Quando eu e o Lukáš descemos do avião pela primeira vez no aeroporto de Keflavík, na virada de setembro para outubro de 2018, levamos um tapa imediato do clima oceânico local. O vento soprava com tanta intensidade que eu tinha a sensação de que ia perder não só o gorro de inverno, mas talvez até a cabeça. O ar cheirava a sal, enxofre e a uma natureza absolutamente selvagem. Dirigir na Islândia é uma aventura única, e neste guia completo sobre o aluguel de carro na Islândia vou te contar tudo o que você precisa saber.
Logo no estacionamento entendemos a regra mais importante de toda a road trip islandesa, aquela que pode te economizar milhares de euros. A porta do carro precisa, em toda saída, ser sempre segurada com firmeza com as duas mãos.
Alugar um carro na Islândia é, no geral, uma disciplina meio específica, porque a natureza local consegue atormentar o motorista de várias formas inesperadas. No fim, levamos nossa confiável Suzuki Grand Vitara 4×4 por 3500 quilômetros de estradas lindas e também assustadoras.
A Islândia simplesmente não é um destino para onde você vai relaxar numa espreguiçadeira. É mais uma expedição a lugares onde a crosta terrestre racha ao meio, o magma arde sob as geleiras e a vista do vazio infinito te força a reavaliar o seu próprio tamanho. Ao mesmo tempo, segundo o prestigiado ranking Global Peace Index, é o país mais seguro do mundo.
As casas aqui não se trancam, a criminalidade é quase nula e o seu único inimigo de verdade é justamente a imprevisível mãe natureza. No artigo você encontra um guia detalhado de como encarar a direção na terra do fogo e do gelo sem uma única ruga na testa. Vamos olhar a nova taxa por quilômetro de 2026, destrinchar o complicado seguro e te aconselhar sobre onde comer bem e barato na estrada.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro
- Escolha do carro: Para dar a volta na estrada principal no verão (Ring Road), um carro comum com tração nas duas rodas (2WD) vai dar conta. Mas se você for fora de temporada ou quiser explorar o interior mais bruto (F-roads), é obrigatório por lei alugar um 4×4.
- Seguro é obrigação: O seguro clássico não basta, então sempre pague a mais pela proteção contra cascalho (Gravel Protection) e, se possível, contra areia e cinzas (Sand & Ash), porque o vento islandês consegue lixar a pintura inteira do carro e os prejuízos chegam a milhares de euros.
- Novidades para 2026: O governo introduziu uma nova taxa por quilômetro de 6,95 ISK por quilômetro rodado, o que aparece na fatura da locadora. Por outro lado, o preço da gasolina caiu bastante, para cerca de 210 a 225 ISK por litro.
- Portas traiçoeiras: Nenhum seguro do mundo cobre portas arrancadas pelo vento. Lembre-se disso a cada saída do carro, porque as rajadas fortes de vento são rotina na Islândia.
- Cartões de pagamento: A Islândia é um país totalmente sem dinheiro físico. Mas você precisa de um cartão físico e seu código PIN, porque sem isso você não consegue abastecer nos postos de autoatendimento.
Quando ir e como chegar
A temporada islandesa se divide entre o verão caro e superlotado e o resto do ano imprevisível. A Corrente do Golfo mantém as temperaturas surpreendentemente altas e, no inverno, Reykjavík raramente fica em geada prolongada, mas o verdadeiro ditador aqui é o vento.
Ele consegue derrubar a sensação térmica tranquilamente em dez graus. Uma jaqueta impermeável e corta-vento é absolutamente indispensável até em julho.
Se você quer ver a aurora boreal, precisa ir no período de escuridão, de setembro a abril. Nós escolhemos a virada de setembro para outubro e foi simplesmente mágico, porque já não havia tanta multidão de turistas e as cores de outono contrastavam lindamente com os picos nevados das montanhas.
Se você planeja caçar justamente a aurora borealis, preciso te avisar de uma coisa essencial. Nos meses de verão, de maio a agosto, você não tem chance de ver nada, porque a ilha vive o chamado sol da meia-noite e nunca escurece de verdade.
Para uma caça bem-sucedida você precisa de escuridão total, céu limpo sem nuvens e alta atividade solar (índice KP). De qualquer forma, os especialistas da NOAA preveem que também o outono de 2026 será absolutamente excepcional para o espetáculo celeste. Mas não esqueça de levar um tripé firme para as fotos, porque você não fotografa a aurora boreal no automático com a mão livre.
A conexão aérea hoje já é muito confortável, embora o mercado tenha passado por mudanças bem importantes recentemente. Se você costumava voar com a low cost PLAY nos aviões vermelhos brilhantes, preciso te decepcionar. A empresa faliu no fim de setembro de 2025 e deixou milhares de passageiros na mão nos aeroportos.
Saindo do Brasil, o caminho mais comum é voar até um grande hub europeu (como Lisboa, Madri, Londres ou Frankfurt) e de lá pegar um voo direto à Islândia com a Icelandair ou a Smartwings, com cerca de quatro horas de duração. Se o seu destino final fica ainda mais longe, na Europa, dá para usar o popular programa Stopover da Icelandair. Ele permite uma parada na ilha de até sete dias sem qualquer custo adicional ao preço da passagem.
Um grande chamariz para 2026 é, além disso, o eclipse solar total, que acontecerá na quarta-feira, dia 12 de agosto. É um evento astronômico gigantesco, porque da Islândia um eclipse parecido foi visto pela última vez em 1954 e a próxima chance só virá em quase duzentos anos. A faixa de maior escuridão cruzará os fiordes ocidentais e a península de Snæfellsnes, e será mais bem visível justamente da parte oeste da ilha.
Quem mais vai aproveitar a escuridão são os penhascos de Látrabjarg, onde o eclipse durará mais de dois minutos. Mas conte com o fato de que, para agosto, muitas vagas já estão esgotadas sem esperança. O preço de uma pousada comum no oeste disparou para alturas extremas e a ilha inteira vai estar lotadíssima o mês todo. Na península de Snæfellsnes acontece até um festival enorme, então não procure paz por lá no verão.
Onde se hospedar + quanto custa
Embora muitos viajantes optem por camping ou dormir em vans, eu e o Lukáš somos mais confortáveis e demos preferência a dormir sob um teto sólido. Durante nossa road trip de duas semanas, passamos por uma série de pousadas simpáticas, guesthouses menores e, às vezes, apartamentos aconchegantes, onde podíamos cozinhar nosso próprio jantar à noite. A Islândia, simplesmente, é um dos países mais caros do mundo, e você precisa se preparar para que a hospedagem coma uma fatia bem grande do seu orçamento.
Uma road trip de uma semana para duas pessoas num padrão médio (dormir em guesthouses, alugar um carro decente e cozinhar com ingredientes locais) vai custar, em 2026, cerca de 3.200 a 5.200 EUR sem as passagens aéreas. Uma noite num guesthouse comum, com banheiro privativo ou compartilhado, fica em torno de 840 a 1.200 EUR por seis noites, o que dá, em conversão, cerca de 80 a 150 EUR por noite.
Se você quiser dormir em hotéis maiores clássicos, prepare-se para tranquilamente 200 a 400 USD por noite. Uma ótima e popular alternativa são as farmstays oferecidas pela rede Hey Iceland, onde muitas vezes você tem à disposição uma grande cozinha compartilhada e pode espiar por baixo dos panos a vida dos fazendeiros locais. A categoria de preço mais baixa para dormir sob um teto são os hostels, onde por uma cama em quarto compartilhado você paga cerca de 40 a 60 USD.
Pelo aluguel da nossa 4×4 pagamos na época cerca de 620 EUR por duas semanas, mas hoje os preços podem, na alta temporada de verão, chegar ao dobro. Recomendo procurar hospedagem o quanto antes, porque as vagas fora da capital são realmente muito limitadas e os melhores lugares somem na velocidade da luz. Se você decidir cortar radicalmente todo o orçamento, dá para caber em 2.000 a 2.800 EUR para duas pessoas por uma semana, mas isso já significa uma economia extrema e dormir exclusivamente em barracas ou carros comuns.
💡 Dicas concretas de hospedagem (preços e disponibilidade você confere pela Booking, reserve com antecedência — na temporada e em torno do eclipse de 2026 somem meses antes):
- Center Hotels Grandi (Reykjavík)
- Hótel Kea (Akureyri)
- Hótel Katla by Keahotels (Vík)
Aluguel de carro: 2WD ou 4×4?
Quando você entra em qualquer fórum de viagens, percebe que o tema do aluguel de carro na Islândia domina praticamente toda discussão e as pessoas vivem brigando sobre qual veículo é realmente necessário. A verdade é que as duas opções fazem sentido e tudo depende apenas de para onde exatamente você vai e em que época do ano viaja. Então vamos destrinchar isso em detalhes, para você não pagar à toa por algo que no fim nem vai usar.
1. Quando um carro comum (2WD) será suficiente
Se você vai à Islândia só nos meses de verão e planeja apenas dar a volta na famosa Ring Road (a estrada circular número 1) ou no popular Círculo Dourado (Golden Circle), um carro menor com tração nas duas rodas vai sobrar. A maior parte dessas vias principais hoje já está lindamente asfaltada e bem conservada.

