Quando o assunto são os lagos de montanha perto de Cortina d’Ampezzo, nas Dolomitas, Itália, a maioria das pessoas pensa logo no famoso Lago di Sorapis. É lindo, sem dúvida — mas na alta temporada parece mais uma fila de metrô em São Paulo do que um refúgio alpino. Se você está procurando uma alternativa mais tranquila, onde não vai disputar espaço em fila com centenas de turistas, preciso te levar a um dos nossos lugares favoritos em todas as Dolomitas. Croda da Lago e o lago Lago Federa, bem ali a seus pés, são exatamente o tipo de lugar que nos faz voltar à Itália repetidas vezes. ☺️
Daqui de Cortina não é nada longe, e você vai encontrar um trek incrível que alterna florestas fechadas, paredes de rocha dramáticas e, no final, te recompensa com a vista de um espelho d’água turquesa emoldurado por larícios dourados. Eu e o Lukáš fizemos essa trilha antes do nosso filho Jonášek nascer. É um trek de verdade, que leva tranquilamente cinco a seis horas, então com nosso pequeno de um ano nos ombros vamos deixar para o ano que vem, quando ele estiver um pouco maior.
Vou te contar já o que você encontra neste artigo: onde estacionar, qual caminho escolher para evitar o maior ganho de altitude, onde dormir e o que pedir para comer no refúgio. E também vou te avisar sobre um erro que pode te custar milhares de euros. 😉

Resumo
Se você já está de mochila pronta e precisa só de um resumo rápido, aqui estão os pontos mais importantes:
- Onde fica: Maciço montanhoso a sudoeste de Cortina d’Ampezzo, na região italiana do Vêneto.
- Atração principal: O lago Lago Federa a 2.034 m de altitude e o refúgio de montanha Rifugio Palmieri Croda da Lago.
- Dificuldade: Moderada. O circuito clássico leva de 5 a 6 horas, mas dá para encurtar para 3 horas saindo do Passo Giau. Não é indicado para carrinhos de bebê, mas crianças maiores (8+ anos) fazem sem problema.
- Melhor época: O outono é de tirar o fôlego (final de outubro), quando os larícios ficam dourados. No verão é um clássico alpino, e no inverno a área vira destino para snowshoeing.
- Aviso importante: Há proibição estrita de voos com drones sobre o lago — as multas chegam a impressionantes 3.000 euros.
O que é Croda da Lago e Lago Federa?
O nome pode confundir um pouco no começo. Croda da Lago não é um lago — apesar da palavra “Lago” ali no meio —, mas sim um imponente maciço rochoso e parte do Patrimônio Mundial da UNESCO, cujos cumes dentados se erguem majestosamente sobre a paisagem. O lago turquesa que todo mundo vai buscar nessa área se chama Lago Federa, e fica exatamente ao pé dessas paredes rochosas, a 2.034 metros de altitude.

Essa combinação de picos dolomíticos afiados e a superfície d’água calma que os reflete nos deixou completamente paralisados — eu puxando a câmera, o Lukáš de boca aberta, e nenhum dos dois com vontade de sair. Bem na margem do lago ainda fica o icônico refúgio, conhecido como Rifugio Gianni Palmieri. É o refúgio perfeito para descansar, comer algo gostoso ou até passar a noite e acordar de manhã cedo com névoa subindo sobre a água e silêncio absoluto ao redor.
Quando ir e como é o clima
Honestamente? Escolher a melhor época é sempre o maior dilema antes de qualquer viagem às Dolomitas. Cada estação tem uma cara completamente diferente e a gente sempre sai achando que aquela foi a melhor. Só tem que levar em conta que o clima acima de 2.000 metros pode ser bastante imprevisível.
Se você vier durante a temporada de verão clássica — de maio a setembro —, vai encontrar pastagens verdes, prados alpinos floridos e temperaturas agradáveis para caminhar. Mas vou ser honesta: agosto é o pico das férias na Itália (o famoso Ferragosto), então as trilhas ficam mais movimentadas, ainda que muito menos lotadas do que no vizinho Lago di Sorapis.
Nossa época preferida, no entanto, é o outono. No final de outubro, os larícios que margeiam o lago ficam com tons incríveis de dourado e laranja — contrastando com a água turquesa e as rochas brancas, parece que alguém editou a paisagem no Photoshop. No inverno, as trilhas ficam cobertas de neve e o refúgio costuma fechar, mas a área vira um destino muito procurado para passeios de snowshoe. Antes de uma saída de inverno, não esqueça de checar a webcam de Croda da Lago para ver a situação atual da neve.
