Viagem à Geórgia: 20 dicas do que ver + roteiro de 10 dias

A Geórgia país – uma pequena nação na fronteira entre a Europa e a Ásia – vem ganhando cada vez mais popularidade entre viajantes do mundo inteiro. E não é à toa. Essa pérola do Cáucaso oferece uma mistura incrível de tradições milenares, paisagens de tirar o fôlego, gastronomia excepcional e, acima de tudo, uma hospitalidade incomparável dos moradores locais. Conheça um destino onde a história se encontra com o presente e onde cada visitante deixa um pedaço do coração.

Na minha primeira visita à Geórgia país, fiquei impressionada com a diversidade da paisagem – em um território relativamente pequeno, você encontra picos nevados do Cáucaso, vales verdejantes cheios de vinhedos, cânions selvagens e o litoral tranquilo do Mar Negro. E é justamente essa variedade que faz da Geórgia um destino ideal para todo tipo de viajante – dos amantes de aventura aos apaixonados por história, passando por gourmets e quem só quer relaxar.

Vamos juntos descobrir o melhor que esse país fascinante tem a oferecer. Preparei 20 dicas imperdíveis para a sua viagem à Geórgia!

Geórgia país o que ver e fazer + roteiro de viagem
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Resumo

  • A Geórgia é um destino para o ano inteiro – no verão oferece montanhas e mar, no outono a colheita da uva, no inverno esqui e na primavera paisagens floridas.
  • Os lugares naturais mais bonitos incluem o Monte Kazbek, a Suanétia com a vila de Ushguli (UNESCO), o Cânion de Martvili e o litoral do Mar Negro em Batumi.
  • Monumentos históricos imperdíveis são Mtskheta com a catedral Svetitskhoveli, Tbilisi com seus banhos termais de enxofre, e as cidades rupestres de Vardzia e Uplistsikhe.
  • A culinária e o vinho georgianos são únicos no mundo – prove o khachapuri, o khinkali e os vinhos produzidos pelo método tradicional em qvevri (ânforas de argila).
  • A melhor forma de conhecer a cultura local é participar de uma supra georgiana tradicional (banquete) e assistir a apresentações de danças e cantos folclóricos.
  • Não se esqueça do seguro viagem.

Roadtrip pela Geórgia: roteiro de 10 dias por conta própria

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Dia Rota Principais paradas / o que ver Hospedagem
1 Chegada em Tbilisi Cidade velha, fortaleza Narikala, Ponte da Paz, banhos termais Abanotubani Hotel em Tbilisi
2 Tbilisi → Mtskheta → Kazbegi Mtskheta (Svetitskhoveli, Jvari), Ananuri, represa Zhinvali, Gudauri Viewpoint, Stepantsminda Hospedagem Kazbegi
3 Kazbegi e arredores Trilha até a geleira Gergeti, vale de Sno, desfiladeiro de Dariali Hospedagem Kazbegi
4 Kazbegi → Gori → Uplistsikhe → Kutaisi Gori (museu), Uplistsikhe (cidade rupestre), passo Rikoti Hospedagem Kutaisi
5 Kutaisi → Cânion de Martvili → Mestia Martvili (passeio de barco), eventualmente Okatse, represa Enguri Hospedagem Mestia
6 Mestia → Ushguli → Mestia Ushguli (torres, vista para Shkhara, trilha leve) Hospedagem Mestia
7 Mestia → Kutaisi Cachoeira Shdugra, vilas suanetas Hospedagem Kutaisi
8 Kutaisi → Akhaltsikhe → Vardzia Fortaleza Rabati, vale do Mtkvari Hospedagem Vardzia
9 Vardzia → Borjomi → Tbilisi Vardzia (cidade rupestre), termas de Borjomi Hotel em Tbilisi
10 Tbilisi Mercados, cafés, último passeio pela cidade Hotel em Tbilisi

Observações práticas:

  • Para a viagem até a Suanétia e Ushguli, reserve bastante tempo – as estradas são bem ruins e o trajeto é longo.
  • Para ir até Ushguli, o melhor é contratar um motorista local com veículo 4×4 em Mestia. Nós não fizemos isso e foi bem pesado. O mais fácil é reservar como passeio pelo GetYourGuide.
  • A melhor época para visitar Ushguli é de junho a setembro. Fora de temporada, as estradas podem estar ainda piores do que o normal.
  • Nas regiões montanhosas, prepare-se para temperaturas mais baixas mesmo no verão.
  • O deslocamento entre as principais cidades (Tbilisi, Kutaisi, Batumi) pode ser feito de marshrutka (micro-ônibus) ou com carro alugado.
Viagem à Geórgia

Quando ir para a Geórgia?

A Geórgia é um país que tem muito a oferecer em qualquer estação do ano, mas a melhor época para visitá-la depende do que você espera da viagem.

Primavera (março–maio) desperta a paisagem georgiana em tons de verde vibrante. As temperaturas são agradáveis, geralmente entre 15–20 °C nas planícies, o que é ideal para explorar cidades e monumentos históricos. A natureza primaveril oferece cenários deslumbrantes – imagine a vista do mosteiro Jvari sobre Mtskheta, com o encontro dos rios cercado por flores. É também uma boa época para trilhas leves em altitudes mais baixas, enquanto nas montanhas a neve ainda persiste.

