Quando você desembarca pela primeira vez no aeroporto de Keflavík, na Islândia, provavelmente vai sentir na hora aquele vento gelado e cortante do oceano batendo no rosto. Ele cheira a sal, a enxofre distante e a uma natureza selvagem e implacável, que já no primeiro segundo te lembra que aqui quem manda é a natureza, não o ser humano.
Eu e o Lukáš partimos para essa ilha mágica na virada de setembro para outubro de 2018 e lembro até hoje como, logo na chegada, fiquei fascinada com aquele vazio infinito e indomado, que simplesmente te obriga a repensar o seu próprio tamanho.
Procurar passagens para a Islândia naquela época foi para a gente um pequeno empurrão rumo a uma expedição da vida, porque a Islândia não é só mais um destino de férias — é praticamente outro mundo.
Neste artigo você vai encontrar um guia completo sobre passagens para a Islândia: de onde é melhor voar e com o que tomar muito cuidado em 2026.
Vou te dar dicas de onde achar as melhores conexões, explicar as diferenças entre os aeroportos locais e ainda dar conselhos práticos sobre aluguel de carro, preços atuais e hospedagem, para você aproveitar ao máximo a terra do fogo e do gelo sem estresse desnecessário.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro
- Voos diretos a partir da Europa: Na alta temporada há voos diretos de várias cidades europeias (como Frankfurt, Londres, Copenhague); a partir de São Paulo ou do Rio, o caminho mais comum é via Lisboa, Madri ou Londres, com conexão.
- Passagens com conexão: Fora de temporada você vai precisar fazer escala (normalmente em Lisboa, Madri, Frankfurt ou Copenhague); passagens de ida e volta para a Islândia costumam custar a partir de 270 a 330 € no trecho europeu.
- Falência da PLAY Airlines: A low-cost PLAY faliu em setembro de 2025; você ainda vai ler sobre ela em guias antigos, mas não dá mais para comprar passagens com ela.
- Icelandair Stopover: Se você voar com a Icelandair rumo à América do Norte, pode fazer uma parada gratuita na Islândia de até 7 dias.
- Aeroporto: Os voos internacionais pousam em Keflavík (KEF), e não diretamente em Reykjavík. Até a capital são cerca de 45 minutos de ônibus Flybus.
- Buscador de passagens: Para achar passagens baratas para a Islândia e montar conexões mais complexas, costumamos usar e combinar voos no buscador Kiwi (ótimo também a partir do Brasil).
- Preços e impostos 2026: Foi criado um novo imposto por quilômetro rodado para carros alugados, mas, em compensação, o preço do combustível caiu para cerca de 210 a 225 ISK por litro.
- Documentos: A Islândia faz parte do Schengen; brasileiros não precisam de visto para turismo de até 90 dias. A partir do fim de 2026, será exigida a autorização ETIAS (cerca de 20 €) — fique de olho nas regras antes de viajar.
Quando ir e como chegar
O planejamento da viagem começa pela conexão de transporte certa, que mudou bastante nos últimos anos. Chegar à Islândia, perto do círculo polar ártico, nunca foi tão fácil, embora seja preciso ficar de olho na sazonalidade e escolher bem com qual companhia aérea você vai confiar seus planos. Vamos dar uma olhada em quais passagens para a Islândia fazem mais sentido hoje em dia e em como não cair em informações desatualizadas da internet.
1. Voos diretos a partir da Europa e a alta temporada de verão
Se você odeia esperar em aeroporto e quer chegar ao destino o mais rápido possível, vale focar nos voos de verão. Na temporada, há voos diretos de várias capitais europeias com a Icelandair (companhia aérea nacional islandesa) e outras transportadoras como a easyJet e a Wizz Air.
Saindo do Brasil, a rota mais comum é via Lisboa, Madri ou Londres, com conexão até Keflavík. O trecho final europeu até a Islândia leva oficialmente cerca de 3 horas, o que é incrivelmente pouco para você se ver de repente em um mundo totalmente diferente, cheio de vulcões e geleiras.
O preço de uma passagem de ida e volta para a Islândia, no trecho europeu, costuma ficar no verão entre 300 e 550 €, e às vezes aparecem promoções na faixa de 230 a 250 €. Recomendo não deixar a compra para a última hora, porque, mesmo com preços mais altos, as datas de verão se esgotam muito rápido.
Sempre confira com atenção a bagagem permitida na sua passagem, porque nas tarifas básicas costuma estar incluída apenas uma mala de mão pequena, e você precisa pagar um valor considerável a mais pela mala despachada. Com roupa de inverno, que ocupa um espaço enorme, simplesmente não dá para sobreviver sem uma mala grande.
2. Voos com conexão fora da alta temporada
Se você decidir viajar no outono, no inverno ou no comecinho da primavera (foi o que a gente fez, na virada de setembro para outubro), provavelmente vai ter uma viagem com conexão. Isso porque, fora da alta temporada turística, os voos diretos muitas vezes não operam ou voam apenas em esquema bem reduzido.
As conexões mais frequentes são nos hubs europeus, como Lisboa, Madri, Frankfurt, Copenhague, Amsterdã e Londres. Significa um pouco mais de tempo de viagem, mas em compensação você pode esticar as pernas e tomar um café em outro aeroporto europeu.