Como chegar a Croda da Lago (3 principais trilhas)
A gente mesmo ficou um pouco perdido nos pontos de partida no começo, então selecionamos as três variantes mais populares. Há vários caminhos até o lago — qual escolher depende da sua forma física e de quanto tempo você tem disponível.
Do Passo Giau (mais curta e com mais vistas)
Se você quer o melhor equilíbrio entre esforço e paisagem, parta do Passo Giau. A trilha passa pela Forcella Giau e o trajeto de ida e volta leva cerca de 3 horas de caminhada tranquila, com um ganho de altitude agradável de aproximadamente 350 metros. A vantagem é que você já começa em altitude, então não tem aquela subida pesada pela floresta — a maior parte do tempo você fica curtindo panoramas abertos. O estacionamento no passo custa em torno de 5 euros por 3 horas.
De Ponte de Ru Curto (a opção clássica)
Essa é a clássica de verdade — o famoso loop de Croda da Lago. Começa em um pequeno estacionamento junto à ponte Ponte de Ru Curto, bem na estrada que liga Cortina ao Passo Giau. O percurso passa por floresta fechada, atravessa riachos de montanha e sobe até o lago. O circuito completo leva de 5 a 6 horas e é um passeio de dia inteiro absolutamente maravilhoso — recomendamos para quem quer uma experiência completa.
Do estacionamento Olympia em Cortina (para os mais aventureiros)
Se você está com vontade de uma aventura longa e desafiadora, pode começar já no estacionamento Olympia nas bordas de Cortina. Só saiba que vai descer bem fundo no vale e ganhar um bom pacote de metros verticais a mais. O estacionamento aqui custa cerca de 10 euros para o dia todo. É uma variante para quem gosta de solidão na floresta antes de chegar ao maciço.
Onde se hospedar por perto e quanto custa
Para explorar essa área, o ideal é se hospedar em alguma das cidadezinhas no vale, de onde você chega aos pontos de partida das trilhas em poucos minutos de carro. Os preços na região são bem elevados (Cortina é um destino premium), mas fora de agosto dá para encontrar opções razoáveis.
Cortina d’Ampezzo é a escolha número um. Do centro até o Passo Giau são cerca de 15 a 20 minutos pelas serpentinas de tirar o fôlego. Se você curte história e um toque de luxo alpino, dá uma olhada no icônico Hotel de la Poste bem no centro, ou no muito agradável Franceschi Park Hotel. Ficar em Cortina significa ter os melhores restaurantes e cafés a postos para o relaxo pós-trilha.
Uma alternativa mais acessível é a cidadezinha de San Vito di Cadore, um pouco mais ao sul. O ritmo é mais tranquilo, os preços de hospedagem costumam ser bem menores e as trilhas ficam igualmente perto. Outra opção charmosa é Alleghe, uma vila à beira de um lago bem aos pés da Marmolada. Dá para considerar o Chalet al Lago — fica um pouquinho mais longe do início da nossa trilha, mas a atmosfera à beira do lago compensa. Uma semana de hospedagem para dois na alta temporada de verão nessa região sai em torno de 900 a 1.500 euros, dependendo do nível de conforto.
Croda da Lago: 10 dicas do que ver e fazer
Agora que você já sabe como chegar e onde dormir, vamos ao que realmente importa: o melhor que a região tem para oferecer. O trek não é só sobre chegar ao lago e voltar — há desvios, mirantes escondidos e experiências que seria uma pena perder.
1. O trek clássico do Passo Giau até o lago

Esse é o básico que qualquer turista com boa vontade consegue fazer. O caminho do Passo Giau até o lago é lindo porque cruza pastagens de altitude cheias de marmotas. O ganho de 350 metros não assusta ninguém, e as vistas que se abrem depois que você passa pela Forcella Giau são de arrancar o fôlego. Eu e o Lukáš devemos ter tirado um milhão de fotos antes mesmo de chegar à água.
Pelo caminho você vai se deparar com uma colônia enorme de marmotas — elas ficam tomando sol nas pedras ou te observando de longe apitando. A Kája e a Baby (nossas cadelas) ficaram completamente fascinadas, mesmo tendo que ficar na guia o tempo todo. O momento em que você passa pela crista e vê o vale inteiro aberto na sua frente é daqueles que ficam na memória.