Verão (junho–agosto) traz dias quentes nas planícies (frequentemente 30–35 °C), e por isso muitos moradores e turistas seguem para as montanhas ou para o litoral. Nas regiões montanhosas da Suanétia, Tushétia ou Alta Adjária, o clima fica agradável entre 15–25 °C, tornando-as perfeitas para trekking e caminhadas. Os balneários do Mar Negro, como Batumi ou Kobuleti, ficam em plena efervescência – dá para curtir banho de mar, atividades na praia e uma vida noturna animada.

Outono (setembro–novembro) é considerado a época mais bonita para visitar a Geórgia. No início do outono, os dias ainda são quentes, o mar está morno e as multidões de turistas diminuem. Montanhas e florestas se tingem de tons de vermelho e dourado, criando cenários espetaculares. O outono também é tempo de colheita – na Kakhetia e em outras regiões vinícolas, acontece o tradicional rtveli (vindima), durante o qual você pode ajudar na colheita das uvas e provar o vinho fresco.

Inverno (dezembro–fevereiro) tem duas faces na Geórgia – clima ameno nas planícies e inverno de verdade nas montanhas. Em cidades como Tbilisi, as temperaturas ficam entre 0 e 5 °C, e a neve não é muito frequente, permitindo conhecer os pontos turísticos sem aglomerações. Já as estações de montanha como Gudauri, Bakuriani ou Mestia oferecem excelentes condições para esqui e snowboard de dezembro a março, por uma fração do preço das estações europeias ocidentais.

Geórgia por conta própria

Lugares mais bonitos da Geórgia

Vamos então conferir o que ver e fazer na Geórgia país!

1. Tbilisi – metrópole cheia de contrastes

A capital Tbilisi é uma metrópole vibrante onde história e modernidade se entrelaçam. Fundada no século V, a cidade fica às margens do rio Kura e é cercada por colinas que oferecem vistas impressionantes.

No centro histórico, perca-se pelas ruelas sinuosas da Cidade Velha com suas varandas de madeira e arquitetura tradicional. O destaque é a fortaleza Narikala, acessível a pé ou de teleférico. A recompensa são vistas panorâmicas de toda a cidade.

No coração da Tbilisi antiga, visite o bairro Abanotubani com seus famosos banhos termais de enxofre. Você os reconhece facilmente pelas cúpulas de tijolo características, de onde sobe vapor. A água com temperatura em torno de 40 °C tem propriedades terapêuticas para a pele e articulações, então não deixe de experimentar o ritual tradicional – um banho termal em sala privativa seguido de massagem. Prepare-se, porém, para o cheiro forte de enxofre, que faz parte da experiência autêntica.

Símbolo da Tbilisi moderna é a Ponte da Paz, toda de vidro, sobre o rio Kura, que à noite brilha com milhares de luzes LED. Outra atração marcante é a monumental catedral Sameba (Santíssima Trindade), de 2004, uma das maiores catedrais ortodoxas do mundo.

Tbilisi o que ver na Geórgia

Tbilisi também é um centro gastronômico – nos restaurantes tradicionais, prove as melhores especialidades georgianas como khachapuri, khinkali ou kupati, acompanhadas de um bom vinho local ou conhaque.

2. Monte Kazbek e Kazbegi

O vulcão extinto Kazbek (5.047 m de altitude) é um dos picos mais altos e imponentes do Cáucaso. A região ao redor do Kazbek, conhecida também como Kazbegi (hoje oficialmente Stepantsminda), oferece algumas das paisagens montanhosas mais espetaculares da Geórgia.

O ponto mais fotografado é a igrejinha Tsminda Sameba (Igreja da Santíssima Trindade), erguida numa colina acima da cidade de Stepantsminda, a 2.170 metros de altitude. A trilha até a igreja leva aproximadamente 2 horas e presenteia com vistas deslumbrantes das montanhas ao redor. Em dias claros, dá para avistar o majestoso pico do Kazbek ao fundo.

Tsminda Sameba

Para chegar à região de Kazbegi, você percorre a chamada Estrada Militar Georgiana, que por si só já é uma experiência. Essa estrada histórica liga Tbilisi à fronteira com a Rússia e passa pelo passo Jvari (2.379 m). No caminho, você passa pela estação de esqui Gudauri e pela imponente fortaleza Ananuri, erguida sobre a represa turquesa de Zhinvali.

Para os mais experientes, é possível escalar o próprio Kazbek, mas isso exige equipamento de alpinismo e um guia profissional. Alternativas menos exigentes são as trilhas de um dia nos arredores, como caminhadas até geleiras ou incursões na natureza selvagem do Parque Nacional Kazbegi.

3. Suanétia – terra das torres e natureza intocada

A Suanétia é uma região montanhosa no noroeste da Geórgia que, graças ao seu isolamento, preservou uma cultura e tradições únicas. A área é famosa pelas torres defensivas medievais, que são a marca registrada da paisagem local.

