Fizemos a primeira viagem internacional com crianças, o Jonášek e eu, só quando ele estava com quase dois anos. Eu tinha muito medo, mas hoje já sei que ele se sai muito melhor no avião do que no carro.
Da perspectiva dos pais, a idade entre um e três anos é objetivamente a fase mais difícil para viajar. A criança pequena já não dorme o voo inteiro como um bebê recém-nascido, mas ainda não entende as regras e sofre demais com a combinação de cansaço e a impossibilidade de se mexer livremente.
Abaixo você vai encontrar dez dicas práticas de como sobreviver a um voo com um pequeno terremoto desses sem trauma psicológico. Vou te ensinar a cronometrar o sono, com o que entretê-lo na poltrona e como resolver a questão da comida.

Resumo
- A idade mais difícil é entre 1 e 2 anos: Enquanto os bebês dormem boa parte do voo embalados pelo ruído branco, a criança pequena tem uma enorme necessidade de movimento e não entende por que precisa ficar sentada e presa ao cinto.
- Regras de líquidos nos aeroportos: Muitos aeroportos com scanners CT modernos já liberam levar até 2 litros de líquidos, mas em vários terminais ainda vale o limite rígido de 100 ml por recipiente. Confira sempre de qual aeroporto e terminal você embarca.
- Taxa de bebê de colo (infant): Até os dois anos a criança viaja no seu colo. Nas companhias de baixo custo europeias você paga uma taxa fixa de cerca de 25 a 27 euros por trecho; nas companhias tradicionais costuma ser 10% do valor da passagem adulta.
- O divisor de águas do segundo aniversário: Assim que a criança faz dois anos, ela precisa ter passagem própria e assento completo por questões de segurança, o que encarece muito a viagem de uma hora para outra.
- Novos direitos dos passageiros na UE: Em 13/07/2026 foi aprovada uma revisão que garante às crianças de até 14 anos o assento ao lado dos pais gratuitamente (na prática deve funcionar plenamente a partir de meados de 2027).
- Remédios para dormir são tabu: Os especialistas alertam fortemente contra dar melatonina a crianças menores de dois anos; para crianças maiores é indispensável conversar antes com o pediatra.
10 coisas que você precisa saber sobre viagem com crianças
Vamos agora dar uma olhada nas coisas mais importantes.
1. Por que a criança pequena é mais complicada no avião do que o bebê (e como se preparar)
Quando se fala em criança no avião, a maioria das pessoas imagina automaticamente um recém-nascido chorando, mas as mães experientes dos fóruns confirmam que voar com um bebezinho é praticamente moleza. É que os bebês adoram o ruído branco, e o barulho constante das turbinas, somado às vibrações suaves da aeronave, costuma fazê-los dormir antes mesmo de o aviso de cinto se apagar. Com uma criança entre um e dois anos é outra história completamente diferente, porque ela chega à idade de descobrir o mundo, aprender a andar e não parar quieta em lugar nenhum.
A criança pequena simplesmente não quer mais ficar deitada quietinha no colo da mãe, ela precisa de ação e fica furiosa, com toda a razão, quando você a obriga a ficar sentada. É a fase em que as companhias aéreas ainda a consideram um “infant”, ou seja, ela não tem direito a assento próprio e vai ficar o voo inteiro se remexendo no seu colo. É fisicamente cansativo para os pais, que precisam virar um trepa-trepa humano, e psicologicamente pesado para a criança, que fica sem o seu espaço pessoal.
A melhor estratégia é aceitar o fato de que você simplesmente não vai descansar durante o voo e não vai ler nem uma página do seu livro favorito. Assim que você faz as pazes com isso e entra no modo animador de festa em tempo integral, descobre que dá para sobreviver de boa com um pouco de criatividade e uma montanha de lanchinhos.
