Gjirokastër, Albânia: 8 dicas para a cidade de pedra e o castelo

Esqueça por um momento as praias lotadas da riviera e os bulevares agitados de Tirana. Se você quer entender a verdadeira alma do interior albanês e tocar na época do domínio otomano sobre os Bálcãs, precisa seguir rumo às montanhas. Gjirokastër, na Albânia, é uma pérola arquitetônica inscrita na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, capaz de te transportar instantaneamente alguns séculos para trás. A cidade é rústica, íngreme e literalmente esculpida em pedra cinza.

Ela é apelidada de cidade dos mil degraus e, logo que você chega, entende o porquê. Aqui praticamente não existe terreno plano e cada caminhada significa pisar com cuidado pelas ruelas íngremes de pedra. Mas a recompensa são as vistas dos icônicos telhados de ardósia bruta, que dão às casas seu charme inconfundível e levemente sombrio. Essas lajes de pedra funcionavam antigamente como uma espécie de ar-condicionado natural, protegendo os moradores dos rigorosos invernos da montanha.

Mesmo com o enorme boom turístico que a Albânia vem vivendo nos últimos anos, o centro histórico de Gjirokastër mantém sua atmosfera autêntica de cidade de montanha. Nas pousadas familiares ainda reina o antigo código de hospitalidade, e por aqui o dia não se mede em horas, mas em xícaras de café turco forte. Vá explorar o castelo majestoso, as ruelas labirínticas do velho bazar e a história fascinante, que vai dos paxás otomanos aos bunkers subterrâneos secretos da Guerra Fria.

Resumo

  • O cartão-postal da cidade: o enorme castelo Kalaja oferece não só vistas deslumbrantes, mas também os destroços de um avião americano e celas de prisão sombrias.
  • Casas históricas: visite as casas otomanas fortificadas Skenduli e Zekate, com tetos lindamente entalhados e interiores muito bem preservados.
  • Guerra Fria: uma experiência arrepiante te espera no Cold War Tunnel, um gigantesco abrigo antinuclear escavado diretamente na rocha sob o castelo.
  • Velho bazar: o coração da cidade, com ruelas de pedra, lojinhas de cerâmica e cafés tradicionais.
  • Gastronomia local: prove sem falta o qifqi (bolinhos de arroz fritos), a especialidade vegetariana da região.
  • Informação prática: o lek albanês está atualmente muito forte (100 ALL ≈ 1 EUR) e na maioria dos lugares ainda só se paga em dinheiro.
  • Clima e calçado: no verão a cidade de pedra esquenta bastante, então não esqueça um calçado firme. Chinelos nas pedras escorregadias eu realmente não recomendo.

Quando ir a Gjirokastër

Escolher a época certa do ano é absolutamente fundamental para visitar a cidade de pedra. O melhor período para a visita são claramente os meses da primavera (de abril a junho) ou então o outono (setembro e outubro). As temperaturas nessa época ficam em torno de agradáveis 20 a 25 graus, o que é ideal para explorar as ruelas íngremes. Além disso, na primavera o vale do rio Drino floresce lindamente, e o outono oferece as cores deslumbrantes das florestas ao redor.

Se você decidir ir em plena alta temporada, durante julho ou agosto, prepare-se para um calor realmente extremo. A pedra cinza com que toda a cidade é construída absorve os raios de sol ao longo do dia e funciona como um radiador gigante. As temperaturas costumam passar dos 35 graus e a própria subida até o castelo se transforma num exercício físico puxado. No verão, portanto, recomendo planejar a visita aos pontos turísticos para o início da manhã ou o fim da tarde.

Quanto à duração da estadia, Gjirokastër merece pelo menos um dia inteiro e uma noite. Ficar para dormir é importantíssimo, porque durante o dia o centro fica lotado de turistas de excursões de um dia. Mas assim que o sol se põe, as multidões dos ônibus de passeio partem rumo ao mar e as lanternas amarelas se acendem nas ruelas. É justamente aí que a cidade ganha sua atmosfera mágica e tranquila, que você aproveita melhor com uma taça de vinho local numa varanda.

