Cascais, Portugal: 15 dicas do que ver e fazer

TL;DRCascais é uma vila litorânea e cosmopolita a cerca de 45 minutos de trem de Lisboa (a partir da estação Cais do Sodré), ideal para uma visita de dois dias ou de quatro a cinco dias, se você planeja bate-voltas para Sintra ou para o Cabo da Roca. O artigo traz 15 dicas, entre elas o centro histórico cheio de azulejos, o abismo rochoso Boca do Inferno, o farol de Santa Marta, o museu Casa das Histórias Paula Rego e a selvagem praia de surfe Praia do Guincho, ligada ao centro por uma ciclovia de nove quilômetros. Os melhores meses para visitar são maio, junho, setembro e outubro, com temperaturas em torno de 22 a 26 graus e menos turistas. As hospedagens recomendadas incluem o Hotel Baia na orla e o luxuoso Hotel Cascais Miragem Health & Spa na falésia sobre o mar.

Quando o Lukáš e eu descemos do trem que nos traz de Lisboa em apenas 45 minutos, sentimos na hora aquela atmosfera especial e relaxada. Cascais, em Portugal, é um daqueles lugares que encantam à primeira vista e que dão vontade de voltar sempre. Nós viajamos para Portugal todos os anos, geralmente passamos o tempo lá no sul pegando ondas, mas o litoral em volta da capital tem simplesmente um charme muito próprio.

No século 19, esta vila de pescadores, antes discreta, ganhou o carinho da família real portuguesa, que a escolheu como residência de verão — o que atraiu imediatamente aristocratas e artistas de toda a Europa. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela deu abrigo a exilados e espiões, então a história se escreveu em cada esquina. Hoje é uma vila cosmopolita e deslumbrante, onde o centro histórico repleto de fachadas de azulejos se mistura com galerias modernas e o oceano selvagem.

E o melhor de tudo? É exatamente o tipo de destino onde você pode explorar as ruelas estreitas de manhã, pedalar pelas falésias até as praias selvagens de surfe à tarde e terminar a noite numa vinoteca aconchegante. Vamos ver juntos tudo o que dá para viver por aqui, onde ficam as praias mais bonitas e como planejar todo o passeio para fugir das maiores multidões de turistas. ☺️

Resumo

  • Melhor época para visitar: primavera e outono (maio, junho, setembro e outubro) oferecem temperaturas ideais em torno de 22 a 26 graus e bem menos gente do que no verão.
  • Como chegar: o caminho mais fácil sai de Lisboa em trem urbano a partir da estação Cais do Sodré, a viagem leva 45 minutos e custa só alguns euros.
  • Principais atrações: o centro histórico cheio dos tradicionais azulejos, o impressionante abismo rochoso Boca do Inferno e o fotogênico farol de Santa Marta.
  • Para os amantes da natureza: alugue uma bicicleta e vá pela ciclovia litorânea até a praia selvagem do Guincho, onde o vento sopra forte e treinam os melhores surfistas.
  • Ótima localização para passeios: a vila funciona como base perfeita para explorar a fabulosa Sintra, ali perto, ou o ponto mais ocidental da Europa continental, o Cabo da Roca.
  • Onde se hospedar: recomendamos reservar hotéis com antecedência pelo Booking; uma ótima escolha é o Hotel Baia, na orla, ou o espaçoso Vila Galé Cascais.

Quando ir a Cascais

Esta encantadora cidade litorânea tem um clima mediterrâneo muito agradável, fortemente influenciado pelo frio oceano Atlântico. Cada estação do ano traz uma atmosfera um pouco diferente e vale a pena pensar bem no que exatamente você espera das suas férias.

Os meses de primavera, de março a maio, são, na nossa opinião, uma das épocas absolutamente mais bonitas de todo Portugal. As temperaturas ficam em torno de agradáveis 18 a 22 graus, o que cria condições perfeitas para longas caminhadas pela cidade e passeios de bicicleta ao longo do litoral. A natureza no parque nacional ali perto desperta e tudo fica lindamente verde e florido. Em março você ainda pode pegar alguma chuva ocasional, mas a partir de maio o tempo costuma ficar bem estável.

