Lago di Carezza (Karersee), Dolomitas: 10 dicas do que ver e fazer

Com certeza você já se deparou alguma vez nas redes sociais com uma foto do Lago di Carezza. A cor turquesa-esmeralda é tão intensa que parece obra de um designer talentoso no Photoshop. Mas não é. O Karersee, como é chamado em alemão, é um daqueles lugares raros nas Dolomitas da Itália que, ao vivo, parece ainda mais mágico do que nas imagens.

Neste artigo, conto onde se hospedar estrategicamente e o que esperar na visita. Chegar de carro diretamente ao lago não é possível, mas há uma trilha plana e super confortável de uns cinco minutos, passando por um túnel a partir do estacionamento — dá para fazer tranquilamente com carrinho de bebê.

Lago di Carezza esmeralda sob o maciço Latemar nas Dolomitas
Lago di Carezza esmeralda sob o maciço Latemar (Foto: Maurizio Napolitani, CC BY 4.0, Wikimedia Commons)
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Resumo

Se você já está a caminho das Dolomitas italianas, aqui está o essencial que eu gostaria que alguém tivesse me contado antes:

  • Novidade importante sobre estacionamento: Desde recentemente, funciona aqui um sistema de reserva de vagas similar ao das famosas Tre Cime — reserve antecipadamente online nos estacionamentos P1 ou P2, caso contrário você pode ser impedido de acessar o lago.
  • Carrinhos e crianças: Todo o circuito ao redor do lago e o caminho de acesso a partir do estacionamento são completamente acessíveis e ideais para famílias com crianças.
  • Animais: Nossos cachorros adoraram o passeio, mas lembre-se de que cães precisam estar na guia o tempo todo.
  • Banho: A água cristalina pode ser tentadora, mas a resposta para a famosa pergunta “dá para nadar no Lago di Carezza?” é um sonoro não — o lago é rigorosamente protegido.
  • Melhor época para visitar: A água fica mais bonita de manhã cedo ou no outono, quando os larici ao redor ficam dourados. Em pleno verão durante o dia, espere bastante gente.

O que é o Lago di Carezza e a lenda por trás do nome

Mas antes de qualquer coisa, há um detalhe sem o qual esse lugar não faz sentido: por que o lago tem essa cor e de onde vem o apelido “Lago do Arco-Íris”. O Lago di Carezza é um pequeno lago alpino situado a 1.520 metros de altitude, na província do Tirol do Sul (Trentino-Alto Adige), nas Dolomitas da Itália. O que o torna tão especial é a combinação da sua cor hipnótica com a moldura cênica das torres recortadas do maciço calcário Latemar ao fundo.

A água muda de tonalidade de forma fascinante: do verde-claro ao esmeralda intenso, passando pelo turquesa profundo. O motivo é simples: substrato calcário somado ao ângulo certo da luz solar — e o resultado é aquela cor de pedra preciosa. A ciência explica muito bem, mas a lenda local é, na minha opinião, muito mais romântica.

Conta-se que no lago vivia uma linda ninfa das águas chamada Ondina, por quem um feiticeiro da montanha vizinha Masarè se apaixonou loucamente. Para atraí-la para fora da água e conquistar seu coração, ele conjurou um enorme arco-íris luminoso sobre o Latemar. Mas esqueceu um detalhe: disfarçar-se, como a bruxa de outra montanha havia lhe aconselhado. Quando Ondina viu o feiticeiro em sua forma verdadeira, assustou-se e desapareceu para sempre nas profundezas do lago. Furioso, o feiticeiro rasgou o arco-íris em pedaços e o jogou na água. E é por isso que até hoje o Lago di Carezza é chamado de “Lago do Arco-Íris” (Lec de Ergobando, em dialeto ladino local). ☺️

Quando visitar e como é o clima

Planejar uma viagem às Dolomitas sempre gira em torno da época certa do ano. A escolha depende muito do que você espera da visita e se prefere evitar multidões ou frio. Por experiência própria, posso dizer que cada estação tem seu charme aqui.