Mas você precisa contar com o fato de que, mesmo na própria estrada circular, cerca de trinta por cento dos trechos ainda são de piso não pavimentado. As estradinhas menores de cascalho, com que você esbarra de vez em quando nas saídas para cachoeiras e hospedagens, dá para percorrer tranquilamente com cuidado e dirigindo devagar.
O carro menor é, claro, bem mais barato no próprio aluguel e vai te agradar também com um consumo de combustível bastante mais baixo. Especialmente com os preços atuais de 2026 e a introdução da nova taxa por quilômetro, é uma economia com a qual você pode depois se dar ao luxo, por exemplo, de uma entrada nas fontes termais mais caras.
Mas lembre-se de uma coisa absolutamente essencial. Com um carro comum 2WD você tem a entrada estritamente proibida nas estradas de montanha, que em todos os mapas são marcadas com a letra F (F-roads). Se você violar essa proibição, perde todo o seguro e, em caso de ficar preso, paga a operação de resgate do próprio bolso.
2. Por que nós escolhemos um 4×4 potente
Eu e o Lukáš, pelo buscador RentalCars, escolhemos um Suzuki Grand Vitara com tração nas quatro rodas, porque viajamos já no outono e queríamos simplesmente ter segurança. Na Islândia o tempo consegue mudar em meros cinco minutos e não queríamos ter medo de cada pequena ladeira coberta de geada matinal. Eu e o Lukáš temos há muito tempo uma boa experiência com a RentalCars, que usamos pelo mundo todo, e desta vez também deu tudo certo, da entrega à devolução, nota dez.

