Tenerife, Espanha: 22 Dicas do Que Ver e Fazer + As Melhores Praias

Pensando em fugir do calor sufocante ou simplesmente explorar um destino incrível no Atlântico? As Ilhas Canárias representam um paradoxo geográfico fascinante. Embora politica e culturalmente façam parte da Espanha, geologicamente emergem da plataforma continental africana e oferecem um clima que parece uma utopia inalcançável. Tenerife, Espanha, vive seu próprio ritmo de primavera eterna, com temperaturas que se mantêm o ano todo numa faixa muito confortável entre vinte e vinte e oito graus.

A maior e mais visitada ilha do arquipélago impressiona já na aterrissagem. Em um único dia, você pode atravessar uma densa floresta enevoada, ficar de frente para a cratera de um vulcão ativo e ainda pegar sol em praias aquecidas à tarde. Tenerife é uma ilha de contrastes enormes, onde o sul ensolarado e árido contrasta fortemente com o norte verde e úmido, repleto de cidadezinhas coloniais históricas. Neste guia, vamos passear juntos pelos lugares mais bonitos que você não pode deixar de incluir no seu roteiro.

Tenerife, Espanha - vista panorâmica da ilha
Foto: H. Zell / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo todo

  • Autorização para o Teide: A partir de 2026, há um regime rigoroso com taxas para subir ao cume do vulcão (trilha PNT 10). Reserve o permit com meses de antecedência.
  • Dois mundos diferentes: O sul da ilha é ideal para quem ama praia e resorts, enquanto o norte encanta os amantes da natureza, da história e do verde.
  • Alugar carro é essencial: Se você quer realmente conhecer a ilha, explorar as montanhas ou aldeias escondidas, sem carro não tem como.
  • Norte verde: A Serra de Anaga e suas florestas de laurissilva estão entre as paisagens mais bonitas que você pode ver nas Ilhas Canárias.
  • Quando ir: Tenerife é destino para o ano todo. O inverno é ótimo para escapar do frio, e o verão, graças às correntes oceânicas, não sofre com calor extremo.
  • Dois aeroportos: Fique atento ao comprar passagens — a ilha tem o aeroporto sul (TFS), que recebe a maioria dos voos internacionais, e o norte (TFN), mais usado para voos entre ilhas e para a península.
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Quando ir para Tenerife

As Ilhas Canárias não têm absolutamente nenhuma baixa temporada — você pode ir com tranquilidade em qualquer mês do ano. O período de inverno, de dezembro a março, é o pico para quem quer fugir do frio. Nessa época, os preços de hospedagem e passagens sobem bastante, mas a recompensa é um dos poucos destinos de praia confiáveis durante o inverno do hemisfério norte. O oceano mantém entre dezoito e vinte e quatro graus mesmo nos meses mais frios.

As férias de verão, por outro lado, são surpreendentemente agradáveis. Graças às correntes oceânicas frias e aos ventos alísios constantes, raramente você vai encarar aquelas ondas de calor de quarenta graus que em agosto paralisam a Andaluzia continental. Se você quer trilhas menos lotadas e os melhores preços, o ideal é viajar na primavera — em abril — ou no outono, em novembro.

Na hora de fazer as malas, lembre-se de que a ilha funciona como vários microclimas ao mesmo tempo. Enquanto no sul, na região de Costa Adeje, você vai usar basicamente biquíni e roupas leves, no norte e nas montanhas uma jaqueta impermeável e uma camada mais quente são indispensáveis. O tempo pode mudar literalmente a cada curva da estrada, então vestir em camadas é a base de umas férias bem-sucedidas.

Onde se hospedar em Tenerife

💡 Dica de hospedagem e experiências: Gostamos de buscar acomodações no Booking.com, que costuma ter as melhores condições de cancelamento. Para ingressos, passeios e atividades, vale comparar no GetYourGuide.

A escolha da sua base é absolutamente fundamental e depende do que você espera da viagem. A regra de ouro diz que o sul ensolarado foi feito para os amantes de praia e relaxamento, enquanto o norte verde vai agradar os viajantes ativos e quem busca uma atmosfera mais autêntica. Se você vai ficar mais de uma semana, recomendo dividir a hospedagem em duas partes para não gastar horas dirigindo pela rodovia.

