Criança de 2 anos paga passagem aérea? Preços e regras 2026

No transporte aéreo existe uma fronteira rígida entre a passagem para bebê de colo e para criança mais velha. É por isso que muita gente pergunta se criança de 2 anos paga passagem aérea — e a resposta muda tudo. Enquanto pelo bebê de até dois anos que voa no colo você paga apenas uma fração do valor nas companhias tradicionais, as low cost cobram taxas fixas independentemente da duração do voo.

Na Ryanair, a passagem só de ida para o bebê custa cerca de 25 euros e na Wizz Air por volta de 27 euros. Uma grande armadilha são os segundos aniversários comemorados durante as férias, porque o que define o tipo de passagem é a idade da criança no dia do voo de volta.

Abaixo eu explico em detalhes quanto as passagens realmente custam e onde estão escondidas as taxas surpresa. Você também vai descobrir em quais casos vale a pena, financeira e praticamente, comprar um assento próprio para o bebê.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro

  • Companhias tradicionais cobram 10% do valor: Empresas como Lufthansa, Qatar ou British Airways cobram pelo bebê de colo apenas um décimo da tarifa adulta, o que é uma economia enorme em voos de longa distância.
  • Low cost têm taxa fixa: A Ryanair cobra 25 euros firmes por trecho, enquanto na Wizz Air você paga cerca de 27 euros (ou o valor da passagem adulta, se estiver mais barata em promoção).
  • O que vale é a idade no dia do voo: Se o seu filho comemora dois anos durante as férias na praia, na volta ele já vai precisar obrigatoriamente de um assento próprio completo.
  • Um adulto só pode levar um bebê: Por questões de segurança, não é permitido voar com dois bebês de menos de dois anos no colo de um único adulto, porque em caso de emergência você não conseguiria segurar os dois.
  • Compre o seguro de cancelamento junto com a passagem: Se a criança adoecer na noite anterior ao voo, você vai precisar de um atestado médico daquele dia e de um comprovante da companhia de que não embarcou (o chamado no-show).
  • Novas regras a partir de 2027: A União Europeia finalmente aprovou uma regulamentação segundo a qual as companhias aéreas terão de acomodar crianças de até 14 anos ao lado dos pais totalmente de graça.

10 coisas que você precisa saber sobre passagens para crianças

Se orientar nas tabelas de preços das companhias aéreas exige uma boa dose de paciência e uma calculadora na mão. Vamos olhar em detalhes como os preços são formados, no que prestar atenção na reserva e onde estão as maiores armadilhas financeiras que as companhias armam para os pais.

1. Quanto custa de fato a passagem para criança de até 2 anos

Quando você voa pela primeira vez com um bebê, é lógico esperar que a criança sem assento próprio e sem refeição voe totalmente de graça. Mas a realidade muda completamente dependendo se você voa com uma companhia tradicional ou com uma low cost, porque cada uma usa um modelo matemático totalmente diferente. Companhias de rede como Lufthansa, SWISS, Qatar Airways ou Turkish Airlines adotam uma postura bem amigável ao cliente, em que o bebê de colo custa exatamente 10% da tarifa adulta. Ou seja, se a passagem adulta para Nova York custa R$ 3.700, o bebê voa por R$ 370, o que torna os voos de longa distância com crianças pequenas financeiramente muito atraentes.

Nas low cost, porém, o desconto percentual não existe e as companhias cobram uma taxa fixa firme por cada trecho voado. A Ryanair cobra 25 euros fixos por segmento, então a passagem de ida e volta para o bebê de colo sai por 50 euros, independentemente de quanto custou a sua passagem. Assim, acontece com frequência a situação totalmente absurda de você pegar uma passagem para si por 15 euros na promoção, mas pagar vinte e cinco pelo filho no seu colo. A Wizz Air tem essa taxa em torno de 27 euros, mas oferece um pequeno truque: a taxa do bebê cai para o valor da passagem adulta, caso a tarifa adulta esteja mais barata naquele momento.

💡 Dica: Sempre calcule com antecedência se, em voos dentro da Europa, não vale mais a pena voar com uma companhia tradicional do que com uma low cost. É que a companhia tradicional muitas vezes inclui na passagem de 10% até uma bagagem despachada grátis para o bebê, enquanto na low cost você paga a taxa fixa só pelo ar e cada mala precisa comprar caro à parte.

