Cortina d’Ampezzo, Dolomitas, Itália: 15 dicas do que ver

Se você sabe o que é se apaixonar por um lugar a ponto de precisar voltar todo ano, então entende perfeitamente a nossa relação com as Dolomitas italianas e, principalmente, com a nossa queridinha Cortina d’Ampezzo, na Itália. É o nosso lar simbólico, o acampamento-base de onde partimos para as aventuras de verão e inverno — e eu simplesmente não consigo imaginar um ano sem pelo menos uma passadinha por lá.

Lembro das nossas primeiras viagens. Éramos jovens, cheios de energia, com bicicletas no porta-malas e dormindo em barraca, até que numa noite de setembro a temperatura caiu abaixo de quatro graus negativos e eu e o Lukáš ficamos tremendo enrolados nos sacos de dormir. 😅 Depois veio a fase do motorhome, quando descobrimos a delícia de acordar com vistas deslumbrantes direto da cama sobre rodas. Foi uma fase super romântica que a gente lembra com carinho até hoje, mesmo quando isso significava se lavar num riacho gelado da montanha e cozinhar espaguete num fogareiro minúsculo que apagava a cada rajada de vento.

Então, o que espera por você? Quinze dicas do que ver e fazer, sugestões de onde se hospedar sem quebrar o cofrinho e um alerta sincero sobre uma coisa que vai mudar bastante em 2026. Continue lendo. 😉

Dolomitas nos Alpes italianos

Conteúdo do artigo

Resumo

Entendo, às vezes você só precisa de um resumão rápido porque está fazendo as malas e as crianças estão correndo pela casa. Cortina d’Ampezzo é o ponto de partida ideal para explorar os lugares mais bonitos das Dolomitas, como Tre Cime, Lago di Sorapis ou Cinque Torri — e se você escolher a hospedagem certa, economiza horas de deslocamento desnecessário.

A melhor época para trilhas no verão vai de 20 de junho a 20 de setembro, mas fuja de agosto, especialmente em torno do feriado do Ferragosto, quando tudo fica lotado e os preços disparam. Além disso, prepare-se: Cortina vai sediar as Olimpíadas de Inverno 2026, então a partir do outono de 2025 espere preços de hospedagem bem mais altos e obras por todo canto. E se você viaja com crianças, aposte nos teleféricos como Tofana ou Faloria, que levam você a vistas de tirar o fôlego sem nenhum esforço.

Orgulho olímpico e charme italiano (Um pouco de contexto)

Cortina d’Ampezzo não é uma cidadezinha de montanha qualquer. Antes de mergulhar nas dicas práticas, vale entender onde você está. Enquanto a maior parte das Dolomitas do norte, na região do Tirol do Sul, tem forte influência austríaca (alemão por todo lado e strudel no cardápio), Cortina fica na região do Vêneto. Isso significa uma coisa: aqui você respira o verdadeiro charme italiano, com arquitetura italiana e, acima de tudo, a autêntica cozinha italiana. ☺️

A cidade ficou famosa em 1956, quando sediou os Jogos Olímpicos de Inverno. Isso a colocou no mapa como destino de luxo mundial e virou refúgio queridinho de celebridades do mundo inteiro. Até hoje, no Corso Italia, você cruza com senhoras em casacos de pele a caminho da Prada e, logo ao lado, montanhistas com botas empoeiradas que acabaram de descer de uma via ferrata. E é justamente essa combinação improvável que torna Cortina tão encantadora. Agora, a cidade inteira pulsa com os preparativos para 2026, quando a chama olímpica vai voltar depois de setenta anos.

Quando ir a Cortina e como é o clima

Planejar a data é absolutamente essencial para visitar as Dolomitas e, às vezes, é uma verdadeira alquimia. Vou te contar quando é a melhor época para pegar tempo bom e fugir das multidões que podem estragar a experiência. Pela nossa própria vivência, a gente sabe que escolher a data errada transforma o paraíso alpino num baita estresse.

A temporada de verão, quando todos os refúgios de montanha (rifugia) e teleféricos estão abertos, vai mais ou menos de 20 de junho a 20 de setembro. Na nossa opinião, essa é a janela de ouro para apostar. Em junho ainda pode ter neve nas altitudes mais elevadas, mas a natureza está despertando e tudo fica incrivelmente fresco. Se estiver planejando a viagem, confira a previsão do tempo antes, porque o clima nas montanhas é imprevisível e tempestades de fim de tarde são rotina em julho e agosto. Raios na montanha é algo que você definitivamente não quer experimentar — a gente uma vez saiu correndo deles e o Lukáš xingou tanto que provavelmente ouviram lá embaixo no vale.

E agora um alerta grande e sincero da nossa experiência. Se puder, fuja de agosto. Os italianos têm na metade de agosto o feriado nacional do Ferragosto (geralmente por volta do dia 15) e parece que a Itália inteira se muda para as montanhas. É um verdadeiro caos: engarrafamentos nos passos de montanha, filas de horas para estacionar em Tre Cime e trilhas que mais parecem fila de parque de diversões. Em 2026, o ano olímpico, essa loucura de agosto provavelmente vai ser ainda pior, porque a cidade vai atrair atenção extra.

