As cachoeiras mais bonitas do mundo: 16 lugares que vão te impressionar

Quando eu e o Lukáš ficamos pela primeira vez atrás da cortina d’água rugindo da cachoeira islandesa Seljalandsfoss, fiquei completamente paralisada. O ar estava totalmente saturado de respingos gelados, o barulho era tão ensurdecedor que a gente nem se ouvia, e em poucos segundos estávamos encharcados até os ossos. Mas aquela sensação de conexão absoluta com a natureza indomável valeu cada gota escorrendo pelo pescoço. É por experiências assim que as cachoeiras conquistam qualquer viajante.

As cachoeiras têm simplesmente um poder enorme de prender a nossa atenção e despertar um respeito imenso. Não é de se admirar que, todos os anos, milhões de viajantes do mundo inteiro partam em busca das quedas mais altas, mais imponentes e mais fotogênicas do planeta.

Preparei para você a lista definitiva das cachoeiras mais bonitas do nosso planeta, que na minha opinião você simplesmente precisa ver. Algumas delas visitamos pessoalmente e deixaram uma marca profunda na gente; sobre outras circulam verdadeiras lendas entre os viajantes. Por isso vou te contar em detalhes quando ir a cada uma e com o que ter mais cuidado.

Resposta rápida

Entre as cachoeiras mais bonitas do mundo estão as majestosas Cataratas do Iguaçu, na fronteira entre Argentina e Brasil, as ensurdecedoras Cataratas Vitória, na África, o altíssimo Salto Ángel, na Venezuela, além de ícones europeus como a islandesa Seljalandsfoss e as cascatas dos Lagos Plitvice. A fascinante cor turquesa atrai visitantes à Kuang Si, no Laos, enquanto as famosas Cataratas do Niágara seguem sendo as rainhas norte-americanas em volume e vazão.

Resumo

  • A mais alta do mundo: Salto Ángel (Angel Falls), na Venezuela, com uma altura total impressionante de 979 metros.
  • A maior cortina d’água: as Cataratas Vitória, na fronteira entre Zâmbia e Zimbábue, onde a água despenca por uma largura contínua de 1.708 metros.
  • O sistema mais extenso: as sul-americanas Cataratas do Iguaçu formam até 275 quedas separadas ao longo de 2,7 quilômetros.
  • A recordista europeia: a norueguesa Vinnufossen detém o primeiro lugar do nosso continente, com 860 metros de altura total.
  • A melhor para banho: as piscinas naturais turquesas na parte de baixo da cachoeira laosiana Kuang Si oferecem um refresco perfeito.
  • A experiência mais curiosa: na islandesa Seljalandsfoss dá para caminhar por uma trilha estreita bem atrás da cortina d’água.
  • A maior decepção de verão: a californiana Yosemite Falls costuma secar por completo em agosto, restando apenas a rocha nua.

As 16 cachoeiras mais bonitas do mundo

Vamos conhecer juntos 16 verdadeiras joias naturais que ostentam recordes mundiais ou uma atmosfera totalmente única. Vou te aconselhar sobre qual é a melhor época para visitá-las, para você não acabar olhando só para uma rocha seca, e como chegar até elas, porque a algumas nem sequer chega uma estrada.

1. Salto Ángel (Angel Falls), Venezuela

Escondido no coração da selva impenetrável da Venezuela está o rei absoluto de todas as cachoeiras, que detém o título de cachoeira mais alta do mundo, com 979 metros de altura total. Ele despenca do tepui Auyán-tepui, no Parque Nacional Canaima, e sua queda livre ininterrupta mede incríveis 807 metros. A água cai de uma altura tão grande que boa parte do fluxo se evapora e se dissipa em uma névoa fina antes mesmo de tocar o chão.

Chegar até aqui é uma grande aventura, porque não existe absolutamente nenhuma estrada que leve à cachoeira. Os viajantes dizem que primeiro é preciso voar em um pequeno avião até a vila de Canaima, de onde os espera uma travessia de várias horas em uma canoa tradicional escavada, chamada curiara. Depois de desembarcar, ainda vem uma subida íngreme de cerca de uma hora e meia pela selva até o pé da cachoeira, onde você pode tomar um banho na piscina gelada.

Se você planeja ir até lá, o timing é absolutamente decisivo. Na estação seca, de dezembro a abril, a enorme cachoeira pode encolher até virar um simples fio d’água e, além disso, os rios ficam sem calado suficiente para as canoas. Por isso os viajantes recomendam ir exclusivamente na estação das chuvas, de junho a novembro.

