Conhece aquela sensação de procurar um destino exótico com cara de Caribe, mas sem a vontade de passar doze horas dentro de um avião? Se existe no Mediterrâneo um lugar capaz de competir de igual para igual com as praias caribenhas, esse lugar é sem dúvida a Sardenha. Essa imensa ilha italiana oferece um mosaico de experiências absolutamente incrível, das praias de areia branca e fininha com água turquesa até o interior selvagem cheio de cânions profundos.
Umas férias na Sardenha podem assumir praticamente infinitas formas. Tem quem venha atrás do luxo da famosa Costa Esmeralda, quem procure enseadas isoladas que só se alcançam após uma trilha puxada e quem queira apenas vagar pelas ruelas românticas das cidades históricas. Além disso, a ilha é famosa pela longevidade e pela gastronomia autêntica, que é um pouco diferente da Itália continental.
Neste guia trago um panorama completo do melhor que a segunda maior ilha da Itália tem a oferecer. Vamos percorrer juntos 25 dicas de lugares fascinantes, vou te ajudar com a logística, os ferries e o aluguel de carro, e te alertar sobre as regras rígidas que valem nas praias mais bonitas.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro
- As praias mais bonitas têm limite de visitantes: Nas enseadas mais famosas, como La Pelosa ou Cala Goloritzé, você não entra sem reserva antecipada. As autoridades controlam tudo por aplicativo, cobram taxas e têm regras rígidas (como esteiras obrigatórias sob a toalha, para não danificar a areia).
- O carro é indispensável: O transporte público na ilha funciona de forma bem limitada. Se quiser descobrir lugares escondidos, dificilmente vai se virar sem um carro alugado, mas tome muito cuidado com as multas por entrar nos centros históricos (zonas ZTL).
- Diversidade das regiões: O nordeste atrai com a luxuosa Costa Esmeralda e as ilhotas de La Maddalena, o noroeste oferece a histórica Alghero, o leste impressiona com os penhascos do Golfo di Orosei e o sul encanta com a atmosfera mais tranquila ao redor de Cagliari.
- História riquíssima: Espalhados por toda a ilha existem mais de 7.000 dos chamados nuraghi. São construções misteriosas de pedra da Idade do Bronze que você realmente não encontra em nenhum outro lugar do mundo.
- Quando ir: O melhor clima na Sardenha dizem que é em junho e em setembro. O mar já está agradavelmente quente, mas você evita a loucura das multidões de agosto e os preços absurdos.
Quando ir para a Sardenha
Planejar a época certa é absolutamente fundamental para uma viagem bem-sucedida, porque a ilha passa por mudanças bastante marcantes ao longo do ano. Vamos ver quando ir para a Sardenha para aproveitar a estadia ao máximo e evitar surpresas desagradáveis.
Os meses de primavera, como abril e maio, trazem temperaturas bem agradáveis, na faixa de 18 a 23 graus, o que cria condições ideais para caminhadas e passeios pelos pontos históricos. Nessa época, porém, o mar ainda está bem frio, geralmente entre 15 e 19 graus, então o banho de mar é mais para os corajosos. Em compensação, a natureza fica maravilhosamente verde e cheia de flores.
A verdadeira temporada de praia começa em junho, quando as temperaturas chegam aos 28 graus e o mar esquenta para uns surpreendentes 22 graus. Os viajantes em geral consideram junho um dos melhores meses para visitar, porque a ilha ainda não está lotada, mas o clima de verão já está a todo vapor. Já julho e agosto representam o auge absoluto da temporada, com temperaturas que costumam passar dos 30 graus e a água quentinha. Mas é preciso contar com uma enxurrada de turistas, praias lotadas e hospedagem que fica até cem por cento mais cara.
Uma data absolutamente crítica é 15 de agosto, o feriado italiano do Ferragosto. Nesse dia praticamente a Itália inteira está de férias e na ilha fica quase impossível estacionar ou encontrar uma mesa livre num restaurante. Em compensação, setembro é a dica secreta de muitos viajantes. O mar continua aquecido em fantásticos 24 graus depois do verão quente, as multidões vão diminuindo aos poucos e as temperaturas do ar ficam num nível muito mais suportável, em torno de 27 graus.
Como chegar à Sardenha
A viagem até a ilha exige um pouco de planejamento, mas graças à crescente concorrência entre as companhias hoje em dia é relativamente simples e acessível. Depende só de você: chegar rápido de avião ou fazer uma viagem maior porque precisa levar o próprio carro.
Conexões aéreas