2. Criança de 2 anos paga passagem aérea: o salto no preço

Aqui vem a pergunta que todo mundo faz: criança de 2 anos paga passagem aérea? Sim, e a partir do segundo aniversário acaba toda a brincadeira aérea e seu filho passa a ser, aos olhos das companhias, quase um passageiro adulto. Uma criança de dois anos já precisa sentar no próprio assento, usar o próprio cinto, e as companhias cobram bem por esse espaço. Nas empresas low cost não existe tarifa infantil, então para uma criança em idade pré-escolar ou escolar você paga 100% do valor da passagem adulta e o jogo passa a ser puramente otimizar bagagem e caçar promoções.

Nas companhias de rede tradicionais existem as chamadas tarifas child, mas não espere grandes milagres. O desconto para criança de dois a doze anos costuma ficar em torno de apenas 15% a 25% da tarifa adulta, sendo que sobre as taxas aeroportuárias e os adicionais de combustível você não ganha desconto nenhum. Portanto, se você planeja uma viagem grande e cara para um destino exótico, tente realizá-la ainda antes do segundo aniversário da criança, porque depois as passagens custarão muitos milhares de reais a mais.

💡 Dica: Uma criança com assento próprio tem automaticamente os mesmos direitos de bagagem que um passageiro adulto. Ou seja, se você paga uma passagem comum com mala de mão, o seu pequeno de dois anos também tem direito à própria mala de bordo, onde você pode colocar brinquedos, fraldas e lanches para a família toda.

3. O que fazer quando a criança completa 2 anos durante a viagem

Isso é um clássico absoluto e uma armadilha financeira na qual as famílias com crianças pequenas caem com uma regularidade impressionante. É que as companhias aéreas não estão nem aí para a idade da criança na hora em que você compra as passagens no computador da sala. O que conta é exclusivamente a idade da criança no dia do embarque em cada avião específico. Se você viaja para umas férias de três semanas e a criança tem um ano e onze meses na ida, ela vai como bebê de colo, por uma fração do preço.

Mas assim que você comemorar o segundo aniversário na praia, de bebê ela vira, da noite para o dia, um passageiro infantil padrão, e as regras são implacáveis. A criança que completa dois anos durante a viagem precisa de assento próprio em todos os voos seguintes, e a maioria das companhias vai te pedir para pagar uma passagem infantil completa no trecho de volta. Uma exceção maravilhosa nesse sentido é a British Airways, que reserva à criança um assento próprio na volta, mas cobra por ele ainda apenas os 10% originais da tarifa adulta.

💡 Dica: Nunca deixe para resolver isso só no aeroporto antes do voo de volta, porque a equipe pode te exigir o pagamento da tarifa walk-up atual e extremamente cara, ou pode simplesmente não te deixar embarcar. Se você sabe que a criança vai fazer aniversário durante as férias, ligue para a central de atendimento da companhia antes mesmo de comprar as passagens e combine o procedimento exato da reserva.

4. Quando vale a pena comprar assento próprio para o bebê

Mesmo que você tenha uma criança de menos de dois anos e todo o direito de levá-la no colo por poucos reais, às vezes faz muito sentido pagar o valor integral por um assento próprio. Considere isso principalmente em voos de longa distância, porque segurar uma criança de doze quilos no colo durante doze horas é uma experiência que beira a tortura física para os dois envolvidos. O assento próprio te dá aquele espaço tão necessário, a criança pode brincar, dormir confortavelmente, e você ao menos consegue comer um pouco sem ninguém chutando a mesinha.

A segunda situação em que você não escapa do assento próprio é a de um pai ou mãe viajando sozinho com dois filhos de menos de dois anos. As normas aéreas têm uma regra rígida que diz que por adulto só pode voar um bebê no colo, porque, em caso de emergência, você só tem duas mãos e acima de cada assento há um número limitado de máscaras de oxigênio. Então, para o segundo bebê você precisa comprar assento próprio e colocá-lo em uma cadeirinha especial com etiqueta de certificação para uso aéreo.

💡 Dica: Na Wizz Air existe um truque conhecido para comprar assento para o bebê online. Você compra uma passagem adulta normal, no campo Nome escreve a palavra INFANT e no campo Sobrenome coloca o sobrenome da criança, evitando assim a taxa de bebê e pagando apenas o valor do assento. Já em outras companhias o assento livre para o bebê muitas vezes só pode ser comprado por telefone.

5. Como adicionar a criança a uma reserva já existente

Isso acontece mais do que você imagina. A avó compra em janeiro, numa super promoção, as passagens para a família toda para as férias de agosto, mas esquece completamente de incluir no sistema o seu filho de um ano. Ou você compra as passagens com um ano de antecedência e alguns meses depois descobre que está grávida e vai voar para a praia com um integrante a mais. Se você precisa adicionar um bebê de até dois anos, que vai no colo, na maioria das companhias esse costuma ser um processo relativamente indolor.