Apesar de a viagem ficar mais longa, é graças a isso que muitas vezes você consegue passagens baratas para a Islândia, que fora de temporada podem começar em torno de 270 €, no trecho europeu. A média de uma passagem de ida e volta com conexão fica entre 300 e 550 €.
Por experiência própria, posso dizer que uma conexão curta em Madri ou Copenhague não tem nada de terrível, e o dinheiro que você economiza na passagem vai te fazer falta nessa ilha bem cara, seja para uma boa hospedagem ou para o aluguel de carro.
3. Atenção à falência da companhia PLAY
Essa é uma informação fundamental para 2026, que você precisa ter em mente caso esteja lendo guias mais antigos. Os aviões de um vermelho vibrante da low-cost PLAY Airlines, infelizmente, você não vai mais ver no céu.
Essa companhia faliu no fim de setembro de 2025 e encerrou todas as operações. Foi um acontecimento gigantesco, no qual dezoito mil passageiros ficaram presos em aeroportos do mundo todo.
Então, se em algum fórum ou blog antigo você esbarrar em dicas para procurar passagens super baratas para a Islândia justamente com essa empresa, pode fechar na hora e seguir procurando. A principal companhia estável da ilha hoje é a soberana Icelandair, e na alta temporada de verão também valem várias low-costs europeias.
4. O genial Stopover da Icelandair e como procurar passagens
Se você está planejando uma grande viagem para a América do Norte (por exemplo, Nova York, Toronto ou Chicago) e voa com a Icelandair, tem uma carta na manga e tanto.
É que essa companhia oferece um ótimo programa chamado Stopover, que permite fazer uma parada na Islândia de até 7 noites, sem nenhum custo adicional no valor da passagem. Você praticamente voa para o outro lado do oceano e, no caminho, ainda risca da sua lista de desejos aquela mágica natureza nórdica, sem pagar por outra passagem.
Para procurar todas essas opções, eu e o Lukáš não abrimos mão do aplicativo Kiwi. É o nosso portal favorito, que consegue combinar com esperteza várias companhias e achar as conexões mais rápidas ou, ao contrário, as mais baratas — funciona muito bem também a partir do Brasil.
Só tome bastante cuidado para que suas conexões não fiquem curtas demais. O tempo na Islândia consegue ser muito instável, e o vento forte às vezes atrasa um pouco os voos.
Keflavík vs. Reykjavík: como funcionam os aeroportos e o caminho até a cidade
Quando as pessoas compram suas primeiras passagens para a Islândia, muitas vezes acham que vão pousar direto na capital e que em cinco minutos estarão no hotel. A realidade, porém, é que a ilha tem os aeroportos divididos de um jeito bem específico, e é bom saber onde você vai parar e como sair de lá. Assim que você desce do avião, já sente aquele ar típico do norte e começa a resolver os primeiros passos logísticos da viagem.
1. Onde você realmente pousa e o truque da compra no duty-free
Todos os grandes voos internacionais, para os quais você compra passagens para a Islândia vindo da Europa ou da América, pousam no aeroporto internacional de Keflavík (KEF). Esse aeroporto, bastante moderno, fica na península de Reykjanes, a cerca de 45 minutos de carro ou de ônibus do centro de Reykjavík.

A capital tem o próprio aeroporto menor (Reykjavík Domestic Airport), mas ele serve exclusivamente para voos domésticos, por exemplo até Akureyri, no norte, até os fiordes remotos do leste, ou para voos especiais para a Groenlândia.
O aeroporto de Keflavík é muito bem sinalizado e perfeitamente organizado, então você com certeza não vai se perder. Mas tenho uma dica importantíssima logo na chegada.
A maior parte das compras no duty-free acontece logo perto das esteiras de bagagem, porque comprar uma garrafa de vinho ou cerveja em supermercados islandeses comuns simplesmente não é possível.
Bebidas alcoólicas só são vendidas nas lojas estatais Vínbúðin, que têm horário de funcionamento muito limitado e preços astronômicos. Então, se você quiser tomar uma taça à noite depois de uma trilha, abasteça seu estoque já no aeroporto.
2. O caminho do aeroporto até a capital
A forma mais confortável de ir de Keflavík até o centro de Reykjavík sem carro próprio são os ônibus do aeroporto, os Flybus. Eles saem direto do saguão de desembarque, e a grande vantagem é que estão conectados a todos os pousos.

Isso significa que o ônibus espera por você mesmo que o seu voo atrase por causa de mau tempo. O trajeto até o centro leva os já mencionados 45 minutos, e pelo caminho você já pode se encantar com as primeiras vistas dos campos de lava.
Os ônibus também oferecem a opção de levar você direto até o seu hotel ou até paradas predeterminadas pela cidade. Eu e o Lukáš compramos os bilhetes online com antecedência, sem complicação, para não precisar perder tempo nos guichês na chegada e poder subir direto no ônibus aquecido, enquanto lá fora já começava aquela ventania islandesa de respeito.
💡 Dica: Ingressos e passeios organizados (na Islândia e arredores) valem a pena ser comprados com antecedência online na GetYourGuide, porque na temporada esgotam rapidinho.
