Quando você deixa para trás aquele sul dramático, de tirar o fôlego, mas turisticamente lotadíssimo da ilha e vira o volante pela estrada número um rumo ao nordeste, a paisagem de repente respira fundo. O trânsito nas estradas diminui, as multidões nas cachoeiras desaparecem e você se vê num mundo onde reinam baías intermináveis, montanhas íngremes e uma calma absoluta. Bem-vindo a um lugar que muitos viajantes simplesmente atravessam às pressas, mas que nós amamos desde o primeiro instante.
Eu e o Lukáš exploramos os fiordes do leste da Islândia no sexto e sétimo dia da nossa road trip de outono, na virada de setembro para outubro, e até hoje lembramos com carinho daquela beleza isolada. Enquanto no sul às vezes tínhamos que desviar dos ônibus de excursão nos pontos turísticos, aqui tínhamos vários lugares só para nós. Me fascinava como o asfalto ondula sem fim ao longo das baías profundas e como cada nova curva revela uma vista ainda mais bonita que a anterior.
Neste artigo você vai encontrar 12 dicas do que ver e fazer nos fiordes do leste. Vamos conhecer cânions de basalto deslumbrantes, vou mostrar a vilinha de artistas mais charmosa e dar a dica de onde encontrar papagaios-do-mar dóceis ou renas selvagens. Também trago informações práticas sobre onde se hospedar de forma estratégica, como estão os preços hoje em dia e por que você deve prestar muita atenção em qual lado do rio escolher para o seu passeio. Vamos lá! ☺️