Já a temporada de inverno vai de 1º de dezembro ao início de abril. Se for esquiar ou simplesmente contemplar a paisagem de inverno com um quentão na mão, saiba que o efeito olímpico vai fazer os preços de hospedagem e serviços dispararem já a partir do outono de 2025. Reserva antecipada vai ser obrigatória, senão você vai acabar dormindo a uma hora de distância do centro.

Como chegar a Cortina d’Ampezzo

Para quem vem do Brasil, a forma mais prática de chegar a Cortina d’Ampezzo é voar até Veneza — o aeroporto Marco Polo é o mais próximo e bem conectado. Companhias como LATAM, TAP e outras europeias oferecem voos de São Paulo e Rio de Janeiro com conexão em Lisboa, Frankfurt ou Roma. De Veneza até Cortina são cerca de duas horas de carro por uma estrada panorâmica belíssima.

Na viagem de carro pela Itália, fique atento ao pedágio nas autoestradas italianas, que é cobrado em cabines ao longo do caminho. Se estiver alugando um carro, vale a pena abastecer antes de subir para as montanhas. E um aviso sobre a famosa rede de postos Autogrill: apesar de parecerem convidativos e o café ser ótimo, os sanduíches e lanches são uma armadilha para turistas e custam uma fortuna. Melhor levar uns petiscos na mochila. 😁

Cuidado com as zonas ZTL e interdições em 2026

Ao chegar a Cortina, preste muita atenção nas chamadas ZTL (Zona Traffico Limitato). São zonas de acesso restrito bem no centro histórico. A gente já foi pego de surpresa na Itália — o acesso é monitorado por câmeras e a multa chega meses depois, quando você já nem lembrava mais.

Resumindo: não entre com o carro no centro, a menos que tenha estacionamento confirmado pelo seu hotel, que registra a placa junto às autoridades. Prefira deixar o carro nos estacionamentos periféricos e ir a pé — você economiza nervos e dinheiro, que pode gastar muito melhor num aperol ou num jantar incrível.

Outra informação importante para quem planeja ir em 2026 ou depois: por causa da proteção ambiental e do aumento absurdo no tráfego, estão sendo planejadas restrições severas nos passos de montanha. O Passo Gardena, por exemplo, deve ter um sistema de reservas e cobrança de pedágio a partir de setembro de 2026 para limitar o número de carros — então confira tudo direitinho antes de ir.

Mapa e informações sobre as Dolomitas

Onde se hospedar + quanto custa

Encontrar uma hospedagem boa e acessível em Cortina é às vezes uma verdadeira prova de paciência — você passa noites inteiras navegando mapas e sites de reservas. A cidade tem fama de destino de luxo e há hotéis onde a diária passa fácil dos 400 €, o que para um mero mortal não faz o menor sentido. Por outro lado, se pesquisar com cuidado e planejar com antecedência, dá para encontrar verdadeiras pérolas que não vão destruir o orçamento. Ao longo dos anos, testamos de tudo: desde campings a 35 € por noite até hotéis confortáveis, que agora precisávamos para o nosso pequeno Jonášek.

Aqui vão as nossas dicas testadas e aprovadas de hospedagem:

1. Nossa TOP escolha: B&B Hotel Passo Tre Croci Cortina. A gente simplesmente se apaixonou por esse lugar. Fica um pouquinho fora de Cortina, num passo de montanha, mas isso é uma vantagem enorme: você está longe da agitação da cidade, o café da manhã é fantástico (o que na Itália nem sempre é garantido) e, o melhor, o hotel fica a poucos passos do início da trilha do famoso Lago di Sorapis! Se tiver cachorro, aceitam com uma pequena taxa. O custo-benefício é excelente na faixa intermediária, sobrando grana para aquele jantar especial. 2. Pension Dolomiti Sweet Lodge. Se você prefere cozinhar e quer mais espaço, este é um dos complexos de apartamentos mais bem avaliados bem no centro de Cortina. Localização excelente, limpeza impecável e um interior de madeira lindo que respira aquele aconchego alpino onde você se sente em casa depois de um dia inteiro de passeio. 3. Hotel Villa Gaia. Um hotelzinho tradicional e familiar com avaliações bem sólidas. Não é nenhum luxo super moderno com porteiro de luvas brancas, mas tem um charme enorme, uma equipe incrivelmente simpática e dá para ir a pé até o centro para jantar — o que é ótimo quando você quer abrir uma garrafa de bom vinho e não precisa dirigir. 4. HOTEL de LEN. Procurando romance, quer comemorar um aniversário ou simplesmente se mimar depois de uma trilha puxada? Este hotel é uma joia de design com um spa absolutamente incrível, onde cuidam de você como realeza. Os preços na alta temporada passam dos 300 € por noite, então é preciso um bolso um pouco mais fundo.

