Escadaria Espanhola em Roma: história + 10 dicas ao redor

Roma na Itália não perdoa quem chega despreparado — foi o que eu e o Lukáš aprendemos mais de uma vez. A Cidade Eterna tem o poder de te deixar completamente sem fôlego antes mesmo que você jogue uma moeda na fonte, mas uma vez que ela te conquista, não te larga mais. A Escadaria Espanhola é exatamente um desses lugares que, de longe, parecem um cartão-postal perfeito e romântico. Mas quando você chega lá no meio do dia no auge do verão, descobre que está se espremendo num mar de milhares de turistas suados e desviando sem parar de vendedores de rosas caras.

O segredo de uma boa viagem a Roma não está em quantos pontos turísticos você consegue riscar da lista. Está no timing certo, no planejamento estratégico e na disposição de aceitar que Roma não é só um museu a céu aberto, mas uma metrópole pulsante de três milhões de habitantes. Vamos juntos conferir 10 dicas do que ver e fazer ao redor da Escadaria Espanhola para que a sua visita valha cada centavo. Vou te contar o melhor horário para ir sem enlouquecer com as multidões e revelar também quanto você pode pagar de multa se se deixar levar e resolver sentar naquele famoso mármore. 😅

Escadaria Espanhola em Roma na Itália

Resumo

  • Sentar é terminantemente proibido: A multa por descansar na Escadaria Espanhola varia entre 250 e 400 euros, e a fiscalização é implacável.
  • A Fontana di Trevi agora é paga: A partir de 2026, você paga 2 euros para descer até a beira da fonte, com limite de 400 pessoas por vez.
  • O Jubileu acabou: O Ano Santo de 2025 ficou para trás, a cidade retirou os andaimes dos monumentos e as ruas estão um pouco mais respiráveis.
  • Cuidado com golpistas: Nos arredores da escadaria e na Via dei Condotti, grupos organizados abordam turistas com pulseiras e rosas “de presente”.
  • Beba das fontes públicas: Não compre água engarrafada. Por todo o centro histórico, as bicas de ferro fundido chamadas nasoni oferecem água fresca e potável de graça.
  • O calçado faz a diferença: A calçada de paralelepípedos típica de Roma acaba com sapatos inadequados — um tênis confortável é absolutamente indispensável.
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Quando visitar Roma na Itália

Piazza di Spagna ensolarada com multidões de turistas na escadaria
Foto: Fred Romero, CC BY 2.0, Wikimedia Commons

Todo viajante sonha com a mesma coisa: ver Roma banhada de sol, sentar na calçada com um Aperol Spritz na mão e não dividir o momento com outras dez mil pessoas. Encontrar esse equilíbrio mágico, porém, é mais difícil do que parece. O Ano Santo de 2025 (o Jubileu) assustou muita gente, e com razão — mais de 33 milhões de peregrinos invadiram a cidade e as ruas literalmente travavam. As portas santas foram fechadas em janeiro de 2026 e o ano de 2026 traz um alívio considerável para quem quer visitar a Cidade Eterna.

Os melhores meses para visitar são, sem dúvida, maio, junho, setembro e outubro. O outubro, em especial, oferece na nossa opinião as condições mais agradáveis para caminhar por horas. As temperaturas caem para uns 22°C, o ar fica mais limpo e a cidade ganha uma luz dourada e suave de outono, perfeita para fotografias. As noites pedem um casaco leve, mas durante o dia você consegue facilmente percorrer quinze quilômetros sem sentir que vai derreter na calçada quente.

Julho e agosto em Roma são, pelo contrário, uma prova de resistência física e mental. As temperaturas passam tranquilamente dos 33°C e a umidade transforma as ruelas estreitas em estufas sem ventilação. As pedras antigas absorvem calor durante o dia e irradiam como fornos mesmo depois que o sol se põe. Se você não tem escolha e precisa ir no verão, adapte sua rotina: acorde às seis da manhã para aproveitar os monumentos antes do pico de calor e se refugie num restaurante com ar-condicionado ou no hotel por volta do meio-dia.

