. Palazzo dei Priori e a subida à torre

Quando você se posiciona bem no centro da praça principal, imediatamente chama a sua atenção o robusto edifício da prefeitura, arrematado por uma típica ameia dentada e uma alta torre. O Palazzo dei Priori foi construído entre 1208 e 1257 e ostenta, com razão, o prestigiado título de prefeitura mais antiga preservada em toda a Toscana.

Essa construção é até algumas décadas mais antiga do que o muito mais famoso e visitado Palazzo Vecchio, na vizinha Florença. Poucos sabem que foi justamente a grandiosa prefeitura florentina que se inspirou fortemente, do ponto de vista arquitetônico, na de Volterra. Na fachada de pedra você pode observar de perto os belos brasões dos governadores florentinos, feitos com muita precisão em maiólica colorida e em pedra finamente trabalhada.

O interior da prefeitura histórica costuma ser aberto ao público e eu recomendo muito subir pelas velhas escadas até bem lá em cima, na torre-mirante. Da sua estreita passarela, você tem uma vista panorâmica de tirar o fôlego para a cidade inteira, com um emaranhado de telhados vermelhos, para as velhas muralhas etruscas e para a paisagem toscana infinitamente ondulada ao fundo.

7. Catedral Santa Maria Assunta

O Duomo local, ou catedral da Assunção de Nossa Senhora, data do século 12 e vai te conquistar já pela sua elegante fachada românica decorada com arcarias cegas. Enquanto por fora a igreja parece bastante sóbria e discreta, seu interior esconde vários grandes surpresas artísticas que com certeza merecem a sua atenção.

O elemento mais marcante de todo o interior é, sem dúvida, o lindíssimo e ricamente decorado teto artesoado, no qual você não tira os olhos. Durante a visita, dedique grande atenção também ao raro grupo escultórico de madeira policromada da Deposição da Cruz, que vem do século 13. Essa obra está admiravelmente conservada, é muito expressiva nas cores e cheia de fortes emoções humanas.

A catedral passou no século 16 por uma reforma renascentista bastante marcante, então hoje combina de forma muito interessante a arquitetura medieval original com estilos artísticos posteriores. A entrada na própria igreja costuma ser gratuita, então dê uma passada aqui para absorver a atmosfera. Paga-se, eventualmente, apenas uma pequena taxa para entrar no museu diocesano ao lado, que também está incluído no cartão da cidade.

8. Batistério San Giovanni

Bem em frente à entrada principal da catedral, atravessando a praça calçada, fica o imponente edifício octogonal do batistério, que data do século 13. Sua fachada é curiosamente decorada com faixas alternadas de mármore verde-escuro e branco reluzente, um elemento absolutamente típico e muito fotogênico da arquitetura românica toscana, que você talvez conheça da vizinha Siena ou de Florença.

A principal atração vista de fora é o belíssimo portal de mármore, que emoldura com elegância a pesada porta de entrada. O interior do batistério, ao contrário, é bastante simples, sóbrio e propositalmente sem enfeites, mas bem no seu centro há uma linda pia batismal detalhadamente esculpida, obra do célebre escultor renascentista Andrea Sansovino.

Ao batistério levam escadas de pedra ensolaradas, onde as pessoas gostam de sentar e observar o movimento na praça Piazza San Giovanni, de preferência com um sorvete na mão 😁.

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9. Pinacoteca e Rosso Fiorentino

Se você gosta de arte clássica, com certeza direcione seus passos para a pinacoteca municipal Pinacoteca e Museo Civico. Essa importante instituição fica nas belas dependências históricas do palácio Minucci-Solaini e a boa notícia é que esse museu também está totalmente incluído no Volterra Card combinado, então você não vai precisar pagar nada a mais na entrada.