3. Aluguel de carro, vento e os complicados seguros islandeses
Explorar a Islândia sem carro próprio é como ir ao cinema e fechar os olhos. A gente costuma usar o comparador RentalCars.com, onde sempre retiramos o carro já no aeroporto de Keflavík.

O aluguel de carro aqui, porém, é um capítulo à parte, e os preços vão de 5.000 ISK por dia no inverno até 35.000 ISK por um bom SUV na alta temporada de verão. Se você vai no verão e planeja rodar só pela estrada principal asfaltada, a Ring Road (rodovia nº 1), ou o famoso Círculo Dourado, um carro comum com tração nas duas rodas já é mais do que suficiente.
Mas, assim que você partir para o interior selvagem nas estradas de montanha, as F-roads (onde carros comuns têm entrada estritamente proibida e você corre risco de multas pesadíssimas), ou se viajar no inverno, a tração 4×4 é absolutamente indispensável.
Tome cuidado com o seguro, porque a Islândia tem regras bem específicas e os fóruns estão cheios de contas assustadoras por carros danificados. O seguro básico CDW simplesmente não basta aqui. Vale a pena pagar a mais pelo Gravel Protection (GP), que protege contra o cascalho que voa.
Cerca de um terço das estradas da ilha não é pavimentado, e as pedrinhas atiradas pelos carros em sentido contrário quebram para-brisas aqui com total regularidade. Se você vai para o sul e o leste, considere também o SAAP (Sand and Ash Protection), contra as tempestades de areia, que conseguem literalmente lixar a pintura do carro — o que custa uma pequena fortuna.
Mas o maior inimigo é o vento islandês. Ele consegue ser tão forte que, num descuido, literalmente arranca a porta do carro das dobradiças. Lembre-se de que esse tipo de dano (o chamado door-ripping) geralmente não é coberto por seguro nenhum.
Ao descer do carro, segure sempre a porta firme com as duas mãos 😅! E, se você for para o interior com um carro 4×4, saiba que nenhum seguro cobre o afogamento do carro ao atravessar rios selvagens — todo o risco é seu.
Onde se hospedar + quanto custa tudo isso
A hospedagem na Islândia exige uma fatia bem grande do seu orçamento, e é preciso contar com isso de forma muito realista. Um roadtrip de uma semana para duas pessoas em padrão intermediário (com carro alugado próprio, seguro e hospedagem em guesthouses com aquecimento) vai te custar em 2026 cerca de 3.200 a 5.200 € sem as passagens.
Se você economizar ao extremo, dormir em barraca e cozinhar a própria comida, chega a cerca de 2.000 a 2.800 €. O Booking.com é o nosso buscador favorito, porque na ilha você encontra uma quantidade enorme de guesthouses e fazendas aconchegantes.
Além disso, a partir de 1º de janeiro de 2026, o governo criou um novo imposto por quilômetro (Kilometer Fee) para todos os veículos, que é de cerca de 6,95 ISK por quilômetro rodado (algo em torno de 0,05 €). As locadoras vão te cobrar esse imposto fixo por dia (em torno de 1.390 a 1.550 ISK) ou descontar do cartão depois da devolução do carro, exatamente conforme o hodômetro.
A boa notícia é que, como compensação, o governo eliminou parte do imposto sobre o combustível. Enquanto no ano passado a gasolina custava absurdos 305 ISK, em 2026 o preço caiu para mais agradáveis 210 a 225 ISK por litro (cerca de 1,40 a 1,50 €). No fim das contas, você paga mais ou menos o mesmo, só que o dinheiro não vai para o posto, e sim para a locadora.
1. Reykjavík e o sudoeste como base de partida
Se você não quer fazer e desfazer as malas todo dia e tem só um feriado prolongado ou 4 a 5 dias na Islândia, faz muito sentido se hospedar direto na capital ou nos arredores imediatos, na península de Reykjanes. Dali você pode fazer passeios em formato de “estrela”, indo e voltando para o mesmo lugar.
De Reykjavík, em um único dia, dá tranquilamente para rodar o famoso Círculo Dourado e voltar para o calor. No dia seguinte, você pode partir rumo aos vulcões ou às termas.
Hospedar-se na cidade ainda oferece o luxo de ótimas cafeterias e padarias logo na esquina. As guesthouses por aqui ficam em torno de 80 a 150 € por noite para dois.
💡 Dicas específicas de hospedagem (preços e disponibilidade você confere pelo Booking; reserve com antecedência — na temporada e em torno do eclipse de 2026, somem meses antes):
- Center Hotels Grandi (Reykjavík)
- Hótel Berg (Keflavík)
- Hótel Borg (Reykjavík)
2. Hospedagem na Ring Road (sul e leste)
Se você decidir rodar a ilha inteira pela Ring Road, o que significa mais de 1.300 quilômetros, precisa contar com um estilo de vida nômade. As distâncias aqui são enormes e não faz sentido ficar voltando.
No sul, na região da cidadezinha de Vík, as vagas costumam se esgotar muito rápido, porque é para cá que vem a esmagadora maioria dos turistas admirar as praias negras e as geleiras.
