Quando estive pela primeira vez na margem de um lago glacial no Parque Nacional de Banff, no Canadá, e tentei mergulhar a mão na água, quase a perdi de tanto frio. 😅 Aquela cor turquesa absurdamente brilhante me convidava a um mergulho, mas a temperatura logo acima do ponto de congelamento me trouxe de volta à realidade num piscar de olhos. Foi justamente no Canadá que morei e trabalhei em 2016 e 2017, então tenho um carinho enorme por todas essas águas das montanhas — e até hoje eu e o Lukáš lembramos delas como alguns dos lagos mais bonitos do mundo.
Mas o Canadá é só o começo. Espalhadas pelo planeta existem massas de água que tiram o fôlego por motivos completamente diferentes. Alguns lagos impressionam pela profundidade extrema e transparência, enquanto outros cercam vulcões fumegantes ou antiquíssimas aldeias maias. Muitos deles ainda não vimos com nossos próprios olhos, mas os viajantes concordam: visitá-los é um dos pontos altos de qualquer viagem.
Por isso reuni para você os 15 lagos mais bonitos do mundo, desde lugares que percorri com os próprios pés até aqueles sobre os quais só li e que ainda tiram o meu sono. Aqui você vai encontrar joias turquesas famosas da América do Norte e da Islândia, para onde sempre adoramos voltar, tesouros europeus, os lagos mais altos dos Andes e o misterioso Baikal, na Sibéria.
Resposta rápida
Entre os lagos mais bonitos do mundo estão, sem dúvida, os lagos glaciais canadenses Moraine e Louise, famosos pela sua água turquesa reluzente. Entre outros ícones absolutos figuram o lago mais profundo do planeta, o Baikal, joias esmeraldas europeias como Bled e os Lagos de Plitvice, ou o lendário Crater Lake americano, com a água azul mais pura do mundo.

Resumo
- O lago mais profundo do planeta: o russo Baikal atinge 1.642 metros de profundidade e armazena cerca de um quinto de toda a água doce superficial da Terra.
- O segredo da cor turquesa: as águas das montanhas devem seu tom brilhante à farinha glacial, uma rocha moída até virar pó que refrata a luz do sol na água.
- O lago navegável mais alto: o andino Titicaca fica a incríveis 3.812 metros acima do nível do mar e reflete em sua superfície um céu perfeitamente limpo.
- Proibido nadar: em muitos lugares deslumbrantes, como os croatas Lagos de Plitvice, não se pode entrar na água, para não perturbar o frágil ecossistema natural.
- Origem vulcânica: o americano Crater Lake surgiu com o desabamento de um enorme vulcão e até hoje não tem nenhum afluente, o que mantém sua pureza extrema.
- Romance europeu: o esloveno Bled ou o italiano Lago di Como estão entre os destinos europeus mais queridos, onde a beleza natural se une à arquitetura histórica.
Os 15 lagos mais bonitos do mundo
Organizei a lista um pouco do meu jeito: desde os queridinhos glaciais canadenses, que tenho mais no coração, passando pelos clássicos europeus, até as maravilhas distantes dos Andes e da Sibéria. Em cada lago você vai descobrir o que o torna especial, por que tem justamente aquela cor e qual a melhor época para visitá-lo.
1. Moraine Lake (Canadá)

Este lugar é o meu xodó absoluto e, para muita gente, é o lago mais bonito de todo o Canadá. Fica no deslumbrante Vale dos Dez Picos, e a vista do mirante rochoso Rockpile é tão famosa que já apareceu no verso da antiga nota canadense de vinte dólares. Durante nossa temporada em Banff, vínhamos aqui com frequência e aquela cor azul-turquesa intensa me deixava de queixo caído todas as vezes.
Esse tom inacreditável vem da refração da luz solar sobre o fino sedimento de rocha que as geleiras trazem para cá no verão, ao derreter. A profundidade máxima chega a apenas 14 metros, mas a água é tão gelada que você pode esquecer o banho de uma vez. O lago só atinge toda a sua beleza e nível máximo em meados de junho, quando as geleiras finalmente derretem por completo.
💡 Dica: carros particulares têm proibição rigorosa de circulação na estrada até o lago, porque o estacionamento antes vivia lotado. O acesso só é possível pelo ônibus oficial da Parks Canada, que precisa ser reservado com muita antecedência. Leia nosso artigo detalhado sobre o Moraine Lake, Canadá.
2. Lake Louise (Canadá)

