Å e Nusfjord: 6 dicas do que ver e fazer

Conhece aquela sensação de chegar, depois de uma longa viagem, ao verdadeiro fim do mundo? É exatamente assim que se sente na vila de Å, no extremo sul das ilhas Lofoten, na Noruega, onde a famosa estrada E10 termina de uma vez por todas. Aqui te esperam cenários selvagens de tirar o fôlego, casinhas de pescadores num vermelho intenso e o grasnar incessante e onipresente das gaivotas. E logo ali ao lado fica Nusfjord, na Noruega, uma das joias mais bem preservadas do arquipélago.

Enquanto as principais rotas ficam abarrotadas de turistas no verão, você pode mergulhar numa história mais tranquila na vizinha Nusfjord. É uma das vilas de pescadores mais antigas e mais bem conservadas de toda a Noruega, que hoje funciona como um fascinante museu vivo protegido pela UNESCO.

Prepare-se, porém, para o fato de que todos os seus planos vão depender do aplicativo yr.no e de que os preços nos mercados locais talvez te peguem de surpresa. Neste guia vou te mostrar como aproveitar ao máximo esses dois lugares icônicos, para onde fugir das maiores multidões e onde encontrar os rorbu mais charmosos para uma noite nórdica absolutamente inesquecível.

Armazéns amarelos da vila de pescadores de Nusfjord
Foto: Depositphotos

Resumo

  • O fim da estrada: A vila de Å (que se pronuncia como “Ó”) é o ponto mais ao sul das Lofoten acessível de carro e oferece algumas das vistas mais icônicas.
  • Museu vivo: A entrada na pitoresca Nusfjord é paga (cerca de 9 a 13 €), o que, paradoxalmente, filtra muito bem as multidões de turistas.
  • Rorbu tradicional: As duas vilas são o lugar ideal para reservar uma noite nas típicas casinhas de madeira de pescadores sobre palafitas.
  • O clima manda em tudo: Sem o aplicativo meteorológico norueguês yr.no você não dá um passo nas ilhas; os planos precisam mudar de forma flexível conforme a chuva.
  • Custos elevados: Os preços nos supermercados são cerca de duas a três vezes mais altos que no Brasil, e uma refeição em restaurante facilmente sai por 18 a 35 €.
  • Trânsito lento: Na estreita estrada E10 formam-se filas de motorhomes, então sempre meça as distâncias em horas, não em quilômetros.
Quando ir a Å e Nusfjord
Foto: Ximonic, Simo Räsänen / Wikimedia Commons, GFDL
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Quando ir a Å e Nusfjord

Se você sonha com fotos ensolaradas e com o sol da meia-noite, junho e julho são clássicos absolutos. Mas é preciso se armar de muita paciência, porque é justamente nesses meses que as Lofoten ficam lotadas e na estrada E10 acontece uma briga diária por vagas de estacionamento. Pela experiência de muitos viajantes fica claro que o ideal para conhecer a região é reservar sete dias inteiros. Quatro dias são pouco demais, sobretudo quando chega aquela típica frente nórdica e o vento e a chuva castigam as ilhas por três dias seguidos. Por outro lado, duas semanas provavelmente arruinariam por completo o seu orçamento.

Para uma experiência mais tranquila, recomendo considerar os meses de transição, como maio ou setembro. As temperaturas não vão te convidar a tirar o casaco, mas você ganha um espaço incomparavelmente maior nos mirantes e os preços das hospedagens caem um pouco. Em setembro, ainda por cima, a natureza começa a ganhar tons de outono e, com um pouco de sorte de pegar o céu limpo, você pode ver pela primeira vez a mágica aurora boreal.

Não importa quando você vá, o seu melhor amigo será o aplicativo yr.no, sem o qual não se faz nada na Noruega. O clima norueguês é extremamente instável e é perfeitamente possível que, enquanto no sul, em Å, a chuva castiga a costa, algumas dezenas de quilômetros mais ao norte o sol brilha. Por isso vale a pena ter um itinerário flexível na manga e ir atrás das belezas da natureza exatamente onde as nuvens te deixarem. Em vez de fazer um road trip diário, prefira se hospedar num único lugar e fazer apenas saídas em formato de “estrela” pela região.