O principal motivo pelo qual os amantes da arte vêm para cá com enorme entusiasmo, de todos os cantos do mundo, é a obra-prima Deposição da Cruz (Deposizione dalla Croce) do renomado pintor Rosso Fiorentino, que ele concluiu em 1521. Esse grande quadro é considerado por historiadores da arte, à unanimidade, um dos absolutos e insuperáveis ápices do maneirismo italiano.

Sinceramente, mesmo que você não acompanhe muito artes visuais, esse quadro te pega. As cores são quase agressivas e as figuras parecem que vão se levantar da tela a qualquer momento.

10. O alabastro como artesanato vivo

A cidade é famosa pelo trabalho extraordinariamente preciso do alabastro desde os antigos tempos dos etruscos, que esculpiam com maestria suas urnas funerárias nessa pedra macia e levemente translúcida. A pedra ainda é extraída ativamente nas colinas ao redor imediato da cidade e os artesãos locais a trabalham em pequenas oficinas empoeiradas exclusivamente à mão, com toda a dedicação.

Recomendo muito visitar alguma das oficinas tradicionais, por exemplo a popular Alab’Arte, bem no centro histórico. Os artesãos trabalham aqui com exatamente as mesmas ferramentas e os mesmos moldes de gesso de séculos atrás, e você pode observá-los livremente no seu trabalho minucioso. Outra oficina muito conhecida é a Paolo Sabatini, na Via Porta all’Arco, onde você vai encontrar propostas artísticas mais modernas e bem incomuns.

⚠️ Mas fique super atento às lojinhas turísticas comuns na principal rua de compras. Elas muitas vezes enganam e vendem pedra barata importada da Ásia ou até imitações artificiais de plástico. As peças autênticas de Volterra você reconhece sempre com segurança pelo certificado de origem que acompanha e, idealmente, compre-as diretamente nas oficinas artesanais verificadas.

11. Ecomuseo dell’Alabastro

Se o fascinante trabalho artesanal dessa pedra específica realmente te chamou a atenção e você quer saber muito mais detalhes sobre ele, passe também no Ecomuseu do Alabastro. A entrada nele está espertamente resolvida e você não precisa pagar nada a mais se comprou aquele cartão combinado da cidade no começo do dia.

O museu te leva, de forma muito envolvente e moderna, por toda a longa história desse artesanato, desde os tempos dos antigos etruscos até a nossa atualidade. Você vai ver ali uma série de ferramentas de trabalho históricas, amostras de pedra bruta sem trabalhar vinda das pedreiras locais e, claro, também obras-primas prontas de diferentes épocas históricas.

É um museu pequeno e bem organizado, então a visita não te toma mais do que meia hora, mas complementa muito bem o contexto do que você vai ver depois nas oficinas vivas, e você entende como esse trabalho é insanamente exigente na realidade.

12. Fortezza Medicea e a curiosa prisão

No ponto mais elevado acima da cidade ergue-se, majestosa, a enorme Fortaleza dos Médici, que já de longe é parte inconfundível do panorama urbano e convida à visita. Mas há um porém bem importante que muitos turistas nem conhecem depois da chegada: a fortaleza ainda serve plenamente como prisão estatal de segurança média.

Disso se conclui, logicamente, que atrás dos altos muros da fortaleza você, como turista comum de câmera na mão, não entra assim tão fácil. Os interiores são rigorosamente fechados ao público e acessíveis apenas em alguns poucos dias selecionados do ano. E, mesmo assim, no âmbito de uma visita guiada organizada você chega apenas a uma parte muito pequena e periférica do amplo complexo prisional.

Ainda assim, essa fortaleza está ligada a uma enorme curiosidade, muito comentada. Em parte do complexo funciona de vez em quando um restaurante especial em que a comida é preparada e os hóspedes são servidos pelos próprios detentos locais, dentro do programa de ressocialização. Funciona só de vez em quando e a reserva envolve uma verificação policial, então não é bem aquilo que você reserva pelo aplicativo em cinco minutos 😅. Confirme sempre as datas atuais com antecedência.

