Quando você dobra da Seward Highway em direção ao túnel de Whittier, atravessa o belíssimo vale de Portage Valley. Bem no fim do vale, logo antes da área de espera para o túnel, você encontra o Lago Portage. A geleira Portage já chegou a se estender até o centro de visitantes, mas com o aquecimento global recuou tanto que hoje não dá mais para vê-la da margem.
7. O Buckner Building abandonado
Bem em frente à “cidade no prédio”, ergue-se um monumento ainda mais perturbador: o Buckner Building. Já foi o orgulho do exército americano, também construído nos anos 1950, e foi abandonado em 1966. Hoje é uma ruína imensa e sombria, com janelas quebradas, que parece o cenário perfeito para um videogame pós-apocalíptico.
Oficialmente, a entrada é terminantemente proibida — e com razão, dado o risco de amianto e pisos cedendo. Pessoalmente, eu me limitaria a admirar por fora, tirar algumas fotos e seguir em frente. Ainda assim, é um fascinante memorial da Guerra Fria que deixa uma sensação opressiva, em contraste gritante com as belas montanhas nevadas ao fundo.
8. O passeio 26 Glaciers Cruise (absolutamente imperdível!)
Esse é o motivo principal pelo qual todo mundo vai a Whittier. Se você vai fazer apenas um passeio de barco no Alasca, que seja o 26 Glaciers Cruise da Phillips Cruises — vale cada centavo investido. Catamarãs rápidos e modernos te levam em quase seis horas por mais de 220 quilômetros pelos fiordes College Fjord e Harriman Fjord.

O barco é bem aquecido, com grandes janelas panorâmicas. O capitão aproxima a embarcação tanto das paredes das geleiras que você consegue sentir o frio irradiando do gelo. ⚠️ Por mais incrível que seja, vou ser honesta: não é barato. Em 2026, os preços começam em 219 USD por pessoa, fora os impostos — mas o almoço quente está incluso. Além disso, como o passeio acontece em águas abrigadas do fiorde, quem enjoa facilmente em mar aberto fica muito mais tranquilo aqui.
9. Caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Quando você dobra da Seward Highway em direção ao túnel de Whittier, atravessa o belíssimo vale de Portage Valley. Bem no fim do vale, logo antes da área de espera para o túnel, você encontra o Lago Portage. A geleira Portage já chegou a se estender até o centro de visitantes, mas com o aquecimento global recuou tanto que hoje não dá mais para vê-la da margem.

A única forma de chegar perto é embarcar no barco mv Ptarmigan. O passeio de uma hora é relativamente acessível (cerca de 50 USD por pessoa) e te leva a menos de 300 metros da parede de gelo. É uma ótima alternativa se você não tiver tempo ou orçamento para os passeios mais longos saindo diretamente de Whittier. A experiência de ouvir o gelo estalar é simplesmente inesquecível.
3. Passeio pela Trail of Blue Ice
Para quem quer explorar o vale de Portage Valley de forma mais ativa, existe uma trilha pavimentada fantástica chamada Trail of Blue Ice. Com cerca de 8 quilômetros de extensão e terreno praticamente plano, ela conecta a região de Moose Flats ao Lago Portage — perfeita para um passeio tranquilo de bicicleta ou uma caminhada relaxante no fim de tarde.

Ao longo do caminho, você vai ter vistas de tirar o fôlego das geleiras Explorer, Middle e Byron. Às vezes um bloco de gelo se desprende das encostas íngremes e você ouve de longe o estrondo impressionante ecoando por todo o vale. É um daqueles passeios que te surpreendem e ficam na memória por muito tempo — especialmente nos dias de sol.
4. Trilha até a Geleira Byron (Byron Glacier Trail)
Essa é provavelmente nossa trilha curta favorita em toda a região, e qualquer pessoa consegue fazer. O percurso começa pertinho do Lago Portage e tem pouco mais de dois quilômetros em cada sentido. A trilha passa por um vale junto a um rio impetuoso, com algumas pedras maiores pelo caminho, e termina bem no sopé da Geleira Byron.

O grande trunfo é que você chega bem pertinho do gelo e, de quebra, a trilha fica relativamente livre das multidões que passam rápido de ônibus para pegar o barquinho. Mas fique atento: especialmente na primavera e no início do verão, o risco de avalanche nas encostas ao redor é real. E, claro, tenha sempre o spray anti-urso à mão — afinal, estamos no Alasca. ☺️
5. A experiência única do túnel Anton Anderson
Pode parecer banal, mas a travessia desse túnel é uma experiência que você não esquece. O Anton Anderson Memorial Tunnel mede 4,1 quilômetros e parece saído de um filme de terror ambientado em mina. Quando o sinal abre e você entra, percorre sobre trilhos de trem (embutidos no concreto) enquanto as paredes de rocha bruta ficam às suas laterais, iluminadas por uma luz tênue e difusa.

A sensação de claustrofobia é bastante comum — a velocidade é limitada e parar é proibido. Sempre me dá uma certa graça pensar que, se um trem viesse na direção contrária, não teríamos para onde ir. Mas não se preocupe: os operadores têm tudo controlado com precisão milimétrica. Só chegue à área de espera pelo menos 15 minutos antes da sua janela horária para garantir que você passe.
6. O choque chamado Begich Towers: a cidade sob um único teto
Bem-vindo a Whittier! Assim que você sai do túnel, um enorme prédio de catorze andares salta aos olhos — completamente deslocado em meio à natureza exuberante ao redor. O Begich Towers Condominium foi construído pelo exército americano nos anos 1950, e hoje abriga incríveis 85% dos cerca de 270 moradores da cidade. É, literalmente, uma cidade inteira comprimida sob um único teto.

Os moradores têm um ecossistema completamente autossuficiente. No térreo e nos porões ficam os Correios, a delegacia, um mercadinho, uma igrejinha e até um posto de saúde. No inverno rigoroso do Alasca, com rajadas de vento de até 100 km/h, muitos moradores simplesmente não saem do prédio por dias. Turistas não podem circular livremente pelos corredores residenciais, mas você pode passear pelo térreo, visitar os Correios e absorver aquela atmosfera estranha e levemente claustrofóbica que o lugar emana.
7. O Buckner Building abandonado
Bem em frente à “cidade no prédio”, ergue-se um monumento ainda mais perturbador: o Buckner Building. Já foi o orgulho do exército americano, também construído nos anos 1950, e foi abandonado em 1966. Hoje é uma ruína imensa e sombria, com janelas quebradas, que parece o cenário perfeito para um videogame pós-apocalíptico.
Oficialmente, a entrada é terminantemente proibida — e com razão, dado o risco de amianto e pisos cedendo. Pessoalmente, eu me limitaria a admirar por fora, tirar algumas fotos e seguir em frente. Ainda assim, é um fascinante memorial da Guerra Fria que deixa uma sensação opressiva, em contraste gritante com as belas montanhas nevadas ao fundo.
8. O passeio 26 Glaciers Cruise (absolutamente imperdível!)
Esse é o motivo principal pelo qual todo mundo vai a Whittier. Se você vai fazer apenas um passeio de barco no Alasca, que seja o 26 Glaciers Cruise da Phillips Cruises — vale cada centavo investido. Catamarãs rápidos e modernos te levam em quase seis horas por mais de 220 quilômetros pelos fiordes College Fjord e Harriman Fjord.

O barco é bem aquecido, com grandes janelas panorâmicas. O capitão aproxima a embarcação tanto das paredes das geleiras que você consegue sentir o frio irradiando do gelo. ⚠️ Por mais incrível que seja, vou ser honesta: não é barato. Em 2026, os preços começam em 219 USD por pessoa, fora os impostos — mas o almoço quente está incluso. Além disso, como o passeio acontece em águas abrigadas do fiorde, quem enjoa facilmente em mar aberto fica muito mais tranquilo aqui.
9. Caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Quando Lukáš e eu falamos sobre quais lugares nos chocaram mais nas nossas viagens, Whittier sempre aparece no topo da lista. Imagina só: você está dirigindo pela deslumbrante natureza do Alasca, precisa atravessar um túnel escuro de mais de quatro quilômetros cortado dentro de uma montanha enorme — e ainda divide a pista com trens. Quando finalmente emerge para a luz do dia, não te espera uma charmosa cidadezinha de cabanas de madeira. Em vez disso, você se depara com um enorme prédio de concreto e um imponente edifício militar abandonado. É bizarro, um pouco assustador, sempre chuvoso e ventoso — mas assim que você embarca em um barco e parte em direção à baía de Prince William Sound, tudo faz sentido. Whittier Alasca é a porta de entrada mais acessível para um mundo onde geleiras majestosas desabam diretamente no oceano e orcas nadam ao redor do seu barco.
É um lugar de contrastes absolutos. Às vezes você se sente dentro de um filme pós-apocalíptico; em outros momentos, é como se estivesse num documentário do National Geographic. E, embora eu provavelmente não recomendasse passar uma semana inteira na cidade, deixá-la de fora seria um erro enorme.
Então — um túnel, geleiras, orcas e um prédio abandonado no meio do nada. Vem com a gente descobrir como tudo isso funciona, por que o 26 Glaciers Cruise vale cada centavo e se vale mesmo a pena pernoitar por lá. ☺️