E o orçamento? Na alta temporada de verão, conte com pelo menos 150 a 250 € por noite para dois em hotéis de categoria intermediária. Campings na região saem por volta de 25 a 45 €, dependendo se é barraca pequena ou motorhome gigante. E guarde a minha dica: com a chegada das Olimpíadas, a partir do outono de 2025, esperamos que todos esses preços subam no mínimo uns vinte por cento.

Cortina d’Ampezzo: 15 dicas do que ver e fazer

Vamos juntos conferir o melhor que Cortina e seus arredores têm a oferecer. A maioria dessas dicas exige pelo menos um curto deslocamento de carro ou ônibus a partir do centro, mas selecionei tanto desafios de montanha que vão deixar suas pernas doendo por três dias quanto lugares acessíveis de teleférico, até de sapatênis.

1. Passeie pelo Corso Italia e admire a Basílica

Toda visita a Cortina deveria começar ou terminar, depois de um belo jantar, com um passeio pela rua principal de pedestres, o Corso Italia. É o coração da cidade, onde se misturam o aroma irresistível de um bom espresso, butiques de grifes internacionais e lojinhas discretas com queijos artesanais. Especialmente à noite, quando as luminárias acendem e das montanhas ao redor vem aquele ar fresco característico, a atmosfera romântica dessa rua é simplesmente inesquecível.

O destaque do centro é a igreja paroquial Basilica Minore dei Santi Filippo e Giacomo. O seu icônico campanário de 69 metros em pedra branca vai aparecer em praticamente todas as suas fotos, não importa o ângulo. Não deixe de entrar — eu e o Lukáš passamos uns bons quinze minutos lá dentro e eu quase perdi a hora do jantar porque não conseguia parar de admirar os bancos de madeira incrivelmente entalhados.

2. Descubra a história no Olympic Ice Stadium

Estádio Olímpico de Gelo em Cortina d'Ampezzo, sede das Olimpíadas de 1956 e 2026
Foto: Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0

Como Cortina é sede de Jogos Olímpicos de Inverno, você não pode deixar de conhecer o Estádio Olímpico de Gelo de 1956. É uma construção enorme, com um quê meio peculiar, que respira uma atmosfera nostálgica e retrô do século passado. Logo que você entra, sente aquele frio característico e o cheiro de gelo que te transporta para a época das transmissões esportivas em preto e branco.

Além de poder patinar no gelo mesmo no verão — aliás, um programa excelente para dias de chuva quando as crianças estão entediadas —, você encontra um monte de fotos históricas e memorabilia esportiva. Para fãs de esporte é parada obrigatória, e a gente passou um bom tempo por lá, embora o Lukáš estivesse mais interessado em descobrir se tinha algum quiosque vendendo salsichas.

3. Suba de teleférico Freccia nel Cielo até a Tofana

Teleférico Freccia nel Cielo até a Tofana acima de Cortina
Foto: kallerna / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

Se você ama vistas panorâmicas mas não quer subir milhares de metros com a língua para fora, essa dica é para você. O sistema de teleféricos leva você do centro de Cortina até o imponente maciço Tofana di Mezzo, a mais de 3000 metros de altitude. É um dos picos mais altos da região e a vista lá de cima é absolutamente surreal — tira o fôlego de verdade. Recomendo comprar os ingressos com antecedência no site oficial do Freccia nel Cielo.

Com o nosso Jonášek, os teleféricos foram nossos grandes aliados e a Tofana foi uma escolha perfeita. No topo tem um terraço panorâmico acessível sem nenhum esforço, onde você toma um cappuccino caro — mas totalmente merecido pela localização — e contempla toda a bacia de Ampezzo. Só não esqueça de levar um bom casaco e gorro, porque lá em cima faz um frio de rachar mesmo em pleno agosto — algo que o Lukáš, como sempre, subestimou e depois ficou roubando meu cachecol!

4. Veja o pôr do sol do teleférico da Faloria

Vista da Faloria para Cortina d'Ampezzo
Foto: Tiia Monto / CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons

O segundo teleférico icônico de Cortina sobe para o lado oposto do vale, até o Monte Faloria. A estação inferior fica a poucos passos da rodoviária no centro da cidade, então dá para ir a pé tranquilamente depois de um café na praça. A subida em si já é uma experiência, porque o teleférico sobe de forma incrivelmente íngreme ao longo de uma parede rochosa impressionante — dá a sensação de que dá para tocar as rochas com a mão. Ingressos e horários estão no site do teleférico Faloria.

Enquanto a Tofana é majestosa, a Faloria oferece, na minha opinião, a vista mais bonita de Cortina em si, de uma perspectiva diferente. Especialmente no fim da tarde, quando o sol poente pinta os maciços rochosos em frente num laranja e rosa intensos — é um espetáculo divino. No topo, junto à estação, tem um refúgio aconchegante que serve um bombardino delicioso, com o qual eu e o Lukáš nos premiamos por termos conseguido fazer o Jonášek dormir no carrinho.