O meio de transporte mais rápido são, claro, os aviões. A ilha é atendida por três aeroportos internacionais principais: Cagliari, no sul; Olbia, no nordeste; e a pitoresca Alghero, no noroeste. Quem viaja do Brasil não encontra voos diretos, então o caminho mais prático é fazer conexão por um grande hub europeu, como Roma, Milão, Lisboa, Madri ou Frankfurt, e de lá pegar um voo doméstico ou de baixo custo até a Sardenha. Companhias como ITA Airways, Ryanair e easyJet operam ligações frequentes a partir do continente italiano e de outras cidades europeias, sendo Olbia e Cagliari as portas de entrada mais movimentadas.
A travessia de ferry
Para todos os que pretendem cruzar a ilha com o próprio carro ou motorhome, a escolha ideal é o ferry para a Sardenha. Os barcos partem de vários portos italianos, sendo que as rotas mais usadas saem de Livorno, Gênova ou Civitavecchia. A travessia de Livorno para Olbia costuma ser a mais barata e leva cerca de 7 a 10 horas, então muita gente escolhe de forma esperta as travessias noturnas, com possibilidade de alugar cabine. Se quiser combinar a visita a mais de uma ilha, também funciona uma conexão ótima e rápida com a vizinha Córsega. Da francesa Bonifacio até a sarda Santa Teresa Gallura são só 50 minutos.
Aluguel de carro e as traiçoeiras zonas ZTL
As férias na Sardenha praticamente não funcionam sem um carro, porque, embora os ônibus liguem as cidades maiores de forma razoavelmente confiável, infelizmente não te levam até as praias escondidas mais bonitas. Você pode alugar um carro facilmente nos próprios aeroportos, mas vale ficar atento a algumas ciladas. Há tempos os fóruns alertam sobre algumas locadoras low cost que pressionam bastante para você comprar seguros caros caso não tenha um cartão de crédito tradicional. As empresas locais costumam ser bem mais flexíveis com cartões de débito, e sempre fotografe o carro em detalhes na hora da retirada.
Preste muita atenção às restrições de tráfego nas cidades. A sigla ZTL (Zona a Traffico Limitato) indica zonas de circulação restrita nos centros históricos. Essas áreas são vigiadas implacavelmente por câmeras e a entrada não autorizada, mesmo que por poucos segundos num retorno inocente, significa multa automática de 80 a 200 euros. Se você vir um painel luminoso com a frase “Varco Attivo”, significa que a zona está ativa e a entrada é proibida. Acredite, a melhor estratégia é sempre estacionar bonitinho na periferia e ir a pé até o centro.
Onde ficar na Sardenha
Escolher a base certa é essencial para a sua satisfação, porque a ilha é muito maior do que parece ao olhar o mapa. Cruzar de uma ponta à outra pode levar horas, então é sempre melhor escolher uma região para uma estadia mais curta e aproveitá-la de verdade. Se está em dúvida sobre onde ficar na Sardenha, este resumo das regiões vai te ajudar a decidir.
O nordeste, ao redor das regiões da Costa Esmeralda e da Gallura, é considerado a parte mais luxuosa e, sinceramente, também a mais cara da ilha. Você encontra ali os resorts mais exclusivos e um ótimo ponto de partida para passeios de barco no arquipélago de La Maddalena, mas vai ter que abrir bem a carteira. O noroeste, com o aeroporto em Alghero, oferece em contrapartida um excelente custo-benefício, com cidades históricas lindas. Já o litoral leste, ao redor da estância de Cala Gonone, é um paraíso para os amantes da natureza intocada, dos penhascos dramáticos e das trilhas mais exigentes.
O sul da ilha, na região da capital Cagliari, costuma ser injustamente esquecido pelos turistas, embora dizem que esconde as melhores praias de todas, nas áreas de Chia e Villasimius. E quem busca tranquilidade absoluta e um toque autêntico da cultura sarda deve rumar para o interior montanhoso. Lá você vai encontrar vilarejos tradicionais de pedra e os chamados agriturismi, fazendas românticas que oferecem hospedagem e uma comida caseira fantástica por preços bem razoáveis.
💡 Dicas concretas de hospedagem pelas diferentes regiões (preços e disponibilidade você confere pela Booking.com; na alta temporada, reserve com antecedência):
- Hotel Villa Las Tronas (Alghero)
- Su Gologone Experience Hotel (Oliena)
- Hotel Nuraghe Arvu (Cala Gonone)
- Cala Cuncheddi (Olbia)
- Hotel Nautilus (Villasimius)
Sul da Sardenha: 5 lugares para ver em Cagliari e arredores
A parte sul da ilha oferece uma mistura fascinante de história antiga, vida urbana agitada e praias extensas que, pelas fotos, não devem nada às enseadas mais famosas do norte. Vamos ver o que há de mais interessante.

