Roma na Itália é uma daquelas cidades que conseguem te envolver completamente com sua beleza, mas, se você chegar despreparado, ela literalmente te engole antes mesmo de jogar a primeira moedinha em alguma fonte. A maioria das pessoas vem até aqui com aquela imagem romântica de passeios despreocupados entre colunas antigas, com uma casquinha de gelato artesanal perfeito na mão e o vento nos cabelos. Só que a realidade costuma derrubar todo mundo de joelhos já no primeiro dia.
Calçadas escaldantes, multidões implacáveis apertadas em ruelas estreitas e ingressos esgotados sem dó conseguem transformar a viagem dos sonhos em um pesadelo logístico. Eu e o Lukáš amamos Roma e sempre voltamos com prazer, mas tivemos que aprender que o segredo do sucesso não está em quantos pontos turísticos você consegue riscar da lista, e sim no timing certo e no planejamento estratégico. A Cidade Eterna não é um museu silencioso, é uma metrópole pulsante e barulhenta de três milhões de habitantes, onde a Antiguidade encontra o engarrafamento da manhã. 😅
Neste artigo vou te mostrar como montar o roteiro de três dias perfeito, para que no fim seus pés não doam mais do que o estritamente necessário. Vamos passar pelos pontos mais lindos, do Coliseu ao Vaticano, vou te indicar onde se hospedar de forma estratégica e te ensinar a fugir das piores ciladas para turistas. Roma sabe ser surpreendentemente gentil com o bolso, desde que você conheça as regras do jogo local. Bora descobrir juntos como aproveitar a metrópole italiana de verdade. ☺️

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo todo
- Compre os ingressos com um mês de antecedência: Os ingressos para o Coliseu (no site oficial) são liberados exatamente 30 dias antes e somem em questão de minutos; os do Vaticano, 60 dias antes.
- Três dias são o mínimo: Divida o roteiro de forma lógica. Primeiro dia, Antiguidade (Coliseu, Fórum); segundo dia, Vaticano e arredores; terceiro dia, centro histórico.
- Novas regras na Fontana di Trevi: A partir de 2026, para descer direto até a bacia da Fontana di Trevi cobra-se uma taxa de 2 € e o espaço tem capacidade limitada.
- Sapatos confortáveis são obrigatórios: O calçamento romano (sampietrini) é impiedoso. Deixe saltos e sandálias fininhas em casa, ou seus pés vão doer horrores à noite.
- Café no balcão: Um espresso custa cerca de 1,20 € se você tomar em pé no balcão. Assim que sentar na mesa com garçom, paga três vezes mais.
- Água é de graça: Não compre garrafinhas de plástico caríssimas. Pela cidade há centenas de bebedouros (nasoni) com água gelada e potável.
Quando ir a Roma e quantos dias você precisa

