Bordeaux, França: 37 dicas do que ver e fazer + o que evitar

É uma tradição da nossa família. Todo ano, quando os dias começam a encurtar e o frio aperta, pegamos o carro e seguimos para o sul. O destino final é Portugal, onde passamos o inverno, mas pelo caminho sempre tentamos conhecer alguma coisa nova — afinal, é uma viagem longa, ainda mais com criança pequena. E Bordeaux, França é uma parada bastante frequente para nós. Já passamos por lá algumas vezes, mas em outubro deste ano foi diferente, porque foi a primeira vez com o Jonáš.

Levamos nosso filho de um ano e meio pela primeira vez e, para ser honesta, estávamos um pouco apreensivos. O que ver em Bordeaux com um bebê, quando a previsão do tempo promete aquele clima caprichoso típico do outono? A resposta pode surpreender: o Museu do Vinho foi o maior sucesso com o nosso Jonáš, e fico feliz de ter lido nos fóruns que vale muito a pena ir mesmo com crianças pequenas.

Bordeaux é animada, cheia de vida e surpreendentemente ótima até para os menores viajantes. (Se você está planejando viajar com bebês de forma geral, dê uma olhada também em: Férias com bebê.)

Bordeaux pode não ter nos recebido com bom tempo, mas definitivamente não decepcionou
Bordeaux pode não ter nos recebido com bom tempo, mas definitivamente não decepcionou

Conteúdo do artigo

Resumo

  • Reserve o Bassins des Lumières com antecedência pelo GetYourGuide — um espetáculo digital gigante numa antiga base de submarinos, que encanta até no pior dia de chuva, mas costuma esgotar os ingressos rapidinho.
  • Chegue à Place de la Bourse uma hora antes do pôr do sol — a luz é perfeita, você evita as multidões e vai ver os reflexos mágicos no espelho d’água do Miroir d’eau.
  • Vá ao Marché des Capucins às 9h de sexta-feira — se você curte ostras (a gente é vegetariano, então não muito!), aqui elas são as melhores e o preço é bem mais justo do que nos pontos turísticos — dica de moradores locais que repassamos para você.
  • Compre 10 bilhetes de bonde no início da viagem — você economiza uns 5 euros e não precisa se preocupar com passagem a cada trajeto (cada bilhete vale uma hora).
  • Pule o Grand Théâtre se não for assistir a um espetáculo — é lindo por fora, mas os tours costumam decepcionar; prefira tomar um vinho no Chartrons e curtir a atmosfera do bairro.
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Por que Bordeaux parece um cartão-postal — e o que está por trás disso

Bordeaux é conhecida como “Port of the Moon” (Porto da Lua) por causa da curva característica do rio Garona, que lembra uma foice. Mas esse nome é muito mais do que uma apelido poético. Esse arco do rio criou um porto natural que trouxe riqueza à cidade por dois mil anos.

Todas aquelas fachadas douradas como mel, as praças largas e os edifícios monumentais não são obra do acaso. Surgiram no século XVIII durante uma grande reforma urbanística, quando a cidade literalmente demoliu as ruelas medievais e construiu o que você vê hoje. E por que tinham tanto dinheiro? Comércio. Vinho, claro, mas também produtos coloniais — e, infelizmente, participação no tráfico de escravizados.

Bordeaux foi o segundo maior porto negreiro francês, depois de Nantes, com 419 a 480 expedições documentadas. Entre 1672 e 1837, aproximadamente 150.000 a 200.000 africanos foram deportados em navios saindo de Bordeaux. A cidade se beneficiou indiretamente disso — importando açúcar, café, rum e algodão. Hoje Bordeaux fala abertamente sobre esse passado e tenta fazer as pazes com essa história.

Onde se hospedar em Bordeaux — e por que recomendo o Chartrons

Na primeira vez que fomos a Bordeaux, ficamos no centro, perto da Place de la Comédie. Pareceu perfeito — estávamos no meio de tudo. Mas à noite mal conseguimos dormir. Turistas barulhentos embaixo da janela, terraços de restaurantes animados até as onze da noite, e depois as baladas até as três da manhã. Com bebê, foi um pesadelo. Por isso recomendamos o bairro Chartrons. Ele fica ao norte da Place de Quinconces, a uns 15 minutos a pé do centro. Antigamente era o bairro dos comerciantes de vinho — britânicos, irlandeses e holandeses tinham armazéns e casas elegantes por lá. Hoje é o bairro residencial mais cobiçado de Bordeaux, uma mistura de burguesia e boemia.