💡 Dica: a vista da cachoeira costuma ficar encoberta por nuvens densas. É preciso uma boa dose de sorte ou de paciência para ter uma vista limpa de toda a majestosa parede.

2. Iguaçu, Argentina e Brasil

Na fronteira entre dois gigantes sul-americanos ruge uma maravilha natural que muitos consideram a mais bonita do mundo. As Cataratas do Iguaçu não são uma cachoeira só, mas um incrível sistema de cerca de 275 quedas, que se estendem por 2,7 quilômetros. Cada queda mede de 64 a 82 metros de altura, e o ponto mais impressionante de todos é a chamada Garganta do Diabo (Garganta del Diablo), para onde despenca a grande maioria da água.

Você pode conhecer o parque pelos dois lados, e cada um oferece uma experiência totalmente diferente. O lado argentino ocupa cerca de 80% da área e, graças a uma teia de passarelas e pontes, te leva bem para o meio daquele espetáculo ensurdecedor. Dá até para ir de barco diretamente por baixo das quedas. O lado brasileiro é menor, mas oferece a melhor vista panorâmica de todo o conjunto, como se você estivesse na plateia de um teatro gigantesco.

A vazão média gira em torno de 1.756 metros cúbicos por segundo, mas nas enormes enchentes de 2014 chegou a incríveis 45.700 metros cúbicos. A água corre o ano inteiro, mas nos meses de chuva, de novembro a março, a vazão costuma ser mais forte. A desvantagem é o fechamento eventual de algumas passarelas por questões de segurança.

💡 Dica: se você for até lá, reserve pelo menos dois dias para a visita e percorra os dois lados. Seria uma pena enorme ver esse sistema gigantesco de apenas um ângulo.

3. Cataratas Vitória, Zâmbia e Zimbábue

As tribos locais chamam essa maravilha africana de Mosi-oa-Tunya, que significa “a fumaça que troveja”. Quando você se aproxima, entende na hora o porquê. As Cataratas Vitória formam a maior cortina contínua de água em queda do mundo: o rio Zambeze despenca em uma fenda profunda por uma respeitável largura de 1.708 metros e com até 108 metros de altura.

O lado do Zimbábue oferece a vista de cerca de 75% de todo o panorama, enquanto pelo lado da Zâmbia você chega muito mais perto da água em queda. É justamente na Zâmbia, na Ilha Livingstone, que fica a famosa Devil’s Pool, uma piscina natural bem na beira do precipício, onde os mais corajosos se banham a literalmente centímetros do abismo mortal.

Quando ir? Essa é a pergunta mais difícil. De fevereiro a maio o rio está no auge e a cachoeira fica incrivelmente imponente, mas os respingos costumam encobrir toda a vista e você ficará encharcado até nos mirantes mais distantes. Já de setembro a janeiro a água baixa bastante, revelam-se rochas negras dramáticas e só então abre o acesso à Devil’s Pool.

💡 Dica: o banho na Devil’s Pool é possível mais ou menos de meados de agosto a meados de janeiro, sendo que as melhores condições costumam ser em outubro e novembro. Os guias locais são extremamente rigorosos com a segurança.

4. Cataratas do Niágara, EUA e Canadá

Provavelmente nenhuma cachoeira do mundo seja tão famosa e popular quanto o Niágara. Mas, surpreendentemente, ela nem é tão alta assim: a parte canadense, chamada Horseshoe Falls (Ferradura), tem apenas cerca de 51 a 57 metros de altura. Sua enorme fama e força vêm de algo bem diferente: do volume e da largura incríveis da água em queda.

O sistema é formado por três cachoeiras separadas, sendo a mais imponente a Ferradura canadense, por onde passa até 90% de toda a água. A vazão média chega a 2.400 metros cúbicos por segundo, o que faz do Niágara a cachoeira de maior vazão de toda a América do Norte. Você aproveita melhor todo esse estrondo ensurdecedor direto do convés de um barco de passeio, que te leva bem perto das massas de água em queda.

A vista mais icônica e completa de toda a Ferradura você obtém pelo lado canadense. As pessoas também elogiam muito as atrações a pé, como o Journey Behind the Falls, no Canadá, ou a Cave of the Winds, no lado americano, onde você chega em passarelas de madeira bem embaixo das quedas rugindo.