Algumas estradas mais remotas, especialmente se você quiser ir a lugares menos turísticos fora do circuito principal, na qualidade lembravam bastante o que vivemos nas estradas de terra da distante Uganda.
O 4×4 é, além disso, uma necessidade absoluta e exigência legal se você planeja explorar o interior selvagem (Highlands). Lugares como as montanhas arco-íris de Landmannalaugar ou a paisagem lunar da região vulcânica de Askja são absolutamente inacessíveis sem o veículo off-road certo. Sem 4×4 você corre o risco não só de destruir o carro, mas também de uma multa astronômica.
3. Aluguel de motorhome como alternativa
Uma opção cada vez mais popular para os mais aventureiros é reservar na ilha uma van campervan ou direto uma grande motorhome. Justamente o aluguel de um motorhome na Islândia te dá uma liberdade enorme, porque você não precisa lidar com o check-in diário nos hotéis, não precisa se estressar com horários exatos e pode dormir a poucos passos das mais lindas cachoeiras e penhascos.

Além disso, lá dentro você prepara confortavelmente o café da manhã e o jantar, o que reduz incrivelmente seus gastos totais com restaurantes caros.
Mas você precisa contar com o fato de que, na Islândia, hoje, por causa da proteção da natureza frágil, é proibido acampar na natureza livremente. Com a van, então, você precisa rumar toda noite para um dos campings oficiais. Vale muito a pena pegar o chamado Camping Card, que em 2026 custa cerca de 26.000 ISK (em torno de 175 EUR).
Vale 28 noites inteiras, cobre dois adultos e até quatro crianças e te libera em mais de quarenta campings diferentes por toda a ilha. No local você paga só uma pequena taxa de estadia em torno de 400 ISK por noite. Mas tome muito cuidado na própria direção, porque motorhomes grandes são extremamente suscetíveis ao onipresente vento lateral forte.
Seguro, ou onde definitivamente não economizar
Confesso que, normalmente, ao alugar carro em algum lugar do sul da Europa, não pego muito seguros premium com franquia zero, mas a Islândia é uma exceção enorme. A natureza aqui é tão terrivelmente bruta e as estradas escondem tantas armadilhas pequenas que economizar uns poucos euros por dia no seguro pode te sair horrivelmente caro. Os fóruns de viagem na internet estão cheios de histórias de terror e de contas ainda mais terríveis das locadoras, que pessoas azaradas tiveram que pagar do próprio bolso.
1. Seguro básico e proteção contra cascalho (Gravel Protection)
Todo carro de locadora tem no preço básico o seguro CDW (Collision Damage Waiver), que, porém, inclui uma franquia muito alta e, principalmente, não cobre uma série de riscos islandeses específicos. Para você ter uma ideia, essa cobertura básica sai num carro pequeno por cerca de 3.190 ISK ao dia e num 4×4 por volta de 4.090 ISK. O mínimo absoluto que você deveria sempre adquirir a mais é a proteção especial contra pedrinhas voadoras, a chamada Gravel Protection (GP).

Na Islândia, até a famosa Ring Road asfaltada, de vez em quando, do nada, passa para um trecho de cascalho, tranquilamente por algumas dezenas de quilômetros. Quando, então, um caminhão pesado ou outro carro off-road robusto passa por você em alta velocidade, uma chuva de pedrinhas afiadas das rodas deles é quase inevitável. Para-brisas quebrados e capôs feios e arranhados são, disparado, o sinistro mais comum aqui, que as locadoras resolvem praticamente todo dia.
2. Areia, cinzas e por que considerar o SAAP
Se você planeja percorrer a ventosa costa sul e sudeste, o atendente da locadora provavelmente vai te oferecer também um seguro bem específico contra areia e cinzas vulcânicas (Sand & Ash Protection, abreviado SAAP). Talvez à primeira vista isso pareça um luxo desnecessário ou um truque para turistas, mas acredite, as tempestades de areia são uma ameaça real enorme na Islândia.