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo todo
- Base para os passeios: O melhor ponto estratégico para explorar a parte leste da ilha é a cidade de Egilsstaðir, onde você encontra supermercados e onde as principais estradas se cruzam.
- A vilinha mais bonita: Não dá para deixar de visitar Seyðisfjörður, a uns 30 minutos de Egilsstaðir cruzando um passo de montanha. Lá fica a famosa rua arco-íris e a igrejinha azul.
- Maravilha natural: O cânion de basalto Stuðlagil, com sua água turquesa, é um atrativo enorme — só fique atento para estacionar no lado leste, de onde dá para descer direto até o rio.
- Animais: As renas selvagens vivem apenas nesta região e, na temporada de verão (até meados de agosto), você encontra uma colônia enorme de papagaios-do-mar dóceis em Borgarfjörður eystri.
- Banho: A melhor experiência termal, na nossa opinião, são as piscinas luxuosas de Laugarfell — ou você pode experimentar as modernas piscinas flutuantes Vök Baths, bem ao lado de Egilsstaðir.
Quando ir e como chegar
A principal artéria de acesso é a famosa estrada número um, conhecida como Ring Road. Para chegar ao leste, você pode optar pelo longo trajeto desde a costa sul, passando por deslumbrantes praias negras e lagoas glaciais, ou então vir pelo norte, a partir do lago Mývatn — sendo que os dois caminhos são, por si só, uma experiência incrível. Mas saiba que contornar cada baía leva bastante tempo, porque os fiordes simplesmente não têm atalho.
A época ideal para visitar é, claro, o verão islandês, ou seja, de junho a agosto, quando todas as estradas estão tranquilamente transitáveis, os dias são intermináveis e dá para observar os populares papagaios-do-mar. Nós percorremos a costa leste no início de outubro, o que trouxe a enorme vantagem do mínimo de turistas e das lindas cores de outono, mas em compensação não pegamos os passarinhos, que partem para o mar em agosto.
Se você planeja viajar no inverno, não esqueça de checar antes de cada saída o site oficial das estradas islandesas, porque os passos de montanha (como a estrada 93 até Seyðisfjörður) costumam ficar frequentemente fechados por causa da neve.
Além disso, desde 2026 vale na Islândia uma nova taxa por quilômetro para carros de passeio, no valor de 6,95 ISK (cerca de 0,05 €) por quilômetro rodado. A locadora provavelmente vai cobrar isso na devolução do carro, mas, em compensação, a gasolina nas bombas ficou bem mais barata.
Um aviso especial vai para agosto de 2026, quando do leste e de outras partes da ilha será possível ver um eclipse total do Sol. Espera-se uma loucura turística, então, se você quiser viajar justamente nessa data, reserve tudo com antecedência — pode ser até um ano e meio antes.
Onde se hospedar e quanto custa
O centro logístico e prático de todo o leste é, sem discussão, a cidadezinha de Egilsstaðir. Ela talvez não ganhe nenhum concurso de arquitetura mais bonita, mas você encontra ali tudo o que precisa para sobreviver à natureza bruta. Foi justamente dessa cidade que partimos para todos os passeios das redondezas, reabastecíamos nossos estoques nos grandes supermercados Bónus e Nettó e enchíamos o tanque, porque mais adiante, na costa, os preços de tudo disparam.
Eu e o Lukáš não acampamos nenhuma vez durante nossa viagem pela Islândia, porque gostamos do nosso conforto e do calor à noite. Sempre dormíamos em pousadas, hostels ou pequenos apartamentos que tinham uma cozinha compartilhada ou própria. Essa é, aliás, a melhor maneira de economizar uma fortuna em comida na Islândia.
Toda noite cozinhávamos nossos jantares quentes na hospedagem, preparávamos lanches para o dia seguinte e enchíamos a garrafa térmica com chá quente, sem o qual não teríamos sobrevivido àqueles dias de vento. Uma noite numa pousada bacana em Egilsstaðir custa cerca de 17.000 a 25.000 ISK (mais ou menos 115 a 170 €) para duas pessoas — mas, se você reservar com bastante antecedência, é possível achar quartos mais baratos.
💡 Dicas concretas de hospedagem (preços e disponibilidade você confere pelo Booking; reserve cedo — na temporada e perto do eclipse de 2026 some tudo com meses de antecedência):
- Lake Hotel Egilsstaðir (Egilsstaðir)
- Hótel Stuðlagil (Egilsstaðir)
- Hótel Aldan (Seyðisfjörður)
- Blábjörg Guesthouse (Borgarfjörður eystri)
Além de Egilsstaðir, você pode se hospedar direto em algum dos fiordes românticos. Hotéis lindos ficam na vilinha de Seyðisfjörður, onde os preços partem de 21.000 ISK (cerca de 140 €), e, se você vier no verão principalmente para observar os papagaios-do-mar, recomendo passar uma noite no povoado de Bakkagerði, na região de Borgarfjörður eystri. Só fique atento que a capacidade de hospedagem é bem limitada nessas pequenas vilas e, na alta temporada, some na velocidade da luz.
As cidadezinhas e vilas mais bonitas do leste
A primeira parte das nossas dicas foca nos lugares onde as pessoas vivem. Os fiordes do leste são salpicados de pequenos povoados de pescadores, que se encolhem sob encostas íngremes de montanhas e aos quais muitas vezes leva apenas uma estrada sinuosa. A maioria deles tem só algumas centenas de habitantes, um porto modesto e uma atmosfera inconfundível, que você não vai encontrar tão facilmente em outro lugar da ilha.
1. Seyðisfjörður e sua famosa rua arco-íris
Quando nos hospedamos em Egilsstaðir no sexto dia da viagem, bem cedo à tarde, percebemos que ainda tínhamos um montão de tempo, então entramos de novo no carro e seguimos pelas montanhas até Seyðisfjörður.

São cerca de 30 minutos de carro pela estrada 93, e o próprio caminho já é uma experiência, porque você sobe pelo passo de montanha Fjarðarheiði a mais de 600 metros acima do nível do mar e depois desce abruptamente até a baía. Aliás, foi exatamente por essa estrada que Ben Stiller desceu de longboard no filme A Vida Secreta de Walter Mitty.
Seyðisfjörður é o lar de pouco menos de setecentos habitantes, mas funciona como o centro cultural de todo o leste. Lá fica a famosa rua arco-íris (Rainbow Street), que leva você direto à belíssima igrejinha azul Bláa kirkjan.
A vilinha é cheia de pequenas galerias, cafés charmosos e uma atmosfera boêmia. Além disso, o grande ferry Norröna chega aqui vindo de Hirtshals, na Dinamarca, então, quando o barco atraca, o número de pessoas nas ruas triplica por algumas horas. Reserve um tempo para tomar um café e simplesmente passear entre as antigas casinhas de madeira.
2. Reyðarfjörður e a subida ao monte Grænafell
Se você curte um descanso um pouco mais ativo, dê um pulo na cidadezinha de Reyðarfjörður, que fica às margens da baía mais longa de toda a costa leste. A cidade em si é conhecida principalmente por sua história industrial e por uma fábrica de alumínio, mas nós viemos aqui pela natureza e encaramos uma caminhada tranquila até o monte Grænafell, que se ergue bem acima do centro.