O coração da Suanétia é a cidade de Mestia, que serve como base para passeios pela região. Dali, você pode embarcar na popular trilha de quatro dias até a vila de Ushguli, inscrita na lista da UNESCO. Ushguli é considerada a localidade habitada permanentemente mais alta da Europa (cerca de 2.200 m de altitude) e oferece um vislumbre de uma vida que pouco mudou ao longo dos séculos. Dezenas de torres de pedra do século XII se erguem contra o cenário majestoso das montanhas, incluindo o segundo pico mais alto da Geórgia – o Shkhara (5.193 m).

Ushguli Suanétia Geórgia

No verão, a Suanétia é um destino ideal para trilhas, escaladas ou cavalgadas. No inverno, a região se transforma em estação de esqui – próximo a Mestia funcionam os complexos Hatsvali e Tetnuldi, que atraem pela neve fresca e pistas vazias.

Não deixe de provar a culinária suaneta tradicional – especialmente o kubdari (pão recheado com carne temperada) e o sal suaneta, uma mistura de especiarias com sabor inconfundível.

4. Mtskheta – centro espiritual da Geórgia

Mtskheta, localizada a apenas 20 km ao norte de Tbilisi, é uma das cidades mais antigas da Geórgia e seu centro espiritual. Até o século VI, serviu como capital do Reino da Ibéria, e até hoje abriga alguns dos locais mais sagrados do país.

O destaque da cidade é a catedral Svetitskhoveli, do século XI, inscrita na lista da UNESCO. Segundo a tradição, aqui está enterrado o manto de Cristo, o que a torna um dos lugares mais sagrados da ortodoxia georgiana. Admire os relevos de pedra detalhados na fachada e no interior do templo, e absorva a atmosfera de um lugar onde reis georgianos foram coroados e sepultados ao longo dos séculos.

Mtskheta Geórgia

Na colina sobre a confluência dos rios Aragvi e Kura ergue-se o mosteiro Jvari, do século VI, que oferece uma vista panorâmica de Mtskheta e da paisagem ao redor. Esse mosteiro também é patrimônio da UNESCO e figura entre os exemplos mais antigos da arquitetura cristã georgiana.

Mtskheta costuma ser visitada como passeio de meio dia saindo de Tbilisi, mas merece mais tempo. Passeie pelo centro histórico, visite os mercados com artesanato tradicional e prove as especialidades em algum dos restaurantes familiares.

5. Batumi – pérola do Mar Negro

Batumi, capital da república autônoma da Adjária, é o balneário mais popular da Geórgia. Situada no litoral do Mar Negro, combina elementos de cidade termal, porto e metrópole moderna.

Ao longo da orla, se estende o Batumi Boulevard, com vários quilômetros de extensão, palmeiras, fontes e esculturas – lugar ideal para passeios ao entardecer. No verão, dá para se banhar no mar nas praias de seixos, tomar sol ou curtir esportes aquáticos. Quem prefere praia de areia pode ir até a vizinha Ureki, conhecida por sua areia magnética única, com supostas propriedades terapêuticas.

Batumi Mar Negro Geórgia

Batumi é famosa por sua arquitetura extravagante – desde elegantes edifícios do século XIX até arranha-céus futuristas do século XXI. Entre os ícones da cidade está a estátua móvel de Ali e Nino, que simboliza a trágica história de amor entre um rapaz muçulmano e uma moça georgiana, e a Torre do Alfabeto, com 130 metros de altura, decorada com letras do alfabeto georgiano.

No centro histórico de Batumi, você encontra a Piazza, com sua atmosfera europeia, e a Praça da Europa, com a estátua de bronze de Medeia, lembrando a lenda do Velocino de Ouro. Vale a pena visitar também o amplo Jardim Botânico de Batumi, poucos quilômetros fora da cidade, que abriga milhares de plantas exóticas graças ao clima subtropical.

As noites em Batumi são cheias de vida – do porto agitado aos restaurantes e bares, passando por fontes dançantes e cassinos na orla. Não deixe de provar a especialidade local – o khachapuri adjáruli, uma espécie de barquinho de massa recheado com queijo e ovo.

6. Kakhetia

A Kakhetia, no leste da Geórgia, é a principal região vinícola do país e berço da vinicultura, com uma tradição de 8.000 anos. Foi justamente aqui que foram encontradas as evidências mais antigas de produção de vinho do mundo.

Na Kakhetia, ainda se utiliza o método tradicional de fermentação do vinho em ânforas de argila chamadas qvevri, enterradas no chão. Esse método foi inscrito na lista do Patrimônio Imaterial da UNESCO e resulta nos característicos vinhos laranja (âmbar).

Ao visitar a região, não deixe de conhecer as vinícolas tradicionais, onde você pode acompanhar todo o processo de produção do vinho e, claro, degustar variedades locais como Saperavi, Kindzmarauli ou Khvanchkara.