2. Como planejar o voo de acordo com o sono (e o que fazer quando o plano falha)

A regra básica para voar com uma criança pequena parece bastante lógica: escolher o horário do voo de modo que ele coincida com o sono natural da criança. Foi exatamente isso que fizemos no nosso primeiro voo de Faro a Viena. O Lukáš e eu escolhemos de propósito um voo direto, sem aquelas conexões chatas, e marcamos para o meio-dia. Nossa estratégia foi um sucesso absoluto, porque o Jonášek adormeceu antes mesmo da decolagem e a gente pôde respirar um pouco. 😅
Só que a aviação é imprevisível e você sempre precisa ter um plano B para o caso de atraso, algo que ficou provado logo na viagem de volta. O voo para Faro pegou um atraso desagradável, o plano de sono cuidadosamente elaborado desabou como um castelo de cartas e o Jonáš acabou acordado o tempo todo. No começo ficamos bem nervosos, mas no fim foi tudo tranquilo.
Se a criança não dormir no avião, não tente forçá-la de jeito nenhum, porque você só vai estressá-la ainda mais. Deixe-a preferencialmente olhar pela janelinha, mostre as nuvenzinhas ou a equipe do aeroporto, porque para ela isso é uma experiência enorme e fascinante que, no fim das contas, vai cansá-la de forma natural.
3. Decolagem e pouso quando a criança boicota o cinto
As regras das companhias aéreas são claras: a criança de até dois anos precisa estar sempre presa durante a decolagem e o pouso com um cinto infantil especial que passa pelo seu. Só que vai explicar isso para uma criança pequena que está num daqueles dias e resolveu que não vai deixar ninguém limitar seus movimentos. Foi exatamente o que aconteceu conosco no voo para Paris, onde o Jonášek boicotou totalmente o cinto tanto na decolagem quanto no pouso, e nos custou muito suor e muita conversa.
O importante é manter a cabeça fria, desviar a atenção da criança para algo completamente diferente e, acima de tudo, não entrar em pânico. No nosso último voo, felizmente, já não houve problema nenhum: o Jonášek entendeu que era só por um instante, e a gente descobriu que as crianças nessa idade mudam literalmente de mês para mês.
Além da questão do cinto, não esqueça da fisiologia, porque a descida costuma ser bem mais dolorosa para os ouvidos das crianças do que a própria decolagem. A pressão na cabine muda e o que ajuda as crianças pequenas é justamente o ato de engolir. Então, para o momento em que o comandante anunciar a descida, guarde a mamadeira com água, a sachê favorita ou, para crianças maiores, um chiclete, para que a tuba de Eustáquio se abra naturalmente.
4. Movimentação pela cabine e quando o corredor salva a situação

Assim que o aviso de cinto se apaga e o avião atinge a altitude de cruzeiro, começa a parte mais fácil da viagem para você. A criança já não precisa ficar presa no seu colo, o que é um alívio enorme para vocês dois, e você pode deixá-la dar uma caminhada pelo corredor, desde que os comissários não estejam servindo o lanche. A movimentação pela cabine é absolutamente essencial para as crianças pequenas, porque elas precisam esticar as pernas e explorar o ambiente novo e diferente.
Muitos pais não abrem mão de carregar a criança nessa fase do voo, e o canguru vira uma verdadeira tábua de salvação quando a criança está exausta e não consegue pegar no sono. Basta prendê-la na barriga e passear devagar pelo avião de um lado para o outro, porque o balanço suave e o seu andar acalmam a maioria das crianças de forma bem confiável.
Mas lembre-se de uma regra de segurança absolutamente fundamental, que a tripulação repete o tempo todo. Durante a decolagem, o pouso e as turbulências, a criança precisa ser sempre retirada do canguru e presa normalmente pelo cinto de segurança, porque o canguru não é certificado como sistema de retenção e, numa freada brusca, não protegeria nem você nem o bebê.
5. Comida, bebida e as regras traiçoeiras dos líquidos
Alimentar a criança a bordo é um capítulo à parte, mas quando o assunto é comida e bebida vale uma regra simples: leve o dobro do que você acha que a criança realmente vai comer. Os lanchinhos funcionam no avião não só para matar a fome, mas principalmente como uma atividade confiável capaz de entreter a criança por longos minutos. Ofereça salgadinhos, frutas picadas ou queijo aos poucos, não dê tudo de uma vez, para ter cartas na manga até o fim do voo.
