Lembro como se fosse hoje da primeira vez que vi o Lago Moraine. Foi com a minha mãe e estava nevando. A visibilidade era quase zero e ela ficou decepcionada. Naquela época, jamais imaginei que um dia eu moraria pertinho dali. Se alguém me dissesse que em poucos anos a estrada seria fechada para carros e que dezenas de milhares de pessoas entrariam em filas virtuais para conseguir um lugar no ônibus, eu não acreditaria. Mas essa é exatamente a realidade de hoje.
Mesmo com toda a dor de cabeça logística que envolve os parques nacionais canadenses, o Parque Nacional de Banff — e o Lago Moraine em especial — vale cada esforço. Sempre que volto, fico surpresa de novo com o quanto aquela cor da água é real e sem filtro. Se você está pensando em visitar as Montanhas Rochosas, prepare os nervos para o planejamento, mas prometo que assim que você ver o Vale dos Dez Picos com seus próprios olhos, todo o estresse vai embora. ☺️
Vou te dar 12 dicas concretas sobre o lago Moraine no Canadá: desde o famoso mirante que já estampou a nota de vinte dólares até a magia da luz do amanhecer, passando por uma análise honesta sobre se vale mesmo pagar aquela canoa absurda. E claro, não vou deixar de explicar tudo sobre o sistema de reservas para 2026. ☺️

Resumo
- Não tente ir de carro: A estrada para o lago está permanentemente fechada para veículos particulares desde 2023.
- Reserva do ônibus é obrigatória: O shuttle oficial da Parks Canada para a temporada de 2026 abre em 15 de abril às 8h MDT e os ingressos somem em minutos.
- Quando o lago descongela: Não planeje sua visita para maio. O lago normalmente descongela só no final de junho e até lá a água não tem aquela cor turquesa.
- Larch Madness: A paisagem outonal mais linda (larches douradas) aparece no Larch Valley entre 22 e 30 de setembro, mas prepare-se para multidões enormes.
- A canoa custa uma fortuna: Alugar a icônica canoa vermelha sai por volta de 160 CAD por hora.
- Salvação para fotógrafos: Se quiser pegar o amanhecer sem tanta gente e não conseguir ingresso oficial, existem serviços privados como o Alpine Start Shuttle (que sai às 4h da manhã).
Quando ir e como chegar (prepare-se para o caos logístico)
Antigamente bastava pegar o carro e ir. Desde 2023, porém, a Moraine Lake Road está completamente fechada para veículos particulares o ano todo. O motivo é simples: o estacionamento lá em cima vivia lotado, gerando filas de horas que chegavam a bloquear até os serviços de emergência. Hoje é obrigatório usar o transporte público, o que exige planejamento muito cuidadoso — especialmente no pico do verão, quando pessoas do mundo inteiro convergem para cá. O trecho entre Lake Louise e Lago Moraine é extremamente disputado, e sem reserva você simplesmente não chega.
O lago fica a cerca de 14 quilômetros da vila de Lake Louise, em Alberta, então a maioria dos viajantes parte justamente dali. A temporada é bem curta: a estrada costuma abrir no início de junho e fechar após o Dia de Ação de Graças canadense, em meados de outubro. Lembre-se de que no início de junho o lago provavelmente ainda vai estar congelado e você não vai ver aquela cor turquesa incrível. O período ideal para visitar é de meados de julho até o final de setembro.
Para quem viaja do Brasil, o ponto de chegada mais comum é Calgary (voos diretos ou com conexão em Toronto ou São Paulo) — e a partir daí é cerca de 1h30 de carro até Lake Louise. Vale alugar um veículo em Calgary para explorar a região, mas lembre-se: você não pode dirigir até o lago em si.
Parks Canada Shuttle (e a fila de 75 mil pessoas)
Essa é a opção oficial e de longe a mais barata para chegar ao lago. A Parks Canada opera um sistema de ônibus a partir de um grande estacionamento na entrada de Lake Louise (Park and Ride). O problema é que os ingressos para o shuttle oficial da Parks Canada são liberados meses antes e a demanda é absurda. Para 2026, anote na agenda: 15 de abril às 8h, horário das Montanhas (MDT).