A época mais popular é o verão, de julho a setembro. O lago fica com a água bem cheia, alimentada pelo degelo da neve, e toda a região transborda de cores vibrantes. O porém é a quantidade absurda de turistas. Se vier no verão, recomendo fortemente chegar cedo — idealmente estar no local por volta das sete ou oito da manhã. Além de evitar as multidões e ter as plataformas de observação quase para você, a luz da manhã cria as melhores condições para fotos e a superfície fica calma como um espelho.

O outono nas Dolomitas é, para mim e para o Lukáš, a estação favorita. Por volta de outubro, os larici (espécie de pinheiro caduco) que cercam o lago mudam para tons de dourado e laranja que parecem saídos de um sonho. Se você checar a previsão do tempo antes de partir e pegar um dia ensolarado de outono, vai se deparar com uma explosão visual de tirar o fôlego. O único porém é que o nível do lago costuma estar um pouco mais baixo nessa época.

E o inverno? Vale muito a pena pesquisar! Nos meses de inverno, o lago frequentemente congela e fica coberto por uma espessa camada de neve — a famosa cor turquesa some, mas você se encontra numa paisagem de conto de fadas. Se você curte esqui, há uma área de esqui bem pertinho do lago, o que torna a visita ao lago congelado uma parada perfeita no fim de um dia nas pistas.

Como chegar ao Lago di Carezza e as novas regras de estacionamento

O transporte e o estacionamento são, sem dúvida, o tema mais importante a resolver antes da visita, pois as regras foram bastante endurecidas nos últimos anos para proteger a natureza do overtourism. A maioria das pessoas chega de carro a partir de grandes centros como Cortina d’Ampezzo, da próxima Bolzano ou do vale Val di Fassa, partindo de Canazei. O caminho passa pelo belo Passo di Costalunga, e o trajeto já é um espetáculo só por si.

Próximo ao lago há dois grandes estacionamentos pagos: P1 e P2. Atenção aqui. Desde a primavera de 2024, o sistema funciona de forma muito parecida com o das Tre Cime: as vagas são limitadas e, na alta temporada, é preciso reservar antecipadamente online. Imagine o pesadelo de viajar horas de carro até as montanhas e, na cancela, ouvir que está lotado. Reserve com alguns dias de antecedência. O estacionamento custa aproximadamente 5 a 7 euros pelas primeiras duas horas, o suficiente para uma visita tranquila e uma volta completa ao redor do lago. Para alugar carro, costumamos usar o comparador DiscoverCars.com, com quem temos tido boas experiências.

Se preferir não se preocupar com estacionamento, o transporte público italiano funciona muito bem aqui. De Bolzano parte a linha de ônibus número 180 diretamente até o lago — o trajeto leva menos de uma hora e você desce praticamente na porta do centro de visitantes. Quem está hospedado do outro lado, em Canazei, pode pegar o ônibus número 480, que passa pelo Passo di Costalunga.

Ao estacionar ou descer do ônibus, você vai se surpreender com a estrutura moderna de acesso. Um túnel seguro para pedestres foi construído sob a rodovia, ligando o estacionamento diretamente à plataforma principal de observação. São apenas 5 minutos de caminhada, completamente plana — quando tiramos o carrinho do Jonáš do carro e saímos com os cachorros, não precisamos nos preocupar com pedras soltas ou raízes no caminho.

Onde se hospedar perto do lago e quanto custa

Se você quiser explorar a região do Latemar de verdade, e não apenas dar uma voltinha de uma hora no lago, vale a pena buscar hospedagem nas redondezas. Sendo honesta, as Dolomitas não são lugar para quem quer economizar em acomodação — em agosto ou fevereiro os preços falam por si. Uma semana para duas pessoas, incluindo alimentação e gasolina, pode sair entre 1.500 e 2.200 euros, algo que eu e o Lukáš compensamos fazendo piqueniques e não exagerando nos hotéis. Para buscar hospedagem, costumamos usar o Booking.com, onde frequentemente pegamos boas promoções pelo programa de fidelidade.

A opção mais próxima e icônica é se hospedar bem em frente ao lago. Do outro lado da estrada, perto do estacionamento, fica o famoso Carezza Hotel Latemar, que oferece spa incrível e vistas deslumbrantes direto para as montanhas. É uma opção mais cara (a partir de 160 € por noite), mas poder ir ao lago de manhã cedo com um café na mão, antes dos primeiros carros chegarem, às vezes não tem preço.