13. Descanso no Parco di Castello

Bem abaixo dos altos muros da prisão, inacessíveis aos turistas, estende-se o lindo parque público municipal Parco di Castello. Se você está cansado de caminhar sem fim sobre o duro calçamento de pedra no centro da cidade e precisa descansar um pouco em algum lugar à sombra, esse é o melhor e mais tranquilo lugar de toda a região.

O parque é cheio de árvores antigas e frondosas, bancos de madeira, e você encontra aqui também agradáveis áreas gramadas onde os moradores locais adoram fazer piqueniques de fim de semana e ler livros. Para famílias com crianças há também um pequeno e bem cuidado parquinho, onde a sua criançada pode se divertir com toda a segurança enquanto você aproveita um merecido relax.

Das bordas desse parque de posição elevada se abrem, além disso, belas vistas distantes para a paisagem ondulada ao redor. E é um lugar absolutamente ótimo de onde você pode fotografar de perto e com toda a calma, por fora, aquela robusta Fortaleza dos Médici, sem invadir de nenhuma forma o espaço de segurança prisional. É justamente aqui que, em agosto, acontece boa parte das festas medievais.

14. Le Balze e a abadia que desaparece

Na borda noroeste da cidade você se depara com um fenômeno natural fascinante, mas ao mesmo tempo um tanto assustador, que mostra a enorme força da natureza. Le Balze são escarpas de erosão muito dramáticas, que ao longo de séculos vêm implacavelmente engolindo pedaços do planalto sobre o qual a própria cidade repousa há milhares de anos, mudando assim a cara de toda a paisagem.

Esses profundos e absolutamente imparáveis deslizamentos de terra, no passado, engoliram para sempre antigas necrópoles etruscas e várias igrejas cristãs medievais. Bem na beira do abismo de arenito, hoje se ergue solitária a velha e abandonada abadia Badia Camaldolese. Aqui os anos realmente contam: a abadia se aproxima do abismo um pouco mais a cada temporada, então, se você quer vê-la, não espere pelo próximo guia de viagem.

À própria abadia você já não consegue chegar, por evidentes motivos de segurança, mas a vista de uma distância segura, através do abismo, é uma das experiências mais marcantes de toda a vasta região. As fotos mais bonitas e atmosféricas você faz garantidamente ao entardecer, quando o sol poente colore as rochas nuas de arenito em tons de laranja e vermelho incrivelmente intensos.

15. Volterra e a saga Crepúsculo: como é de verdade?

Se você está entre os fãs apaixonados dos livros de Stephenie Meyer, com certeza sabe muito bem que foi aqui que a autora colocou a sede secreta do mais poderoso clã de vampiros, os Volturi. Por isso, até hoje afluem à cidade legiões de fãs fiéis da saga Crepúsculo, que percorrem as ruelas estreitas com o mapa na mão em busca das locações de filmagem do popular episódio Lua Nova (New Moon).

⚠️ Mas aqui é preciso falar a verdade na lata, para você não se decepcionar à toa depois da chegada: o filme não foi filmado em Volterra! É que a equipe de filmagem acabou escolhendo, para as gravações reais, o charmoso centro histórico da vizinha cidade toscana de Montepulciano, que provavelmente lhes convinha mais do ponto de vista logístico.

Todas aquelas famosas cenas do filme, em que a protagonista corre desesperada por uma praça cheia de gente vestida de capas vermelhas, na verdade nasceram em Montepulciano, junto à linda igreja de San Biagio e nas ruelas de lá. Volterra ainda tira, de forma marketeira muito esperta, proveito da fama vampiresca e você compra aqui um monte de souvenirs temáticos diferentes, mas os verdadeiros cenários do filme você procuraria aqui absolutamente em vão.

16. Festa Volterra AD 1398

Se você quer viver nas suas viagens algo realmente grandioso e autêntico, planeje a viagem para o quente agosto. Durante a gigantesca festa Volterra AD 1398, a cidade volta completamente no tempo para a Idade Média, e as ruas de pedra se enchem de nobres damas em trajes de época, cavaleiros em armadura completa, hábeis porta-bandeiras, atiradores de besta e músicos ambulantes.

