Tasmânia (Austrália): 20 dicas do que ver + roteiro em 2026

A Tasmânia, na Austrália, é uma ilha cuja natureza selvagem cumpre nada menos que sete dos dez critérios de Patrimônio Mundial da UNESCO, a maior pontuação possível no nosso planeta, que ela divide apenas com a montanha chinesa Tai. Este ilha remota, no fim do mundo, tem mais de um quarto do seu território coberto por florestas impenetráveis, rios selvagens e montanhas ásperas que atraem aventureiros do mundo todo. Além disso, no cabo Cape Grim, no noroeste, mede-se regularmente o ar mais puro de toda a Terra, porque o vento chega até aqui direto do desabitado Oceano Antártico.

Embora a Tasmânia tenha um tamanho comparável ao da Irlanda, suas estradas sinuosas e a paisagem em constante mudança vão te obrigar a desacelerar e a saborear cada quilômetro. Os viajantes elogiam demais a atmosfera relaxada, a excelente gastronomia local e a enorme quantidade de animais selvagens que você não vê em nenhum outro lugar. Seja você apaixonado por trilhas de montanha, degustações de whisky premiado mundialmente ou apenas por momentos de silêncio em praias desertas, esta ilha oferece experiências para a vida toda.

Mas preparar uma viagem para essas paragens exige um certo planejamento, porque as hospedagens somem com meses de antecedência e o clima aqui adora fazer o que bem entende. O guia a seguir vai te mostrar onde economizar nas entradas dos parques nacionais, para onde ir primeiro e a quais lugares dedicar mais tempo. Um casaco corta-vento e calçado firme são absolutamente indispensáveis, e depois é só partir.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro

  • Quantos dias você precisa: Para explorar rapidamente o litoral, 7 dias bastam; para um roteiro mais tranquilo incluindo as montanhas e o oeste, reserve de 10 a 14 dias.
  • Como chegar: O mais rápido são os voos de Melbourne (1 hora e 20 minutos) ou de Sydney; uma alternativa é o ferry noturno Spirit of Tasmania.
  • Economia chave: Se você planeja visitar vários parques nacionais, compre o Holiday Pass de dois meses por 98,35 AUD para o veículo inteiro.
  • Quando ir: O melhor clima para trilhas vai de dezembro a fevereiro, mas você tem que contar com multidões de turistas e preços de hospedagem mais altos.
  • Aviso principal: A Tasmânia é tristemente famosa pela quantidade de animais atropelados, então ao anoitecer e à noite dirija no máximo a 65 km/h.
  • Carro indispensável: Sem um carro próprio ou alugado é praticamente impossível se virar na ilha; o transporte público quase não funciona fora das grandes cidades.

Como chegar à Tasmânia

A Tasmânia não tem atualmente nenhum aeroporto internacional, então sua viagem sempre vai passar pela Austrália continental, de onde operam companhias como Jetstar, Qantas ou Virgin. A maioria dos viajantes escolhe os voos curtos de Melbourne, que duram apenas uma hora e vinte minutos até o aeroporto de Hobart, ou pouco mais de uma hora até a mais ao norte Launceston. Se você voar de Sydney, passa menos de duas horas no ar, o que faz do avião, de longe, a forma de transporte mais rápida e muitas vezes também a mais barata.

Se você tiver mais tempo e quiser viver um pouco de romance marítimo, pode usar o famoso ferry Spirit of Tasmania, que faz a travessia entre Geelong, no continente, e Devonport, na Tasmânia. Essa travessia cobre uma distância de 448 quilômetros pelo Estreito de Bass, leva de nove a onze horas e normalmente acontece durante a noite. Os preços das passagens começam em torno de 109 AUD por pessoa, mas você tem que contar que atualmente ainda estão em operação os navios mais antigos do fim dos anos 1990 (enquanto os novos seguem sendo aguardados por causa de atrasos).

A viagem de ferry compensa financeiramente sobretudo quando você viaja com carro próprio e planeja ficar na ilha mais de dez dias. Mas preciso te avisar de uma complicação importante, porque a maioria das locadoras do continente proíbe estritamente levar seus carros para o ferry. Portanto, se você não tem um motorhome ou carro próprio, é muito mais sensato voar até a ilha e alugar o veículo diretamente no aeroporto de Hobart ou Launceston.

Parks Pass: como não pagar duas vezes

A entrada nos parques nacionais da Tasmânia é paga e o sistema pode parecer um pouco confuso à primeira vista, mas a escolha certa te economiza muito dinheiro. A entrada diária comum sai, segundo a tabela válida a partir de julho de 2026, por 49,15 AUD por veículo, ou 24,55 AUD por pessoa, se você chegar de ônibus ou de bicicleta. Mas se você planeja um road trip clássico e vai visitar mais de dois parques, a entrada diária definitivamente não vale a pena e você jogaria dinheiro pela janela sem necessidade.

O santo graal para todos os viajantes é o Holiday Pass de dois meses, que custa 98,35 AUD para o veículo inteiro com até oito passageiros, ou 49,20 AUD para uma pessoa. Com esse cartão você tem acesso ilimitado a praticamente todas as áreas protegidas da ilha, o que é absolutamente ideal para um roteiro de duas semanas, e ainda não precisa se preocupar com pagamentos em cada cancela. Para quem fica ainda mais tempo na ilha, existe também uma opção anual por 104,75 AUD, mas para umas férias normais o Holiday Pass é mais do que suficiente.

