Em 2017, eu e Lukáš estávamos explorando o Alasca (EUA) em um grande road trip quando percebemos que o Kenai Fjords National Park simplesmente não poderia ficar de fora do roteiro. Até hoje lembro do balanço absurdo do barco que me fez rir alto de nervoso — e da correria de volta dos caiaques quando o guia avistou um urso nadando na nossa direção. Foi uma experiência para a vida toda e valeu cada centavo. 😅
A geleira Aialik Glacier estava à nossa frente, majestosa, e quando um bloco enorme de gelo se desprendeu com um estrondo ensurdecedor e mergulhou no oceáno, esquecemos completamente que não sentíamos mais os dedos dos pés. Este parque nacional é bruto, selvagem e incrivelmente fotogênico — e mesmo sendo um dos menores do Alasca, as memórias que você leva daqui são para sempre.
Se você está lendo isso agora e se perguntando se vale a pena aguentar o frio no barco, acredite em mim: vale muito. Vou te contar qual passeio de barco escolher, onde se hospedar em Seward, o que vestir e quanto custa toda essa aventura no Alasca. 😉

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo todo
- Base principal: A porta de entrada do parque é a pequena cidade portuária de Seward, facilmente acessível de carro a partir de Anchorage pela cênica Seward Highway.
- Melhor experiência: O passeio de barco diário (Kenai Fjords National Park cruise) em direção às geleiras Aialik ou Holgate. Você verá blocos de gelo caindo no mar, baleias, papagaios-do-mar e leões-marinhos.
- Acessível de carro: O único lugar do parque que dá para visitar com seu próprio veículo é a Exit Glacier. Dá para fazer uma caminhada curta até ela, mas prepare-se: a geleira está derretendo em ritmo acelerado.
- Para os aventureiros: Se você está em boa forma e não tem medo de desnível, faça a Harding Icefield Trail — uma das trilhas de um dia mais bonitas e desafiadoras de todo o Alasca.
- Dica prática: No barco, leve camadas quentes e remédio para enjoo, porque as águas do Golfo do Alasca podem ser bem implacáveis com o estômago. 😉
Quando ir ao Kenai Fjords National Park e como chegar
Planejar uma viagem ao Alasca exige um pouco de estratégia, porque a temporada turística é bem curta e o tempo faz o que quer. A gente foi em meados de julho, o que se mostrou uma escolha ideal — embora tenha que avisar que os preços de hospedagem nessa época chegam a níveis astronômicos.
Como chegar a Seward e ao parque nacional
A logística é, felizmente, mais simples do que parece. A maioria das pessoas voa até Anchorage — a maior cidade do Alasca — e de lá é uma viagem direta e de tirar o fôlego para o sul pela famosa Seward Highway. O trajeto leva cerca de duas horas e meia a três horas no relógio, mas na prática você vai levar muito mais, porque vai parar em todas as mirantes para fotografar a paisagem deslumbrante. A cidade de Seward fica no fim dessa rodovia e funciona como o principal porto e porta de entrada para o parque. De Anchorage, você também pode chegar de trem pela Alaska Railroad, o que é uma experiência única — mas naturalmente mais caro do que alugar um carro. Já dentro de Seward, você chega à Exit Glacier de carro em poucos minutos, mas o restante do parque só é acessível de barco ou hidroavião.
Saindo do Brasil, você vai precisar fazer conexão em alguma cidade americana — Los Angeles, Miami, Houston ou Nova York costumam ser os hubs mais comuns para voos com destino a Anchorage. Vale pesquisar bem as opções na GetYourGuide para passeios e atividades no local.
Qual a melhor época para visitar
A alta temporada no Alasca vai do final de maio ao início de setembro. Se você quer ter certeza de ver baleias e encontrar todos os passeios de barco em funcionamento, venha em julho ou agosto. Mas prepare-se: nesses meses os grandes navios de cruzeiro despejam milhares de turistas na pequena cidade de uma só vez. Em maio e setembro a atmosfera é um pouco mais tranquila, mas você arrisca condições climáticas piores no mar e alguns restaurantes ou operadores menores podem estar fechados.
Onde se hospedar em Seward e quanto custa
Seward é uma cidade bem pequena, mas por ser o único ponto de acesso ao parque, os preços de hospedagem na temporada de verão sobem muito. Recomendo reservar com pelo menos seis meses de antecedência — os bons hotéis a preços razoáveis somem antes que você pense. A diária média de um hotel decente na temporada fica entre 250 e 400 dólares (aproximadamente 1.400 a 2.200 reais) para duas pessoas.
Se você busca uma hospedagem premium e não se importa de pagar mais, uma ótima opção é o Seward Windsong Lodge, situado em meio a uma floresta tranquila bem perto da saída para a Exit Glacier Road. Você fica pertinho da geleira e ainda a poucos minutos do centro. Outra excelente escolha é o Harbor 360 Hotel, localizado diretamente no porto — dá para observar os barcos ancorados pela janela do quarto e você fica a poucos passos dos terminais de onde saem os passeios.
Para quem tem um orçamento médio, a gente recomenda o Holiday Inn Express Seward ou o Best Western Plus — aquelas opções confiáveis onde você não espera surpresas nem decepções, e no Alasca isso já é muito. Se estiver tentando economizar, procure pousadas e motéis menores e familiares como o Murphy’s Alaskan Inn. Quem viaja de motorhome (RV) tem várias boas opções de camping em Seward — recomendamos tentar o Forest Acres ou o Seward City RV Park, bem à beira da baía. Para comparar preços e encontrar a melhor oferta, use o Booking.com, nossa ferramenta favorita para reservar acomodações.
Kenai Fjords National Park: 12 lugares para visitar e o que fazer
O Kenai Fjords National Park foi proclamado pelo presidente Jimmy Carter em 1978 e recebeu o status de parque nacional dois anos depois — mas o campo de gelo e as geleiras que o formam existem aqui desde a Era do Gelo. Vamos explorar o melhor que essa paisagem selvagem tem a oferecer, dos cruzeiros entre icebergs às trilhas de montanha mais épicas do Alasca.
1. Passeio de barco entre as geleiras: a experiência que não pode faltar
O principal motivo pelo qual as pessoas vêm ao Kenai Fjords é o icônico passeio de barco (kenai fjords national park tour). No Seward Boat Harbor operam várias empresas, sendo as mais conhecidas a Major Marine Tours e a Kenai Fjords Tours. Os catamarãs levam você bem fundo na baía, geralmente em passeios de seis a oito horas. O preço por pessoa gira em torno de 200 a 300 dólares (aproximadamente 1.100 a 1.650 reais), o que não é pouco, mas o que você vê é absolutamente incrível. Recomendo comprar os ingressos com bastante antecedência, especialmente se for em julho.