O centro da Kakhetia é a cidade de Telavi, de onde você pode fazer passeios para conhecer vinhos e monumentos. Nas proximidades fica a catedral Alaverdi, do século XI, com sua impressionante cúpula de 55 metros de altura, o complexo monástico de Nekresi com vistas para o Vale de Alazani, e a fortaleza Gremi, antiga capital do Reino da Kakhetia.

Uma cidadezinha encantadora é Sighnaghi, frequentemente chamada de “cidade do amor”. Situada numa colina sobre o Vale de Alazani, é cercada por muralhas bem preservadas. O clima é tranquilo, com ruelas de paralelepípedos, cafés charmosos e vistas deslumbrantes para os vinhedos e o Cáucaso ao fundo.

A melhor época para visitar a Kakhetia é o outono, quando acontece a vindima tradicional (rtveli). Você pode participar da colheita das uvas, acompanhar a produção do vinho e fazer parte das celebrações ligadas a esse evento tão importante.

Vardzia cidade rupestre na Geórgia

7. Vardzia – monumental cidade rupestre

Nas rochas do sul da Geórgia se esconde a fascinante cidade-caverna de Vardzia, construída no século XII durante o reinado da lendária Rainha Tamar. Esse complexo monumental foi originalmente projetado como fortaleza, mas gradualmente se expandiu em uma verdadeira cidade subterrânea com templos, moradias e armazéns.

Vardzia se estende por meio quilômetro ao longo do rio Mtkvari e chegou a ter 13 níveis e cerca de 3.000 compartimentos interligados por túneis. Hoje, são acessíveis cerca de 500 espaços, incluindo o templo principal da Assunção da Virgem Maria, com valiosos afrescos do século XII que retratam a Rainha Tamar.

Embora parte do complexo tenha sido danificada pelo terremoto de 1283, Vardzia ainda impressiona pela sua dimensão e sofisticação. Algumas partes são habitadas até hoje por monges que dão continuidade à tradição espiritual do lugar.

Vardzia fica a cerca de 60 km da cidade de Akhaltsikhe, e a visita leva umas 2 horinhas.

Uplistsikhe o que fazer na Geórgia

8. Uplistsikhe – cidade rupestre mais antiga

Perto da cidade de Gori, encontra-se um dos assentamentos mais antigos em território georgiano – a cidade rupestre de Uplistsikhe, fundada já no primeiro milênio a.C. Esta antiquíssima cidade escavada em um maciço de arenito oferece uma janela fascinante para a vida das civilizações antigas.

Uplistsikhe foi um importante centro político e religioso da Geórgia pagã antes da chegada do cristianismo. No auge de sua glória, tinha cerca de 20.000 habitantes e era uma parada importante na Rota da Seda. A cidade sobreviveu a invasões mongóis e árabes, mas entrou em declínio após a fundação de novos centros como Tbilisi e Mtskheta.

Durante a visita, você percorre um labirinto de ruas escavadas, aposentos, depósitos e templos. Entre as partes mais impressionantes estão o santuário pagão, depois transformado em basílica cristã, a adega de vinho (marani) com grandes vasos qvevri, e o grande salão com abóbada sustentada por colunas de rocha. Destaque também para a antiga farmácia e o teatro.

Uplistsikhe fica a cerca de 10 km a leste da cidade de Gori e pode ser facilmente visitado como bate-volta de Tbilisi.

9. Tushétia – paraíso montanhoso remoto

A Tushétia, no nordeste da Geórgia, é uma das regiões mais remotas e bonitas do país. Essa área montanhosa é acessível apenas durante alguns meses por ano (geralmente de junho a setembro), quando a estrada de terra pelo passo Abano (2.926 m) está transitável.

A viagem até a Tushétia já é uma aventura por si só – são 72 km de estrada de terra com precipícios íngremes e sem guardrails, considerada uma das estradas mais perigosas do mundo. A recompensa pela coragem, no entanto, são paisagens montanhosas intocadas, vilas tradicionais de pedra e um modo de vida autêntico que mal mudou ao longo dos séculos.

Fortaleza Keselo Geórgia

A principal vila da Tushétia é Omalo, com a característica fortaleza Keselo, que proporciona vistas deslumbrantes das montanhas ao redor. Outras vilas notáveis são Dartlo, com a típica arquitetura tusheta, e Diklo, de onde se avista a fronteira com o Daguestão russo.

A Tushétia é um paraíso para amantes da natureza e caminhadas. Você pode fazer trilhas de um dia ou trekkings de vários dias pelos vales dos rios Pirikiti e Gometsari, descobrir vilas remotas e observar a fauna selvagem, incluindo camurças, íbex e aves raras.

A região é conhecida por suas tradições – os pastores locais ainda vivem de forma seminômade, levando os rebanhos para as montanhas no verão e descendo para as planícies no inverno. Os queijos de ovelha tushetos, artigos de lã e a potente aguardente chacha são souvenirs muito procurados.

Visitar a Tushétia exige preparação cuidadosa – a região não tem eletricidade constante, o sinal de celular é limitado e as opções de hospedagem são simples (na maioria, pousadas familiares ou camping).