A caça pelo clima perfeito e a fuga das multidões é provavelmente a disciplina mais difícil de qualquer viajante. O desejo básico é simples: todo mundo quer ver Roma banhada pelo sol, sentar ao ar livre com uma taça de Aperol, mas sem se espremer no meio de outras dez mil pessoas. Os melhores meses para visitar são maio, junho, setembro e, principalmente, outubro. É no outono que as temperaturas caem para uns suportáveis 22 °C, o ar fica mais limpo e a cidade ganha aquela luz suave e linda, ideal para fotos. O preço desse conforto, porém, é alto, porque nesses meses a cidade lota e os hotéis vivem com capacidade esgotada.
O verão em Roma, especialmente julho e agosto, é um teste de resistência física e mental. As temperaturas costumam subir para 31 a 35 °C e a umidade transforma as ruas numa estufa abafada. As pedras antigas do Coliseu absorvem calor o dia todo e irradiam como um forno gigante por muito tempo depois do pôr do sol. Se você precisar viajar no verão, sua rotina diária tem que mudar radicalmente. Acordar às seis da manhã, ver os principais pontos até as dez e, no horário do almoço, se refugiar num restaurante com ar-condicionado ou no hotel. A siesta da tarde aqui não é preguiça, é pura necessidade de sobrevivência. Em agosto ainda rola o feriado de Ferragosto, quando muitos locais fecham seus negócios familiares e fogem para o litoral.
O inverno, por outro lado, é o segredo mais bem guardado dos viajantes econômicos. Do fim de novembro a fevereiro as temperaturas ficam entre 5 e 13 °C, às vezes chove e as manhãs costumam ser cortantes. Mas você ganha algo que não tem preço: muito espaço. Os preços das hospedagens caem para o mínimo do ano e as filas dos pontos turísticos encolhem ao mínimo absoluto. Em janeiro, você percorre os Museus do Vaticano no seu próprio ritmo, sem a multidão te empurrando pelos corredores como numa esteira.
E quantos dias você precisa para tudo isso? O mito do fim de semana prolongado é provavelmente a cilada mais comum. As pessoas tentam espremer três mil anos de história em dois dias e o resultado são só bolhas nos pés. Três dias são o mínimo absoluto para dividir a cidade logicamente entre zona antiga, Vaticano e centro histórico. Se quiser incluir um passeio a Pompeia ou às ruínas de Ostia Antica, o ideal são 4 a 5 noites. Se for com crianças, diminua o ritmo automaticamente e inclua parques ou visitas subterrâneas, que vão divertir muito mais do que história “seca”.
Onde se hospedar em Roma
💡 Dica de hospedagem e experiências: A gente prefere buscar hospedagem no Booking.com, onde costumam ter as melhores condições de cancelamento. Ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar pelo GetYourGuide.

A escolha do bairro define toda a sua experiência em Roma. Se escolher mal, vai passar um terço do dia no metrô lotado ou em ônibus que não cumprem horário. O dilema mais comum acontece entre os bairros Monti e Trastevere. Monti fica estrategicamente bem atrás do Coliseu, tem estação de metrô e oferece o equilíbrio perfeito entre proximidade dos pontos turísticos e fuga das multidões. Você encontra lojas vintage incríveis e um clima descontraído, com os locais tomando cerveja nos degraus da fonte. Trastevere, por sua vez, é a personificação da romance, com ruelas estreitas e uma vida noturna ótima, mas não tem metrô e à noite costuma ser absurdamente barulhento.
Para quem quer ficar dentro do cartão-postal, há o Centro Storico (em volta do Panteão e da Navona). Você chega em tudo a pé, mas paga uma sobretaxa enorme pela localização e fica bem no meio das ciladas para turistas. Se viajar com crianças ou buscar tranquilidade, escolha o bairro Prati. Fica bem ao lado do Vaticano, tem terreno plano (ideal para carrinhos de bebê) e passa uma sensação muito elegante e segura. Além disso, dá para sair de lá cedinho rumo à Basílica de São Pedro.
Para viajantes com orçamento mais apertado, a escolha tradicional são os arredores da estação central Termini. Ali ficam os hotéis mais baratos e a melhor conexão de transporte (as duas linhas de metrô se cruzam por lá), mas conte com ruas nem sempre limpas e fique muito atento aos batedores de carteira. A gente costuma reservar a hospedagem com boa antecedência pelo Booking, porque os preços em Roma disparam para alturas astronômicas poucas semanas antes da viagem. Uma experiência linda é, por exemplo, o elegante Hotel Artemide pertinho da Piazza della Repubblica, ou o romântico Relais Le Clarisse, bem no coração de Trastevere, que tem um pátio interno lindíssimo. Outras dicas concretas estão no nosso artigo sobre onde se hospedar em Roma.
12 dicas do que ver e fazer em Roma na Itália (roteiro de 3 dias)
Eu e o Lukáš montamos este roteiro para minimizar os deslocamentos cansativos e aproveitar cada parte da cidade ao máximo. No primeiro dia mergulhamos na Antiguidade, no segundo dia vamos ao menor país do mundo e no terceiro nos perdemos pelas ruelas do centro histórico.
Dia 1: a Roma antiga e os primórdios do império
1. Coliseu: a loteria dos ingressos e a descida ao subterrâneo