Quando o vento forte se levanta nas praias vulcânicas pretas ou em áreas abertas perto de vulcões ativos, a poeira vulcânica fina funciona como um jato de areia industrial gigante. Em poucos quilômetros de viagem ela consegue lixar completamente a pintura do seu carro até o metal nu e fosco e destruir totalmente todas as janelas. As contas pela repintura completa e o conserto de um veículo destruído assim ficam em valores absolutamente astronômicos, de 500.000 a 1.500.000 coroas islandesas.
3. O que nenhuma seguradora cobre
Mesmo que você compre o seguro premium mais caro de todos, com franquia zero, e tenha a sensação de estar coberto contra tudo, existem na Islândia situações que simplesmente nada cobre. O erro mais conhecido e mais caro são os danos causados pelo vento forte nas portas do carro (door-ripping). Quando você para em algum mirante e abre a porta sem cuidado, o vendaval islandês se apoia nela na hora e, com força brutal, literalmente a arranca das dobradiças. Por isso, sempre abra-a incrivelmente devagar e segure-a o tempo todo com firmeza, com as duas mãos.
Outra grande exceção são quaisquer danos no chassi do veículo e danos causados pela água ao atravessar rios selvagens. Mesmo que você tenha da locadora um 4×4 potente e gigante e possa, pelo contrato, dirigir legalmente nas brutas F-roads, você entra em cada travessia de rio única e exclusivamente por sua própria conta e risco. Se você aspirar água para o motor ou afogar o carro numa correnteza inesperadamente forte, todos os custos ligados ao reboque e ao conserto ficam totalmente por sua conta, e os valores chegam facilmente a dezenas de milhares de euros.
Taxas escondidas e a nova taxa por quilômetro para 2026
A economia islandesa e o complicado sistema tributário evoluem o tempo todo, o que, como turistas, você sente bem fortemente justamente no balcão da sua locadora. A partir de 1º de janeiro de 2026 entrou em vigor uma mudança legislativa bastante importante, que muda a forma como você vai pagar pelas suas viagens de verão ou inverno. Não se trata necessariamente de um encarecimento de todo o passeio, mas sim de uma completa transferência de custos dos próprios postos diretamente para as locadoras e seus contratos.
1. Como funciona a taxa por quilômetro na prática
O governo decidiu mudar a tributação do transporte e introduziu a chamada taxa por quilômetro (Kilometer Fee), que vale para todos os carros de passeio, SUVs robustos e também os modernos carros elétricos. Sua alíquota atual é de exatamente 6,95 ISK (cerca de 0,047 EUR) por cada quilômetro rodado. As locadoras, claro, não recebem bem essa nova taxa do governo e a repassam direto a você, como cliente final.

Algumas empresas, na retirada do veículo, te cobram uma espécie de taxa fixa, que fica em torno de 1390 a 1550 ISK por cada dia de aluguel, enquanto outras locadoras anotam cuidadosamente o estado inicial do hodômetro e, após a devolução do carro, descontam o valor exato rodado do seu cartão de crédito.
Se você decidir dar a volta na ilha inteira, o que dá cerca de 1330 quilômetros na estrada principal mais os desvios, isso vai te encarecer em quase nove a dez mil coroas islandesas. Recomendo sempre ler cuidadosamente as condições do contrato, para que, no fim das férias, você não seja surpreendido à toa quando uma quantia inesperada sair da sua conta.
2. Preços da gasolina e pagamentos com cartão
A nova taxa por quilômetro tem para todos os viajantes também um lado muito positivo. O Estado, como forma de compensação, eliminou parte do imposto sobre o consumo de combustível direto nas bombas, então os preços da gasolina em 2026, felizmente, caíram bastante. Enquanto ainda no outono do ano anterior o litro se aproximava perigosamente dos assustadores 305 ISK, agora você abastece por uns muito agradáveis 210 a 225 ISK por litro (cerca de 1,45 a 1,55 EUR). Preços decentes costumam ter os grandes postos como N1, Olís, e especialmente barato costuma ser no hipermercado Costco.
Abastecer em si é uma experiência para muita gente, porque quase todas as bombas de combustível aqui são completamente de autoatendimento. Você insere na bomba um cartão físico, digita seu código PIN, escolhe o valor exato ou direto o tanque cheio e começa a abastecer.
Aviso enfaticamente que, sem um cartão de plástico físico com chip e o conhecimento do seu código PIN, você simplesmente não consegue colocar combustível no carro aqui. Com o popular pagamento por celular via Apple Pay ou Google Pay nos postos rurais isolados você, na maioria das vezes, não consegue nada, porque as máquinas exigem a inserção do cartão.
💡 Dica: Ingressos e passeios organizados (na Islândia e arredores) vale a pena comprar com antecedência online no GetYourGuide, na temporada lotam rápido.
Dirigir na Islândia: com o que tomar cuidado
As estradas islandesas são visualmente absolutamente maravilhosas e os cenários de cinema mudam a cada curva fechada, mas a própria direção exige sua concentração constante. Aqui não há cruzamentos complicados de autoestrada nem engarrafamentos chatos (com exceção do centro de Reykjavík), mas, em compensação, te esperam armadilhas na forma de animais distraídos onipresentes e condições meteorológicas extremamente traiçoeiras. Eu e o Lukáš nos revezávamos honestamente ao volante da nossa Vitara e, às vezes, à noite, ao chegar na hospedagem, estávamos realmente de saco cheio.
1. Pontes de via única e ovelhas distraídas
Um dos elementos mais icônicos e, às vezes, um pouco estressantes das estradas islandesas são as chamadas pontes de via única. Você as reconhece com segurança de antemão, porque são sempre claramente sinalizadas com uma placa refletiva amarela escrita “Einbreið brú”. A regra para atravessá-las com segurança é absolutamente simples: o motorista que chegar mais perto da ponte estreita e entrar nela primeiro simplesmente tem a preferência. Mas dos dois lados isso exige máxima consideração, bom senso e desaceleração a tempo, porque essas pontes muitas vezes aparecem traiçoeiramente logo depois de uma curva sem visibilidade.