O sistema funciona assim: você compra o ingresso para um horário específico de saída e pode usar também o chamado Lake Connector shuttle, que transfere gratuitamente entre Lake Louise e Lago Moraine. Recomendo deixar o navegador aberto em vários dispositivos e clicar exatamente às 8h. O ingresso é barato, então vale garantir mesmo que você ainda não tenha definido o dia exato.
Alternativas para fotógrafos e quem quer mais conforto
Se não tiver sorte na pré-venda oficial, o mundo não acaba — mas a carteira vai sentir. Existem empresas comerciais como a Moraine Lake Bus Company e a Fairview Tours que oferecem seus próprios traslados. Os ingressos delas dão para encontrar até poucas semanas antes, mas enquanto o ônibus oficial custa uma mixaria, aqui você pode pagar tranquilamente entre 50 e 100 CAD por pessoa. No extremo oposto estão os passeios privados de luxo, que podem chegar a 550 CAD por dia.
Se você é fotógrafo e quer capturar aquela luz mágica do amanhecer batendo nos picos do Vale dos Dez Picos, os ônibus oficiais não vão te ajudar — eles só começam a circular por volta das 6h. Nesses casos, a salvação é o Alpine Start Shuttle, que te leva da vila já às 4h da manhã. É um acordar cruel, ainda mais quando está gelando lá fora (e nas montanhas de madrugada quase sempre está), mas as fotos e o silêncio à beira do lago valem cada segundo.
Onde se hospedar perto do Lago Moraine e quanto custa
Se hospedar no Parque Nacional de Banff não é para viajantes com orçamento apertado, e a área de Lake Louise é provavelmente a mais cara do parque todo. Quando você ainda soma o imposto de 15% e as gorjetas — que no Canadá são esperadas até nos serviços mais simples — o orçamento da viagem pode inflar feio. Mesmo assim, acho que pelo menos uma vez na vida vale se hospedar o mais perto possível, porque ir e voltar de Calgary todos os dias (onde os hotéis são quase metade do preço) vai te esgotar e roubar um tempo precioso.

Para se hospedar nas imediações, prepare-se para pagar a partir de 320 a 640 USD por noite para duas pessoas — na alta temporada de verão, os preços facilmente dobram. Uma grande vantagem dos hotéis mais caros diretamente na vila é que costumam incluir estacionamento gratuito e alguns até oferecem traslado próprio para os lagos. Descobrimos que o ideal é reservar com pelo menos seis meses de antecedência.
Se você me perguntar qual é o maior “cheat code” da região inteira, vou te dizer: Moraine Lake Lodge. É o único hotel diretamente à beira do lago. Uma noite aqui custa um valor bem salgado, mas os hóspedes têm uma vantagem enorme e inacreditável: podem chegar ao lago de carro próprio. Sim, a proibição não vale para quem está hospedado lá. Se você quer viver a natureza canadense no máximo luxo, acordar com vista para o lago e não precisar se preocupar com filas de ônibus, esse é o melhor bônus que existe dentro de um parque nacional.
Se o Moraine Lake Lodge estiver fora do orçamento, há opções acessíveis e confortáveis em Lake Louise no Booking.com (a cerca de 15 minutos de carro do lago) ou diretamente em Banff (40 minutos de carro, escolha bem maior e preços um pouco mais baixos).
Lago Moraine, Canadá: 12 lugares para visitar e o que fazer
Finalmente chegamos à melhor parte. O lago Moraine no Canadá não é só aquele mirante famoso perto do estacionamento — embora ele também vá te deixar de queixo caído. Ao redor do lago existe uma rede de trilhas incrivelmente bonitas, desde caminhadas tranquilas e planas até subidas pesadas onde você vai agradecer por ter levado um bom calçado de trekking.
Recomendo dividir a área em partes. Se você tiver só algumas horas, foque no entorno imediato da água. Se tiver o dia inteiro, suba para as altitudes maiores, onde você deixa 90% dos turistas para trás e encontra a verdadeira natureza selvagem das montanhas.