10. Cânion de Martvili

Na parte ocidental da Geórgia, na região de Samegrelo, encontra-se uma formação natural deslumbrante – o Cânion de Martvili. Esse desfiladeiro de 2,4 km formado pelo rio Abasha é extremamente popular e, para os padrões locais (e quase para os nossos também), custa um bom dinheiro. O cânion em si é bonito, mas é pequeno pelo preço cobrado, e o passeio de barquinho dura apenas uns 10 minutos.

Cânion de Martvili Geórgia

Perto do Cânion de Martvili, vale a pena visitar também o Okatse – outro cânion com uma passarela suspensa de 780 metros e uma cachoeira. Os dois cânions ficam a cerca de 50 km da cidade de Kutaisi e são um ótimo programa para um bate-volta.

11. Caverna de Prometeu

Na região cárstica de Imeretia, perto da cidade de Tskaltubo, fica o fascinante complexo de cavernas conhecido como Caverna de Prometeu. Esse labirinto subterrâneo, descoberto em 1984, é uma das maiores cavernas da Geórgia e oferece aos visitantes um mundo encantado de formações de estalactites e estalagmites.

O percurso de visitação passa por seis salões principais, iluminados de forma cênica com luzes coloridas. A caverna recebeu o nome da lenda de Prometeu, que segundo a mitologia grega foi acorrentado ao Cáucaso como punição por ter roubado o fogo dos deuses e dado aos humanos. Os georgianos acreditam que foi justamente aqui que ele sofreu.

Caverna de Prometeu Geórgia

A visita à caverna dura aproximadamente uma hora e, no final do percurso, você pode optar por voltar a pé ou fazer um passeio de barco pelo rio subterrâneo (na minha opinião, não compensa pelo preço). A temperatura na caverna fica em torno de 14 °C o ano inteiro, então leve uma jaqueta leve mesmo nos dias mais quentes de verão.

As opiniões sobre a Caverna de Prometeu são divididas. Muitos a consideram a caverna mais bonita da Geórgia, enquanto outros a classificam como armadilha para turistas.

Na hora de planejar a visita, tenha em mente alguns pontos importantes:

  • A caverna é uma atração turística muito popular
  • As visitas são organizadas a cada meia hora
  • Cada grupo pode ter até 60 visitantes
  • Privacidade não é o forte do lugar

Se a presença de outros turistas não te incomoda e você consegue abstrair isso, a visita com certeza vale a pena. A caverna é ampla e realmente impressionante.

12. Adjária – paraíso subtropical

A Adjária é uma república autônoma no sudoeste da Geórgia, conhecida por seu clima subtropical, extenso litoral do Mar Negro e vegetação exuberante. Sua capital é a já mencionada Batumi, mas a região oferece muito mais do que diversão na praia.

O interior da Adjária é montanhoso e coberto por florestas densas – é uma das áreas mais chuvosas do Cáucaso. Os parques nacionais Mtirala e Machakhela protegem ecossistemas subtropicais únicos e servem de refúgio para muitas espécies ameaçadas de flora e fauna.

Batumi Geórgia

Entre os tesouros naturais da região estão a Cachoeira Makhuntseti, que despenca de 20 metros para dentro de um estreito cânion, e a Ponte de Pedra da Rainha Tamar, que se estende sobre o selvagem rio Ajaristskali.

A Adjária também é conhecida por suas vilas montanhosas, onde artesanatos e modos de vida tradicionais se mantêm até hoje. Em localidades como Khulo ou Shuakhevi, você pode ver a produção do queijo adjaro, de hidromel ou das tradicionais toucas peludas.

A gastronomia adjara é influenciada pela proximidade com a Turquia e pela abundância de frutas subtropicais. Além do khachapuri adjáruli, vale provar outras especialidades como borano (queijo derretido com manteiga), sinori (rolinhos de massa recheados com queijo) ou achma (massa em camadas parecida com lasanha).

13. Termalismo georgiano

A Geórgia é terra de fontes termais, e a tradição termal tem raízes profundas por aqui. Já na Antiguidade, as águas minerais georgianas eram valorizadas por suas propriedades curativas, e mais tarde se tornaram destino favorito da nobreza russa e de personalidades célebres como Alexander Pushkin ou Alexandre Dumas.

O local termal mais famoso são os banhos de enxofre no bairro Abanotubani de Tbilisi. Esses banhos com suas cúpulas de tijolo características oferecem uma experiência tradicional – banho em água quente sulfurosa seguido de massagem com luva esfoliante kese. Você pode alugar uma sala de banho particular de várias categorias, desde as básicas até as luxuosas com piscinas de mármore.

Borjomi Geórgia

Outro importante centro termal é Borjomi, no centro da Geórgia, famosa por sua água mineral exportada para o mundo inteiro. No parque da cidade, você pode experimentar a água mineral morna direto da fonte – o sabor é bem peculiar, mais salgada e quente do que a versão engarrafada.