Por que Chartrons é ótimo:

  • Tranquilo, mas não chato. É bem mais calmo do que o centro turístico, mas ainda tem ótimos restaurantes, cafés e wine bars. A Rue Notre Dame é cheia de boutiques, lojas vintage e sebos. Domingo de manhã tem o mercado local na Place du Marché des Chartrons — menor, mais tranquilo e mais autêntico do que o Capucins.
  • O bonde B te leva a qualquer lugar. A linha B passa pelo centro do Chartrons em direção ao centro da cidade, à estação Saint-Jean e ao norte, em direção à Cité du Vin e ao Bassins à Flots. A viagem até o centro leva 5 a 8 minutos.
  • Orla e parque a dois passos. Você fica a poucos minutos a pé do Quai des Chartrons (orla com playground e skatepark) e do Jardin Public. Com crianças pequenas é ideal — de manhã você corre para o parque, depois pega o bonde para o centro, e à tarde parque ou orla de novo.
  • Perfeito para famílias. O Chartrons é considerado um dos melhores bairros para famílias — calçadão para patinar, skatepark, atmosfera tranquila. Você vê moradores locais com filhos, não hordas de turistas.
  • Preços razoáveis. Sim, o Chartrons é um bairro chique, mas ainda mais barato do que Saint-Pierre ou os arredores do Grand Théâtre. Você encontra Airbnbs de qualidade, hotéis menores e B&Bs agradáveis.

Dicas concretas de hospedagem no Chartrons

  • Casa Blanca — B&B aconchegante e estiloso com café da manhã excelente, a poucos minutos a pé da Place du Marché des Chartrons
  • Chambres à Bord’O — B&B charmoso com quartos espaçosos, na linha do bonde A
  • Hotel Indigo — hotel mais animado, perto da orla, se você prefere uma experiência hoteleira em vez de pousada familiar
  • Mercure Chartrons — hotel quatro estrelas com café da manhã ótimo, bom para famílias e grupos, mas os quartos precisariam de uma renovação
  • Eklo — hostel ecológico com bar ao ar livre, se o orçamento é mais apertado

Outras opções a considerar

Estacionamento: Se você vai de carro (como nós, a caminho de Portugal), estacionar no Chartrons é muito mais fácil do que no centro. Alguns hotéis têm estacionamento próprio ou te indicam onde deixar o carro por mais tempo. As ruas têm estacionamento pago durante o dia, mas à noite e nos fins de semana costuma ser gratuito.

Segurança: O Chartrons é um dos bairros mais seguros e tranquilos de Bordeaux. Saímos à noite com o carrinho de bebê e nunca tivemos nenhuma sensação de insegurança.

Alternativas se o Chartrons estiver lotado

Bacalan / Bassins à Flots: Ao norte do Chartrons, ainda mais tranquilo, com aquele charme “grungy” e arquitetura moderna ao redor dos diques. Perto da Cité du Vin e do Bassins des Lumières. O Radisson Blu ou o Seeko’o Hotel são boas opções por lá.

La Bastide (margem direita): Bairro mais calmo do outro lado do rio, bons preços, atmosfera autêntica. O bonde A ou D te leva ao centro em 10 minutos. Boa pedida para famílias com carro.

Evite: O Cours de la Marne após o anoitecer — não é a área mais segura. Saint-Michel tem charme, mas à noite vale ter cuidado.

37 dicas do que ver e fazer em Bordeaux, França

Vamos agora ao que você veio buscar: o que não pode deixar de ver e fazer em Bordeaux, França.

1. Place de la Bourse e Miroir d’eau — mas chegue na hora certa

É O lugar de Bordeaux. A Place de la Bourse foi construída especialmente para impressionar os comerciantes estrangeiros que chegavam de barco pelo Garona. A mensagem era clara: “Olha como somos ricos.”