Onde se hospedar em Å e Nusfjord
Foto: Ximonic (Simo Räsänen) / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Onde se hospedar em Å e Nusfjord

💡 Dica de hospedagem e experiências: Adoramos procurar hospedagem no Booking.com, onde costumam ter as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pela GetYourGuide.

A experiência mais bonita é, sem dúvida, passar a noite numa casinha tradicional de pescadores chamada rorbu. Bem no fim da estrada está o famoso Å Rorbuer, que vai te encantar com a atmosfera autêntica e a vista fantástica para o oceano. É a escolha perfeita se você quiser sair de manhã para caminhar antes de os primeiros ônibus de turismo chegarem. Na alta temporada de verão, no entanto, conte com o fato de que os preços em áreas populares como Reine ou Hamnøy sobem a alturas astronômicas, muitas vezes chegando a uns 320 € por noite, e o estacionamento por aqui costuma custar cerca de 3 € por hora.

Se você procura um refúgio mais luxuoso e tranquilo, reserve pelo Booking uma estadia no Nusfjord Arctic Resort. Você vai ficar bem no coração da vila histórica protegida, longe do movimento principal. À noite, quando os visitantes diários vão embora, Nusfjord se esvazia e você terá aquele lugar mágico de casinhas amarelas e vermelhas praticamente só para você.

Para quem quer explorar bem as Lofoten sem passar horas dentro do carro, uma escolha estratégica é montar base no meio das ilhas, em Ballstad. É um porto pesqueiro ativo, sem firulas, onde você encontra ótimas hospedagens — por exemplo, no complexo Kræmmervika Havn, por cerca de 170 € a noite. Para os mais exigentes, recomendo o lindamente reformado Hattvika Lodge, com sauna privativa e aluguel de caiaques. Uma alternativa muito prática também é a região em torno da cidade de Leknes, que até carece do charme fotogênico, mas oferece supermercados gigantes, o hospital próximo em Gravdal e um ponto de partida ideal para explorar tanto o sul quanto o norte.

6 dicas do que ver e fazer em Å e Nusfjord
Foto: Ximonic (Simo Räsänen) / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

6 dicas do que ver e fazer em Å e Nusfjord

Vamos dar uma olhada detalhada no que você definitivamente não pode perder ao visitar este canto selvagem do norte da Europa. Você vai descobrir onde estacionar, como evitar as maiores multidões e o que exatamente torna essas duas vilas tão especiais.

Vila de Å no fim da E10
Foto: DXR / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

1. O fim da estrada E10 na vila de Å

Só de chegar à vila com o nome mais curto do mundo já é uma experiência enorme. A estrada principal E10 vai se estreitando aos poucos, as pontes ficam cada vez mais dramáticas e as montanhas ao seu redor sobem a alturas inacreditáveis. Mas tenha em mente que aqui as distâncias se medem mais em horas do que em quilômetros. A viagem do centro de Leknes até Å leva cerca de uma hora e dez minutos de carro, enquanto saindo de Svolvær já são mais de duas horas e quinze minutos. Na estreita pista de mão dupla a velocidade costuma ser limitada a 50 km/h, e cada motorhome admirando a paisagem vai atrasar bastante os seus planos.

Quando você finalmente chega ao amplo estacionamento bem no fim do asfalto, te invade aquela sensação de verdadeiro fim do mundo. Do estacionamento partem várias trilhas batidas que vão direto até os penhascos rochosos. Recomendo ir até a beirada extrema do continente, de onde se abre uma vista infinita para o oceano revolto e para as distantes ilhotas de Værøy e Røst, às quais só se chega por uma demorada balsa. É justamente aqui que você sente plenamente a força imensa da natureza nórdica e entende por que tanta gente do mundo todo gosta de vir até aqui.

A própria vilinha de Å é entrecortada por ruelas estreitas e passarelas de madeira que conectam as casinhas de pescadores. Aqui você encontra uma padaria antiga, uma ferraria histórica e um pequeno museu que retrata a vida dura dos moradores locais. Dedique pelo menos duas horas à vila e deixe-se levar pelo seu charme absurdamente fotogênico.

💡 Dica: O estacionamento no fim da estrada E10 costuma ficar irremediavelmente lotado por volta do meio-dia na alta temporada. Venha de preferência bem cedo de manhã ou então mais tarde à noite, quando as multidões se dispersam e você ainda ganha uma luz muito melhor e mais suave para as suas fotos.