A única grande exceção nesse sistema é o popular parque nacional Cradle Mountain, que opera num regime próprio específico por causa da preservação da natureza e dos ônibus circulares obrigatórios. A entrada diária local custa 30,70 AUD para adulto, 12,30 AUD para criança e 73,75 AUD para família, sendo que nesse preço já está incluído o uso do shuttle obrigatório até o lago Dove Lake. Se você tem o já mencionado Holiday Pass, a entrada no parque em si é gratuita, mas a passagem do próprio ônibus, no valor de 15,50 AUD por 72 horas, você precisa comprar à parte.

Quando ir à Tasmânia

Escolher a época certa do ano é absolutamente essencial para uma visita à Tasmânia, porque o clima aqui pode ser bem imprevisível e vai influenciar toda a sua experiência. A ilha recebe o maior fluxo de turistas no verão, de dezembro a fevereiro, quando você pode aproveitar até quinze horas de luz do dia e temperaturas agradáveis para caminhadas e para explorar o litoral. Mas você tem que aceitar que a hospedagem será bem mais cara, as trilhas populares estarão cheias de gente e existe um risco real de incêndios florestais, que às vezes levam ao fechamento de alguns parques.

A primavera e o outono oferecem, segundo muitos viajantes, o melhor equilíbrio possível, porque a natureza brilha em todas as cores e as multidões diminuem visivelmente. Já os meses de inverno, de junho a agosto, atraem com preços bem mais baixos, picos de montanha cobertos de neve e principalmente com a fascinante aurora austral no sul da ilha, porque a Tasmânia é a parte habitada mais ao sul da Austrália. Mas tenha em mente que, por exemplo, na montanha kunanyi, que se ergue sobre Hobart, uma nevasca pode te surpreender tranquilamente até em pleno verão quente, então roupas quentes são indispensáveis o ano inteiro.

Não importa em qual época você viaje, tem que tomar muito cuidado nas estradas, porque a Tasmânia carrega o triste título de capital mundial dos atropelamentos de animais. A natureza local é cheia até a borda de animais selvagens, como cangurus, wallabies e wombats, que ao anoitecer se aproximam do asfalto ainda quente. Por isso, recomenda-se fortemente limitar a velocidade após o escurecer para no máximo 65 km/h, ou até não dirigir de noite, para proteger tanto a fauna única quanto o seu carro alugado.

Onde se hospedar

💡 Dica de hospedagem e experiências: Nós preferimos procurar hospedagem no Booking.com, onde costumam ter as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.

Procurar hospedagem na Tasmânia exige pensamento estratégico, porque fora das grandes cidades você encontra uma capacidade bem limitada, que na alta temporada some num ritmo inacreditável. Em Hobart, que provavelmente vai te servir como ponto de partida, você encontra uma ampla variedade de opções, de prédios históricos a hotéis modernos à beira-mar. Se você procura algo realmente especial, reserve um quarto no icônico MACq 01 Hotel, na orla, que funciona como um chamado storytelling hotel, onde cada parte conta histórias do passado da ilha. Uma ótima alternativa, e um pouco mais acessível, bem no centro da ação, é o popular Hotel Grand Chancellor Hobart, de onde você chega a tudo a poucos passos.

A base para seus passeios no norte provavelmente vai ser Launceston, que agrada os amantes de boa comida e vinho e oferece uma atmosfera um pouco mais tranquila que a capital. Uma boa reputação por aqui construiu o moderno Hotel Verge Launceston, que os viajantes elogiam pelo restaurante excelente e pela localização estratégica perto de todos os principais pontos turísticos. Ao seguir para o litoral leste, rumo ao famoso parque nacional Freycinet, procure hospedagem no vilarejo de Coles Bay, onde há, por exemplo, o lindo resort Edge of the Bay, à beira da água e com uma vista fascinante para a paisagem.

Um capítulo à parte é o parque nacional Cradle Mountain, onde a demanda na temporada supera em muito a oferta e os preços sobem a alturas astronômicas. A principal lodge do parque às vezes recebe críticas pelo que você recebe pelo dinheiro que paga, então os locais aconselham olhar melhor o Cradle Mountain Hotel, que oferece ótimo conforto por um preço um pouco mais razoável. Independentemente da área que você escolher, recomendo fortemente resolver as reservas por portais como o Booking com vários meses de antecedência, senão vão sobrar só as opções mais caras ou as pior avaliadas.

Onde comer bem na Tasmânia

Procurar uma comida excelente na Tasmânia é um prazer, porque os chefs locais têm à disposição os melhores ingredientes frescos direto das fazendas e do oceano. Em Hobart, considere sem dúvida uma reserva no restaurante Fico, que mistura a cozinha italiana com ingredientes australianos. A fama ele conquistou com razão e cada prato ali vale a pena. Se você está mais a fim de um clássico rápido, a maioria das pessoas vai comer fish and chips no Mures Lower Deck, bem no porto, onde há sempre um agradável agito (vegetarianos vão achar opções nas barraquinhas ao redor).

E o resto da ilha? Em Launceston recomendo uma parada no Stillwater, que fica num moinho histórico reformado do século XIX. Além da comida de altíssimo nível, você vai adorar também a vista para o rio. Ao viajar pelo litoral leste, não pode deixar de passar pela famosa Freycinet Marine Farm. As ostras aqui são tiradas direto da água e os amantes de frutos do mar juram por ela ☺️.