Em frente à praça fica o Miroir d’eau — o maior espelho d’água do mundo. É uma fonte rasa (com cerca de 2 cm de água) que cria reflexos perfeitos do palácio. A cada quinze minutos, névoa se espalha sobre a água, o que é muito bonito no verão — em outubro, ficamos felizes com os casacos.

Dica prática: Chegue uma hora antes do pôr do sol. A luz é incrível e você evita as multidões de turistas. No verão, os moradores locais se reúnem à beira do rio à noite, tomam vinho — junte-se a eles. No inverno, saiba que o Miroir d’eau pode estar fora de operação por manutenção, geralmente de novembro a março.

Tempo no local: tranquilamente 45 minutos a uma hora. Não espere painéis explicativos ou elementos interativos — é uma praça e um espelho d’água, simples assim.

Place de la Bourse e Miroir d'eau em Bordeaux

2. Bassins des Lumières

O Bassins des Lumières é provavelmente o lugar mais bonito para passar o tempo quando está chovendo lá fora. É uma antiga base de submarinos da Segunda Guerra Mundial, construída pelos alemães. Enormes galpões de concreto com dezenas de metros de altura, com quatro tanques gigantes cheios d’água no meio. Nas paredes e tetos, projetam espetáculos de arte digital dinâmicos — acompanhados de música.

Quando estivemos lá, a exposição era dedicada aos impressionistas. As paredes ganharam vida com Monets e Renoirs gigantes que se moviam e se transformavam no ritmo da música. Nosso filho ficou em transe — de boca aberta. Nós também.

Dicas práticas: Reserve os ingressos com antecedência pelo GetYourGuide — o lugar costuma esgotar. O ingresso custa cerca de 14 a 16 euros; crianças até 5 anos entram de graça. Lá dentro faz frio e é úmido (é uma base de submarinos, afinal), então leve um agasalho. A exposição dura cerca de 50 minutos, mas você pode ficar o quanto quiser. Conte com 1,5 a 2 horas no total.

Tempo no local: 1,5 a 2,5 horas. Não vá de estômago vazio — não há lanchonete dentro e não tem como sair e voltar.

3. Cité du Vin — quando você quer entender o vinho (sem precisar ser expert)

Um museu moderno da cultura do vinho que parece um decantador gigante — e que vai encantar até os visitantes menores (nosso filho de um ano e meio ficou completamente empolgado). Lá dentro há uma exposição interativa sobre a história do vinho, vinicultura ao redor do mundo e degustações. No final, você sobe de elevador até o bar panorâmico com vista para Bordeaux, e a taça de vinho já está incluída no preço.

Dicas práticas: O Bordeaux CityPass inclui a entrada, MAS só antes das 12h. Se quiser ir à tarde, precisa pagar a diferença. O ingresso custa cerca de 22 euros. A degustação no bar panorâmico já está no preço, mas você escolhe entre poucas opções de vinho conforme a oferta do dia.

O museu é muito bem feito, mas é grande e pode ser cansativo. Se você não é um apaixonado hardcore por vinho, vá direto às partes que mais te interessam e não se esgote tentando ler cada painel.

Tempo no local: 2 a 3 horas.

Cité du Vin Bordeaux
Cité du Vin Bordeaux

4. Passeio pela rota UNESCO “Port of the Moon”

A UNESCO classificou Bordeaux como um “conjunto urbano e arquitetônico excepcional” — o que significa que o centro histórico inteiro é um patrimônio só. O roteiro segue ao longo do rio, da Pont de Pierre (Ponte de Pedra) até o Chartrons.

O que você vai ver: fachadas do século XVIII na cor dourada do calcário regional, largos calçadões à beira do Garona onde antes ficavam os armazéns do porto, a Place de la Bourse, a Porte Cailhau (portão medieval) e as ruelas do bairro Saint-Pierre.

Dica prática: Comece na Porte Cailhau e vá em direção à Place de la Bourse, depois siga pela orla para o norte. A orla é plana e lisa — perfeita para carrinhos de bebê. No caminho, você encontra vários cafés e wine bars.