O Coliseu é o ímã absoluto de Roma. Todo mundo que chega à Cidade Eterna quer ver o lugar onde se decidia entre a vida e a morte. Mas, se você não tiver ingressos comprados com um mês de antecedência, sua visita provavelmente vai se limitar à vista de fora e a um zigue-zague desesperado entre milhares de pessoas. A regra básica é clara: existe apenas um vendedor oficial de ingressos, que é o portal coopculture.it (que redireciona para ecm-coopculture.inera.it). Todos os outros sites são cambistas que cobram margens enormes por serviços duvidosos.
Os ingressos são liberados no sistema exatamente 30 dias antes, às 9h da manhã. O ingresso básico custa 20 € (já com a taxa de reserva), mas recomendamos muito garantir o chamado Full Experience por 22 €. Esse abre acesso direto à arena reconstruída e, principalmente, ao subterrâneo (hipogeu), onde gladiadores e feras esperavam, na escuridão total, pela hora de entrar em cena. Esse ingresso vale dois dias inteiros, então dá para dividir o esforço e deixar o Fórum Romano para a manhã seguinte. Mas os ingressos somem em poucos minutos, então você tem que estar no computador com o cartão pronto às nove em ponto.
Em frente ao Coliseu, muito cuidado com os homens fantasiados de gladiadores. Eles costumam, de forma bem simpática, enfiar uma espada de plástico na sua mão, tirar uma foto com você e depois exigir 20 euros ou mais de forma agressiva. Ignore totalmente e não pare. Da mesma forma, guarde bem os bolsos na saída do metrô Colosseo, onde, em meio aos empurra-empurra, atuam grupos organizados de batedores de carteira. Mais detalhes sobre a visita estão no nosso guia completo do Coliseu em Roma.
2. Fórum Romano e Palatino: o coração escaldante da Antiguidade

Enquanto o Coliseu era o palco da diversão sangrenta, o Fórum Romano era o verdadeiro centro político, religioso e comercial de todo o império. Aqui aconteciam os desfiles triunfais, aqui Cícero discursava e aqui, na colina do Palatino, os imperadores construíam seus palácios de mármore. A entrada nesse imenso sítio arqueológico é independente da do Coliseu e dá para perambular por horas a fio.
O grande problema do Fórum é que ali falta sombra por completo. No verão, os enormes blocos de mármore absorvem o calor do sol o dia todo e, à tarde, funcionam como um radiador gigante. Calçado firme é indispensável, porque o terreno é extremamente irregular e chinelo vai detonar sua visita. Não compre água superfaturada nas entradas; dentro do sítio você encontra vários bebedouros públicos (nasoni) com água gelada e potável de graça.
💡 Dica: Não programe longos deslocamentos para o outro lado da cidade depois do Fórum Romano. Guias experientes recomendam visitar a basílica de San Clemente, ali perto. Da rua ela parece discreta, mas dá para descer ao seu subterrâneo, onde você encontra uma igreja mais antiga do século IV e, ainda mais fundo, casas romanas do século I com um templo misterioso. É uma viagem fascinante no tempo, num frescor agradável e sem multidões.
3. Piazza Venezia e o monumento Vittoriano