💡 Dica: dizem que visitar o Niágara sem o passeio de barco é ter só metade da experiência. Mas prepare-se: no convés superior você vai se molhar mesmo com as capas de chuva fornecidas, porque os respingos estão realmente por toda parte.

5. Seljalandsfoss, Islândia

Essa beldade islandesa de sessenta metros talvez não bata recordes de volume ou altura, mas oferece algo totalmente único. Eu e o Lukáš a guardamos na memória como uma das experiências mais intensas, porque nela dá para caminhar bem atrás da cortina d’água. A trilha te leva a uma pequena caverna na rocha, exatamente atrás do rio Seljalandsá que despenca.

Ela fica estrategicamente localizada bem à beira da rodovia principal número 1, na costa sul da Islândia, então você não tem como perder. O estacionamento custa cerca de 7 € e você pode deixar o carro o dia todo. Do estacionamento até a cachoeira são só algumas dezenas de metros, então é uma parada de acesso muito fácil.

Se você decidir passar por trás da cachoeira, preciso te avisar com firmeza. O ar fica tão cheio de gotas voando que os respingos vão te encharcar em poucos segundos. Nos meses de inverno, a trilha atrás da água costuma ficar fechada por questões de segurança, porque as rochas ao redor ficam cobertas de gelo perigosamente escorregadio.

💡 Dica: a atmosfera mais mágica da Seljalandsfoss é no verão, ao pôr do sol, quando os raios dourados atravessam a cortina d’água em queda. Mas não esqueça de levar uma boa jaqueta e calça impermeáveis.

6. Skógafoss, Islândia

Um pouco mais adiante, pela costa sul, você encontra outra lenda islandesa. A Skógafoss é uma enorme parede retangular de água, que despenca de 60 metros de altura e tem respeitáveis 25 metros de largura. Quando chegamos até ela, fomos recebidos por um lindo arco-íris duplo, que se forma ali quase o tempo todo em dias de sol, graças à enorme quantidade de respingos.

Você pode caminhar pelo terreno plano até o próprio pé da cachoeira, mas prepare-se: o vento e a água em queda vão te dar um belo banho. Se tiver energia, recomendo subir os 527 degraus até o mirante, bem acima da borda da cachoeira. A vista lá de cima para a paisagem é incrível, ainda que, para a gente, a vista de baixo, de frente, seja um pouco mais impressionante.

Segundo uma antiga lenda viking, o primeiro colono destas terras escondeu um baú cheio de tesouros de ouro em uma caverna bem atrás da cachoeira. O estacionamento é muito fácil e o pagamento é feito simplesmente pelo aplicativo Parka.

💡 Dica: se você quer evitar as multidões enormes de turistas, chegue bem cedo pela manhã. Por volta do meio-dia costuma ficar realmente lotado, e isso estraga um pouco a atmosfera mística do lugar.

7. Gullfoss, Islândia

A Cachoeira Dourada, ou Gullfoss, é a grande estrela da popular rota Golden Circle, e nós ficamos diante dela em total espanto. O poderoso rio glacial Hvítá despenca ali em dois degraus dentro de um desfiladeiro de 32 metros de profundidade e incrivelmente estreito. Tudo dá a impressão de que a água está se afundando direto para o interior da própria terra.

Essa joia natural ainda tem uma história muito forte. No início do século XX, investidores queriam transformá-la em uma gigantesca usina hidrelétrica. Mas a fazendeira local Sigríður Tómasdóttir lutou tão ferozmente pela sua preservação que chegou a ameaçar se jogar nas águas turbulentas. Seu esforço valeu a pena e, hoje, a cachoeira é rigorosamente protegida.

Do ponto de vista prático, é uma parada muito agradável. O estacionamento é totalmente gratuito, tanto em cima quanto embaixo, o que é raro na Islândia. No verão, a vazão chega a 141 metros cúbicos por segundo; no inverno, a água congela parcialmente e cria fascinantes esculturas de gelo.

💡 Dica: nos meses de inverno, a trilha inferior que desce até a borda da cachoeira costuma ficar fechada por causa da formação forte e perigosa de gelo. Nos mirantes superiores, não esqueça de levar grampos para os sapatos, porque escorrega demais lá.

8. Veliki slap (Lagos Plitvice), Croácia

Os Lagos Plitvice, na Croácia, são um patrimônio único da Europa, e seu maior orgulho é a Veliki slap, ou seja, a Grande Cachoeira. Com 78 metros de altura, é a cachoeira mais alta de toda a Croácia. Nós passamos horas ali observando a água despencar pela borda íngreme do cânion até piscinas turquesas de uma limpidez incrível.