Tempo de caminhada: 2 a 4 horas, dependendo de quantas paradas você faz. Com criança pequena, conte com a versão mais longa — ela vai querer correr, descansar, comer…

5. Porte Cailhau — um pedacinho da Idade Média

Um dos poucos monumentos medievais preservados da cidade. O portão foi construído em 1495 para celebrar a vitória do rei Carlos VIII na Batalha de Fornovo. É uma pequena torre gótica com ameias, em contraste com o Bordeaux neoclássico ao redor.

Você pode entrar e subir (232 degraus) até o mirante, mas — sendo honesto — a vista não é lá essas coisas e é bem apertado e mal iluminado. Vale muito mais a pena apreciar por fora.

Tempo no local: 15 a 30 minutos por fora; 60 a 90 minutos se entrar.

Porte Cailhau Bordeaux
Porte Cailhau

6. Grosse Cloche — o sino que ditava a colheita do vinho

A Grosse Cloche é um portão medieval com um sino imenso. Servia como entrada da muralha da cidade e campanário da antiga prefeitura. O sino Armande-Louise, de 1775, pesa 8 toneladas.

Os magistrados da cidade usavam esse sino para sinalizar o início da vindima — os vinicultores não podiam começar a colher as uvas até que a Grosse Cloche repicasse. Também servia para avisar sobre incêndios. Hoje toca ao meio-dia na primeira domingo de cada mês e nos feriados nacionais.

Dica prática: A melhor vista é da Rue Saint-James. Não dá para entrar — é só exterior mesmo.

Tempo no local: 20 a 30 minutos.

Grosse Cloche — o sino que ditava a colheita do vinho em Bordeaux
Grosse Cloche — o sino que ditava a colheita do vinho

7. Grand Théâtre — lindo por fora, pule o tour por dentro

Teatro neoclássico do final do século XVIII com doze colunas coríntias e estátuas no telhado. É o cartão-postal oficial de Bordeaux — o próprio escritório de turismo não cansa de repetir isso.

Mas atenção: Os tours pelo teatro costumam decepcionar. Você vai esperando algo como a Ópera de Paris, mas na prática a visita guiada é bem resumida e não há tanto para ver se você não for a um espetáculo.

Dica prática: Admire por fora, tire suas fotos, e prefira tomar um vinho em algum wine bar nos arredores. Se quiser mesmo entrar, tente conseguir um ingresso para a ópera ou o balé — é uma experiência completamente diferente do tour comum.

Tempo no local: 15 minutos por fora.

Grand Théâtre Bordeaux
Grand Théâtre Bordeaux
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8. Tour Pey-Berland — a melhor vista da cidade

Campanário gótico da catedral, do século XV, separado do edifício principal por medo das vibrações dos sinos. Você sobe 229 degraus e tem uma vista panorâmica de todo Bordeaux.

Dicas práticas: Os ingressos são vendidos online com horário marcado por causa da capacidade limitada — reserve com antecedência. Custa cerca de 7 a 8 euros. Não tem elevador. Lá em cima é estreito e pode ventilhar bastante. Com carrinho de bebê ou crianças pequenas, não é viável.

Tempo no local: 60 a 90 minutos, incluindo fila e subida.

Tour Pey-Berland Bordeaux
Tour Pey-Berland

9. Catedral Saint-André

Catedral gótica dedicada a Santo André, Patrimônio Mundial da UNESCO. Foi aqui que, em 1137, aconteceu o casamento de Leonor da Aquitânia com o futuro rei Luís VII da França.

Dica prática: Entrada gratuita. Vale uma visita rápida, mas se você não é fã de catedrais góticas, 20 minutos bastam.

Tempo no local: 20 a 45 minutos.

10. Chartrons — onde se comercializava vinho e hoje você encontra o melhor brunch

Bairro histórico dos comerciantes de vinho. Desde o século XVII, comerciantes estrangeiros vinham até aqui — principalmente britânicos, irlandeses e holandeses. Construíam armazéns para barris de vinho e casas elegantes.

Hoje o Chartrons é cheio de boutiques, sebos, cafés e wine bars. É mais tranquilo do que o centro turístico, mas ainda a uma caminhada de tudo.

O que fazer por lá: Domingo de manhã tem o mercado local (até às 14h30), que é menor e menos turístico do que o Capucins. Pare em algum café para o brunch. Passeie pela Rue Notre Dame, com suas lojas de roupas e móveis vintage.