Onde se hospedar em Gjirokastër

💡 Dica de hospedagem e experiências: a gente gosta de procurar hospedagem no Booking.com, onde costumam ter as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.

Na hora de procurar hospedagem, fuja dos hotéis modernos do novo subúrbio e escolha uma pousada familiar tradicional diretamente no centro histórico. As hospedagens mais bonitas ficam nas encostas íngremes acima do velho bazar, principalmente ao longo da rua Rruga Palorto. A vista da janela para os telhados de pedra e o vale durante o café da manhã compensa de longe aquela subida inicial com a mala. Mas prepare-se: muitas vezes você vai ter que deixar o carro num estacionamento público lá embaixo do morro.

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Onde se hospedar em Gjirokastër
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Casa otomana histórica renovada com tetos entalhados à mão e terraço com vista panorâmica do castelo. Casa otomana histórica cuidadosamente renovada oferecendo lindos tetos de madeira esculpida e um terraço espaçoso com vista panorâmica direta para o castelo.
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Casa otomana tradicional no centro histórico, B&B familiar com vistas magníficas da cidade.
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Ahmetaj Guest House
Estabelecimento familiar pequeno com atmosfera incrivelmente acolhedora. Os viajantes elogiam principalmente o jardim tranquilo e os cafés da manhã caseiros absolutamente gigantescos. Avaliação 9,8.
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Babameto House
Uma das casas tradicionais mais suntuosas do século XIX, a apenas 300 metros do Bazar Antigo. Oferece uma experiência autêntica de hospedagem em uma chamada kulle.
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Kotoni B&B
Pousada familiar em casa tradicional de pedra perto do bazar e do castelo.
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Casa histórica com terraço e vista para o vale e recepção 24 horas. Oferece lindas vistas do vale, onde você pode sentar no terraço à noite e absorver a atmosfera dos tempos antigos.
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Uma verdadeira joia para os amantes da história é o Hotel Kalemi 2, uma casa otomana histórica restaurada com muito cuidado. Oferece lindos tetos de madeira entalhada e um amplo terraço com vista panorâmica diretamente para o castelo. Se você prefere lugares menores e familiares, com uma atmosfera incrivelmente acolhedora, dê uma olhada na Ahmetaj Guest House. Os viajantes elogiam acima de tudo o jardim tranquilo e os cafés da manhã caseiros absolutamente gigantescos.

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  • Hotel Kalemi 2 – Casa otomana histórica restaurada, com tetos entalhados à mão e terraço panorâmico voltado para o castelo.
  • Hotel Kalemi – Casa otomana tradicional no núcleo histórico, um B&B familiar com vistas grandiosas para a cidade.
  • Ahmetaj Guest House – Nota 9,8: jardim, terraço amplo e café da manhã caseiro farto no coração da cidade velha.
  • Babameto House – Uma das casas tradicionais mais imponentes, a apenas 300 metros do Velho Bazar.
  • Kotoni B&B – Pousada familiar numa casa de pedra tradicional, pertinho do bazar e do castelo.
  • Kore Guest House – Casa histórica com terraço e vista para o vale, além de recepção 24 horas.

Outra ótima opção é a histórica Babameto House, que está entre as casas mais imponentes do século 19 e fica a apenas cerca de 300 metros do bazar principal. Assim você tem a experiência autêntica de morar numa das chamadas kulle, mas sem precisar subir muito morro acima. Vistas deslumbrantes para o vale também são oferecidas pela popular Kore Guest House, onde à noite você pode sentar no terraço e absorver a atmosfera dos velhos tempos. Nos meses de verão, essas casas tradicionais costumam esgotar rápido, então resolva a hospedagem com bastante antecedência.

8 dicas do que ver e fazer em Gjirokastër

Abaixo reuni para você oito dicas concretas de lugares e experiências que você definitivamente não deveria pular durante a visita a esse milagre de pedra. Vou te contar também a que prestar atenção e quanto dinheiro deixar separado.