O verão, de junho a agosto, é quando toda a estância ganha vida e fica lotada. As temperaturas diurnas costumam subir para 28 a 32 graus, mas graças à brisa constante do oceano não há aquele abafamento do centro de Lisboa. A água do mar em julho e agosto chega ao seu máximo, o que significa cerca de 20 a 22 graus. Se você ama a vida agitada da praia e não se incomoda com as multidões, vai curtir as longas noites quentes nos restaurantes e bares da orla.

Os meses de outono, de setembro a novembro, trazem aquela paz tão desejada e, para nós, essa é provavelmente a melhor época para viajar. Em setembro o oceano ainda está relativamente aquecido depois do verão e o número de turistas já diminui bastante, então os preços das hospedagens começam a cair aos poucos. Outubro é ideal para descobrir os pontos históricos, ainda que você já precise levar uma jaqueta leve contra o vento.

Já o inverno tem no litoral um charme bem particular e um tanto bruto. As temperaturas durante o dia raramente caem abaixo de 12 a 15 graus, mas do oceano costuma soprar um vento gelado que traz consigo tempestades dramáticas. É a época em que os surfistas experientes vêm pegar as enormes ondas de inverno e em que você pode aproveitar as ruelas totalmente vazias do centro histórico. Nós adoramos vir aqui no inverno, porque essa força bruta da natureza é simplesmente fascinante.

Onde se hospedar em Cascais

Escolher a localização certa para a hospedagem faz toda a diferença no quanto você vai aproveitar a estadia. A cidade é relativamente compacta e dá para ir a pé a qualquer lugar, mas cada bairro tem sua própria atmosfera e faixa de preço.

Se você quer estar bem no meio de tudo, procure hospedagem nas ruelas sinuosas do centro histórico ou nas proximidades imediatas do porto. Você vai estar a poucos passos das melhores praias e, à noite, basta sair do hotel e cair direto no burburinho dos cafés e restaurantes. Para pesquisar, nós sempre usamos nosso portal preferido, o Booking, onde dá para achar apartamentos de design realmente lindos e também tradicionais pousadas familiares.

Uma das opções mais populares é sem dúvida o tradicional Hotel Baia, que fica bem na orla, de frente para a Praia da Conceição. Ele oferece quartos modernos e bonitos, muitos deles com varandas de vista direta para o mar azul e os barquinhos balançando. Os hóspedes costumam elogiar principalmente o café da manhã farto e delicioso e também a piscina no terraço, onde você pode relaxar depois de um dia puxado de passeios.

Para famílias com crianças ou viajantes que querem mais espaço, podemos recomendar de coração o conhecido complexo Vila Galé Cascais. Esse hotel fica numa localização um pouco mais tranquila, a uma curta distância do centro, e oferece apartamentos bem espaçosos, com uma prática cozinha de apoio. Seu maior atrativo é a enorme piscina externa cercada de palmeiras altas, além de uma programação de recreação para os pequenos.

Se você quer se dar ao luxo e ao romantismo de verdade, dê uma olhada no cinco estrelas Hotel Cascais Miragem Health & Spa. Este edifício imponente se estende sobre uma falésia rochosa acima do mar, e do seu terraço com piscina de borda infinita você nunca vai querer sair. Claro que há um centro de wellness de primeira e um atendimento impecável que agrada até os hóspedes mais exigentes.

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15 dicas do que ver e fazer em Cascais

Esta cidade oferece uma mistura surpreendentemente variada de história, natureza selvagem e vida de praia descontraída. Selecionei para você quinze lugares e experiências específicas que você definitivamente não deveria deixar passar durante a sua visita.

1. Perca-se no centro histórico

O coração de toda a estância é o pitoresco centro histórico, que na hora te transporta para os bons e velhos tempos. As ruelas estreitas de pedra são ladeadas por casinhas de um branco reluzente, decoradas com os tradicionais azulejos azuis e amarelos. Caminhar por ali é como visitar um museu vivo a céu aberto, e em cada esquina você descobre algum belo detalhe arquitetônico.

