TL;DRSt. John’s, capital da província canadense de Newfoundland, é, segundo o artigo, um lugar onde as pessoas são extraordinariamente simpáticas, sorridentes e honestas — ninguém tranca porta nem carro por ali, e os moradores recebem os hóspedes com uma carta contendo a chave dentro do envelope. Vale a pena conhecer as casinhas coloridas da Water Street, o museu The Rooms, o memorial de Signal Hill com a Cabot Tower de 1897 (de onde Guglielmo Marconi captou o primeiro sinal transatlântico sem fio em 12 de dezembro de 1901) e a vila abandonada de Quidi Vidi, a cerca de 20 minutos a pé. A melhor época para visitar é em julho e agosto, quando dá para ver papagaios-do-mar e icebergs e as temperaturas ficam em torno de 22 graus, já em setembro o risco é de chuva, ventos fortes e até alertas de furacão. De Londres, o voo até St. John’s leva apenas 5 horas, e os autores ainda trazem nove dicas práticas para a viagem.
Não consigo parar de sorrir. Pegamos essa doença logo quando chegamos. Os cantos da boca subiram e ficaram lá, como se fosse sua posição natural. Aqui todos sorriem. Me vi na terra das pessoas mais gentis do planeta. Me vi na terra onde as pessoas ainda amam viver. A questão de ser ou não ser simplesmente não existe aqui. Bem-vindas a St. John’s, em Newfoundland, Canadá.
Saímos do aeroporto de jaquetas de inverno, e eu apertava meu gorro nórdico nas mãos. Eu e minha mãe estávamos esperando frio. Frio de verdade.
Mas estava quente.
O céu cinza pairava sobre nós e definitivamente não prometia tempo agradável — a garoa também contribuía com uma sensação desconfortável de umidade — mas frio, nada.
Achei que conhecia bem o Canadá. Que nada poderia me surpreender nessas províncias atlânticas tranquilas e pouco habitadas. Como eu estava errada! Se até então eu achava que os canadenses eram amigáveis, eu simplesmente não sabia o que era amizade de verdade.
Aqui ninguém rouba nada
Fomos de táxi até o B&B The Narrows (não há transporte público na cidade). Não havia ninguém, a porta estava destrancada e nos esperava um envelope com a chave e uma carta de boas-vindas. Caso ainda não saiba: aqui ninguém tem medo de ser roubado. Alguns deixam até as janelas dos carros abertas, assim como as portas de casa.
Tiramos animadas as roupas de inverno e saímos para uma primeira exploração sonolenta dessa cidade cinzenta e adormecida, cheia de casinhas coloridas.
Estava com sono. Afinal, a madrugada acordando cedo, a longa viagem e a diferença de fuso horário pesavam nas pálpebras.
Seguimos para a Water Street.
A Water Street, aliás, existe em quase todas as cidades das províncias atlânticas. Water Street e Main Street. Criatividade nos nomes não é o forte por aqui.
A Water Street não demorou para fazer jus ao nome: logo a água começou a correr pela rua e pelas calçadas, formando um pequeno rio. Se eu reclamava de sono antes, um banho gelado vindo das nuvens me acordou na hora.




Acordamos às quatro e meia da manhã para pegar o voo cedo para Halifax. E assim partimos no mesmo silêncio, pelas ruas vazias das casinhas coloridas, em direção ao aeroporto. E foi então que caiu a ficha: não viemos por causa da natureza bonita, da qual nunca duvidamos, mas por causa das pessoas que vivem aqui. Por causa de pessoas que ainda não perderam a vontade de viver.
Dicas para você:
- Prefira se hospedar em B&B a hotéis — o atendimento é muito mais pessoal e às vezes você ainda economiza no imposto pagando em dinheiro (o que numa estadia mais longa pode ultrapassar 100 CAD). E o melhor: você conhece muitos outros viajantes do mundo todo. Em St. John’s conhecemos músicos de Halifax (http://www.maritimebrassquintet.ca). Você também pode pesquisar opções de hospedagem pelo Booking.com.
- A salada Caesar local é servida com salmão.
- A época ideal para visitar é realmente julho/agosto — não como nós, em setembro, embora geralmente seja quente (e depois que fomos embora, de fato ficou).
- Não desconecte da tomada caixinhas que ficam apitando. Prefira ligar as notícias — pode ser aviso de furacão.
- De São Paulo, você voa até Toronto ou Montreal e de lá pega uma conexão para St. John’s — o total costuma ficar entre 13 e 16 horas de viagem.
- As caixas de correio por aqui são hilariamente engraçadas (veja a foto).
- Você será o segundo brasileiro a visitar (nós fomos os primeiros) — isso provavelmente não é verdade, mas todo mundo insistia nisso para nós. 😄
Lukáš e Lucie recomendam
Onde se hospedar em St. John’s
2 acomodações recomendadas para suas férias
⭐ MELHOR ESCOLHA
🏡 Pousada/B&B
B&B The Narrows
Acomodação em uma bed & breakfast acolhedora em St. John’s. Os proprietários deixam a chave em um envelope de boas-vindas, com as portas destrancadas. Os anfitriões preparam café da manhã com panquecas de blueberry e frutas vermelhas locais.
Verificar disponibilidade
🔍 Buscar
Ver todas as acomodações em St. John’s
Explore todas as opções de hospedagem disponíveis em St. John’s e encontre a melhor de acordo com suas preferências e orçamento.
Verificar disponibilidade
🚗 Aluguel de carro na viagemCarros de aluguel verificados no CanadáPesquise pelo comparador DiscoverCars — compara preços de dezenas de locadoras locais e internacionais, e a maioria das reservas tem cancelamento gratuito.
Comparar preços de carros no Canadá →✓ Comparador DiscoverCars✓ cancelamento grátis na maioria das reservas✓ sem taxas ocultas
✈️ Passagens baratas
Encontrar voos →
Procurando passagens baratas?
Compare todas as companhias e encontre as datas mais baratas. · Mais passagens baratas →
📶 DADOS PARA SUA VIAGEM · Canadá
Escolha um eSIM para a América do Norte →
Internet no celular nas férias — com um eSIM
⚡ ativação por QR em 2 min · 📱 sem SIM físico · 🌍 3 países · a partir de 4,50 €
✅ Da equipe do blog de viagens Loudavým krokem · Nosso próprio projeto — lk-sim.com