1. Castelo de Gjirokastër (Kalaja) e o avião T-33

O cartão-postal mais marcante de toda a cidade é o enorme castelo, de aparência levemente sombria, que se estende sobre a crista da colina logo acima do centro histórico. É uma das maiores fortalezas de todos os Bálcãs e visitá-la leva no mínimo duas horas. O ingresso fica em torno de 200 a 400 ALL (cerca de 2 a 4 euros), sendo que os preços na Albânia mudam com frequência, então confira o valor exato no portão e tenha dinheiro vivo à mão. O complexo abre o ano todo, no verão até as 19h.

Logo na entrada você vai se surpreender com uma galeria longa e mal iluminada, repleta de antigas peças de artilharia italianas e alemãs da Segunda Guerra Mundial. Mas o complexo do castelo esconde muito mais, incluindo um museu de armas e as arrepiantes celas de prisão comunistas, que funcionaram até 1968. Caminhar por esses corredores úmidos e frios com certeza deixa uma impressão forte e lembra a complicada história do século 20 albanês.

No pátio gramado descansa o exemplar mais bizarro de todo o castelo: os destroços de um avião militar americano Lockheed T-33. A lenda local conta a história de um avião espião da CIA abatido, e o regime comunista um dia o exibia com orgulho como prova da vitória sobre o imperialismo ocidental. A realidade é provavelmente mais prosaica — tratava-se de um avião que teve de fazer um pouso de emergência por problemas técnicos —, mas a história de espiões é bem mais atraente para os turistas.

💡 Dica para fotógrafos: bem no fim das muralhas está uma linda torre do relógio, mandada construir por Ali Paxá de Tepelena. As vistas dali para os telhados de ardósia abaixo de você e para o verde vale do Drino ao longe são absolutamente de tirar o fôlego, especialmente sob o sol do fim de tarde.

2. O Velho Bazar (Pazari i Vjetër) e as ruelas de pedra

O coração do centro histórico é o velho bazar, que passou recentemente por uma reforma ampla e muito cuidadosa. O resultado é uma linda zona calçada de pedra, cheia de lojinhas com tapetes tecidos à mão, cerâmica tradicional e pequenos cafés. É o lugar ideal para comprar lembrancinhas, ainda que seja verdade que os artesãos tradicionais aos poucos vêm sendo substituídos por vendedores de ímãs padronizados. Mesmo assim, o lugar tem um charme inacreditável, e sentar com um café forte na rua simplesmente faz parte de uma visita à Albânia.

A cidade inteira é construída numa encosta acentuada, então prepare-se: terreno plano você realmente não vai encontrar. Calçado firme é absolutamente indispensável, pois os paralelepípedos gastos podem ser traiçoeiros mesmo no seco, que dirá quando chove. Largue o mapa e deixe-se levar pelo instinto. Cada ruela, mais cedo ou mais tarde, te leva a algum detalhe arquitetônico interessante ou a um mirante para as montanhas ao redor.

Se você procura a parte mais autêntica da cidade, siga a oeste do bazar ao longo da rua Rruga Palorto. É justamente ali que estão as casas otomanas mais bonitas e melhor preservadas, muitas das quais ainda servem de moradia. A comercialização ainda não chegou totalmente por lá, e você pode observar com tranquilidade os moradores em suas atividades do dia a dia.

3. Skenduli House e a majestosa Zekate House

Os ricos comerciantes otomanos construíam nos séculos 18 e 19 as chamadas kulle, que eram casas-torre fortificadas destinadas a proteger a família tanto dos inimigos quanto da onipresente vendeta de sangue. Hoje várias delas estão abertas ao público e visitá-las é como viajar numa máquina do tempo. Por uma pequena taxa, em torno de 200 ALL, os proprietários te deixam entrar e muitas vezes eles mesmos guiam você pelas residências da família.

Talvez a mais famosa seja a luxuosa Skenduli House, que se orgulha de incríveis mais de 40 cômodos. A casa se preservou em estado quase original; você verá várias lareiras, um hamam original e ambientes separados para homens e mulheres. O membro da família que guia você pela casa explica com entusiasmo o funcionamento da antiga organização doméstica otomana e te mostra até os elementos secretos de segurança da construção.