5. Explore a história no museu a céu aberto Cinque Torri

Dolomitas em outubro
Dolomitas em outubro

Este lugar é um dos nossos favoritos absolutos em todas as Dolomitas italianas e voltamos aqui praticamente toda vez que estamos por perto. Cinque Torri — as Cinco Torres — é uma formação rochosa incrível ao pé da qual você pode passear livremente e ficar de boca aberta olhando os escaladores equilibrando-se em paredes verticais. Dá para subir a pé por uma ladeira bem íngreme ou pegar uma confortável telecadeira, o que neste ano, com o pequeno Jonášek, foi um alívio imenso.

Mas o que torna este lugar tão único é o extenso museu a céu aberto da Primeira Guerra Mundial espalhado entre as rochas. Ao redor das torres existem trincheiras restauradas, bunkers e posições de artilharia do exército italiano dos tempos em que cada metro quadrado era disputado. Você pode caminhar livremente por eles, ler os painéis informativos e imaginar o quão terrível deve ter sido para os jovens soldados naquele inverno cruel. É arrepiante.

6. Caminhe pelos túneis de guerra no Lagazuoi

Vista do Lagazuoi nas Dolomitas

Se a história de guerra em Cinque Torri despertou sua curiosidade e você quer ir mais fundo, precisa conhecer o cume do Lagazuoi. Aqui, durante a Primeira Guerra Mundial, batalhas insanas aconteceram literalmente no subterrâneo, onde austríacos e italianos escavavam as montanhas com explosivos para atacar uns aos outros. Um pedaço sombrio da história encravado na paisagem mais deslumbrante.

Hoje você pode colocar um capacete — que se aluga na base do teleférico —, ligar a lanterna de cabeça e percorrer quilômetros de túneis escuros e úmidos escavados diretamente na rocha. É uma experiência intensa que vai te arrepiar e, provavelmente, você vai bater a cabeça no teto baixo de vez em quando. Com carrinho de bebê, nem pensar — para essa aventura você precisa de bota firme, pernas em forma e zero claustrofobia.

7. Descubra o turquesa do Lago di Sorapis (E um alerta para quem tem cachorro!)

Lago di Sorapis com água turquesa nas Dolomitas
Foto: Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0

O Lago di Sorapis, com sua água incrivelmente turquesa e leitosa, é provavelmente a trilha mais popular de toda a região de Cortina. As fotos viralizaram no Instagram e não é à toa — a cor parece que alguém despejou tinta química e ainda exagerou no filtro. A trilha começa no Passo Tre Croci e leva cerca de duas horas de caminhada bem íngreme só de ida.

Mas aqui vem o meu grande e sincero alerta. A trilha não é um passeio dominical no parque. Na segunda metade do percurso há trechos estreitos em cornija protegidos por cabos de aço e grades metálicas fixadas na rocha bem acima do precipício. Uma vez levamos nossas cachorras e a Kája, que é meio desajeitada, nos deu um baita susto naquelas grades — tivemos que carregá-la no colo por cima do abismo, o que com um cachorro de vinte quilos é algo que você definitivamente não quer fazer. Se seu cão tem medo de altura ou não é muito ágil, melhor deixá-lo no hotel dessa vez.

8. Vá até as icônicas Tre Cime di Lavaredo

Tre Cime di Lavaredo nas Dolomitas
Foto: Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0

Não ficam exatamente em Cortina, mas estão tão perto e são tão majestosas que seria imperdoável deixar de ir. As Tre Cime são o símbolo máximo e inconfundível de todas as Dolomitas — praticamente todo montanhista conhece a sua silhueta. Você chega de carro via Misurina até o Rifugio Auronzo, mas a estrada é bem cara e na temporada o estacionamento lá em cima lota cedo — então acorde bem cedinho, e estou falando sério.

O circuito ao redor desses três enormes maciços de pedra é relativamente tranquilo para padrões de montanha e dá para completar num ritmo calmo em três a quatro horas. Pelo caminho, há vários refúgios excelentes onde você pode tomar uma sopa quente e recarregar as energias. Confira nosso artigo com o guia completo e dicas de outros lugares imperdíveis nos arredores de Tre Cime.

9. Descanse no Lago di Misurina e suba até Cadini di Misurina

Se já estiver indo na direção de Tre Cime, pare com calma no Lago di Misurina. Ele é lindamente cercado por montanhas imponentes e exala uma tranquilidade de outros tempos, de quando as pessoas vinham a spas para tratar asma. É o lugar ideal para um passeio plano, perfeito para carrinho de bebê, ao longo da margem, com direito a um sorvete excelente numa das cafeterias locais — algo que a gente faz questão.