1. Rockpile Trail e a famosa Twenty Dollar View
Se você já viu uma foto do Lago Moraine, há 99% de chance de que foi tirada exatamente daqui. O Rockpile Trail é provavelmente a “trilha” mais curta e fácil do mundo. Como o nome sugere, é um enorme amontoado de pedras que bloqueia parte do lago. Do estacionamento, você chega lá em uns cinco minutos e o caminho é absolutamente tranquilo.

Esse mirante é frequentemente chamado de “Twenty Dollar View” por um motivo histórico muito simpático: exatamente essa vista — a água turquesa e os dez picos nevados ao fundo — estampava a antiga nota de vinte dólares canadenses emitida nos anos 1970. Prepare-se para não estar sozinho por lá. Mas de manhãzinha o ar cheira a pinheiro e a frescor de montanha, e mesmo com gente, a atmosféra tem algo de especial que não tem preço.
2. Vale dos Dez Picos (Valley of the Ten Peaks)
O Vale dos Dez Picos não é bem um destino específico — é a cenografia que domina todo o lago. Quando você está no Rockpile, tem à sua frente exatamente dez picos rochosos e imponentes que se erguem a mais de três mil metros. Cada uma dessas montanhas tem nome próprio, sendo a mais alta delas o Monte Hungabee, com mais de 3.400 metros de altitude.

Originalmente, os picos tinham nomes em numerais na língua do povo Stoney, antes de cartógrafos rebatizá-los com nomes de exploradores e magnatas ferroviários. Uma história tipicamente canadense. E essas montanhas funcionam como uma muralha protetora, fazendo com que a superfície do lago fique calma como um espelho — ideal para fotos. Se você tiver sorte com vento zero, vai ver o reflexo perfeito de cada pico na água.
3. Larch Valley (e a loucura chamada Larch Madness)
Se você ama cores de outono, esse lugar precisa estar na sua lista. A subida até o Larch Valley é bastante íngreme e começa com uma série de curvas intermináveis em meio à floresta — você vai suar muito. Mas assim que você ultrapassa o limite da floresta densa, abre-se diante de você um vale imenso repleto de larches (um tipo de conífera que, ao contrário da maioria, fica dourada no outono e perde as folhas).

A melhor época para visitar é uma janela muito específica, geralmente entre 22 e 30 de setembro, quando as larches ficam de um amarelo-dourado intenso e luminoso. Os canadenses têm até um termo especial para esse período: “Larch Madness” — e não é exagero nenhum. Pessoas de todo o país vêm ao Banff só por causa desse vale. Você vai encontrar dezenas de fotógrafos, famílias e cachorros. As vistas das árvores douradas com geleiras ao fundo são tão espetaculares que você esquece o sofrimento das curvas lá embaixo. 😁 Não esqueça de colocar bastante lanche e água na mochila — lá em cima não tem fonte de água potável.
4. Trilha até o Sentinel Pass
O Sentinel Pass é uma extensão natural da trilha do Larch Valley, e se ainda tiver energia, vale muito a pena continuar. Enquanto bastante gente chega até o vale das larches, ao passo vão poucos chegam até o desfiladeiro. Do vale você já avista o passo acima de você, como um corte afiado entre dois picos. O caminho passa por um campo aberto coberto de pedras de todos os tamanhos, então reforço: boas botas são essenciais.

Quando você finalmente se arrasta até os 2.611 metros de altitude, a recompensa é uma vista panorâmica incrível dos dois lados. De um lado, o Larch Valley inteiro se abre abaixo de você com a visão do Vale dos Dez Picos; do outro, o Paradise Valley íngreme e solitário. O vento aqui costuma ser bem forte e, mesmo que esteja quente lá embaixo, um casaco corta-vento é indispensável — no final de agosto já pegamos uma nevasquinha leve por lá, sem exagero.
5. Consolation Lakes (fuga das multidões)
Está cansado das centenas de pessoas amontoadas no Rockpile? Vá para os Consolation Lakes. Essa trilha começa praticamente no mesmo ponto da trilha do mirante, mas desvia em direção à floresta e acompanha um riacho. É uma caminhada bastante plana e muito agradável, que leva cerca de uma hora e meia em cada sentido.