1. Cagliari e o bairro histórico de Castello
A capital da ilha está romanticamente assentada sobre várias colinas e seu coração histórico é o majestoso bairro de Castello. Essa antiga área fortificada é cercada por muralhas robustas e formada por um emaranhado de ruelas estreitas, sobre as quais se erguem as torres pisanas Torre dell’Elefante e Torre di San Pancrazio, do século XIV. Um passeio por essas ruelas íngremes te oferece vistas constantes da azulada baía Golfo degli Angeli.

Um marco impossível de ignorar é o Bastione di Saint Remy, um enorme terraço panorâmico neoclássico em calcário branco. Dizem que dali se tem a melhor vista de toda a cidade, sem concorrência, especialmente na hora em que o sol se põe no horizonte. Você também vai se encantar com o anfiteatro romano escavado diretamente no maciço rochoso e com o Museu Arqueológico Nacional, que guarda uma rara coleção de enigmáticas estatuetas nurágicas.
2. A praia Poetto e os flamingos cor-de-rosa
Logo ao lado da cidade fica a praia Poetto, com oito quilômetros de extensão, o principal centro de lazer de verão para os moradores locais. É coberta por uma areia bem fina, ladeada por centenas de cafezinhos e bares, e em sua extremidade ergue-se majestosamente a icônica formação rochosa Sella del Diavolo, ou Sela do Diabo.

Logo atrás da praia se estende um amplo sistema de lagoas rasas e salinas no parque de Molentargius, lar de enormes colônias de flamingos selvagens. Imagine que essas belas aves cor-de-rosa vivem ali o ano inteiro e podem ser observadas tranquilamente direto das ciclovias que cortam o parque.
💡 Dica: Ingressos, passeios de barco e tours organizados esgotam rápido na temporada; vale a pena comprar com antecedência online pela GetYourGuide.
3. A cidade antiga de Nora
Pertinho da estância de Pula, sobre uma estreita península, fica um dos mais importantes sítios arqueológicos da ilha. Nora foi originalmente fundada pelos fenícios, depois dominada pelos cartagineses e por fim pelos romanos, e cada uma dessas culturas deixou ali sua marca indelével.

Hoje você pode caminhar pelas antigas ruas pavimentadas, admirar mosaicos preservados nas ruínas das casas e explorar os vestígios das termas romanas. No teatro parcialmente preservado, o próprio mar sussurrante serve de cenário ao palco. Parte da cidade antiga, aliás, afundou abaixo da superfície ao longo dos séculos, então os mergulhadores têm diversão garantida e podem explorar as ruínas até debaixo d’água.
4. As praias da região de Chia e Tuerredda
A cerca de uma hora de carro a oeste de Cagliari fica um litoral que, ao que tudo indica, abriga as melhores praias da Sardenha. A região de Chia é totalmente caracterizada por suas enormes dunas de areia, cobertas de zimbros antiquíssimos e felizmente protegidas da urbanização. A água ali brilha em tonalidades incríveis de azul e verde.

A joia da coroa dessa região é a praia de Tuerredda, com vista para uma pequena ilhota de mesmo nome, até a qual dizem ser fácil nadar. Como sua beleza atraía um número insuportável de gente, instituiu-se ali um rígido limite diário de no máximo 1.100 visitantes. Para a temporada atual, fique de olho nas informações oficiais, porque desde o verão de 2025 deve funcionar um sistema de reservas eletrônicas via aplicativo.
5. A reserva natural de Villasimius
Do lado oposto a Cagliari fica a cidadezinha de Villasimius e a linda e protegida península de Capo Carbonara. Se você procura lagunas perfeitamente preservadas e praias que lembram destinos exóticos, aqui vai ficar com certeza encantado.

Um verdadeiro fenômeno é a praia Porto Giunco, banhada de um lado pelo mar e delimitada do outro pela laguna Notteri, onde de novo perambulam bandos de flamingos. Não menos famosa é a enseada de Punta Molentis, com areia branca fina e blocos de granito. Só preciso te avisar que a entrada de carro em Punta Molentis é paga, com um valor bem alto, e na alta temporada o estacionamento fica cheio bem cedinho pela manhã, então com certeza acorde mais cedo.
Litoral leste: 4 dicas de penhascos e montanhas deslumbrantes
O leste da ilha, nas regiões da Ogliastra e do Golfo di Orosei, mostra talvez a face mais dramática da Sardenha. Ali as montanhas calcárias despencam em penhascos íngremes diretamente para o mar, criando enseadas perfeitamente escondidas, às quais só os mais aptos conseguem chegar por terra.
6. A beleza inacessível de Cala Goloritzé
Essa praia vence regularmente as enquetes de praia mais bonita do mundo. Seu marco é a agulha calcária de mais de cem metros de altura, a Punta Caroddi, que se ergue majestosamente sobre os pequenos seixos brancos. Dizem que nadar sob o arco natural de pedra, nessa água cristalina, deixa uma lembrança para a vida toda.