Essa subida nos tomou cerca de duas horinhas em ritmo agradável, e a recompensa foi uma vista de tirar o fôlego de todo o fiorde alongado e dos picos ao redor. A trilha começa subindo bem íngreme e serpenteia por um pequeno bosque (o que, aliás, é uma raridade enorme na Islândia), antes de chegar a planícies mais abertas. É uma parada ideal para esticar as pernas quando você já está cansado de ficar só sentado no carro.
3. Neskaupstaður e uma pequena decepção na caverna
Nosso próximo destino no leste foi a cidadezinha de Neskaupstaður, a mais oriental, à qual você só chega atravessando um longo túnel. O caminho até lá é absolutamente deslumbrante: ovelhas pastam à beira da estrada e as montanhas despencam direto no oceano gelado. A cidade em si tem um portinho bonito e um clima geral bem sonolento e sereno.


Mas queríamos explorar aqui a chamada caverna de Páscoa Páskahellir, que fica na costa, um pouquinho depois da cidade. E aqui preciso ser totalmente sincera: para nós foi uma pequena decepção 😅. Esperávamos algo bem mais épico, mas, na verdade, era só um buraco não muito grande na rocha, ao qual levava um caminho bem lamacento e escorregadio.
Se o seu roteiro estiver realmente apertado e o tempo estiver curto, na minha opinião você pode pular esse lugar com a consciência tranquila e dedicar sua energia a outras belezas dessa região bruta.
4. Djúpivogur e os ovos de granito no porto
Se você vier pela Ring Road subindo a partir do sul, sua primeira parada maior no leste provavelmente será a vilinha de Djúpivogur. Essa cidadezinha tem o certificado Cittaslow, o que significa que tudo aqui é feito com calma, com qualidade e respeitando as tradições e o meio ambiente. Dá para sentir mesmo: ninguém tem pressa de ir a lugar nenhum e por toda parte reina uma tranquilidade perfeita.

A principal atração que faz os turistas pararem por aqui é a obra de arte Eggin í Gleðivík, que se estende ao longo da costa, perto do porto. São 34 ovos de granito em tamanho gigante, sendo que cada um representa uma espécie de ave que nidifica na região. É um ótimo lugar para uma caminhada curta e, logo ali pertinho, você pode tomar um café quente ótimo e observar os barcos de pesca balançando nas ondas.
💡 Dica: Ingressos e passeios organizados (na Islândia e arredores) valem a pena comprar com antecedência online pela GetYourGuide, pois na temporada esgotam rápido.
Maravilhas naturais, cachoeiras e cânions deslumbrantes
O leste, claro, não é só cidades — pelo contrário, esconde alguns dos cenários naturais mais bonitos que vimos na ilha. Diferente do famoso Círculo Dourado ou da costa sul, aqui reina uma atmosfera muito mais crua e solitária, que dá a esses lugares uma exclusividade de verdade. Não importa se você procura rios turquesa ou cachoeiras estrondosas: os fiordes do leste não vão decepcionar com suas maravilhas.
5. O cânion de basalto Stuðlagil
Este é, sem exagero, um dos lugares mais fotogênicos de toda a ilha, e que por coincidência só foi revelado relativamente há pouco tempo. Por longas décadas, esse imenso cânion de basalto ficou escondido sob um caudaloso rio glacial, mas, quando em 2009 ficou pronta uma usina hidrelétrica próxima, o nível da água baixou e expôs uma incrível muralha de colunas de basalto hexagonais, geometricamente perfeitas, entre as quais hoje corre uma água turquesa reluzente.

Ao visitar, você precisa prestar muita atenção em qual lado do rio escolher para o seu passeio. O lado oeste oferece acesso rápido e uma escadaria recém-construída até uma plataforma de mirante, onde há banheiros e um pequeno food truck — mas dali você não consegue descer até o rio.
Nós sempre recomendamos estacionar no lado leste, de onde, apesar de ter que caminhar cerca de 40 minutos por um caminho pedregoso, é o único ponto de onde dá para descer direto até o interior do cânion e tocar a água gelada. Em ambos os casos, você paga 1.000 ISK pelo estacionamento (cerca de 7 €), o que se resolve facilmente pelo popular aplicativo Parka.
6. A imponente cachoeira Hengifoss
Enquanto o sul da Islândia se orgulha das cachoeiras Skógafoss e Seljalandsfoss, o leste tem o seu próprio orgulho: a cachoeira Hengifoss. Com seus 128 metros de altura, é a terceira cachoeira mais alta da ilha, mas o que a torna realmente única não é só a altura, e sim, principalmente, a parede pela qual a água despenca. O basalto negro é entrelaçado por camadas de argila num vermelho vivo, o que, junto com a água trovejante, parece literalmente mágico.