20 dicas do que ver e viver na Tasmânia

Escolher o melhor de toda a ilha não é nada fácil, porque cada parte da Tasmânia oferece uma aventura um pouco diferente. Mas seja você em busca de picos dramáticos de montanha, praias intocadas de areia branca ou lugares históricos únicos, com estas vinte dicas você certamente monta um roteiro incrível.

Alguns lugares você percorre em poucas horas; para outros, é melhor reservar o dia inteiro, para não ter pressa. Não esqueça só de levar no carro bastante lanche e uma boa playlist, porque você vai passar boa parte do tempo admirando vistas deslumbrantes direto do banco do motorista 😉.

1. Hobart e o Salamanca Market de sábado

A capital da Tasmânia vai te encantar na hora com sua atmosfera relaxada, a anos-luz do ritmo agitado das metrópoles do continente. A cidade fica num pitoresco estuário do rio Derwent, suas ruas são cercadas por uma arquitetura colonial do século XIX lindamente preservada e, ao mesmo tempo, do centro você chega à natureza selvagem em menos de meia hora — é essa combinação que mais encanta os viajantes em Hobart.

Se você vier num fim de semana, de jeito nenhum pode perder o Salamanca Market de sábado, que está entre as melhores feiras de todo o hemisfério sul. Ela acontece bem entre os históricos armazéns de arenito e oferece centenas de barracas, onde você compra de tudo, de souvenirs artesanais a fantásticas iguarias locais. Recomendo sem dúvida provar um café recém-torrado e parar nas barracas com ótimas especialidades vegetarianas, queijos tasmanianos e pães frescos.

💡 Dica: A feira fica mais cheia por volta do meio-dia, então recomendo sair logo de manhã, por volta das oito, quando você ainda consegue conversar tranquilamente com os artesãos locais.

2. Museu MONA

O Museum of Old and New Art, abreviado MONA, mudou completamente, anos atrás, a forma como o mundo enxerga a Tasmânia como destino. Seu fundador, David Walsh, o descreve com ironia como uma Disneylândia subversiva para adultos, o que capta com perfeição a atmosfera bizarra e fascinante desse lugar. A maioria das galerias fica no subsolo, sem janelas, e toda a visita é concebida mais como uma experiência provocativa, feita para te fazer pensar sobre a vida, a morte e a arte de uma perspectiva completamente diferente.

A entrada para adulto sai por cerca de 39 AUD e, em 2026, o museu se orgulha, entre outras coisas, da exposição de Julian Charrière chamada Hard Core e da mostra de Anselm Kiefer. Mesmo que você não seja um fã fervoroso de arte moderna, os locais juram que a MONA não vai te deixar indiferente e você vai pensar nela por muito tempo depois de voltar para casa. Além disso, o museu tem uma arquitetura fantástica, que se enterra fundo no penhasco de arenito sobre o rio Derwent.

💡 Dica: O próprio trajeto até o museu já é uma experiência, se você usar o catamarã especial que sai do porto de Hobart, no qual você pode pagar um extra pela área VIP com bebida à vontade.

3. kunanyi (Mount Wellington)

Bem acima de Hobart se ergue, a 1.271 metros de altura, a majestosa montanha kunanyi, também conhecida como Mount Wellington, que forma o cenário inseparável da cidade. Até o próprio pico leva uma estrada asfaltada de 22 quilômetros, a Pinnacle Road, então você chega lá de carro comum em menos de meia hora, e a entrada no parque ainda é gratuita — o que o coloca entre as áreas de alta montanha mais acessíveis da Austrália.

Lá em cima reina um clima de tundra rigoroso, e as vistas da cidade, do rio Derwent e das ilhas distantes são absolutamente de tirar o fôlego em dias claros. Mas você tem que contar que o clima aqui é extremamente instável e a neve pode te surpreender no pico tranquilamente até em plenas férias de verão. Por isso, leve sempre uma jaqueta quente contra o vento, mesmo que lá embaixo, na cidade, você esteja passeando só de camiseta.

💡 Dica: Quando há alto risco de incêndios florestais, a estrada de acesso é fechada por segurança, então antes de subir sempre confira a situação atual no site do parque.

4. Battery Point e a Hobart colonial

Logo atrás da movimentada área de Salamanca Place fica o histórico bairro de Battery Point, batizado em homenagem a uma antiga bateria de artilharia de 1818. Hoje você não encontra mais nenhum canhão ali, mas o bairro preservou perfeitamente seu caráter marítimo do século XIX, com ruelas estreitas e casinhas. Um passeio por essa área é como uma viagem no tempo, na qual você admira construções coloniais perfeitamente restauradas e jardins bem cuidados.

O coração de todo o bairro é o icônico Arthur Circus, um pitoresco parquinho circular cercado pelas casas operárias originais, que hoje estão entre os imóveis mais caros da cidade. Não deixe de conhecer também a famosa Kelly’s Steps, que são uma escadaria histórica de pedra ligando esse bairro elevado direto à orla do porto. Todo o passeio é totalmente gratuito e leva mais ou menos uma a duas horas, dependendo de quantas vezes você parar nas cafeterias locais.

💡 Dica: A melhor atmosfera Battery Point tem no fim da tarde, quando as ruas ganham um tom dourado e o movimento turístico das feiras próximas vai aos poucos se acalmando.

5. Jardim Botânico e a estufa subantártica

A um curto trajeto do centro de Hobart ficam os lindos Royal Tasmanian Botanical Gardens, que oferecem uma fuga perfeita do agito da cidade para um oásis de tranquilidade. A entrada nos jardins é totalmente gratuita e você encontra ali uma coleção incrível de árvores históricas, grandes gramados ideais para um piquenique à tarde e jardins japoneses cuidadosamente mantidos. Os jardins foram fundados já em 1818, o que os torna o segundo jardim botânico mais antigo de toda a Austrália.