Uma excelente base estratégica é a pequena cidade de Nova Levante (Welschnofen), a poucos quilômetros abaixo do lago, no vale. Tem aquela atmosfera típica do Tirol, vários pequenos pousadas familiares (garni) e restaurantes tradicionais com os melhores Knödel da região. Os preços costumam ser um pouco mais acessíveis e as montanhas ficam logo ali.

Se você prefere o movimento da cidade ou quer combinar natureza com um pouco de história e compras, considere se hospedar em Bolzano. De lá, são apenas 30 minutos de carro até o lago e, à noite, você pode passear sob os pórticos do centro histórico com um sorvete na mão. Para quem ama trilhas nas alturas, Canazei, no Vale di Fassa, é uma ótima opção — fica a cerca de 20 minutos do lago pelo passo e ainda oferece acesso de bondinho ao maciço Sella e à Marmolada.

Lago di Carezza: 10 dicas do que ver e fazer

O Lago di Carezza não é só aquela foto na plataforma de observação e volta para o carro. Toda a região sob o Latemar oferece uma porção de opções para passar o dia inteiro ou um fim de semana prolongado. Aqui estão as coisas que mais curtimos em Carezza ao longo dos anos — e algumas que precisamos experimentar mais de uma vez para apreciar de verdade. 😅

1. A primeira impressão da plataforma principal de observação

Ao sair do túnel a partir do estacionamento, você emerge direto numa enorme plataforma de madeira com vista para o lago. É exatamente aqui que nascem 99% de todas aquelas fotos perfeitas — e você vai entender imediatamente o porquê: chegando de manhã ou no fim da tarde, quando a superfície está calma como espelho, o reflexo dos picos recortados do Latemar na água turquesa simplesmente te deixa sem palavras. Aproveite para tirar aquela foto clássica em família, mas seja gentil com os outros visitantes — no verão o espaço fica bem disputado e todo mundo quer o seu ângulo.

2. Faça o circuito tranquilo ao redor do lago

Circuito ao redor do Lago di Carezza com reflexo do Latemar
Foto: johanvanbetsbrugge / CC BY 3.0 / Wikimedia Commons

Logo na plataforma principal começa uma trilha que percorre todo o contorno do lago. Muita gente fica com medo de que seja difícil, mas é exatamente o oposto: esse circuito específico é tranquilíssimo e qualquer pessoa consegue completar. Tem apenas cerca de um quilômetro e você faz o percurso inteiro em 20 a 30 minutos caminhando sem pressa, mesmo parando toda hora para fotografar.

A trilha passa por uma floresta de coníferas encantadora, em alguns pontos se aproxima da água (mas é proibido passar a grade de madeira), e oferece ângulos completamente diferentes da superfície do lago. O piso é de cascalho compactado, então com carrinho não tem problema nenhum.

3. Pare nos mirantes com vista para o maciço Latemar

Maciço Latemar acima do Lago di Carezza nas Dolomitas
Foto: Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0

Durante o passeio ao redor do lago, você vai encontrar várias outras plataformas de madeira e bancos estrategicamente posicionados com a face voltada para o maciço Latemar. Esse conjunto montanhoso forma a barreira natural entre o Tirol do Sul e a província de Trento, e suas torres calcárias são simplesmente hipnóticas.

4. Aventure-se no Hirzelweg, a trilha mais desafiadora

Se o circuito de um quilômetro ao redor da água não for suficiente e você quiser algo mais puxado, pesquise o Hirzelweg (Caminho de Hirzel). É uma das trilhas mais bonitas e já um pouco mais avançadas na região. Você pode acessá-la perto do lago (muitos chegam pela bondinha Paolina, sobre a qual falaremos adiante).

Essa trilha passa diretamente sob as imensas paredes rochosas do Latemar, indo parcialmente em direção ao Catinaccio (Rosengarten). Ao longo do caminho, você vai ver uma paisagem completamente diferente, cheia de pedras soltas, flora alpina e, com sorte, alguma marmota. Essa rota definitivamente não é para carrinhos — você vai precisar de boas botas de trekking e um pouco de condicionamento físico, já que você se move acima dos 2.000 metros de altitude.