O principal ponto de referência é a ampla Praça 5 de Outubro, dominada pelo elegante edifício da prefeitura e por palmeiras majestosas. Ao redor da praça você encontra várias lojinhas de cerâmica pintada à mão e também cafés aconchegantes, para onde os moradores vão ler o jornal da manhã. É o ponto de partida ideal para todas as suas andanças pela cidade.

Passeie também pela movimentada Rua Frederico Arouca, literalmente coalhada de boutiques de estilistas portugueses e galerias. À noite, toda essa área se transforma completamente, quando os restaurantes locais colocam as mesas na calçada e as ruelas se enchem de risadas e do tilintar de taças de vinho. 💡 Dica: se você quer viver o centro sem multidões, acorde cedo e vá às ruas por volta das oito da manhã. O sol da manhã ilumina lindamente as fachadas e você garante as melhores fotos sem estranhos no quadro.

2. A romântica enseada Praia da Rainha

Bem no meio da malha histórica se esconde uma pequena, mas absolutamente encantadora, enseada de areia conhecida como Praia da Rainha. O nome vem da última rainha de Portugal, D. Amélia, que escolheu esse lugar protegido como seu oásis particular de tranquilidade. A praia é cercada por três lados por rochedos altos, o que lhe dá uma sensação de total privacidade.

A areia aqui é maravilhosamente fina e a entrada na água é bem suave, então é um ótimo lugar até para famílias com crianças pequenas. Por causa do tamanho reduzido, porém, ela lota muito rápido na alta temporada de verão, então você precisa correr para cá logo depois do café da manhã. Por volta do meio-dia já é difícil achar espaço até para estender uma única toalha pequena.

Logo acima da praia funciona um agradável bar com terraço, de onde você pode observar o movimento lá embaixo na areia com uma bebida gelada na mão. Mas o mais lindo aqui é o pôr do sol, quando as rochas ao redor ganham tons de laranja intenso e você pode simplesmente sentar e ouvir o marulho das ondinhas. 💡 Dica: o banho costuma ser seguro na maior parte do ano, mas a água do Atlântico é bem refrescante mesmo no auge de agosto e raramente passa dos 21 graus.

3. Luxo e iates na Marina de Cascais

O moderno complexo da marina mostra uma face totalmente diferente da cidade, cheia de elegância, luxo e enormes iates brancos do mundo todo. A promenade ao longo da marina é um lugar querido para passeios ao entardecer, quando a antiga tradição pesqueira se mistura com a estância moderna. Você vê ancorados lado a lado os pequenos barcos de madeira dos pescadores locais e palácios flutuantes de vários milhões.

Toda a área é ladeada por uma fileira de restaurantes estilosos, cafés envidraçados e boutiques de moda náutica. Você pode sentar num terraço ao ar livre com vista para os mastros dos barcos e passar horas apenas observando esse movimento fascinante do porto. Nos meses de verão, além disso, costumam rolar por aqui vários shows ao ar livre e feiras de artesanato.

Se você quiser sentir o oceano na pele, é justamente daqui que partem os mais diversos passeios organizados. Dá para reservar um passeio de barco romântico ao pôr do sol ou embarcar numa aventura para observar golfinhos selvagens ao longo da costa. A experiência costuma ser absolutamente inesquecível. 💡 Dica: os melhores passeios de barco costumam esgotar no verão vários dias antes. Se você faz questão do passeio, garanta seu lugar pela internet assim que chegar a Portugal.

4. O abismo rochoso Boca do Inferno

Cerca de dois quilômetros a oeste do centro você chega a um dos pontos naturais mais fotografados de toda a região. Este imponente abismo calcário se chama, apropriadamente, Boca do Inferno, e quando o oceano está agitado você entende rapidinho por quê. As ondas batem nas falésias íngremes com um rugido ensurdecedor e a água espirra vários metros para o alto.