O inverno, de fins de novembro a fevereiro, é o segredo mais bem guardado dos viajantes que querem economizar. As temperaturas ficam entre 5°C e 13°C, chove às vezes e as manhãs são frias. Mas você ganha algo que não tem preço: os preços de hospedagem despencam para a mínima anual e as filas nos pontos turísticos praticamente somem. O Roma de inverno te mostra uma face melancólica, tranquila e incrivelmente poética.

Onde se hospedar em Roma

Entre as opções que recomendamos, o Hotel Artemide no bairro central de Monti se saiu muito bem, assim como o charmoso Condotti Boutique Hotel, a poucos passos da Escadaria Espanhola, e o mais tranquilo Residenza Cavallini, no bairro Prati, perto do Vaticano. Vale muito reservar com antecedência para garantir as melhores condições.

💡 Dica de hospedagem e experiências: Nós adoramos buscar hospedagem no Booking.com, que geralmente tem as melhores políticas de cancelamento. Para ingressos, passeios e atividades, vale comparar opções no GetYourGuide.

Café com atmosfera especial em Roma na Itália

A escolha do bairro define toda a sua experiência em Roma e decide se você vai cair morto de cansaço na cama à noite ou descer tranquilamente até uma trattoria de bairro. O erro mais comum de quem visita pela primeira vez é reservar hospedagem apenas pelo preço, sem pensar em deslocamento e logística. A cidade é enorme e passar uma hora por dia num ônibus lotado e sem ar-condicionado vai te esgotar com certeza.

Se você quer um equilíbrio perfeito, o bairro Monti, logo atrás do Coliseu, é provavelmente o nosso favorito. Tem ótima atmosfera, cafés independentes, bares charmosos e acesso fácil ao metrô. Já o Trastevere é a encarnação da imagem romântica da Itália, com ruelas tortuosas e vida noturna animada, mas não tem estação de metrô e o barulho à noite pode ser intenso. Para famílias com crianças ou quem busca mais sossego, o bairro Prati, ao norte do Vaticano, oferece avenidas largas e terreno plano.

Eu e o Lukáš sempre reservamos pelo Booking, onde é possível encontrar ótimos apartamentos e pequenos hotéis familiares. Se o orçamento está apertado, procure opções perto da Estação Termini — mas fique de olho nos seus pertences por lá. Ficar hospedado no centro histórico (Centro Storico), bem pertinho da Escadaria Espanhola, é inegavelmente especial, mas você paga um valor bem salgado por isso e estará rodeado de turistas a todo momento.

10 dicas do que ver e fazer na Escadaria Espanhola e arredores

Vamos ao que interessa: dicas concretas para aproveitar ao máximo os arredores da Escadaria Espanhola. Vou te mostrar onde ir para ter a melhor vista, como escapar do calor da tarde e como não cair nas armadilhas dos restaurantes turísticos da região.

1. 135 degraus e a Igreja Trinità dei Monti

Igreja Trinità dei Monti com suas duas torres acima da Escadaria Espanhola
Foto: Krzysztof Golik, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Quando se fala em Roma na Itália, a imagem que muita gente tem logo depois do Coliseu é essa elegante cascata de degraus. A Escadaria Espanhola (Scalinata di Trinità dei Monti) tem exatamente 135 degraus de travertino que sobem da praça em direção à igreja francesa no topo. Seu design exclusivo, que lembra asas de borboleta, atrai visitantes desde o século XVIII, e o lugar tem um charme visual que é difícil de descrever em palavras.

No alto da escadaria fica a Igreja Trinità dei Monti, com suas duas torres sineiras, que oferece uma vista fantástica lá de cima para a praça. Em frente à igreja está um dos muitos obeliscos romanos, transferido para o local no final do século XVIII. Como a maioria dos turistas fica embaixo, perto da fonte, subir até o topo te dá um pouco mais de espaço para respirar.