5. Relaxe no moderno Carezza Center

Bem ao lado do estacionamento fica o centro de visitantes recém-reformado, o Carazza Center. Não espere uma barraquinha de ingressos — é uma construção de madeira bastante bonita que não destoa nada na paisagem. Lá dentro você encontra tudo o que precisa depois de um passeio na natureza.

Além dos banheiros limpos (o que quem viaja com criança pequena agradece imensamente), há lojas de souvenirs, uma venda de queijos e embutidos locais e várias lanchonetes. Costumamos parar aqui para um Aperol Spritz no fim da tarde enquanto os cachorros descansam na sombra da varanda. No andar de cima tem até uma pequena área de spa e uma exposição sobre a história e a geologia desse lugar único.

6. Aproveite o esqui e as diversões de inverno

Área de esqui Carezza Ski no Latemar nas Dolomitas itália no inverno
Foto: Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0

Muita gente conhece esse lugar apenas pelas fotos de verão, mas não se esqueça: o inverno nas Dolomitas da Itália é um enorme atrativo para quem ama neve. Logo acima do lago e da aldeia de Nova Levante se estende a área de esqui familiar Carezza Dolomites (frequentemente integrada com a região Latemar/Cinquantore). São mais de 40 quilômetros de pistas bem cuidadas, muito menos lotadas do que a famosa Sella Ronda.

A grande vantagem é que as pistas ficam diretamente no sopé dos Latemar e Catinaccio — então você desce carving com esses gigantes calcários sempre na sua frente.

7. Espere pela melhor luz para fotografar

Dolomitas itália na luz de inverno, região do Latemar
Foto: Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0

Fotógrafos já sabem disso, mas vale reforçar. A luz faz a foto, e no Lago di Carezza isso vale em dobro. No meio do dia, quando o sol bate forte de cima, o lago pode até ficar bonito, mas perde aquela profundidade mágica — na superfície você vai captar mais reflexos do sol do que as montanhas.

A luz do entardecer nas Dolomitas é famosa pelo fenômeno chamado “Enrosadira” (Alpenglow), quando as rochas calcárias ganham uma tonalidade rosa intenso, quase vermelho-fogo. É justamente ao entardecer, após a partida dos ônibus turísticos, ou no amanhecer que você vai conseguir os registros mais icônicos. A névoa matinal pairando sobre a água dá ao lugar um ar misterioso digno das lendas sobre a ninfa Ondina.

8. Percorra a trilha temática Sentiero del Latemar

Se você viaja com crianças um pouco maiores do que nosso Jonáš e procura uma atividade que as envolva mais do que simplesmente caminhar pela floresta, vale muito a pena conhecer o Sentiero del Latemar. Trata-se de uma rede de trilhas temáticas e educativas (como Latemar.Natura, Latemar.Panorama ou Latemar.Art) espalhadas pelas encostas acima do lago.

As trilhas são repletas de esculturas de madeira, paradas interativas e painéis informativos que mergulham as crianças (e, honestamente, os adultos também) no mundo da natureza alpina de um jeito muito mais envolvente do que simplesmente caminhar do ponto A ao B. As trilhas geralmente começam nas estações superiores das bondinhas, então você economiza a subida mais difícil e já explora um terreno ondulado e agradável com vistas privilegiadas para os vales.

lukas a lucka
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9. Suba de bondinha até quase o céu na Paolina

Essa é a nossa dica favorita, minha e do Lukáš, para quem quer vivenciar a alta montanha sem passar o dia inteiro subindo do vale. Pertinho do Lago di Carezza fica a estação inferior da bondinha Paolina (usada por esquiadores no inverno e por trilheiros no verão). A cadeira aérea te leva de cerca de 1.600 metros até 2.125 metros de altitude, direto ao Rifugio Paolina.

A subida por si só já é uma experiência — os pés ficam balançando no ar e a cada metro que passa a vista se abre mais, revelando os vales e as cristas ao longe. Da cabana no topo você pode seguir trilhas de uma a duas horas pela encosta da montanha, de onde, por sinal, tem uma visão incrível lá de cima do próprio Lago di Carezza, que daqui parece uma pequena joia azul jogada na floresta.