O acesso à praia, no entanto, é meio que um purgatório. Por razões ecológicas, os barcos não podem se aproximar da margem e ancoram longe, no mar. Por terra, você só chega aqui por uma trilha a pé saindo do planalto de Golgo, que leva cerca de uma hora e meia na descida e bem mais na subida de volta. A entrada na trilha ainda é paga, num valor de cerca de 7 euros, e vale ali um limite rígido de 250 pessoas simultaneamente. A reserva você tem que fazer antecipadamente pelo aplicativo “Heart of Sardinia”, e o portão da trilha fecha sem dó à tarde. Confira sempre as regras no site oficial da região de Baunei.
7. Passeio de barco de Cala Gonone e a enseada Cala Mariolu
Como a maior parte do litoral leste é inacessível, é absolutamente necessário alugar uma lancha de borracha, que aqui chamam de gommone, ou pagar um passeio de barco organizado. A maioria dos barcos parte do pitoresco porto de Cala Gonone ou um pouco mais ao sul, de Arbatax.

A maior joia dessas navegações é a enseada Cala Mariolu, famosa por seus seixos rosados e brancos e por uma água tão limpa que os barcos parecem flutuar no ar. Também aqui as autoridades agiram contra a superlotação e instituíram um limite de 700 visitantes por dia. Cada visitante simplesmente precisa ter um QR code gerado e pagar uma pequena taxa ecológica, mesmo que chegue ali na própria lancha alugada.
💡 Dica: Ingressos, passeios de barco e tours organizados esgotam rápido na temporada; vale a pena comprar com antecedência online pela GetYourGuide.
8. A trilha mais difícil da Europa e o cânion de Gorropu
As montanhas do Supramonte, que se erguem bem acima da baía, escondem uma trilha chamada Selvaggio Blu. Os viajantes costumam considerar essa caminhada de vários dias uma das rotas mais difíceis de toda a Europa. Ela exige um senso de orientação perfeito, rapel e, muitas vezes, o acompanhamento de um guia de montanha profissional.

Mas, para nós, simples mortais, bem mais acessível é o passeio ao cânion Gola Su Gorropu, que com suas paredes verticais de até 500 metros de altura está entre os desfiladeiros mais profundos da Europa. A caminhada até o fundo do cânion, abrindo caminho entre os blocos calcários gigantes, é uma aventura bem bacana de meio dia.
9. A enseada Cala Luna e a gruta Bue Marino
A Cala Luna é uma praia muito icônica em formato de meia-lua, ladeada na parte de trás por grutas profundas e por uma laguna de água doce cheia de oleandros cor-de-rosa. Diferentemente de outras enseadas, dizem que dá para chegar aqui por uma trilha a pé relativamente tranquila, de cerca de duas horas, partindo da estância de Cala Gonone.

Perto da praia fica ainda a gruta marinha Grotta del Bue Marino, na qual só se pode entrar de barco. Ela recebeu esse nome em homenagem à rara foca-monge, que antigamente tomava sol ali. Visitar os enormes salões subterrâneos cheios de estalactites iluminadas é uma ótima fuga do sol do meio-dia no verão.
Nordeste: 5 lugares cheios de luxo e belezas naturais
Essa região combina de forma absolutamente incrível a natureza intocada dos parques nacionais com a enorme riqueza da elite internacional, que se afeiçoou ao litoral nordeste já nos anos sessenta do século passado.

10. O parque nacional e o arquipélago de La Maddalena
O arquipélago, composto por sete ilhas principais e dezenas de ilhotas menores, está entre os pontos altos absolutos do que ver na Sardenha. Toda a área é um parque nacional protegido, que se orgulha de um litoral lindamente recortado e de dezenas de enseadas escondidas com água cristalina.

A experiência mostra que a melhor forma de explorar o arquipélago é num passeio de barco de dia inteiro, que costuma partir do porto de Palau. Quem prefere o próprio ritmo pode usar o ferry regular, que leva o carro de Palau até a ilha principal em menos de vinte minutos. Dali já dá para seguir de carro até a ilha vizinha de Caprera, ligada à principal apenas por uma ponte estreita.
💡 Dica: Ingressos, passeios de barco e tours organizados esgotam rápido na temporada; vale a pena comprar com antecedência online pela GetYourGuide.
11. A Costa Esmeralda e Porto Cervo
A famosa Costa Smeralda, ou Costa Esmeralda, nasceu nos anos sessenta como visão do príncipe Aga Khan. Ele transformou um litoral inóspito e cheio de mato num verdadeiro playground para os bilionários e celebridades do mundo. Toda a área é arquitetonicamente unificada num lindo estilo mediterrâneo, em perfeita harmonia com a paisagem ao redor.