Por experiência própria, recomendo escolher uma embarcação menor, mesmo que os grandes catamarãs ofereçam mais estabilidade para os estômagos mais sensíveis. A vantagem dos barcos menores é que eles conseguem se aproximar muito mais dos penhascões e dos animais. A gente passou boa parte do tempo colado na grade da proa para ter a melhor visão possível, mesmo com a água gelada respingando na cara. Além disso, a bordo costuma haver um ranger do centro de visitantes oficial do parque nacional que narra pelo microfone histórias fascinantes sobre tudo que você está vendo ao redor.
2. Aialik Glacier e o gelo azul caindo no mar: um espetáculo de tirar o fôlego
O ponto alto de qualquer passeio mais longo é a Aialik Bay e sua geleira homônima, provavelmente o lugar mais fotografado de todo o parque. A Aialik Glacier é uma geleira “tidewater”, ou seja, ela termina diretamente no oceano. É aqui que você tem grande chance de presenciar o fenômeno chamado “calving” — quando blocos enormes de gelo azul-intenso se desprendem da parede com um estalo ensurdecedor e mergulham nas ondas. Sabe por que o gelo é tão azul? A pressão de milênios comprime o gelo de tal forma que ele absorve todas as cores exceto o azul — pelo menos foi isso que o guia nos explicou, e a gente acreditou de bom grado, porque a cena era simplesmente mágica. Os barcos geralmente desligam os motores, você fica no convés ouvindo aquele estalo e apenas contempla de boca aberta.