💡 Dica: Evite vir no meio do dia. Se você quer sentir a magia desse lugar sem se sentir dentro de uma lata de sardinha, acorde cedo. Por volta das oito da manhã você vai encontrar apenas alguns fotógrafos e a luz da manhã pinta toda a cena em tons pastel absolutamente lindos.

2. A Fontana della Barcaccia e a água potável grátis

Fontana della Barcaccia em forma de barquinho no sopé da Escadaria Espanhola
Foto: John Samuel, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Bem no sopé da escadaria, na Piazza di Spagna, está uma das obras-primas do início do barroco romano. A Fontana della Barcaccia, que significa “o barco feio”, é obra do escultor Pietro Bernini e de seu filho ainda mais famoso, Gian Lorenzo. A fonte tem o formato de um barco semialagado, com água entrando por todos os lados.

Segundo a lenda, Bernini se inspirou num barco de pesca real que uma grande enchente do Rio Tibre arrastou até ali no final do século XVI. O arquiteto ainda precisou lidar com a baixíssima pressão da água no aqueduto local, e por isso afundou a fonte levemente abaixo do nível do calçamento. O resultado, porém, é genial e funciona como o centro natural de toda a praça.

Nas bordas da fonte você pode notar pequenos bicos de água potável. Roma tem distribuídos por toda a cidade cerca de 2.500 chafarizes públicos de ferro fundido chamados nasoni (grandes narizes), de onde jorra água gelada e 100% potável de graça. Os locais conhecem o truque: basta tampar o bico principal com o dedo e a água jorra por um furinho na parte de cima, direto na sua boca.

3. A proibição de sentar e as multas

Pessoas na Escadaria Espanhola e na Piazza di Spagna em Roma
Foto: Mike McBey, CC BY 2.0, Wikimedia Commons

De longe, aqueles degraus largos de mármore parecem um convite irresistível para sentar e descansar, especialmente depois de dez quilômetros andando. Mas preciso te avisar com ênfase: sentar na Escadaria Espanhola é estritamente proibido. A cidade implantou essa regra para proteger o mármore histórico, que sofria com o peso de milhões de turistas, cafés derramados e chicletes jogados.

Policiais com coletes amarelos fluorescentes fiscalizam a proibição de forma ativa e sem qualquer tolerância. Se você tentar sequer agachar, vai ouvir na hora um apito estridente. Os guardas ficam circulando sem parar de cima para baixo e não têm pena de ninguém — nem de crianças cansadas nem de idosos. A regra é simples: fica de pé ou continua andando.

Se você não obedecer ou tentar discutir com os guardas, a multa é de aproximadamente 250 euros. Se além de sentar você comer sorvete ou sujar o monumento de qualquer forma, o valor pode subir rapidamente para 400 euros. Guarde esse dinheiro para um jantar incrível e vá descansar num dos parques próximos.

4. A explosão de azaleias na primavera

Escadaria Espanhola coberta de azaleias floridas ao entardecer em Roma
Foto: Pakycassano, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

Se você conseguir programar sua visita a Roma para o fim de abril ou começo de maio, te espera um espetáculo visual inesquecível. Nesse período, a Escadaria Espanhola se transforma num jardim florescente gigantesco. Jardineiros colocam anualmente centenas de vasos com azaleias brancas e cor-de-rosa por todos os degraus.

Essa tradição dá ao lugar um charme incrivelmente romântico e faz a escadaria parecer ainda mais imponente do que já é. Claro que isso também significa um aumento considerável no número de pessoas em busca da foto perfeita para o Instagram. A decoração floral costuma durar apenas três ou quatro semanas, dependendo de quanto sol e calor os dias de primavera trouxerem.

Se você curte fotografia, suba até mais ou menos a metade da escadaria e fotografe de cima para baixo, através das flores, em direção à Fontana della Barcaccia. Mesmo com toda aquela gente, a escadaria na primavera tem algo de especial, e aquela explosão de cores contrastando com o travertino claro é simplesmente deslumbrante.