Quando você sai do Fórum Romano em direção ao centro, inevitavelmente esbarra na Piazza Venezia. Esse movimentado nó de trânsito é dominado por uma construção gigantesca de mármore branco de Brescia, o monumento ao rei Vítor Emanuel II. Os romanos detestaram esse prédio por muito tempo e deram a ele vários apelidos zombeteiros; os mais comuns são “máquina de escrever” (La Macchina da Scrivere) e “bolo de casamento”.
Embora historicamente não combine muito com o entorno antigo, ele oferece uma vantagem enorme. Você pode subir de elevador panorâmico até o próprio teto do monumento. De lá tem uma das melhores vistas panorâmicas de todo o centro histórico e das ruínas do Fórum Romano se estendendo até o Coliseu. É o ponto final ideal do primeiro dia, depois do qual já dá para seguir para um jantar merecido no vizinho bairro Monti.
Dia 2: o Vaticano e o Estado papal
4. Museus do Vaticano e Capela Sistina

Entrar no menor estado independente do mundo significa encarar um enorme paradoxo. Te espera o ápice absoluto da arte renascentista, mas, ao mesmo tempo, você se joga voluntariamente em um dos centros mais movimentados do turismo global. Os Museus do Vaticano formam um labirinto de corredores de quase dez quilômetros e não existe atalho que te leve direto à Capela Sistina. Você simplesmente tem que atravessar todo o complexo.
Quem chega sem ingresso comprado antes entra na fila que contorna as altas muralhas do Vaticano, onde a espera costuma levar de duas a três horas. A melhor solução é comprar os ingressos pelo portal oficial (tickets.museivaticani.va) por 25 €. Esses ingressos são liberados exatamente 60 dias antes, à meia-noite, e os melhores horários da manhã somem em poucos minutos. Se você conseguir um horário entre oito e nove da manhã, terá uma chance real de ver os afrescos de Michelangelo com relativa tranquilidade.
💡 Dica: Dentro da Capela Sistina é proibido fotografar e filmar; os guardas vigiam isso com rigor e chamam a atenção das multidões em voz alta. A capela é um espaço consagrado, então guarde a câmera na mochila e só absorva aquela atmosfera incrível. Mais dicas de como fugir das filas estão no artigo Museus do Vaticano.
5. Basílica de São Pedro e a subida à cúpula

A Basílica de São Pedro é a maior e mais imponente construção católica do mundo. A entrada é totalmente gratuita, mas é justamente isso que atrai massas inimagináveis de pessoas. O principal obstáculo aqui não é o preço, e sim a inspeção de segurança, que lembra a de um aeroporto. Na alta temporada, a fila costuma chegar a duas horas e a serpente de gente dá a volta em toda a Praça de São Pedro. Como driblar isso? Acorde cedo e esteja nos detectores logo antes das oito da manhã, ou então venha no fim da tarde.
O dress code aqui é totalmente implacável. Não importa que esteja fazendo 35 graus lá fora e que você acabou de enfrentar uma fila enorme. Se não estiver com ombros e joelhos cobertos, os funcionários te barram bem na porta e te mandam embora. Vale para homens e mulheres. O ideal é levar na mochila um lenço leve e largo para se cobrir antes de entrar.
A subida à cúpula de Michelangelo é um dos pontos altos da visita ao Vaticano. Dá para subir totalmente a pé (551 degraus por 8 €) ou encurtar o caminho de elevador até o teto da basílica e fazer o resto a pé (320 degraus por 10 €). O trecho final passa pela própria casca da cúpula, as paredes se inclinam para dentro e a escada se estreita numa espiral bem apertada. Quem tem claustrofobia forte deveria pensar duas vezes, mas a vista da praça com o “buraco da fechadura” da colunata de Bernini vale 100% o esforço.
6. Castel Sant’Angelo e as vistas no pôr do sol