Nós viemos aqui no sétimo dia da road trip, e o caminho do estacionamento até o topo nos tomou cerca de meia horinha em ritmo acelerado morro acima, embora a maioria dos guias indique algo entre 45 e 90 minutos só de ida.
Depende muito do seu preparo físico e do quanto você vai parar para admirar a paisagem, porque mais ou menos na metade da subida você passa por uma cachoeira menor, mas tão ou mais interessante: a cachoeira Litlanesfoss, lindamente encaixada em colunas de basalto perfeitas. Leve calçado firme, porque a trilha costuma ficar bem escorregadia depois da chuva.
7. O lago Lagarfljót e o monstro islandês
Quando você se hospedar em Egilsstaðir, certamente vai notar um lago enorme e turvo que se estende ao longo de toda a cidade. Ele se chama lago Lagarfljót e, para os islandeses, tem um significado parecido com o do escocês Loch Ness. Os moradores vão te contar, com cara de total seriedade, a lenda de um verme gigante do lago chamado Lagarfljótsormurinn, cujo primeiro avistamento está registrado já no ano de 1345.

Se você vai realmente ver o monstro, não posso garantir, mas, mesmo assim, dirigir ao longo das margens do lago é muito agradável. Além disso, na sua margem leste fica a floresta de Hallormsstaður, que é uma raridade enorme para os padrões islandeses, já que a ilha é, no resto, quase totalmente pelada por causa do antigo desmatamento. As árvores aqui têm um cheiro maravilhoso e é um ótimo lugar para um descanso rápido ou um lanche dos seus próprios estoques.
8. A majestosa montanha Snæfell
Durante nossas andanças pelo leste, estávamos sempre admirando uma montanha gigante e solitária que, de longe, vigiava toda a paisagem. A montanha Snæfell, que em tradução significa, apropriadamente, Montanha Nevada, é, com seus 1.833 metros de altura, a montanha mais alta da Islândia fora das geleiras, ainda que seu cume fique coberto por um manto branco praticamente o ano todo.

Não planejávamos escalá-la de verdade (para isso você precisa de boa experiência, ótimo equipamento e, idealmente, dos meses de verão), mas só a vista dela do carro ou das planícies ao redor já é realmente fascinante. A montanha parece um guardião gigante das terras altas do leste e, no pôr do sol, quando seu cume nevado fica rosado, você não vai saber para onde apontar a lente da câmera primeiro.
Animais e fontes termais: o que mais fazer por aqui
Além da natureza inanimada, o leste oferece também ótimos encontros com a fauna e algumas das melhores piscinas termais do país. Como há menos turistas, os animais ficam mais tranquilos e as piscinas termais não estão tão desesperadoramente lotadas quanto a famosa Blue Lagoon, perto do aeroporto.
9. Borgarfjörður eystri e os papagaios-do-mar dóceis
Se você viaja para a Islândia no período entre o fim de abril e meados de agosto, de jeito nenhum pode deixar de passar pela pequena vilinha de Borgarfjörður eystri. É justamente nela, no porto de Hafnarhólmi, que fica provavelmente o melhor e mais acessível lugar para observar os fofíssimos papagaios-do-mar de toda a ilha. Nidificam ali cerca de 10.000 casais e os moradores construíram plataformas de madeira de onde você pode observar essas pequenas criaturas literalmente a um metro de distância.