Em direção ao leste, rumo aos Fiordes do Leste, tanto a oferta de hospedagem quanto as multidões diminuem, mas recomendo não deixar as reservas para a última hora. A gente dormiu em chalés de madeira lindíssimos, com vista para pastagens infinitas.
3. Camping e o Camping Card para aventureiros
Muita gente resolve a hospedagem cara acampando no carro ou direto na barraca de teto, o que é um fenômeno gigantesco na Islândia. Se você optar por essa alternativa (e não se importar com um pouco de frio), vale a pena comprar o Camping Card.
Em 2026, esse cartão custa cerca de 26.000 ISK (aproximadamente 175 €) e vale para 28 noites para dois adultos e quatro crianças. Com ele, você tem acesso a mais de 40 campings pela ilha inteira.
No local, você paga apenas uma taxa de hospedagem simbólica de 400 ISK por barraca ou carro por noite. É uma forma absolutamente fantástica de economizar muito dinheiro; só lembre-se de que a maioria dos campings fecha em meados de setembro.
O que ver na Islândia: 6 regiões que você não pode perder
Orientar-se na ilha é, na verdade, bem simples, porque ela é inteira contornada pela estrada circular asfaltada Ring Road. Os iniciantes, porém, costumam cometer um erro enorme: lotar o itinerário até estourar e tentar rodar a ilha em cinco dias.
O resultado é que passam oito horas por dia no carro e à noite caem de exaustão total. Para rodar a estrada inteira com calma, você precisa de no mínimo 8 a 10 dias.
Se você tem menos tempo, escolha só algumas regiões desta lista e conheça-as direito. Vamos dar uma olhada no que a Islândia tem de melhor.
1. Círculo Dourado (Golden Circle): o clássico para começar
O Círculo Dourado é disparado a parte mais visitada da Islândia e é um passeio bate-volta absolutamente ideal a partir de Reykjavík, já que o circuito tem cerca de 250 quilômetros.

A primeira parada costuma ser o parque nacional Þingvellir, lugar de enorme importância histórica, porque foi aqui que, em 930, surgiu o primeiro parlamento islandês.
Ao mesmo tempo, é o único lugar do mundo onde você pode caminhar (ou até mergulhar em água a 2 °C) bem dentro da fissura Silfra, que separa as placas tectônicas norte-americana e euroasiática.
A segunda parada obrigatória é a área geotérmica de Haukadalur, onde te espera o famoso gêiser Strokkur. Diferente do adormecido Grande Geysir, ele lança água fervente para cima a cada cinco a dez minutos, chegando a até trinta metros de altura. É um espetáculo natural absolutamente fascinante, daqueles que te deixam de boca aberta.
O ponto alto do circuito é a maciça cachoeira de dois níveis Gullfoss. A água cai aqui com um rugido ensurdecedor para dentro de um cânion profundo, e no verão costumam aparecer ao redor lindos arco-íris.
2. Costa sul: cachoeiras e incríveis praias negras
Assim que você sai de Reykjavík rumo ao leste pela rodovia nº 1, abre-se diante de você um desfile dos lugares mais icônicos dos cartões-postais. Primeiro, você é recebido pela cachoeira Seljalandsfoss, única porque dá para percorrê-la por completo, dando a volta inteira por uma trilha escorregadia, inclusive por trás da própria água que cai.

Um pouco mais adiante, você esbarra na imensa e majestosa Skógafoss, ao longo da qual sobem centenas de degraus até um mirante no topo. Desde 2025, infelizmente, cobra-se em Skógafoss um estacionamento de cerca de 1.000 ISK, que você paga facilmente pelos aplicativos Parka ou EasyPark.
Na costa sul, você também não pode deixar de fora os icônicos destroços do avião militar americano DC-3, que fez um pouso de emergência na infinita planície de areia negra de Sólheimasandur.
O caminho até lá, a partir do estacionamento, leva cerca de 45 minutos de caminhada monótona só de ida (ou você pode usar o shuttle pago), mas as fotos daqui parecem de filme pós-apocalíptico. E depois te espera a charmosa cidadezinha de Vík, com a próxima e de tirar o fôlego praia de Reynisfjara.
3. Sudeste: a lagoa glacial Jökulsárlón e o Vatnajökull
Assim que você passa pela cidadezinha de Vík, as multidões de turistas começam a rarear bastante e a paisagem se transforma. Todo o sudeste é dominado, sem rivais, pelo parque nacional Vatnajökull, com a maior geleira de toda a Europa, que cobre incríveis oito por cento de toda a área da Islândia. O ápice absoluto dessa região, e para mim e o Lukáš um dos lugares mais bonitos do planeta, é a lagoa glacial Jökulsárlón.

Nessa lagoa maciça, gigantescos blocos de gelo de um azul vibrante se desprendem da geleira que derrete e flutuam devagar pela superfície rumo ao oceano. Todo aquele silêncio e majestade são de tirar o fôlego.
Assim que os blocos chegam ao oceano, as ondas fortes os polem e os jogam de volta na praia vulcânica negra do outro lado, que é, com razão, chamada de Diamond Beach (Praia dos Diamantes). O contraste do gelo cristalino e da areia preta como carvão é algo que você simplesmente precisa ver com os próprios olhos.