A este lugar estão ligadas muitas lendas e histórias misteriosas, e a mais famosa delas é de 1930. Foi ali que o célebre ocultista britânico Aleister Crowley fingiu a própria morte, deixando o casaco e uma carta de despedida na rocha para, poucas semanas depois, reaparecer tranquilamente em Berlim. Até hoje o lugar tem um ar meio místico.

O caminho até o abismo segue por uma promenade litorânea bem cuidada e leva cerca de trinta minutos de caminhada tranquila a partir do centro. Logo acima das falésias há uma plataforma de mirante segura, de onde você pode observar a força da natureza sem preocupação. Você também encontra algumas barracas de souvenirs e um restaurante gostoso com uma vista sensacional. 💡 Dica: se tiver a chance, venha no auge da maré alta ou logo depois de uma tempestade. É quando o espetáculo natural da água se espatifando fica de longe mais impressionante.

5. De bicicleta pela ciclovia litorânea

Uma das nossas experiências preferidas nesta região é sem dúvida o passeio por uma linda ciclovia asfaltada que acompanha as falésias selvagens. A rota tem cerca de nove quilômetros num só sentido e liga o centro da cidade à deslumbrante praia selvagem do Guincho. Ela é perfeitamente separada do trânsito de carros, então você não precisa ter medo de encarar nem com crianças pequenas.

Você pode alugar bicicleta em vários lugares da cidade — muitos hotéis até oferecem de graça aos hóspedes — ou pagar em torno de 15 euros por dia. O caminho oferece vistas absolutamente de tirar o fôlego do mar azul, dos faróis antigos e das colinas verdes do parque nacional que sobem aos poucos ao fundo. É um verdadeiro bálsamo para a alma.

Não esqueça de levar bastante água potável e um protetor solar potente, porque no caminho não há muitos lugares para se abrigar do sol. Na volta, além disso, conte com o fato de que você vai pedalar contra um vento forte, o que pode te dar um pouco de trabalho se não alugar logo uma bike elétrica. 😅 💡 Dica: saia logo de manhã, depois do café. Por volta do meio-dia a ciclovia já costuma ficar bem movimentada, porque os moradores a usam bastante para correr e andar de patins.

6. A selvageria de surfe da Praia do Guincho

Quando você chegar ao fim da ciclovia mencionada, vai se abrir diante de você uma extensa praia de areia que parece de outro mundo. A Praia do Guincho é pura selvageria natural, onde reina um vento incessante e as ondas gigantes do Atlântico batem na costa com uma força inacreditável. Definitivamente não é um lugar para banho de família tranquilo em boia inflável.

Este é solo sagrado para todos os amantes de adrenalina, surfistas e kitesurfistas do mundo todo. Nós viemos aqui admirar os melhores atletas, que treinam em condições que afastariam na hora os menos preparados. A areia é incrivelmente fina, quase branca, e as dunas ao redor lhe dão até um caráter de deserto.

Mesmo que você não vá entrar na água, vale a pena caminhar descalço na areia, deixar o vento salgado bater no rosto e sentir a energia imensa do oceano. Nos arredores da praia você encontra alguns restaurantes de madeira, onde pode se abrigar do vento e comer algo quentinho enquanto observa pela janela os corajosos nas ondas. 💡 Dica: as correntes aqui são extremamente fortes e traiçoeiras o ano inteiro. Se você não for um nadador realmente experiente e treinado, é melhor nem entrar na água e admirar o oceano só da praia.

7. A fortaleza histórica Cidadela de Cascais

Bem junto ao porto se erguem as robustas muralhas de pedra de uma antiga fortaleza de defesa, que durante séculos protegeu o litoral de piratas e navios inimigos. Essa construção estratégica do século 15 passou hoje por uma transformação incrível e, dentro das suas muralhas, esconde um centro cultural vivo e o luxuoso hotel Pousada. É um exemplo perfeito de como unir o antigo ao novo.