Dica prática: Se estiver procurando hospedagem, o Chartrons é uma ótima opção — mais calmo que o centro, mais barato que os bairros turísticos, e o bonde B te leva a qualquer canto.

Tempo no bairro: 2 a 4 horas.

Darwin Ecosystem Bordeaux
Darwin Ecosystem

11. Darwin Ecosystem — o Bordeaux alternativo na margem direita

Antiga quartel militar Niel, hoje um hub eco-reabilitado repleto de street art, startups, skatepark, restaurantes orgânicos e eventos culturais.

É aquele tipo de lugar frequentado pelos moradores, não pelos turistas. Você encontra espaços de trabalho para empresas sociais focadas em sustentabilidade, bistrôs com produtos locais, galerias, shows e feiras.

O que fazer por lá: Explorar o street art (o edifício inteiro está coberto de grafites de artistas renomados), almoçar no bistrô orgânico, e aos sábados à tarde costuma ter feira de produtores. Se você tem filhos, o skatepark é aberto e gratuito.

Dica prática: O Darwin fica na margem direita do rio (bairro Bastide), e você chega de bonde pela linha D, parada Belvédère. São cerca de 10 minutos do centro.

Tempo no local: 1,5 a 3 horas.

12. Saint-Pierre — o bairro mais antigo

O bairro mais antigo de Bordeaux. Ruelas estreitas, casas de pedra aparente, a igrejinha Saint-Pierre, muitos restaurantes e wine bars.

À noite, Saint-Pierre ferve de gente — as mesas dos restaurantes ficam lotadas, casais passeiam pelas ruelas com taça de vinho na mão. É animado, barulhento, divertido. E também um pouco turístico.

Dica prática: Para se hospedar, Saint-Pierre tem uma localização excelente — você está no centro de tudo. Mas conte com barulho à noite, especialmente nos fins de semana.

Tempo no bairro: 1 a 3 horas, dependendo se você só passeia ou vai jantar por lá.

13. Rue Sainte-Catherine — o eixo de compras

Frequentemente apontada como a maior rua comercial de pedestres da Europa, com 1,2 km de extensão. Liga a Place de la Victoire à Place de la Comédie (onde fica o Grand Théâtre).

Você vai encontrar todas as redes habituais — Zara, H&M, Sephora, etc. Não é nada excepcional, mas se precisar de roupas ou produtos de farmácia, é bem prático.

Tempo na rua: 30 minutos a 2 horas, conforme o quanto você for às compras.

14. Jardin Public

Parque urbano de 1755, com lago, árvores centenárias e muito verde. Abriga o Musée d’Histoire Naturelle, com a seção Musée des Tout-Petits para crianças até 6 anos — exposição interativa cheia de animais, cores e elementos táteis.

No verão (julho e agosto), o parque recebe espetáculos de marionetes Guignol. Tem playground, bancos à beira do lago onde os moradores locais fazem piquenique com baguete e queijo.

Dica prática: O melhor horário é à tarde, quando o sol filtra pelas árvores. Leve comida e bebida — o café do parque é caro e fraco.

Tempo no parque: 1 a 2 horas.

15. Quai des Chartrons e a orla — o melhor passeio em família

A orla ao longo do Garona tem vários quilômetros, é plana e lisa — ideal para carrinhos de bebê, patinetes e bicicletas. Os moradores correm, andam de patins e passeiam com os cachorros por lá.

No Chartrons (parte norte da orla), tem playground e skatepark bem na beira do rio. Você encontra bancos para sentar e observar as embarcações passando.

Dica prática: O trecho mais bonito vai da Place de la Bourse para o norte, em direção ao Chartrons. No pôr do sol, é absolutamente mágico.

Tempo no passeio: Ao seu ritmo — pode ser 30 minutos ou 3 horas.

Bordeaux França orla
Bordeaux

16. Musée d’Aquitaine

Museu da história de Bordeaux e da Aquitânia, “da pré-história ao século XXI”. Você encontra artefatos pré-históricos, mosaicos romanos, esculturas medievais, peças sobre o comércio colonial e a história moderna.