Bem ao lado você encontra outra lenda canadense, que está entre os lugares mais fotografados de todas as Montanhas Rochosas. A vista icônica da superfície turquesa com a geleira Victoria ao fundo e o enorme hotel de luxo na margem provavelmente é conhecida por todo mundo. A cor aqui é cortesia da chamada farinha glacial, partículas microscópicas de rocha dispersas na água.
A área do lago gira em torno de 0,8 quilômetro quadrado e, no ponto mais fundo, você mede respeitáveis 70 metros. Mesmo no auge do verão, a temperatura da água raramente passa dos cinco graus Celsius, então nadar aqui é fortemente desaconselhado pelo risco de hipotermia rápida. A coloração mais bonita você vê de julho a setembro.
💡 Dica: o estacionamento bem na margem costuma estar lotado já ao amanhecer e fica entupido o dia todo. Uma opção muito mais tranquila é usar os estacionamentos de apoio e o transporte por ônibus, que te leva direto ao local sem estresse. Saiba mais no nosso guia sobre o Lake Louise, Canadá.
3. Peyto Lake (Canadá)

Ao percorrer a famosa estrada de alta montanha Icefields Parkway, você não pode deixar passar essa maravilha turquesa que, vista de cima, lembra uma enorme cabeça de lobo. O lago recebeu o nome do lendário guia de montanha Bill Peyto e fica a 1.860 metros de altitude, junto ao mirante Bow Summit. Eu e o Lukáš vivemos aqui um silêncio absoluto, quando acordamos cedinho e chegamos ao mirante antes dos outros turistas.
A água escorre direto da geleira Peyto Glacier e carrega consigo uma enorme quantidade de farinha glacial, que dá à superfície aquele tom azul-leitoso na medida certa. A maioria dos visitantes nem desce até a água, porque o melhor espetáculo se vê da plataforma de observação construída, à qual leva uma trilha asfaltada curtinha a partir do estacionamento.
💡 Dica: tente chegar logo cedo, entre sete e nove da manhã, porque à tarde os picos das montanhas em volta já fazem sombra na superfície e as cores não se destacam tanto. Se o mirante principal estiver cheio, siga pela trilha discreta um pouco adiante, onde você terá a vista quase só para você. Confira nosso artigo Icefields Parkway (Peyto Lake).
4. Jökulsárlón (Islândia)

Quando percorremos a Islândia em 2018, essa lagoa glacial foi para mim um dos pontos altos absolutos de toda a viagem. Pela superfície flutuam majestosos enormes pedaços de gelo, que se desprendem de uma geleira próxima e seguem lentamente em direção ao mar aberto. Os blocos exibem todos os tons, do branco-leitoso ao azul vibrante, resultado da compressão extrema do gelo antigo.
A lagoa surgiu apenas nos anos 1930 e, por causa do degelo, não para de crescer, ocupando hoje uma área de cerca de 25 quilômetros quadrados. Com profundidade máxima de 284 metros, é o lago mais profundo de toda a Islândia, ainda que sua superfície fique exatamente ao nível do mar. A água aqui é parcialmente salgada, porque o oceano entra durante a maré alta.
💡 Dica: depois de se encantar com a lagoa, atravesse a estrada até a Praia dos Diamantes, do outro lado, onde as ondas depositam pedaços cristalinos de gelo sobre a areia vulcânica preta. Se quiser ver os blocos de perto, recomendo reservar com antecedência o passeio de barco pequeno. Mais dicas no artigo Jökulsárlón e as geleiras da Islândia.
5. Lagos de Plitvice (Croácia)