Passeando pelo pátio interno, você se depara com uma linda galeria ao ar livre repleta de esculturas modernas e instalações artísticas. Os antigos alojamentos militares viraram pequenos ateliês de arte, onde você pode espiar e ver os artistas locais trabalhando ao vivo. A atmosfera é maravilhosamente inspiradora e tranquila, em forte contraste com o movimento lá fora.

Parte da fortaleza ainda serve de residência de verão do presidente de Portugal, então nem todos os espaços estão sempre abertos ao público. Mas definitivamente não deixe de caminhar pelas próprias muralhas, de onde você tem a melhor vista de toda a nova marina e da cidade velha lá embaixo. 💡 Dica: a entrada nos principais espaços externos da fortaleza e no bairro artístico é totalmente gratuita, então você pode passear à vontade e voltar em diferentes horários do dia.

8. Arquitetura na Casa das Histórias Paula Rego

Bem em frente à fortaleza salta aos olhos uma construção que você simplesmente não consegue ignorar nem confundir com nada. Este edifício único lembra duas enormes pirâmides de um vermelho intenso e foi projetado pelo célebre arquiteto português Eduardo Souto de Moura, ganhador do prestigiado Prêmio Pritzker. Só a arquitetura desse museu já vale uma parada mais longa.

O museu é dedicado à obra de Paula Rego, uma das mais importantes e provocativas pintoras portuguesas da atualidade. Seus quadros costumam ser bem sombrios, psicologicamente densos e cheios de significados ocultos, então dificilmente vão te deixar indiferente. A maioria das obras conta histórias complexas inspiradas no folclore português ou em traumas pessoais.

Todo o complexo é cercado por um lindo jardim de árvores antigas, que no verão oferecem a sombra tão necessária. Faz parte do museu também um café envidraçado bem agradável, onde você pode absorver as impressões da exposição com um bom café e um pedaço de bolo delicioso. 💡 Dica: a entrada no museu custa normalmente cerca de 5 euros, mas se você programar sua visita para o domingo de manhã, até as 13h, o acesso a todas as exposições é gratuito.

9. O museu de conto de fadas Condes de Castro Guimarães

Passeando pelo parque Marechal Carmona, você de repente encontra um edifício que parece ter caído de algum conto de fadas histórico. Esta villa suntuosa, com uma curiosa torrezinha e vista para uma praia particular, foi construída no fim do século 19 e hoje serve como um museu fascinante. Originalmente pertencia a um nobre rico de raízes irlandesas.

Os interiores estão preservados exatamente como o último dono os deixou, então você literalmente passeia pela história. A maior joia é a linda biblioteca de madeira com mais de 25 mil volumes raros, de tirar o fôlego de qualquer amante de livros antigos. Você também encontra ricas coleções de porcelana oriental e mobiliário antigo.

Curiosidade: a villa foi construída de modo que, na maré alta, a água do mar banhasse diretamente seus alicerces. Das janelas você tem, assim, vistas absolutamente exclusivas de uma pequena enseada, onde os barquinhos balançam sobre as ondas. É uma joia que muitos turistas apressados acabam pulando, o que é uma pena enorme. 💡 Dica: o edifício fecha toda segunda-feira, então leve isso em conta ao planejar seu roteiro, para não ficar frustrado diante do portão de ferro trancado.

10. Descanso no parque Marechal Carmona

Quando você já estiver de saco cheio das ruas de pedra escaldantes e do sol forte, vá para este lindo parque urbano. Esse extenso oásis verde bem no coração da cidade funciona como refúgio perfeito para viajantes cansados e os moradores costumam vir aqui para piqueniques de fim de semana. Você encontra pinheiros altos, palmeiras e eucaliptos, que exalam um cheiro delicioso.

Mas a maior atração, que as crianças em especial adoram, são os moradores animais do lugar. Pelos gramados desfilam livremente dezenas de pavões coloridos, galos e galinhas, e nos laguinhos nadam patos e tartarugas. Os pavões já estão acostumados com as pessoas e muitas vezes se exibem com as caudas abertas bem ao lado dos bancos do parque.