Ainda mais grandiosa é a Zekate House, que data de 1812 e, com suas duas torres, domina toda a encosta. Essa casa oferece os mais lindos salões pintados, com tetos entalhados deslumbrantes chamados de mafil. Se você gosta de arquitetura e história, a visita a essas duas casas deveria estar no seu roteiro logo depois do passeio pelo castelo principal.

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4. Túnel da Guerra Fria (Cold War Tunnel)

Se você se interessa pela história mais recente e mais sombria da Albânia, não deixe de visitar o Túnel da Guerra Fria. Esse gigantesco abrigo antinuclear com quase 60 cômodos foi escavado diretamente na rocha sólida, bem abaixo do castelo. Foi mandado construir pelo então ditador para o caso de um ataque nuclear e hoje serve como uma demonstração arrepiante e bem palpável da paranoia do regime comunista. A entrada fica discretamente escondida ao lado da prefeitura, perto da praça Çerçiz Topulli.

O ingresso custa 200 ALL e se paga exclusivamente em dinheiro. Você só entra acompanhado de um guia, e os passeios costumam começar de hora em hora, levando cerca de 20 a 30 minutos. Você vai percorrer um labirinto de 800 metros de extensão total, ver geradores antigos, salas de descontaminação e até as salas de reunião da cúpula do partido da época, que deveria sobreviver ali ao fim do mundo.

💡 Dica de roupa: mesmo que lá fora você esteja assando num calor de trinta graus, leve para o túnel um casaco leve ou uma blusa. A temperatura no subterrâneo se mantém o ano todo em estáveis 15 graus, e depois de uns dez minutos de visita você vai começar a sentir bastante frio sem uma camada a mais.

5. Museu Etnográfico e os filhos ilustres da cidade

Gjirokastër teve no século 20 um privilégio especial: foi ali que nasceram dois dos albaneses mais famosos da era moderna. O primeiro foi o brilhante escritor e múltiplas vezes candidato ao Nobel, Ismail Kadare. O segundo foi, infelizmente, o ditador comunista Enver Hoxha. Justamente o fato de ser a cidade natal de Hoxha, paradoxalmente, salvou Gjirokastër da demolição, pois os comunistas a declararam cidade-museu e congelaram seu traçado antigo.

Hoje, no lugar da casa original do ditador, está o interessante Museu Etnográfico. Mas é preciso esclarecer uma confusão comum: a casa original pegou fogo, e o prédio atual foi construído entre 1964 e 1966 como um modelo perfeito de uma rica residência de Gjirokastër do século 19. Lá dentro, portanto, você não vai encontrar nenhum objeto pessoal do ditador, como muitos turistas imaginam, mas sim uma coleção fascinante de roupas tradicionais, móveis e utensílios artesanais.

A entrada no museu é novamente em torno de 200 ALL, e a visita guiada mostra muito bem como realmente se vivia nessas enormes casas de pedra há cem anos. Você verá belos exemplos de trajes locais e vai entender como os moradores da época resolviam de forma engenhosa o aquecimento e o abastecimento de água.

6. Prove o qifqi e a culinária vegetariana local

A cozinha albanesa é, em geral, excelente, mas Gjirokastër tem suas próprias particularidades, que você não encontra tão fácil em outras partes do país. A especialidade assinatura da cidade é o qifqi: pequenos bolinhos de arroz fritos até dourar, ligados com ovo e generosamente temperados com hortelã fresca e pimenta. Recomendo muito que você prove — e é uma ótima notícia para quem busca comida vegetariana.

Outro prato vegetariano incrível é a encorpada fërgesë, uma mistura assada de pimentões e tomates com um queijo caseiro chamado gjizë. Para acompanhar, peça plaki, ou seja, feijão branco cozido lentamente em molho de tomate, ou uma musaca de legumes. Para um lanche rápido na mão, em cada esquina você encontra um delicioso byrek recheado com queijo ou espinafre. Já para os amantes de carne, a especialidade local é o tave kosi, cordeiro tradicionalmente assado no iogurte.