O ideal é resolver isso direto pela central de atendimento da companhia, porque os sistemas online nem sempre estão preparados para adicionar pessoas depois. Algumas companhias, como a easyJet, até deixam você adicionar o bebê direto online no aplicativo, mas em outras não dá para escapar do atendente no telefone. Você paga aquela taxa fixa ou os dez por cento da tarifa e a criança entra na lista de passageiros.

💡 Dica: Um problema enorme surge se você precisa adicionar a uma reserva de adultos uma criança de mais de dois anos, que já precisa de assento próprio. É que o sistema geralmente não deixa comprar uma passagem separada para um passageiro menor de idade sem acompanhante adulto. Nesse caso você sempre tem que ligar para o suporte, para que o atendente vincule manualmente a nova passagem infantil à sua reserva adulta original.

6. Programas de fidelidade e as armadilhas de família

As low cost são mestres absolutas na psicologia de vendas e, durante a compra da passagem, te fazem passar por várias telas que piscam com avisos vermelhos. Muitos pais, no estresse, jogam no carrinho os chamados pacotes família achando que vão economizar, mas o contrário é o que costuma acontecer. Um exemplo típico é a Ryanair, em que a tarifa família geralmente não vale a pena, e é bem mais barato comprar a tarifa basic mais simples e depois adicionar manualmente só as bagagens que você realmente precisa.

Por outro lado, na Wizz Air faz muito sentido assinar o Wizz Discount Club. Se você viaja em família, digamos em três ou quatro pessoas, a taxa de assinatura muitas vezes já se paga na compra da primeira passagem de ida e volta, porque você ganha desconto tanto na tarifa quanto nas bagagens adicionadas. Por isso, sempre simule no carrinho as duas opções e compare o valor final bem antes de pagar.

💡 Dica: Fique bem atento às taxas de assento em família. Desde junho de 2026 a Ryanair teve de mudar as regras após a intervenção dos reguladores e eliminou a taxa obrigatória de reserva de assento para famílias. Se hoje você escolher a alocação aleatória, o sistema tem que sentar crianças de até 12 anos ao lado do adulto de graça, então você economiza um bom dinheiro. Mas tem que se conformar com o fato de que provavelmente vai acabar na parte de trás do avião.

7. Quando comprar passagens com crianças e como controlar o preço

Quando você viaja de mochila num fim de semana, tanto faz comprar a passagem em buscadores como Kiwi, Skyscanner ou Trip.com. Mas assim que você viaja com crianças pequenas, vale uma regra absolutamente inquebrável que vai te poupar muitos nervos. Compre passagens sempre e exclusivamente direto no site oficial da companhia aérea. É que, com crianças, os planos mudam o tempo todo, você precisa reservar berço, resolver o tamanho do carrinho ou uma doença súbita e o cancelamento.

Se você tem a passagem direto da Lufthansa ou da Ryanair, é só ligar, explicar o problema e resolver. Mas se a passagem é de um intermediário, você vira refém do atendimento deles, que cobra pesadas taxas administrativas por cada mudança, e a comunicação com a companhia através deles é extremamente demorada. Aquele dinheirinho economizado no comparador te custa mil vezes mais no primeiro perrengue com criança.

💡 Dica: Tempos melhores estão a caminho graças à União Europeia, que em julho de 2026 aprovou novas regras de direitos dos passageiros. A partir de meados de 2027, as companhias terão de mostrar o preço da passagem já com a bagagem de mão logo no começo da reserva, então finalmente acaba aquele estresse dos preços enganosos, aos quais no final você tem que adicionar caro as malas da família toda.

8. Cancelamento da passagem por doença da criança

Esse é o pesadelo de todo pai e mãe. São nove da noite, amanhã às seis da manhã sai o seu voo para a praia e o seu filho começa a vomitar ou dispara uma febre de quase quarenta graus. É óbvio que você não vai a lugar nenhum, e precisa agir imediatamente para não perder milhares de reais. Se você tem passagens de low cost como Ryanair ou Wizz Air, o cancelamento online no sistema já não dá tempo de fazer na noite anterior ao voo, e o caso então vira o regime do chamado voo não utilizado, ou no-show.

Para conseguir o dinheiro de volta do seguro, você precisa providenciar dois documentos absolutamente essenciais, sem os quais não tem chance. Logo de manhã, no dia do voo planejado, você tem que contatar o pediatra e pedir um atestado médico de impossibilidade de viajar, sendo que a data do atestado não pode em hipótese alguma ser posterior ao dia do voo. O segundo papel é o comprovante de não embarque, que você precisa solicitar depois à companhia, de forma muito ativa, pelo formulário no site deles.