Para as famílias há um playground muito bem equipado e também vários cantinhos sombreados para ler um livro. Nos meses de verão funciona ali uma pequena biblioteca de verão, onde você pega de graça uma revista ou livro e se estica com ele direto na grama. 💡 Dica: se você estiver por aqui no sábado de manhã, vai encontrar no parque uma pequena feira orgânica, onde os agricultores locais vendem frutas frescas, legumes e geleias caseiras.

11. O farol e o museu de Santa Marta

Numa ponta rochosa na extremidade sul da cidade se ergue com orgulho o icônico farol branco e azul, provavelmente o símbolo mais conhecido de toda a região. Desde 1868 ele guia incansavelmente os navios que entram na larga foz do rio Tejo e sua luz continua totalmente funcional até hoje. Todo o complexo passou recentemente por uma restauração cuidadosa e ficou simplesmente lindo.

Nos edifícios anexos dos antigos faroleiros hoje funciona um museu interativo dedicado à história da navegação marítima. Você vai descobrir várias curiosidades sobre a vida difícil dos faroleiros e sobre o papel importantíssimo que Portugal teve na era das grandes navegações. A visita em si não é longa, leva cerca de quarenta e cinco minutos.

Recomendo bastante não deixar de subir à própria torre do farol, se você não sofrer de vertigem. Da galeria se abre um panorama de tirar o fôlego de toda a baía oceânica, da promenade litorânea e dos telhados vermelhos do centro histórico. A luz da tarde, em especial, cria condições perfeitas para fotos. 💡 Dica: abaixo do farol fica uma pequena praia de mesmo nome, a Praia de Santa Marta. Ela não tem estrutura nenhuma, mas a água costuma ser bem calma e a vista do farol da água é imperdível.

12. Cafés e os lendários Pastéis de Nata

Portugal sem provar as famosas tortinhas de gema em massa folhada quase não seria Portugal, e aqui também você encontra lugares que as fazem de forma absolutamente perfeita. Esse tesouro doce nacional chamado pastéis de nata perfuma quase toda outra rua, mas vale saber exatamente aonde ir. Nós os amamos mais quentinhos, polvilhados com uma boa camada de canela.

Uma das paradas mais queridas é a doceria da Casa da Guia, que além de ótimas sobremesas oferece um lindo terraço com vista para o oceano. Se você prefere sorvete, não pode perder a lendária gelateria italiana Santini, que funciona aqui há décadas e no verão costuma formar longas filas de ansiosos.

Como o Lukáš e eu somos vegetarianos, os tradicionais restaurantes de peixe portugueses geralmente passam longe de nós, mas a gastronomia local tem muito a oferecer mesmo sem carne. À noite gostamos de cair em alguma pequena vinoteca local (tasca) e pedir ótimos queijos portugueses, azeitonas, pão fresco e, junto, um delicioso vinho tinto da vizinha região do Alentejo. A atmosfera nessas mesinhas é sempre muito gostosa. 💡 Dica: ao pedir um café, lembre que o clássico espresso aqui se chama “bica”, enquanto o café com um pouco de leite é o “garoto”. Os portugueses amam café e o tomam bem forte e quente.

13. A promenade até o vizinho Estoril

Se você gosta de longas caminhadas com vista para o mar, vá pela linda promenade de pedra chamada Paredão, que liga Cascais à vizinha estância do Estoril. Essa rota de cerca de três quilômetros margeia um litoral cheio de pequenas praias de areia e de villas de verão imponentes, que respiram a atmosfera dos bons e velhos tempos. É uma caminhada completamente tranquila e segura.

No caminho você passa por dezenas de pequenos bares de praia e restaurantes, onde pode parar a qualquer momento para um drink gelado ou um bom café. O próprio Estoril é famoso pela elegância e por um cassino gigante, o maior de toda a Europa. Foi justamente esse ambiente de luxo ostensivo e espiões que teria inspirado o escritor Ian Fleming a escrever o famoso Casino Royale.