O som que acompanha esse processo natural é difícil de comparar a qualquer coisa. Primeiro você ouve um estalo prolongado, como se alguém quebrasse um tronco gigantesco, e logo depois blocos do tamanho de um carro pequeno caem na água com um estrondo imenso. Então você fica olhando a onda se propagar em direção ao barco. Inesquecível.
3. Observação de baleias e vida selvagem: o safari do Alasca
Se você é apaixonado por animais (e a gente com certeza é), o Kenai Fjords vai te conquistar completamente. A fauna local é tão rica que a gente perdeu a conta dos animais em algum momento perto da terceira baleia. Durante nosso passeio na Resurrection Bay e arredores encontramos uma família de orcas, vimos jubarte saltando fora d’água de forma majestosa e demos risada com as focas gordas que se espreguiçavam preguiçosamente em blocos de gelo flutuante. Também apareceram lontras-marinhas flutuando de barriga para cima e paredões rochosos lotados de papagaios-do-mar com seus bicos coloridos. Não esqueça de levar um bom binóculo ou uma lente com muito zoom.

O que mais me encantou foram os papagaios-do-mar — estava esperando vê-los há muito tempo. Mas as orcas também foram de enlouquecer. O capitão explicou que elas vêm se alimentar nessa região porque as águas frias daqui são riquíssimas em nutrientes. Quando uma barbatana dorsal emergiu a uns dez metros do nosso barco do nada, esqueci de respirar por alguns segundos.
4. Exit Glacier: símbolo das mudanças climáticas
Essa é a única geleira de todo o parque que você pode acessar de carro, por uma estrada asfaltada. Uma rodovia de cerca de 13 quilômetros sai direto de Seward e leva até um ótimo centro de visitantes. O melhor de tudo é a trilha de fácil acesso chamada Edge of Glacier Trail, um circuito de quase três quilômetros que te leva até o sopé da geleira. É um tanto melancólico — e de arrepiar — ver as placas ao longo do caminho mostrando onde a geleira chegava no passado. A Exit Glacier está derretendo em ritmo alarmante, cerca de quinze metros por ano, e foi justamente por isso que o então presidente Barack Obama a visitou pessoalmente em 2015 para chamar atenção para as mudanças climáticas.

Quando você percorrer a trilha, reserve um tempo para ler todos os painéis informativos. A gente parou para conversar com um ranger local que nos contou que décadas atrás a geleira chegava até onde hoje fica o estacionamento. É uma experiência muito forte, que te deixa com os pés no chão. E a caminhada em si é tranquila, perfeita para famílias com crianças — e você vai embora com fotos lindas.
5. Harding Icefield Trail: a trilha para os mais resistentes
Se você curte desafios e uma caminhada curta não te satisfaz, prepare-se para o melhor que o parque oferece para os verdadeiros montanhistas. A Harding Icefield Trail começa perto da Exit Glacier e é simplesmente espetacular — mas bastante puxada. A trilha tem cerca de 13 quilômetros de ida e volta, mas o que pesa mesmo é o desnível: quase mil metros de subida, e você sente cada metro. Você começa em uma floresta densa e vai avançando por prados alpinos até chegar à beira do enorme campo de gelo. Leva de seis a oito horas no total, e lembre-se: não há água nem banheiros na trilha, e ursos são frequentes por lá — então não vá sem um bear spray (spray repelente de ursos).

A trilha não é das mais fáceis, mas cada gota de suor vale a pena. Quando você finalmente chega ao topo depois de horas de subida, se abre à sua frente uma planície branca e infinita que se estende até onde os olhos alcançam. Lukáš ficou pulando de animação lá em cima, enquanto eu precisei sentar em uma pedra por cinco minutos só para respirar. Leve bastante comida, chá quente na garrafa térmica e, claro, a câmera — porque a vista lá de cima para o vale é simplesmente épica.
6. Prepare-se para o frio e o enjoo: um aviso sincero
Deixa eu compartilhar um aviso bem prático aqui, com base na nossa própria experiência. Assim que o barco sai das águas protegidas da baía e entra no oceano aberto (Golfo do Alasca), o balanço fica sério. E quando eu digo sério, é porque até as pessoas de estômago mais forte podem passar mal de verdade. Se você sabe que sofre de enjoo, tome o remédio com antecedência, ou opte pelos passeios mais curtos que ficam apenas nas águas calmas da Resurrection Bay. E não subestime o vestuário. O microclima perto da geleira pode baixar a temperatura para perto de zero, e com o vento cortante, você vai agradecer imensamente por ter levado touca de lã, jaqueta impermeável e luvas.