Este parque nacional croata está entre os mais antigos do país e, desde 1979, ostenta com razão o título de Patrimônio da UNESCO. Viajantes do mundo todo vêm aqui admirar a cascata de dezesseis lagos interligados por lindas cachoeiras, cercados por uma vegetação exuberante. A água tem uma cor verde-esmeralda azulada incrivelmente intensa, que muda o tempo todo ao longo do dia conforme o ângulo do sol e a estação do ano.
Por trás de toda essa beleza existe um processo natural complexo, em que a água saturada de calcário deposita travertino poroso sobre o musgo e as algas. Essas barreiras de travertino crescem continuamente, a uma velocidade de cerca de um centímetro por ano, formando cascatas sempre novas. O lago mais profundo, o Kozjak, chega aos 47 metros e pode ser percorrido em barco de passeio.
💡 Dica: desde 2006 vigora em todo o parque uma proibição rigorosa de banho, para proteger esse ecossistema extremamente frágil. No verão fica realmente lotado, então vale a pena vir na primavera ou no outono e comprar os ingressos online com antecedência. Reunimos os detalhes no guia Lagos de Plitvice, Croácia.
6. Lago Bled (Eslovênia)

Se você procura o romance europeu perfeito, esse lago alpino esloveno é provavelmente exatamente o que você precisa. No meio da superfície tranquila ergue-se a única ilha natural da Eslovênia, sobre a qual fica a pitoresca igrejinha da Assunção da Virgem Maria. E, do alto de uma rocha íngreme bem acima da água, o antigo Castelo de Bled vigia todo o vale e oferece as melhores vistas panorâmicas.
A cor verde-turquesa nasce da combinação da origem glacial, da pureza incrível da água alpina e do aquecimento por baixo, vindo de fontes termais naturais. Graças a essas fontes, a água no verão costuma aquecer entre 22 e 26 graus Celsius, tornando-o um dos poucos lagos alpinos onde dá para nadar com total tranquilidade e conforto.
💡 Dica: a tradição local manda alugar um barquinho tradicional de madeira chamado pletna e se deixar levar até a ilha. Quando voltar para a margem, não deixe de provar a famosa kremšnita, uma fatia tradicional de creme que é parte indissociável de qualquer visita a Bled.
7. Hallstättersee (Áustria)

Você com certeza já viu em algum lugar a foto dessa pitoresca aldeia austríaca encaixada entre encostas íngremes e a superfície escura do lago. Toda a região de Salzkammergut entrou para a lista da UNESCO graças à tradição milenar de mineração de sal, e o próprio lago atinge a respeitável profundidade de 125 metros. A água mantém seu tom verde-esmeralda graças à água fria da neve derretida e às partículas minerais do subsolo calcário.
O problema desse lugar deslumbrante é, infelizmente, a sobrecarga enorme de turistas: na aldeia de menos de mil habitantes, chegam em alta temporada mais de dez mil visitantes por dia. Banho nas praias públicas é gratuito e totalmente legal, mas conte com o fato de que no verão a água raramente passa dos refrescantes 22 graus Celsius.
💡 Dica: o típico visitante de bate-volta passa só algumas horas aqui e percorre a ruazinha principal junto com a multidão. Se você quer sentir a verdadeira atmosfera desse lugar mágico, chegue logo cedo ou pernoite por aqui, quando a maioria dos ônibus de turistas finalmente vai embora.
8. Lago di Como (Itália)