Quando você chegar ao fim, na estação de trem do Estoril, não precisa temer o longo caminho de volta. Basta pegar o mesmo trem urbano com que você veio de Lisboa, e em cinco minutos e um euro está confortavelmente de volta à sua estação de partida. 💡 Dica: tente planejar essa caminhada para o fim da tarde. O sol se pondo lança reflexos dourados sobre o oceano e a temperatura do ar já fica bem mais agradável do que no calor do meio-dia.

14. À beira do mundo, no Cabo da Roca

Isso já não fica exatamente na cidade, mas seria um erro enorme deixar esse passeio de fora. Cerca de dez quilômetros a oeste fica um lugar que é literalmente o fim do continente. O Cabo da Roca é o ponto mais ocidental da Europa continental e, como escreveu o célebre poeta português Luís de Camões, é o lugar “onde a terra acaba e o mar começa”.

A atmosfera nesta falésia, que se ergue 140 metros acima das águas revoltas do Atlântico, é absolutamente mágica e bruta. Ali estão o velho farol vermelho e uma cruz de pedra com as coordenadas gravadas, onde, claro, todo mundo precisa tirar foto. O vento sopra com tanta força que às vezes dá a sensação de que vai te levar direto para o mar, então não esqueça de levar uma jaqueta mesmo no auge do verão.

Você chega ao cabo com muita facilidade num ônibus de linha comum direto da rodoviária de Cascais; a viagem leva cerca de vinte minutos. As vistas do azul infinito e das paredes rochosas íngremes que despencam nas ondas deixam em você um enorme respeito pelas forças da natureza. 💡 Dica: no próprio local funciona um pequeno posto de turismo, onde por alguns euros você pode receber um certificado caligráfico com o seu nome, confirmando que esteve no fim da Europa.

15. Sinta a atmosfera do Mercado da Vila

Se você quer sentir o verdadeiro pulso da vida local e ver as pessoas comuns na rotina do dia a dia, precisa ir ao mercado municipal Mercado da Vila. Esse enorme pavilhão coberto passou recentemente por uma modernização, mas manteve seu caráter tradicional, e toda manhã se enche de produtos frescos de toda a região. É um deleite para todos os sentidos.

Para nós, vegetarianos, é um verdadeiro paraíso, porque aqui dá para comprar os melhores e mais frescos ingredientes para cozinhar à noite. As bancas transbordam de tomates gigantes e suculentos, queijos locais, azeitonas, mel e pão crocante recém-assado. Claro que você também encontra uma grande seção de peixe, de onde vem aquele cheiro salgado típico do oceano e onde as donas de casa locais pechincham pelos melhores pedaços de bacalhau.

Fazem parte do mercado também vários ótimos restaurantes e bistrôs modernos, que usam ingredientes direto dos feirantes. À noite e nos fins de semana, o espaço muitas vezes vira palco de vários festivais temáticos, de festas da cerveja e do vinho a feiras de design local. 💡 Dica: os principais dias de feira são quarta e sábado de manhã, quando chegam também pequenos agricultores das aldeias vizinhas e montam suas bancas até no pátio externo. Venha cedo, os melhores produtos somem rápido.

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Para onde ir a partir de Cascais

Depois de ter caminhado por todas as ruelas e comprado seus azulejos, seria uma pena não explorar as outras pérolas que se escondem neste canto de Portugal. A cidade tem uma localização absolutamente estratégica para bate-voltas, então de jeito nenhum você vai ficar entediado.

O maior atrativo dos arredores é sem dúvida a fabulosa Sintra, a apenas cerca de trinta minutos de ônibus. Essa serra arborizada é literalmente coalhada de palácios extravagantes e castelos mouros em ruínas. O hit absoluto é o colorido Palácio da Pena, que parece um castelo da Disney, mas conte com o fato de que os ingressos (custam cerca de 20 euros) precisam ser comprados com muita antecedência para um horário específico, senão você não consegue entrar. Por experiência própria, recomendamos visitar também o místico jardim da Quinta da Regaleira, com o misterioso Poço Iniciático, onde vale a pena ir logo na abertura.