Resumo
- Maior destaque: O passeio 26 Glaciers Cruise ou o caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes no Prince William Sound.
- Quando ir: De meados de maio a meados de setembro. Prepare-se para muita chuva e nebulosidade em Whittier.
- Acesso: A cidade só tem uma entrada: o túnel de mão única Anton Anderson Memorial Tunnel, com tráfego alternado e pedágio de 13 USD.
- Onde ficar: A maioria das pessoas vem apenas para o dia saindo de Anchorage, mas quem quiser ficar, a melhor opção é o Inn at Whittier, bem à beira d’água.
- A cidade sob um único teto: Quase toda a população vive no Begich Towers, um único prédio que abriga até agência dos Correios e posto policial.
- O que não perder no caminho: Pare no Turnagain Arm para avistar belugas e passe pelo vale de Portage Valley para trilhas tranquilas próximas às geleiras.
Quando ir a Whittier e como chegar
Se você está planejando uma viagem a esse canto do mundo, precisa entender uma coisa fundamental: o Alasca tem um verão muito curto, e Whittier ainda por cima tem um microclima bastante peculiar. Vou te mostrar como se organizar para não perder tempo na fila de carros debaixo de chuva. 😅
Melhor época para visitar
Sem rodeios: vá no verão. Os operadores de passeios de barco funcionam aproximadamente de meados de maio a meados de setembro — fora desse período, a cidade praticamente para. Os meses mais quentes são julho e agosto, mas mesmo assim prepare-se para chuva, já que Whittier é um dos lugares mais chuvosos do Alasca. As temperaturas no verão ficam entre 10 e 15 graus Celsius. Já vivemos dias em que a neblina era tão densa que mal dava para enxergar, e logo no dia seguinte o sol apareceu e acabamos passando protetor solar no deck do barco. 😅 Roupas em camadas e uma boa jaqueta impermeável são absolutamente indispensáveis.
Como chegar a partir de Anchorage
De Anchorage até Whittier são cerca de 96 quilômetros (60 milhas), o que dá umas hora e meia de uma estrada incrivelmente cênica chamada Seward Highway. Temos uma longa e boa experiência com a RentalCars, que usamos no mundo inteiro, e recomendamos de coração alugar um carro direto no aeroporto de Anchorage. O trajeto passa pela costa do Turnagain Arm e pelo vale de Portage Valley, lugares onde você vai querer parar para fotografar a cada cinco minutos.
Túnel Anton Anderson: um teste de nervos
O ponto alto do trajeto chega uns 15 minutos antes do destino. O único acesso terrestre à cidade é pelo Anton Anderson Memorial Tunnel, com seus 4,1 quilômetros de extensão — o túnel rodoviário mais longo da América do Norte. E para não ser simples demais, é uma via única compartilhada com trens. O tráfego funciona em sentido alternado seguindo um horário fixo.
No sentido Whittier, o trânsito passa nos trinta minutos (por exemplo, das 10h30 às 10h45), e é cobrado um pedágio de 13 USD por carro. Já o retorno acontece na hora cheia e é gratuito. Se você perder a sua janela de tempo, simplesmente fica esperando na fila de carros na montanha por uma hora até a próxima oportunidade. Na prática, é uma pequena dose de adrenalina antes mesmo de você ver sua primeira geleira. 😁
Onde ficar e quanto custa
Encontrar hospedagem em Whittier pode ser complicado. A cidade simplesmente não foi feita para o turismo de massa, e a demanda nos meses de verão supera muito a oferta. Por isso, a maioria das pessoas vem em excursões de um dia saindo de Anchorage ou de Girdwood — mas se você quiser viver aquela atmosfera isolada e particular depois que os grupos das cruzeiros vão embora, vale mesmo a pena passar a noite por aqui.
O Alasca como um todo é um destino caro, e Whittier não é exceção. Por um quarto duplo no verão, conte com algo entre 250 e 450 USD (aproximadamente 1.400 a 2.500 BRL) por noite, sem contar as taxas locais. Se o orçamento estiver mais apertado, faz muito mais sentido se hospedar em Anchorage — onde a oferta é muito maior — e fazer Whittier só como um roadtrip. Foi exatamente o que fizemos, e o dinheiro economizado foi direto para os ingressos do passeio às geleiras.
Onde dormir em Whittier e arredores
Buscar hospedagem numa cidade tão pequena tem suas particularidades. Direto no porto, as opções são poucas, mas todas ficam a no máximo cinco minutos a pé da saída do túnel. Se quiser o melhor que Whittier tem a oferecer, reserve com antecedência no The Inn at Whittier. Esse icônico edifício de madeira fica sobre pilares, diretamente acima da água, e oferece vistas deslumbrantes do porto e dos picos nevados. É um refúgio perfeito para casais, mas reserve cedo — as vagas somem rapidinho.

Uma alternativa mais em conta e bastante agradável é o Anchor Inn Whittier. Não tem as vistas de tirar o fôlego do Inn at Whittier, mas os quartos são limpos, aconchegantes e a equipe é super simpática. Tem ainda um café no térreo que serve ótimos cafés da manhã — muito bem-vindo quando você precisa acordar cedo para um passeio no mar.
Mas se você quer algo verdadeiramente único e não se importa de abrir mão de um pouco de conforto, experimente o Begich Towers Inn. Lembra que quase todos os menos de 300 moradores de Whittier vivem nesse único edifício gigantesco, que antes servia ao exército? Ficar hospedado aqui é mergulhar na vida cotidiana dos moradores de verdade — sob o mesmo teto convivem os Correios, uma lojinha, a delegacia e até uma igrejinha. Os quartos são a opção mais básica e econômica, decorados num estilo retro, mas a experiência de dormir na “cidade sob um único teto” vai deixar a sua aventura no Alasca com um sabor todo especial.
Whittier Alasca: 13 dicas do que ver e fazer
Mesmo que o centro da cidade caiba em dez minutos a pé, a natureza ao redor oferece tantas experiências que você poderia passar vários dias por aqui e ainda teria mais para explorar. Veja nossas melhores dicas para aproveitar a região ao máximo: do túnel às travessias entre blocos de gelo flutuantes.
1. Parada em Beluga Point e o fenômeno Bore Tide
Já o caminho saindo de Anchorage pela Seward Highway é, por si só, um espetáculo. Antes mesmo de chegar ao túnel, você vai passar pelo Turnagain Arm, uma baía estreita cercada de montanhas. O lugar é famoso pelo fenômeno chamado “bore tide”: uma enorme onda de maré que pode atingir até três metros de altura e avançar a 24 km/h contra a correnteza. Ela se forma por causa da diferença extrema entre a maré alta e a baixa, que aqui pode chegar a quase 8 metros.

O melhor mirante para esse espetáculo natural é o Beluga Point. A onda costuma chegar cerca de quatro horas após a maré mais baixa em Anchorage, então consulte as tábuas de maré com antecedência para não se decepcionar. E tem mais: é aqui que vivem as baleias beluga, responsáveis por nos fazer ficar tanto tempo parados nessa área de descanso que o nosso café já estava frio quando finalmente fomos embora.
2. Passeio de barco mv Ptarmigan até a Geleira Portage
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Quando você dobra da Seward Highway em direção ao túnel de Whittier, atravessa o belíssimo vale de Portage Valley. Bem no fim do vale, logo antes da área de espera para o túnel, você encontra o Lago Portage. A geleira Portage já chegou a se estender até o centro de visitantes, mas com o aquecimento global recuou tanto que hoje não dá mais para vê-la da margem.

A única forma de chegar perto é embarcar no barco mv Ptarmigan. O passeio de uma hora é relativamente acessível (cerca de 50 USD por pessoa) e te leva a menos de 300 metros da parede de gelo. É uma ótima alternativa se você não tiver tempo ou orçamento para os passeios mais longos saindo diretamente de Whittier. A experiência de ouvir o gelo estalar é simplesmente inesquecível.
3. Passeio pela Trail of Blue Ice
Para quem quer explorar o vale de Portage Valley de forma mais ativa, existe uma trilha pavimentada fantástica chamada Trail of Blue Ice. Com cerca de 8 quilômetros de extensão e terreno praticamente plano, ela conecta a região de Moose Flats ao Lago Portage — perfeita para um passeio tranquilo de bicicleta ou uma caminhada relaxante no fim de tarde.

Ao longo do caminho, você vai ter vistas de tirar o fôlego das geleiras Explorer, Middle e Byron. Às vezes um bloco de gelo se desprende das encostas íngremes e você ouve de longe o estrondo impressionante ecoando por todo o vale. É um daqueles passeios que te surpreendem e ficam na memória por muito tempo — especialmente nos dias de sol.
4. Trilha até a Geleira Byron (Byron Glacier Trail)
Essa é provavelmente nossa trilha curta favorita em toda a região, e qualquer pessoa consegue fazer. O percurso começa pertinho do Lago Portage e tem pouco mais de dois quilômetros em cada sentido. A trilha passa por um vale junto a um rio impetuoso, com algumas pedras maiores pelo caminho, e termina bem no sopé da Geleira Byron.

O grande trunfo é que você chega bem pertinho do gelo e, de quebra, a trilha fica relativamente livre das multidões que passam rápido de ônibus para pegar o barquinho. Mas fique atento: especialmente na primavera e no início do verão, o risco de avalanche nas encostas ao redor é real. E, claro, tenha sempre o spray anti-urso à mão — afinal, estamos no Alasca. ☺️
5. A experiência única do túnel Anton Anderson
Pode parecer banal, mas a travessia desse túnel é uma experiência que você não esquece. O Anton Anderson Memorial Tunnel mede 4,1 quilômetros e parece saído de um filme de terror ambientado em mina. Quando o sinal abre e você entra, percorre sobre trilhos de trem (embutidos no concreto) enquanto as paredes de rocha bruta ficam às suas laterais, iluminadas por uma luz tênue e difusa.

A sensação de claustrofobia é bastante comum — a velocidade é limitada e parar é proibido. Sempre me dá uma certa graça pensar que, se um trem viesse na direção contrária, não teríamos para onde ir. Mas não se preocupe: os operadores têm tudo controlado com precisão milimétrica. Só chegue à área de espera pelo menos 15 minutos antes da sua janela horária para garantir que você passe.
6. O choque chamado Begich Towers: a cidade sob um único teto
Bem-vindo a Whittier! Assim que você sai do túnel, um enorme prédio de catorze andares salta aos olhos — completamente deslocado em meio à natureza exuberante ao redor. O Begich Towers Condominium foi construído pelo exército americano nos anos 1950, e hoje abriga incríveis 85% dos cerca de 270 moradores da cidade. É, literalmente, uma cidade inteira comprimida sob um único teto.