Esse icônico lago italiano em formato de Y invertido atrai a elite e os artistas desde os tempos da Roma Antiga. As margens são tomadas por luxuosas vilas históricas cercadas por jardins meticulosamente aparados e, no entroncamento dos braços ao sul, fica talvez o balneário mais famoso de toda a região, Bellagio. A cor da água vai do azul-esverdeado ao turquesa, graças à origem glacial dos tempos da última era do gelo.
Com profundidade máxima de mais de 410 metros, é um dos lagos mais profundos de toda a Europa, embora fique a menos de quarenta quilômetros ao norte de Milão. O banho é muito popular no verão, porque a superfície chega a aquecer agradáveis 26 graus, então dá para combinar lindamente mergulhos com passeios entre as vilas históricas.
💡 Dica: Bellagio e a vizinha Varenna costumam ficar literalmente lotadas de turistas de bate-volta vindos de Milão nos dias de verão. Viajantes experientes recomendam evitar a alta temporada e vir de preferência no outono, ou então se hospedar bem à beira da água e explorar as ruelas estreitas só no fim de tarde.
9. Königssee (Alemanha)

No parque nacional bávaro de Berchtesgaden você descobre uma massa de água cujo recorte lembra mais um rústico fiorde norueguês do que um lago alpino clássico. O Königssee ostenta o status de um dos lagos mais limpos da Alemanha, o que se deve, entre outros fatores, ao fato de que nenhum rio poluído desemboca nele. A cor esmeralda intensa se destaca graças à água profunda sobre o fundo calcário claro.
Curiosamente, desde 1909 só é permitida aqui a navegação de barcos com motor elétrico, barcos a remo e pedalinhos, para não comprometer a qualidade da água. Durante a travessia até a famosa igrejinha de São Bartolomeu, com suas cúpulas vermelhas, o capitão do barco toca um flugelhorn, cujo som ecoa nas paredes íngremes de rocha com uma intensidade incrível.
💡 Dica: embora o banho seja tecnicamente possível e permitido, conte com o fato de que a água vem do degelo das montanhas e é realmente gelada. Nos fins de semana se formam filas enormes para os ingressos no cais, então acorde cedo e planeje a travessia logo no primeiro barco da manhã.
10. Lago Skadar (Montenegro / Albânia)

Na fronteira entre Montenegro e Albânia se estende a maior massa de água doce de toda a Península Balcânica, que esconde uma riqueza natural impressionante. É um típico lago cárstico, cuja superfície nos meses de verão fica coberta por infinitos tapetes de lírios-d’água floridos e castanhas-d’água. A vegetação ao redor e a atmosfera tranquila funcionam como um bálsamo para a alma, longe dos balneários agitados do litoral.
Dizem que ornitólogos do mundo todo vêm aqui em busca do raro pelicano-crespo, então provavelmente é uma das mais importantes reservas de aves da Europa. A profundidade costuma ser bem pequena, mas escondem-se aqui também os chamados “olhos”, ou fontes subaquáticas, onde o fundo despenca abruptamente até dezenas de metros.
💡 Dica: a melhor forma de explorar os recantos escondidos e o labirinto de juncos é alugar um barquinho tradicional de madeira com um guia local. Se essa joia balcânica te atrai, leia nosso artigo Lago Skadar, Montenegro.
11. Baikal (Rússia)

Esse milagre natural no sudeste da Sibéria detém vários recordes mundiais difíceis de acreditar. Com profundidade máxima medida de 1.642 metros, é disparado o lago mais profundo do mundo, e ainda, com sua idade estimada em cerca de 25 milhões de anos, o mais antigo de todos. Ele representa uma enorme fenda tectônica na crosta terrestre, que se alarga continuamente, ainda que devagar.
A água aqui é quase destiladamente pura, graças às rochas cristalinas em volta e aos crustáceos microscópicos que a filtram sem parar. Graças a esse ecossistema perfeito, o Baikal armazena cerca de vinte por cento de toda a água doce superficial não congelada do nosso planeta. A superfície azul-safira é tão transparente que, no inverno, dá para ver através do gelo dezenas de metros de profundidade.
12. Titicaca (Peru / Bolívia)