O centro de todo esse luxo é a cidadezinha de Porto Cervo, com uma marina gigante onde costumam ancorar os maiores megaiates do mundo. Mas o viajante comum também pode passear pelas promenades cheias de butiques das marcas de moda mais caras. As praias daqui, como a Spiaggia del Principe ou a Liscia Ruja, são de acesso público, mas não vou te enganar: estacionar nos arredores pesa de verdade no bolso.
12. A ilha de Caprera e o memorial do herói
A ilha de Caprera é amada não só por suas praias intocadas e seus aromáticos bosques de pinheiros, mas também graças a um herói nacional italiano. Giuseppe Garibaldi escolheu justamente essa ilha para passar os últimos anos da vida, e sua casa hoje virou um museu fascinante.

Do ponto de vista natural, o maior atrativo de Caprera é a chamada Taiti sarda, a praia Cala Coticcio. Devido à sua enorme popularidade e ao tamanho pequeno, as autoridades instituíram na praia um limite estrito de apenas 60 pessoas por dia. Além disso, a entrada só é possível acompanhada por um guia certificado, após reserva prévia e pagamento de uma taxa, então você precisa planejar bem a visita.
13. A paisagem lunar de Capo Testa
No extremo norte da ilha, pertinho da cidadezinha de Santa Teresa Gallura, o promontório de Capo Testa avança mar adentro. Esse lugar é um verdadeiro milagre geológico, porque a ação constante do vento forte e das ondas esculpiu naqueles enormes blocos de granito formas absolutamente fantásticas.

Caminhar entre essas rochas lisinhas e polidas dizem que lembra uma viagem pela superfície de outro planeta. Entre os blocos escondem-se pequenas enseadas de água cristalina, e toda a área fica absolutamente mágica no pôr do sol, quando o granito ganha uma cor dourada intensa e no horizonte se desenham os penhascos brancos da vizinha Córsega.
14. A proibida Praia Rosa na ilha de Budelli
A Spiaggia Rosa, ou Praia Rosa, é um fenômeno que infelizmente pagou caro pela própria popularidade. A areia ali ganhou um tom rosado único graças às minúsculas conchas de organismos marinhos. No passado, os turistas levavam essa areia rosa embora em garrafas, aos quilos, o que levou a um dano irreversível em todo o ecossistema.

Por isso, desde 1998 a entrada na praia é terminantemente proibida e vale também a proibição absoluta de nadar ou ancorar barcos a menos de 70 metros da margem. Se você desrespeitar a proibição ou quiser levar um pouco de areia, arrisca uma multa draconiana de 500 a inacreditáveis 3.500 euros. Hoje você só pode admirar a praia do convés de um barco e a uma distância segura.
Noroeste: 5 dicas de cidades históricas e praias caribenhas
O litoral noroeste tem, mais uma vez, uma atmosfera totalmente diferente. Ele deve isso ao longo domínio espanhol e a condições climáticas um pouco mais ásperas, que durante séculos moldaram os majestosos penhascos da região.
15. A cidade catalã de Alghero
Alghero costuma ser chamada de pequena Barcelona, porque preserva até hoje um forte caráter catalão incrível, incluindo até o dialeto local e os nomes de rua bilíngues. O centro histórico é elegantemente cercado por imponentes muralhas defensivas, sobre as quais corre uma promenade linda, ladeada por canhões antigos e restaurantes com vista para o mar.

Dentro das muralhas, te espera um emaranhado de ruelas estreitas e pavimentadas, cheias de lojinhas com o típico coral vermelho sardo. Todo o centro histórico é uma rígida zona ZTL, então é indispensável deixar o carro nos grandes estacionamentos de apoio ao longo do porto e seguir a pé até o centro.
16. O reino de estalactites da Grotta di Nettuno
Perto de Alghero, os íngremes penhascos calcários de Capo Caccia despontam do mar e, em suas entranhas, você encontra a deslumbrante Gruta de Netuno. Esse enorme sistema subterrâneo, cheio de imponentes estalactites e estalagmites, estende-se por quase dois quilômetros e meio e abriga até um grande lago salgado subterrâneo.

Dá para chegar à gruta de duas formas. A mais confortável é o barco de passeio que sai direto do porto de Alghero. A segunda, bem mais aventureira, é por terra e inclui a descida pelas chamadas escadas das cabras, com exatos 654 degraus escavados na parede vertical da rocha. É preciso acompanhar a previsão do tempo, porque com vento forte e ondulação a gruta logicamente fecha. Informações sobre o horário de funcionamento você encontra no portal oficial de informações de Alghero.
17. A praia caribenha La Pelosa em Stintino
No extremo noroeste da ilha fica uma praia da qual costumam dizer ser talvez a mais bonita de toda a Europa. A água rasa aqui brilha em todos os tons de turquesa imagináveis e a areia branca fina contrasta lindamente com a antiga torre de vigia numa pequena ilhota.