Depois da visita puxada ao Vaticano, você provavelmente vai estar saturado de arte. Não faz sentido ir para o outro lado da cidade atrás de mais pontos turísticos. Basta percorrer a larga Via della Conciliazione e você chega àquela construção cilíndrica maciça que é o Castel Sant’Angelo (Castelo de Santo Anjo). Ele surgiu originalmente como mausoléu do imperador Adriano, depois serviu de fortaleza inexpugnável e residência papal, ligada ao Vaticano por uma passagem secreta e elevada nas muralhas.
O castelo é fascinante por si só, mas sua grande vantagem é o terraço superior, bem embaixo da gigantesca estátua de bronze do arcanjo Miguel. De lá tem uma fantástica vista de 360 graus de toda a cidade. Recomendamos vir aqui no fim da tarde, quando o sol começa a se pôr e tinge o rio Tibre e a cúpula da basílica de dourado. Depois você atravessa a Ponte Sant’Angelo, ladeada de estátuas barrocas, e segue para o centro para jantar. O guia completo do menor país está no nosso artigo Vaticano.
Dia 3: o centro histórico e as ruelas de Trastevere
7. Fontana di Trevi e as novas regras

Quando você dobra a esquina de uma ruela estreita e de repente se vê diante de uma massa enorme e estrondosa de travertino branco reluzente, vive uma das experiências mais fortes de Roma. A Fontana di Trevi é uma obra-prima que, nos últimos anos, sofreu demais com o overtourism. A situação chegou a um ponto em que a cidade precisou intervir. Desde fevereiro de 2026 vale uma nova taxa de 2 € para todos que quiserem descer os degraus até a bacia da fonte e jogar uma moeda.
O espaço lá embaixo agora é delimitado e vigiado, com limite de capacidade de 400 pessoas. O acesso à água é possível das 9h às 22h. Se você não quiser pagar nem esperar na fila, pode continuar admirando a fonte de graça do nível superior da praça, mas os policiais com apitos vão te apressar o tempo todo para não bloquear a passagem. Eu e o Lukáš preferimos vir aqui cedinho de manhã ou tarde da noite, quando o lugar tem aquele clima cinematográfico certo.
💡 Dica: A maioria das pessoas sai logo depois de fotografar a fonte. Dê só alguns passos a mais pela ruela Vicolo del Puttignani até a entrada discreta do Vicus Caprarius (a “cidade da água”). É um ótimo sítio arqueológico subterrâneo com um aqueduto romano antigo que abastece a fonte até hoje. Você se refresca ali e foge das multidões lá em cima. Mais dicas estão no artigo Fontana di Trevi.
8. Panteão: a cúpula milagrosa e o óculo

A construção antiga mais bem preservada do mundo sobreviveu a dois mil anos de saques e terremotos por ter sido consagrada como igreja cristã no século VII. Sua enorme cúpula de concreto, com uma abertura circular de nove metros (o óculo), continua sendo um milagre arquitetônico. Quando chove em Roma, a água cai pelo óculo direto para dentro, sobre o piso de mármore levemente abaulado, onde é escoada por um engenhoso sistema antigo de canaletas.
A época em que você podia simplesmente entrar no Panteão direto da rua, infelizmente, já passou. A entrada agora é paga, no valor de 5 € (ao longo de 2026 ainda se planeja um aumento para 7 €). Os ingressos precisam ser garantidos pelo portal oficial do Ministério da Cultura, sendo que, nos fins de semana, reservar com antecedência é absolutamente indispensável. Tente reservar o horário das nove da manhã, quando as pesadas portas de bronze se abrem e a coluna de luz começa a percorrer o teto em caixotões. E não esqueça que aqui também vale o dress code rigoroso, com ombros cobertos! Reunimos mais informações no guia Panteão Roma.
9. Piazza Navona e como fugir das ciladas