Quanto aos líquidos, as regras nos aeroportos conseguem confundir bastante a cabeça dos pais. Alguns aeroportos já contam com scanners CT modernos que permitem levar até 2 litros de líquidos, mas fique bem atento de onde exatamente você embarca.
Em muitos terminais, sobretudo em voos das companhias de baixo custo, ainda vale o limite rígido de 100 ml por recipiente. A comidinha de bebê e o leite têm exceção na quantidade necessária para a viagem, mas ⚠️ a inspeção pode ser bem minuciosa e a equipe pode te pedir para provar, então recomendamos deixar tudo organizado e à mão.
6. Diversão a bordo (a regra do rodízio e a anistia do tablet)

O erro mais comum que, segundo os comissários, os pais de primeira viagem cometem é tirar todos os brinquedos preparados antes mesmo de o avião sair da pista. Aplique a regra inflexível do rodízio, dose cada atividade a cada vinte minutos e comece pelo mais simples possível, como folhear o cartão de instruções de segurança do bolso da poltrona. Você também pode embrulhar alguns brinquedinhos em papel de presente, porque só o ato de desembrulhar já toma bastante tempo e diverte demais a criança.
E aí tem o grande tema das telas, que gera culpa desnecessária em muitos pais. No avião vale o modo sobrevivência e a anistia do tablet está totalmente liberada, o que é confirmado inclusive pela posição da academia americana de pediatria, segundo a qual o uso ocasional de mídia numa viagem longa não prejudica em nada as crianças.
Mas guarde os desenhos baixados no tablet como uma arma nuclear para a pior crise possível, tipicamente a última hora de voo, quando a criança já está realmente exausta. Nunca confie no Wi-Fi de bordo, que costuma ser caro e nada confiável; prefira baixar antes as séries favoritas no celular, para ter certeza de que não vão travar na pior hora.
7. O medo do vexame e como encarar os olhares alheios
Lendo os fóruns na internet, você descobre rapidinho que a maior barreira para as famílias não é o medo pela segurança, e sim o pavor de como as pessoas ao redor vão reagir. A gente tem medo de que a criança chore o voo inteiro, de que os outros passageiros nos fuzilem com olhares irritados e de que a gente pague o maior mico internacional. Só que é justamente essa sua inquietação interna e esse aperto no estômago que a criança percebe e absorve na hora.
Pare e tenha em mente uma coisa essencial. Você pagou pela passagem exatamente o mesmo que aquele senhor de terno duas fileiras à frente, então a sua criança tem o direito absoluto e inquestionável de estar naquele avião. O avião é um meio de transporte coletivo, não uma biblioteca silenciosa, e quem exige silêncio total deveria comprar fones com cancelamento de ruído.
Se a criança começar a gritar de forma realmente incontrolável e você sentir o rosto esquentar, ajuda muito quebrar a tensão conversando diretamente com quem está por perto. Basta virar com um sorriso pedindo desculpas e dizer que ela está com os dentinhos nascendo ou com o ouvido tapado, e a maioria das pessoas suaviza na hora, porque vê que você está tentando resolver a situação ativamente.
8. O que muda depois do segundo aniversário
O segundo aniversário é uma fronteira mágica no mundo da aviação, depois da qual acaba a era das viagens relativamente baratas e começa uma fase totalmente nova de logística. No dia em que faz dois anos, a criança já não pode mais viajar no seu colo, as companhias deixam de considerá-la um bebê e você precisa comprar uma passagem própria com assento completo. O custo das férias em família sobe de uma hora para outra, porque os descontos infantis costumam ser mínimos nas companhias tradicionais e inexistentes nas de baixo custo.
É importante entender como as companhias calculam a idade da criança na data da viagem. Se a sua criança fizer dois anos durante as próprias férias, você vai precisar comprar uma passagem normal com assento próprio para a volta, mesmo que na ida ela tenha viajado como infant pagando uma taxa fixa. Em algumas companhias isso pode significar ter que pagar a tarifa atual e bem cara pouco antes do embarque, então compre sempre as passagens corretamente já de casa.
Mas ter o assento próprio também tem grandes vantagens, porque você ganha de repente muito mais espaço vital para você e para os brinquedos. Além disso, uma criança de dois anos já consegue perceber o que acontece ao redor, você pode negociar com ela, explicar o que está rolando, e ficar olhando as nuvens pela sua própria janelinha a entretém por um bom tempo.