Esse festival histórico tão querido acontece sempre em dois domingos de agosto. Segundo as informações atuais, em 2026 deveria ser nos domingos 9 e 16 de agosto, mas as fontes às vezes divergem quanto à ordem exata dos fins de semana. Às vezes é o segundo e o terceiro domingo, outras vezes o terceiro e o quarto, então recomendo muito confirmar a data exata com antecedência no site oficial volterratur.it.

O principal palco dessa grandiosa festa costuma estar concentrado no amplo parque Parco di Castello, abaixo da Fortaleza dos Médici, e na praça central da cidade. A atmosfera aqui é absolutamente envolvente, nas barracas se paga com moedas de época especialmente cunhadas e você experimenta na própria pele os antigos ofícios medievais.

17. Onde comer e o que provar

A Toscana é simplesmente um paraíso carnívoro e Volterra não é exceção: no cardápio bombam principalmente o javali (cinghiale) e a lebre (lepre), na maioria das vezes como molho para massas caseiras. E, se você não procura carne, os restaurantes locais oferecem também várias ótimas opções sem carne. Não deixe de provar a tradicional sopa espessa pappa al pomodoro, a refrescante salada de pão panzanella ou a caprichada ribollita de legumes (nessa, por garantia, pergunte se é puramente vegetariana). Ótimas também são as massas caseiras grossas pici com um substancioso molho de alho (aglione) e, claro, não pode faltar o excelente queijo pecorino ou os deliciosos pratos temperados com as raras trufas locais.

Uma ótima vista e comida excelente oferece a Osteria Fornelli, que tem um lindo terraço. Se você procura algo rápido e bem barato, siga para o pequeno bistrô La Sosta del Priore, onde você escolhe os sanduíches frescos e deliciosos direto na tela antes de pedir. Cozinha toscana clássica e uma extensa carta de vinhos você encontra no restaurante muito bem avaliado La Vecchia Lira ou na aconchegante e abobadada Osteria La Pace, de atmosfera familiar incrível. Uma ótima opção para o jantar é também a La Carabaccia, com menu sazonal, ou o pequeno restaurante Porgi l’altra Pancia, que costuma lotar, então peça para pegarem seu número e espere um pouco.

18. Caminhada ao longo das muralhas medievais

Para o encerramento do dia, guarde o melhor: uma pausa para relaxar depois de correr o dia inteiro por museus e ruas agitadas. O centro histórico é firmemente cercado por robustas muralhas medievais, que se estendem por respeitáveis dois quilômetros e meio e acompanham exatamente a borda da colina íngreme. As muralhas etruscas originais, que protegiam um território bem maior, aliás, mediam incríveis sete quilômetros.

Uma caminhada lenta e relaxante pelas ruas em torno das muralhas, por exemplo pela bela alameda arborizada Viale dei Ponti, vai te oferecer os cenários toscanos mais típicos de todos, aqueles que você conhece de calendários e postais. Você vai ver aqui colinas onduladas infinitas salpicadas de fazendas de pedra solitárias, as icônicas alamedas de ciprestes e velhos vinhedos que se estendem até o horizonte distante.

E é justamente aqui, com aquela vista para o crepúsculo dourado, que você entende por que o clichê toscano dos postais, na verdade, não é clichê ☺️.

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Para onde ir a partir de Volterra

Se você tem carro à disposição e quer explorar os arredores, as opções são muitas. Não deixe de ler o nosso grande guia Toscana: 30 lugares mais bonitos e roteiro de 7 dias, onde você encontra muita inspiração a mais para o seu roadtrip.

Visitar as duas joias vizinhas é quase obrigatório. Dê uma olhada no nosso artigo Siena e San Gimignano: 8 dicas do que ver, porque justamente a combinação de Volterra com a San Gimignano das torres dá para fazer tranquilamente em um único dia.