Onde comer bem no centro, então? Os viajantes recomendam muito a Taverna Kuka, que fica pertinho da mesquita e se orgulha do elogiado qifqi e de uma vista linda. Excelente também é a Taverna Tradicionale Kardhashi, especializada justamente nos bolinhos de arroz. Se você procura um bom byrek e mais opções de legumes, experimente o Restaurant Odaja. Já para um bom café e um momento tranquilo, vá até o café Te Kubé, que funciona também como uma pequena livraria.

7. Olho Azul (Syri i Kaltër) a caminho do mar

Quando você se fartar de história e ruelas de pedra, vá explorar as belezas naturais dos arredores. O passeio mais famoso e visitado a partir de Gjirokastër é a nascente do Olho Azul. Fica a menos de 30 quilômetros da cidade, em direção ao sul, e é uma parada popular no caminho para o mar. Essa fascinante nascente cárstica brota de uma profundidade enorme e cria um lago mágico, de água incrivelmente turquesa e cristalina.

A água aqui é gelada o ano inteiro e chega a no máximo 10 graus, então o banho é só para os mais corajosos. Em volta da nascente há uma agradável trilha arborizada e toda a área parece um oásis verde. Você pode organizar o passeio sozinho de carro com facilidade ou aproveitar algum dos tours organizados, que dá para pesquisar e reservar pela plataforma GetYourGuide.

Na alta temporada, infelizmente, formam-se enormes multidões de turistas por ali, então recomendo ir bem cedinho de manhã, assim que a área abre. Você terá uma chance bem maior de fotografar a nascente sem dezenas de outras pessoas no quadro e vai evitar também problemas com estacionamento na estrada de acesso.

8. Antigonea, as termas de Benjë e a história de Lazarat

Se você gosta da Antiguidade, vá cerca de 14 quilômetros para fora da cidade, até o parque arqueológico de Antigonea. Essa antiga pólis grega foi fundada no século 3 a.C. pelo rei Pirro em homenagem à sua esposa Antígona. Hoje, é verdade, você encontra ali sobretudo apenas as bases de edifícios e muralhas, mas o próprio lugar, num planalto, oferece vistas absolutamente fantásticas e sem interrupções para o vale do Drino. A entrada custa em torno de 200 a 300 ALL.

Outra ótima dica de passeio de um dia inteiro são as termas de Benjë, perto da cidadezinha de Përmet, a cerca de uma hora de carro. Lá você encontra piscininhas naturais de pedra, com água medicinal a uma temperatura constante de 29 a 30 graus, situadas bem embaixo de uma linda ponte otomana sobre o rio Lengarica. É um lugar excelente para relaxar depois de tanto andar pelos pontos turísticos.

No caminho pelo vale, você talvez ouça os moradores contarem a curiosa história da vila de Lazarat, que fica a apenas 4 quilômetros de Gjirokastër. Há dez anos, ela era a tristemente célebre capital da cannabis da Europa, praticamente um estado dentro do estado. Em junho de 2014, aconteceu ali uma enorme operação policial com a participação de unidades especiais, que pôs fim definitivo a esse negócio. Hoje é uma vila comum e tranquila, mas sua história recente e selvagem faz parte, inevitavelmente, dessa região rústica.

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Para onde seguir a partir de Gjirokastër

Gjirokastër fica num ponto estratégico do sul da Albânia e oferece vários rumos lógicos para continuar a viagem. Se você está chegando do norte e seguindo para o sul rumo ao mar, te esperam cerca de uma hora e meia de viagem por estradas em curvas, antes de a costa do mar Jônico se abrir diante de você. O caminho te leva ao agitado balneário de Saranda, de onde você pode continuar explorando Saranda e a riviera jônica com todas as suas enseadas.

Logo abaixo de Saranda fica o popular resort de praia, muitas vezes chamado de Ksamil: as Maldivas albanesas. É o lugar ideal para, depois de dias passados nas montanhas, finalmente mergulhar num mar aquecido.