O interessante é que a Veliki slap não é alimentada pelos próprios lagos, mas por um riacho separado, o Plitvica, então ela corre com força mesmo quando os lagos estão com o nível de água mais baixo. Todo o parque nacional funciona com base em barreiras de travertino, quando o carbonato de cálcio se precipita da água e forma diques que crescem cerca de um centímetro por ano.

Você chega à Grande Cachoeira com muita facilidade, a pé, em 10 a 15 minutos a partir da Entrada número 1. Dá para escolher entre vários percursos, e o preço do ingresso inclui um passeio de barco elétrico silencioso e de trenzinho panorâmico. Mas prepare-se: no verão fica realmente cheio de gente.

💡 Dica: se você deseja passarelas de madeira vazias, precisa chegar logo no horário de abertura, que no verão costuma ser já às sete da manhã. Perto do meio-dia, as trilhas estreitas viram literalmente uma cobra humana sem fim.

9. Vinnufossen, Noruega

Quando se fala na cachoeira mais alta da Europa, muita gente cita, por engano, a austríaca Krimml. Mas a verdadeira recordista europeia é a norueguesa Vinnufossen. Esse gigante escalonado e impressionante atinge uma altura total de incríveis 860 metros, sendo que sua queda ininterrupta mais longa mede cerca de 575 metros.

A cachoeira é alimentada pela geleira Vinnufonna, situada bem no alto, no distrito de Møre og Romsdal. Enquanto a água desce pela parede íngreme, ela se divide em vários véus e cria o efeito que em inglês se chama de horsetail, ou seja, rabo de cavalo. Ela figura entre a sexta e a oitava cachoeira mais alta do mundo inteiro.

Os viajantes elogiam o fato de que essa joia europeia é facilmente visível bem da rodovia principal, perto da cidadezinha de Sunndalsøra. Mas, se você deseja um contato mais próximo, o que te espera é uma subida bastante puxada e íngreme por uma floresta densa até o seu pé.

💡 Dica: como a cachoeira depende do derretimento da geleira e da neve, ela costuma ser mais imponente no início do verão. Mais tarde, no outono, sua vazão pode diminuir bastante.

10. Kuang Si, Laos

Se você procura uma cachoeira saída de um conto de fadas, a laosiana Kuang Si, perto da cidade de Luang Prabang, vai te deixar de queixo caído. A cascata principal despenca de cerca de 60 metros, mas o que torna esse lugar tão mágico são as lindas piscinas em cascata de cor turquesa neon, que se formam abaixo dela.

A coloração é causada pelo carbonato de cálcio dissolvido, que se precipita na água e dispersa perfeitamente a luz do sol. E o melhor? Nas piscinas de baixo é permitido tomar banho. É uma experiência absolutamente refrescante no calor abafado da Ásia. No caminho para os mirantes superiores, você ainda passa por um centro de resgate de ursos-malaios, um ótimo bônus para o passeio.

Mas o timing certo da visita é fundamental. O lindo tom turquesa você só vê na estação seca, de novembro a abril. Durante as monções de verão, a água vira uma massa marrom e lamacenta, e o banho passa a ser muito perigoso por causa da correnteza forte.

💡 Dica: tome cuidado com o lugar onde você troca de roupa para pôr o traje de banho. As piscinas mais próximas da cachoeira principal são consideradas sagradas e o banho nelas é estritamente proibido. Sempre siga as placas locais.

11. Detian / Ban Gioc, China e Vietnã

No rio Quây Sơn, que forma a fronteira natural entre China e Vietnã, você encontra a maior cachoeira transfronteiriça de toda a Ásia. Do lado chinês, chama-se Detian; do vietnamita, Ban Gioc. A água ali cai de apenas cerca de 30 metros de altura, mas o sistema se estende por uma largura respeitável de duzentos a trezentos metros.

A experiência não está tanto na altura em si, mas naquele cenário com morros cársticos ao fundo e plantações de arroz de um verde intenso. Uma atração muito popular ali são as tradicionais balsas de bambu, que, por uma pequena taxa, te levam quase até a frente rugindo da cachoeira, onde você garantidamente ganha um banho refrescante. O banho em si é proibido, por causa das correntezas fortes e da zona de fronteira.

Se você quer ver a cachoeira em sua maior força, os viajantes recomendam o fim da estação das chuvas, em setembro ou outubro. Cerca de dois a quatro dias depois de uma chuva forte, a água ganha aquela linda cor turquesa, enquanto logo após o temporal costuma ficar barrenta.