Se você curte desafios e adrenalina, do lago parte um teleférico e depois uma trilha curta porém bastante exposta até o mirante Cadini di Misurina. Aquela famosa vista “Mordor” das redes sociais: uma trilha estreita terminando à beira de um precipício com vista para picos afiados que parecem saídos de O Senhor dos Anéis. Com crianças e cachorros, definitivamente não vá até lá — um passo em falso e é queda livre para o vale.

10. Descubra a magia do outono na Croda da Lago e Lago Federa

Lago Federa nas Dolomitas

Essa é a minha dica secreta pessoal, e você vai me agradecer, especialmente se visitar as Dolomitas no final de setembro ou início de outubro, quando as multidões já começam a diminuir. A trilha começa perto de Cortina e leva até o Lago Federa. No outono, os bosques de lariços ao redor ganham um amarelo e laranja vibrantes que se refletem na superfície calma do lago como se fosse uma tela pintada.

Junto ao lago está o Rifugio Croda da Lago, onde preparam sopas tão incríveis e sobremesas caseiras de maçã tão deliciosas que você vai ter preguiça de voltar caminhando. A trilha é de dificuldade média — a subida faz você suar um pouco, mas a paz divina sem milhares de turistas compensa totalmente. Só não esqueça de levar boas botas de trilha, porque o terreno pode ser escorregadio e cheio de raízes traiçoeiras.

11. Fuja das multidões no vale Valle di Ra Stua

Procurando um lugar para descansar da agitação de Cortina e das hordas de turistas com câmeras? Vá para o norte da cidade, na área protegida perto do parque Fanes-Sennes-Prags. O vale Ra Stua é um oásis absoluto de tranquilidade, com vaquinhas pastando com sinões enormes no pescoço, riachos murmurantes e pastagens verdejantes onde parece que o tempo simplesmente parou.

Dá para chegar a pé por uma caminhada agradável e suave desde o estacionamento de Sant’Uberto. O refúgio de montanha Malga Ra Stua, no fim do vale, é um destino perfeito para famílias com crianças — a trilha é larga o suficiente até para carrinho de terreno e no refúgio fazem panquecas com geleia caseira que conquistam o coração de qualquer pequeno aventureiro.

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12. Percorra o lendário Passo Giau

Passo Giau nas Dolomitas

Para mim, o Passo Giau é disparado o passo de montanha mais bonito de todas as Dolomitas. Só a subida de carro já é uma experiência à parte — um pouco de adrenalina para o motorista com aquelas curvas apertadas e ciclistas, mas pura contemplação para o passageiro. Lá no topo, a mais de 2200 metros de altitude, espera a vista icônica do pico Ra Gusela, que se ergue sobre o passo como um guardião.

Recomendo muito ir bem cedo para o nascer do sol ou no fim da tarde para o pôr do sol dourado — as cores são indescritíveis e temos algumas das melhores fotos da vida de lá. Aviso: no estacionamento lá em cima costuma ventar muito e fazer frio, então leve corta-vento mesmo em pleno julho. Dali saem diversas trilhas lindas, incluindo o caminho até Cinque Torri, que eu e o Lukáš uma vez fizemos inteirinho a pé.

13. Mergulhe na atmosfera do Snow Festival e eventos de inverno

Cortina não vive só no verão — na verdade, é no inverno que ela brilha mais. Se vier nos meses de inverno, fique de olho no calendário de eventos locais. Acontecem Snow Festivals, feiras de Natal, competições de esqui e na pracinha todo mundo toma vinho quente a litros enquanto uma decoração natalina enorme brilha acima das cabeças. A atmosfera é absolutamente incrível e eu adoro observar os elegantes italianos de sobretudo se divertindo até altas horas.

Com a chegada das Olimpíadas de 2026, a cidade está preparando uma quantidade enorme de programação paralela para mostrar a verdadeira cultura italiana e aquela alegria de viver tão típica. Na nossa última visita de inverno, vimos uma banda local tocando no meio da neve, o Jonášek olhava as luzes coloridas completamente boquiaberto e o Lukáš elogiava o quentão local, dizendo que era muito mais forte que os dos mercados de Natal que ele conhece.

14. Corrida ou caminhada pela antiga ferrovia (Cortina Trail)

Sabe quando você quer só uma caminhada leve e relaxante, sem muito desnível, para simplesmente arejar a cabeça? É exatamente para isso que serve o trajeto da antiga ferrovia chamada Dolomite Railway, que antigamente passava pelo centro de Cortina. Os trilhos já não existem mais, mas no lugar deles surgiu um caminho largo, plano e de cascalho que corta todo o vale com vistas lindas e sem pingar uma gota de suor.

No verão, você pode ir a pé, correndo ou de bicicleta alugada. Para nós, aliás, foi a trilha perfeita com o carrinho do Jonášek — ele aguentou a viagem toda sem um pio porque não balançava nada. No inverno, esse caminho costuma ser preparado para esqui cross-country, que é outra forma maravilhosa de curtir as vistas das montanhas sem precisar escalar encostas íngremes afundando na neve até a cintura.