Nusfjord como museu vivo pago
Foto: Zairon / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

2. Nusfjord, um museu vivo com entrada paga

Nusfjord se diferencia muito das outras vilas das Lofoten logo à primeira vista. Enquanto a maior parte da região brilha no típico vermelho-falun, as casinhas daqui são pintadas, em grande parte, de amarelo-ocre. A vila fica escondida num fiorde estreito, protegida por todos os lados por paredões rochosos íngremes, o que no passado a tornava um dos portos mais seguros da região. Hoje todo esse lugar mágico está sob proteção da UNESCO e funciona como um fascinante museu vivo.

Para que o lugar preserve seu caráter histórico e não seja destruído pela avalanche de turismo, os moradores criaram uma taxa de entrada na vila. Na temporada, o preço gira em torno de 9 a 13 € por adulto. Essa medida pode soar absurda à primeira vista, mas na prática funciona como um filtro perfeito contra as multidões das excursões em massa, que preferem seguir adiante de graça e deixam você admirar a história em paz.

Graças à entrada paga, você pode passear sem interrupções pelos velhos cais de madeira, espiar a antiga loja de secos e molhados ou conhecer a velha serraria e a oficina de produção de óleo de peixe. Uma surpresa inesperada para os viajantes cansados é o restaurante italiano local, que assa uma pizza fantástica em forno a lenha e oferece uma ótima alternativa vegetariana aos onipresentes frutos do mar.

💡 Dica: Se você se hospedar em Nusfjord ou reservar mesa no famoso restaurante local, não precisa pagar a taxa de entrada na vila. Basta apresentar uma reserva válida no portão e você já pode seguir direto para o centro da ação.

Vila de pescadores com varais de secagem de bacalhau
Foto: Depositphotos
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3. A fascinante tradição de secagem do bacalhau

Quando se fala em Lofoten, a imagem que vem à cabeça da maioria das pessoas são as estruturas de madeira repletas de peixes secando. A pesca de inverno do bacalhau ártico, chamado skrei, é há séculos a base absoluta da economia e da cultura locais. Os peixes são processados aqui de um jeito que praticamente não mudou desde os tempos dos primeiros vikings, e a visão dos gigantescos varais é uma das experiências mais típicas que o norte pode oferecer.

A especialidade local é o chamado stockfish. São peixes secos exclusivamente com o vento gelado da primavera e o sol, sem usar uma única pitada de sal. Em torno das vilas de Å e Nusfjord você verá enormes varais de madeira chamados hjell, nos quais, de fevereiro a maio, ficam pendurados milhares de corpos e cabeças de peixe, criando um cenário que você simplesmente não encontra em nenhum outro lugar do mundo. Em Å você pode visitar um museu especializado em bacalhau seco, onde explicam em detalhes todo o processo, desde a pesca em mar revolto até a exportação final para a Itália.

Mas se o cheiro onipresente de peixe não te atrai e você prefere outros produtos locais, visite a próxima fazenda familiar de cabras Aalan Gård. Os excelentes queijos daqui são comprados pelos melhores restaurantes da Noruega, e toda a propriedade respira uma atmosfera incrivelmente acolhedora, onde dá para observar de perto os animais soltos.

💡 Dica: Para quem quer mergulhar mais fundo na história norueguesa, recomendo procurar passeios locais. No portal GetYourGuide é fácil encontrar passeios com guias locais, que vão te contar os detalhes mais interessantes sobre a tradição da pesca e da secagem do bacalhau bem ao lado das velhas cabanas de pescadores.

Rorbu amarelos e vermelhos refletidos na água
Foto: Depositphotos

4. Dormir num rorbu tradicional de madeira

Estar nas Lofoten e não dormir num rorbu seria literalmente um pecado. Essas icônicas casinhas de madeira sobre palafitas serviam originalmente como uma hospedagem sazonal espartana para os pescadores, que vinham para cá no inverno de toda a Noruega atrás de uma pesca farta. Hoje representam uma das experiências mais desejadas pelos viajantes do mundo inteiro, embora você vá pagar um bom dinheiro por ela.

Se antes numa única casa chegavam a dormir dez homens exaustos, tendo como única companhia o cheiro de peixe e de roupa molhada, os rorbu de hoje passaram por uma reforma cuidadosa. Lá dentro você encontra banheiros modernos, cozinhas totalmente equipadas e camas macias, tudo isso com uma vista incrível diretamente para a água. O assoalho de madeira ainda range levemente e, quando lá fora está úmido e frio, reina por dentro aquele aconchego nórdico perfeito, ao som do oceano.