💡 Dica: no período de chuvas fortes, as cascatas chinesa e vietnamita, normalmente separadas, podem se unir em uma única e enorme parede maciça de água. Já na estação seca, o sistema parece muito mais suave e tranquilo.

12. Sutherland Falls, Nova Zelândia

Bem no fundo do Parque Nacional Fiordland, na Nova Zelândia, esconde-se uma das cachoeiras mais difíceis de acessar, mas ao mesmo tempo uma das mais bonitas do planeta. A Sutherland Falls despenca do lago glacial Lake Quill, situado bem no alto, e com uma altura total de 580 metros é a cachoeira mais alta da Nova Zelândia. A água desce em três enormes degraus em cascata.

Chegar até ela exige uma boa condição física. Não há estrada nenhuma, e o único caminho até o pé da cachoeira passa pela famosa trilha de vários dias, a Milford Track. Da cabana Quintin Shelter, é um desvio de cerca de uma hora e meia, ida e volta, por dezenas de degraus, mas todos os trekkers concordam que essa experiência ensurdecedora vale cem por cento o esforço.

Se você não é dos caminhantes de longa distância, existe ainda outra opção, bem mais cara. Você pode pagar por um voo panorâmico de helicóptero a partir do vizinho Milford Sound, que te leva diretamente por cima do lago superior e oferece uma perspectiva totalmente aérea da água em queda.

💡 Dica: a temporada para caminhadas na Milford Track vai mais ou menos do fim de outubro a abril, o que corresponde à temporada de verão no hemisfério sul. Depois de chuvas fortes, a cachoeira fica absolutamente ensurdecedora e maciça.

13. Yosemite Falls, EUA

Esse gigante triplo da Califórnia, com uma altura total de 739 metros, é a cachoeira mais alta de toda a América do Norte e um ícone absoluto do Parque Nacional de Yosemite. Ela é composta por três partes, e só até a queda inferior há uma caminhada muito fácil de um quilômetro e meio, que qualquer um consegue fazer. Já até a borda superior o que leva é uma subida de montanha de dia inteiro, com um enorme desnível.

Mas essa cachoeira esconde um grande segredo, com o qual muitos turistas se dão mal. Ela é alimentada exclusivamente pelo derretimento da neve das montanhas altas. Enquanto em maio e junho é um monstro rugindo cheio de força, em agosto e setembro ela costuma secar por completo, e na rocha resta apenas uma triste mancha úmida ou nada de água.

Portanto, se você planeja um road trip pelo oeste dos EUA, precisa pensar bem no timing. Quem quer ver a Yosemite Falls em plena força, quando o rugido ecoa por todo o vale, precisa chegar idealmente no fim da primavera.

💡 Dica: se você for até a cachoeira na primavera, esteja preparado: na trilha para a queda inferior (Lower Fall), os respingos vão garantidamente te refrescar e talvez até te molhar um pouco.

14. Gocta (Catarata Gocta), Peru

Nas montanhas agrestes do Peru esconde-se uma cachoeira da qual o resto do mundo não fazia ideia por décadas, ainda que os moradores locais a conhecessem bem. Ela só foi apresentada ao mundo em 2002, pelo pesquisador alemão Stefan Ziemendorff. Hoje se sabe que a Gocta despenca em dois degraus deslumbrantes e que sua altura total chega a 771 metros.

Você vai ler com frequência que ela é a terceira cachoeira mais alta do mundo, mas essa é uma afirmação que gera muita polêmica: nos diferentes rankings, ela aparece mais entre o quinto e o décimo oitavo lugar. Independentemente das tabelas, porém, é uma das cachoeiras mais altas e impressionantes do Peru e do mundo.

Você precisa ir até a cachoeira a pé, a partir das vilas de Cocachimba ou San Pablo. A caminhada é de dificuldade média, leva de cinco a seis horas, ida e volta, e você vai encontrar bastante subida e descida nos dois sentidos. Dizem que só dá para dimensionar de verdade o degrau inferior de quinhentos metros quando você está minúsculo, bem ao seu pé.

💡 Dica: a melhor época para visitar é de abril a junho, quando a estação das chuvas está lentamente terminando. A vazão é mais forte e o céu costuma ficar mais limpo, embora as nuvens encubram o vale com bastante frequência.