A Piazza Navona manteve o formato alongado do antigo Estádio de Domiciano e hoje é um exemplo magistral do barroco romano, dominado pela Fonte dos Quatro Rios, de Bernini. Reina ali um clima animado, cheio de artistas e músicos de rua. Do ponto de vista dos monumentos é uma joia visual, mas do ponto de vista gastronômico é um verdadeiro campo minado. 😅
Os restaurantes com vista para a praça e nas ruelas próximas em direção ao Vaticano são o pior das ciladas para turistas. Um aviso confiável são os garçons que ativamente te chamam para dentro a partir da rua e os cardápios com fotos em cinco idiomas. Fuja com um grande desvio dos lugares que oferecem peixes ou carnes premium por peso (a palavrinha “per etto” significa o preço por 100 gramas). Não é raro turistas pagarem centenas de euros por um almoço mediano. Prefira se enfiar nas ruelas laterais em direção ao Campo de’ Fiori.
10. Escadaria Espanhola e o romance no parque Pincio

A Escadaria Espanhola, com seu design único que lembra asas de borboleta, atrai visitantes há séculos. Na primavera, ainda fica enfeitada por centenas de azaleias floridas. De longe parece um convite a sentar e descansar, mas atenção: sentar ali é estritamente proibido. É assim que a cidade protege o mármore histórico. A polícia de colete reflexivo faz valer a proibição ativamente e, no momento em que você se agacha um pouquinho, já escuta o apito. A multa é de cerca de 250 €.
Na praça embaixo da escadaria atuam grupos organizados de golpistas com o tal golpe da pulseira ou da rosa. Eles chegam com um sorrisão, começam a elogiar o seu país e, num segundo, amarram uma pulseira no seu pulso ou empurram uma rosa como “presente da sorte”. Logo em seguida, começam a exigir de forma agressiva 10 a 20 euros. A única defesa eficaz é zero contato visual e passo rápido para longe. Prefira subir a escadaria toda até o topo e seguir até o parque Pincio, de onde tem uma das vistas mais lindas do pôr do sol sobre a cidade.
11. Trastevere: perdidos no tempo

O bairro de Trastevere é a personificação daquela verdadeira imagem romântica da Itália. Ali você encontra arquitetura medieval, ruelas de pedestre cobertas de hera e roupas secando nos varais bem entre as janelas. Mesmo sendo hoje um bairro bem turístico e absurdamente barulhento à noite em volta da Piazza Trilussa, ele ainda guarda um charme enorme.
Venha aqui no fim da tarde, de preferência antes do pôr do sol. Não há um roteiro exato de pontos que você precise correr atrás. O melhor é simplesmente se perder no labirinto de ruelas, dar uma olhada na basílica de Santa Maria in Trastevere com seus mosaicos dourados e depois sentar em alguma trattoria local para um jantar incrível. Saiba mais sobre esse bairro pitoresco no nosso artigo Trastevere.
12. Onde comer maravilhosamente bem (e sem carne) em Roma

Roma é o paraíso gastronômico, mas você precisa saber aonde ir. Eu e o Lukáš somos vegetarianos, então ficam de fora os clássicos locais de miúdos (como a tradicional dobradinha trippa alla romana ou o rabo de boi cozido coda alla vaccinara, especialidades do bairro Testaccio). Por sorte, a cozinha italiana é absolutamente ideal para vegetarianos.
Nossa paixão absoluta é o clássico macarrão cacio e pepe (queijo pecorino e pimenta-do-reino). Se quiser provar o melhor, vá ao Roma Sparita, em Trastevere, onde servem o macarrão dentro de uma tigela de parmesão assado. Para um almoço rápido e barato, a genialidade é a pizza al taglio (pizza em fatias por peso). Recomendamos a famosa Pizzarium (Bonci), pertinho do Vaticano, que tem massa fofinha e combinações vegetarianas fantásticas. Também é ótimo o street food romano chamado Trapizzino, que é basicamente uma “bolsinha” de pizza recheada com vários molhos (experimente a com berinjela à parmigiana).
Não esqueça da regra de ouro italiana com o café. Se você toma o espresso em pé no balcão (al banco), custa uma ninharia, geralmente em torno de 1,20 €. Mas, no momento em que você senta numa mesa com garçom em alguma praça famosa, paga pelo serviço e pela vista, então a conta costuma chegar a 4 euros.
Para onde ir a partir de Roma e links úteis