Você chega a dois lagos glaciais menores, rodeados por paredões imensos — predominantemente o Monte Babel e o Monte Quadra. Não espere o turquesa do Lago Moraine; aqui a água tem um tom de azul mais profundo, mas a atmosfera é maravilhosamente tranquila. Para chegar à beira da água, você precisa pular alguns matacões gigantes que o glacial deixou para trás. Nós costumamos levar café quente numa garrafa térmica e aproveitar o silêncio que simplesmente não existe no mirante principal — e vez ou outra dá para ver uma marmota se aquecendo na pedra.
6. Passeio de canoa (pelo preço de um hotel decente)
Essa é provavelmente a atividade mais fotogênica que você pode fazer aqui, mas vou ser honesta: exige fechar os olhos na hora de pagar. Alugar a icônica canoa vermelha no Moraine Lake Lodge é um negócio absurdamente caro — atualmente sai por volta de 160 CAD por uma hora. Quando eu trabalhei em Lake Louise, custava um terço disso e já achávamos caro naquela época.

Mesmo assim, se o orçamento permitir, você nunca vai esquecer esse momento. Quando você se afasta alguns metros da margem, todo o barulho do estacionamento some e você se encontra sozinho no meio daquela turquesa deslumbrante. A água é cheia do chamado “farinha de rocha” (rock flour) — um pó fino de pedra que reflete a luz solar e dá ao lago essa cor. A sensação do remo cortando aquela superfície perfeitamente opaca é mágica. O aluguel funciona por ordem de chegada, então recomendo encaixar essa atividade logo cedo.
7. Moraine Lake Lakeshore Trail
Para quem não quer escalar nada, mas quer absorver a atmosfera do lago de diferentes ângulos, a trilha à beira-d’água é perfeita. Ela começa na locadora de canoas e serpenteia pela margem direita por cerca de três quilômetros. O caminho passa por uma linda floresta de coníferas antigas e você tem o lago praticamente ao alcance da mão o tempo todo.
No final da trilha você chega ao ponto onde a água dos glaciais desce para o lago. Há pequenas pontes de madeira e um riacho selvagem. É fascinante observar como essa água glacial é leitosa e opaca antes de se depositar no lago maior. Essa trilha é completamente plana e tranquila até para crianças pequenas.
8. Eiffel Lake (panoramas sem multidão)
O Eiffel Lake é uma joia meio esquecida. A maioria das pessoas que entra na trilha do Larch Valley segue cegamente a multidão para cima em direção ao desfiladeiro e passa direto pela bifurcação para o Eiffel Lake. Um erro enorme. Assim que a trilha se divide e você vira à esquerda, as multidões somem instantaneamente e você se encontra num caminho incrivelmente bonito que atravessa o flanco da montanha.
Você chega a um lago bem menor com uma cor intensa e bonita, mas o grande bônus é que durante toda a caminhada você tem o Vale dos Dez Picos na palma da mão — e dessa perspectiva as montanhas parecem ainda mais imponentes do que lá de baixo. A trilha é menos íngreme que o Sentinel Pass, então é uma ótima alternativa para quem quer vistas alpinas incríveis. Além disso, há uma boa chance de encontrar marmotas apitando entre as pedras ao longo do caminho.
9. Nascer do sol (Alpine Start)
Já mencionei isso na parte de transporte, mas o nascer do sol no Lago Moraine é para mim a experiência visual mais forte de toda a minha vida no Canadá. Não é só questão de ter menos gente (embora no mirante os fotógrafos sejam bastante disputados) — é principalmente a luz. O sol, vindo de trás de você, ilumina primeiro apenas os picos mais altos dos Dez Picos, que ficam de um laranja e rosa absolutamente vibrantes.

À medida que o sol sobe, essa linha de fogo desce pelas rochas até o lago. E se não tiver vento, todo esse show de cores se reflete na superfície da água. Para conseguir ver isso, você precisa reservar o ônibus mais cedo ou ser hóspede do hotel caro à beira do lago. Não esqueça de levar roupas quentes de verdade — mesmo no meio do verão a madrugada aqui pode estar abaixo de zero.
10. Nadar no lago? Só para os corajosos
Essa é uma pergunta que recebo muito: dá para nadar no Lago Moraine? A resposta é: tecnicamente sim, mas na prática você vai desistir muito rápido. O lago é alimentado pelo degelo dos glaciais das montanhas ao redor, o que significa que a temperatura da água raramente passa de 4 a 5 graus Celsius mesmo no pico do verão. É praticamente um mergulho num balde de gelo.