Tome muito cuidado, porém, na escolha do local específico. Na famosa Hamnøy os rorbu ficam grudados um no outro e já às seis da manhã você vai ouvir os cliques dos obturadores das câmeras dos caçadores da foto perfeita debaixo das suas janelas. Uma escolha bem melhor são as casinhas em enseadas mais tranquilas ou no porto ativo de Ballstad, onde você vai viver a atmosfera real e sem maquiagem do norte frio, longe das fileiras de turistas.

💡 Dica: A hospedagem nas casinhas de pescadores é extremamente popular e a capacidade é muito limitada. Se você planeja uma viagem de verão a Å ou Nusfjord, reserve o seu rorbu dos sonhos com pelo menos meio ano de antecedência, senão vão sobrar para você apenas os lugares mais caros ou menos atraentes.

Praias escondidas e fuga das multidões
Foto: Paal Svendsen / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

5. Praias escondidas e fuga das multidões

Mesmo que possa parecer que o sul das Lofoten está completamente superlotado, ainda existem maneiras de escapar das multidões com elegância. A regra básica é sair da artéria principal E10 e sacrificar, digamos, apenas dez minutinhos a mais de carro. A maioria dos turistas fica grudada exclusivamente aos pontos mais conhecidos e não tem tempo ou vontade de explorar os desvios sem saída, dos quais felizmente ainda há incontáveis por aqui.

Um belo exemplo é a região em torno da vila de Fredvang. Só a chegada por duas enormes pontes curvas já parece uma cena de filme de ficção científica. Enquanto a poucos quilômetros dali, em Reine, as pessoas brigam por vagas caras de estacionamento, aqui você encontra uma costa muito mais tranquila, com povoamento esparso e possibilidades fantásticas para caminhadas leves. Um desvio interessante também é o ateliê de vidro arquitetonicamente único, o Glasshytta, na vila de Vikten, situado bem ao lado de uma praia selvagem e pedregosa.

Se você sonha com areia branca, mas se assusta com os estacionamentos lotados da famosa praia de Haukland, onde na temporada você paga tranquilamente uns 17 € para estacionar, digite no GPS a praia mais isolada de Storsandnes. Até lá leva uma estradinha discreta, o estacionamento é totalmente tranquilo e a areia é igualmente fininha e perfeita. Assim você ganha vistas maravilhosas e, principalmente, o silêncio que todos tanto procuramos no norte.

💡 Dica: Não esqueça de levar para cada caminhada uma jaqueta impermeável realmente boa e calçados firmes. O clima na costa muda numa velocidade inacreditável e um dia ensolarado pode virar, em dez minutos, uma chuva horizontal açoitada por um vento cortante.

6. Onde se aquecer e o que comer de bom

Quando o vento gelado do norte te atravessa lá fora, a única salvação são os cafés e bistrôs locais bem aquecidos. A cultura do café na Noruega mantém há tempos um nível extraordinariamente alto, então até na vilinha mais perdida você costuma encontrar um espresso de primeira e um rocambole de canela recém-assado. Uma ótima opção na rota é, por exemplo, o aconchegante Bringen Kaffeebar, onde você pode, no quentinho, planejar os próximos passos da sua viagem.

Se você se interessa pelas tradições locais, um ponto famoso perto da vila de Å é a casinha de um amarelo vivo Anita’s Sjømat, na pequena ilhota de Sakrisøy. O lendário hambúrguer de peixe com camarão deles é uma especialidade local absoluta, pela qual vem gente de longe. E bem ao lado desse bistrô informal você ainda encontra o charmoso museu de brinquedos Lofoten Toy Museum, que forma um contraste muito interessante com a natureza selvagem ao redor.

Em Nusfjord, por outro lado, te espera uma surpresa gastronômica muito agradável na forma de um restaurante italiano. Depois de dias se alimentando da comida nórdica tradicional, você com certeza vai apreciar a deliciosa pizza crocante de forno a lenha, que oferece a alternativa sem carne ideal num país que é a terra prometida da pesca. Mas prepare-se: uma visita ao restaurante definitivamente não vai poupar o seu orçamento.