Os moradores têm um ecossistema completamente autossuficiente. No térreo e nos porões ficam os Correios, a delegacia, um mercadinho, uma igrejinha e até um posto de saúde. No inverno rigoroso do Alasca, com rajadas de vento de até 100 km/h, muitos moradores simplesmente não saem do prédio por dias. Turistas não podem circular livremente pelos corredores residenciais, mas você pode passear pelo térreo, visitar os Correios e absorver aquela atmosfera estranha e levemente claustrofóbica que o lugar emana.
7. O Buckner Building abandonado
Bem em frente à “cidade no prédio”, ergue-se um monumento ainda mais perturbador: o Buckner Building. Já foi o orgulho do exército americano, também construído nos anos 1950, e foi abandonado em 1966. Hoje é uma ruína imensa e sombria, com janelas quebradas, que parece o cenário perfeito para um videogame pós-apocalíptico.
Oficialmente, a entrada é terminantemente proibida — e com razão, dado o risco de amianto e pisos cedendo. Pessoalmente, eu me limitaria a admirar por fora, tirar algumas fotos e seguir em frente. Ainda assim, é um fascinante memorial da Guerra Fria que deixa uma sensação opressiva, em contraste gritante com as belas montanhas nevadas ao fundo.
8. O passeio 26 Glaciers Cruise (absolutamente imperdível!)
Esse é o motivo principal pelo qual todo mundo vai a Whittier. Se você vai fazer apenas um passeio de barco no Alasca, que seja o 26 Glaciers Cruise da Phillips Cruises — vale cada centavo investido. Catamarãs rápidos e modernos te levam em quase seis horas por mais de 220 quilômetros pelos fiordes College Fjord e Harriman Fjord.

O barco é bem aquecido, com grandes janelas panorâmicas. O capitão aproxima a embarcação tanto das paredes das geleiras que você consegue sentir o frio irradiando do gelo. ⚠️ Por mais incrível que seja, vou ser honesta: não é barato. Em 2026, os preços começam em 219 USD por pessoa, fora os impostos — mas o almoço quente está incluso. Além disso, como o passeio acontece em águas abrigadas do fiorde, quem enjoa facilmente em mar aberto fica muito mais tranquilo aqui.
9. Caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Quando você dobra da Seward Highway em direção ao túnel de Whittier, atravessa o belíssimo vale de Portage Valley. Bem no fim do vale, logo antes da área de espera para o túnel, você encontra o Lago Portage. A geleira Portage já chegou a se estender até o centro de visitantes, mas com o aquecimento global recuou tanto que hoje não dá mais para vê-la da margem.

A única forma de chegar perto é embarcar no barco mv Ptarmigan. O passeio de uma hora é relativamente acessível (cerca de 50 USD por pessoa) e te leva a menos de 300 metros da parede de gelo. É uma ótima alternativa se você não tiver tempo ou orçamento para os passeios mais longos saindo diretamente de Whittier. A experiência de ouvir o gelo estalar é simplesmente inesquecível.
3. Passeio pela Trail of Blue Ice
Para quem quer explorar o vale de Portage Valley de forma mais ativa, existe uma trilha pavimentada fantástica chamada Trail of Blue Ice. Com cerca de 8 quilômetros de extensão e terreno praticamente plano, ela conecta a região de Moose Flats ao Lago Portage — perfeita para um passeio tranquilo de bicicleta ou uma caminhada relaxante no fim de tarde.

Ao longo do caminho, você vai ter vistas de tirar o fôlego das geleiras Explorer, Middle e Byron. Às vezes um bloco de gelo se desprende das encostas íngremes e você ouve de longe o estrondo impressionante ecoando por todo o vale. É um daqueles passeios que te surpreendem e ficam na memória por muito tempo — especialmente nos dias de sol.
4. Trilha até a Geleira Byron (Byron Glacier Trail)
Essa é provavelmente nossa trilha curta favorita em toda a região, e qualquer pessoa consegue fazer. O percurso começa pertinho do Lago Portage e tem pouco mais de dois quilômetros em cada sentido. A trilha passa por um vale junto a um rio impetuoso, com algumas pedras maiores pelo caminho, e termina bem no sopé da Geleira Byron.

O grande trunfo é que você chega bem pertinho do gelo e, de quebra, a trilha fica relativamente livre das multidões que passam rápido de ônibus para pegar o barquinho. Mas fique atento: especialmente na primavera e no início do verão, o risco de avalanche nas encostas ao redor é real. E, claro, tenha sempre o spray anti-urso à mão — afinal, estamos no Alasca. ☺️
5. A experiência única do túnel Anton Anderson
Pode parecer banal, mas a travessia desse túnel é uma experiência que você não esquece. O Anton Anderson Memorial Tunnel mede 4,1 quilômetros e parece saído de um filme de terror ambientado em mina. Quando o sinal abre e você entra, percorre sobre trilhos de trem (embutidos no concreto) enquanto as paredes de rocha bruta ficam às suas laterais, iluminadas por uma luz tênue e difusa.

A sensação de claustrofobia é bastante comum — a velocidade é limitada e parar é proibido. Sempre me dá uma certa graça pensar que, se um trem viesse na direção contrária, não teríamos para onde ir. Mas não se preocupe: os operadores têm tudo controlado com precisão milimétrica. Só chegue à área de espera pelo menos 15 minutos antes da sua janela horária para garantir que você passe.
6. O choque chamado Begich Towers: a cidade sob um único teto
Bem-vindo a Whittier! Assim que você sai do túnel, um enorme prédio de catorze andares salta aos olhos — completamente deslocado em meio à natureza exuberante ao redor. O Begich Towers Condominium foi construído pelo exército americano nos anos 1950, e hoje abriga incríveis 85% dos cerca de 270 moradores da cidade. É, literalmente, uma cidade inteira comprimida sob um único teto.

Os moradores têm um ecossistema completamente autossuficiente. No térreo e nos porões ficam os Correios, a delegacia, um mercadinho, uma igrejinha e até um posto de saúde. No inverno rigoroso do Alasca, com rajadas de vento de até 100 km/h, muitos moradores simplesmente não saem do prédio por dias. Turistas não podem circular livremente pelos corredores residenciais, mas você pode passear pelo térreo, visitar os Correios e absorver aquela atmosfera estranha e levemente claustrofóbica que o lugar emana.
7. O Buckner Building abandonado
Bem em frente à “cidade no prédio”, ergue-se um monumento ainda mais perturbador: o Buckner Building. Já foi o orgulho do exército americano, também construído nos anos 1950, e foi abandonado em 1966. Hoje é uma ruína imensa e sombria, com janelas quebradas, que parece o cenário perfeito para um videogame pós-apocalíptico.
Oficialmente, a entrada é terminantemente proibida — e com razão, dado o risco de amianto e pisos cedendo. Pessoalmente, eu me limitaria a admirar por fora, tirar algumas fotos e seguir em frente. Ainda assim, é um fascinante memorial da Guerra Fria que deixa uma sensação opressiva, em contraste gritante com as belas montanhas nevadas ao fundo.
8. O passeio 26 Glaciers Cruise (absolutamente imperdível!)
Esse é o motivo principal pelo qual todo mundo vai a Whittier. Se você vai fazer apenas um passeio de barco no Alasca, que seja o 26 Glaciers Cruise da Phillips Cruises — vale cada centavo investido. Catamarãs rápidos e modernos te levam em quase seis horas por mais de 220 quilômetros pelos fiordes College Fjord e Harriman Fjord.

O barco é bem aquecido, com grandes janelas panorâmicas. O capitão aproxima a embarcação tanto das paredes das geleiras que você consegue sentir o frio irradiando do gelo. ⚠️ Por mais incrível que seja, vou ser honesta: não é barato. Em 2026, os preços começam em 219 USD por pessoa, fora os impostos — mas o almoço quente está incluso. Além disso, como o passeio acontece em águas abrigadas do fiorde, quem enjoa facilmente em mar aberto fica muito mais tranquilo aqui.
9. Caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Quando Lukáš e eu falamos sobre quais lugares nos chocaram mais nas nossas viagens, Whittier sempre aparece no topo da lista. Imagina só: você está dirigindo pela deslumbrante natureza do Alasca, precisa atravessar um túnel escuro de mais de quatro quilômetros cortado dentro de uma montanha enorme — e ainda divide a pista com trens. Quando finalmente emerge para a luz do dia, não te espera uma charmosa cidadezinha de cabanas de madeira. Em vez disso, você se depara com um enorme prédio de concreto e um imponente edifício militar abandonado. É bizarro, um pouco assustador, sempre chuvoso e ventoso — mas assim que você embarca em um barco e parte em direção à baía de Prince William Sound, tudo faz sentido. Whittier Alasca é a porta de entrada mais acessível para um mundo onde geleiras majestosas desabam diretamente no oceano e orcas nadam ao redor do seu barco.
É um lugar de contrastes absolutos. Às vezes você se sente dentro de um filme pós-apocalíptico; em outros momentos, é como se estivesse num documentário do National Geographic. E, embora eu provavelmente não recomendasse passar uma semana inteira na cidade, deixá-la de fora seria um erro enorme.
Então — um túnel, geleiras, orcas e um prédio abandonado no meio do nada. Vem com a gente descobrir como tudo isso funciona, por que o 26 Glaciers Cruise vale cada centavo e se vale mesmo a pena pernoitar por lá. ☺️