Lá no alto dos Andes sul-americanos fica o berço da mitologia inca, que à primeira vista impressiona por sua cor azul-escura e límpida. A 3.812 metros acima do nível do mar está o lago navegável comercialmente mais alto do mundo, cuja superfície tranquila funciona como um espelho gigante para o céu claro de alta montanha. Com mais de oito mil quilômetros quadrados de área, forma a fronteira natural entre Peru e Bolívia.
A principal atração aqui são as ilhas flutuantes Uros, feitas de junco totora, onde habitantes indígenas vivem até hoje. Por mais que a água pareça convidativa, sua temperatura se mantém o ano todo entre dez e quatorze graus Celsius, então o banho definitivamente não é recomendado.
💡 Dica: viajantes costumam alertar que as ilhas Uros podem parecer um tanto artificiais e turísticas demais. Você terá uma experiência muito mais autêntica se combinar hospedagem direto com uma família local na ilha mais distante de Amantani, sem esquecer de uma boa aclimatação por causa da altitude elevada.
13. Crater Lake (EUA)

No fundo de um parque nacional do Oregon esconde-se um fenômeno natural que surgiu há pouco menos de oito mil anos, com o desabamento gigantesco do vulcão Mount Mazama. Na caldeira assim formada não desemboca nenhum rio nem riacho, então a água não acumula sedimentos e atinge uma pureza extrema. É justamente por essa ausência perfeita de impurezas que a superfície tem o azul mais intenso que você consegue imaginar.
Com profundidade máxima de 594 metros, é o lago mais profundo de todos os Estados Unidos e um dos mais profundos do mundo. A fotogenia do lugar é realçada pelo pequeno cone vulcânico Wizard Island, que emerge da água misteriosamente azul perto da margem. Na maior parte do ano fica uma quantidade enorme de neve por aqui, e por isso a estrada que dá a volta no lago só abre durante o curto verão.
💡 Dica: aviso importante para viagens futuras — a única trilha legal até a água, chamada Cleetwood Cove Trail, ficará completamente fechada entre 2026 e 2028 por causa de obras. Você não conseguirá chegar à água e os barcos de passeio também não funcionarão, mas os mirantes da borda superior da caldeira continuarão acessíveis.
14. Lovatnet (Noruega)

Esse rústico lago norueguês escondido no fim de um vale, perto da aldeia de Loen, oferece um espetáculo glacial absolutamente esmeralda. A cor turquesa reluzente vem mais uma vez da farinha glacial moída, trazida até aqui pela geleira Kjenndalsbreen, que derrete no fim do vale. A água fica a apenas 52 metros de altitude, mas é cercada por enormes penhascos íngremes que dão ao lugar um visual dramático.
Infelizmente, à beleza desse lugar está ligada também uma história incrivelmente sombria e triste. Das encostas em volta, em 1905 e 1936, desprenderam-se enormes avalanches de rocha, que ao caírem na água criaram megatsunamis de até inacreditáveis 74 metros de altura e mataram mais de cem pessoas. Toda a região ficou despovoada por muito tempo depois da segunda tragédia.
💡 Dica: se você não se importa com água realmente gelada, vinda direto do degelo da geleira, pode tomar banho aqui ou sair de caiaque. Mas as estradinhas norueguesas ao longo das margens são bem estreitas e, na temporada de verão, recomenda-se reservar eventuais campings com muita antecedência.
15. Lago Atitlán (Guatemala)

