O continente vermelho “Down Under” deveria ser visitado pelo menos uma vez na vida por todo viajante. Brincar com cangurus, observar coalas preguiçosos, mergulhar na Grande Barreira de Coral ou assistir ao nascer do sol no mágico Uluru são experiências que ficam marcadas para sempre. E apesar da Austrália ter fama de país caro, é totalmente possível viajar por lá gastando pouco. A melhor forma de conhecer o país é fazendo um roadtrip pela Austrália, que graças ao camping ao ar livre e à cozinha improvisada na estrada, reduz seus custos ao mínimo. Vamos conferir tudo o que você precisa saber para planejar a viagem perfeita!
Neste guia sobre a Austrália, vou te ajudar com:
- Passagens aéreas e seguro viagem
- Vistos de turismo
- Escolha da rota ideal
- Aluguel de carro
- Camping na Austrália
- Preços na Austrália
Passagens aéreas e seguro viagem
Se você vai voar para a Austrália saindo do Brasil, a passagem aérea será um dos seus maiores gastos. Claro, com um pouco de sorte, é possível encontrar passagens de ida e volta em promoção por cerca de 3.500 €, mas o mais realista é contar com o dobro disso.
Uma ótima estratégia para chegar ao continente vermelho é voar a partir da Nova Zelândia ou incluir a Austrália durante uma viagem pelo Sudeste Asiático. A partir dessas regiões, há diversas companhias aéreas low cost que oferecem preços bem acessíveis.
Contratar um seguro viagem antes de embarcar é indispensável. Sobre quais seguradoras oferecem a melhor cobertura pelo menor preço, leia mais aqui.
Vistos são obrigatórios para a Austrália
Antes de viajar, não esqueça de providenciar o visto. Para brasileiros, a opção mais comum para estadias de até 3 meses é o visto de turismo (subclass 600), que pode ser solicitado online. O processo é relativamente simples e a maioria dos viajantes recebe a aprovação em poucos dias por e-mail. Fique atento aos prazos e requisitos no site oficial da imigração australiana, pois as regras podem variar. Planeje com antecedência, já que o processo para cidadãos brasileiros exige mais documentação do que para europeus.
Quando fazer um roadtrip pela Austrália
Não existe uma regra universal sobre quando visitar o continente vermelho. A sua decisão vai depender de quais regiões da Austrália você pretende conhecer. Apesar de a maioria de nós imaginar o país como uma planície árida e escaldante, a verdade é que no território australiano existem 6 zonas climáticas diferentes.

Muitos viajantes escolhem o verão australiano (de dezembro a fevereiro) para visitar o país. Nessa época, você encontrará multidões de mochileiros pela estrada em busca de bom tempo e temperaturas altas. O litoral leste e sul do continente é uma excelente escolha nesse período, especialmente se você quer curtir surf ou snorkeling. Porém, no outback, viajar no verão pode ser bem desconfortável — e algumas trilhas são fechadas para evitar que turistas imprudentes se aventurem em temperaturas extremas.
Os próprios australianos preferem explorar o “red centre” durante o inverno do hemisfério sul. O período de junho a setembro oferece temperaturas agradáveis e campings menos lotados. Se você decidir viajar pela Austrália nessa época, não esqueça que no sul do continente faz frio de verdade — estamos falando de temperaturas que podem cair abaixo de zero. Nós não estávamos preparados para isso e algumas noites geladas em claro ficarão gravadas na memória para sempre.
Rotas ideais: por onde ir
Na internet, você vai encontrar várias rotas populares que priorizam o máximo de experiências com o mínimo de tempo dentro do carro. Provavelmente a mais famosa é a rota leste, que vai de Sydney ou Brisbane para o norte até Cairns. A grande atração desse trajeto é a Grande Barreira de Coral. Se você ama o oceano, surf e mergulho, essa rota é perfeita para você.
Um pouco menos percorrida é a rota pelo centro do país, cujo grande destaque — ou melhor, destaque vermelho — é o Uluru. Você parte de Adelaide e termina em Darwin. Essa rota é feita para aventureiros que querem conhecer aquela Austrália dos livros de geografia. A desvantagem são centenas de quilômetros dentro do carro sem ver nada de interessante durante o dia inteiro.