O litoral sul oferece uma enorme quantidade de resorts e complexos hoteleiros com toda a infraestrutura imaginável. Você encontra as praias mais ensolaradas e calçadões repletos de restaurantes. A região de Costa Adeje é uma excelente pedida, com um clima um pouco mais tranquilo e sofisticado do que o agitado vizinho Playa de las Américas. Viajantes têm boa experiência reservando apartamentos pelo Booking, onde você encontra desde estúdios simples até villas de luxo com piscina privativa.

Se você prefere natureza e história canária, procure hospedagem no norte. Puerto de la Cruz oferece um ótimo equilíbrio entre infraestrutura turística e atmosfera espanhola autêntica. San Cristóbal de La Laguna, cidade universitária, também é uma excelente base histórica. Mas lembre-se: o litoral norte costuma ficar coberto de nuvens com maior frequência e as temperaturas são alguns graus mais baixas do que no sul árido.

22 dicas do que ver e fazer em Tenerife

Vamos juntos conhecer os lugares mais interessantes que você não pode perder durante sua visita à ilha. Incluímos de tudo: picos vulcânicos dramáticos, cidadezinhas históricas e as praias mais bonitas da ilha.

1. Parque Nacional do Teide e a subida ao cume

Parque Nacional do Teide e a subida ao cume do vulcão
Foto: Ingo Mehling / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O Parque Nacional do Teide é o coração absoluto da ilha, e sua cúpula atinge a impressionante altitude de 3.718 metros acima do nível do mar. É a montanha mais alta de toda a Espanha e uma visita obrigatória para qualquer turista. Durante a subida, você acompanha uma fascinante transformação da paisagem: plantações de bananas cedem lugar a florestas de pinheiros, até que você se encontra numa paisagem lunar surreal. A lava solidificada e a obsidiana afiada criam cenários que realmente tiram o fôlego.

Se você quer chegar até a borda da cratera, precisa se preparar para um obstáculo burocrático. Desde janeiro de 2026, há um regime rigoroso para a subida ao cume, especificamente na trilha final PNT 10. Agora é necessário um permit especial e o pagamento de uma taxa, medida adotada pelo parque para proteger o frágil ecossistema. As vagas somem em questão de minutos, meses antes da data desejada, então planejar em cima da hora não vai funcionar aqui.

Sem o permit reservado com antecedência, os guardas do parque não vão deixar você chegar à cratera, e você terá que se contentar com as vistas da estação superior do teleférico. Recomendo resolver o permit assim que comprar as passagens, porque dúvidas sobre o Teide permit são hoje o tema mais frequente nos fóruns de viagem. 💡 Dica: Se não conseguir o permit para a subida diurna, pesquise passeios organizados com guia ou considere a opção da subida noturna para assistir ao nascer do sol.

2. O teleférico do Teide (Teleférico del Teide)

Teleférico do Teide em Tenerife, Espanha
Foto: Flocci Nivis / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Para quem não quer ou não pode vencer o enorme desnível a pé, o parque conta com um teleférico muito eficiente. Em apenas oito minutos ele te leva da estação base, a 2.356 metros, até impressionantes 3.555 metros de altitude. De lá, você tem vistas fantásticas de todo o parque nacional e, com boa visibilidade, enxerga até as ilhas vizinhas de La Gomera, La Palma e El Hierro.

Os ingressos para o teleférico são disputadíssimos e na alta temporada é praticamente impossível conseguir no local. Reserve sempre com vários dias de antecedência pelo site oficial ou por plataformas como o GetYourGuide. Saiba que lá em cima está bem mais frio e o vento é forte, então uma jaqueta quente e um calçado firme são absolutamente necessários, mesmo no pico do verão.

O funcionamento do teleférico é extremamente dependente do tempo, e ventos fortes podem paralisá-lo a qualquer momento. Sempre verifique o site oficial na manhã antes de partir para não fazer a viagem até as montanhas em vão. 💡 Dica: Os horários da manhã são os melhores não só para fugir das filas, mas também pelo ar mais limpo — à tarde, nuvens densas costumam se formar ao redor do cume.

3. Observação de estrelas no parque nacional

Tenerife tem algumas das melhores condições para observação do céu noturno em todo o planeta. O Parque Nacional do Teide é uma Reserva Starlight oficialmente certificada, o que significa poluição luminosa mínima e atmosfera extremamente limpa. Quando o sol se põe e a maioria dos turistas volta para seus hotéis no litoral, o parque se transforma em um observatório natural perfeito, envolto em silêncio.