💡 Dica: Com resfriado e coriza surge um problema no avião por causa da pressão nos seios da face, que se equaliza mal pela trompa de Eustáquio. Se a criança está com otite média aguda, o médico pode desaconselhar totalmente a viagem e você fica com um diagnóstico claro para o seguro. Para uma coriza leve comum, os pais recomendam aplicar spray nasal antes da decolagem e da descida; nos bebês, amamentar exatamente no momento em que o avião começa a descer ajuda bastante.

9. Seguro de cancelamento para famílias e o que ele realmente cobre

As pessoas confundem o tempo todo o seguro viagem clássico de despesas médicas com o seguro de cancelamento. Enquanto o seguro viagem comum te protege quando você já está no exterior e a criança pega uma amigdalite lá, o seguro de cancelamento salva o seu dinheiro no momento em que você ainda está em casa e não pode viajar por causa de uma doença. A regra fundamental é: você não pode comprar o seguro de cancelamento uma semana antes do voo, quando a criança já está tossindo, mas sim contratá-lo idealmente no mesmo dia da compra da passagem ou do pagamento do primeiro sinal.

Na hora de escolher o seguro, não olhe só o preço, mas principalmente as condições sobre as chamadas pessoas acompanhantes. Se uma criança de cinco anos adoece, é lógico que um dos pais fique em casa com ela. Mas o seguro precisa ter claramente definido nas condições que reconhece o cancelamento também para o irmão saudável e o outro pai na mesma reserva, porque não vão viajar sozinhos para a praia. Considere também que os seguros geralmente não devolvem cem por cento do valor, mas têm uma franquia definida, tipicamente em torno de vinte por cento.

💡 Dica: Preste atenção ao que acontece com o carrinho de bebê danificado. Por um carrinho destruído, segundo a Convenção internacional de Montreal, quem responde é a companhia aérea, não o seu seguro viagem. O limite de indenização passa dos dois mil dólares, mas o dano precisa ser relatado por escrito em até 7 dias após a chegada, idealmente na forma de um protocolo PIR direto no balcão do aeroporto. Se você não fizer isso na hora, dificilmente vai conseguir o dinheiro da companhia depois. Lembre-se de que algumas companhias exigem que o carrinho esteja obrigatoriamente embalado, senão não se responsabilizam por ele.

10. Atrasos e o direito do bebê à compensação (EU 261)

Já que estamos falando de direitos e dinheiro, precisamos tocar num tema que é extremamente polêmico entre os viajantes e cheio de dúvidas. A regulamentação europeia EU 261/2004 te garante uma compensação financeira de 250 a 600 euros se o seu voo atrasar mais de três horas ou for cancelado inesperadamente. Mas será que esse gordo direito à indenização vale também para o bebê que voa no seu colo e não tem assento próprio pago?

Essa é comprovadamente uma área jurídica controversa, e a prática de cada companhia varia dramaticamente. O critério decisivo na prática costuma ser se você fez algum pagamento pela criança. Se a companhia leva a criança totalmente de graça, geralmente recusa a compensação com firmeza. Mas se você pagou aqueles 25 euros na Ryanair ou os dez por cento na Lufthansa, a criança é um passageiro pagante com passagem própria e a chance de sucesso aumenta, ainda que a jurisprudência na Europa ainda não esteja cem por cento unificada.

💡 Dica: Não desanime com a primeira recusa. Se o seu voo teve um atraso enorme, faça sempre o pedido de compensação pelo bebê de colo, porque isso te custa só cinco minutos no computador. Conte que a companhia pode recusar automaticamente na primeira rodada, mas muitas vezes, após um recurso ou a ameaça de encaminhar o caso ao órgão fiscalizador, ela acaba cedendo e pagando o dinheiro à família. Se quiser ajuda, você pode usar um serviço como a AirHelp.

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Resumo prático e preços de referência

Para você não se perder nessa quantidade enorme de regras, preparei duas tabelas claras com números concretos, válidos para este ano. Lembre-se de que os preços podem mudar dinamicamente entre as companhias, então sempre confira antes de comprar, mas como ponto de partida para o seu orçamento familiar eles funcionam com total confiabilidade.