Muitos turistas molham os tornozelos para conseguir uma foto engraçada no Instagram, mas poucos aguentam mais de dez segundos dentro d’água porque a dor do frio é imediata. Se você curte banho frio e o método Wim Hof faz parte da sua rotina, talvez você curta. Mas natação recreativa como numa represa? Esquece.
11. Conexão com Lake Louise (Roam Transit)
Se você veio até aqui, com certeza vai querer combinar a visita ao Lago Moraine com o famoso Lago Louise, que fica pertinho. A boa notícia é que o sistema dos parques nacionais pensou nisso: a conexão funciona via shuttle gratuito chamado Lake Connector, que você encontra no estacionamento superior.
Para usar o Connector, você precisa ter uma reserva válida em um dos ônibus da Parks Canada ou um Super Pass especial da operadora local Roam Transit, que circula a partir da cidade de Banff. Os ônibus entre os dois lagos circulam a cada 15 minutos aproximadamente e a viagem dura pouco mais de vinte minutos. De carro, você teria que descer até a rodovia e enfrentar outra fila no segundo estacionamento — então esse shuttle é uma economia enorme de tempo e estresse.
12. Piquenique à beira do lago
Pode parecer banal, mas uma das melhores dicas que posso te dar é preparar sua própria comida. Ao redor do Lago Moraine há vários bancos e mesas de picnic de madeira enormes. O café do hotel até que é gostoso, mas os preços são salgados para turistas de todo o mundo — e um sanduíche simples com aquela vista de tirar o fôlego é muito mais gostoso do que qualquer prato caro numa lanchonete lotada.
Pare na mercearia ou na padaria Laggan’s em Lake Louise, compre pão fresco, café e alguma coisa doce, e faça um festim na natureza. Só te peço uma coisa: nunca deixe a comida sem supervisão. Mesmo que pareça uma idílica cena de interior, você está em pleno território de ursos, e além disso os esquilos e os corvos da região são incrivelmente atrevidos — eles são capazes de te roubar um pãozinho direto da mão num segundo de distração. 😉
Onde comer e repor as energias
As opções de alimentação no lago são bem limitadas, o que é compreensível dada a localização remota. Se bater fome, você pode ir a uma destas opções — mas prepare-se para os preços de altitude.
- Snowbird Cafe: Uma cafeteria pequena que pertence ao Moraine Lake Lodge. Você encontra café de qualidade, chocolate quente, sanduíches e muffins deliciosos. Também servem sorvete ótimo, que você vai agradecer numa tarde quente de verão depois de descer do Sentinel Pass. Os preços são altos, mas era de se esperar.
- Moraine Lake Lodge Dining Room: Pessoalmente, ainda não jantamos lá (o preço sempre nos desanimou 😅), mas as avaliações são excelentes — especialmente pela caça e peixes locais, e a vista da janela combina perfeitamente. Recomendo fazer reserva com bastante antecedência, especialmente se você não for hóspede do hotel.
Dicas práticas para a viagem ao Canadá
A logística de uma viagem tão longa pode ser bem trabalhosa, então quero compartilhar os serviços em que mais confio e que já nos economizaram tempo e dinheiro em todas as nossas viagens intercontinentais.
Como encontrar passagens aéreas para o Canadá
Quando vamos para Calgary ou Vancouver, sempre buscamos passagens no Kiwi — é o nosso comparador favorito. Ele consegue combinar companhias aéreas que normalmente não trabalham juntas, o que já nos economizou muito em voos com conexão em Londres ou Frankfurt. E o dinheiro sobra para coisas melhores, como alugar aquela canoa cara no lago.
Aluguel de carro para o road trip
Explorar o Canadá sem carro (a não ser que você vá ficar só num lago) é praticamente impossível. Com o Lukáš, temos boa experiência de longa data com o RentalCars, que usamos mundo afora. É um comparador, então você sempre vê as melhores ofertas de todas as grandes locadoras reunidas. No Canadá vale pegar um carro com motor um pouco mais potente, já que as travessias pelas montanhas podem ser bem íngremes.