Mas o principal motivo para vir até aqui é a exclusiva Subantarctic Plant House, que não tem igual em nenhum outro lugar do mundo. Neste pavilhão especialmente refrigerado você encontra plantas trazidas da rigorosa ilha Macquarie Island, e o interior simula fielmente aquele clima gelado, a neblina e o som do vento. É uma experiência absolutamente fascinante, na qual você sente na pele as duras condições da natureza subantártica sem precisar sair da cidade.

💡 Dica: Os jardins são enormes, então reserve ao menos duas horas para a visita, para ter tempo de explorar com calma todos os caminhos escondidos e as estufas.

6. Cascades Female Factory

A Tasmânia tem um passado penitenciário muito sombrio, e um dos lugares mais impactantes ligados a essa história é a Cascades Female Factory. Este complexo, hoje inscrito na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, funcionou no século XIX como uma enorme prisão feminina e campo de trabalho. Ao longo de décadas passaram por aqui milhares de mulheres e crianças, deportadas da Grã-Bretanha por delitos muitas vezes totalmente banais.

A entrada básica sai por cerca de 35 AUD para adulto e 90 AUD para a família inteira, sendo que o complexo abre todos os dias das nove e meia da manhã às quatro e meia da tarde. Mesmo que dos prédios originais tenham restado, em grande parte, só as paredes externas, as histórias contadas pelos guias sobre a vida dura das presas da época com certeza vão te arrepiar. A exposição é feita de forma incrivelmente sensível e dá voz a mulheres cujos destinos foram, por longas décadas, completamente esquecidos.

💡 Dica: Para intensificar a experiência, recomendo pagar um extra pela visita dramatizada com atores, que te transporta para a dura realidade da vida da época muito melhor que o roteiro tradicional.

7. Port Arthur

A sudeste de Hobart fica a lendária Port Arthur, de longe o ponto histórico mais famoso de toda a ilha. Esta enorme colônia penal, para a qual foram enviados no século XIX mais de oitenta mil condenados, estava entre as prisões mais rigorosamente vigiadas de todo o Império Britânico. Hoje todo o complexo está sob a proteção da UNESCO e atrai, anualmente, mais de um quarto de milhão de visitantes do mundo todo, que querem sentir sua atmosfera sombria.

Ao caminhar pelas ruínas da enorme prisão e pelos jardins que os próprios presos construíram, é difícil acreditar que este lugar foi real. O lugar tem também seu capítulo trágico moderno, mas hoje serve principalmente como um deslumbrante museu a céu aberto, que documenta em detalhes o sistema brutal do trabalho penal da época. A entrada normalmente vale por dois dias e inclui também uma curta travessia de barco até a próxima ilha dos mortos.

💡 Dica: Se você tem estômago para isso, fique em Port Arthur até o escurecer e participe da famosa visita noturna com narração de histórias de fantasmas e lendas dos locais.

8. Bruny Island

Se você quer provar o melhor que a natureza e a gastronomia tasmanianas oferecem de forma concentrada, precisa ir até a próxima ilha de Bruny Island. Você chega aqui num curto ferry do vilarejo de Kettering e, logo depois de desembarcar, é recebido por uma paisagem litorânea rústica, com faróis e praias infinitas. A ilha é, na prática, dividida em uma parte norte e uma parte sul, ligadas por um estreito istmo de areia chamado The Neck, com um mirante icônico acessível por escadas de madeira.

Além da natureza deslumbrante, os viajantes vêm até aqui principalmente pela comida excelente, porque a ilha funciona como uma enorme despensa local. Você pode passar o dia inteiro dirigindo entre pequenas fazendas e provando queijos absolutamente fantásticos da famosa queijaria local, pão recém-assado ou uma ótima cerveja artesanal. Se você tem qualquer coisa parecida com um fraco por boa comida, Bruny Island vai te conquistar — basta um dia indo de fazenda em fazenda e provando o que aparecer.

💡 Dica: Os ferries para a ilha costumam ficar muito lotados na alta temporada, então chegue ao porto com bastante antecedência, para não ter que esperar sem necessidade pela próxima travessia.

9. Maria Island e os wombats

Na viagem pelo litoral leste, você não pode deixar de fazer o desvio até o porto de Triabunna, de onde sai o ferry para a fascinante ilha de Maria Island. A passagem de ida e volta sai por 59 AUD para adulto, e a travessia de trinta minutos te leva a um lugar onde o tempo parou e onde vigora a proibição rigorosa de entrada de qualquer veículo motorizado. Na ilha, você só pode se locomover a pé ou de bicicleta alugada, o que só intensifica a sensação de isolamento total da civilização.

Mas o principal motivo pelo qual todo mundo vem até aqui é a incrível concentração de animais selvagens, que às vezes rende à ilha o apelido de arca de Noé tasmaniana. São justamente os fofos wombats que pastam despreocupados pelos gramados e deixam você chegar bem perto deles, algo que raramente acontece na natureza selvagem. Além dos animais, você encontra aqui também as deslumbrantes formações geológicas Painted Cliffs, às quais chega depois de pouco menos de cinco quilômetros de caminhada tranquila.

💡 Dica: Os penhascos Painted Cliffs, lindamente coloridos por óxido de ferro em faixas vermelho-alaranjadas, só são acessíveis na maré baixa, então confira antes as tabelas de marés.