15. Cataratas de Krimml, Áustria

Na Áustria, no Parque Nacional Hohe Tauern, há uma cascata sobre a qual se diz, muitas vezes por engano, que é a mais alta da Europa. Com 380 metros de altura, as Cataratas de Krimml são a cachoeira mais alta da Áustria e de todos os Alpes, mas não detêm o primeiro lugar europeu. Isso, no entanto, não tira em nada a sua beleza, e é um espetáculo fascinante.

O rio Krimmler Ache despenca ali no vale em três degraus poderosos. Ao redor deles serpenteia a trilha panorâmica de quatro quilômetros Wasserfallweg, que te leva do ponto mais baixo até o topo. Enquanto até a queda inferior você chega em quinze minutos, no plano, a partir do estacionamento, a subida até o degrau mais alto leva cerca de uma hora e quinze de subida íngreme.

A cachoeira é alimentada por uma geleira, então sua vazão oscila muito ao longo do ano. Enquanto em fevereiro passa por ali só uma fração da água, em junho e julho é uma massa ensurdecedora. A entrada na trilha é paga e oficialmente abre a partir de meados de abril.

💡 Dica: os viajantes aconselham chegar ao estacionamento o mais cedo possível pela manhã, idealmente logo após as oito horas, antes que comecem a chegar as enormes excursões de ônibus vindas da vizinha Zell am See.

16. Khone Phapheng, Laos

Encerramos nossa lista com um gigante laosiano que derruba todas as ideias de como uma cachoeira deve ser. A Khone Phapheng, no rio Mekong, no sul do Laos, não é nada alta, tem só cerca de 21 metros. Sua total excepcionalidade está na largura e no volume, porque forma um sistema incrivelmente maciço de canais que se entrelaçam entre ilhas.

Se medirmos todo esse sistema, ele alcança uma largura de quase 10,8 quilômetros, o que, em teoria, faz dele a cachoeira mais larga do mundo. A vazão média chega a 11.000 metros cúbicos por segundo, o que, em volume, é cerca do dobro da famosa Niágara. É a maior cachoeira do Sudeste Asiático e o ponto em que, historicamente, terminava toda a navegabilidade do Mekong em direção ao norte.

Ao contrário da turquesa Kuang Si, aqui você de jeito nenhum pode tomar banho. As correntezas extremas e as enormes massas de água marrom do Mekong são mortalmente perigosas. Mas o lugar é de acesso muito fácil: você chega tranquilamente de carro.

💡 Dica: a experiência na Khone Phapheng é sobretudo sobre o enorme estrondo e o impressionante volume de água, e não sobre a altura estética. Ela costuma ser mais imponente no fim da estação das chuvas, de agosto a novembro.

✈️ Passagens baratas
Procurando passagens baratas?
Compare todas as companhias e encontre as datas mais baratas. · Mais passagens baratas →
Encontrar voos →

Comparação em uma tabela prática

Para você se orientar melhor no meio de todos esses superlativos e recordes, preparei uma tabela-resumo de todas as cachoeiras mencionadas. Assim você descobre rapidamente no que exatamente cada uma se destaca e quando planejar a viagem para ter a melhor experiência.

Nome da cachoeiraPaísPor que é especialMelhor época
Salto ÁngelVenezuelaA cachoeira mais alta do mundo (979 m)Junho–novembro (estação das chuvas)
IguaçuArgentina / BrasilO sistema mais extenso (275 quedas)Novembro–março (maior vazão)
Cataratas VitóriaZâmbia / ZimbábueA maior cortina d’água (1.708 m de largura)Fevereiro–maio (máx.), outubro (Devil’s Pool)
Cataratas do NiágaraEUA / CanadáVolume enorme e acesso fácilO ano todo (verão = máx., inverno = gelo)
SeljalandsfossIslândiaTrilha estreita passa atrás da cortina d’águaMeses de verão (pôr do sol)
SkógafossIslândiaArco-íris duplo quase constante e 527 degrausVerão (idealmente com sol pleno)
GullfossIslândiaCachoeira Dourada com história de preservaçãoO ano todo (no inverno, com grampos)
Veliki slapCroáciaA mais alta da Croácia, em parque da UNESCOMaio, início de junho, outono
VinnufossenNoruegaA cachoeira mais alta da Europa (860 m)Início do verão (degelo da geleira)
Kuang SiLaosBanho nas piscinas turquesasNovembro–abril (seca e água limpa)
Detian / Ban GiocChina / VietnãA maior cascata transfronteiriça da ÁsiaSetembro–outubro (fim das chuvas)
Sutherland FallsNova ZelândiaA mais alta da NZ, pela Milford TrackFim de outubro–abril (verão na NZ)
Yosemite FallsEUAA mais alta da Am. do Norte; seca no verão!Maio–junho (auge do degelo)
GoctaPeruGigante escondido (771 m) no meio das montanhasAbril–junho (fim das chuvas)
Cataratas de KrimmlÁustriaA mais alta da Áustria e de todos os AlpesJunho–julho (degelo da geleira)
Khone PhaphengLaosO sistema mais largo (10,8 km) e vazão giganteAgosto–novembro (máxima imponência)