Há uma seção inteira dedicada ao tráfico de escravizados — sem eufemismos, com dados e fatos. É importante ver para entender de onde vem a riqueza de Bordeaux.

Dica prática: O museu é grande. Se não tiver a tarde inteira, foque nas seções que mais te interessam. Uma boa combinação: Bordeaux romano + século XVIII + tráfico de escravizados. Menores de 18 anos entram de graça; adultos pagam cerca de 5 euros.

Tempo no museu: 1,5 a 3 horas.

17. CAPC — arte contemporânea num antigo armazém colonial

O museu de arte contemporânea fica no antigo armazém “Entrepôt Lainé”, onde se estocavam produtos coloniais — café, cacau, algodão. O próprio edifício já é impressionante: espaço gigante com colunas de concreto.

As exposições mudam sempre, então você não sabe de antemão o que vai encontrar. Se você curte arte contemporânea, é imperdível. Se não, prefira outra atração.

Tempo no museu: 1,5 a 2,5 horas.

18. Museu das Ilusões — diversão garantida quando chove

Museu interativo cheio de ilusões ópticas, espelhos e quebra-cabeças. As crianças adoram, e os adultos também se divertem.

Dica prática: É um museu pequeno, dá para ver tudo em uma hora. Os ingressos custam cerca de 12 a 15 euros. Ótima opção para uma tarde chuvosa.

Tempo no museu: 1 a 1,5 hora.

19. Marché des Capucins — o “estômago de Bordeaux”

Mercado com quase 200 anos de história, o point gastronômico mais vibrante da cidade. A feira é cheia de bancas com legumes frescos, frutas, carne, queijos, peixes e ostras.

Mas o Capucins não é só para comprar. É um espaço social, onde os moradores vêm tomar café da manhã, almoçar, comer ostras e tomar vinho branco. No meio do mercado, há bancas onde você senta em banquinhos altos e come ostras frescas (6 euros a dúzia), toma Entre-Deux-Mers e observa o movimento ao redor.

Dicas práticas: O melhor horário é sexta-feira de manhã, entre 9h e 10h — produtos frescos, mesas livres, atmosfera autêntica. No fim de semana também é ótimo, mas bem mais cheio. À tarde, algumas bancas já fecham.

Leve dinheiro em espécie — nem todas as bancas aceitam cartão. E vá com fome.

Tempo no mercado: 1 a 3 horas, dependendo se você só compra ou também come.

20. Canelé — a sobremesa símbolo da cidade

Uma sobremesa pequena com casca caramelizada, quase queimada, e um interior macio e cremoso aromatizado com rum e baunilha.

A história é incerta — segundo uma lenda, foi criada no século XVIII por freiras do convento das Annonciades. Elas usavam gemas de ovo (as claras eram usadas para clarificar o vinho), baunilha e rum do porto. A massa precisa descansar 24 a 48 horas e é assada em forminhas especiais de cobre untadas com cera de abelha, em temperatura muito alta.

Onde comprar canelé: Em quase toda padaria. Os mais famosos são o Baillardran e o La Toque Cuivrée, mas — honestamente — as padarias comuns costumam ter canelés mais frescos e às vezes até melhores. O preço fica em torno de 1,50 a 2 euros a unidade.

Dica prática: O canelé precisa ser fresco — de preferência feito no dia, no máximo com dois dias. Não compre em lojas turísticas onde ficam expostos há uma semana. E cuidado com marcas “premium” — já houve escândalos de canelés congelados vendidos como frescos.

21. Ostras e vinho branco — um ritual que você precisa viver

O sudoeste da França é um paraíso de ostras. Bordeaux fica a uma hora da Baía de Arcachon, onde elas são cultivadas. No Capucins, você paga cerca de 6 a 8 euros a dúzia de ostras frescas e uma taça de Entre-Deux-Mers por 3 a 4 euros.

Como funciona: Você se senta numa banca, pede “une douzaine d’huîtres” (uma dúzia de ostras) e “un verre de blanc” (uma taça de branco). Recebe um prato de ostras, limão e vinagrete de chalota. Você espreme o limão (ou não, a gosto), desliza a ostra direto da concha para a boca e toma um gole de vinho.