Se por acaso você começar sua viagem pelo litoral, dedique com certeza pelo menos dois a três dias para explorar a capital em detalhes. Leia nosso guia detalhado de Lisboa, onde a gente ensina como não se perder nas ruelas íngremes de Alfama e onde achar os melhores mirantes. De Cascais você chega lá de trem em quarenta e cinco minutos.

Se você é atraído pelo oceano de verdade, bruto, e pela cultura do surfe, considere um passeio mais ao norte. A icônica Nazaré é o lar das maiores ondas do mundo, que no inverno chegam à altura de um prédio e atraem atletas radicais de todo o planeta. E se você planeja um roadtrip mais longo e quer se aquecer no caminho, continue com a gente até lá no sul e descubra as praias mais bonitas do Algarve, para onde o Lukáš e eu voltamos todos os invernos.

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Perguntas frequentes

Quanto tempo devo passar em Cascais?

Para uma visita tranquila a todos os principais pontos turísticos e atrações da cidade, dois dias inteiros são mais do que suficientes. Mas se você planeja usar a cidade como base para fazer passeios até Sintra, Lisboa e Cabo da Roca, reserve definitivamente quatro a cinco dias, para ter tempo de relaxar na praia também.

É melhor se hospedar em Cascais ou em Sintra?

Depende das suas prioridades, mas nós recomendamos Cascais. Oferece uma infraestrutura muito melhor, muitos restaurantes excelentes e, principalmente, a possibilidade de caminhadas noturnas ao longo do oceano. Sintra é linda, mas é uma cidade serrana onde, após a partida dos turistas de um dia, à noite fica bem “parado” e costuma ser visivelmente mais frio.

Quanto custa a passagem de trem de Lisboa?

A viagem de trem suburbano é muito barata e confiável. A passagem de ida da estação Cais do Sodré em Lisboa custa cerca de 2,40 euros e você pode pagar facilmente passando o cartão recarregável Navegante ou um cartão de crédito/débito comum na catraca. Os trens circulam desde cedo até a noite a cada vinte minutos.

Dá para comer bem em Cascais se eu for vegetariano?

Com certeza! Embora Portugal seja conhecido principalmente por seus peixes e frutos do mar, eu e o Lukáš nunca tivemos problema por aqui. A maioria dos restaurantes oferece ótimas entradas sem carne, queijos, azeitonas e sopas de vegetais. Além disso, nos últimos anos surgiram muitos bistrôs modernos que fazem bowls, saladas e hambúrgueres vegetarianos incríveis.

As praias locais são de areia?

Sim, todas as praias urbanas no centro do resort (Praia da Conceição, Praia da Rainha e Praia da Duquesa) têm uma areia dourada fina e linda. A entrada na água geralmente é bem gradual e, graças à posição protegida na baía, não costuma haver ondas perigosamente grandes, o que é ideal para famílias.

Dá para nadar normalmente na praia do Guincho?

A Praia do Guincho é primariamente uma praia de surfe aberta ao oceano selvagem. Lá bate vento muito forte constantemente e as correntes marítimas são extremamente traiçoeiras e fortes. O banho recreativo clássico não é recomendado de jeito nenhum, a praia serve mais para admirar as forças da natureza e longas caminhadas nas dunas de areia.

Preciso alugar um carro para o passeio?

Se você pretende ficar apenas no trajeto Lisboa, Cascais e Sintra, definitivamente não alugue carro. O transporte de trem e ônibus funciona perfeitamente, enquanto estacionar em todas essas cidades é um pesadelo absoluto cheio de mãos únicas e estacionamentos caros. O carro só vale a pena para uma roadtrip mais longa pelo interior.

Qual é a melhor hora para visitar o Palácio da Pena em Sintra?

Evite definitivamente as horas da manhã, quando a grande maioria de todos os turistas e ônibus de excursão de Lisboa sobem o morro. Reserve seu ingresso para o final da tarde, idealmente por volta das 15:30 ou 16:00. As multidões já estarão indo embora, você terá melhor luz para fotos e vai economizar muitos nervos.

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