Quando você dobra da Seward Highway em direção ao túnel de Whittier, atravessa o belíssimo vale de Portage Valley. Bem no fim do vale, logo antes da área de espera para o túnel, você encontra o Lago Portage. A geleira Portage já chegou a se estender até o centro de visitantes, mas com o aquecimento global recuou tanto que hoje não dá mais para vê-la da margem.
7. O Buckner Building abandonado
Bem em frente à “cidade no prédio”, ergue-se um monumento ainda mais perturbador: o Buckner Building. Já foi o orgulho do exército americano, também construído nos anos 1950, e foi abandonado em 1966. Hoje é uma ruína imensa e sombria, com janelas quebradas, que parece o cenário perfeito para um videogame pós-apocalíptico.
Oficialmente, a entrada é terminantemente proibida — e com razão, dado o risco de amianto e pisos cedendo. Pessoalmente, eu me limitaria a admirar por fora, tirar algumas fotos e seguir em frente. Ainda assim, é um fascinante memorial da Guerra Fria que deixa uma sensação opressiva, em contraste gritante com as belas montanhas nevadas ao fundo.
8. O passeio 26 Glaciers Cruise (absolutamente imperdível!)
Esse é o motivo principal pelo qual todo mundo vai a Whittier. Se você vai fazer apenas um passeio de barco no Alasca, que seja o 26 Glaciers Cruise da Phillips Cruises — vale cada centavo investido. Catamarãs rápidos e modernos te levam em quase seis horas por mais de 220 quilômetros pelos fiordes College Fjord e Harriman Fjord.

O barco é bem aquecido, com grandes janelas panorâmicas. O capitão aproxima a embarcação tanto das paredes das geleiras que você consegue sentir o frio irradiando do gelo. ⚠️ Por mais incrível que seja, vou ser honesta: não é barato. Em 2026, os preços começam em 219 USD por pessoa, fora os impostos — mas o almoço quente está incluso. Além disso, como o passeio acontece em águas abrigadas do fiorde, quem enjoa facilmente em mar aberto fica muito mais tranquilo aqui.
9. Caiaque marinho entre blocos de gelo flutuantes
Se você prefere não passar horas num barco lotado, existe uma forma muito mais intimista de explorar a baía. Os passeios de caiaque marinho organizados por operadoras como a Sound Eco Adventures estão entre as experiências mais intensas que você pode levar do Alasca na bagagem.
Onde comer em Whittier
Não se deixe enganar pela aparência dura da cidade — dá para comer muito bem por aqui depois de um longo dia no mar. A oferta é pequena e gira quase totalmente em torno de frutos do mar frescos, e é exatamente por isso que é tão autêntico. Os preços são inevitavelmente “do Alasca”, então prepare-se para gastar algumas dezenas de dólares por um jantar decente — mas os peixes realmente valem.
Nossas dicas de onde matar a fome:
Inn at Whittier Dining: Escolha óbvia se você quer o melhor da cidade e não se importa de pagar mais. Toalhas brancas nas mesas, janelas amplas com vista direta para o porto e frutos do mar frescos absolutamente fantásticos. Depois de um dia inteiro com frio lá fora, é a recompensa perfeita. O filé de carne também é excelente, para quem preferir.
Swiftwater Seafood Cafe: O restaurante dos moradores e das tripulações de barcos de pesca. Sem frescura, só o essencial: um clássico fish and chips com halibute ou salmão fresquíssimos empanados. Ambiente descontraído, um pouco barulhento e com uma cozinha que manda muito bem. 😅
Lazy Otter Charters & Café: Parada ideal para o café da manhã ou um almoço rápido. Servem café razoavelmente bom (para padrões americanos), sanduíches e pães frescos. Sempre passamos por aqui antes de embarcar no barco ou ir de caiaque. Muito amigável para crianças também.
Wild Catch Café: A salvação do bolso. Se você não quer gastar uma fortuna com peixe no prato, dê uma passada para um hambúrguer caprichado ou um clam chowder quente e cremoso (sopa de mariscos) que vai te colocar de volta nos trilhos rapidinho.
Para onde ir no Alasca depois de Whittier
O Alasca é imensurável, e depois de Whittier a sua viagem está só começando. Onde continuar?
Vale muito a pena seguir um pouco mais para o sul, pela Península Kenai, até a cidade de Seward, que oferece águas oceânicas ainda mais selvagens e o famoso Parque Nacional Kenai Fjords (veja nosso artigo sobre Seward e arredores). Se preferir agito urbano e reabastecer as energias, volte para Anchorage (aqui você encontra 15 dicas do que fazer em Anchorage). E se os passeios de barco te conquistaram de vez, não deixe de conferir nosso guia completo de Alaska Cruise, com tudo para escolher o cruzeiro certo para você.
Se você ainda está na fase de planejar as passagens para essa aventura da vida, garimpamos voos baratos no Kiwi — é nosso portal favorito. E não saia de casa sem um bom seguro viagem: para viagens mais longas, geralmente usamos o SafetyWing. Leve um tênis de trilha resistente para o famoso lamaçal do Alasca, e não esqueça de pegar um chip eSIM da Holafly para ter dados assim que pousar e já poder postar aquelas fotos das geleiras. 😉
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Quando você dobra da Seward Highway em direção ao túnel de Whittier, atravessa o belíssimo vale de Portage Valley. Bem no fim do vale, logo antes da área de espera para o túnel, você encontra o Lago Portage. A geleira Portage já chegou a se estender até o centro de visitantes, mas com o aquecimento global recuou tanto que hoje não dá mais para vê-la da margem.
Quando Lukáš e eu falamos sobre quais lugares nos chocaram mais nas nossas viagens, Whittier sempre aparece no topo da lista. Imagina só: você está dirigindo pela deslumbrante natureza do Alasca, precisa atravessar um túnel escuro de mais de quatro quilômetros cortado dentro de uma montanha enorme — e ainda divide a pista com trens. Quando finalmente emerge para a luz do dia, não te espera uma charmosa cidadezinha de cabanas de madeira. Em vez disso, você se depara com um enorme prédio de concreto e um imponente edifício militar abandonado. É bizarro, um pouco assustador, sempre chuvoso e ventoso — mas assim que você embarca em um barco e parte em direção à baía de Prince William Sound, tudo faz sentido. Whittier Alasca é a porta de entrada mais acessível para um mundo onde geleiras majestosas desabam diretamente no oceano e orcas nadam ao redor do seu barco.
É um lugar de contrastes absolutos. Às vezes você se sente dentro de um filme pós-apocalíptico; em outros momentos, é como se estivesse num documentário do National Geographic. E, embora eu provavelmente não recomendasse passar uma semana inteira na cidade, deixá-la de fora seria um erro enorme.
Então — um túnel, geleiras, orcas e um prédio abandonado no meio do nada. Vem com a gente descobrir como tudo isso funciona, por que o 26 Glaciers Cruise vale cada centavo e se vale mesmo a pena pernoitar por lá. ☺️