Se, ao contrário, você está vindo do mar rumo ao norte, não deixe de visitar a segunda cidade otomana famosa. O caminho a partir de Gjirokastër leva um tempinho, mas Berat: a cidade das mil janelas, com suas fachadas brancas, oferece uma atmosfera completamente diferente e muito mais suave, que você precisa ver com os próprios olhos.

Se você está voltando para o aeroporto, lembre-se de que ainda não existe uma rodovia completa cruzando o país. A viagem até a capital pelas estradas atuais leva bastante tempo. Conte com cerca de 4,5 a 6 horas de viagem e, por isso, deixe uma margem suficiente antes de sair para explorar Tirana e seus pontos turísticos. Mais inspiração para a sua viagem você encontra no nosso grande guia O que ver na Albânia.

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Perguntas frequentes

Paga-se em Gjirokastër com euro ou lek?

A moeda albanesa é o lek (ALL), que nos últimos anos se valorizou significativamente e atualmente a taxa de câmbio se mantém em torno de 100 ALL para 1 EUR. A maioria dos restaurantes e acomodações aceita euros normalmente, mas as entradas para monumentos e pequenas compras no mercado precisam ser pagas em leks. Definitivamente não confie nos cartões, dinheiro vivo ainda é rei por lá.

Quanto tempo leva a viagem de Tirana?

Não se deixe enganar pelo mapa ou pelas promessas de deslocamentos rápidos, uma rodovia completa ligando a capital a Gjirokastra ainda não existe. As estradas são na maioria de boa qualidade, mas o trânsito costuma ser intenso. Calcule no mínimo de 4,5 a 6 horas de tempo líquido de viagem, se você estiver dirigindo seu próprio carro ou um alugado.

Consigo percorrer a cidade com carrinho de bebê?

Sendo bem sincero, o centro histórico de Gjirokastër é um verdadeiro pesadelo para carrinhos de bebê convencionais. As ladeiras íngremes e o paralelepípedo extremamente irregular tornam a locomoção com rodas muito difícil, quando não impossível. Para crianças menores, leve com certeza um canguru ergonômico ou sling.

Quanto custam de verdade as entradas para as principais atrações?

Albânia continua sendo acessível, embora não seja mais tão barata quanto antigamente. As entradas para o castelo, o Túnel da Guerra Fria e as casas históricas como a Zekate House são bem padronizadas, geralmente entre 200 e 400 ALL (2 a 4 euros). Tenha notas menores em mãos, pois costuma haver problema para dar troco de cédulas de valores altos.

É seguro viajar para o sul da Albânia?

Sim, a Albânia é um dos destinos europeus mais seguros e Gjirokastra não é exceção. A criminalidade contra turistas aqui é absolutamente mínima e a tradicional hospitalidade albanesa garante que os locais vão te tratar de forma muito acolhedora. Fique mais atento ao estilo de direção mais selvagem nas estradas locais.

Onde dá pra estacionar melhor na cidade?

Do coração histórico do bazar, o acesso é permitido apenas para moradores locais e abastecimento. É melhor deixar o carro no estacionamento de interceptação no sopé da colina, perto da rotatória, ou combinar previamente com seu anfitrião se ele dispõe de vagas próprias de estacionamento na encosta.

O que significa esse confuso balançar de cabeça albanês?

Especialmente no sul do país, tome muito cuidado com a comunicação não verbal. Acenar com a cabeça (para cima e para baixo) tradicionalmente significa um NÃO de discordância, enquanto balançar a cabeça de lado a lado significa SIM. Até você se acostumar com isso, pode levar a muitas situações cômicas, por isso é mais seguro usar as palavrinhas po (sim) e jo (não).

Vou encontrar comida vegetariana suficiente por aqui?

Sim, com certeza! A culinária albanesa utiliza uma quantidade enorme de verduras e legumes e queijos locais. Em Gjirokastër especificamente, a especialidade são as bolinhas de arroz qifqi e por todo o país você encontra os deliciosos byreks de queijo ou espinafre, o feijão cozido plaki ou o fërgesë de queijo. Há opções vegetarianas suficientes em cada taverna tradicional.

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