4. Norte da Islândia e o diverso Diamond Circle
A “capital do norte” da Islândia se chama Akureyri e é uma cidadezinha incrível, animada, cheia de ótimas cafeterias e comida deliciosa, que fica bem no fim de um longo fiorde. Dali costuma-se partir para o chamado Círculo de Diamante (Diamond Circle).

Nele você descobre a divina cachoeira Goðafoss, as deslumbrantes poças de lama borbulhante de Hverir e as bizarras formações de lava de Dimmuborgir, perto do lago Mývatn.
O circuito é coroado pela Dettifoss, que em volume de água é disparado a cachoeira mais poderosa de toda a Europa, e o estrondo de suas águas barrentas se sente até através das solas dos sapatos.
Se você for para o norte, faça uma parada na cidadezinha de Húsavík, que é uma meca mundial para observação de baleias. Os barcos partem dali com uma fascinante taxa de sucesso de quase 99%, e nos meses de verão você às vezes pode até avistar gigantescas baleias-azuis.
⚠️ Para 2026, tenho ainda mais uma ótima dica: as queridas termas Mývatn Nature Baths estão atualmente fechadas por causa de uma grande reforma, mas, sob o novo nome de Earth Lagoon, reabrem na primavera de 2026 e virão com uma incrível caverna nova, bem dentro de uma fissura de lava.
5. Snæfellsnes e os remotos Fiordes do Oeste
A península de Snæfellsnes costuma ser carinhosamente apelidada de “Islândia em miniatura”. É que aqui você encontra absolutamente tudo: um vulcão adormecido com touca de geleira, os dramáticos penhascos de Arnarstapi açoitados pelas ondas, a solitária igrejinha negra de Búðir e, disparado, a montanha mais fotografada da Islândia, a pontuda Kirkjufell, que ficou famosa pela série Game of Thrones.

Snæfellsnes é um destino absolutamente ideal se você tem só 2 a 3 dias para explorar e não quer ficar correndo de carro pela ilha inteira à toa.
Os Fiordes do Oeste (Westfjords), por outro lado, representam um mundo totalmente diferente e isolado, para onde vai menos de dez por cento de todos os turistas. As estradas aqui contornam cansativamente os fiordes profundos, o asfalto vira cascalho a toda hora e dirigir é extremamente devagar (reserve tranquilamente dois dias para dar a volta).
Mas a recompensa por todo esse esforço será o isolamento absoluto, a monumental cachoeira em cascata Dynjandi e os majestosos penhascos de Látrabjarg.
Eles são o ponto mais ocidental da Islândia e, no verão, servem de lar para incríveis cinquenta mil casais dos fofíssimos passarinhos puffins. Mas esses fiordes só são realmente transitáveis no verão.
6. O interior selvagem (Highlands)
Este é o coração bruto da ilha e um lugar só para os aventureiros de verdade. Para o interior (Highlands) não vai nenhuma estrada asfaltada, você não encontra hotéis com chuveiro quente nem cruza com um único posto de gasolina.

Para cá vão apenas as estradas de cascalho de montanha chamadas F-roads, que cruzam vaus profundos sobre rios glaciais selvagens. A área só é acessível com um carro de respeito com tração 4×4, e apenas nos meses de verão, de meados de junho até meados de setembro mais ou menos.
Se você se aventurar até aqui, vai ver uma paisagem que parece de outro planeta. Você pode tomar banho em fontes termais naturais na região de Landmannalaugar, famosa por suas montanhas de riolito coloridas como um arco-íris.
Já o caminho até a paisagem lunar e a cratera do vulcão Askja é um verdadeiro teste de habilidade ao volante. É lindo, mas exige máximo respeito e preparo.
Quando ir e para o que se preparar na Islândia
A Islândia tem um ditado absolutamente genial e certeiro: “Se você não gostou do tempo, espere cinco minutos.” Isso diz quase tudo. A Corrente do Golfo até mantém as temperaturas dentro de limites toleráveis, mas o vento onipresente consegue derrubar a sensação térmica bem uns graus para baixo.
A regra número um é, portanto, vestir-se sempre em camadas e ter uma jaqueta realmente boa e impermeável, que você dificilmente vai tirar nem em julho.
1. Erupções em Reykjanes e segurança
Talvez você tenha visto na TV imagens assustadoras de lava escorrendo na península de Reykjanes e esteja se perguntando se comprar passagens para a Islândia é mesmo uma boa ideia. Desde a primavera de 2021, aconteceu realmente uma série de erupções por aqui e, segundo o instituto meteorológico, sob a região se acumularam mais de 26 milhões de metros cúbicos de magma.
Parece um apocalipse, mas, para a esmagadora maioria dos turistas, na verdade nada muda. É que as erupções aqui são efusivas. Isso significa que a lava até escorre tranquilamente das fissuras, mas o vulcão não lança na atmosfera nuvens de cinzas que paralisariam o tráfego aéreo.