10. Bicheno e os pinguins

O vilarejo litorâneo de Bicheno é uma parada ideal para repor os suprimentos e descansar enquanto você explora o litoral leste. As praias locais, de areia branca fina e água turquesa, convidam a caminhadas, enquanto perto da costa você pode admirar de graça o fenômeno natural chamado blowhole, onde as ondas do mar, sob pressão, jorram das fendas nas rochas bem alto no ar. É um lugar muito tranquilo, com uma agradável atmosfera sonolenta, onde o tempo se mede mais pela maré que pelo relógio.

Mas ao cair da noite acontece aqui o espetáculo principal, que tornou Bicheno famosa. Nas praias locais voltam do mar os pequenos pinguins-azuis e você pode participar de uma visita noturna organizada por 56 a 76 AUD, para observá-los em seu ambiente natural. Os guias usam luzes especiais bem suaves, que não incomodam os animais, e assim você tem a chance única de ver essas aves atrapalhadas bem de pertinho.

💡 Dica: De jeito nenhum tente procurar os pinguins por conta própria com lanterna ou flash de câmera, porque você poderia cegá-los e atrapalhar a nidificação deles.

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11. Wineglass Bay e Freycinet

O parque nacional Freycinet é a joia do litoral leste e o lar da praia provavelmente mais fotografada de toda a ilha. O caminho até o famoso mirante da baía de Wineglass Bay, que pela sua forma lembra uma taça de vinho perfeita, tem cerca de 2,6 quilômetros e a subida leva de uma hora a uma hora e meia. É uma trilha de dificuldade média, na qual você sua bastante, mas aquela vista lá de cima para a água incrivelmente azul e a areia branca vale a pena todo o esforço.

Muitos turistas, depois de fotografar o panorama, dão meia-volta e retornam ao carro, mas os viajantes recomendam fortemente seguir pela trilha para baixo, direto até a praia. Se você fizer o circuito inteiro de onze quilômetros passando pela praia Hazards Beach, escapa das principais multidões e vive a verdadeira beleza intocada do parque, sendo que a trilha toda leva mais ou menos de quatro a cinco horas. Para os aventureiros mais preparados, existe também uma subida íngreme até a montanha Mount Amos, de onde a vista para a baía é absolutamente imbatível.

💡 Dica: Antes de começar a caminhada, sempre confira os avisos atuais no site oficial dos parques nacionais, porque às vezes há manutenção das trilhas ou risco de incêndios.

12. Cape Tourville e Friendly Beaches

Se você não tem tempo ou energia suficientes para longas caminhadas, o parque nacional Freycinet oferece também alternativas bem mais fáceis para aproveitar a natureza deslumbrante daqui. Uma ótima opção é o circuito panorâmico ao redor do farol no cabo Cape Tourville, que você percorre em agradáveis vinte minutos. A passarela de madeira serpenteia bem acima dos penhascos e oferece vistas panorâmicas fantásticas para o litoral recortado e o oceano infinito, sendo que você enfrenta apenas uma leve subida, então a trilha não é totalmente acessível para cadeirantes.

Outra pérola escondida do parque, que muitos turistas não conhecem, são as extensas praias Friendly Beaches, na borda norte da área protegida. Até elas leva uma estrada de cascalho de nove quilômetros, mas no fim dela você encontra quilômetros de areia branca intocada, onde você pode muito bem estar completamente sozinho. Há também aqui um camping básico, disponível sem custo adicional, se você já comprou o seu Parks Pass.

💡 Dica: As vistas do farol Cape Tourville são especialmente mágicas cedinho de manhã ao nascer do sol, quando as rochas de granito ao redor ganham tons incríveis de rosa e laranja.

13. Bay of Fires

Bem no nordeste da ilha se estende a região de Bay of Fires, que a prestigiosa emissora BBC certa vez colocou entre os oito melhores destinos de praia do mundo, e não é à toa. Esta longa faixa de litoral se caracteriza por sua areia branca ofuscante, pela água turquesa incrivelmente limpa e principalmente pelos enormes rochedos de granito, cobertos por um líquen laranja-vivo. É justamente esse contraste dramático de cores que faz você não largar a câmera das mãos.

Uma ótima base para explorar essa região é o vilarejo de St Helens, a cerca de duas horas de carro de Launceston, de onde você chega facilmente à entrada sul, em Binalong Bay. Toda a baía de Bay of Fires se estende por quilômetros rumo ao norte e oferece infinitas possibilidades para longas caminhadas por praias vazias, coleta de conchas ou apenas contemplação do oceano. A entrada nesta área protegida ainda é totalmente gratuita, então você pode passar aqui tranquilamente vários dias só absorvendo aquela incrível atmosfera litorânea.

💡 Dica: O nome Bay of Fires não surgiu por causa das pedras alaranjadas, mas do capitão Tobias Furneaux, que do navio viu as fogueiras dos povos nativos ardendo ao longo do litoral.

14. Launceston e Cataract Gorge

Launceston é a segunda maior cidade da ilha e oferece uma atmosfera completamente diferente da litorânea Hobart. Fica bem no interior, na confluência de três rios, e se orgulha de uma arquitetura vitoriana lindamente preservada, de muitos ótimos parques e de uma excelente cultura do café. Mas a maior atração de todas, que fica surpreendentemente perto do próprio centro, é o fascinante desfiladeiro natural Cataract Gorge, onde a entrada é totalmente gratuita.