Se você tiver mais de três dias em Roma, considere fazer passeios para fora da cidade. É uma ótima forma de fugir das multidões e ver uma face um pouco diferente da Itália.
- Porto antigo: A cerca de meia hora de trem do centro ficam ruínas fascinantes que em nada ficam atrás de Pompeia, mas com uma fração dos turistas. Leia o nosso artigo Ostia Antica.
- Vilas e jardins: Logo nos arredores da cidade você encontra lindos jardins renascentistas com fontes. Confira as dicas de Tivoli.
- Panorama completo: Reunimos todas as nossas dicas de pontos turísticos e lugares escondidos no grande guia O que ver em Roma.
- Viajando com a família? Leia o nosso artigo especial Roma com crianças, onde falamos de carrinhos de bebê, parques e sorvete.
Perguntas frequentes
Vyplatí se pořídit si kartu Roma Pass?
Záleží na vašem itineráři. Karta (48h za 38 € nebo 72h za 62,90 €) nabízí první vstup do památky zdarma a neomezenou MHD. Pokud ji využijete na Koloseum, dává smysl, ale i tak si musíte na webu Coopculture zarezervovat přesný časový slot za 2 € poplatek. Pozor, Vatikán Roma Pass vůbec neuznává.
Jak funguje městská hromadná doprava a kolik stojí?
Základní lístek (BIT) stojí 1,50 € a platí 100 minut na autobusy, tramvaje a jeden vstup do metra (v červenci 2026 se plánuje zdražení na 2 €). My ale nejraději používáme systém Tap&Go. Stačí u žlutého turniketu v metru nebo autobusu pípnout běžnou platební kartou. Systém vám automaticky zastropuje denní útratu na 8,50 €, takže nikdy nezaplatíte víc než za celodenní jízdenku.
Je voda z veřejných pítek (nasoni) opravdu bezpečná?
Ano, stoprocentně. V Římě je zhruba 2 500 litinových pítek, kterým se říká “velké nosy”. Voda v nich proudí z okolních hor, je ledově studená, čistá a zdarma. Elegantní trik místních: ucpěte prstem spodní výtok a voda vám malou dírkou nahoře vystříkne přímo do pusy.
Je Řím bezpečné město?
Fyzicky ano, násilná kriminalita je tu vzácná. Obrovským problémem jsou ale profesionální kapsáři, kteří operují v tlačenicích. Nechvalně proslulý je autobus číslo 64 jezdící od Termini k Vatikánu. Batoh mějte vždy na břiše a cennosti v hlubokých kapsách na zip.
Můžu všude platit kartou?
Itálie udělala obrovský skok a kartou dnes zaplatíte v muzeích, restauracích i za zmrzlinu. Zákon to obchodníkům dokonce nařizuje. Přesto je dobré mít u sebe pár drobných mincí (10 a 20 centů) na dýško pro baristu za kávu nebo na veřejné toalety.
Kde najdu v centru veřejné toalety?
Veřejných záchodků je v ulicích minimum. Nejlepší strategií je zajít do jakéhokoliv baru, koupit si u pokladny espresso za euro a s účtenkou v ruce slušně požádat o klíč k toaletě (“Dov’è il bagno?”). Spolehlivou záchranou jsou také velké fastfoody.
Jak se nejlépe dostat z letiště do centra?
Z hlavního letiště Fiumicino je nejpohodlnější vlak Leonardo Express. Stojí 14 € a doveze vás bez zastávky na nádraží Termini za 32 minut. Z menšího letiště Ciampino fungují autobusy Terravision nebo SIT za zhruba 6 €. Pokud si berete taxi, trvejte na oficiálním bílém voze, který má pevnou fixní sazbu do centra (50 € z Fiumicina, 40 € z Ciampina).
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