2. A experiência no Rifugio Palmieri Croda da Lago

Logo na margem do lago fica o charmoso refúgio de pedra, conhecido como Rifugio Gianni Palmieri. Se quiser levar uma lembrança inesquecível, tente reservar uma noite aqui. As vagas costumam esgotar com meses de antecedência, então não deixe para a última hora. Acordar na montanha, com os primeiros raios de sol iluminando a superfície do lago enquanto você toma um espresso italiano, é simplesmente de outro mundo.
A equipe do rifugio é super simpática e acolhedora, e você se sente em casa rapidinho. No jantar são servidas especialidades locais de montanha, e aquela atmosfera ao redor das mesas de madeira compartilhadas, onde todo mundo troca histórias do dia, tem um charme muito especial. Só uma ressalva: água quente no banho nessas altitudes é sempre uma surpresa — pode ou não ter. 😅
3. A foto icônica do deck de madeira
À beira do lago tem um pequeníssimo deck de madeira que parece ter sido construído exatamente para fotografar o reflexo perfeito dos picos na água. Ao meio-dia costuma ter uma filinha, mas vale esperar. Nós chegamos lá bem cedo de manhã, a superfície estava lisa como um espelho e a água tão gelada que mal encostamos o dedo e já estava anestesiado. 😅
Se você não quer cabeças desconhecidas na foto, madrugue mesmo. A luz no início da manhã é a mais bonita de qualquer jeito — o sol dourado batendo nas paredes de rocha do outro lado cria uma cenografia que nenhum filtro do Instagram consegue replicar. O Lukáš ficou uns vinte minutos ajustando enquadramento e composição até ficar satisfeito.
4. Explore a trilha pelo estacionamento Olympia
Se você curte caminhar por floresta fechada, dá uma chance à rota a partir do estacionamento Olympia. Sim, é bem mais longa, mas oferece uma perspectiva completamente diferente das montanhas. Tem algo mágico em subir por horas entre as árvores, ouvindo só o barulho de galhos e folhas, até que de repente a floresta se abre e aquela parede de rocha enorme aparece na sua frente.
Nessa trilha você encontra pouquíssima gente, o que a torna ideal para quem busca paz e silêncio na montanha. Pelo caminho tem riachinhos e pequenas pontes de madeira que dão um toque quase de conto de fadas. Só não esqueça de usar botas boas — as raízes são traiçoeiras, especialmente molhadas pelo orvalho da manhã.

5. Para os mais experientes: Via ferrata della Strafala
Para quem acha que só caminhar é pouco, na área há uma via ferrata chamada Via ferrata della Strafala. Com as cachorras a gente obviamente passou longe, mas antes de encarar verifique as condições atuais — de acordo com guias locais, ela oferece vistas para gorges profundas que você simplesmente não encontra em mais lugar nenhum.
A via ferrata não é extremamente difícil, mas você vai precisar de equipamento completo: capacete, arnês e lonja. Alguns trechos têm exposição relevante, então se você tem medo de altura, fique no trek clássico ao redor do lago. Mas se topar a aventura, vai se ver navegando entre torres de calcário afiadas — simplesmente impressionante.
6. Desvio até a Forcella Ambrizzola
Depois de curtir o lago e tomar uma cerveja no rifugio, vale levantar da cadeira e caminhar mais um pouco até a Forcella Ambrizzola. São uns 20 minutinhos de subida suave a partir do lago, mas a vista que se abre lá em cima não tem preço. Dá para enxergar um pedaço enorme das Dolomitas, inclusive a geleira da Marmolada ao longe.
Eu e o Lukáš gostamos tanto que abrimos a mochila, nos sentamos em uma pedra plana e ficamos só contemplando a paisagem por um bom tempo. Desse ponto saem caminhos para outros vales, então se você quiser passar vários dias explorando a região, é um ótimo ponto de conexão. Só capricha na jaqueta corta-vento, porque venta bastante lá em cima.
9. Snowshoeing no inverno sob os picos nevados
Esse lugar tem muito a oferecer mesmo coberto de neve. O trek de snowshoe no inverno é uma experiência mágica — silêncio total, neve crocante a cada passo. O refúgio costuma fechar nessa época e o lago fica sob uma camada grossa de gelo, mas a natureza crua do inverno vale cada esforço. Só verifique o risco de avalanche com antecedência e confira a webcam de Croda da Lago antes de sair.
Andar com raquetes de neve é muito mais simples do que parece — é só levantar os pés um pouco mais alto que o normal. Se você não se sente seguro para a saída de inverno sozinho, em Cortina há vários guias de montanha que te acompanham e ainda contam histórias incríveis sobre a história da região. Um passo de cada vez pela neve branca é um ótimo descanso para a mente.