Este profundo desfiladeiro de rio, cercado por penhascos íngremes, parece ter sido trazido de uma parte completamente diferente do mundo. Você pode passear aqui por uma ponte suspensa, nos meses de verão se refrescar na piscina pública First Basin ou observar os pavões que passeiam pelos gramados. Uma experiência que dizem que você não pode perder por aqui é o passeio no teleférico histórico com o maior trecho de vão único do mundo (inteiros 308 metros), que sai por cerca de dez a vinte dólares.

💡 Dica: O desfiladeiro é especialmente impressionante depois de chuvas fortes, quando o rio, normalmente tranquilo, se transforma numa força estrondosa, que se lança sobre os rochedos gigantes pelo cânion estreito.

15. Tamar Valley e os vinhos espumantes

Logo depois de Launceston se estende o pitoresco vale de Tamar Valley, que é a mais antiga e a maior região vinícola de toda a Tasmânia. Você encontra aqui mais de trinta vinícolas diferentes, espalhadas pelas encostas suaves ao redor do rio e oferecendo vistas fantásticas para a paisagem. O clima local, mais frio, é absolutamente ideal para o cultivo de variedades como pinot noir e chardonnay, das quais nascem aqui vinhos realmente excelentes.

O vale é famoso principalmente por uma especialidade específica: a produção de vinhos espumantes de altíssimo nível, que estão entre os melhores de toda a Austrália. Os viajantes e amantes de vinho elogiam demais as degustações locais, porque, ao contrário das grandes vinícolas comerciais do continente, aqui você muitas vezes tem a chance de conversar diretamente com os próprios produtores. É uma experiência muito relaxada e acolhedora, na qual você admira as vistas dos vinhedos e prova excelentes queijos locais, que harmonizam perfeitamente com o vinho.

💡 Dica: Para explorar o vale sem preocupações, recomendo reservar um tour organizado saindo de Launceston, para não ter que se preocupar em dirigir e poder aproveitar as degustações ao máximo.

16. Campos de lavanda Bridestowe

A cerca de uma hora de carro a nordeste de Launceston fica um lugar que parece saído de um catálogo sobre a Provença francesa. A Bridestowe Lavender Estate é uma das maiores fazendas de lavanda do mundo e quando os campos florescem nos meses de verão, a paisagem se transforma num mar infinito de um roxo intenso. O ar, nessa época, fica totalmente impregnado de um perfume inebriante, e a vista das fileiras perfeitamente curvadas de lavanda que se estendem até o horizonte é simplesmente fantástica.

A alta temporada de floração vai mais ou menos de meados de dezembro ao fim de janeiro, quando a fazenda fica lotada sob a enxurrada de fotógrafos e amantes da natureza. A entrada na propriedade é, no momento, gratuita, mas confira antes da viagem no site oficial deles, porque isso pode mudar. Os visitantes elogiam muito a cafeteria local, onde você pode provar as mais diversas especialidades de lavanda, incluindo o popular sorvete, que não é só delicioso, mas também fica ótimo nas fotos.

💡 Dica: Se você quer evitar as maiores multidões no pico da floração, chegue logo na abertura, quando a luz para fotos é a melhor mesmo e você tem as fileiras só para você.

17. Cradle Mountain e Dove Lake

O parque nacional Cradle Mountain é, sem dúvida, o marco natural mais icônico de toda a ilha e um lugar que não pode faltar em nenhum roteiro. O pico serrilhado da montanha, erguendo-se sobre as águas escuras do lago glacial Dove Lake, é um cenário que quase todo mundo conhece de cartões-postais e folhetos. Dada a enorme popularidade, aqui funciona um sistema bem elaborado de ônibus circulares obrigatórios, que te levam do centro de visitantes direto até o lago, protegendo assim a frágil natureza local.

Para a maioria dos visitantes, o objetivo principal é o confortável circuito de seis quilômetros ao redor do próprio lago, que você faz em duas a três horas sem grande esforço. Mas se você quer uma aventura de verdade, encare a desafiadora subida até o próprio topo do Cradle Mountain, que é uma trilha de cerca de oito horas, incluindo escaladas íngremes por enormes rochedos. Outra parada popular no parque é a curta, mas mágica, caminhada de vinte minutos Enchanted Walk, onde, numa floresta cheia de musgo, você vai se sentir dentro de um conto de fadas. O ideal é reservar para essa região ao menos dois a três dias, para poder encarar trilhas mais longas ou descansar nos spas locais com vista para a natureza.

💡 Dica: Nas planícies gramadas ao redor da parada de ônibus Ronny Creek costumam aparecer com muita frequência wombats selvagens, especialmente no fim da tarde, quando saem em busca de comida.

18. Overland Track

Para os amantes de treks de vários dias, a Tasmânia representa um dos maiores destinos dos sonhos, graças à famosa trilha Overland Track. Este trek lendário tem sessenta e cinco quilômetros e normalmente leva seis dias de caminhada pela paisagem mais selvagem e remota da ilha. A trilha começa justamente em Cradle Mountain e segue por um terreno montanhoso rústico, atravessando vales profundos, florestas milenares e turfeiras até o lindo lago Lake St Clair, no sul.

Mas fazer esse trek exige um planejamento realmente cuidadoso e um bom condicionamento físico, porque você precisa carregar toda a comida e o equipamento nas costas. Na alta temporada, de outubro a maio, além disso, a reserva prévia da permissão é totalmente obrigatória e o sentido da caminhada é estritamente definido de norte a sul, para evitar congestionamentos na trilha. O preço dessa permissão sobe sem parar; atualmente sai em torno de trezentos dólares, mas confira sempre o valor exato com bastante antecedência no site dos parques nacionais.