Mas, como você já sabe, umas férias na Sardenha não estariam completas sem mencionar as regras rígidas. Para proteger a areia que está sumindo, as autoridades criaram a obrigação de colocar uma esteira firme especial sob a toalha, que você compra normalmente nos arredores. Quem colocar a toalha direto na areia se arrisca a uma multa de até 100 euros. Além disso, você paga uma taxa de entrada de cerca de 3,50 euros e tem a obrigação de enxaguar os pés antes de sair da praia. Vale aqui um limite diário rígido de 1.500 visitantes, então faça sua reserva com bastante antecedência pelo sistema oficial de reservas da Spiaggia La Pelosa.
18. O parque nacional de Asinara e os burrinhos brancos
Bem em frente à praia La Pelosa desponta no mar a alongada ilha de Asinara. Até o fim dos anos noventa do século passado, essa ilha funcionava como uma espécie de Alcatraz italiana. Ficava ali uma penitenciária de segurança máxima para os temidos chefões da máfia.

Mas graças a esse isolamento absoluto, a natureza local permaneceu incrivelmente intocada e a ilha foi declarada parque nacional. Hoje, chegam até aqui passeios organizados, durante os quais os visitantes admiram a natureza selvagem e, sobretudo, o símbolo de toda a ilha: uma espécie única de pequenos burros albinos com encantadores olhos azuis.
19. A cidadezinha em tons pastel de Bosa
A estrada que sai de Alghero rumo ao sul, pela rodovia litorânea SP105, dizem ser uma das rotas panorâmicas mais bonitas da ilha. O destino desse passeio costuma ser a pitoresca cidadezinha de Bosa, que se espalha ao longo do Temo, o único rio navegável da Sardenha.

Bosa vai te encantar com suas casinhas coloridas, que sobem em terraços pela encosta e são coroadas pelo castelo medieval Castello Malaspina. A cidadezinha ficou famosa pelo tradicional curtimento do couro, pela produção de rendas e por um vinho de sobremesa Malvasia excelente, que seria quase um pecado não provar.
Interior e oeste: 6 experiências da Sardenha autêntica
Quem fica só no mar conhece, na verdade, só metade da ilha. O interior e a borda oeste oferecem mistérios arqueológicos incríveis, montanhas ásperas e tradições que sobreviveram aqui por milênios sem nenhum problema.
20. As construções megalíticas Nuraghe e o complexo Su Nuraxi
Viajando pela ilha, você certamente vai notar estranhas torres de pedra em formato de cone truncado, que os locais chamam de nuraghi. Essas construções gigantescas, feitas de enormes blocos empilhados uns sobre os outros sem uma gota de argamassa, datam da Idade do Bronze e se preservaram na ilha em incríveis 7.000 unidades. Os historiadores discutem até hoje se elas serviam como fortalezas, templos ou moradias de antigos chefes tribais.

O complexo mais bem preservado e grandioso é o Su Nuraxi, perto do vilarejo de Barumini. Sua torre central atinge a respeitável altura de mais de dezoito metros e é cercada por toda uma aldeia de moradias menores de pedra. A excepcionalidade desse lugar é confirmada pela inscrição na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A visita aqui você só faz com guia, que vai te explicar em detalhes o complexo sistema defensivo da construção.
21. A arte de rua no vilarejo de Orgosolo
Lá no fundo das montanhas ásperas da região da Barbagia fica o vilarejo de Orgosolo, conhecido no passado sobretudo como refúgio de bandidos e foragidos. Hoje, porém, é famoso no mundo todo por algo completamente diferente: os painéis nas paredes, ou murais.

As paredes das casas daqui são decoradas com mais de 150 grandes painéis, dos quais os primeiros começaram a surgir no fim dos anos sessenta. Essas pinturas costumam carregar fortes mensagens políticas e sociais, criticando guerras ou simplesmente ilustrando a vida dura dos pastores locais. Um passeio pelas ruelas de Orgosolo é como visitar uma galeria a céu aberto bem bacana.
22. A praia de arroz Is Arutas na península de Sinis
O litoral oeste, na província de Oristano, esconde um milagre geológico totalmente único. A praia Is Arutas não é formada por areia comum, mas por minúsculos grãos de quartzo colorido, perfeitamente polidos, que pelo tamanho e formato lembram de verdade grãos de arroz.

Esses grãos brilham em tons de branco, rosa e esverdeado, criando um espetáculo incrível. Infelizmente, também aqui a areia foi roubada em massa no passado, então qualquer coleta de pedrinhas de quartzo é absolutamente proibida e duramente multada, sob a vigilância de fiscais e câmeras. A água perto dessa praia fica funda bem rápido e é popular entre os surfistas, porque por ali costuma soprar com frequência o forte mistral.
23. A cidade antiga de Tharros
No extremo da península de Sinis, com vista para o mar infinito, espalham-se as extensas ruínas da cidade antiga de Tharros. Assim como Nora, no sul, essa cidade incrível também passou pelo domínio fenício, púnico e, depois, claro, romano.