7. História e criação do parque nacional: um pouco de contexto
Vale a pena conhecer um pouco da história do Kenai Fjords National Park. Embora a natureza deslumbrante moldada por milênios de gelo exista há muito tempo, a área ficou por muito tempo sem nenhuma proteção federal. Foi o presidente Jimmy Carter quem interveio no final dos anos 1970 e declarou o território um monumento nacional, para impedir a ocupação desordenada da terra. Hoje o parque protege mais de 600 mil acres de natureza selvagem — um território para o qual, honestamente, os pés humanos mal querem se aventurar, já que por lá quem mais circula são os ursos. E isso, paradoxalmente, é exatamente o que torna o lugar tão fascinante.

No começo, dizem, as coisas não foram nada fáceis — houve disputas políticas acaloradas para preservar a área em seu estado original. Os moradores locais temiam perder seus direitos de caça e pesca, então encontrar um meio-termo levou anos. Hoje, felizmente, é uma simbiose que funciona muito bem. Quando você passa pelas pequenas placas informativas do parque, percebe o quanto de esforço as pessoas antes de nós precisaram fazer para que a gente pudesse admirar essa beleza selvagem.
8. Alaska SeaLife Center: quando o tempo não ajuda
Se o tempo fechar lá no Alasca — o que acontece em cerca de cinquenta por cento das vezes — esconda-se no Alaska SeaLife Center, bem no centro de Seward. Não é um aquário comum: é o único centro permanente de reabilitação de mamíferos marinhos de todo o Alasca. Lá você vai encontrar tanques enormes com leões-marinhos e lontras brincalhonas resgatadas da natureza selvagem. A entrada para adultos custa cerca de 30 dólares (aproximadamente 165 reais) e para famílias com crianças é uma atividade simplesmente incrível para uma tarde chuvosa.

Para nós foi uma ótima parada durante uma manhã particularmente chuvosa. As exposições são interativas e você aprende muito sobre o resgate de papagaios-do-mar feridos ou de filhotes de leão-marinho que perderam a mãe. Dá até para ver como funciona a alimentação e o atendimento veterinário. Para o horário de funcionamento atualizado, dê uma olhada no site oficial do Alaska SeaLife Center, porque fora da temporada de verão ele pode ter horários reduzidos.
9. Corrida extrema do Mt. Marathon: uma loucura que vale ver
Logo acima de Seward se ergue o imponente Mt. Marathon, palco de uma das corridas de montanha mais extremas e perigosas do mundo. Ela acontece sempre no Dia da Independência dos EUA (4 de julho) e os corredores vencem um desnível absurdo de 900 metros em menos de um quilômetro e meio, na lama e na ardósia. É puro extremo. Você, claro, pode subir a montanha no seu próprio ritmo em qualquer dia de verão, mas mesmo assim espere suar bastante.
10. Lowell Point e Caines Head: fuga das multidões
Seward fica lotado na alta temporada, porque os navios de cruzeiro trazem multidões para a pequena cidade. Se você precisar de uma pausa desse burburinho, pegue o carro por alguns minutos além da cidade em direção a Lowell Point. Você vai encontrar praias bonitas e muito mais tranquilas de areia negra, além de trilhas costeiras incríveis no Caines Head State Park, onde dá para caminhar com calma, catar conchas e observar a baía sem precisar desviar de centenas de turistas com câmeras.
11. Seward Boat Harbor: o coração da cidade pesqueira
Dê uma caminhada pelos píeres de madeira do Seward Boat Harbor, o coração pulsante de toda a cidade. De manhã cedo você pode observar os pequenos barcos de pesca se preparando para partir, e à tarde ver pescadores locais profissionais e turistas entusiasmados desembarcando suas capturas gigantescas. Eu e Lukáš ficamos paralisados assistindo um pescador filé um alabote do meu tamanho em menos de dois minutos. Cheirava a sal e a peixe e era absolutamente incrível — mesmo para quem tem o nariz sensível. 😅