10. Combine o trek com o passeio cênico pelo Passo Giau
O caminho até a trilha já pode ser uma experiência por si só. O Passo Giau é uma das mais belas estradas de montanha da Europa, com curvas fechadas e vistas de tirar o fôlego. Vale reservar um tempinho para parar nas belvederes pelo caminho e absorver aquele clima italiano de altitude.
Só aviso que essa estrada é muito popular entre motociclistas e ciclistas, então como motorista você precisa de atenção redobrada. No alto do passo tem um cafézinho ótimo, onde a gente sempre para para comemorar com um cappuccino bem feito e um croissant fofinho antes de descer. E não esqueça de ter moedas para o estacionamento pago.

Croda da Lago com crianças e nossas cachorras (Kája e Baby)
Se você acompanha o blog com regularidade, sabe que viajamos com nosso filhote Jonášek. Como mencionei no começo, um trek de cinco horas com ganho de altitude desse tamanho com uma criança de dois anos no colo é puxado demais, então estamos guardando para quando ele crescer um pouco. E não adianta nem tentar com carrinho de bebê — o terreno é muito pedregoso e cheio de raízes.
💡 Dica para quem vai com pets: Em quase todas as bondinho e ônibus da região, cães precisam de focinheira (dá para comprar em qualquer lugar, inclusive nas estações inferiores dos teleféricos). Pra gente foi meio chato — pediam focinheira até quando estávamos sozinhos na cabine. Quando tínhamos vários bondos seguidos, preferimos deixar a Kája e a Baby descansando no camping.
Para famílias com crianças mais velhas, a partir de uns oito anos, é uma alternativa perfeita às via ferratas superlotadas. As crianças se encantam com a variedade da paisagem e a promessa do lago com comida boa no rifugio motiva mais do que qualquer argumento de adulto.
E as nossas parceiras de quatro patas? Kája e Baby adoraram essa trilha. Mas tem uma regra muito importante: cachorros devem estar na guia o tempo todo, sem exceção. Ao redor do lago e nas pastagens vive uma colônia enorme de marmotas, e os guardas locais são muito rigorosos com animais soltos. A trilha em si é muito agradável para cães — alterna trechos sombreados de floresta com trechos ao sol, só fique de olho nas pedras soltas nas áreas de cascalho.
O que comer no Rifugio Palmieri
Uma das melhores coisas de fazer trilha na Itália é que não importa em qual morro você suba, quase sempre tem comida incrível esperando por você lá em cima. O Rifugio Palmieri não é exceção. A cozinha deles é exatamente aquela mistura de paixão italiana com fartura tirolesa que você precisa depois de horas caminhando.
Recomendo de olhos fechados a polenta gröstl, especialidade local: é uma polenta frita crocante misturada com carne de qualidade, cebola e queijo. É uma bomba calórica, mas eu e o Lukáš quase brigamos pelo prato. Junto, peça um copo de Vino d’Ampezzo, o vinho local da região, que cai muito bem para aquecer depois da descida. E se preferir o clássico, as massas artesanais ou o strudel de maçã com creme de baunilha são simplesmente impecáveis.
Informações práticas, preços e regras (Proibição de drones!)
Antes de ir para as montanhas, sempre bom ter algumas informações práticas para não se surpreender no local. Aqui está o que descobrimos durante nossa visita:
- Estacionamento: As vagas nos pontos de partida enchem muito rápido, especialmente no verão. No Passo Giau você paga em torno de 5 euros por três horas; no estacionamento Olympia em Cortina, cerca de 10 euros para o dia inteiro. Chegue até às 9h da manhã no máximo.
- Água: Não há muitas opções para reabastecer na trilha. A água do lago e dos riachos não é potável sem fervura. Parece romântico beber direto na natureza, mas a fauna por ali vive seu ciclo e você não quer experimentar a natureza além do planejado. 😅 Leve bastante água — no verão, pelo menos 2 litros por pessoa.
- PROIBIÇÃO DE DRONES: Isso precisa ser dito em letras maiúsculas. Toda a área de Croda da Lago fica em zona de proteção ambiental e voar com drone é absolutamente proibido. Não é só uma conversa — se a polícia local ou os fiscais do parque te pegarem, a multa chega a 3.000 euros, sem negociação. Uma foto para o Instagram definitivamente não vale esse risco.