💡 Dica: O clima no trek é extremamente instável e uma tempestade de neve pode te prender num abrigo até em pleno verão, então não subestime a qualidade do equipamento nem a quantidade de comida reserva.

19. Strahan, Gordon River e Queenstown

O litoral oeste da Tasmânia é selvagem, inóspito e incrivelmente fascinante, e seu centro simbólico é o pequeno vilarejo pesqueiro de Strahan. A maioria das pessoas vem até aqui pelos famosos passeios panorâmicos pelo escuro rio Gordon River, que te levam bem fundo no coração da natureza selvagem intocada, inscrita na lista da UNESCO. Durante o passeio você vê o sinistro estreito Hells Gates e as ruínas da antiga colônia penal em Sarah Island, uma experiência que os viajantes recordam com muito carinho.

No caminho rumo ao oeste você com certeza vai passar pelo vilarejo minerador de Queenstown, que à primeira vista te choca com sua paisagem lunar completamente nua. Décadas de mineração implacável de cobre e a chuva ácida das fundições destruíram aqui praticamente toda a vegetação das colinas ao redor, embora a natureza esteja, nos últimos anos, começando aos poucos a voltar. E mais uma coisa: se você tiver uma manhã livre, vale a pena encarar a histórica ferrovia de cremalheira a vapor West Coast Wilderness Railway (ela atravessa a densa floresta e as vistas das janelas valem a pena).

💡 Dica: A estrada que liga Hobart a Queenstown é cheia de curvas intermináveis e desfiladeiros íngremes, então reserve bem mais tempo para o trajeto do que você estimaria olhando o mapa.

20. Mount Field e as cachoeiras Russell Falls

O parque nacional Mount Field está entre as áreas protegidas mais antigas da ilha e os viajantes o amam principalmente pela sua ótima acessibilidade a partir da capital. Fica a cerca de uma hora de carro a oeste de Hobart e, numa área relativamente pequena, oferece uma enorme diversidade, de florestas nas altitudes mais baixas a lagos alpinos lá em cima. Uma grande vantagem é que a entrada está totalmente incluída no seu Parks Pass, então você pode passar aqui o dia inteiro sem custos adicionais.

O maior ímã do parque são, sem dúvida, as lindas cachoeiras Russell Falls, que caem em várias cascatas por samambaias gigantes e rochas cobertas de musgo. O caminho até elas é totalmente fácil, plenamente acessível para cadeirantes e, do centro de visitantes, você chega em apenas vinte minutos, o que as torna uma parada ideal para qualquer um. Se você tiver mais energia, pode continuar por uma trilha mais íngreme até outras cachoeiras da região ou seguir de carro até o lago Lake Dobson, onde começam as trilhas de alta montanha mais longas.

💡 Dica: Se você ficar no parque até escurecer por completo, leve uma lanterna e caminhe pela trilha até as cachoeiras, onde, nas margens úmidas, brilham centenas de pequenos vaga-lumes.

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O sabor da Tasmânia: whisky, vinho e queijos

A Tasmânia se tornou, nos últimos anos, um dos destinos gastronômicos mais prestigiados do mundo, e seus produtos vêm construindo aos poucos uma bela reputação internacional. Se você gosta de bebidas de qualidade, vai adorar saber que a destilaria local Sullivans Cove conquistou, em 2014, o título de melhor single malt whisky do mundo, sendo a primeira da história a derrotar a concorrência da Escócia e do Japão. Outro nome enorme é a marca local Lark, e você pode aproveitar degustações fantásticas por toda a ilha.

Os amantes de vinho vão se sentir no paraíso, porque o clima mais frio combina perfeitamente com variedades como pinot noir e com a produção de vinhos espumantes de altíssimo nível. Vá às degustações nos famosos vales Tamar Valley ou Coal River Valley, onde os produtores locais vão te guiar animados por seus pitorescos vinhedos e te deixar provar o melhor de suas adegas. Ao bom drinque, claro, se junta também a boa comida, e a Tasmânia se destaca principalmente na produção de fantásticos queijos artesanais, que valem uma ida à já mencionada Bruny Island.

A ilha, no passado, era frequentemente apelidada de Apple Isle graças à enorme exportação histórica de maçãs, e essa tradição é hoje mantida por produtores de excelentes ciders locais, que você encontra em qualquer bar melhorzinho. Os viajantes também elogiam demais as padarias, as barracas das feiras e as cafeterias locais, onde você prova o melhor da colheita local, de trufas frescas a framboesas e mirtilos direto da fazenda. Independentemente do que você decidir provar, pode ter certeza de que foi cultivado ou produzido com o máximo respeito pela natureza rústica ao redor.

Roteiro: 7, 10 ou 14 dias

Planejar a rota pela Tasmânia depende muito do tempo que você tem à disposição, mas em geral recomenda-se dar a volta na ilha no sentido horário, começando em Hobart. Se você tem só 7 dias na ilha, foque principalmente nos destaques do litoral. De Hobart, siga para sudeste até a histórica Port Arthur, depois suba pelo litoral leste até o lindo parque nacional Freycinet e a baía de Wineglass Bay, e dedique os últimos dias às praias do norte de Bay of Fires ou vire rumo ao interior.