Além dos pescadores, tem vários cafezinhos e lojas de souvenirs pequenas por lá. A gente ia todo dia de manhã tomar um café fresquinho e observar o movimento, quando os barcos saíam ao mar um atrás do outro. É um ótimo lugar para absorver a verdadeira atmosfera da cidade, e você ainda pode sair com alguma lembrança feita por artistas locais.
12. Fotografia no parque nacional: como fazer as melhores fotos
Se você quer voltar para casa com fotos que realmente capturam aquela atmosfera, aposte nas embarcações menores. A gente teve sorte com operadores como o Seward Ocean Excursions, que levam apenas seis pessoas a bordo — o que te permite se aproximar mais e fotografar sem cabeças alheias no enquadramento. A melhor luz nos fiordes profundos costuma ser entre nove da manhã e três da tarde, quando o sol consegue atravessar a névoa e as sombras das montanhas não são tão longas.

Se você não é fotógrafo profissional, não se estresse tentando registrar tudo. O melhor ângulo da geleira despencando na água você vai guardar mesmo é na memória. Mas não esqueça de levar uma bateria reserva e um cartão de memória bem grande, porque você vai fotografar um animal atrás do outro. Quando você tem sorte com operadores menores como a Seward Ocean Excursions, o capitão sempre vai adorar te indicar o melhor ângulo para a foto perfeita.
Onde comer bem em Seward (e o que provar)
Depois de um dia inteiro congelando no barco ou de uma trilha puxada até a geleira, você vai chegar com uma fome danada. O Alasca é um paraíso para os amantes de frutos do mar, e Seward não decepciona. O cardápio básico de qualquer restaurante inclui salmão fresquinho pescado no dia, o saboroso alabote de carne branca ou o popular rockfish.
Com certeza a melhor vista para o porto e uma comida excelente você encontra no Ray’s Waterfront — embora você pague um pouquinho mais caro por esse privilégio de olhar para a frota ancorada. O vizinho Chinook’s também é ótimo e serve especialidades de peixe fantásticas. Um lugar único é o tradicional restaurante Apollo, que oferece o incrível serviço “ocean-to-table” (do oceano direto para a mesa): se você pescou seu próprio peixe pela manhã no barco, traz para eles e os chefs preparam uma iguaria do seu próprio petisco — algo que você vai lamber os dedos no dia seguinte.
Para famílias com crianças, recomendamos o espaçoso Highliner Restaurant ou o muito agradável Resurrection Roadhouse, um pouco mais afastado do centro, em direção à geleira — de noite tem uma vista linda do vale do rio no pôr do sol.
Mas se você quer a atmosfera mais crua, autêntica e genuinamente alasquiana, sem frescura, você precisa entrar em um dos bares de bairro como o Tony’s Bar ou o Yukon Bar. São exatamente esses lugares onde os pescadores cansados se reúnem à noite com uma cerveja barata, a música toca um pouco alto demais, mas você vai vivenciar o Alasca mais honesto que existe. E se está viajando com orçamento apertado e quer porções enormes a um preço justo, experimente o aconchegante Sourdough Cafe.
O que mais ver no Alasca
Se você está planejando um road trip mais amplo pelo Alasca, confira também nossos outros artigos sobre esse estado incrível:
- O que ver em Anchorage, Alasca: 15 dicas
- Wrangell-St. Elias e Matanuska Glacier: guia pelas geleiras e pela selva
- O que fazer em Homer, Alasca: dicas da capital da pesca do alabote
- Seward, Alasca: guia completo da cidade
Dicas práticas para fechar a mala
Quando você começa a fazer as malas para o Alasca, percebe que uma jaqueta nunca é suficiente e que planejar com antecedência aqui vale ouro. Para você não ser pego de surpresa, preparei um resumo do mais importante para resolver antes de embarcar.
Eu e Lukáš cometemos vários erros durante nosso road trip — mas aprendemos com cada um deles. Aqui estão nossas dicas práticas mais testadas e aprovadas, que vão te poupar tempo, dinheiro e muito estresse no destino.
O que levar na mala