Taxas por bebê de colo, por companhia aérea:

CompanhiaPreço por bebê (0–2 anos) no coloO que está incluído na passagem da criança
:—:—:—
Lufthansa, Austrian, SWISS10% da tarifa adultaBagagem despachada de até 23 kg, carrinho, cadeirinha
Qatar, Turkish Airways10% da tarifa adultaBagagem despachada própria, carrinho ou moisés
Ryanair25 € / 25 £ por trecho (fixo)Só bolsa de 5 kg (45×35×20 cm), 2 itens de equipamento (carrinho)
Wizz Aircerca de 27 € por trecho (ou preço adulto)Bolsa pequena de até 10 kg, carrinho ou cadeirinha para despachar
TAP / companhias regionaisTarifa reduzida (conforme o voo)Carrinho e cadeirinha (carrinho deve estar embalado)

Quando vale a pena comprar assento próprio para criança de até 2 anos:

Tipo de viagem e situaçãoQuando ir no colo (Infant)Quando comprar assento próprio
:—:—:—
Voos curtos na Europa (até 3 horas)Escolha ideal, você segura a criança e economiza.Luxo desnecessário; melhor gastar o dinheiro num hotel melhor.
Voos longos para destinos exóticos (mais de 6 horas)Só para bebês bem pequenos, que cabem no berço de bordo.Recomendado para crianças de 1 a 2 anos, senão você enlouquece.
Um adulto e duas crianças de menos de 2 anosNão é possível, a companhia não te deixa embarcar.Obrigatório para a segunda criança + cadeirinha certificada.
Necessidade de cadeirinha grande a bordoA cadeirinha tem que ir no porão.Obrigatório, a cadeirinha prende no assento comprado.
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Se você tem pela frente a primeira grande viagem com crianças e está com a cabeça cheia de preocupações, dê uma olhada nos outros artigos práticos que escrevi com base nas nossas experiências e numa pesquisa profunda das regras aéreas:

Perguntas frequentes

É cobrado pelo carrinho de bebê no avião?

Na grande maioria das companhias aéreas, incluindo as low-cost como Ryanair ou Wizz Air, não há nenhuma taxa para transportar o carrinho de bebê dobrado. Normalmente você tem direito ao transporte gratuito do carrinho até o portão de embarque, onde você entrega para a equipe despachar no porão. Mas sempre verifique se a companhia aérea exige uma capa de proteção.

Posso levar cadeirinha de carro no avião?

Sim, você pode levar a cadeirinha de carro na cabine, mas precisa comprar um assento completo para a criança, onde irá fixá-la. Além disso, a cadeirinha deve ter uma etiqueta de certificação especial para uso em transporte aéreo. Se você não comprar o assento, a companhia aérea despachará a cadeirinha gratuitamente no bagageiro.

O que fazer quando temos um bebê no colo com a Ryanair e o sistema quer nos separar?

Desde junho de 2026 a Ryanair cancelou a taxa obrigatória para assentos familiares, então o sistema deve sentar crianças até 12 anos ao lado de um dos pais gratuitamente. Mas lembre-se de uma regra de segurança importante: o adulto viajando com bebê no colo deve sempre sentar na janela, porque só lá há duas máscaras de oxigênio disponíveis no painel.

Posso adicionar um bebê à passagem que comprei há um mês?

Sim, adicionar um bebê de até dois anos a uma reserva existente é um procedimento comum. Em algumas companhias aéreas, como a easyJet, você consegue fazer isso diretamente online, mas na maioria das outras companhias você precisa ligar para o atendimento ao cliente e pagar uma taxa fixa. Adicionar uma criança acima de dois anos é bem mais complicado e requer assistência do operador.

Preciso embalar líquidos das crianças em saquinhos de 100 ml?

Para comida e bebida de bebês e crianças pequenas (leite em pó, papinhas, água para mamadeira) há uma exceção ao limite de 100 ml na inspeção de segurança. Você pode levar a quantidade necessária para o tempo de voo. Mas o agente pode pedir que você abra a mamadeira para que ele possa testar o conteúdo em um aparelho especial.

A companhia low-cost me devolve o dinheiro se a criança ficar doente?

A própria companhia aérea low-cost não devolve o dinheiro de uma tarifa não reembolsável, porque doença não é culpa da transportadora. Por isso é absolutamente essencial para as famílias contratar um seguro de cancelamento de viagem logo na compra da passagem. Com um atestado médico e comprovante de não comparecimento ao voo, você resolve o reembolso diretamente com a sua seguradora, não com a companhia aérea.

Quando entram em vigor as novas regras da UE para famílias em aviões?

A União Europeia aprovou em julho de 2026 novas regras para os direitos dos passageiros, que devem entrar em vigor efetivamente após um período de transição a partir de meados de 2027. Elas trazem, entre outras coisas, a obrigação das companhias aéreas de sentar crianças até 14 anos ao lado do acompanhante de forma totalmente gratuita e também a obrigação de mostrar preços claros incluindo bagagem de mão logo no início da compra.

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