Aqui você pode admirar os vestígios de antigas ruas romanas, alicerces de templos e colunas majestosas que se erguem bem acima da superfície do mar. Visitar a cidade antiga é fascinante, mas nos meses de verão você precisa contar com a falta total de sombra. Por isso, recomenda-se fortemente planejar a visita bem cedo de manhã ou no fim da tarde.
24. Os gigantes de pedra de Mont’e Prama
Pertinho de Tharros e da cidade de Cabras, nos anos setenta aconteceu uma das mais importantes descobertas arqueológicas do Mediterrâneo. Durante uma simples aração do campo, agricultores encontraram ali milhares de fragmentos, a partir dos quais os arqueólogos foram montando aos poucos esculturas de pedra gigantescas, de até dois metros e meio de altura.

Esses gigantes de pedra, retratando diferentes guerreiros ou arqueiros com os típicos olhos redondos, estão entre as esculturas monumentais mais antigas da Europa e datam do período nurágico. A maior parte desses gigantes únicos você pode admirar hoje sem problema num lindo e moderno museu na própria cidadezinha de Cabras.
25. A região montanhosa da Barbagia e o agriturismo
A região da Barbagia é a própria alma da ilha. O nome, dizem, foi dado pelos antigos romanos, que nunca conseguiram dominar totalmente essa região cheia de florestas densas e montanhas íngremes, e por isso chamavam os habitantes locais de bárbaros. A paisagem é dominada pelo maciço do Gennargentu, com Punta La Marmora, a montanha mais alta da Sardenha.