Nós viemos explorar aqui no sétimo dia da viagem (o trajeto de Egilsstaðir nos tomou cerca de uma horinha), mas, como já era início de outubro, não havia nem sinal dos papagaios-do-mar. Os passarinhos simplesmente já tinham partido para passar o inverno em mar aberto e na vila não acontecia absolutamente nada — havia um silêncio total e tudo vazio.
Fora da temporada das aves, então, recomendo esse desvio só para amantes de verdade de estradas remotas; já em junho e julho é uma parada obrigatória.
10. Renas selvagens à beira da estrada
Talvez te surpreenda, mas a parte leste da Islândia é a única região de toda a ilha onde você pode avistar renas selvagens em liberdade. Elas foram trazidas no século XVIII da Noruega para fins agrícolas, só que essa tentativa não saiu exatamente como planejado: os animais voltaram a ser selvagens e hoje circulam livremente vários milhares deles por aqui.
A maior chance de encontrá-las você tem ao longo da estrada número um, no trecho entre as cidades de Egilsstaðir e Höfn, especialmente do outono à primavera, quando, por causa da neve, elas descem das montanhas para mais perto da costa e às vezes até lambem o sal direto das estradas.
Nós avistamos uma manada de renas justamente pela janela do carro e foi uma experiência incrível, mas, ao mesmo tempo, é um motivo para enorme cautela. Especialmente no crepúsculo, dirija com os olhos bem abertos, porque você realmente não quer ter que resolver com a locadora uma colisão com uma rena.
11. As luxuosas piscinas termais Laugarfell
Depois de longas caminhadas no vento gelado islandês, não há nada melhor do que mergulhar em água quente. Por isso, no sétimo dia seguimos rumo às fontes termais de Laugarfell, que ficam num platô a leste da montanha Snæfell. É um pouco mais longe da civilização e a estrada até lá pode ser meio esburacada às vezes, mas vale cada minuto de viagem.


Você vai encontrar aqui duas piscinas externas lindíssimas, construídas com pedras naturais, onde a água tem a temperatura ideal para uma longa relaxada. Enquanto o nariz congela, o corpo se aquece na água quente e você pode simplesmente admirar a tundra infinita por toda parte. Foi um banho realmente luxuoso, do qual lembramos com carinho até hoje, porque naquela vez estávamos quase sozinhos lá.
12. As piscinas flutuantes Vök Baths
Se você não quer se embrenhar em nenhum lugar selvagem e prefere uma estrutura termal mais moderna, vá até as Vök Baths, que ficam literalmente a cinco minutos de carro de Egilsstaðir, no lago Urriðavatn. Esse lugar é arquitetonicamente impressionante, porque as piscinas termais flutuam diretamente na superfície do lago. A água, que aliás é tão pura que dá para beber, fica nas piscinas entre 37 e 41 graus Celsius.