Além das pontes, as ovelhas islandesas vão te acompanhar a viagem inteira, e nesta ilha inóspita vivem até mais delas do que dos próprios habitantes humanos. No verão, pastam livremente pela paisagem e, infelizmente, têm o costume de atravessar a estrada de forma totalmente sem sentido bem na frente de carros que passam rápido. Tenha um cuidado especial e enorme com os cordeirinhos pequenos, que facilmente entram em pânico e correm direto para debaixo das suas rodas, mesmo que a mãe deles tenha permanecido em total calma no acostamento seguro.
2. Clima traiçoeiro e aplicativos úteis
Os habitantes locais gostam muito de dizer que, se você não gosta do clima atual da ilha, basta esperar cinco minutos. Soa como uma frase batida, mas resume perfeitamente a realidade local. Um dia de outono ensolarado e calmo consegue, em poucos instantes, se transformar numa névoa densa e impenetrável ou numa chuva horizontal violenta, que os limpadores de para-brisa nem conseguem dar conta.

Antes de cada saída matinal do calor da hospedagem, eu e o Lukáš fazíamos então um ritual e conferíamos o chamado trio sagrado dos sites islandeses. Primeiro olhávamos o vedur.is, onde ficam as previsões meteorológicas detalhadas, incluindo mapas de vento.
Em seguida, conferíamos cuidadosamente todos os alertas de segurança no portal safetravel.is, e a trafegabilidade de trechos específicos de estradas sempre verificávamos no site estatal road.is. Garanto que você vai ter essas três abas importantes abertas o tempo todo no navegador do celular.
3. Estacionamento e limites de velocidade
As multas por exceder a velocidade máxima permitida na Islândia são literalmente draconianas e arruínam facilmente o orçamento que você calculou com tanto cuidado para as férias inteiras. A velocidade máxima nas estradas asfaltadas fora das cidades é de meros 90 km/h, no cascalho e nos trechos de pedrisco você precisa obrigatoriamente reduzir para 80 km/h, e em todas as cidades anda-se a cinquenta. A polícia tem poucas patrulhas físicas, mas toda a paisagem encantadora está literalmente repleta de radares escondidos discretos e câmeras modernas.

Uma grande mudança dos últimos anos é também a massiva cobrança de estacionamento. A maior parte das maravilhas naturais lindas e das cachoeiras gigantes, felizmente, ainda pode ser vista totalmente de graça, mas para parar seu carro alugado perto delas você já paga caro.
Em lugares famosos como a cachoeira Skógafoss ou o icônico parque nacional Þingvellir, ficam nos postes câmeras inteligentes, que captam cuidadosamente sua placa. O estacionamento (geralmente em torno de 1000 ISK) você paga fácil e rápido por aplicativos de celular como Parka.is, EasyPark ou Checkit.is. Se você decidir escapar às escondidas sem pagar, a locadora desconta a taxa devida do seu cartão sem dó e ainda adiciona um acréscimo administrativo bem gordo.
Lugares e regiões mais bonitos: o que ver e viver
Ao redor de toda a ilha passa a famosa estrada asfaltada Ring Road, que tem mais de 1300 quilômetros. Se você quer dar a volta confortavelmente em toda ela e não passar oito horas por dia tenso ao volante, vai precisar de no mínimo oito a dez dias. Durante nossa viagem encontramos muita gente que tentava encaixar absolutamente tudo em cinco dias, e o resultado eram só rostos cansados e fotos borradas tiradas pela janela suja do passageiro. Prefira escolher só algumas regiões e conheça-as direito.
1. Reykjavík e a península de Reykjanes
A capital, Reykjavík, é simpaticamente pequenininha e, para um passeio tranquilo por ela, um único dia vai sobrar. Não deixe de ver a icônica igreja de concreto Hallgrímskirkja, onde para subir à alta torre-mirante prepare cerca de 1400 ISK. Caminhe ao redor da moderna ópera de vidro Harpa até a reluzente escultura de aço do Barco Solar (Sun Voyager) e, à noite, saia pelas ruas dominadas pelo chamado rúntur, que é o famoso e bem agitado rolê pelos bares locais.

Um pouco fora da cidade fica a vulcânica península de Reykjanes, que vive desde 2021 um despertar geológico realmente selvagem. Você encontra aqui a interessante Ponte entre Continentes (Bridge Between Continents), onde as placas tectônicas se afastam, mas o tema principal aqui é a região de Svartsengi e os vulcões do sistema Sundhnúkur.
As erupções são locais e seguras para a aviação, mas as famosas termas Blue Lagoon precisam, por causa delas, funcionar num regime de segurança dinâmico, e a cidadezinha de Grindavík está completamente evacuada. Antes de viajar a essa região, por isso, sempre prefira abrir as notícias atuais nos sites do governo.
2. O Círculo Dourado (Golden Circle) e seus clássicos
O Círculo Dourado é um clássico islandês absoluto e a região mais visitada de toda a ilha. É uma rota ideal de um dia a partir da capital, que cobre cerca de 250 quilômetros de pura beleza. Sua primeira parada será o parque nacional Þingvellir, lugar onde já em 930 surgiu o primeiríssimo parlamento islandês. Fica aqui também a mágica fenda tectônica Silfra, na qual os corajosos podem mergulhar em água de meros 2 graus Celsius.