Se, depois de tanto caminhar pelos monumentos, você precisar relaxar um pouco, confira a nossa seleção Hotéis de wellness na Toscana: 12 termas. E, se você quer conhecer outras regiões italianas, inspire-se no panorama Para onde viajar na Itália: os 20 melhores lugares.

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Perguntas frequentes

Ainda ficou com algumas perguntas sem resposta na cabeça? Reuni para você o mais importante que os viajantes costumam perguntar antes da viagem a Volterra. Seja sobre estacionamento, ingressos ou a comparação com as cidades vizinhas, aqui você encontra respostas rápidas.

Vale a pena visitar Volterra se eu tiver tempo apenas para San Gimignano?

Com certeza sim. Volterra é muito mais tranquila, significativamente mais antiga e, no geral, transmite uma impressão muito mais autêntica. San Gimignano é incrivelmente fotogênica graças às suas torres medievais preservadas, mas na alta temporada costuma estar lotada de gente. O ideal é visitar as duas cidades em um só dia, já que ficam a apenas cerca de 30 quilômetros uma da outra.

Quanto tempo devo reservar para Volterra?

Para um passeio tranquilo pelo centro histórico, um café e apreciar as vistas da paisagem toscana, meio dia será mais que suficiente. Mas se você planeja aproveitar o cartão combinado e visitar o museu etrusco Guarnacci, a pinacoteca, a torre da prefeitura e outros monumentos interessantes, reserve certamente um dia inteiro para a cidade.

Vale a pena comprar o Volterra Card?

Sim, já vale a pena no momento em que você planeja visitar pelo menos três locais pagos. O cartão custa 23 € para adultos (cerca de R$ 140), enquanto a entrada individual em um museu é de 10 € (R$ 60). Além disso, o cartão é válido por 72 horas a partir do primeiro uso e inclui sete principais monumentos, então você não precisa se apressar com as visitas.

Onde é possível estacionar na cidade?

Todo o centro histórico dentro das muralhas é marcado como zona ZTL restrita, onde turistas têm a entrada de carro proibida. Você precisa deixar o carro nos estacionamentos designados logo abaixo das muralhas, como por exemplo o Parcheggio Docciola, Parcheggio Vallebona ou Porta Fiorentina, de onde escadas rolantes te levam confortavelmente até o centro.

O filme Crepúsculo foi realmente filmado aqui?

Não, não foi filmado aqui de jeito nenhum. Embora o enredo do livro Lua Nova (New Moon) se passe exatamente aqui como sede do poderoso clã Volturi, a equipe de filmagem escolheu o centro histórico da cidade vizinha de Montepulciano para as gravações. Foi lá que as equipes de filmagem se instalaram e criaram aquelas famosas cenas na igreja de San Biagio.

É possível visitar a prisão dos Médici e o restaurante de lá?

Os interiores comuns da prisão realmente não são acessíveis ao público turista. O restaurante operado pelos próprios prisioneiros funciona apenas muito raramente dentro de datas especiais programadas e exige uma reserva complicada com muita antecedência, que está estritamente vinculada a uma verificação de segurança policial da sua identidade.

O alabastro nas lojas locais é autêntico?

Nas oficinas artesanais tradicionais e lojas certificadas sim, lá você encontra qualidade cem por cento garantida. Mas nas lojas comuns de souvenirs na rua comercial principal, tome muito cuidado com imitações baratas importadas feitas de plástico ou pedra asiática. O verdadeiro alabastro de Volterra deve sempre vir acompanhado de um certificado de origem.

Como chego lá de transporte público sem carro?

A viagem de ônibus é possível, mas você sempre terá que fazer pelo menos uma conexão, porque não existem linhas diretas das grandes cidades turísticas para lá. De Florença e de Siena você precisa pegar o ônibus até a cidade de Colle di Val d’Elsa e fazer a conexão lá. De Pisa, a viagem é feita com conexão na cidade de Pontedera.

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