Para onde ir em seguida nas Dolomitas
As Dolomitas são tão incríveis que uma trilha vai deixar você com vontade de muito mais. Se você já estiver na região de Cortina, adicione ao roteiro esses outros destinos imperdíveis (só se prepare para encontrar bem mais gente por lá):
- Nosso guia completo de Cortina d’Ampezzo, com dicas de hospedagem e o que não perder.
- O famoso Lago di Sorapis, que fizemos em uma das nossas primeiras viagens italianas.
- O lendário e icônico Tre Cime di Lavaredo, o circuito ao redor dos três cumes.
- Ou leia nosso grande guia sobre o que fazer nas Dolomitas e descubra 5 trilhas para todos os níveis.
Dicas práticas para viagem à Itália
Antes de começar a arrumar a mochila, separei algumas dicas rápidas que funcionam muito bem para nós e que economizam tempo e dinheiro nas viagens à Itália.
Como chegar às Dolomitas saindo do Brasil
A principal porta de entrada para as Dolomitas é o aeroporto de Veneza (Marco Polo) ou o de Treviso. Do Brasil, há voos diretos para Veneza operados por companhias como LATAM, Azul e Air France/KLM com conexão. A partir de Veneza, o ideal é alugar um carro — é a forma mais prática de explorar a região das Dolomitas com liberdade. Para comparar passagens com todas as conexões, gostamos muito de usar o Kiwi.
Aluguel de carro
Entre as serpenteninas dos passes alpinos e os lagos da região, ter carro próprio é essencial. Nós confiamos no DiscoverCars há bastante tempo — eles comparam ofertas de várias locadoras e geralmente encontram o melhor preço disponível.
Não esqueça o seguro viagem
Na montanha nunca se sabe — um passo em falso e o helicóptero de resgate pode virar uma conta altíssima. Para viagens mais curtas costumamos usar o seguro da AXA (no link aqui tem 50% de desconto). Para viagens mais longas ou com mais adrenalina, apostamos no SafetyWing.
Internet e dados no exterior
Na Itália, o chip brasileiro geralmente funciona com roaming, mas as tarifas podem ser salgadas. Se quiser uma opção mais econômica e prática, especialmente para quem precisa de dados confiáveis para trabalhar, confira nossa avaliação do Holafly eSIM — usamos com frequência em viagens internacionais.
O que calçar nas Dolomitas
Os caminhos dolomíticos são pedregosos e exigem calçado com suporte de verdade. Nada de tênis de academia! Se você ainda não tem uma boa bota de trekking, dá uma olhada no nosso artigo sobre como escolher botas para trilha — para não voltar da montanha com bolhas nos pés.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quanto tempo leva a trilha para Croda da Lago?
Depende da rota escolhida. A variante mais curta saindo de Passo Giau leva cerca de 3 horas ida e volta. O circuito mais longo partindo da ponte Ponte de Ru Curto vai tomar de 5 a 6 horas de caminhada tranquila.
A trilha para Croda da Lago é adequada para crianças?
Para carrinhos de bebê e crianças muito pequenas (sem mochila cargueira) a trilha não é adequada por causa do terreno rochoso e íngreme. Mas crianças mais preparadas a partir de oito anos devem conseguir fazer o circuito ou pelo menos o caminho saindo de Passo Giau sem problemas.
Posso nadar no lago Lago Federa?
Não, nadar no lago é proibido para proteger o frágil ecossistema de alta montanha. Além disso, a água é tão gelada que você provavelmente nem ia querer entrar mesmo.
Pode levar cachorro até o lago?
Sim, cachorros são bem-vindos na trilha, mas precisam ficar na coleira o tempo todo. Na região vivem muitas marmotas e as multas por animais soltos são bem altas.
Quando o refúgio Rifugio Palmieri está aberto?
O refúgio costuma ficar aberto geralmente de meados de junho até o final de setembro ou início de outubro. Fora de temporada e no inverno fica fechado, mas dá pra reservar hospedagem com antecedência durante o verão.
Preciso de um guia para fazer essa trilha?
De jeito nenhum. As trilhas nos Dolomitas são perfeitamente sinalizadas e bem claras (incluindo as marcações vermelho e branco do clube alpino italiano). Basta ter mapas offline baixados e seguir as placas.
É permitido voar com drone acima do lago?
Não, existe uma proibição muito rigorosa de voo com drones. Como a área faz parte de uma zona de proteção e parque natural, quem desrespeitar essa lei pode levar multas enormes de até 3000 euros.