O próximo ponto da rota é a famosa região geotérmica Geysir, que deu nome a todos os gêiseres do mundo. O grande gêiser original, na maior parte do tempo, já dorme, mas seu irmão menor, o Strokkur, jorra de forma confiável água fervente a uma altura de até trinta metros mais ou menos a cada cinco a dez minutos. O círculo é encerrado com grande pompa pela massiva cachoeira Gullfoss, de dois patamares, na qual, no tempo frio, você certamente vai colocar o capuz, porque dela esguicha o tempo todo uma enorme nuvem de borrifos de água.
3. Costa sul: cachoeiras e ondas traiçoeiras
Assim que você sai de Reykjavík pela costa sul ao longo da estrada principal, te espera um ícone fotogênico atrás do outro. Você caminha por uma trilha estreita bem atrás da parede d’água da cachoeira Seljalandsfoss, sobe dezenas de longos degraus de madeira ao lado do incrivelmente imponente Skógafoss e, se você gosta de atmosfera sombria, chega até a abandonada e enferrujada carcaça do avião DC-3, que jaz na infinita praia preta de Sólheimasandur.

Um pouco mais adiante fica a pitoresca cidadezinha de Vík e, junto dela, a maravilhosa praia preta Reynisfjara, com colunas de basalto. Mas aqui, muito cuidado. Reynisfjara é um dos lugares mais perigosos da ilha por causa das chamadas ondas traiçoeiras (sneaker waves).
Essas ondas oceânicas chegam de forma totalmente inesperada, alcançam tranquilamente dezenas de metros mais para o continente do que as ondas anteriores e têm uma força mortal. Nos últimos vinte anos, infelizmente, seis turistas já morreram aqui, então sempre respeite estritamente o semáforo de alerta da praia e nunca vire as costas para o oceano que ruge.
4. Sudeste: laguna glacial e os Fiordes Orientais
Quando você deixa Vík para trás, as multidões de turistas começam a rarear agradavelmente e a paisagem se abre ainda mais. A parte sudeste da ilha é dominada de forma absoluta pelo parque nacional Vatnajökull, com a geleira de mesmo nome, que é a maior de toda a Europa e cobre respeitáveis oito por cento da área da Islândia. O ápice visual absoluto aqui é a laguna glacial Jökulsárlón, onde, com estalos, se desprendem enormes blocos azuis de gelo. Eles são, então, levados pelas correntes oceânicas até a areia preta da praia em frente, apelidada com acerto de Diamond Beach.

Daqui a estrada já segue tranquilamente para os calmos Fiordes Orientais. É uma paisagem maravilhosa e remota, cheia de penhascos afiados, estradas sinuosas e renas selvagens ocasionais, que foram trazidas para cá no passado.
Não deixe de fazer um desvio até a pitoresca cidadezinha de Seyðisfjörður, que fica encravada bem no fim de um longo fiorde e ficou famosa pela linda igrejinha azul, à qual leva uma ruazinha de arco-íris pintada. Mas no leste não esqueça de verificar o tanque do carro com mais frequência, porque as distâncias entre os postos de combustível aqui aumentam drasticamente.
5. Norte da Islândia: o Círculo de Diamante e as baleias
O papel de capital imaginária do norte gelado é cumprido pela descontraída cidadezinha de Akureyri. Toda essa região é deslumbrante e, do ponto de vista turístico, forma o chamado Círculo de Diamante (Diamond Circle). Nele você admira a divina cachoeira Goðafoss, a maravilhosamente fedida região geotérmica do lago Mývatn, com lama borbulhante e misteriosas formações de lava, e, por fim, fica cara a cara com o majestoso Dettifoss, que é a cachoeira mais imponente e assustadora de toda a Europa.

O norte é também uma meca mundial para a observação de baleias selvagens em seu ambiente natural. Os barcos que partem do pitoresco porto de Húsavík têm uma taxa de sucesso inacreditável (citam mais de 98 por cento) e, nos meses de verão, com um pouco de sorte, você pode avistar até a gigantesca baleia-azul.
Depois de um longo dia no vento frio, você certamente vai valorizar mergulhar na água termal quente. As termas locais passaram por uma reforma enorme e, na primavera de 2026, reabrem sob o novo nome de Earth Lagoon, ou você pode visitar a luxuosa Forest Lagoon bem em Akureyri ou a encantadora GeoSea em Húsavík.
6. Península de Snæfellsnes e os Fiordes Ocidentais
A península de Snæfellsnes, que fica a oeste da capital, é apelidada com prazer e muito acerto de “Islândia em miniatura”. Em um único dia você encontra aqui tudo o que é típico do país. Ergue-se um vulcão maravilhoso com geleira branca, te impressionam os penhascos dramáticos junto à vilazinha de Arnarstapi, te chama a atenção a igrejinha de madeira preta e solitária de Búðir e, claro, fica aqui também a montanha mais fotografada da Islândia, a pontiaguda montanha Kirkjufell (que a famosa saga Game of Thrones tornou célebre).