15. Faça um passeio ao icônico Lago di Braies

Barquinhos no Lago di Braies
Barquinhos no Lago di Braies

Fica a uns quarenta e cinco minutos de carro ao norte de Cortina, mas não ir seria um pecado enorme e eu me arrependeria por muito tempo. O Lago di Braies — ou Pragser Wildsee em alemão — é provavelmente o lago mais fotografado de todas as Dolomitas e talvez do norte da Itália inteiro. Barquinhos de madeira ancorados no píer, água verde-esmeralda vibrante e o imponente maciço Seekofel ao fundo: uma imagem que você pode ficar contemplando por horas.

A gente uma vez chegou lá às seis da manhã para fugir das multidões do Instagram, alugamos um barquinho de madeira e foi de um romantismo absurdo — mesmo eu quase congelando as mãos tentando remar. Como há muitas informações práticas e pegadinhas sobre o estacionamento pago e frequentemente esgotado, preparei um artigo separado: Lago di Braies: Guia e dicas. Leia antes de ir.

Cortina d’Ampezzo com crianças e carrinho

Como mencionei na introdução, a visita deste ano às Dolomitas foi uma grande estreia para nós como pais. E preciso dizer: Cortina é surpreendentemente boa para viajar com crianças pequenas, desde que você ajuste as expectativas e tire aquela ideia de ficar o dia todo escalando pedras. Com o Jonášek de um aninho, tivemos que esquecer as vias ferratas e, em troca, descobrimos uma perspectiva totalmente diferente das montanhas — que, no fim das contas, a gente curtiu demais.

Teleféricos são seus melhores amigos: Muitos dos lugares mais bonitos são acessíveis por teleféricos espaçosos, que na maioria das vezes aceitam carrinho dobrado sem problema. Este ano subimos de teleférico na Tofana e na Faloria, e o Jonášek ficou tão empolgado com a viagem na cabine que passou o trajeto inteiro sacudindo os bracinhos e gritando de alegria para os outros passageiros.

Pontos turísticos e carrinho: Para o Lago di Sorapis com carrinho, esqueça — o terreno é só para caminhantes muito preparados ou um bom canguru de trilha. Já o passeio tranquilo ao redor do Lago di Misurina ou a trilha pela antiga ferrovia são perfeitos até para carrinhos de passeio comuns. Para Tre Cime, com carrinho dá para chegar até o primeiro refúgio Rifugio Lavaredo pela estrada larga de cascalho sem maiores problemas.

Italianos e crianças: Isso eu simplesmente amo na Itália! Os italianos adoram crianças e fazem questão de demonstrar. Nos restaurantes, ninguém vai te olhar torto se o bebê chorar ou gritar porque quer provar a sua massa. Os garçons faziam caretinhas para o Jonášek, traziam cadeirinha na hora e em vários cafés do Corso Italia tem espaço confortável para troca de fralda.

Inverno vs. Verão: Esqui e Dolomiti Superski

Cortina não dorme só no verão. Quando a neve chega, o lugar se transforma num paraíso para esquiadores — e eu confesso que tenho uma invejinha, porque esqui não é muito a minha praia.

Cortina faz parte do enorme complexo de esqui Dolomiti Superski, o que significa que com um único passe você tem acesso a centenas de quilômetros de pistas fantásticas por todas as Dolomitas. Em Cortina mesmo, existem três áreas principais de esqui: Tofana, Faloria-Cristallo e Lagazuoi-5 Torri. Juntas, oferecem pistas largas e deslumbrantes com vistas que provavelmente não existem em nenhum outro lugar da Europa — e até eu, que não esquio, curti ficar tomando sol no terraço de um refúgio lá no topo.

Se está planejando esquiar, uma dica pessoal: baixe no celular o mapa das áreas de esqui antes de ir, porque são realmente enormes. Se resolver fazer o famoso circuito Sella Ronda, é fácil se perder e acabar perdendo o último teleférico de volta ao seu vale — o que significaria um táxi muito caro de volta ao hotel!

E mais uma vez, o efeito olímpico. Para os Jogos de Inverno de 2026, estão sendo construídos teleféricos novos e as pistas estão sendo modernizadas para os atletas. Desde o inverno de 2024/2025 já dá para ver muitas obras, mas a recompensa serão as instalações mais modernas de esqui. Prepare-se, no entanto, para ski passes provavelmente mais caros, porque toda essa tecnologia nova precisa ser bancada de algum jeito.

O que provar e onde comer

E chegamos ao meu tema favorito: comida italiana! Esqueça por um momento a clássica pizza napolitana (embora aqui também tenha e seja ótima). A culinária de montanha daqui é uma categoria completamente diferente: rústica, reconfortante, como se uma avó numa cabana tivesse preparado o almoço — mas uma avó italiana com parmesão, muita manteiga e ervas locais.