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5. Um respiro na Casa de Keats

Casa Memorial Keats-Shelley ao lado da Escadaria Espanhola em Roma
Foto: HarshLight, CC BY 2.0, Wikimedia Commons

Bem no canto inferior direito da Escadaria Espanhola (quando você está de frente para ela) fica uma discreta casa de tijolos vermelhos que a maioria dos turistas passa sem nem notar. É a Keats-Shelley House, um museu dedicado aos poetas românticos ingleses que vinham à Itália em busca de inspiração e de um clima mais ameno.

Foi exatamente nessa casa que o famoso poeta John Keats passou seus últimos meses de vida, antes de morrer de tuberculose aos vinte e cinco anos. Hoje o lugar abriga uma fascinante coleção de manuscritos, pinturas e objetos pessoais dos poetas. É um pequeno santuário literário bem no meio do caos romano.

A maior vantagem do museu, no entanto, é a sua atmosfera. Enquanto lá fora na praça reina o barulho e o movimento frenético, aqui dentro você encontra fresco, silêncio absoluto e uma paz rara. O assoalho de madeira range sob os pés e, pelas janelas do primeiro andar, você tem uma vista privilegiada e exclusiva das multidões que circulam pelos degraus lá embaixo. A entrada custa em torno de 6 euros e, pelo descanso que proporciona, vale cada centavo.

6. Via dei Condotti e as compras de luxo

Via dei Condotti, a famosa rua de compras de luxo em Roma
Foto: Perituss, CC0, Wikimedia Commons

Logo em frente à Escadaria Espanhola começa uma das ruas mais famosas e mais caras de toda a Itália. A Via dei Condotti é a vitrine do luxo mundial, onde se concentram butiques de Prada, Gucci, Bulgari e Dior lado a lado. Mesmo que eu e o Lukáš não vamos comprar uma bolsa de cem mil reais, o simples window shopping e a observação dos italianos elegantemente vestidos já é um programa por si só.

A rua tem uma atmosfera histórica incrível e abriga também o Antico Caffè Greco, o segundo café mais antigo da Itália, fundado em 1760. Casanova, Goethe e Lord Byron tomaram café aqui. Mas se você resolver sentar numa mesa, prepare o bolso: um cappuccino pode custar até 9 euros. A regra de ouro italiana diz que tomar café em pé no balcão (al banco) é baratíssimo, mas sentar significa pagar pelo serviço e pela mesa.

💡 Dica: Fique muito atento aos golpistas. É justamente nos arredores dessa rua e da praça que grupos organizados atuam. Eles se aproximam com um sorriso largo, perguntam de onde você é e, num piscar de olhos, amarram uma pulseira no seu pulso ou colocam uma rosa na mão da sua acompanhante como “presente”. Não se engane: em seguida vem a cobrança agressiva de 10 a 20 euros. A única defesa eficaz é ignorar completamente, acelerar o passo e dizer um firme “No, grazie”.

7. O melhor pôr do sol em Roma no Pincio

Vista de Roma do Terraço do Pincio com a cúpula da Basílica de São Pedro
Foto: Jorge Franganillo, CC BY 2.0, Wikimedia Commons

Depois de explorar a escadaria por baixo, suba os degraus até o obelisco e, ao chegar à Igreja Trinità dei Monti, vire à esquerda. Siga pelo belo calçadão sombreado Viale della Trinità dei Monti, passe pela majestosa Villa Medici e em cerca de dez minutos de caminhada tranquila você chega ao Terraço do Pincio (Terrazza del Pincio).