Como surgem as cachoeiras

Talvez isso te surpreenda, mas, do ponto de vista geológico, as cachoeiras não são formações permanentes. A natureza as muda, molda e desloca constantemente, então o que vemos hoje é apenas um brevíssimo instante na história do nosso planeta. Elas surgem por mecanismos bem diferentes entre si.

1. Rochas de durezas diferentes e erosão

Esse é o jeito mais comum de todos. O rio simplesmente flui de uma camada de rocha muito dura e resistente para uma camada muito mais mole, que se desgasta mais rápido. A placa de rocha dura de cima funciona como um escudo protetor, enquanto embaixo dela o leito mole vai sendo desgastado e forma-se uma saliência. Quando a saliência fica grande demais, a rocha dura desaba sob o próprio peso e a cachoeira vai recuando lentamente contra a correnteza. É exatamente assim que funciona a famosa Niágara.

2. Vales glaciais suspensos

Se você olhar para os fiordes noruegueses ou para o Parque Nacional de Yosemite, verá cachoeiras que despencam de enormes paredes verticais. Elas surgiram graças a geleiras gigantescas. A geleira principal e maciça conseguiu escavar o vale muito mais fundo do que as geleiras laterais menores. Quando o gelo derreteu, os vales laterais ficaram pendurados bem acima do fundo do vale principal e à água não restou nada além de despencar centenas de metros verticalmente.

3. Falhas e fissuras tectônicas

Às vezes, o que se coloca no caminho do rio é um enorme desnível causado por um terremoto ou por um movimento tectônico. Um caso específico são as gigantescas zonas de fissuras em lava endurecida. Um belo exemplo são as africanas Cataratas Vitória, onde o rio Zambeze despenca em um abismo profundo escavado ao longo de um sistema de fissuras que corta todo o seu curso.

Recordes das cachoeiras

Em torno dos vários “maiores” e “mais altos” das cachoeiras existem muitos mitos e truques de marketing. As agências de viagem gostam de enfeitar a realidade para atrair turistas. Vamos então colocar as coisas em pratos limpos sobre quem detém os verdadeiros recordes mundiais.

A cachoeira mais alta

O rei oficial continua sendo o venezuelano Salto Ángel, com 979 metros de altura. Esse título, porém, tem uma pequena pegadinha, porque, segundo algumas metodologias, o primeiro lugar poderia caber à sul-africana Tugela Falls. A Guinness World Records, no entanto, reconhece o Salto Ángel como a cachoeira de maior queda ininterrupta.

A cachoeira mais larga

Aqui depende muito de como você define largura. Se você contar todo o sistema ramificado de canais fluviais separados por ilhas, então vence a laosiana Khone Phapheng, com quase 10,8 quilômetros de largura. Mas, se você procura a cascata contínua mais larga, o primeiro lugar cabe às sul-americanas Cataratas do Iguaçu, com seus 2,7 quilômetros. Já as africanas Cataratas Vitória (1.708 m) mantêm o título de maior cortina contínua de água em queda.

O maior mito europeu

Se você for à Áustria, com certeza verá outdoors anunciando as Cataratas de Krimml como as mais altas da Europa. Mas é só um truque de marketing. Com 380 metros de altura, elas são até as mais altas dos Alpes, mas o recorde europeu pertence com folga à Noruega, mais precisamente à escalonada Vinnufossen, com respeitáveis 860 metros.

📶 DADOS PARA SUA VIAGEM
Internet no celular nas férias — com um eSIM
⚡ ativação por QR em 2 min · 📱 sem SIM físico · 🌍 200+ países · a partir de 3 €
Escolha um eSIM →
✅ Da equipe do blog de viagens Loudavým krokem · Nosso próprio projeto — lk-sim.com

Para onde ir depois

Se você é fascinado pela força da água selvagem e pela natureza nórdica, com certeza não pode deixar de conferir nossos guias detalhados sobre os países mais bonitos da Europa. Neles focamos em dicas práticas, roteiros e lugares que literalmente nos deixaram sem fôlego.