Com 10 dias você já pode incluir no roteiro a maior joia montanhosa da ilha e aproveitar a viagem num ritmo bem mais tranquilo. Depois de explorar o litoral leste, você vai ter tempo suficiente para o deslocamento até Launceston (de Hobart são cerca de 198 quilômetros) e, em seguida, para uma parada de dois dias no parque nacional Cradle Mountain, que fica mais 140 quilômetros a oeste. Ainda sobra espaço para degustações de vinho em Tamar Valley ou para observar os pinguins no litoral leste, sem estresse desnecessário ao volante.

Para um circuito completo, incluindo o litoral oeste selvagem e remoto, reserve idealmente 14 dias. Esse plano permite que você explore o misterioso rio Gordon River em Strahan, atravesse a fascinante paisagem lunar ao redor de Queenstown e volte para Hobart pelas terras altas centrais. Lembre sempre que as distâncias no mapa enganam horrores e o deslocamento de Hobart até Cradle Mountain (293 quilômetros) leva, pelas estradas sinuosas, quase quatro horas de direção pura, então não planeje trechos diários longos demais.

Para onde ir a seguir

Se você se interessa por explorar os antípodas e pensa num roteiro mais amplo, dê uma olhada no nosso artigo Férias na Austrália: os 30 lugares mais lindos + dicas práticas, onde você encontra bastante inspiração. Para quem vai combinar a visita à Tasmânia com as cidades do continente, vai ser útil o guia Melbourne, Austrália: 23 dicas do que ver e fazer ou o artigo detalhado Adelaide, Austrália: 18 dicas do que ver e fazer. E se você quer um contraste tropical com a natureza rústica da Tasmânia, não deixe de conferir as dicas sobre a Grande Barreira de Corais: passeios, preços e como vivê-la. Já a logística dos longos deslocamentos é resolvida no nosso Road trip pela Austrália: vistos, rotas, preços.

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Perguntas frequentes

Quantos dias na Tasmânia?

Para um passeio rápido pelos lugares litorâneos mais famosos, 7 dias serão suficientes, mas para conhecer a ilha com mais calma, incluindo a costa oeste e as montanhas, reserve de 10 a 14 dias. A Tasmânia engana pela aparência e os deslocamentos pelas estradas sinuosas levam muito mais tempo do que parece no mapa.

Voo ou balsa?

Voos de Melbourne ou Sydney são muito rápidos e frequentemente a opção mais barata, se você alugar o carro no destino. A balsa Spirit of Tasmania vale mais a pena para viajantes que têm seu próprio motorhome e planejam ficar na ilha por muito mais tempo.

Preciso de carro?

Sim, sem carro próprio ou alugado você praticamente não consegue se virar na Tasmânia, porque o transporte público fora das principais cidades é extremamente limitado. A maioria dos parques nacionais e praias isoladas é acessível exclusivamente por conta própria, então o carro é uma necessidade absoluta.

O que é o Parks Pass e qual vale a pena?

O Parks Pass é uma permissão obrigatória para entrada nos parques nacionais, e se você está planejando um roadtrip clássico pela ilha, o mais vantajoso sem dúvida é o Holiday Pass de dois meses. Ele custa 98,35 AUD por veículo e cobre suas entradas em todos os parques, com exceção da taxa do ônibus shuttle em Cradle Mountain.

Qual é a melhor época?

Para trilhas a pé e atividades ao ar livre, o período mais adequado é o verão, de dezembro a fevereiro, quando os dias duram até quinze horas, mas você precisa contar com grandes multidões de turistas. A primavera e o outono oferecem cores lindas e mais tranquilidade, enquanto no inverno você pode observar a aurora austral no sul da ilha e economizar na hospedagem.

A Tasmânia é cara?

Para turistas, a Tasmânia pode ser bastante cara, especialmente no que diz respeito à hospedagem em localidades menores perto dos parques nacionais durante a temporada de verão. Os preços de comida em restaurantes são um pouco mais altos que em Sydney, mas você pode economizar muito dinheiro comprando alimentos em supermercados e acampando.

Um dia é suficiente em Cradle Mountain?

Para uma caminhada rápida ao redor do lago Dove Lake e algumas fotos, um dia será suficiente, mas você vai perder muitas experiências. O ideal é reservar pelo menos dois ou três dias para esta área, para poder fazer trilhas mais longas ou descansar nos spas locais com vista para a natureza.

Wineglass Bay: só o mirante ou descer até embaixo?

A subida até o mirante leva cerca de uma hora a uma hora e meia e oferece a vista icônica da baía, mas lá em cima costuma ter uma multidão enorme. Por isso, os viajantes recomendam fortemente dedicar mais tempo ao circuito completo de onze quilômetros e descer diretamente até a praia, onde você terá uma tranquilidade incrível sem as multidões.

Vou ver um diabo-da-tasmânia?

Na natureza selvagem, sua chance de avistar um diabo-da-tasmânia é praticamente nula, porque esses animais são muito tímidos, ativos à noite e sofrem de uma doença facial grave que reduziu drasticamente sua população. Mas a garantia são os centros de resgate e reservas, como o Bonorong perto de Hobart, onde você pode conhecê-los cara a cara.

É seguro dirigir depois do anoitecer?

Definitivamente não é seguro e as locadoras de carros frequentemente avisam sobre isso, porque a Tasmânia tem uma quantidade enorme de animais atropelados nas estradas. Cangurus e vombates são muito ativos ao anoitecer, por isso você deveria dirigir no máximo a 65 km/h à noite, ou idealmente viajar apenas durante a luz do dia.

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