Ainda mais ao norte, no remoto noroeste, ficam os selvagens Fiordes Ocidentais (Westfjords), que para a maioria dos turistas é um mundo absolutamente inexplorado. Só uma fração dos viajantes vem para cá, porque as estradas aqui contornam de forma vertiginosa fiordes incrivelmente profundos e o asfalto vira, com frequência e inesperadamente, cascalho traiçoeiro. Mas a recompensa por uma direção lenta e cuidadosa é o silêncio absoluto e o isolamento. O ápice da região é a cachoeira em cascata Dynjandi e os íngremes penhascos de Látrabjarg, que servem de lar para milhares de casais de fofos papagaios-do-mar.
7. Interior (Highlands): natureza selvagem indomada para 4×4
O coração bruto e absolutamente remoto da Islândia é um capítulo à parte. Não leva para cá nenhuma estrada asfaltada confortável, você não encontra postos seguros nem hotéis quentes e aconchegantes. Existem aqui apenas estradas de montanha (F-roads) pedregosas e esburacadas, travessias profundas de rios selvagens cheios de água glacial e desertos infinitos. Mas é justamente aqui que ficam as deslumbrantes montanhas de riolito coloridas da região de Landmannalaugar ou a absolutamente fascinante paisagem lunar junto ao inquieto vulcão Askja.

O interior, por causa das nevascas, é acessível ao público apenas de forma muito limitada, mais ou menos de meados de junho a meados de setembro. Para dirigir aqui você precisa exclusivamente de um carro de qualidade com tração 4×4. Aviso enfaticamente que entrar com um carro comum 2WD em qualquer F-road é, por lei, absolutamente ilegal.
Com isso, você ainda perde absolutamente todo o seguro contratado e, se ficar preso em algum lugar na lama ou destruir o carro nas pedras, corre o risco de multas de dezenas de milhares de euros, simplesmente arrasadoras, e de contas por reboque pago com equipamento pesado especial.
8. Banho como os locais: a etiqueta rígida das piscinas termais
Enquanto a maioria dos turistas comuns, logo após a chegada, corre para as termas de luxo conhecidas e extremamente caras (onde você paga tranquilamente doze mil ou mais coroas islandesas por um único ritual), os habitantes locais vão em massa relaxar nas clássicas piscinas aquecidas municipais (Sundlaug). Você as encontra praticamente em toda vila maior, a entrada nelas é uma fração do preço e mergulhar na água quente sob o céu aberto é uma experiência incrível. Mas elas têm suas regras rígidas, que você precisa conhecer.