Perguntas frequentes

Ao planejar viagens para essas enormes massas de água, as pessoas buscam sempre respostas para as mesmas coisas. Por isso reunimos as respostas para as dúvidas mais frequentes, que vão te ajudar a organizar melhor as ideias.

Qual é a cachoeira mais alta do mundo?

O maior salto d’água do mundo é o Salto Ángel (Angel Falls) na Venezuela, com uma altura total de aproximadamente 979 metros, dos quais a queda livre ininterrupta mede 807 metros. Ele cai do maciço tepui Auyán-tepui no parque nacional Canaima e é tão alto que grande parte da água evapora antes mesmo de chegar ao solo.

As Cataratas do Niágara são as mais altas?

“`html
De jeito nenhum, esse é um erro muito comum. A parte canadense de Niagara tem apenas 51 a 57 metros de altura. Sua enorme fama mundial não se deve à altura, mas ao volume absolutamente gigantesco. Em média, cerca de 2.400 metros cúbicos de água passam por aqui por segundo, criando um estrondo ensurdecedor.
“`

Qual é a cachoeira mais larga do mundo?

Segundo a definição, o sistema de cachoeiras mais largo é considerado o Khone Phapheng no Laos, no rio Mekong, que mede quase 10,8 quilômetros através das ilhas. Mas se você está procurando a cascata de cachoeiras mais larga caindo sobre uma única borda, o primeiro lugar geralmente fica com a sul-americana Iguaçu, com impressionantes 2,7 quilômetros de extensão.

Dá para caminhar atrás da cachoeira Seljalandsfoss?

Sim, a cachoeira islandesa Seljalandsfoss é uma das poucas grandes quedas d’água do mundo onde há uma trilha oficial que leva direto para a caverna atrás da cortina d’água. Mas esteja preparado: o spray de água que está por toda parte vai te deixar encharcado com certeza. No inverno, além disso, a trilha atrás da cachoeira costuma ser fechada por questões de segurança devido ao forte congelamento.

Onde ficam as cachoeiras mais bonitas e mais altas da Europa?

Você vai encontrar as cachoeiras mais altas da Noruega graças aos enormes vales glaciais e fiordes. Entre elas está a mais alta de todas, Vinnufossen, com 860 metros. Entre as mais bonitas e fotogênicas estão definitivamente as cascatas croatas dos Lagos de Plitvice ou os ícones islandeses Seljalandsfoss e Skógafoss.

Qual cachoeira tem a maior vazão?

Tecnicamente, a maior vazão é a das chamadas Cataratas de Inga, no rio Congo africano, com uma mediana de cerca de 42.000 metros cúbicos por segundo, mas trata-se mais de corredeiras gigantes do que de uma clássica queda d’água vertical. Entre as quedas d’água clássicas mais conhecidas turisticamente, domina a sul-americana Iguaçu, onde no período de cheias podem passar até 13.000 metros cúbicos por segundo.

Qual é a melhor época para visitar as cataratas?

“`html
Isso depende muito da localização específica. Para as Cataratas de Vitória na África ou Yosemite nos EUA, vá na primavera ou após o período de chuvas para ver o máximo de potência. Por outro lado, para cachoeiras cársticas turquesa como a Kuang Si no Laos, você deve viajar exclusivamente na estação seca, caso contrário a água fica marrom e perigosa.
“`

Dá para tomar banho direto embaixo das cachoeiras?

Depende das regras do parque. Nas piscinas turquesa abaixo do Kuang Si no Laos, o banho é permitido e é uma experiência incrível. Nas Cataratas Vitória na África, funciona a adrenalínica Devil’s Pool bem na beira do abismo. Mas na maioria dos gigantes como Niagara ou Iguazú, é perigoso para a vida e estritamente proibido.

Por que algumas cachoeiras têm cor turquesa?

Aquela cor azul-turquesa brilhante que você conhece, por exemplo, dos Lagos de Plitvice ou do Kuang Si no Laos, é causada pelo substrato calcário. A água carrega consigo pequenas partículas de carbonato de cálcio dissolvido, que dispersam a luz solar de forma muito específica e conferem à água aquele tom leitoso azul-esverdeado maravilhoso.

Posts relacionados

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Você está aqui

Dicas de ViagemAs cachoeiras mais bonitas do mundo: 16 lugares que vão te...

Últimos artigos do blog