O aeroporto de Keflavík, a capital e a rota principal da Ring Road funcionam absolutamente sem nenhuma restrição e são totalmente seguros. O único impacto real é sobre os moradores da cidade evacuada de Grindavík e sobre as famosas termas Blue Lagoon, ali perto.
Elas funcionam em esquema dinâmico — sensores monitoram a atividade e, se necessário, conseguem evacuar as termas por completo com duas horas de antecedência. Antes de sair para qualquer lugar, sempre confira os alertas atuais no excelente site oficial safetravel.is e nas páginas do instituto meteorológico vedur.is.
2. Sol negro, ou o eclipse de agosto de 2026
Se você está planejando a viagem para agosto de 2026, tenho uma notícia que vai te arrancar um sorriso de empolgação ou te obrigar a repensar completamente o orçamento.
Na tarde de quarta-feira, 12 de agosto de 2026, vai passar bem por cima da Islândia uma faixa de eclipse solar total. É um evento astronômico do século — o primeiro eclipse desse tipo visível da Islândia desde 1954, e o próximo só será visível no século 22!
A faixa de totalidade absoluta vai atingir os Fiordes do Oeste, a península de Snæfellsnes, Reykjavík e Keflavík. A escuridão mais longa, de mais de 2 minutos, será vivida nos penhascos de Látrabjarg. Já em Reykjavík, o sol vai sumir por cerca de um minuto, por volta das 17h43 no horário local. Em Snæfellsnes, está sendo preparado até um festival gigante, então o oeste inteiro vai estar enormemente movimentado.
Se você quer ver esse fenômeno mágico, precisa se preparar para o fato de que a ilha vai estar absolutamente lotada até não caber mais ninguém. A hospedagem na faixa do eclipse está, em grande parte, esgotada desde o começo de 2025, e os preços de tudo — das passagens ao aluguel de carros — disparam como foguete.
Uma pousada comum nesses dias chega a custar absurdos 700 USD por noite. Se você vai para lá, é melhor reservar tudo com enorme antecedência e buscar informações detalhadas no site oficial eclipse2026.is.
3. Ondas traiçoeiras e a perigosa praia de Reynisfjara
Embora a Islândia seja, há muito tempo, absolutamente o país mais seguro do mundo em termos de criminalidade, a natureza local não perdoa erros. O exemplo mais conhecido e, infelizmente, mais trágico é a maravilhosa praia negra de Reynisfjara, perto da cidadezinha de Vík, no sul da ilha.
Ondas gigantescas, dramáticas colunas de basalto e a mágica areia negra formam uma combinação de tirar o fôlego, que atrai multidões com câmeras.
Mas preciso te avisar com muita ênfase sobre o fenômeno das chamadas sneaker waves (ondas traiçoeiras e escondidas). Essas ondas chegam de forma muito inesperada, têm uma força enorme e avançam dezenas de metros praia adentro, bem mais do que as ondas anteriores.
Desde 2013, infelizmente, seis turistas morreram aqui, e a mais recente foi em agosto de 2025, quando a correnteza arrastou uma menina de nove anos. Hoje há na praia um semáforo luminoso de alerta, que, por favor, respeite incondicionalmente.
A regra de ouro é: nunca dê as costas para o oceano e mantenha-se a pelo menos trinta metros da água. A foto realmente não vale a pena.
4. Caça à aurora boreal (Aurora Borealis)
As pessoas costumam me perguntar se passagens de inverno para a Islândia garantem a visão da aurora boreal. A resposta, sinceramente, é: não garantem, mas suas chances são enormes.
Um dos maiores mitos de viagem é que a aurora boreal tem alguma relação com o inverno e o frio. Na verdade, para observá-la, você precisa só de três coisas essenciais: escuridão absoluta (por isso, no verão, você não tem chance), céu limpo e sem nuvens e atividade solar suficiente.
O ano de 2026 segue muito acima da média e excepcional para observação, porque o ciclo solar está muito ativo, e isso foi confirmado até por especialistas da NOAA. Eu e o Lukáš tivemos uma sorte enorme e vimos aquele fascinante espetáculo verde logo na nossa primeira noite, ao lado da guesthouse.
Não esqueça de levar um tripé, porque na tela da câmera você vê a aurora muito mais nítida do que a olho nu (fotografe no modo manual, ISO em torno de 1600-3200 e tempo de 5 a 15 segundos). Acompanhe regularmente o índice KP e as camadas de nuvens no aplicativo Veður.
Onde comer (sem arruinar o orçamento)
Quando você pensa em quanto custam férias na Islândia, a comida provavelmente vai ser o item mais doloroso da conta. Uma visita a um restaurante totalmente comum pode tranquilamente te custar 2.000 a 3.500 ISK (cerca de 13 a 23 €) por um único prato principal. Eu e o Lukáš somos vegetarianos e, embora a Islândia seja um paraíso para amantes de carne e peixe, explorar uma cena gastronômica um pouco diferente não foi, surpreendentemente, nenhum problema, e comemos muito bem.
1. Supermercados Bónus e cozinhar na estrada
O melhor amigo de absolutamente todo viajante na Islândia é o supermercado Bónus, que você reconhece de longe pelo icônico letreiro amarelo com um engraçado porquinho rosa. Eles têm, de longe, os preços mais amigáveis, então a gente ia para lá fazer estoque.