10. Trekking até o refúgio Rifugio Roda di Vael

Refúgio Rotwandhütte na região Rosengarten-Latemar nas Dolomitas
Foto: Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0

A última dica é para os verdadeiros apaixonados por montanha. Da estação superior da bondinha Paolina, você pode partir para um trek fantástico até o Rifugio Roda di Vael (Rotwandhütte), que se aninha a 2.283 metros de altitude diretamente sob as paredes rochosas do Catinaccio.

O caminho até a cabana passa pelo “Passo dell’Aquila” (Passagem da Águia) e em alguns trechos o terreno é bastante exposto. Não chega a ser uma via ferrata, mas em certos pontos já é preciso prestar atenção no passo. A recompensa é uma comida fenomenal na cabana (o Kaiserschmarrn deles é lendário) e a satisfação de riscar do bucket list uma conquista de verdade nas altas montanhas. Se não quiser voltar pelo mesmo caminho, dá para fazer um circuito por outras trilhas de volta ao vale de Carezza.

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Visitar o lago com crianças e cachorros (nossa experiência com o Jonáš)

Como já mencionei algumas vezes, as Dolomitas podem ser bastante duras para os visitantes — pedras afiadas, subidas íngremes, trilhas exigentes. Por isso ficamos tão felizes, em 2024, com o quão tranquila foi a visita ao Lago di Carezza. Quando você planeja uma saída com bebê no carrinho e dois cachorros curiosos, as prioridades mudam completamente.

💡 Dica importante: Em quase todas as bondinhas e ônibus da região, exigem focinheira para cachorros (você encontra em qualquer lugar, inclusive nas estações inferiores das bondinhas). Para a gente, isso foi um pé no saco — chegaram a pedir mesmo quando estávamos numa cabine completamente sozinhos. Quando o plano envolvia várias bondinhas seguidas, preferíamos deixar a Kája e a Baby descansando no camping.

Com o Jonáš tudo foi tranquilíssimo. O circuito ao redor do lago tem piso de cascalho fino e bem compactado, sem degraus nem raízes para travar o carrinho. Os cachorros têm acesso permitido ao lago, mas precisam estar na guia o tempo todo — o que faz todo sentido quando você vê a quantidade de pessoas que passa por ali diariamente. Um detalhe importante a mais: os cachorros não podem beber a água do lago, e naturalmente é terminantemente proibido deixá-los tomar banho nele. É uma área natural protegida, então leve sempre água potável para eles numa garrafinha a partir do estacionamento.

O que comer na região do Latemar

Para mim, viajar nunca é só sobre paisagens e pontos turísticos — é também, em grande parte, sobre comida. O Tirol do Sul (Alto Adige) tem uma gastronomia fascinante, que combina a cozinha italiana com a pesada e aconchegante tradição austríaco-tirolesa de montanha. O que você absolutamente não pode perder por aqui?

O básico irresistível, que pedimos em todo refúgio de montanha — incluindo o adorado Rifugio Paolina —, é o Apfelstrudel caseiro: não aquela massa folhada seca, mas um strudel generoso de verdade, com maçãs em quantidade, passas e pinoli, regado com molho de baunilha quente. Sempre peço um bom espresso italiano junto, porque sem ele não aguentaria. ☺️

No almoço pós-trilha, o preferido são os Knödel locais (bolinhos de mil formas: de queijo, de espinafre, de speck), servidos em caldo encorpado ou simplesmente com manteiga derretida e queijo. E se a fome for grande, vá de polenta. A polenta con grigliata daqui — feita com cogumelos e queijo de montanha, às vezes acompanhada de carne grelhada — garante energia para o resto do dia. No mercadinho do próprio Carezza Center, antes de ir embora, não deixe de comprar um queijo de ovelha ou de vaca dos produtores locais da região do Latemar. Com uma taça de vinho à noite, é a perfeição.