Um destino termal menos conhecido, mas fascinante, é Tskaltubo, perto de Kutaisi. Na era soviética, era um complexo termal de luxo frequentado inclusive por Stalin. Hoje, alguns prédios estão abandonados (e viraram destino de entusiastas de exploração urbana), enquanto outros foram renovados e voltaram a oferecer banhos curativos em água mineral radioativa, que supostamente ajuda no tratamento de diversas enfermidades.

Nas regiões montanhosas da Geórgia, você encontra outras fontes termais, algumas adaptadas como piscinas ao ar livre, outras em estado natural. Entre as mais conhecidas estão as fontes quentes de Tbatani na região da Tushétia e os poços termais em Nokalakevi, na Geórgia ocidental.

14. Gastronomia georgiana – o que provar na Geórgia?

A culinária georgiana é uma das mais ricas e diversificadas do mundo. Graças à sua posição na encruzilhada de culturas, combina influências do Cáucaso, do Oriente Médio e do Mediterrâneo, mantendo ao mesmo tempo uma identidade única.

Parte indissociável da gastronomia georgiana é o khachapuri – uma massa recheada com queijo que assume formas diferentes conforme a região. As variantes mais famosas são o adjáruli (em formato de barquinho com ovo), o imeruli (redondo) e o megruli (com camada dupla de queijo). Outra especialidade adorada são os khinkali – bolinhos de massa recheados com carne que se comem com as mãos seguindo um ritual específico: primeiro você suga o caldo, depois come o bolinho e deixa a pontinha (o nó) no prato.

Khinkali comida georgiana

Os georgianos adoram carne – pratos típicos incluem os espetinhos mtsvadi (churrasco), frango tabaka (assado sob pressão) e chakhokhbili (frango cozido com tomate e ervas). Vegetarianos podem se deliciar com uma variedade colorida de pratos à base de legumes – como badrijani (rolinhos de berinjela recheados com pasta de nozes), pkhali (patês de vegetais com nozes e romã) ou lobio (feijão apimentado servido em panela de barro).

Para acompanhar, os georgianos tradicionalmente servem o pão puri, assado em forno tone, e claro, vinho. De sobremesa, experimente a churchkhela – nozes ou avelãs mergulhadas em suco de uva engrossado, que lembram velas e são vendidas em todos os mercados.

Parte indissociável da cultura georgiana é a supra – um banquete tradicional em que se serve uma infinidade de pratos e são feitos brindes elaborados conduzidos pelo tamada (mestre de cerimônias). A supra não é apenas uma refeição, mas um ritual social que celebra a hospitalidade, a amizade e a alegria de viver.

15. Vinho georgiano

A Geórgia é considerada o berço da vinicultura – descobertas arqueológicas comprovam que o vinho era produzido aqui há 8.000 anos, o que faz deste o mais antigo território vinícola do planeta. Até hoje, são cultivadas mais de 500 variedades autóctones de uva, algo único no mundo.

O aspecto mais original da vinicultura georgiana é o método tradicional de produção em vasos de argila qvevri, enterrados no solo. O mosto fermenta junto com as cascas, sementes e engaços, o que confere ao vinho cor e sabor característicos. Esse método foi inscrito na lista do Patrimônio Imaterial da UNESCO em 2013.

A principal região vinícola é a Kakhetia, no leste do país, mas a videira é cultivada em quase todas as regiões. Entre as variedades georgianas mais conhecidas estão as brancas Rkatsiteli e Mtsvane e a tinta Saperavi. Os vinhos laranja (âmbar), produzidos pelo método tradicional, se destacam por seu sabor complexo e teor tânico mais elevado.

16. Danças e música folclórica georgiana

A cultura popular georgiana é conhecida por suas danças enérgicas e seu canto polifônico único, considerados entre os mais impressionantes do mundo.

As danças georgianas são uma mistura de proezas atléticas e arte dramática. Danças masculinas como khorumi ou khevsuruli retratam temas guerreiros e exigem uma condição física inacreditável – os dançarinos giram pelo palco em movimentos vertiginosos, equilibram-se na ponta dos pés e executam saltos acrobáticos. As danças femininas, como kartuli ou acharuli, são graciosas e fluidas – as dançarinas parecem flutuar em trajes tradicionais com longas saias. As danças frequentemente narram histórias da vida cotidiana ou da história e refletem a alma e o temperamento do povo georgiano.

Igualmente fascinante é o canto polifônico georgiano, inscrito na lista do Patrimônio Imaterial da UNESCO. Esses corais polifônicos com progressões harmônicas surpreendentes ecoam tanto em cerimônias religiosas quanto em celebrações profanas. Cada região tem seu estilo vocal característico – das melodias montanhesas brutas da Suanétia às complexas estruturas harmônicas da Geórgia ocidental.

17. Esqui na Geórgia em Gudauri e outras estações

A Geórgia vem se tornando um destino cada vez mais popular para esportes de inverno. Graças às encostas nevadas do Cáucaso, infraestrutura moderna e preços bem mais baixos que nas estações dos Alpes, atrai esquiadores do mundo inteiro.

A maior e mais moderna estação é Gudauri, situada na Estrada Militar Georgiana, a cerca de 120 km ao norte de Tbilisi.