Resumo
- Maior destaque: O passeio 26 Glaciers Cruise ou o caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes no Prince William Sound.
- Quando ir: De meados de maio a meados de setembro. Prepare-se para muita chuva e nebulosidade em Whittier.
- Acesso: A cidade só tem uma entrada: o túnel de mão única Anton Anderson Memorial Tunnel, com tráfego alternado e pedágio de 13 USD.
- Onde ficar: A maioria das pessoas vem apenas para o dia saindo de Anchorage, mas quem quiser ficar, a melhor opção é o Inn at Whittier, bem à beira d’água.
- A cidade sob um único teto: Quase toda a população vive no Begich Towers, um único prédio que abriga até agência dos Correios e posto policial.
- O que não perder no caminho: Pare no Turnagain Arm para avistar belugas e passe pelo vale de Portage Valley para trilhas tranquilas próximas às geleiras.
Quando ir a Whittier e como chegar
Se você está planejando uma viagem a esse canto do mundo, precisa entender uma coisa fundamental: o Alasca tem um verão muito curto, e Whittier ainda por cima tem um microclima bastante peculiar. Vou te mostrar como se organizar para não perder tempo na fila de carros debaixo de chuva. 😅
Melhor época para visitar
Sem rodeios: vá no verão. Os operadores de passeios de barco funcionam aproximadamente de meados de maio a meados de setembro — fora desse período, a cidade praticamente para. Os meses mais quentes são julho e agosto, mas mesmo assim prepare-se para chuva, já que Whittier é um dos lugares mais chuvosos do Alasca. As temperaturas no verão ficam entre 10 e 15 graus Celsius. Já vivemos dias em que a neblina era tão densa que mal dava para enxergar, e logo no dia seguinte o sol apareceu e acabamos passando protetor solar no deck do barco. 😅 Roupas em camadas e uma boa jaqueta impermeável são absolutamente indispensáveis.
Como chegar a partir de Anchorage
De Anchorage até Whittier são cerca de 96 quilômetros (60 milhas), o que dá umas hora e meia de uma estrada incrivelmente cênica chamada Seward Highway. Temos uma longa e boa experiência com a RentalCars, que usamos no mundo inteiro, e recomendamos de coração alugar um carro direto no aeroporto de Anchorage. O trajeto passa pela costa do Turnagain Arm e pelo vale de Portage Valley, lugares onde você vai querer parar para fotografar a cada cinco minutos.
Túnel Anton Anderson: um teste de nervos
O ponto alto do trajeto chega uns 15 minutos antes do destino. O único acesso terrestre à cidade é pelo Anton Anderson Memorial Tunnel, com seus 4,1 quilômetros de extensão — o túnel rodoviário mais longo da América do Norte. E para não ser simples demais, é uma via única compartilhada com trens. O tráfego funciona em sentido alternado seguindo um horário fixo.
No sentido Whittier, o trânsito passa nos trinta minutos (por exemplo, das 10h30 às 10h45), e é cobrado um pedágio de 13 USD por carro. Já o retorno acontece na hora cheia e é gratuito. Se você perder a sua janela de tempo, simplesmente fica esperando na fila de carros na montanha por uma hora até a próxima oportunidade. Na prática, é uma pequena dose de adrenalina antes mesmo de você ver sua primeira geleira. 😁
Onde ficar e quanto custa
Encontrar hospedagem em Whittier pode ser complicado. A cidade simplesmente não foi feita para o turismo de massa, e a demanda nos meses de verão supera muito a oferta. Por isso, a maioria das pessoas vem em excursões de um dia saindo de Anchorage ou de Girdwood — mas se você quiser viver aquela atmosfera isolada e particular depois que os grupos das cruzeiros vão embora, vale mesmo a pena passar a noite por aqui.
O Alasca como um todo é um destino caro, e Whittier não é exceção. Por um quarto duplo no verão, conte com algo entre 250 e 450 USD (aproximadamente 1.400 a 2.500 BRL) por noite, sem contar as taxas locais. Se o orçamento estiver mais apertado, faz muito mais sentido se hospedar em Anchorage — onde a oferta é muito maior — e fazer Whittier só como um roadtrip. Foi exatamente o que fizemos, e o dinheiro economizado foi direto para os ingressos do passeio às geleiras.
Onde dormir em Whittier e arredores
Buscar hospedagem numa cidade tão pequena tem suas particularidades. Direto no porto, as opções são poucas, mas todas ficam a no máximo cinco minutos a pé da saída do túnel. Se quiser o melhor que Whittier tem a oferecer, reserve com antecedência no The Inn at Whittier. Esse icônico edifício de madeira fica sobre pilares, diretamente acima da água, e oferece vistas deslumbrantes do porto e dos picos nevados. É um refúgio perfeito para casais, mas reserve cedo — as vagas somem rapidinho.

Uma alternativa mais em conta e bastante agradável é o Anchor Inn Whittier. Não tem as vistas de tirar o fôlego do Inn at Whittier, mas os quartos são limpos, aconchegantes e a equipe é super simpática. Tem ainda um café no térreo que serve ótimos cafés da manhã — muito bem-vindo quando você precisa acordar cedo para um passeio no mar.
Mas se você quer algo verdadeiramente único e não se importa de abrir mão de um pouco de conforto, experimente o Begich Towers Inn. Lembra que quase todos os menos de 300 moradores de Whittier vivem nesse único edifício gigantesco, que antes servia ao exército? Ficar hospedado aqui é mergulhar na vida cotidiana dos moradores de verdade — sob o mesmo teto convivem os Correios, uma lojinha, a delegacia e até uma igrejinha. Os quartos são a opção mais básica e econômica, decorados num estilo retro, mas a experiência de dormir na “cidade sob um único teto” vai deixar a sua aventura no Alasca com um sabor todo especial.
Whittier Alasca: 13 dicas do que ver e fazer
Mesmo que o centro da cidade caiba em dez minutos a pé, a natureza ao redor oferece tantas experiências que você poderia passar vários dias por aqui e ainda teria mais para explorar. Veja nossas melhores dicas para aproveitar a região ao máximo: do túnel às travessias entre blocos de gelo flutuantes.
1. Parada em Beluga Point e o fenômeno Bore Tide
Já o caminho saindo de Anchorage pela Seward Highway é, por si só, um espetáculo. Antes mesmo de chegar ao túnel, você vai passar pelo Turnagain Arm, uma baía estreita cercada de montanhas. O lugar é famoso pelo fenômeno chamado “bore tide”: uma enorme onda de maré que pode atingir até três metros de altura e avançar a 24 km/h contra a correnteza. Ela se forma por causa da diferença extrema entre a maré alta e a baixa, que aqui pode chegar a quase 8 metros.

O melhor mirante para esse espetáculo natural é o Beluga Point. A onda costuma chegar cerca de quatro horas após a maré mais baixa em Anchorage, então consulte as tábuas de maré com antecedência para não se decepcionar. E tem mais: é aqui que vivem as baleias beluga, responsáveis por nos fazer ficar tanto tempo parados nessa área de descanso que o nosso café já estava frio quando finalmente fomos embora.
2. Passeio de barco mv Ptarmigan até a Geleira Portage
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Quando você dobra da Seward Highway em direção ao túnel de Whittier, atravessa o belíssimo vale de Portage Valley. Bem no fim do vale, logo antes da área de espera para o túnel, você encontra o Lago Portage. A geleira Portage já chegou a se estender até o centro de visitantes, mas com o aquecimento global recuou tanto que hoje não dá mais para vê-la da margem.

A única forma de chegar perto é embarcar no barco mv Ptarmigan. O passeio de uma hora é relativamente acessível (cerca de 50 USD por pessoa) e te leva a menos de 300 metros da parede de gelo. É uma ótima alternativa se você não tiver tempo ou orçamento para os passeios mais longos saindo diretamente de Whittier. A experiência de ouvir o gelo estalar é simplesmente inesquecível.
3. Passeio pela Trail of Blue Ice
Para quem quer explorar o vale de Portage Valley de forma mais ativa, existe uma trilha pavimentada fantástica chamada Trail of Blue Ice. Com cerca de 8 quilômetros de extensão e terreno praticamente plano, ela conecta a região de Moose Flats ao Lago Portage — perfeita para um passeio tranquilo de bicicleta ou uma caminhada relaxante no fim de tarde.

Ao longo do caminho, você vai ter vistas de tirar o fôlego das geleiras Explorer, Middle e Byron. Às vezes um bloco de gelo se desprende das encostas íngremes e você ouve de longe o estrondo impressionante ecoando por todo o vale. É um daqueles passeios que te surpreendem e ficam na memória por muito tempo — especialmente nos dias de sol.
4. Trilha até a Geleira Byron (Byron Glacier Trail)
Essa é provavelmente nossa trilha curta favorita em toda a região, e qualquer pessoa consegue fazer. O percurso começa pertinho do Lago Portage e tem pouco mais de dois quilômetros em cada sentido. A trilha passa por um vale junto a um rio impetuoso, com algumas pedras maiores pelo caminho, e termina bem no sopé da Geleira Byron.

O grande trunfo é que você chega bem pertinho do gelo e, de quebra, a trilha fica relativamente livre das multidões que passam rápido de ônibus para pegar o barquinho. Mas fique atento: especialmente na primavera e no início do verão, o risco de avalanche nas encostas ao redor é real. E, claro, tenha sempre o spray anti-urso à mão — afinal, estamos no Alasca. ☺️
5. A experiência única do túnel Anton Anderson
Pode parecer banal, mas a travessia desse túnel é uma experiência que você não esquece. O Anton Anderson Memorial Tunnel mede 4,1 quilômetros e parece saído de um filme de terror ambientado em mina. Quando o sinal abre e você entra, percorre sobre trilhos de trem (embutidos no concreto) enquanto as paredes de rocha bruta ficam às suas laterais, iluminadas por uma luz tênue e difusa.

A sensação de claustrofobia é bastante comum — a velocidade é limitada e parar é proibido. Sempre me dá uma certa graça pensar que, se um trem viesse na direção contrária, não teríamos para onde ir. Mas não se preocupe: os operadores têm tudo controlado com precisão milimétrica. Só chegue à área de espera pelo menos 15 minutos antes da sua janela horária para garantir que você passe.
6. O choque chamado Begich Towers: a cidade sob um único teto
Bem-vindo a Whittier! Assim que você sai do túnel, um enorme prédio de catorze andares salta aos olhos — completamente deslocado em meio à natureza exuberante ao redor. O Begich Towers Condominium foi construído pelo exército americano nos anos 1950, e hoje abriga incríveis 85% dos cerca de 270 moradores da cidade. É, literalmente, uma cidade inteira comprimida sob um único teto.