9. Quando vale a pena comprar o assento próprio antes
Embora as crianças de até dois anos possam voar no colo dos pais mediante uma pequena taxa, cada vez mais famílias decidem comprar um assento próprio bem antes disso. Do ponto de vista da segurança, é de longe a melhor solução, algo que as autoridades aéreas americanas alertam há tempos, porque um adulto não tem a menor chance física de segurar a criança no colo durante turbulências fortes. Se você tem orçamento suficiente, o assento próprio com uma cadeirinha certificada ou o sistema de cintos CARES harness garante a máxima segurança à criança.
Nas companhias de baixo custo, além disso, às vezes aparece uma situação paradoxal em que o assento próprio compensa até financeiramente. A taxa do bebê de colo é fixa (cerca de 25 a 27 euros por trecho), então se você pegar passagens em promoção e a tarifa adulta custar, digamos, só 15 euros, vale a pena comprar logo o assento inteiro.
Esse truque é usado por muitos viajantes experientes, mas ⚠️ preste atenção ao preencher corretamente o nome na reserva. Em algumas companhias recomenda-se colocar a palavra INFANT no lugar do primeiro nome, para evitar que a taxa de bebê seja cobrada automaticamente. O Lukáš e eu também temos ótima experiência com o nosso carrinho de viagem compacto Joolz Aer, que muitas companhias permitem levar direto para a cabine, então não precisamos procurá-lo nas entranhas do aeroporto depois de pousar.
10. Atrasos, novos direitos dos passageiros e como sobreviver a tudo isso

O maior fantasma de todo pai no aeroporto é o aviso luminoso DELAYED, porque esperar várias horas num terminal lotado com uma criança cansada é realmente uma prova de nervos. O atraso vai bagunçar todo o seu esquema de sono cuidadosamente planejado, então é absolutamente essencial ter sempre com você bastante água, lanchinhos duráveis e, principalmente, uma boa dose de paciência. Procure um espaço kids no aeroporto, deixe a criança gastar bastante energia e não tente fazê-la dormir a qualquer custo antes de embarcar.
Quanto à legislação, a União Europeia finalmente ouviu as queixas das famílias e em 13 de julho de 2026 foi aprovada em definitivo a tão esperada revisão dos direitos dos passageiros. Ela traz uma novidade absolutamente fundamental, segundo a qual a criança menor de 14 anos precisa ser sentada ao lado do acompanhante totalmente de graça, ou seja, você não vai mais precisar ter medo de que o sistema de reservas de uma companhia low cost espalhe cada um numa ponta do avião. Essas regras devem começar a valer de forma ampla a partir de meados de 2027.
⚠️ O que ainda é polêmico, porém, é o direito à compensação financeira por voo atrasado para crianças de até dois anos que viajam sem assento próprio. As opiniões de advogados e companhias divergem: algumas rejeitam os pedidos de cara, outras pagam a compensação se ao menos alguma taxa foi paga pela criança. Então a regra de ouro é: sempre entre com o pedido pelo bebê, você não perde nada e talvez seja agradavelmente surpreendido.
Resumo prático e preços de referência para a viagem com crianças
Para facilitar ao máximo o seu planejamento, o Lukáš e eu preparamos uma tabela organizada com os limites e taxas mais importantes que você provavelmente vai encontrar em 2026. Leve em conta que as regras das companhias podem mudar, então confira sempre antes de comprar.
| Companhia / Aeroporto | Regra para criança até 2 anos (Infant) | Preço de referência (um trecho) |
|---|---|---|
| :— | :— | :— |
| Low cost europeias (ex.: Ryanair) | Criança viaja no colo, sem direito a bagagem de cabine. | 25 € (taxa fixa, aprox. R$ 150) |
| Low cost europeias (ex.: Wizz Air) | Criança viaja no colo, com opção de levar uma bolsa pessoal pequena. | cerca de 27 € (taxa fixa, aprox. R$ 160) |
| Companhias tradicionais | Criança no colo (LATAM, TAP, Lufthansa, KLM etc.). | 10% do valor da passagem adulta |
| Aeroportos com scanner CT | Terminais modernizados. | Líquidos até 2 litros |
| Terminais tradicionais | Voos low cost, regras antigas. | Líquidos máx. 100 ml (comidinha de bebê tem exceção) |
Além das taxas das passagens, não esqueça que a maioria das companhias transporta o carrinho ou a cadeirinha no compartimento de bagagem totalmente de graça, e isso vale até para as low cost mais baratas.