A terceira opção é a rota sul, de Perth a Melbourne. Além de percorrer uma das estradas mais bonitas do mundo — a famosa Great Ocean Road — você ainda pode fazer uma parada na paradisíaca Tasmânia.
Essas rotas são apenas sugestões; no final das contas, você pode montar o roteiro que quiser pela Austrália. Mas é importante calcular bem quantos dias vai precisar para o seu roadtrip personalizado. Nós, depois de muita deliberação, optamos pela rota Sydney – Melbourne – Adelaide – Alice Springs – Darwin. Nossas prioridades eram o red centre e não queríamos deixar Sydney de fora. Em um mês, percorremos quase 9.000 quilômetros e posso recomendar essa rota sem hesitar.
E esse percurso nem precisa ser seu limite. As passagens para a Austrália são caras, então não tenha medo de partir para uma expedição de três meses, cruzando o continente vermelho de ponta a ponta. Conheço gente que literalmente viu tudo na Austrália e rodou mais de 20.000 quilômetros.
Se ficar horas sentado no carro não é a sua praia, você pode combinar o roadtrip com voos domésticos. Na Austrália operam diversas companhias low cost que te levam aonde você precisa por preços bem acessíveis. Dá para alugar carro em qualquer cidade grande, então só vai precisar planejar como resolver a questão do equipamento de camping.
Aluguel de carro
Outro item pesado no orçamento será o aluguel do veículo. Os preços variam bastante e dependem principalmente do tipo de carro que você escolher. Os mais baratos são os compactos, seguidos pelos sedãs comuns, e os mais caros são as campervans, vans e motorhomes. Nós optamos por um Ford Falcon station wagon baratinho, onde coubemos confortavelmente em quatro pessoas com toda a bagagem.

Dependendo da rota escolhida, preste atenção ao tipo de tração do veículo. Se pretende andar por estradas de terra, recomendamos um 4×4. Por outro lado, se você não se incomoda com um pouco de aventura, dá para rodar boas distâncias off-road mesmo com tração em duas rodas.
Um gasto tão importante quanto o aluguel é o seguro do veículo. Fica a seu critério decidir se vai contratar ou não. Você pode optar pelo seguro da locadora (geralmente não é o melhor custo-benefício) ou buscar uma boa oferta em uma seguradora independente. Atenção: mesmo com seguro, a cobertura normalmente não vale para estradas não pavimentadas. Nós contratamos apenas o seguro do para-brisa, que custou 70 AUD (cerca de 42 €). E valeu muito a pena — o vidro dianteiro rachou várias vezes por causa das pedrinhas que voavam dos road trains que passavam.

As locadoras cobram uma taxa extra caso você devolva o carro em uma cidade diferente de onde retirou. É a chamada taxa de one way, que pode chegar a centenas de dólares australianos. No nosso caso, retiramos o carro em Sydney e devolvemos em Darwin, o que custou 200 AUD (cerca de 120 €).
O nosso “navio”, como apelidamos carinhosamente o carro, nos custou aproximadamente 1.700 AUD (cerca de 1.020 €) por um mês, incluindo o seguro do para-brisa e a taxa de one way. Alugamos pela Travellers Autobarn, que posso recomendar de olhos fechados. Para quem vai ficar mais tempo na Austrália, pode valer a pena comprar um carro diretamente. Mas é preciso contar com o risco de problemas mecânicos e reservar tempo suficiente na cidade de destino para vendê-lo.
Evite dirigir ao entardecer e à noite. Existe uma grande probabilidade de atropelar um canguru ou outro animal na estrada.
Antes de embarcar, não esqueça de providenciar a Permissão Internacional para Dirigir (PID), sem a qual você não deve pegar no volante na Austrália. No Brasil, ela é emitida pelo DETRAN e custa em torno de R$ 300. O processo é relativamente rápido.