💡 Dica: Os restaurantes nas Lofoten são caríssimos em toda parte e supermercados como Kiwi ou Rema 1000 têm preços cerca de duas a três vezes mais altos que os do Brasil. A melhor forma de manter a carteira sob controle é cozinhar pratos básicos na própria cozinha do seu rorbu e ir aos cafés só para um café e um doce à tarde.

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Para onde ir depois de Å e Nusfjord

Depois de ter explorado o próprio sul e o fim da estrada E10, é hora de partir atrás das outras belezas da região. As possibilidades são incontáveis e, se você tem uma base estrategicamente no meio das ilhas, pode fazer confortáveis passeios de um dia para todos os lados.

Se você se interessa pelas casinhas vermelhas mais icônicas sob picos íngremes, leia com certeza o nosso artigo sobre as vizinhas vilinhas de Reine e Hamnøy. Lá você encontra dicas precisas de onde tirar as fotos mais famosas. Para uma visão geral de todo o arquipélago e montar o itinerário perfeito, não deixe de ler o nosso grande guia das Lofoten.

Para quem ainda está em dúvida sobre qual estratégia de logística adotar e onde exatamente fincar o seu acampamento-base imaginário, preparamos um resumo detalhado no artigo sobre onde se hospedar nas Lofoten. Lá estão mencionadas todas as áreas-chave e você fica com uma ideia clara se prefere o sul de cartão-postal ou o centro prático das ilhas.

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Perguntas frequentes

Quanto custa a entrada em Nusfjord?

A entrada para a vila histórica protegida custa, na alta temporada, entre €9 e €14 por adulto. A taxa é paga na entrada e ajuda a limitar o fluxo excessivo de turistas, que de outra forma paralisariam completamente o lugar. Se você tiver reserva de hospedagem na vila ou mesa em um restaurante, não precisa pagar a taxa, é claro.

Como se pronuncia corretamente o nome da vila Å?

O nome de uma letra da aldeia é pronunciado em norueguês como um “Ó” longo em tcheco. Em tradução, esta palavra significa um pequeno rio ou riacho. Devido ao nome único e engraçado, a placa de trânsito local que indica o início da localidade se torna um alvo extraordinariamente frequente de colecionadores de souvenirs, de modo que as autoridades norueguesas precisam substituí-la por uma nova com regularidade implacável.

Tem estacionamento gratuito em Å e Nusfjord?

No final da estrada E10, na vila de Å, há um amplo estacionamento gratuito, mas que nos meses de verão lota muito rapidamente. Em Nusfjord, o estacionamento fica disponível antes do portão de entrada da zona paga. De modo geral, nas Ilhas Lofoten começou-se a cobrar pesado pelo estacionamento em muitos mirantes e praias populares, frequentemente até 200 NOK por dia.

Quanto tempo leva para visitar as duas vilas?

Na própria vila de Å recomendo reservar cerca de duas a três horas, para ter tempo suficiente de caminhar pelas ruelas antigas e chegar até os penhascos rochosos bem acima do oceano, atrás do estacionamento. Nusfjord você consegue percorrer tranquilamente em uma hora e meia, mas o ideal é combinar a visita com uma parada para almoçar ou tomar um café.

As estradas estreitas no sul são seguras?

A estrada principal E10 está em bom estado, mas em muitos trechos é extremamente estreita e exige sua total e completa concentração. O limite de velocidade permitido frequentemente é de apenas 50 km/h e você precisa estar constantemente preparado para desviar de enormes trailers vindo na direção oposta. Arme-se de paciência e definitivamente não tenha pressa ao volante.

Dá para comprar mantimentos no local?

Diretamente em Å você encontrará apenas uma pequena loja local e uma padaria histórica para recarregar as energias rapidamente. Mas se você precisar fazer compras completas para cozinhar à noite, o melhor é parar nos supermercados maiores tipo Kiwi ou Rema 1000 na cidade de Leknes, que fica estrategicamente no meio das ilhas e oferece uma variedade muito mais ampla.

Posso pagar com cartão em todos os lugares?

Sim, a Noruega é hoje em dia basicamente uma sociedade 100% cashless. Cartão de pagamento ou celular são aceitos em absolutamente todo lugar, desde o cafezinho mais remoto no fim do mundo até a compra de passagens de balsa. A moeda local é a coroa norueguesa (NOK) e você não precisa trocar dinheiro nem sacar no caixa eletrônico para suas férias.

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