A última parada da nossa lista nos leva à América Central, direto ao coração das terras altas da Guatemala. O escritor Aldous Huxley descreveu certa vez este lugar como o Como italiano ao qual alguém adicionou alguns vulcões enormes. O lago fica em uma caldeira gigantesca, cercado de perto por três vulcões majestosos: San Pedro, Tolimán e Atitlán.
Com profundidade máxima de 340 metros, detém o título de lago mais profundo da América Central, e sua cor azul intenso a turquesa atrai viajantes do mundo todo. As margens são pontilhadas por aldeias maias tradicionais, cada uma com uma atmosfera totalmente diferente, segundo os viajantes — da vida agitada de festa aos refúgios silenciosos cheios de cafés veganos e estúdios de ioga.
💡 Dica: o transporte entre as aldeias acontece quase exclusivamente em pequenas lanchas. Tome cuidado com o vento da tarde chamado Xocomil, que, segundo as lendas locais, costuma surgir regularmente e é capaz de transformar a superfície tranquila em uma agitação de ondas bem perigosa.
Comparação em uma tabela prática
| Nome do lago | País | O que o torna especial | Melhor época |
|---|---|---|---|
| Moraine Lake | Canadá | A famosa “Twenty Dollar View” e o Vale dos 10 Picos | Junho–setembro |
| Lake Louise | Canadá | Água turquesa e o hotel Fairmont na margem | Junho–setembro |
| Peyto Lake | Canadá | Formato de cabeça de lobo e turquesa leitoso intenso | Junho–setembro |
| Jökulsárlón | Islândia | Blocos de gelo flutuantes e a Praia dos Diamantes | Maio–outubro |
| Lagos de Plitvice | Croácia | Cascata de 16 lagos com barreiras de travertino | Primavera e outono |
| Lago Bled | Eslovênia | Ilha natural com igreja e aquecimento termal | Maio–setembro |
| Hallstättersee | Áustria | Icônica aldeia histórica da UNESCO na margem | Fora da alta temporada |
| Lago di Como | Itália | Vilas de luxo e profundidade enorme, mais de 410 m | Abril–outubro |
| Königssee | Alemanha | Barcos elétricos e o famoso eco do trompetista | Maio–setembro |
| Lago Skadar | Montenegro | O maior dos Bálcãs, cheio de lírios e aves | Primavera e verão |
| Baikal | Rússia | O mais profundo (1.642 m) e mais antigo do mundo | Fev–março (gelo) / verão |
| Titicaca | Peru / Bolívia | Lago navegável comercialmente mais alto | Maio–outubro |
| Crater Lake | EUA | O mais profundo dos EUA, sem afluente e puríssimo | Julho–setembro |
| Lovatnet | Noruega | Origem glacial esmeralda e história de tsunami | Junho–setembro |
| Lago Atitlán | Guatemala | Três vulcões na margem e profundidade de 340 m | Novembro–abril |
Curiosidades e recordes
Ao pesquisar para este artigo, esbarramos em um monte de números e recordes fascinantes que não dá para guardar só para a gente. As massas de água do nosso planeta escondem segredos com dezenas de milhões de anos, e suas propriedades físicas muitas vezes desafiam o bom senso.
De onde vem a cor turquesa?
Muita gente acha que a água azul reluzente das montanhas é simplesmente água pura, mas a verdade é outra. A geleira, no seu movimento lento, literalmente tritura o subsolo até virar um pó microscópico chamado farinha glacial. Essas partículas minúsculas permanecem suspensas na água gelada, onde absorvem a luz vermelha e, ao contrário, espalham em todas as direções os comprimentos de onda azuis e verdes. O resultado é aquele famoso turquesa opaco que conhecemos do Canadá ou da Nova Zelândia.
Como os lagos surgem, afinal
A natureza tem várias maneiras de criar um enorme reservatório de água. Os lagos glaciais surgem quando uma massa gigantesca de gelo escava uma bacia no solo ou empilha à sua frente um banco de pedras (moraina), que retém a água assim que tudo derrete. Já os lagos de cratera e vulcânicos (como o americano Crater Lake) se enchem de água em enormes depressões deixadas por antigas erupções vulcânicas. E as massas de água mais profundas de todas, como o Baikal, chamamos de tectônicas, porque surgem em fendas profundas da crosta terrestre.