Camping na Austrália
O wild camping — ou seja, “onde parou, dormiu” — é proibido na Austrália. Para evitar multas pesadas, respeite as regras locais e durma apenas em locais permitidos. A opção mais fácil (e mais cara) é pernoitar em campings pagos. Felizmente, no menor continente do mundo, existem inúmeros campings gratuitos. Para encontrá-los, basta usar aplicativos que mapeiam esses locais.
Compre um chip local com internet para a viagem. Mas saiba que no outback, sinal é artigo de luxo.
Os mais conhecidos são o Camper Mate e o Wiki Camps — recomendamos baixá-los antes da viagem. Além de locais para dormir, nesses apps você encontra chuveiros, lavanderias, postos de gasolina e até Wi-Fi. Um detalhe importante: verifique se o seu veículo possui a classificação “self-contained”. Se tiver, suas opções de camping serão bem mais amplas. Mas não se preocupe — mesmo sem banheiro e pia embutidos no carro, há inúmeros lugares para pernoitar legalmente na Austrália. Nos campings gratuitos, porém, não espere luxo: muitas vezes, o único “equipamento” será um banheiro seco.

Você provavelmente não vai levar todo o equipamento de camping do Brasil, então recomendo levar apenas o essencial. Se pretende alugar uma campervan, a maioria dos itens já estará incluída no aluguel. O resto pode ser comprado a preços acessíveis na rede de lojas Kmart. Nossa turma levou do Brasil apenas um bom saco de dormir, isolante térmico, lanterna de cabeça e filtro de água. Adapte o restante da bagagem às regiões que vai visitar. No outback, não esqueça de levar galões suficientes de água potável, protetor solar e chapéu. Dependendo da região e da época, roupas bem quentes também podem ser essenciais.
Preços na Austrália
Apesar da fama de país caro, os preços na Austrália não são tão absurdos quanto se diz. Na época da visita, infelizmente não anotei um orçamento detalhado, mas sem contar as passagens aéreas, meus gastos totais ficaram em torno de 1.500 € (cerca de R$ 9.000). Passei um mês no continente vermelho, dividi o aluguel do carro com mais 3 amigos, dormimos principalmente em campings gratuitos e cozinhamos nós mesmos. Ou seja, uma viagem econômica de verdade.
O mais vantajoso é comprar comida nos supermercados. Nós sobrevivemos basicamente de macarrão, arroz, feijão, salsichas, pão de forma com pasta de amendoim e homus. Para cozinhar, usávamos tanto nossos fogareiros quanto fogueiras e churrasqueiras públicas, que existem aos montes por todo o país. Quando queríamos nos dar um luxo, comprávamos um frango assado no supermercado, íamos comer um hambúrguer ou fish and chips. Uma boa parte do orçamento também foi para cerveja e vinho, que aproveitávamos praticamente todos os dias na estrada.
O preço da gasolina ou diesel varia bastante dependendo da região onde você vai abastecer.
O litro mais barato que encontramos ficou em torno de 1,3 AUD (cerca de 0,78 €), mas no meio do outback o preço pode passar dos 2 AUD (1,20 €) por litro.
Se você quer curtir a Austrália com todas as mordomias e pagar por atrações como surf, mergulho ou visita a um wildlife park, vai precisar gastar um pouco mais. Os parques nacionais geralmente têm entrada gratuita, com exceção da região de Uluru – Kata Tjuta. Mas não deixe as atrações pagas te desanimar: mesmo assim, é perfeitamente possível montar um roteiro incrível gastando muito pouco.
Livros que recomendamos para planejar um roadtrip pela Austrália
Dicas e truques para viajar pela Austrália
O que levar na malaConfira nosso guia de como fazer a mala, que vai te ajudar nos preparativos. Escolha a mochila certa, conheça gadgets de viagem úteis e não esqueça nada importante em casa. Onde encontrar passagens aéreasProcure passagens baratas no Kiwi, nosso buscador favorito. Não deixe de ler nosso guia de como encontrar passagens baratas. Aluguel de carroCostumamos usar o comparador RentalCars.com, que nos ajuda a escolher a melhor locadora. Reserva de hospedagemBooking.com é nosso buscador de hotéis favorito. Sempre comparamos com a oferta de apartamentos e quartos no Airbnb (desconto especial aqui). Saiba como encontramos hospedagem barata. Não esqueça do seguro viagemSeguro viagem é indispensável. Para viagens mais curtas, escolhemos a AXA (50% de desconto) e para viagens mais longas, a seguradora britânica True Traveller. Veja nossa comparação de seguradoras e escolha a que mais combina com você. |
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