Tempo na experiência: 30 a 60 minutos.

22. Entrecôte à la Bordelaise — onde provar

Contrafilé bovino ao molho de vinho tinto de Bordeaux, com chalota, tutano e manteiga. Servido com fritas ou purê de batata.

Onde fica bom de verdade:

  • Brasserie Bordelaise (50 Rue Saint-Rémi) — clássico, focado em carnes de qualidade
  • Le Bouchon Bordelais (2 Rue Courbin) — paredes de pedra, detalhes vermelhos, ótima atmosfera
  • Filoche (32 Rue des Argentiers) — restaurante pequenininho com 14 lugares, famoso pelo “boeuf à la bordelaise”

Preço: Conte com 20 a 30 euros pelo prato principal.

23. Onde comer bem sem gastar muito

  • Petit Mignon (33 Rue Saint-Rémi) — aconchegante, clima local, famoso pelo hambúrguer ao molho cremoso e o steak tartare
  • Les Drôles (21 Rue Saint-Rémi) — cozinha francesa tradicional com clima familiar, pratos reconfortantes
  • Marché des Capucins — já dissemos, mas vale repetir: a comida mais barata e mais autêntica de Bordeaux
Catedral Saint-André Bordeaux
Catedral Saint-André

24. Saint-Émilion — paisagem vinícola da UNESCO

Cidadezinha medieval no meio dos vinhedos, a uma hora de carro ou trem de Bordeaux. A região inteira é Patrimônio Cultural da UNESCO — as vinhas são cultivadas ali desde os tempos romanos.

O que fazer: Passear pelas ruelas medievais, visitar a igreja monolítica esculpida na rocha, fazer degustações em caves e aproveitar as vistas sobre os vinhedos.

Dicas práticas: Reserve as degustações com antecedência pelo GetYourGuide, principalmente nos fins de semana e no verão — costuma lotar. Alguns châteaux oferecem visitas em inglês. Passeios organizados de um dia inteiro saindo de Bordeaux custam cerca de 60 a 100 euros, com transporte e degustações incluídos.

Se for de carro, o estacionamento no centro de Saint-Émilion é limitado — chegue cedo.

Tempo no passeio: O dia inteiro.

25. Dune du Pilat — a maior duna da Europa

Uma duna de areia gigante na costa do Atlântico, com cerca de 110 metros de altura e 2,7 km de extensão. As fontes oficiais a apontam como a maior duna da Europa.

O que fazer: Escalar a duna (um esforço e tanto, ainda mais no calor), contemplar o oceano e o pinheiro, e se banhar no mar (se estiver quente).

Dicas práticas: Fica a cerca de uma hora de carro de Bordeaux, em direção a Arcachon. O estacionamento é pago (cerca de 6 a 8 euros). Leve água e protetor solar — na duna não tem sombra nenhuma. Se não tiver carro, há passeios organizados saindo de Bordeaux.

O pôr do sol é o momento mais lindo, mas também o mais cheio. Se puder, vá de manhã cedo ou início da tarde.

Tempo no passeio: Meio dia a dia inteiro (dependendo se você combina com Arcachon, que fica pertinho).

Dune du Pilat perto de Bordeaux
Dune du Pilat

26. Rota do Médoc — vinhedos e castelos

O famoso roteiro vinícola pela margem esquerda do Garona, ao norte de Bordeaux. É por ali que ficam os châteaux mais icônicos — Château Margaux, Château Latour, Château Lafite Rothschild, todos integrantes da classificação de 1855.

O que fazer: Percorrer a Route des Châteaux (D2) de carro, parar nos châteaux para degustações e fotografar os vinhedos e as impressionantes propriedades.

Dicas práticas: É necessário ter carro. Alguns châteaux exigem reserva com semanas de antecedência, especialmente os mais famosos. As degustações podem ser caras — conte com 20 a 50 euros por château.

Se não quiser dirigir (por causa do vinho), há passeios organizados. Ou contrate um motorista pelo Uber ou serviços de taxi locais.

Tempo no passeio: O dia inteiro.

27. Arcachon e Cap Ferret — praias e ostras

A Baía de Arcachon fica a uma hora de Bordeaux — uma estação balneária com vilas belle époque, praias

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