Extremos geográficos
Se você procura a maior massa de água doce em área de todas, teria que rumar para o americano Lago Superior (Lake Superior), que ocupa mais de 80 mil quilômetros quadrados. O russo Baikal não tem uma área tão gigantesca, mas, graças à sua profundidade absurda, armazena o maior volume de água potável de todos. Já o primeiro lugar em transparência fica com o neozelandês Blue Lake (Rotomairewhenua), onde cientistas mediram uma visibilidade de incríveis 70 a 80 metros.
Para onde ir depois
Essas massas de água te encantaram a ponto de já estar planejando a próxima viagem? Se você curte a natureza nórdica selvagem, com fiordes e montanhas majestosos, dê uma olhada nas nossas dicas sobre o que ver nas Ilhas Lofoten, na Noruega, ou explore nosso roteiro de road trip pelo Alasca, onde você esbarra em baías de azul-leitoso parecido a cada passo.
Já quem ama paisagens vulcânicas cheias de fontes termais e lagoas glaciais vai adorar nosso extenso Islândia: guia completo. E se aquela água turquesa das montanhas canadenses também te conquistou, preparamos para você os 10 lugares mais bonitos do Canadá, com bastante inspiração para a próxima aventura.
Perguntas frequentes
Antes de arrumar a câmera, aqui estão as respostas para o que as pessoas mais querem saber sobre os lagos mais bonitos do mundo.
Qual é o lago mais profundo do mundo?
O recorde absoluto é o russo Baikal, localizado na Sibéria. Sua profundidade máxima medida é de 1.642 metros, o que o torna, de longe, a massa de água mais profunda do planeta. Ele retém uma enorme quantidade de água doce e seu fundo é formado por uma profunda fissura tectônica.
Qual lago é o maior?
Depende de como medimos o tamanho. Considerando a área total da superfície, o vencedor é o Mar Cáspio, que é salobro. Se falarmos de águas doces, o maior em extensão é o Lago Superior (Lake Superior), na fronteira entre os EUA e o Canadá. Mas em termos de volume de água armazenada, o vencedor é o Baikal, na Sibéria.
Qual lago fica mais alto?
O lago comercialmente navegável mais alto do mundo é considerado o Titicaca sul-americano, a 3.812 metros de altitude. No entanto, o corpo d’água mais elevado do planeta é uma pequena lagoa de cratera no vulcão Ojos del Salado, nos Andes, situada a aproximadamente 6.390 metros acima do nível do mar.
Por que alguns lagos são turquesa ou azuis?
Esse fenômeno é causado pela chamada farinha glacial. Trata-se de partículas extremamente finas de rochas moídas, que são trazidas à água pela geleira em degelo. Essas partículas permanecem na água e refratam a luz solar de tal forma que refletem aos nossos olhos tons intensos de azul e verde.
Dá para nadar nos lagos glaciais?
Teoricamente é possível, mas é muito perigoso. A temperatura da água neles fica apenas entre 4 e 10 graus Celsius, o que até em nadadores experientes rapidamente provoca o chamado choque de frio. Além disso, na água gelada a força diminui extremamente rápido e há risco de hipotermia grave.
Qual é o lago mais limpo de todos?
O recorde de pureza pertence ao Blue Lake (Rotomairewhenua) na Nova Zelândia. Os cientistas mediram ali uma visibilidade extrema, chegando de 70 a 80 metros. No entanto, o banho é estritamente proibido aqui, pois trata-se de um local sagrado para a população maori local.
Como surge um lago glacial?
Ledovec při svém sestupu z hor escava com sua enorme massa de gelo uma depressão profunda no substrato. Às vezes também empurra à sua frente um monte de pedras e terra, a chamada morena. Quando o gelo derrete, essa depressão se enche de água e a morena funciona como uma barragem natural impermeável.
Qual é o maior lago vulcânico do mundo?
Este título pertence ao lago indonésio Lake Toba. Trata-se de uma caldeira gigantesca de um supervulcão, formada após uma erupção massiva há aproximadamente 74 mil anos. O lago alcança 100 quilômetros de comprimento e sua profundidade máxima fica em torno de 505 metros.