Para onde ir depois
Se você já comprou as passagens e está mais preocupado com o kit prático ou com complicações de saúde, dá uma olhada nos nossos outros guias detalhados. Preparamos uma tonelada de dicas das nossas próprias viagens, para você não precisar descobrir todos os erros na prática.
- De avião com crianças: guia completo
- Como entreter a criança no avião
- Dor de ouvido no avião em crianças
- Passagem aérea para criança
- Onde sentar com a criança no avião
Perguntas frequentes
Posso dar remédios para dormir ou melatonina para meu filho pequeno antes do voo?
Especialistas e pediatras alertam fortemente contra essa medida. Não se recomenda administrar melatonina a crianças menores de dois anos, e em crianças maiores isso deve ser feito apenas após consulta prévia com seu médico. É melhor confiar no cansaço natural, no brinquedo favorito e em uma abordagem tranquila – experimentar com remédios a dez quilômetros de altura é um risco enorme.
O que acontece se a criança completar dois anos durante a viagem?
Se a criança pequena viajar como bebê de colo pagando uma taxa fixa, mas completar dois anos durante a estadia no destino, ela deverá ter uma passagem completa com assento próprio para o voo de volta. As companhias aéreas sempre consideram a idade da criança no dia do voo específico, então lembre-se disso já na hora da reserva, para não ter que pagar valores astronômicos por uma passagem comprada em cima da hora.
Como funciona a questão de líquidos e leite infantil nos aeroportos brasileiros?
Depende do aeroporto e do destino. Nos voos internacionais, normalmente permanece a regra antiga de 100 ml, enquanto em alguns aeroportos modernizados as regras podem ser mais flexíveis. Alimentos infantis e leite geralmente têm exceção à regra de 100 ml, mas ⚠️ a segurança pode exigir que você prove ou passar por inspeção especial, então tenha tudo separado e pronto.
Posso manter meu filho no sling ou canguru durante a decolagem?
Não, por motivos de segurança isso não é permitido. Durante a decolagem, pouso e em caso de turbulência, a criança deve ser retirada do canguru e presa a você com um cinto especial para bebês, que a comissária de bordo entregará antes da decolagem. Você pode usar o canguru para ninar a criança no corredor apenas quando o aviso de cinto de segurança estiver apagado.
O avião é realmente tão barulhento que a criança precisa de fones de ouvido?
⚠️ Embora circulem números assustadores na internet, muitas vezes eles vêm de vendedores de protetores auriculares infantis. O ruído na cabine é monótono e não é perigoso para ouvidos saudáveis, mas fones com cancelamento ativo de ruído podem ajudar muito subjetivamente a criança a dormir melhor e se isolar do ambiente perturbador. Porém, eles não resolvem o problema de ouvido entupido – para isso, só engolir ajuda.
Preciso pagar pela criança menor de 2 anos, mesmo que ela não tenha assento?
Sim, viajar com bebê no colo infelizmente não é totalmente gratuito. Companhias aéreas low-cost cobram uma taxa fixa (por exemplo, Ryanair 25 euros por trecho), enquanto companhias tradicionais geralmente exigem aproximadamente 10% do valor da passagem adulta. Impostos e taxas aeroportuárias normalmente já estão incluídos nesse valor.
Descida ou decolagem: o que é pior para os ouvidos?
Do ponto de vista fisiológico, a descida do avião é muito mais desconfortável e dolorosa para os ouvidos das crianças do que a própria decolagem. A pressão externa começa a pressionar o tímpano e a trompa de Eustáquio precisa de ajuda para equalizar, por isso guarde os salgadinhos favoritos, bebida com canudinho ou chupeta justamente para o momento em que o comandante anunciar o início da descida.