As piscinas islandesas usam na água apenas um mínimo absoluto de cloro químico e, por isso, a limpeza é cuidada principalmente pelos próprios visitantes já antes de entrar na água. Antes de ir à piscina, você precisa se lavar minuciosamente, completamente pelado. Não só um pouco de sunga. Completamente pelado.
Para o pudico estrangeiro, costuma ser um choque cultural enorme, mas, para os islandeses, a higiene pública é absolutamente sagrada. Nos vestiários você muitas vezes até encontra fiscais rigorosos de chuveiro, que te mandam de volta sem dó se virem que você está tentando se lavar escondido sob a sunga. Não tenha vergonha, ninguém de fora realmente fica te olhando no banho.
Onde comer (para vegetarianos e curiosos)
A cozinha islandesa é bem específica, crua e, tradicionalmente, tudo nela gira principalmente em torno da carne de cordeiro e dos frutos do mar. Talvez a especialidade local mais conhecida, que os turistas corajosos de vez em quando tentam provar com o rosto cheio de nojo para se divertir, seja o famoso hákarl (tubarão fermentado e de cheiro bem forte) ou o onipresente harðfiskur (peixe seco duro e fibroso). Mas, como eu e o Lukáš somos ambos vegetarianos de longa data, pulamos todas essas tradições carnívoras da ilha sem qualquer remorso e com uma grande curva, e focamos em outras coisas.
Comer num restaurante comum aqui custa um bom dinheiro. Um prato principal sai tranquilamente por volta de dois a três mil coroas islandesas, o que dá tranquilamente uns 14 a 21 euros, então, na maior parte da viagem, apostamos muito em cozinhar por conta própria. Comprávamos primariamente nos supermercados Bónus, que você reconhece com segurança pelo inconfundível porquinho cor-de-rosa brilhante do logo e que são, com certeza, os mais baratos de toda a ilha.
Uma alternativa um pouco mais cara para compras é então a rede Krónan ou a Nettó, e a opção absolutamente mais cara são as lojas premium Hagkaup, onde íamos mais só para olhar. Para o jantar, na hospedagem, fazíamos com alegria tigelas enormes cheias de massa, bowls quentes de legumes ou saladas.
Tínhamos um consumo enorme do ótimo skyr islandês. Essa deliciosa e densa iguaria láctea, que tem cerca de 16 gramas de proteína pura por porção e é totalmente vegetariana, nos salvava em praticamente todo café da manhã ☺️.
Quando dava vontade de sair entre as pessoas e comer fora, tivemos uma experiência surpreendentemente ótima bem no centro da chuvosa Reykjavík, num estabelecimento pequeno e aconchegante chamado Mandi, onde nos prepararam um falafel ótimo e crocante com uma tigela de homus cremoso e fresco. Se você ama uma boa massa italiana tanto quanto nós, recomendo de coração a popular pizzaria Flatey, onde assam uma pizza vegetariana perfeita no autêntico estilo napolitano, com aquelas bordas queimadas maravilhosas.
Quanto à hidratação, não desperdice nem um centavo comprando água. A água da torneira aqui é fenomenal, gelada, pura e cheia de minerais saudáveis, então a única coisa que você precisa para a vida é carregar sempre com você sua própria garrafa reutilizável. E se à noite, junto com a massa, você quiser abrir uma garrafinha de vinho, lembre-se de que em nenhum Bónus você compra álcool, precisa ir às lojas estatais especializadas Vínbúðin.
Para onde ir depois
Se a ideia do selvagem aluguel de carro na Islândia, das condições meteorológicas traiçoeiras e dos altos preços nórdicos já não te assusta nem um pouco e você tem certeza de que vai para lá em breve, escrevemos para você no blog uma porção de outros artigos. Acreditamos firmemente que eles vão facilitar um pouco esse planejamento estressante.
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Quantos dias eu realmente preciso para a Islândia?
Se você quer percorrer toda a estrada principal Ring Road com bastante conforto e sem pressa desnecessária, o ideal é reservar de 8 a 10 dias líquidos. Para uma viagem mais curta (4 a 5 dias), recomendamos definitivamente percorrer apenas a área da movimentada capital, o clássico Círculo Dourado e a selvagem costa sul até a cidadezinha de Vík. Mas se você sonha em descobrir também os cantos mais remotos, como os Fiordes Ocidentais ou o interior selvagem, você vai precisar necessariamente de cerca de 12 a 14 dias de férias.
Devo realmente alugar um carro 2WD ou é melhor ir direto no 4×4?
Nos meses puramente de verão e para circular quase exclusivamente pela bem conservada estrada asfaltada Ring Road e pela popular Rota Dourada, um carro pequeno 2WD comum e mais barato atenderá perfeitamente suas necessidades. Mas se você está planejando se aventurar pelo interior selvagem nas estradas de montanha de cascalho (F-roads) ou viajando para a Islândia no imprevisível período de inverno e outono, a tração nas quatro rodas (4×4) é absolutamente essencial, tanto por questões de segurança quanto, principalmente, por rigorosas razões legais (a entrada de veículos 2WD no interior é proibida).
Preciso de visto ou autorização ETIAS para viajar para a Islândia?
Como cidadão da República Tcheca, você não precisa de absolutamente nenhum visto para viajar para esta ilha deslumbrante, pois todo o país é uma parte integral e sólida do espaço Schengen europeu. Para a viagem de ida e volta, seu documento de identidade válido é mais do que suficiente e sem complicações. Além disso, o sistema de autorização ETIAS, frequentemente mencionado e recentemente preparado, não afeta de forma alguma os cidadãos da União Europeia.
É seguro viajar para lá no momento por causa da atividade vulcânica ativa?
Sim, a Islândia continua totalmente segura para todos os turistas, inclusive lidera o ranking de segurança. A atividade vulcânica atual na península de Reykjanes, do sistema vulcânico Sundhnúkur, é muito localizada e tem caráter efusivo, ou seja, não expele para o alto da atmosfera nuvens perigosas de cinzas que possam bloquear ou ameaçar o tráfego aéreo sobre a Europa. A principal estrada circular Ring Road e o próprio aeroporto internacional de Keflavík funcionam sem problemas, bastando apenas acompanhar preventivamente os alertas atualizados das autoridades no site oficial safetravel.is antes da viagem.
Quanto custa uma semana na Islândia para dois adultos?
Mantendo um padrão médio confortável, onde você dorme o tempo todo confortavelmente no calor de pousadas comuns, aluga um carro seguro e confiável e prepara a maior parte da comida diária por conta própria com suprimentos comprados inteligentemente no supermercado de desconto Bónus, conte realisticamente com um valor em torno de €3.200 a €5.200 (e isso sem incluir as passagens aéreas). Apenas viajantes extremamente econômicos e resistentes, com um Camping Card e hospedagem em barraca fria, conseguem reduzir ao gasto mínimo de €2.000 a €2.800.
Como é exatamente essa nova taxa por quilômetro rodado e o preço da gasolina em 2026?
Desde o início absoluto do ano de 2026, o governo islandês implementou de forma rigorosa uma nova taxa quilométrica (Kilometer Fee), que para veículos pequenos e médios é de exatamente 6,95 ISK (cerca de €0,05) por cada quilômetro comprovadamente rodado. As locadoras de veículos muito provavelmente vão cobrar esse valor considerável de você após a devolução do carro no final do aluguel ou vão implementar uma taxa fixa. Junto com essa medida, porém, houve uma redução bem perceptível no imposto local sobre combustíveis, então o preço médio da gasolina nos postos agora está bastante favorável, variando entre 210 e 225 ISK por litro (o que dá em torno de €1,45 a €1,55), sendo que até pouco tempo atrás estava um terço mais alto.
Por que todo mundo diz que a praia de areia preta Reynisfjara é tão perigosa e mortal?
Esta praia de areia vulcânica preta incrivelmente deslumbrante e fotogênica, Reynisfjara, no ventoso sul da ilha, é tristemente e alertadamente famosa principalmente pelas chamadas ondas traiçoeiras (em inglês sneaker waves). Essas ondas gigantes se aproximam da costa de forma completamente inesperada, com uma força de arrasto inacreditável e sem aviso prévio, alcançando tranquilamente dezenas de metros a mais na praia firme do que todas as ondas anteriores. Ao caminhar, portanto, nunca, mas realmente nunca vire as costas para o oceano traiçoeiro, não se aproxime desnecessariamente da beira d’água para tirar fotos e sempre respeite estrita e obedientemente o semáforo de zonas colorido de alerta diretamente na entrada da praia. —