Dicas práticas finais

Para que nada te pegue de surpresa no local, aqui vai um resumo rápido das regras e informações práticas que você precisa saber:

  • Banho proibido: Uma das perguntas mais buscadas na internet é “dá para nadar no Lago di Carezza?”. Infelizmente (ou ainda bem, para a natureza), o banho é estritamente proibido o ano todo. A água é gelada mesmo no meio de agosto, então o mergulho não seria lá muito agradável de qualquer forma. A beira do lago é protegida por cercas de madeira — ultrapassá-las é proibido e, desde 2019, sujeito a multa bem salgada.
  • A água não é potável: A água do lago não é para beber, nem para você nem para os cachorros.
  • Drone? Deixa em casa: Como na maioria dos pontos turísticos das Dolomitas, aqui também vigora uma proibição rigorosa de drones. Para proteger a fauna silvestre e a privacidade dos outros visitantes, aquelas tomadas aéreas de tirar o fôlego vão ter que ficar só na sua memória ou ser feitas de cima de algum pico.
  • Como chegar do Brasil: A melhor opção é voar para Veneza, Milão ou Verona. Para buscar passagens aéreas com bom custo-benefício, usamos o Kiwi, que é o nosso portal favorito para comparar voos.
  • Não esqueça do seguro viagem: Montanha pede respeito — e imprevistos acontecem. Para viagens internacionais, vale sempre contratar um bom seguro antes de embarcar. Pesquise opções que cubram esportes de aventura e atividades em altitude.
  • Chip de dados na Europa: Se precisar de internet sem depender do roaming ou a cobertura for fraca, vale experimentar um eSIM da Holafly — temos ótimas experiências com eles em viagens pelo mundo todo.

Para onde ir depois nas Dolomitas italianas

O Lago di Carezza deve ser só uma das paradas na sua viagem por essa parte maravilhosa da Itália. Se você está buscando mais inspiração sobre o que fazer por perto, recomendo muito conhecer o impressionante planalto Alpe di Siusi (Seiser Alm), que fica a poucos quilômetros ao norte. Para um visual completamente diferente e ainda mais dramático, vá até a crista da Seceda — que considero o mirante mais fotogênico de todas as Dolomitas.

Mais dicas de trilhas e lugares que até turistas menos experientes conseguem curtir você encontra no nosso guia completo O que fazer nas Dolomitas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Quando as pessoas me escrevem sobre viagens às Dolomitas, as perguntas sobre Carezza aparecem sempre. Por isso resolvi reunir as mais frequentes num só lugar, para você poder planejar tudo com calma e sem surpresas desagradáveis.

Dá para nadar no Lago di Carezza?

Não, nadar, tomar banho e até mesmo atravessar as cercas de madeira próximas à água é estritamente proibido para proteger o frágil ecossistema do lago.

Qual é o valor da entrada e quanto custa o estacionamento?

A entrada no lago em si é gratuita. Você paga apenas pelo estacionamento nas áreas oficiais P1 e P2, onde as primeiras duas horas custam cerca de 5 a 7 EUR. Na alta temporada, é necessário reservar a vaga online com antecedência.

Conseguimos fazer o passeio ao redor do lago com carrinho de bebê?

Sim, a trilha ao redor do lago é perfeita para famílias com crianças. O caminho do estacionamento pelo túnel e o circuito completo (cerca de 1 km) têm superfície pavimentada e acessível, que você consegue percorrer tranquilamente com qualquer tipo de carrinho de bebê.

Podemos levar cachorro ao lago?

Cães são bem-vindos no Lago di Carezza, mas para proteger a natureza e devido à alta concentração de pessoas, eles devem ficar na coleira o tempo todo. Além disso, é estritamente proibido que entrem no lago para se refrescar ou beber água.

Pode voar com drone no Lago di Carezza?

Não, há uma proibição rigorosa de voos com drones, assim como em muitos outros locais protegidos nos Dolomitas. Por favor, respeite essa regra pela fauna selvagem e pela privacidade dos outros turistas.

Tem opção de alimentação no lago?

Sim, bem ao lado do estacionamento fica o moderno Carezza Center, onde você encontra bistrôs agradáveis, banheiros e até uma loja de queijos e embutidos locais.

Vale a pena visitar o lago no inverno?

Com certeza sim, mas você precisa ter em mente que não verá a famosa cor esmeralda. No inverno, o lago geralmente congela bastante e fica coberto por uma camada de neve, criando uma atmosfera romântica de inverno perto das famosas pistas de esqui.

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