O que você precisa provar sem falta:

  • Canederli: A versão italiana do knödel, muitas vezes recheados com speck ou queijo, servidos num caldo de carne forte ou simplesmente regados com manteiga derretida e sálvia. É a refeição perfeita depois de um dia inteiro de trilha no frio — aquece e sustenta até o jantar.
  • Casunziei all’Ampezzana: Este é o tesouro local absoluto e eu poderia viver disso. São meias-luas fininhas de massa recheadas com beterraba cozida, cobertas com sementes de papoula e parmesão. Parece estranho, eu sei, mas a combinação da beterraba adocicada com a manteiga aromática é simplesmente fantástica!
  • Polenta com caça: Clássico para amantes de carne. A papa amarela de milho servida com um ragú incrivelmente encorpado de veado ou corça. O Lukáš pede isso praticamente toda vez.
  • Formaggio di Malga: Queijos locais dos pastos de montanha com aquele aroma intenso tão característico. Sempre comece pedindo uma tábua de queijos como entrada para acompanhar o vinho — nunca vai errar.

Nossos restaurantes e refúgios favoritos

Já que estamos falando de comida, preciso compartilhar os lugares onde comemos melhor. Incrível é, por exemplo, a Baita Fraina, um restaurante familiar super aconchegante pertinho do centro, onde a gente sempre vai para comer as famosas massas recheadas deles. O ambiente é todo em madeira, a carta de vinhos é sensacional e você se sente como se tivesse sido convidado para um almoço de domingo na casa de alguém.

Se estiver caminhando pelas redondezas de Cinque Torri e a fome apertar, não pode perder de jeito nenhum o refúgio Rifugio Averau. Tem fama de ser o refúgio com a melhor comida da região e eu concordo plenamente — os canederli deles combinados com a vista das paredes rochosas são incomparáveis. E para uma pizza rápida e impecável à noite depois do passeio, a gente sempre para no Ristorante Pizzeria Croda Cafe, bem na zona de pedestres de Cortina.

O que trazer de Cortina (Compras)

Um passeio pelo centro lindamente iluminado vai fazer você querer comprar de tudo. Embora as lojas mais visíveis vendam grifes caríssimas, com um pouco de sorte dá para encontrar souvenirs bonitos e autênticos que vão te trazer boas lembranças em casa.

Foi aqui que comprei pela primeira vez na vida uma tábua de cortar entalhada à mão. Foi numa lojinha fora da rua principal, que vende esculturas, relógios de madeira e artesanato de verdade — e eu simplesmente não resisti. As bolsas e carteiras de couro do Corso Italia são um clássico, que sempre arrancam um suspiro silencioso do Lukáš quando ele vê quanto gastei, mas o couro italiano tem um cheiro diferente e dura anos.

E uma diquinha para o fim da temporada: se for a Cortina no final de março ou início de abril, as lojas de artigos esportivos de luxo fazem liquidações enormes de equipamentos de esqui e roupas de inverno da temporada anterior. É uma chance de garimpar peças funcionais de alta qualidade, jaquetas e capacetes por uma fração dos preços originais astronômicos.

Dicas práticas para finalizar

Para encerrar, reuni algumas daquelas dicas pé no chão, mas importantíssimas. Quando se viaja por conta própria, é bom ter essas coisas resolvidas de antemão para não ficar estressado no destino com internet caindo ou locadoras de carro cobrando uma fortuna.

Depois de tantos anos, a gente já tem tudo bem azeitado, então seja para resolver como chegar ou onde contratar um seguro para acidentes de montanha, aqui vai o que funciona melhor para nós nas nossas aventuras.

Como encontrar passagens aéreas

Para quem vem do Brasil, o aeroporto mais conveniente é o de Veneza (Marco Polo). Pesquise voos com antecedência em sites como Google Flights, Skyscanner ou Kayak para encontrar boas combinações e promoções, especialmente fora da alta temporada. Voos de São Paulo ou Rio de Janeiro costumam ter conexão em cidades europeias como Lisboa, Frankfurt ou Roma.

Do aeroporto de Veneza, existe até ônibus direto para Cortina operado pela Cortina Express, mas nós sempre preferimos a liberdade de ter carro próprio, sobre a qual falo no próximo tópico — porque depender de horários de ônibus na Itália é às vezes uma pequena loteria.

Aluguel de carro

Sem carro nas Dolomitas, a verdade é que você fica bem limitado. Os ônibus até funcionam no verão, mas restringem muito a sua liberdade e à noite voltar de um refúgio distante já não tem como. A gente tem há anos boa experiência com a RentalCars, que usamos no mundo inteiro e nunca tivemos problema na devolução da caução.

Alugando o carro direto no aeroporto de Veneza, em menos de duas horas de estrada panorâmica linda você está no centro de Cortina e pode planejar os passeios e as chegadas cedo nos estacionamentos exatamente do seu jeito.

Não esqueça o seguro viagem

Por favor, não subestime isso. Montanha é montanha e torcer o tornozelo numa pedra escorregadia na descida de um lago sai muito caro aqui, sem falar numa eventual intervenção do resgate alpino italiano, que manda helicóptero na hora.