Os viajantes elogiam muito que a melhor forma de conhecer essa região é se hospedar num agriturismo tradicional. Essas fazendas familiares oferecem não só uma hospedagem tranquila em meio à natureza, mas sobretudo banquetes noturnos inesquecíveis, cheios de ingredientes locais. Só se prepare, porque os jantares aqui são servidos no formato de menu fixo de muitos pratos e começam, em geral, lá pelas oito e meia da noite.
O que provar na Sardenha
A culinária sarda difere bastante da italiana clássica, porque vem das tradições pastoris do interior áspero, e não só da pesca, como a gente esperaria de uma ilha. A gastronomia aqui é bem encorpada, baseada em ingredientes locais de qualidade e em ervas.
Especialidades vegetarianas
Se você, assim como a gente, prefere pratos sem carne, vai com certeza ficar encantado na ilha. O ponto alto absoluto são as massas locais chamadas culurgiones. São saquinhos lindamente trançados, recheados com uma mistura de batata, hortelã fresca e queijo pecorino, geralmente servidos com um molho de tomate simples. Um acompanhamento típico de toda refeição é o pão fino e crocante pane carasau, carinhosamente apelidado de papel de música. Os pastores o levavam para as montanhas porque durava meses e dá para regar com molho como um excelente prato, o pane frattau.
De sobremesa, seria um pecado pular as seadas. São grandes pastéis fritos de massa recheados com queijo jovem que estica, servidos quentinhos e generosamente regados com mel sardo agridoce, muitas vezes de flores de medronheiro silvestre. Um ótimo acompanhamento para muitos pratos costuma ser uma refrescante salada de alcachofras cruas em fatias finas, chamada insalata di carciofi.
Pratos tradicionais de carne e peixe
Para completar o panorama da gastronomia sarda, é justo mencionar que um grande símbolo da culinária da ilha é o porceddu, um leitãozinho assado por várias horas sobre o fogo de lenha aromática de murta e zimbro. Dos frutos do mar, é famosa a bottarga, ou seja, as ovas de tainha secas e raladas, chamadas de caviar sardo. Os locais adoram acrescentá-la a uma massa que lembra cuscuz, chamada fregola.
Vinhos e licores sardos
Os vinhos daqui costumam ser bem robustos e fortes. O rei dos tintos é a variedade Cannonau, que dizem conter uma quantidade incomumente alta de antioxidantes e à qual frequentemente se atribui parte da famosa longevidade sarda. Entre os brancos, domina o maravilhosamente fresco Vermentino, sobretudo o da região da Gallura. No fim de cada jantar, aterrissa automaticamente na mesa uma dose gelada de mirto, um licor de ervas bem forte feito das bagas da onipresente murta.
Dicas práticas para finalizar
Para que nada te pegue de surpresa durante a sua tão sonhada estadia, vale conhecer algumas dicas práticas básicas, sejam elas sobre a carteira, a segurança ou os erros que nós, turistas, costumamos repetir com frequência.
Orçamento e preços
Não vou te enganar, a Sardenha não está entre os destinos mais baratos, mas com um pouco de planejamento dá para encarar com um dinheiro razoável. O orçamento diário costuma ficar em algum ponto entre 100 e 250 euros por pessoa, conforme o seu estilo de viagem. Disparado, o mais caro é se hospedar no nordeste, na região da Costa Esmeralda, em julho e agosto, quando os preços da hospedagem disparam até 100 por cento. Você economiza bastante viajando em junho ou setembro, hospedando-se no interior e comendo em pizzarias familiares locais. No orçamento, não esqueça de incluir também as taxas de estacionamento perto das praias, que chegam tranquilamente a 2 euros por hora.
Segurança e saúde
A ilha dizem ser um destino realmente muito seguro, com criminalidade mínima, e ali funciona o número de emergência europeu padrão, o 112. Maior cuidado você precisa ter, na verdade, com as forças da natureza. O sol de verão aqui é extremamente forte, então um bom protetor solar e abrigo do calor do meio-dia são uma necessidade absoluta. No mar, podem aparecer de vez em quando águas-vivas chatas e, se você for picado, recomenda-se não lavar o local com água doce, mas sim enxaguar bem com água salgada do mar e remover os restos de tentáculos com um cartão rígido. Tenha também muito respeito pelo forte vento mistral, capaz de levantar ondas perigosamente grandes, então acompanhe sempre as bandeiras de alerta nas praias. Para manter seu celular conectado o tempo todo, vale a pena providenciar um eSIM como o Holafly antes da viagem.
Os erros mais comuns dos visitantes
Um dos maiores erros de todos é subestimar as distâncias. Na ilha não há exatamente autoestradas exemplares: muitas estradas são cheias de curvas e percorrer sessenta quilômetros pode levar tranquilamente uma hora e meia nas montanhas. Outro erro é tentar dar a volta nessa ilha enorme em uma semana só, já que é muito melhor escolher uma base e explorar bem os seus arredores. No verão, também é bobagem chegar às praias populares lá pelo meio-dia, porque os estacionamentos lotam antes do meio-dia. E, claro, confira sempre se a sua praia dos sonhos não exige aquela reserva online, para não fazer a viagem à toa.
Para onde ir depois
Se a vida em ilha no Mediterrâneo te atrai e você está pensando para onde rumar na próxima aventura, temos para você várias outras inspirações:
- A ilha logo do outro lado do estreito oferece uma atmosfera totalmente diferente; leia nosso guia detalhado da Córsega.
- Para os amantes do trekking de montanha extremo, escrevemos experiências e dicas para a famosa trilha corsa GR20.
- Se você prefere um clima mais ameno e uma história dramática, dê uma olhada no nosso itinerário para um roadtrip pela Normandia e Bretanha.
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Quando é a melhor época para viajar para a Sardenha?
Os meses de junho e setembro oferecem a melhor combinação de mar quentinho, temperaturas agradáveis e, principalmente, menos turistas lotando tudo. Em julho e agosto o mar está uma delícia mesmo, mas a ilha enfrenta uma invasão de visitantes e os preços ficam bem salgados.
Como chegar na Sardenha saindo da Tchéquia?
A maneira de longe mais rápida são os voos diretos, por exemplo com a Smartwings de Praga para Olbia ou Cagliari, ou então com a Ryanair para a linda Alghero. Quem quiser ir com o próprio carro precisa chegar aos portos italianos (por exemplo, em Livorno ou Gênova) e aproveitar as balsas noturnas ou diurnas.
A Sardenha é cara?
Sinceramente, está entre os destinos europeus mais caros, especialmente em agosto e nas regiões nordeste como a Costa Smeralda. Mas dá pra visitar tranquilamente com um orçamento menor se você escolher acomodações um pouco mais pro interior, viajar fora da alta temporada e fazer compras em supermercados.
Eu preciso de carro na Sardenha?
Definitivamente sim, um carro é quase indispensável para conhecer a ilha de verdade. O transporte público funciona bem apenas entre as grandes cidades, mas infelizmente você simplesmente não consegue chegar às praias mais bonitas e aos parques nacionais de ônibus.
Quais são as praias mais bonitas da Sardenha?
Entre os melhores absolutos estão a famosa La Pelosa no noroeste, Cala Goloritzé e Cala Mariolu na costa rochosa oriental ou as lindíssimas dunas de areia na praia de Chia ao sul. Depende apenas se você prefere areia ou falésias.
Preciso reservar a entrada nas praias com antecedência?
U das praias mais famosas, isso é realmente uma necessidade nos dias de hoje. Por exemplo, nas baías de La Pelosa, Cala Goloritzé ou Cala Brandinchi existe um limite muito rigoroso de visitantes e as reservas devem ser feitas com antecedência, até mesmo com vários dias de antecedência, através dos aplicativos oficiais para garantir.
O que é um nuraghe e onde ver um?
Nuraghe é uma torre megalítica misteriosa da Idade do Bronze super enigmática, que não existe em nenhum outro lugar do mundo. Na ilha você encontra mais de 7.000 delas e o maior complexo de todos é Su Nuraxi, perto da vila de Barumini, que inclusive é Patrimônio Mundial da UNESCO.