Os moradores têm um ecossistema completamente autossuficiente. No térreo e nos porões ficam os Correios, a delegacia, um mercadinho, uma igrejinha e até um posto de saúde. No inverno rigoroso do Alasca, com rajadas de vento de até 100 km/h, muitos moradores simplesmente não saem do prédio por dias. Turistas não podem circular livremente pelos corredores residenciais, mas você pode passear pelo térreo, visitar os Correios e absorver aquela atmosfera estranha e levemente claustrofóbica que o lugar emana.
7. O Buckner Building abandonado
Bem em frente à “cidade no prédio”, ergue-se um monumento ainda mais perturbador: o Buckner Building. Já foi o orgulho do exército americano, também construído nos anos 1950, e foi abandonado em 1966. Hoje é uma ruína imensa e sombria, com janelas quebradas, que parece o cenário perfeito para um videogame pós-apocalíptico.
Oficialmente, a entrada é terminantemente proibida — e com razão, dado o risco de amianto e pisos cedendo. Pessoalmente, eu me limitaria a admirar por fora, tirar algumas fotos e seguir em frente. Ainda assim, é um fascinante memorial da Guerra Fria que deixa uma sensação opressiva, em contraste gritante com as belas montanhas nevadas ao fundo.
8. O passeio 26 Glaciers Cruise (absolutamente imperdível!)
Esse é o motivo principal pelo qual todo mundo vai a Whittier. Se você vai fazer apenas um passeio de barco no Alasca, que seja o 26 Glaciers Cruise da Phillips Cruises — vale cada centavo investido. Catamarãs rápidos e modernos te levam em quase seis horas por mais de 220 quilômetros pelos fiordes College Fjord e Harriman Fjord.

O barco é bem aquecido, com grandes janelas panorâmicas. O capitão aproxima a embarcação tanto das paredes das geleiras que você consegue sentir o frio irradiando do gelo. ⚠️ Por mais incrível que seja, vou ser honesta: não é barato. Em 2026, os preços começam em 219 USD por pessoa, fora os impostos — mas o almoço quente está incluso. Além disso, como o passeio acontece em águas abrigadas do fiorde, quem enjoa facilmente em mar aberto fica muito mais tranquilo aqui.
9. Caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Quando Lukáš e eu falamos sobre quais lugares nos chocaram mais nas nossas viagens, Whittier sempre aparece no topo da lista. Imagina só: você está dirigindo pela deslumbrante natureza do Alasca, precisa atravessar um túnel escuro de mais de quatro quilômetros cortado dentro de uma montanha enorme — e ainda divide a pista com trens. Quando finalmente emerge para a luz do dia, não te espera uma charmosa cidadezinha de cabanas de madeira. Em vez disso, você se depara com um enorme prédio de concreto e um imponente edifício militar abandonado. É bizarro, um pouco assustador, sempre chuvoso e ventoso — mas assim que você embarca em um barco e parte em direção à baía de Prince William Sound, tudo faz sentido. Whittier Alasca é a porta de entrada mais acessível para um mundo onde geleiras majestosas desabam diretamente no oceano e orcas nadam ao redor do seu barco.
É um lugar de contrastes absolutos. Às vezes você se sente dentro de um filme pós-apocalíptico; em outros momentos, é como se estivesse num documentário do National Geographic. E, embora eu provavelmente não recomendasse passar uma semana inteira na cidade, deixá-la de fora seria um erro enorme.
Então — um túnel, geleiras, orcas e um prédio abandonado no meio do nada. Vem com a gente descobrir como tudo isso funciona, por que o 26 Glaciers Cruise vale cada centavo e se vale mesmo a pena pernoitar por lá. ☺️

Resumo
- Maior destaque: O passeio 26 Glaciers Cruise ou o caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes no Prince William Sound.
- Quando ir: De meados de maio a meados de setembro. Prepare-se para muita chuva e nebulosidade em Whittier.
- Acesso: A cidade só tem uma entrada: o túnel de mão única Anton Anderson Memorial Tunnel, com tráfego alternado e pedágio de 13 USD.
- Onde ficar: A maioria das pessoas vem apenas para o dia saindo de Anchorage, mas quem quiser ficar, a melhor opção é o Inn at Whittier, bem à beira d’água.
- A cidade sob um único teto: Quase toda a população vive no Begich Towers, um único prédio que abriga até agência dos Correios e posto policial.
- O que não perder no caminho: Pare no Turnagain Arm para avistar belugas e passe pelo vale de Portage Valley para trilhas tranquilas próximas às geleiras.
Quando ir a Whittier e como chegar
Se você está planejando uma viagem a esse canto do mundo, precisa entender uma coisa fundamental: o Alasca tem um verão muito curto, e Whittier ainda por cima tem um microclima bastante peculiar. Vou te mostrar como se organizar para não perder tempo na fila de carros debaixo de chuva. 😅
Melhor época para visitar
Sem rodeios: vá no verão. Os operadores de passeios de barco funcionam aproximadamente de meados de maio a meados de setembro — fora desse período, a cidade praticamente para. Os meses mais quentes são julho e agosto, mas mesmo assim prepare-se para chuva, já que Whittier é um dos lugares mais chuvosos do Alasca. As temperaturas no verão ficam entre 10 e 15 graus Celsius. Já vivemos dias em que a neblina era tão densa que mal dava para enxergar, e logo no dia seguinte o sol apareceu e acabamos passando protetor solar no deck do barco. 😅 Roupas em camadas e uma boa jaqueta impermeável são absolutamente indispensáveis.
Como chegar a partir de Anchorage
De Anchorage até Whittier são cerca de 96 quilômetros (60 milhas), o que dá umas hora e meia de uma estrada incrivelmente cênica chamada Seward Highway. Temos uma longa e boa experiência com a RentalCars, que usamos no mundo inteiro, e recomendamos de coração alugar um carro direto no aeroporto de Anchorage. O trajeto passa pela costa do Turnagain Arm e pelo vale de Portage Valley, lugares onde você vai querer parar para fotografar a cada cinco minutos.
Túnel Anton Anderson: um teste de nervos
O ponto alto do trajeto chega uns 15 minutos antes do destino. O único acesso terrestre à cidade é pelo Anton Anderson Memorial Tunnel, com seus 4,1 quilômetros de extensão — o túnel rodoviário mais longo da América do Norte. E para não ser simples demais, é uma via única compartilhada com trens. O tráfego funciona em sentido alternado seguindo um horário fixo.
No sentido Whittier, o trânsito passa nos trinta minutos (por exemplo, das 10h30 às 10h45), e é cobrado um pedágio de 13 USD por carro. Já o retorno acontece na hora cheia e é gratuito. Se você perder a sua janela de tempo, simplesmente fica esperando na fila de carros na montanha por uma hora até a próxima oportunidade. Na prática, é uma pequena dose de adrenalina antes mesmo de você ver sua primeira geleira. 😁
Onde ficar e quanto custa
Encontrar hospedagem em Whittier pode ser complicado. A cidade simplesmente não foi feita para o turismo de massa, e a demanda nos meses de verão supera muito a oferta. Por isso, a maioria das pessoas vem em excursões de um dia saindo de Anchorage ou de Girdwood — mas se você quiser viver aquela atmosfera isolada e particular depois que os grupos das cruzeiros vão embora, vale mesmo a pena passar a noite por aqui.
O Alasca como um todo é um destino caro, e Whittier não é exceção. Por um quarto duplo no verão, conte com algo entre 250 e 450 USD (aproximadamente 1.400 a 2.500 BRL) por noite, sem contar as taxas locais. Se o orçamento estiver mais apertado, faz muito mais sentido se hospedar em Anchorage — onde a oferta é muito maior — e fazer Whittier só como um roadtrip. Foi exatamente o que fizemos, e o dinheiro economizado foi direto para os ingressos do passeio às geleiras.
Onde dormir em Whittier e arredores
Buscar hospedagem numa cidade tão pequena tem suas particularidades. Direto no porto, as opções são poucas, mas todas ficam a no máximo cinco minutos a pé da saída do túnel. Se quiser o melhor que Whittier tem a oferecer, reserve com antecedência no The Inn at Whittier. Esse icônico edifício de madeira fica sobre pilares, diretamente acima da água, e oferece vistas deslumbrantes do porto e dos picos nevados. É um refúgio perfeito para casais, mas reserve cedo — as vagas somem rapidinho.

Uma alternativa mais em conta e bastante agradável é o Anchor Inn Whittier. Não tem as vistas de tirar o fôlego do Inn at Whittier, mas os quartos são limpos, aconchegantes e a equipe é super simpática. Tem ainda um café no térreo que serve ótimos cafés da manhã — muito bem-vindo quando você precisa acordar cedo para um passeio no mar.
Mas se você quer algo verdadeiramente único e não se importa de abrir mão de um pouco de conforto, experimente o Begich Towers Inn. Lembra que quase todos os menos de 300 moradores de Whittier vivem nesse único edifício gigantesco, que antes servia ao exército? Ficar hospedado aqui é mergulhar na vida cotidiana dos moradores de verdade — sob o mesmo teto convivem os Correios, uma lojinha, a delegacia e até uma igrejinha. Os quartos são a opção mais básica e econômica, decorados num estilo retro, mas a experiência de dormir na “cidade sob um único teto” vai deixar a sua aventura no Alasca com um sabor todo especial.
Whittier Alasca: 13 dicas do que ver e fazer
Mesmo que o centro da cidade caiba em dez minutos a pé, a natureza ao redor oferece tantas experiências que você poderia passar vários dias por aqui e ainda teria mais para explorar. Veja nossas melhores dicas para aproveitar a região ao máximo: do túnel às travessias entre blocos de gelo flutuantes.
1. Parada em Beluga Point e o fenômeno Bore Tide
Já o caminho saindo de Anchorage pela Seward Highway é, por si só, um espetáculo. Antes mesmo de chegar ao túnel, você vai passar pelo Turnagain Arm, uma baía estreita cercada de montanhas. O lugar é famoso pelo fenômeno chamado “bore tide”: uma enorme onda de maré que pode atingir até três metros de altura e avançar a 24 km/h contra a correnteza. Ela se forma por causa da diferença extrema entre a maré alta e a baixa, que aqui pode chegar a quase 8 metros.

O melhor mirante para esse espetáculo natural é o Beluga Point. A onda costuma chegar cerca de quatro horas após a maré mais baixa em Anchorage, então consulte as tábuas de maré com antecedência para não se decepcionar. E tem mais: é aqui que vivem as baleias beluga, responsáveis por nos fazer ficar tanto tempo parados nessa área de descanso que o nosso café já estava frio quando finalmente fomos embora.
2. Passeio de barco mv Ptarmigan até a Geleira Portage
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Quando você dobra da Seward Highway em direção ao túnel de Whittier, atravessa o belíssimo vale de Portage Valley. Bem no fim do vale, logo antes da área de espera para o túnel, você encontra o Lago Portage. A geleira Portage já chegou a se estender até o centro de visitantes, mas com o aquecimento global recuou tanto que hoje não dá mais para vê-la da margem.