O Alasca não perdoa descuido com o equipamento. O básico é fazer camadas, começando com roupa íntima térmica até chegar em uma boa jaqueta impermeável e touca — mesmo em julho. Para as trilhas mais exigentes, leve botas de trekking resistentes e o spray repelente de ursos, sem o qual o ranger na Harding Icefield simplesmente não vai deixar você passar.
Como encontrar passagens aéreas
Do Brasil, você vai precisar fazer conexão em alguma cidade americana para chegar a Anchorage — Los Angeles, Miami, Houston e Nova York são as opções mais comuns. Vale pesquisar com bastante antecedência e comparar preços em diferentes datas. Use também um bom chip de viagem internacional como o Holafly ou o Yesim para ficar conectado durante todo o road trip.
Aluguel de carro
Sem carro você fica perdido no Alasca (os trens não chegam em todo lugar). A gente tem boa experiência de longa data com o RentalCars, que usamos pelo mundo todo, e recomenda fortemente reservar o veículo com meses de antecedência, especialmente para o verão.
Reserva de hospedagem
Cidades como Seward são pequenas e ficam superlotadas no verão. O Booking.com é nosso buscador de hotéis favorito — recomendamos buscar com bastante antecedência e, de preferência, reservar quartos com cancelamento gratuito.
Não esqueça do seguro viagem
O Alasca é selvagem, e o sistema de saúde americano pode te arruinar financeiramente antes que você diga “geleira”. Para viagens mais curtas optamos pela AXA (que oferece 50% de desconto) e para viagens mais longas ou com trilhas mais radicais recorremos ao confiável SafetyWing.
FAQ — Perguntas frequentes sobre o Kenai Fjords National Park
Separei as perguntas que mais chegam dos leitores que estão planejando visitar o Kenai Fjords. Se ficou alguma dúvida, é só me escrever.
Co je tak výjimečného na Kenai Fjords National Park?
Je to obrovská divočina utvářená dřímající dobou ledovou. Najdete tu největší ledové pole zcela na území USA (Harding Icefield), ze kterého stékají masivní ledovce přímo do moře. Je to jedno z mála míst na světě, kde můžete pohodlně z lodi pozorovat fenomén „calving“ — odlamování ledovce — a obdivovat neuvěřitelné množství divokých mořských zvířat od velryb po papuchalky.
Kolik dní potřebujete na Kenai Fjords National Park?
Dva plné dny jsou ideální minimum. Jeden celý den zabere dlouhá plavba lodí za ledovci a velrybami. Druhý den můžete věnovat výletu do oblasti Exit Glacier a buď si projít kratší trasy u úpatí ledovce, nebo si střihnout celodenní výšlap na Harding Icefield.
Jaké je nejbližší město ke Kenai Fjords National Park?
Nejbližším a vlastně jediným vstupním městem do parku je městečko Seward na jihu poloostrova Kenai. Z Anchorage tam dojedete po silnici zhruba za necelé tři hodiny.
Žijí v Kenai Fjords National Park grizzly medvědi?
Ano, v parku i v jeho okolí žijí jak medvědi baribalové (black bears), tak medvědi hnědí (grizzly). Zejména při túře na Harding Icefield Trail nebo při kempování mimo město musíte být neustále ve střehu, dělat hluk a vždy u sebe nosit sprej na medvědy (bear spray).
Kolik stojí vstup do národního parku?
Velkou výhodou je, že samotný vstup do Kenai Fjords National Park je zcela zdarma. Neplatí se dokonce ani parkování u populárního Exit Glacier. Peněženku ale budete muset vytáhnout, pokud budete chtít jet na plavbu lodí za vzdálenějšími ledovci — celodenní plavba stojí kolem 200 USD na osobu.
Kdy je nejlepší doba pro návštěvu Kenai Fjords?
Jednoznačně aljašské léto, tedy období od konce května do začátku září. Teploty jsou relativně snesitelné, dny jsou extrémně dlouhé a většina turistických lodí a center je v plném provozu. V zimě jsou mnohé silnice neprůjezdné a přístup do parku je výrazně omezen.
Zvládnu plavbu k ledovcům, když trpím mořskou nemocí?
Může to být výzva. Trasa z Resurrection Bay směrem k Aialik Bay vede přes otevřené vody Gulf of Alaska, kde to na vlnách pořádně hází. Určitě si vezměte silné léky proti kinetóze, nebo si jako alternativu vyberte kratší plavbu, která zůstává jen v chráněných vodách zálivu.
Tipy a triky pro vaší dovolenou
Nepřeplácejte za letenky
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