As pistas em altitudes entre 2.000 e 3.000 metros oferecem condições ideais de dezembro a abril. A estação dispõe de mais de 70 km de pistas de diferentes níveis de dificuldade, sete teleféricos e equipamentos modernos, incluindo neve artificial.

Gudauri é famosa por suas encostas largas e a abundância de terrenos para freeride, o que a torna um paraíso para amantes de esqui fora de pista. Para os mais ousados, há a opção de heliskiing – esqui em terreno aberto com acesso por helicóptero.

Montanhas da Geórgia Ushguli

Outra estação popular é Bakuriani, no Pequeno Cáucaso, a cerca de 180 km a oeste de Tbilisi. Essa tradicional estação familiar tem pistas mais suaves e é ideal para iniciantes e esquiadores intermediários. Bakuriani sediou em 2023 o Campeonato Mundial de Esqui Freestyle e Snowboard, o que contribuiu para a modernização de sua infraestrutura.

Na Suanétia, perto de Mestia, ficam as estações Hatsvali e Tetnuldi. Essas estações mais remotas oferecem esqui com vistas deslumbrantes para os picos do Cáucaso e uma atmosfera autêntica longe das multidões. Tetnuldi é mais nova, com teleféricos modernos e encostas largas, enquanto Hatsvali é menor e mais aconchegante.

A mais recente adição é a estação Goderdzi, na Adjária, localizada na crista do Pequeno Cáucaso. Seu diferencial é a proximidade do Mar Negro – em dias claros, dá para esquiar com vista para o mar.

Além de esqui e snowboard, as estações georgianas oferecem outras atividades de inverno como skitouring, caminhadas com raquetes de neve, snowkiting ou motoskijöring. Depois de um dia nas pistas, você pode se aquecer em algum restaurante tradicional com um copo de vinho ou conhaque local.

18. Hospitalidade georgiana e a tradicional supra

Os georgianos são famosos por sua hospitalidade – segundo um provérbio local, “o hóspede é um presente de Deus” e é exatamente assim que eles tratam seus visitantes. Quando um georgiano te convidar para sua casa ou mesmo para uma taça de vinho, prepare-se para uma experiência inesquecível repleta de comida, bebida e cordialidade.

O auge da hospitalidade georgiana é a supra – um banquete tradicional que se realiza em diversas ocasiões, desde festas de família e feriados religiosos até a recepção de convidados. A palavra “supra” significa literalmente “toalha de mesa” e se refere à mesa coberta de pratos.

Comida georgiana

A supra segue regras e etiqueta bem definidas. Na cabeceira da mesa senta o tamada (mestre de cerimônias), cuidadosamente escolhido por sua sabedoria, eloquência e conhecimento das tradições. Ao longo da noite, o tamada faz uma série de brindes elaborados, aos quais todos respondem e vão esvaziando suas taças.

Os temas dos brindes geralmente começam com agradecimentos a Deus, passam pela família, amigos, pátria, entes queridos falecidos e chegam a reflexões filosóficas diversas. Cada brinde é uma pequena obra de arte que pode incluir histórias, poemas, citações ou memórias pessoais.

Parte igualmente importante da supra é, claro, a comida. A mesa literalmente desaparece sob a quantidade de pratos, servidos progressivamente mas que muitas vezes permanecem na mesa, de modo que no final já não se vê a toalha. O típico é começar com entradas frias (queijos, legumes, embutidos), seguir com entradas quentes (khachapuri, lobio) e pratos principais (khinkali, churrasco, diversos pratos de carne e vegetais) e terminar com doces e frutas.

Na supra, são indispensáveis o vinho ou a chacha (aguardente georgiana), que se bebe exclusivamente durante os brindes, nunca avulso. As taças costumam ser reabastecidas assim que são esvaziadas, e recusar novos brindes pode ser considerado falta de educação.

A supra não é apenas comida e bebida, mas sobretudo comunhão, partilha, celebração da vida e preservação das tradições. É um ritual social que fortalece laços entre as pessoas e cria espaço tanto para conversas profundas quanto para histórias engraçadas. Se receber um convite para uma supra autêntica, não perca por nada – é uma das formas mais genuínas de vivenciar a cultura georgiana.

Kutaisi Geórgia

19. Kutaisi

Kutaisi, a terceira maior cidade da Geórgia e antiga capital do Reino da Cólquida, é o ponto de partida ideal para explorar a parte ocidental do país. A cidade tem uma história riquíssima que remonta à Antiguidade – segundo a mitologia grega, foi justamente aqui que Jasão e os Argonautas vieram em busca do Velocino de Ouro.

No centro de Kutaisi, vale a pena conhecer o colorido mercado local, onde você pode provar especialidades da culinária da Geórgia ocidental e comprar produtos frescos. Sobre a cidade se ergue a catedral Bagrati, do século XI, que já foi patrimônio da UNESCO, mas após uma controversa reconstrução em 2012 foi retirada da lista. Ainda assim, oferece vistas impressionantes da cidade e do rio Rioni.