A única forma de chegar perto é embarcar no barco mv Ptarmigan. O passeio de uma hora é relativamente acessível (cerca de 50 USD por pessoa) e te leva a menos de 300 metros da parede de gelo. É uma ótima alternativa se você não tiver tempo ou orçamento para os passeios mais longos saindo diretamente de Whittier. A experiência de ouvir o gelo estalar é simplesmente inesquecível.
3. Passeio pela Trail of Blue Ice
Para quem quer explorar o vale de Portage Valley de forma mais ativa, existe uma trilha pavimentada fantástica chamada Trail of Blue Ice. Com cerca de 8 quilômetros de extensão e terreno praticamente plano, ela conecta a região de Moose Flats ao Lago Portage — perfeita para um passeio tranquilo de bicicleta ou uma caminhada relaxante no fim de tarde.

Ao longo do caminho, você vai ter vistas de tirar o fôlego das geleiras Explorer, Middle e Byron. Às vezes um bloco de gelo se desprende das encostas íngremes e você ouve de longe o estrondo impressionante ecoando por todo o vale. É um daqueles passeios que te surpreendem e ficam na memória por muito tempo — especialmente nos dias de sol.
4. Trilha até a Geleira Byron (Byron Glacier Trail)
Essa é provavelmente nossa trilha curta favorita em toda a região, e qualquer pessoa consegue fazer. O percurso começa pertinho do Lago Portage e tem pouco mais de dois quilômetros em cada sentido. A trilha passa por um vale junto a um rio impetuoso, com algumas pedras maiores pelo caminho, e termina bem no sopé da Geleira Byron.

O grande trunfo é que você chega bem pertinho do gelo e, de quebra, a trilha fica relativamente livre das multidões que passam rápido de ônibus para pegar o barquinho. Mas fique atento: especialmente na primavera e no início do verão, o risco de avalanche nas encostas ao redor é real. E, claro, tenha sempre o spray anti-urso à mão — afinal, estamos no Alasca. ☺️
5. A experiência única do túnel Anton Anderson
Pode parecer banal, mas a travessia desse túnel é uma experiência que você não esquece. O Anton Anderson Memorial Tunnel mede 4,1 quilômetros e parece saído de um filme de terror ambientado em mina. Quando o sinal abre e você entra, percorre sobre trilhos de trem (embutidos no concreto) enquanto as paredes de rocha bruta ficam às suas laterais, iluminadas por uma luz tênue e difusa.

A sensação de claustrofobia é bastante comum — a velocidade é limitada e parar é proibido. Sempre me dá uma certa graça pensar que, se um trem viesse na direção contrária, não teríamos para onde ir. Mas não se preocupe: os operadores têm tudo controlado com precisão milimétrica. Só chegue à área de espera pelo menos 15 minutos antes da sua janela horária para garantir que você passe.
6. O choque chamado Begich Towers: a cidade sob um único teto
Bem-vindo a Whittier! Assim que você sai do túnel, um enorme prédio de catorze andares salta aos olhos — completamente deslocado em meio à natureza exuberante ao redor. O Begich Towers Condominium foi construído pelo exército americano nos anos 1950, e hoje abriga incríveis 85% dos cerca de 270 moradores da cidade. É, literalmente, uma cidade inteira comprimida sob um único teto.

Os moradores têm um ecossistema completamente autossuficiente. No térreo e nos porões ficam os Correios, a delegacia, um mercadinho, uma igrejinha e até um posto de saúde. No inverno rigoroso do Alasca, com rajadas de vento de até 100 km/h, muitos moradores simplesmente não saem do prédio por dias. Turistas não podem circular livremente pelos corredores residenciais, mas você pode passear pelo térreo, visitar os Correios e absorver aquela atmosfera estranha e levemente claustrofóbica que o lugar emana.
7. O Buckner Building abandonado
Bem em frente à “cidade no prédio”, ergue-se um monumento ainda mais perturbador: o Buckner Building. Já foi o orgulho do exército americano, também construído nos anos 1950, e foi abandonado em 1966. Hoje é uma ruína imensa e sombria, com janelas quebradas, que parece o cenário perfeito para um videogame pós-apocalíptico.
Oficialmente, a entrada é terminantemente proibida — e com razão, dado o risco de amianto e pisos cedendo. Pessoalmente, eu me limitaria a admirar por fora, tirar algumas fotos e seguir em frente. Ainda assim, é um fascinante memorial da Guerra Fria que deixa uma sensação opressiva, em contraste gritante com as belas montanhas nevadas ao fundo.
8. O passeio 26 Glaciers Cruise (absolutamente imperdível!)
Esse é o motivo principal pelo qual todo mundo vai a Whittier. Se você vai fazer apenas um passeio de barco no Alasca, que seja o 26 Glaciers Cruise da Phillips Cruises — vale cada centavo investido. Catamarãs rápidos e modernos te levam em quase seis horas por mais de 220 quilômetros pelos fiordes College Fjord e Harriman Fjord.

O barco é bem aquecido, com grandes janelas panorâmicas. O capitão aproxima a embarcação tanto das paredes das geleiras que você consegue sentir o frio irradiando do gelo. ⚠️ Por mais incrível que seja, vou ser honesta: não é barato. Em 2026, os preços começam em 219 USD por pessoa, fora os impostos — mas o almoço quente está incluso. Além disso, como o passeio acontece em águas abrigadas do fiorde, quem enjoa facilmente em mar aberto fica muito mais tranquilo aqui.
9. Caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Quando você dobra da Seward Highway em direção ao túnel de Whittier, atravessa o belíssimo vale de Portage Valley. Bem no fim do vale, logo antes da área de espera para o túnel, você encontra o Lago Portage. A geleira Portage já chegou a se estender até o centro de visitantes, mas com o aquecimento global recuou tanto que hoje não dá mais para vê-la da margem.

A única forma de chegar perto é embarcar no barco mv Ptarmigan. O passeio de uma hora é relativamente acessível (cerca de 50 USD por pessoa) e te leva a menos de 300 metros da parede de gelo. É uma ótima alternativa se você não tiver tempo ou orçamento para os passeios mais longos saindo diretamente de Whittier. A experiência de ouvir o gelo estalar é simplesmente inesquecível.
3. Passeio pela Trail of Blue Ice
Para quem quer explorar o vale de Portage Valley de forma mais ativa, existe uma trilha pavimentada fantástica chamada Trail of Blue Ice. Com cerca de 8 quilômetros de extensão e terreno praticamente plano, ela conecta a região de Moose Flats ao Lago Portage — perfeita para um passeio tranquilo de bicicleta ou uma caminhada relaxante no fim de tarde.

Ao longo do caminho, você vai ter vistas de tirar o fôlego das geleiras Explorer, Middle e Byron. Às vezes um bloco de gelo se desprende das encostas íngremes e você ouve de longe o estrondo impressionante ecoando por todo o vale. É um daqueles passeios que te surpreendem e ficam na memória por muito tempo — especialmente nos dias de sol.
4. Trilha até a Geleira Byron (Byron Glacier Trail)
Essa é provavelmente nossa trilha curta favorita em toda a região, e qualquer pessoa consegue fazer. O percurso começa pertinho do Lago Portage e tem pouco mais de dois quilômetros em cada sentido. A trilha passa por um vale junto a um rio impetuoso, com algumas pedras maiores pelo caminho, e termina bem no sopé da Geleira Byron.

O grande trunfo é que você chega bem pertinho do gelo e, de quebra, a trilha fica relativamente livre das multidões que passam rápido de ônibus para pegar o barquinho. Mas fique atento: especialmente na primavera e no início do verão, o risco de avalanche nas encostas ao redor é real. E, claro, tenha sempre o spray anti-urso à mão — afinal, estamos no Alasca. ☺️
5. A experiência única do túnel Anton Anderson
Pode parecer banal, mas a travessia desse túnel é uma experiência que você não esquece. O Anton Anderson Memorial Tunnel mede 4,1 quilômetros e parece saído de um filme de terror ambientado em mina. Quando o sinal abre e você entra, percorre sobre trilhos de trem (embutidos no concreto) enquanto as paredes de rocha bruta ficam às suas laterais, iluminadas por uma luz tênue e difusa.

A sensação de claustrofobia é bastante comum — a velocidade é limitada e parar é proibido. Sempre me dá uma certa graça pensar que, se um trem viesse na direção contrária, não teríamos para onde ir. Mas não se preocupe: os operadores têm tudo controlado com precisão milimétrica. Só chegue à área de espera pelo menos 15 minutos antes da sua janela horária para garantir que você passe.
6. O choque chamado Begich Towers: a cidade sob um único teto
Bem-vindo a Whittier! Assim que você sai do túnel, um enorme prédio de catorze andares salta aos olhos — completamente deslocado em meio à natureza exuberante ao redor. O Begich Towers Condominium foi construído pelo exército americano nos anos 1950, e hoje abriga incríveis 85% dos cerca de 270 moradores da cidade. É, literalmente, uma cidade inteira comprimida sob um único teto.

Os moradores têm um ecossistema completamente autossuficiente. No térreo e nos porões ficam os Correios, a delegacia, um mercadinho, uma igrejinha e até um posto de saúde. No inverno rigoroso do Alasca, com rajadas de vento de até 100 km/h, muitos moradores simplesmente não saem do prédio por dias. Turistas não podem circular livremente pelos corredores residenciais, mas você pode passear pelo térreo, visitar os Correios e absorver aquela atmosfera estranha e levemente claustrofóbica que o lugar emana.
7. O Buckner Building abandonado
Bem em frente à “cidade no prédio”, ergue-se um monumento ainda mais perturbador: o Buckner Building. Já foi o orgulho do exército americano, também construído nos anos 1950, e foi abandonado em 1966. Hoje é uma ruína imensa e sombria, com janelas quebradas, que parece o cenário perfeito para um videogame pós-apocalíptico.
Oficialmente, a entrada é terminantemente proibida — e com razão, dado o risco de amianto e pisos cedendo. Pessoalmente, eu me limitaria a admirar por fora, tirar algumas fotos e seguir em frente. Ainda assim, é um fascinante memorial da Guerra Fria que deixa uma sensação opressiva, em contraste gritante com as belas montanhas nevadas ao fundo.
8. O passeio 26 Glaciers Cruise (absolutamente imperdível!)
Esse é o motivo principal pelo qual todo mundo vai a Whittier. Se você vai fazer apenas um passeio de barco no Alasca, que seja o 26 Glaciers Cruise da Phillips Cruises — vale cada centavo investido. Catamarãs rápidos e modernos te levam em quase seis horas por mais de 220 quilômetros pelos fiordes College Fjord e Harriman Fjord.