Esse amplo mirante fica na borda do imenso parque Villa Borghese e oferece, na nossa opinião, o pôr do sol mais bonito de toda Roma na Itália. Lá embaixo se abre a enorme Piazza del Popolo e no horizonte você vê claramente a silhueta da cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

É um lugar incrivelmente romântico, frequentado pelos próprios romanos como ponto de encontro. Músicos de rua tocam com frequência e o clima é bem mais descontraído do que no centro. Fique até que o sol pinte todos os telhados de Roma em tons de ouro intenso e só então parta para encontrar um lugar para jantar. Pode ter certeza: a pequena caminhada até lá vale cada gota de suor.

8. A Fontana di Trevi com as novas regras (2026)

Fontana di Trevi em Roma na Itália

Da Escadaria Espanhola até a Fontana di Trevi são apenas dez minutos a pé num labirinto de ruelas estreitas. Dobrar a esquina e de repente se deparar com aquela enorme massa de travertino branco brilhante e água jorrada é uma experiência surreal. Infelizmente, esse momento mágico havia se tornado uma batalha por centímetros quadrados e cotoveladas, o que forçou a prefeitura a agir de forma decisiva.

Desde fevereiro de 2026 vigoram regras novas e rígidas na fonte. Se você quiser descer as escadas até a beira da bacia para tirar a foto perfeita e jogar uma moeda por cima do ombro, vai pagar 2 euros de taxa de acesso (não residentes). Esse espaço agora é fisicamente delimitado por painéis de vidro e o acesso é controlado por catracas, com limite de 400 pessoas por vez.

Se preferir não pagar ou não quiser enfrentar a fila para entrar na área inferior, você pode admirar a fonte de graça do nível superior da praça. Mas saiba que policiais com apito ficarão te apressando para você não bloquear a passagem. Se você comprar o ingresso para descer e jogar sua moeda, saiba que todo o dinheiro arrecadado (cerca de 3.000 euros por dia) vai para a Caritas, entidade de caridade local.

9. Piazza del Popolo

Piazza del Popolo em Roma na Itália

Do Terraço do Pincio você pode descer por escadarias largas e sinuosas diretamente para uma das praças mais grandiosas de Roma. A Piazza del Popolo, ou Praça do Povo, foi por séculos o principal ponto de entrada em Roma para viajantes que chegavam do norte pela antiga Via Flaminia.

O espaço é dominado por um imenso obelisco egípcio com mais de três mil anos, trazido para Roma pelo imperador Augusto. No lado sul da praça erguem-se duas igrejas barrocas quase idênticas, entre as quais se abrem as três principais ruas que formam o famoso tridente romano (Tridente). Arquitetonicamente é um espaço de uma limpeza e sofisticação impressionantes.

Diferente do ambiente claustrofóbico dos arredores da Escadaria Espanhola ou da Fontana di Trevi, aqui você tem a sensação de poder respirar fundo. A praça é enorme, espaçosa e frequentemente recebe concertos ou eventos públicos. Na borda da praça fica também a Igreja Santa Maria del Popolo, que guarda dois quadros absolutamente de tirar o fôlego (e com entrada gratuita) do mestre do claro-escuro Caravaggio.

10. Onde comer sem cair em armadilhas turísticas

Massa italiana vegetariana com tomate

Os arredores da Escadaria Espanhola e do Panteão são, do ponto de vista gastronômico, um verdadeiro campo minado. Restaurantes com vista para os monumentos são as clássicas armadilhas para turistas. Os sinais de alerta são garçons que te abordam na calçada, cardápios ilustrados em cinco idiomas e pratos exibindo uma bandeirinha italiana gigante na capa. Uma trattoria italiana de verdade jamais te chama na rua.

Eu e o Lukáš somos vegetarianos, então buscamos principalmente lugares com boa pizza ou massa, mas preciso te alertar sobre um golpe muito traiçoeiro. Muitos restaurantes no centro cobram peixes e frutos do mar pelo sistema “per etto” (preço por 100 gramas). Você vê um preço tentador de 8 euros, mas o garçom traz um peixão enorme e a conta sobe para valores astronômicos. Conhecemos um caso em que turistas pagaram mais de 600 reais por pessoa por um único almoço, por não terem verificado o peso final do prato.