A cerca de 12 km de Kutaisi fica o complexo monástico de Gelati, verdadeiro tesouro da arquitetura e arte medieval georgiana. Esse mosteiro, fundado pelo rei Davi IV, o Construtor, por volta de 1106, serviu como centro de conhecimento e é famoso por seus magníficos afrescos e mosaicos.

O templo principal, dedicado à Virgem Maria, abriga impressionantes pinturas murais dos séculos XII a XVIII e um monumental mosaico na abside retratando a Virgem com o Menino. O complexo de Gelati é patrimônio da UNESCO e figura entre os mais importantes monumentos da ortodoxia georgiana.

Os arredores de Kutaisi oferecem muitas outras atrações. Além da já mencionada Caverna de Prometeu e do Cânion de Martvili, vale visitar a reserva natural Sataplia com pegadas de dinossauros e um mirante panorâmico, a cachoeira Kinchkha (uma das mais altas da Geórgia) e a antiga cidade de Nokalakevi com ruínas de uma fortaleza do século IV.

Geórgia paisagem montanhosa

20. Festas e festivais

A Geórgia é um país rico em tradições e celebrações que refletem sua história, religião e cultura únicas.

Tbilisoba é um festival anual que acontece em outubro e celebra a fundação da capital. As ruas de Tbilisi se transformam nesse fim de semana em uma grande festa, com apresentações musicais, grupos de dança, feiras de artesanato e, claro, muita comida e vinho. Você pode assistir artesãos tradicionais trabalhando, comprar lembrancinhas ou provar especialidades de diversas regiões da Geórgia. O festival culmina com fogos de artifício e shows na Praça da Liberdade.

Rtveli (vindima) não é um evento pontual, mas sim um período do final de agosto a outubro, quando os vinhedos de diversas regiões vinícolas entram em colheita. É um tempo de alegria e fartura, em que famílias e amigos se reúnem para colher e prensar as uvas, preparar churchkhela e festejar a safra. Se visitar a Kakhetia ou outras regiões vinícolas nessa época, você pode se juntar aos moradores na colheita, acompanhar a produção tradicional de vinho e participar das animadas celebrações com música e dança.

Mtskhetoba é celebrado no final de outubro na antiga capital Mtskheta. A festa inclui procissões, cultos na catedral Svetitskhoveli e festividades populares com música, dança e feiras de produtos locais. É uma oportunidade de presenciar cerimônias religiosas tradicionais e celebrações profanas em um dos lugares mais sagrados da Geórgia.

Danças tradicionais da Geórgia

Berikaoba é uma festa tradicional de carnaval celebrada antes do início da Quaresma. Suas raízes remontam a tempos pré-cristãos e incluem desfiles de máscaras, apresentações teatrais e folia carnavalesca. Os participantes colocam máscaras de animais e figuras míticas e percorrem as vilas, trazendo sorte e prosperidade e recolhendo presentes. As celebrações mais autênticas de Berikaoba podem ser vivenciadas nas áreas rurais, como na Kakhetia ou Kartli.

Lomisoba é uma festa pagã-cristã celebrada anualmente em junho na vila montanhosa de Lomisi, no leste da Geórgia. As pessoas peregrinam até lá para homenagear São Jorge e fazer oferendas de animais (geralmente ovelhas) junto a um antigo mosteiro. A festa inclui rituais tradicionais, banquetes e competições esportivas, oferecendo um olhar fascinante sobre a fusão de tradições pré-cristãs e cristãs na cultura georgiana.

Natal e Ano Novo ortodoxos na Geórgia seguem o calendário juliano – o Natal é celebrado em 7 de janeiro e o Ano Novo antigo em 14 de janeiro. No Natal, é tradição a procissão Alilo, em que pessoas vestidas com trajes tradicionais percorrem as ruas cantando canções natalinas e recolhendo doações para os necessitados. A virada do ano é comemorada duas vezes na Geórgia – em 31 de dezembro, pelo calendário gregoriano, e em 13 de janeiro, pelo calendário juliano. Ambas as celebrações incluem banquetes fartos, brindes e a tradição do Mekvle – o primeiro visitante do ano novo, que traz sorte e prosperidade.

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Perguntas frequentes

A Geórgia é segura?

A Geórgia é um dos países mais seguros da região, com baixos índices de criminalidade contra turistas. A precaução habitual que você tomaria em qualquer destino turístico é suficiente. O recomendável é evitar as regiões separatistas da Abcásia e da Ossétia do Sul, que não estão sob controle do governo georgiano.

Preciso de visto para a Geórgia?

Cidadãos brasileiros podem entrar na Geórgia sem visto e permanecer por até 1 ano (365 dias). Basta ter um passaporte válido pelo período da estadia planejada. Cidadãos da UE, EUA e Canadá também são isentos de visto.

Qual é a moeda da Geórgia e quanto dinheiro levar?

A moeda da Geórgia é o lari georgiano (GEL). Casas de câmbio são encontradas nos aeroportos, nas cidades e em áreas turísticas. Caixas eletrônicos estão amplamente disponíveis nas cidades maiores e aceitam cartões internacionais. Recomendamos usar o cartão Revolut para evitar taxas de câmbio desfavoráveis.

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