O barco é bem aquecido, com grandes janelas panorâmicas. O capitão aproxima a embarcação tanto das paredes das geleiras que você consegue sentir o frio irradiando do gelo. ⚠️ Por mais incrível que seja, vou ser honesta: não é barato. Em 2026, os preços começam em 219 USD por pessoa, fora os impostos — mas o almoço quente está incluso. Além disso, como o passeio acontece em águas abrigadas do fiorde, quem enjoa facilmente em mar aberto fica muito mais tranquilo aqui.
9. Caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Quando Lukáš e eu falamos sobre quais lugares nos chocaram mais nas nossas viagens, Whittier sempre aparece no topo da lista. Imagina só: você está dirigindo pela deslumbrante natureza do Alasca, precisa atravessar um túnel escuro de mais de quatro quilômetros cortado dentro de uma montanha enorme — e ainda divide a pista com trens. Quando finalmente emerge para a luz do dia, não te espera uma charmosa cidadezinha de cabanas de madeira. Em vez disso, você se depara com um enorme prédio de concreto e um imponente edifício militar abandonado. É bizarro, um pouco assustador, sempre chuvoso e ventoso — mas assim que você embarca em um barco e parte em direção à baía de Prince William Sound, tudo faz sentido. Whittier Alasca é a porta de entrada mais acessível para um mundo onde geleiras majestosas desabam diretamente no oceano e orcas nadam ao redor do seu barco.
É um lugar de contrastes absolutos. Às vezes você se sente dentro de um filme pós-apocalíptico; em outros momentos, é como se estivesse num documentário do National Geographic. E, embora eu provavelmente não recomendasse passar uma semana inteira na cidade, deixá-la de fora seria um erro enorme.
Então — um túnel, geleiras, orcas e um prédio abandonado no meio do nada. Vem com a gente descobrir como tudo isso funciona, por que o 26 Glaciers Cruise vale cada centavo e se vale mesmo a pena pernoitar por lá. ☺️

Resumo
- Maior destaque: O passeio 26 Glaciers Cruise ou o caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes no Prince William Sound.
- Quando ir: De meados de maio a meados de setembro. Prepare-se para muita chuva e nebulosidade em Whittier.
- Acesso: A cidade só tem uma entrada: o túnel de mão única Anton Anderson Memorial Tunnel, com tráfego alternado e pedágio de 13 USD.
- Onde ficar: A maioria das pessoas vem apenas para o dia saindo de Anchorage, mas quem quiser ficar, a melhor opção é o Inn at Whittier, bem à beira d’água.
- A cidade sob um único teto: Quase toda a população vive no Begich Towers, um único prédio que abriga até agência dos Correios e posto policial.
- O que não perder no caminho: Pare no Turnagain Arm para avistar belugas e passe pelo vale de Portage Valley para trilhas tranquilas próximas às geleiras.
Quando ir a Whittier e como chegar
Se você está planejando uma viagem a esse canto do mundo, precisa entender uma coisa fundamental: o Alasca tem um verão muito curto, e Whittier ainda por cima tem um microclima bastante peculiar. Vou te mostrar como se organizar para não perder tempo na fila de carros debaixo de chuva. 😅
Melhor época para visitar
Sem rodeios: vá no verão. Os operadores de passeios de barco funcionam aproximadamente de meados de maio a meados de setembro — fora desse período, a cidade praticamente para. Os meses mais quentes são julho e agosto, mas mesmo assim prepare-se para chuva, já que Whittier é um dos lugares mais chuvosos do Alasca. As temperaturas no verão ficam entre 10 e 15 graus Celsius. Já vivemos dias em que a neblina era tão densa que mal dava para enxergar, e logo no dia seguinte o sol apareceu e acabamos passando protetor solar no deck do barco. 😅 Roupas em camadas e uma boa jaqueta impermeável são absolutamente indispensáveis.
Como chegar a partir de Anchorage
De Anchorage até Whittier são cerca de 96 quilômetros (60 milhas), o que dá umas hora e meia de uma estrada incrivelmente cênica chamada Seward Highway. Temos uma longa e boa experiência com a RentalCars, que usamos no mundo inteiro, e recomendamos de coração alugar um carro direto no aeroporto de Anchorage. O trajeto passa pela costa do Turnagain Arm e pelo vale de Portage Valley, lugares onde você vai querer parar para fotografar a cada cinco minutos.
Túnel Anton Anderson: um teste de nervos
O ponto alto do trajeto chega uns 15 minutos antes do destino. O único acesso terrestre à cidade é pelo Anton Anderson Memorial Tunnel, com seus 4,1 quilômetros de extensão — o túnel rodoviário mais longo da América do Norte. E para não ser simples demais, é uma via única compartilhada com trens. O tráfego funciona em sentido alternado seguindo um horário fixo.
No sentido Whittier, o trânsito passa nos trinta minutos (por exemplo, das 10h30 às 10h45), e é cobrado um pedágio de 13 USD por carro. Já o retorno acontece na hora cheia e é gratuito. Se você perder a sua janela de tempo, simplesmente fica esperando na fila de carros na montanha por uma hora até a próxima oportunidade. Na prática, é uma pequena dose de adrenalina antes mesmo de você ver sua primeira geleira. 😁
Onde ficar e quanto custa
Encontrar hospedagem em Whittier pode ser complicado. A cidade simplesmente não foi feita para o turismo de massa, e a demanda nos meses de verão supera muito a oferta. Por isso, a maioria das pessoas vem em excursões de um dia saindo de Anchorage ou de Girdwood — mas se você quiser viver aquela atmosfera isolada e particular depois que os grupos das cruzeiros vão embora, vale mesmo a pena passar a noite por aqui.
O Alasca como um todo é um destino caro, e Whittier não é exceção. Por um quarto duplo no verão, conte com algo entre 250 e 450 USD (aproximadamente 1.400 a 2.500 BRL) por noite, sem contar as taxas locais. Se o orçamento estiver mais apertado, faz muito mais sentido se hospedar em Anchorage — onde a oferta é muito maior — e fazer Whittier só como um roadtrip. Foi exatamente o que fizemos, e o dinheiro economizado foi direto para os ingressos do passeio às geleiras.
Onde dormir em Whittier e arredores
Buscar hospedagem numa cidade tão pequena tem suas particularidades. Direto no porto, as opções são poucas, mas todas ficam a no máximo cinco minutos a pé da saída do túnel. Se quiser o melhor que Whittier tem a oferecer, reserve com antecedência no The Inn at Whittier. Esse icônico edifício de madeira fica sobre pilares, diretamente acima da água, e oferece vistas deslumbrantes do porto e dos picos nevados. É um refúgio perfeito para casais, mas reserve cedo — as vagas somem rapidinho.

Uma alternativa mais em conta e bastante agradável é o Anchor Inn Whittier. Não tem as vistas de tirar o fôlego do Inn at Whittier, mas os quartos são limpos, aconchegantes e a equipe é super simpática. Tem ainda um café no térreo que serve ótimos cafés da manhã — muito bem-vindo quando você precisa acordar cedo para um passeio no mar.
Mas se você quer algo verdadeiramente único e não se importa de abrir mão de um pouco de conforto, experimente o Begich Towers Inn. Lembra que quase todos os menos de 300 moradores de Whittier vivem nesse único edifício gigantesco, que antes servia ao exército? Ficar hospedado aqui é mergulhar na vida cotidiana dos moradores de verdade — sob o mesmo teto convivem os Correios, uma lojinha, a delegacia e até uma igrejinha. Os quartos são a opção mais básica e econômica, decorados num estilo retro, mas a experiência de dormir na “cidade sob um único teto” vai deixar a sua aventura no Alasca com um sabor todo especial.
Whittier Alasca: 13 dicas do que ver e fazer
Mesmo que o centro da cidade caiba em dez minutos a pé, a natureza ao redor oferece tantas experiências que você poderia passar vários dias por aqui e ainda teria mais para explorar. Veja nossas melhores dicas para aproveitar a região ao máximo: do túnel às travessias entre blocos de gelo flutuantes.
1. Parada em Beluga Point e o fenômeno Bore Tide
Já o caminho saindo de Anchorage pela Seward Highway é, por si só, um espetáculo. Antes mesmo de chegar ao túnel, você vai passar pelo Turnagain Arm, uma baía estreita cercada de montanhas. O lugar é famoso pelo fenômeno chamado “bore tide”: uma enorme onda de maré que pode atingir até três metros de altura e avançar a 24 km/h contra a correnteza. Ela se forma por causa da diferença extrema entre a maré alta e a baixa, que aqui pode chegar a quase 8 metros.

O melhor mirante para esse espetáculo natural é o Beluga Point. A onda costuma chegar cerca de quatro horas após a maré mais baixa em Anchorage, então consulte as tábuas de maré com antecedência para não se decepcionar. E tem mais: é aqui que vivem as baleias beluga, responsáveis por nos fazer ficar tanto tempo parados nessa área de descanso que o nosso café já estava frio quando finalmente fomos embora.
2. Passeio de barco mv Ptarmigan até a Geleira Portage
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Quando você dobra da Seward Highway em direção ao túnel de Whittier, atravessa o belíssimo vale de Portage Valley. Bem no fim do vale, logo antes da área de espera para o túnel, você encontra o Lago Portage. A geleira Portage já chegou a se estender até o centro de visitantes, mas com o aquecimento global recuou tanto que hoje não dá mais para vê-la da margem.