A gente costumava comprar pão fresco delicioso, queijos islandeses, um monte de verdura, e de manhã, na guesthouse, preparava nossos próprios lanches para o dia inteiro de passeios. Uma alternativa um pouco mais cara é o supermercado Krónan, e, se você quer o premium, vá ao Hagkaup.
Mais um conselho absolutamente fundamental sobre bebida: a água da torneira em toda a Islândia é incrivelmente saborosa, potável e totalmente de graça. Comprar água engarrafada em plástico na loja aqui é um pecado enorme, desperdício de plástico e, principalmente, dinheiro jogado fora. Basta levar de casa uma garrafa reutilizável e enchê-la em qualquer torneira.
2. Ótimos lugares vegetarianos em Reykjavík
Reykjavík nos surpreendeu de verdade com sua oferta para quem não come carne. Recomendo muito o renomado e pequeno Chickpea, onde comemos um falafel fresco absolutamente perfeito, com um hummus incrível e pita quente.
Bowls vegetarianos deliciosos, coloridos e saudáveis fazem no restaurante Gló. E, se depois de um dia inteiro congelando na rua você bater a vontade de algo quente e caprichado, na pizzaria Flatey Pizza (na rua Grandagarður) tem uma ótima pizza Margherita assada direto no forno a lenha.
No café da manhã, nos apaixonamos pelo tradicional laticínio islandês skyr. Não se preocupe, é basicamente um iogurte grosso e absolutamente vegetariano. Um potinho de skyr é cheio de proteína (tranquilamente 16 gramas) e te sacia maravilhosamente antes de uma longa trilha até as cachoeiras. Nas cidades, você ainda esbarra em padarias islandesas excelentes, onde fazem fantásticos rolinhos de canela.
3. Culinária tradicional islandesa (para os carnívoros)
Se você não é vegetariano, a gastronomia islandesa vai te oferecer algumas experiências bem específicas (e, para alguns, talvez assustadoras). O prato nacional aqui é o chamado hákarl, que é tubarão fermentado. Depois de pescá-lo, os locais o deixam meses apodrecendo e fermentando enterrado na terra, e o acompanham com a forte aguardente islandesa Brennivín.
Outra iguaria comum, que você sente o cheiro em todo supermercado, é o harðfiskur, que é peixe seco bem durinho, comido com uma grossa camada de manteiga por cima. E, claro, há a onipresente carne de cordeiro islandesa. As ovelhas vagam totalmente soltas pelas montanhas da primavera ao outono, e as sopas de cordeiro islandesas são, dizem, muito populares entre os turistas depois de um dia inteiro no frio.
Burocracia, documentos e etiqueta para a qual você deve se preparar
Viajar pela Europa muda rapidamente e a papelada vem aumentando, mas, felizmente, a Islândia está entre os países com regras bastante simples para turistas, mesmo essa ilha formalmente nem sendo membro da União Europeia. Para brasileiros, basta se concentrar em alguns detalhes culturais e práticos, com os quais você economiza um monte de saias-justas e facilita a estadia.
1. Passaporte, visto e por que ficar de olho no ETIAS e no EES
Como a Islândia é parte sólida e plena do espaço Schengen, brasileiros não precisam de visto para turismo de até 90 dias dentro de um período de 180 dias — basta um passaporte válido (com validade mínima recomendada de seis meses). É indispensável levar o passaporte, ao contrário de cidadãos europeus, que viajam só com documento de identidade. Pela internet, ultimamente, circulam notícias confusas sobre novas taxas e sistemas, então vamos colocar as coisas no lugar.
A partir de 10 de abril de 2026, entra plenamente em operação nas fronteiras o sistema biométrico EES, que registra digitais e foto de viajantes de fora da UE — isso vale também para brasileiros, então conte com filas um pouco mais longas na chegada a Keflavík enquanto o sistema se ajusta.
Já no fim de 2026 começa a valer a autorização de viagem paga ETIAS (a versão europeia do americano ESTA, por cerca de 20 €). Como brasileiro, você vai precisar dela para entrar na Islândia e no resto do Schengen a partir dessa data. É um cadastro online simples, feito antes da viagem, então fique atento e providencie com antecedência.
2. Regras de nudez nas piscinas islandesas
Enquanto a maioria dos turistas vai direto para termas de luxo, como a famosa Blue Lagoon (onde você paga uma fortuna), a gente preferia ir às piscinas municipais comuns, chamadas Sundlaug. Você as encontra em toda cidadezinha menor, a água é aquecida por energia geotérmica a maravilhosos 38–40 °C e o ingresso custa uma fração do preço. Mas elas têm uma regra muito rígida e inegociável.

Antes de entrar na piscina, você precisa se lavar muito bem com sabonete nos chuveiros coletivos (incluindo cabelo e axilas), e isso totalmente sem roupa de banho! Para nós, que viemos de outros lugares, isso costuma ser bem chocante no começo, mas a Islândia usa um mínimo absoluto de cloro na água e a higiene aqui é simplesmente sagrada.