A entrada para adulto custa 7.690 ISK (cerca de 52 €) e não esqueça de reservar os ingressos com bastante antecedência, especialmente na temporada de verão, pelo site oficial deles, porque a capacidade é, por motivos óbvios, limitada. Nós não fomos lá, porque demos preferência ao Laugarfell, mais selvagem, mas ouvimos de muita gente elogios enormes a essas termas flutuantes.
Onde comer
Como já mencionei, eu e o Lukáš praticamente cozinhamos nas cozinhas das nossas hospedagens durante toda a estadia na Islândia. A Islândia é absurdamente cara e visitas diárias a restaurantes teriam arruinado nosso orçamento com toda a certeza. Como nós dois somos vegetarianos, nossa alimentação se baseava principalmente em massas, legumes e os ótimos iogurtes locais skyr, que comprávamos no Bónus. Ainda assim, às vezes a gente precisa de uma mudança e do calor de um café aquecido.
Na nossa visita a Seyðisfjörður, fomos a um ótimo centro de arte, do qual faz parte o Skaftfell Bistro. A atmosfera é maravilhosa e fazem uma excelente pizza vegetariana, que devoramos com prazer depois de um dia inteiro ao ar livre.
Outro lugar incrível que descobrimos perto de Egilsstaðir é o Móðir Jörð. É uma fazenda orgânica e cafeteria ao mesmo tempo, com uma oferta vegetariana forte feita de ingredientes próprios — provamos ali uma sopa cremosa fantástica.
Preciso mencionar também o pequeno food truck no lado oeste do cânion Stuðlagil, onde você não vai almoçar de verdade, mas a sopa vegetariana deles e o café quente na mão te aquecem incrivelmente depois da caminhada.
Se você procura gastronomia renomada e não se importa que não seja uma recomendação vegetariana, muitos viajantes delíram com o Norð Austur em Seyðisfjörður. É um restaurante altamente premiado, especializado em sushi fresco de peixes e frutos do mar locais. Abrem só na temporada de verão e a reserva aqui é absolutamente indispensável, porque as mesas costumam estar esgotadas com muita antecedência. Nós, claro, pulamos por causa do nosso cardápio, mas as referências são fenomenais.
Para onde ir depois
Se o nosso guia pelos fiordes do leste deixou você com vontade de continuar explorando essa ilha mágica, dê uma olhada também nos nossos outros artigos. Reunimos neles todas as nossas experiências, rotas e dicas de como tirar o máximo da viagem:
- Guia completo da Islândia: um resumo de tudo o que você precisa saber antes da viagem, do aluguel do carro ao clima e à mala.
- Fiordes do oeste da Islândia: se você ama a calma do leste, os fiordes do oeste, para onde vão ainda menos turistas, vão te conquistar completamente.
- As melhores fontes termais da Islândia: nossa seleção de 16 piscinas naturais, luxuosas e secretas, onde você se aquece melhor depois das trilhas.
- Como ver a aurora boreal: dicas práticas de como e quando observar a aurora não só na Islândia, mas também em outros países nórdicos.
Para encerrar, repito só nossas recomendações práticas favoritas. Eu e o Lukáš temos, há muito tempo, uma boa experiência com o Booking.com, que usamos para reservar todas as nossas hospedagens pelo mundo. Para alugar carro na Islândia, costumamos usar o comparador RentalCars, onde dá para filtrar facilmente os modelos com tração 4×4. E passagens baratas a gente busca tradicionalmente no Kiwi, que é o nosso portal preferido para combinar diferentes conexões. Ah, e para ter internet o tempo todo na estrada, vale a pena um eSIM da Holafly.
🚗 Aluguel de carro na viagemCarros de aluguel verificados na IslândiaPesquise pelo comparador DiscoverCars — compara preços de dezenas de locadoras locais e internacionais, e a maioria das reservas tem cancelamento gratuito.
Comparar preços de carros na Islândia →Perguntas frequentes
Quantos dias eu preciso para explorar os fiordes orientais?
Certamente reserve pelo menos dois a três dias. Muitas pessoas tentam percorrer esta região em um dia como parte de um circuito pela Route 1, mas isso significa que você perderá tempo para fazer os desvios até as baías individuais e não conseguirá absorver nada daquela atmosfera maravilhosa e solitária.
Qual lado do rio devo escolher ao visitar o cânion Stuðlagil?
O lado oeste é rápido e de fácil acesso, tem uma plataforma de observação e escadas novas, mas você não consegue chegar até a água por ele. O lado leste exige uma caminhada de 4 a 8 quilômetros (dependendo de onde você estacionar), mas somente por ele você pode descer diretamente entre as colunas de basalto até o rio. Nos dois lados é cobrado estacionamento de €6,50 pelo aplicativo Parka.
Quando e onde posso ver papagaios-do-mar e renas selvagens na Islândia?
Você pode observar os papagaios-do-mar em Borgarfjörður eystri do final de abril até meados de agosto, sendo que a melhor época é junho e julho, idealmente bem cedo pela manhã ou no final da tarde. As renas selvagens vivem apenas no leste ao longo da Route 1 e você tem mais chances de encontrá-las de outubro a abril, quando descem das montanhas em direção às estradas.
Qual é o fuso horário na Islândia?
A Islândia não usa horário de verão e segue o horário de Greenwich (GMT) o ano todo. Para nós do Brasil, isso significa que no inverno há uma diferença de 1 hora a menos na Islândia em relação ao nosso horário, e no verão (quando nós mudamos para o horário de verão) há até 2 horas a menos por lá.
Por que a Islândia é na verdade um país tão rico?
A economia da Islândia se apoia primariamente em três pilares fortes, que são a rica pesca nos mares ao redor, o enorme boom do turismo nos últimos dez anos e o aproveitamento da barata energia geotérmica e hidrelétrica. Graças à energia da natureza, eles ainda conseguem processar de forma barata o alumínio importado.
Quando é a melhor época para voar para a Islândia?
Depende do que você quer ver. O verão é ideal para papagaios-do-mar, dias longos e trilhas no interior. O outono (setembro e outubro) traz cores lindas e menos multidões, o inverno é perfeito para aurora boreal e cavernas de gelo, embora os dias sejam extremamente curtos e as estradas frequentemente fechadas por causa da neve.
É difícil chegar de carro na cidadezinha de Seyðisfjörður?
De Egilsstaðir você chega à cidadezinha pela estrada 93 e pelo desfiladeiro de montanha Fjarðarheiði, o que leva cerca de 30 a 45 minutos. No verão é um trajeto lindo e seguro, mas no inverno este trecho costuma ficar fechado com frequência devido às curvas acentuadas, nevascas e ventos fortes, então sempre confira as condições atuais das estradas antes de pegar a estrada. —