A única forma de chegar perto é embarcar no barco mv Ptarmigan. O passeio de uma hora é relativamente acessível (cerca de 50 USD por pessoa) e te leva a menos de 300 metros da parede de gelo. É uma ótima alternativa se você não tiver tempo ou orçamento para os passeios mais longos saindo diretamente de Whittier. A experiência de ouvir o gelo estalar é simplesmente inesquecível.
3. Passeio pela Trail of Blue Ice
Para quem quer explorar o vale de Portage Valley de forma mais ativa, existe uma trilha pavimentada fantástica chamada Trail of Blue Ice. Com cerca de 8 quilômetros de extensão e terreno praticamente plano, ela conecta a região de Moose Flats ao Lago Portage — perfeita para um passeio tranquilo de bicicleta ou uma caminhada relaxante no fim de tarde.

Ao longo do caminho, você vai ter vistas de tirar o fôlego das geleiras Explorer, Middle e Byron. Às vezes um bloco de gelo se desprende das encostas íngremes e você ouve de longe o estrondo impressionante ecoando por todo o vale. É um daqueles passeios que te surpreendem e ficam na memória por muito tempo — especialmente nos dias de sol.
4. Trilha até a Geleira Byron (Byron Glacier Trail)
Essa é provavelmente nossa trilha curta favorita em toda a região, e qualquer pessoa consegue fazer. O percurso começa pertinho do Lago Portage e tem pouco mais de dois quilômetros em cada sentido. A trilha passa por um vale junto a um rio impetuoso, com algumas pedras maiores pelo caminho, e termina bem no sopé da Geleira Byron.

O grande trunfo é que você chega bem pertinho do gelo e, de quebra, a trilha fica relativamente livre das multidões que passam rápido de ônibus para pegar o barquinho. Mas fique atento: especialmente na primavera e no início do verão, o risco de avalanche nas encostas ao redor é real. E, claro, tenha sempre o spray anti-urso à mão — afinal, estamos no Alasca. ☺️
5. A experiência única do túnel Anton Anderson
Pode parecer banal, mas a travessia desse túnel é uma experiência que você não esquece. O Anton Anderson Memorial Tunnel mede 4,1 quilômetros e parece saído de um filme de terror ambientado em mina. Quando o sinal abre e você entra, percorre sobre trilhos de trem (embutidos no concreto) enquanto as paredes de rocha bruta ficam às suas laterais, iluminadas por uma luz tênue e difusa.

A sensação de claustrofobia é bastante comum — a velocidade é limitada e parar é proibido. Sempre me dá uma certa graça pensar que, se um trem viesse na direção contrária, não teríamos para onde ir. Mas não se preocupe: os operadores têm tudo controlado com precisão milimétrica. Só chegue à área de espera pelo menos 15 minutos antes da sua janela horária para garantir que você passe.
6. O choque chamado Begich Towers: a cidade sob um único teto
Bem-vindo a Whittier! Assim que você sai do túnel, um enorme prédio de catorze andares salta aos olhos — completamente deslocado em meio à natureza exuberante ao redor. O Begich Towers Condominium foi construído pelo exército americano nos anos 1950, e hoje abriga incríveis 85% dos cerca de 270 moradores da cidade. É, literalmente, uma cidade inteira comprimida sob um único teto.

Os moradores têm um ecossistema completamente autossuficiente. No térreo e nos porões ficam os Correios, a delegacia, um mercadinho, uma igrejinha e até um posto de saúde. No inverno rigoroso do Alasca, com rajadas de vento de até 100 km/h, muitos moradores simplesmente não saem do prédio por dias. Turistas não podem circular livremente pelos corredores residenciais, mas você pode passear pelo térreo, visitar os Correios e absorver aquela atmosfera estranha e levemente claustrofóbica que o lugar emana.
7. O Buckner Building abandonado
Bem em frente à “cidade no prédio”, ergue-se um monumento ainda mais perturbador: o Buckner Building. Já foi o orgulho do exército americano, também construído nos anos 1950, e foi abandonado em 1966. Hoje é uma ruína imensa e sombria, com janelas quebradas, que parece o cenário perfeito para um videogame pós-apocalíptico.
Oficialmente, a entrada é terminantemente proibida — e com razão, dado o risco de amianto e pisos cedendo. Pessoalmente, eu me limitaria a admirar por fora, tirar algumas fotos e seguir em frente. Ainda assim, é um fascinante memorial da Guerra Fria que deixa uma sensação opressiva, em contraste gritante com as belas montanhas nevadas ao fundo.
8. O passeio 26 Glaciers Cruise (absolutamente imperdível!)
Esse é o motivo principal pelo qual todo mundo vai a Whittier. Se você vai fazer apenas um passeio de barco no Alasca, que seja o 26 Glaciers Cruise da Phillips Cruises — vale cada centavo investido. Catamarãs rápidos e modernos te levam em quase seis horas por mais de 220 quilômetros pelos fiordes College Fjord e Harriman Fjord.

O barco é bem aquecido, com grandes janelas panorâmicas. O capitão aproxima a embarcação tanto das paredes das geleiras que você consegue sentir o frio irradiando do gelo. ⚠️ Por mais incrível que seja, vou ser honesta: não é barato. Em 2026, os preços começam em 219 USD por pessoa, fora os impostos — mas o almoço quente está incluso. Além disso, como o passeio acontece em águas abrigadas do fiorde, quem enjoa facilmente em mar aberto fica muito mais tranquilo aqui.
9. Caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.

Imagina: você está baixinho sobre a superfície da água, com o remo nas mãos, cercado por blocos de gelo balançando suavemente e um silêncio absoluto que só é quebrado pelo sopro de uma baleia ou pelo estalo de uma geleira. Sem medo: normalmente você vai de barco a motor até as enseadas mais seguras e cenográficas e só então embarca nos caiaques. É fisicamente mais exigente, mas completamente de outro nível.
10. Observação de fauna: baleias e lontras
O Prince William Sound funciona como um banquete gigante para a fauna do Alasca. As águas da baía são cruzadas por imensas baleias jubarte (humpback whales), que migram para cá no verão em busca de alimento, e é comum avistar também orcas majestuosas. Ver uma enorme cauda de baleia mergulhando com uma geleira ao fundo é uma visão que simplesmente não enjoa.

Mas meu favorito de longe são as lontras-marinhas (sea otters). Você as vê com frequência flutuando de costas na água, muitas vezes de mãos dadas para não se afastar uma da outra, quebrando mariscos na barriga. Nas rochas ao longo da costa, com um pouco de sorte, você ainda avista leões-marinhos se aquecendo ao sol, e bem alto no céu, águias-carecas fazendo círculos. É um safári aquático de verdade.
11. O gelo azul visto de perto
Você já se perguntou por que as geleiras são tão azuis? Antes de vir pela primeira vez, achei que as fotos dos guias eram editadas. Mas não é isso! A baía de Whittier oferece condições excepcionais para observar as chamadas “tidewater glaciers” — geleiras que desaguam diretamente no mar.

O gelo está tão comprimido sob pressão enorme que absorve todas as cores do espectro luminoso, exceto o azul, que reflete de volta. Quando você se aproxima de barco de uma dessas paredes gigantescas e um bloco do tamanho de uma casa se desprega na água, criando uma onda e um estrondo que soa como um tiro de canhão… aí você entende o que significa se sentir pequeno diante da natureza. Esse fenômeno é chamado de “calving” e é de arrepiar.
12. Parada em Valdez e o legado do Exxon Valdez
Se você tiver mais tempo e quiser ir além, Valdez fica a cerca de 140 quilômetros a leste pelo fiorde (ou bem mais por estrada). É uma cidade um pouco mais charmosa que o Whittier de concreto, e está para sempre ligada a um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA: o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989. Exposições excelentes documentam o impacto sobre a baía e a impressionante recuperação do ecossistema ao longo das décadas.
Valdez é também o ponto final do Trans-Alaska Pipeline, o oleoduto de 1.300 quilômetros que transporta o petróleo do extremo norte do estado. A cidade tem uma atmosfera peculiar de porto de pesca e exploração mineral encrustado no coração de montanhas deslumbrantes — apelidadas de “Suíça do Alasca”.
13. Worthington Glacier: uma geleira à beira da estrada
Se você for a Valdez pela Richardson Highway, não deixe de parar no Worthington Glacier. É uma das geleiras mais acessíveis de todo o Alasca, fica pertinho do Thompson Pass. O estacionamento custa apenas 5 USD e do carro até a frente da geleira são menos de 600 metros por uma trilha confortável — acessível até para cadeira de rodas.
A maioria das pessoas para no mirante, tira as fotos do gelo e segue viagem. Mas se você quer uma experiência de verdade, recomendo contratar um passeio guiado (como o da Alaska Guide Co.), onde você recebe crampons e piolets e faz um trek diretamente sobre a superfície da geleira. Os preços não são lá muito acessíveis (entre 165 e 325 USD), mas caminhar sobre um gelo de mais de 22 mil anos e beber água cristalina direto de uma fissura glacial é uma daquelas memórias que Lukáš e eu levamos para sempre.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
Perguntas frequentes (FAQ)
Como chegar em Whittier no Alasca?
Quando o túnel para Whittier está aberto?
Vale a pena fazer o passeio 26 Glaciers Cruise?
Quantas pessoas moram no prédio Begich Towers em Whittier?
Quantos dias são suficientes para visitar Whittier?
Dá para ir de carro até Whittier?
Como é o clima típico em Whittier?
Tipy a triky pro vaší dovolenou
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Kvalitní cestovní pojištění vás ochrání před nemocí, úrazem, krádeží nebo stornem letenek. Pár návštěv nemocnic jsme v zahraničí už absolvovali, takže víme, jak se hodí mít sjednané pořádné pojištění.
Kde se pojišťujeme my: SafetyWing (nejlepší pro všechny) a TrueTraveller (na extra dlouhé cesty).
Proč nedoporučujeme nějakou českou pojišťovnu? Protože mají dost omezení. Mají limity na počet dnů v zahraničí, v případě cestovka u kreditní karty po vás chtějí platit zdravotní výdaje pouze danou kreditní kartou a často limitují počet návratů do ČR.
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