Nós usamos e recomendamos de coração o SafetyWing, que dá para contratar online em cinco minutos até do aeroporto e cobre uma base bem razoável para trilhas. O Lukáš paga inclusive para o esqui de inverno dele.

Internet no celular

Se você vem do Brasil, não conta com roaming europeu automático, então ter um plano de dados é fundamental. Em muitos refúgios de montanha o sinal cai e, se você for mais para o noroeste, pode acabar captando redes suíças sem querer.

Para ter dados estáveis e aquela segurança extra, a gente usa o eSIM da Holafly. Você configura tudo antes pelo QR code, não precisa trocar o chip físico e os dados funcionam direitinho mesmo em lugares onde o sinal normal já pifa. É super prático para quem viaja do Brasil para a Europa.

Perguntas frequentes (FAQ)

Sei que planejar a primeira viagem para essa região pode ser um pouco confuso, especialmente com todos aqueles nomes italianos e alemães e as histórias de estacionamentos lotados. Todo ano recebemos uma enxurrada de perguntas iguais nas mensagens do Instagram.

Aqui estão as dúvidas mais frequentes sobre visitar Cortina e as Dolomitas, com as minhas respostas totalmente sinceras baseadas em anos de experiência.

1. O que fazer em Cortina?

Além das lindas trilhas de montanha e do esqui fantástico no inverno, você pode simplesmente passear pela zona de pedestres Corso Italia, subir de teleférico até a Tofana e a Faloria para tomar um café com vista, ou explorar o incrível museu da Primeira Guerra Mundial a céu aberto em Cinque Torri. Em resumo, você não vai se entediar mesmo que não esteja a fim de caminhar dezenas de quilômetros com mochila nas costas. Pode descobrir o turquesa do Lago di Sorapis e vários outros lagos menores e maiores nos arredores.

2. O que significa Cortina d’Ampezzo?

O nome da cidade vem de duas palavras antigas. “Cortina” no dialeto local antigo significa um espaço delimitado, um pátio ou, historicamente, designava um pequeno cemitério cercado por um muro junto à igreja. Já “Ampezzo” é o nome histórico de todo o amplo vale verde que se estende ao redor do rio Boite. Juntos, formam o belo nome dessa pitoresca vila de montanha que cresceu até se tornar um resort mundialmente famoso.

3. O que fazer em Cortina quando chove?

Sem desespero! Vá direto ao Estádio Olímpico de Gelo, onde dá para patinar numa atmosfera retrô, ou então se aqueça e relaxe num dos spas de hotel mais sofisticados da cidade. Outra ótima opção para dia chuvoso é declarar dia de compras no Corso Italia, se enrolar num suéter e passar a tarde inteira degustando excelentes vinhos tintos e queijos locais numa das muitas tavernas italianas bem aquecidas.

4. Como funcionam as zonas ZTL e o estacionamento?

No centro de Cortina, na chamada zona ZTL, carros sem permissão especial simplesmente não podem entrar. É monitorado rigidamente por câmeras e as multas são pesadas — os italianos vão encontrar você e mandar a cobrança para casa. Por isso, estacione nos estacionamentos sinalizados, geralmente pagos, na periferia da cidade. Se estiver hospedado no centro, resolva isso antecipadamente com a hospedagem, que registra a placa do seu carro junto às autoridades.

5. Dá para curtir Cortina sem carro?

Sim, é possível, mas é um grande compromisso que tira bastante da sua liberdade. O transporte público local funciona razoavelmente bem para os pontos mais famosos, como Passo Falzarego ou Tre Cime, então os principais atrativos são acessíveis. Porém, na alta temporada de verão, os ônibus ficam lotados, às vezes nem param, e você fica dependente dos horários — que nem sempre são cumpridos ao estilo italiano. Alugar carro dá aquela liberdade enorme à qual a gente se acostumou.

6. Quantos dias preciso para visitar Cortina?

Para ver as maiores belezas sem pressa de pular de um lugar para outro com a língua de fora, recomendamos reservar pelo menos quatro a cinco dias inteiros. É, na nossa opinião, o tempo ideal para uma boa combinação de passeio de teleférico, uma trilha mais longa e descanso junto a lagos turquesa lindos, sem sentir que precisa de outra férias logo depois para se recuperar do cansaço.

7. As Olimpíadas de Inverno 2026 vão afetar o turismo em Cortina?

Com certeza, e bastante. A partir do outono de 2025 e durante toda a temporada de inverno de 2026, prepare-se para um aumento enorme nos preços de hospedagem, multidões muito maiores de fãs de esporte e provavelmente diversas restrições. Espere especialmente interdições de trânsito ocasionais em torno dos locais de competição e passos de montanha como o Passo Gardena. Se quer curtir Cortina com tranquilidade por preços pelo menos razoáveis, vá antes que a loucura olímpica comece de vez.

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ViagensEuropaCortina d'Ampezzo, Dolomitas, Itália: 15 dicas do que ver

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