Nos vestiários, muitas vezes há funcionários de olho, que te mandam voltar sem dó se você tentar se lavar de roupa. Não fique com vergonha, ninguém vai ficar te encarando, é simplesmente uma parte totalmente natural da cultura deles.
3. Esqueça o dinheiro vivo e não esqueça o PIN
Como já mencionei acima, trocar coroas islandesas (ISK) numa casa de câmbio no Brasil é totalmente inútil e provavelmente você nem vai conseguir achar por aqui. A Islândia é uma sociedade quase cem por cento sem dinheiro físico, onde você paga com cartão em absolutamente todo lugar: do café da manhã numa minúscula cafeteria, passando pela taxa de camping em algum lugar perto de uma geleira, até o uso do banheiro numa área de descanso.

A única coisa absolutamente crítica que você precisa ter em ordem é levar com você um cartão de pagamento físico, de plástico, e saber o seu código PIN. Atenção: avise seu banco no Brasil que você vai viajar e confirme se o cartão tem habilitação internacional.
Nos postos de gasolina de autoatendimento (por exemplo, a popularíssima rede N1) ou nos parquímetros, só aproximar o celular com Apple Pay ou Google Pay muitas vezes não funciona, ou então têm um limite por aproximação de até 7.500 ISK.
A bomba de combustível vai simplesmente exigir, sem dó, que você insira o cartão na leitora e digite os números. Sem isso, você não sai do lugar.
Para onde ir depois
Se a Islândia te atrai, eu e o Lukáš preparamos para você um monte de outros materiais, que vão te ajudar a planejar a sua viagem dos sonhos até o último detalhe e a buscar mais inspiração:
- Guia da Islândia: tudo o que você precisa saber
- Quando ir à Islândia? Resumo prático do clima
- Como é a Islândia em outubro e quanto nos custou
- Os lugares mais bonitos da Islândia que você não pode perder
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1. Quantos dias eu preciso para viajar pela Islândia?
Se você quer percorrer tranquilamente toda a Ring Road (volta completa, 1.322 km), reserve no mínimo 8 a 10 dias. Menos tempo significa apenas estresse no carro. Se você tem apenas 4 a 5 dias, foque somente em Reykjavík, Círculo Dourado e a costa sul. Para visitar os remotos Westfjords ou o interior (Highlands), você precisa idealmente de 12 a 14 dias.
Preciso de um carro com tração 4×4 ou um carro comum já dá conta?
Na temporada de verão, um carro pequeno comum (2WD) será mais do que suficiente para percorrer a principal estrada asfaltada Ring Road e visitar o Círculo Dourado. Mas se você viajar nos meses de inverno ou pretende, no verão, descer ao agreste interior pelas estradas de montanha não pavimentadas (F-roads), a tração 4×4 é uma necessidade indispensável e, inclusive, sua obrigação legal.
3. É preciso repensar a viagem por causa das erupções vulcânicas em curso?
Definitivamente não. A atividade vulcânica na península de Reykjanes é muito localizada e as erupções são do tipo efusivo (a lava apenas flui e o vulcão não expele enormes nuvens de cinzas). O aeroporto de Keflavík e as principais rotas turísticas como a Ring Road funcionam totalmente normal. Basta apenas acompanhar as informações atualizadas em safetravel.is e evitar a área evacuada ao redor da cidadezinha de Grindavík.
4. Quanto custa uma viagem para a Islândia para duas pessoas por uma semana?
Uma roadtrip de uma semana para duas pessoas com aluguel de carro médio (incluindo seguro), gasolina, hospedagem em guesthousess mais aquecidos e comendo fora ocasionalmente vai custar em média €3.200 a €5.200 na classe média (sem passagens aéreas). Se você economizar muito, cozinhar macarrão e dormir em barraca com Camping Card, vai gastar cerca de €2.000 a €2.800.
5. Como é que estão as coisas em 2026 com impostos e gasolina cara?
A partir de janeiro de 2026, foi introduzido um novo imposto chamado taxa por quilômetro, que custa 6,95 ISK por cada quilômetro rodado. A locadora de veículos geralmente cobra essa taxa no final da viagem. Graças à introdução dessa taxa, porém, o governo eliminou parte das taxas nos postos de combustível, então o preço da gasolina caiu significativamente dos antigos 305 ISK por litro para uns mais agradáveis 210 a 225 ISK por litro.
6. A praia negra de Reynisfjara é realmente tão perigosa?
Infelizmente sim. A praia é linda, mas tem uma fama nada boa por causa do fenômeno das chamadas “sneaker waves” (ondas traiçoeiras e sorrateiras). Essas ondas massivas chegam de forma totalmente inesperada e com força enorme, alcançando dezenas de metros além das ondas normais. Desde 2013, seis pessoas morreram aqui. É essencial ficar de olho no semáforo de alerta, não chegar perto da água e nunca ficar de costas para o oceano.
7. Preciso de passaporte, visto ou taxa ETIAS para a viagem?
Você não precisa de visto nem de passaporte. A Islândia é membro pleno do espaço Schengen europeu, então para entrar basta apenas um documento de identidade válido. Além disso, para os cidadãos brasileiros não se aplicam as novidades burocráticas chamadas ETIAS e EES, que são destinadas a viajantes de fora da União Europeia.