Seguro viagem e chip internacional
Não vá ao Canadá sem um bom seguro viagem — o atendimento médico para turistas é absurdamente caro por lá. Há anos usamos e recomendamos o seguro SafetyWing, que dá para contratar online mesmo já no exterior e cobre a grande maioria das atividades turísticas.
Se quiser estar online desde o momento em que pisar no avião — útil justamente para verificar reservas de ônibus para o Lago Moraine — vale muito usar um chip digital. Nós usamos a Holafly: você instala no celular em menos de um minuto e não precisa procurar chip físico em nenhum balcão no aeroporto.
Para onde ir depois
O Lago Moraine é apenas um dos ícones lacustres das Montanhas Rochosas canadenses. Se você está planejando um road trip mais longo, dê uma olhada nos nossos outros artigos:
- Dicas do lago vizinho estão no artigo sobre o que ver ao redor do Lago Louise.
- O guia completo do Parque Nacional de Banff, do qual o Lago Moraine faz parte.
- Do Lago Moraine, a lendária estrada Icefields Parkway vai até Jasper — 232 km do asfalto mais bonito do mundo.
- Se você quer uma base mais tranquila do que o agitado Banff, veja a comparação entre Canmore e Banff.
FAQ — Perguntas frequentes sobre o Lago Moraine
Reuni as perguntas mais frequentes que recebo de leitores planejando uma visita ao Lago Moraine. Se faltou alguma coisa, pode me escrever à vontade.
Posso ir até Moraine Lake com meu próprio carro?
Desde 2023, não é mais possível. O acesso a Moraine Lake só pode ser feito através do ônibus shuttle da Parks Canada ou transporte comercial — a Parks Canada fechou o estacionamento devido à superlotação. As únicas exceções são hóspedes do Moraine Lake Lodge e excursões organizadas. Reserve seus bilhetes do shuttle com antecedência online no site da Parks Canada.
Por que a água de Moraine Lake é tão intensamente turquesa?
A cor turquesa incomum é causada pela chamada ‘rock flour’ — um pó glacial fino que é trazido ao lago pelas geleiras derretidas. As partículas microscópicas refletem o espectro azul e verde da luz solar. A cor fica mais intensa do final de junho a setembro, quando as geleiras derretem mais e a água fica mais saturada.
Qual é a melhor época para visitar Moraine Lake?
Para a cor turquesa e todas as atrações abertas: final de junho até meados de setembro. Para os lariços dourados e menos gente: final de setembro até início de outubro. Antes da segunda quinzena de junho, a estrada geralmente fica fechada por causa de neve e avalanches. No inverno, o lago fica congelado e inacessível.
Que horas tem menos gente em Moraine Lake?
O ideal é pegar o primeiro shuttle da manhã (por volta das 5h30–6h). Além de aproveitar a luz matinal mais bonita e a tranquilidade, você também evita as multidões que chegam entre 9h e 16h. A segunda onda de calmaria só acontece depois das 18h, quando as pessoas voltam para os hotéis.
Vale a pena visitar Moraine Lake apesar da confusão logística com o shuttle?
Com certeza, sim. Moraine Lake é considerado mais bonito que o vizinho Lake Louise pela maioria dos viajantes — tem um cenário montanhoso mais dramático (os famosos Ten Peaks) e água de cor turquesa ainda mais intensa. Mesmo depois de várias visitas, a vista da Rockpile Trail impressiona toda vez.
Dá para nadar em Moraine Lake?
Teoricamente sim, mas na prática só para os corajosos. A água vem diretamente das geleiras derretidas, então a temperatura fica entre 4–5 °C mesmo no auge do verão. A maioria dos visitantes só molha os pés e sai correndo na hora. Em vez de nadar, experimente alugar uma canoa — essa experiência não tem igual no Canadá.
Quantos dias eu preciso na região de Moraine Lake?
Moraine Lake em si você conhece em meio dia. Para a área toda (Moraine Lake + Lake Louise + Lake Agnes Tea House + Johnston Canyon), reserve no mínimo 2–3 dias. Se quiser combinar também com Icefields Parkway e Jasper, conte com uma semana a dez dias.
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