Eu e o Lukáš preferimos a honesta pizza al taglio (pizza cortada e vendida por peso) nas pequenas padarias fora das rotas turísticas principais. A tradicional pizza bianca, só com azeite e sal grosso, é uma delícia. Se quiser sentar em algum lugar, procure restaurantes escondidos onde te atendam em italiano. Peça as tradicionais massas romanas cacio e pepe (só queijo pecorino e pimenta-do-reino) e você vai descobrir que a maior beleza está na simplicidade.

O que ver além da Escadaria Espanhola em Roma

Caminhada à beira do Rio Tibre em Roma na Itália

Roma é imensa e o centro histórico ao redor da Escadaria Espanhola é só o começo. Se você tem mais dias no roteiro, não deixe de explorar outras joias da Antiguidade e do Renascimento. Preparamos guias detalhados sobre os lugares mais interessantes da cidade:

Perguntas frequentes

Paga-se entrada para a Escadaria Espanhola?

A entrada na escadaria em si é totalmente gratuita e fica aberta 24 horas por dia. Você paga apenas no caso de violar as regras rígidas, pois sentar nos degraus dá uma multa de 250 euros. E se ainda por cima você consumir comida ali, o valor pode chegar até 400 euros.

Como chego à Escadaria Espanhola?

Bem embaixo da escadaria fica a estação de metrô da linha A chamada Spagna. Da estação principal Termini são apenas três paradas, o que leva cerca de cinco minutos de viagem. A maior parte do centro histórico (Pantheon, Trevi, Navona) fica, a partir daí, facilmente acessível a pé.

Dá para pagar com cartão em todo lugar em Roma?

A Itália deu um salto enorme nos pagamentos sem dinheiro vivo e hoje você paga com cartão em restaurantes, museus e até por uma bolinha de sorvete. Mesmo assim recomendamos ter sempre com você algumas moedas, úteis para a gorjeta do barista, para pagar o banheiro público ou para jogar uma moedinha na fonte.

Posso pegar água dos bebedouros na rua?

Sim, com certeza faça isso! Roma tem milhares de bebedouros de ferro fundido (nasoni), dos quais jorra ininterruptamente uma água gelada, limpa e cem por cento potável. Não compre garrafas plásticas com preço inflado dos vendedores de rua; você economiza dinheiro e ajuda a natureza.

O que fazer quando chove no centro?

As tempestades romanas costumam ser violentas, mas na maioria das vezes passam rápido. Só que o calçamento de basalto (sampietrini) e a Escadaria Espanhola de travertino na chuva se transformam na hora em uma pista de patinação perigosa. Abrigue-se no Pantheon ali perto e observe como, pelo óculo aberto no teto, a chuva cai direto para dentro.

O Ano Santo (Jubileu 2025) já terminou?

Sim, o Ano Santo durou desde o Natal de 2024 e terminou oficialmente em 6 de janeiro de 2026 com o solene fechamento das Portas Santas. A cidade finalmente se livrou das apocalípticas multidões de peregrinos e os monumentos restaurados estão, depois de longas reformas, enfim sem andaimes.

O que é o coperto nos restaurantes?

O coperto é uma taxa fixa pela mesa posta e pela cestinha de pão, com a qual você vai se deparar na esmagadora maioria dos restaurantes tradicionais. Costuma ser de 2 a 4 euros por pessoa. Não é gorjeta para o garçom, é simplesmente uma taxa legal por você estar sentado à mesa, e deve estar sempre indicada no cardápio.

Posso entrar nos monumentos de short e regata?

Depende de onde você vai. Nas ruínas antigas (Coliseu, Fórum) a roupa de verão está tranquila. Mas se você vai a qualquer igreja, incluindo o Pantheon ou o Vaticano, vale um dress code rígido. Você precisa estar com ombros e joelhos cobertos, senão a segurança coloca você para fora sem dó, mesmo com o ingresso válido.

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