Para a melhor experiência, recomendo sair com uma das agências locais que oferecem excursões noturnas especializadas. Guias profissionais com telescópios potentes vão te mostrar crateras na Lua, os anéis de Saturno e ensinar a se orientar pelas constelações. É uma experiência absolutamente mágica, não só para astrônomos apaixonados, mas também para quem simplesmente quer uma noite romântica sob a Via Láctea.

Se prefere ir por conta própria, basta pegar um cobertor, uma garrafa térmica de chá quente e ir de carro até um dos muitos mirantes às margens da estrada principal. Mas se agasalhe muito bem — as temperaturas à noite chegam perto de zero grau mesmo nos meses de verão. 💡 Dica: O Mirador de los Roques de García oferece as famosas formações rochosas em primeiro plano contra o céu estrelado, um paraíso para fotógrafos com tripé.

4. Serra de Anaga e a floresta de laurissilva

Serra de Anaga e floresta de laurissilva em Tenerife
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Na ponta nordeste da ilha se estende a Serra de Anaga, que parece pertencer a um mundo completamente diferente. Esse maciço antigo é coberto por uma floresta terciária de laurissilva — a laurisilva — que não sobreviveu em nenhum outro lugar da Europa. As árvores cobertas de musgo espesso e samambaias vivem constantemente mergulhadas em uma névoa mística, criando uma atmosfera digna de filme de fantasia.

Toda a área é entrelaçada por centenas de quilômetros de trilhas perfeitamente sinalizadas, com os mais variados níveis de dificuldade. Uma das trilhas mais bonitas é o Sendero de los Sentidos (Trilha dos Sentidos), que começa no centro de visitantes Cruz del Carmen. É uma caminhada tranquila, acessível até para crianças menores, e vai te imergir completamente nesse ecossistema úmido e misterioso.

Ao se aventurar pela Anaga, esteja preparado para um microclima completamente diferente do que reina no sul da ilha. Chuva, vento e temperaturas bem mais frias são comuns, então capa de chuva e calçado adequado não podem faltar na mochila. 💡 Dica: As estradas pela Serra de Anaga são incrivelmente estreitas e cheias de curvas fechadas — reserve bastante tempo para o trajeto e tenha paciência ao cruzar com os ônibus na direção contrária.

5. A aldeia de Masca e o trekking pelo desfiladeiro

Aldeia de Masca e o desfiladeiro em Tenerife
Foto: Axel Cotón Gutiérrez / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Bem no interior da Serra de Teno, no oeste da ilha, se esconde a pitoresca aldeia de Masca, frequentemente chamada de Machu Picchu canário. Até os anos 70, não havia estrada chegando até lá — o acesso era só a pé ou em lombo de burro. Hoje dá para chegar de carro, mas a estrada repleta de curvas extremas e desníveis enormes vai colocar suas habilidades ao volante à prova.

A própria aldeia é formada por poucas dezenas de casinhas tradicionais que literalmente se agarram às encostas íngremes. A grande atração, porém, é o espetacular trekking pelo desfiladeiro Barranco de Masca, que desce da aldeia até o litoral selvagem do oceano. Por razões de segurança, o acesso ao desfiladeiro é atualmente regulado com rigor e você precisa de uma autorização prévia pelo site oficial.

Saiba que as vagas de estacionamento na aldeia são mínimas e na temporada já estão tomadas cedo da manhã. A melhor opção é deixar o carro na cidade de Santiago del Teide e chegar a Masca de ônibus local ou táxi compartilhado. 💡 Dica: Para o trekking, calçado de trilha de cano alto e bastante água são imprescindíveis — a descida e a subida de volta são fisicamente exigentes e o sol pode ser implacável.

6. Falésias Los Gigantes (Acantilados de Los Gigantes)

Falésias Los Gigantes em Tenerife, Espanha
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Na costa oeste da ilha você encontra um dos fenômenos naturais mais imponentes de toda a Espanha. As imensas paredes rochosas de Los Gigantes despencam quase verticalmente nas profundezas do Oceano Atlântico a partir de uma altura que ultrapassa seiscentos metros. Os primeiros habitantes das Canárias, os Guanches, chamavam essa região de “Parede do Inferno”, porque ela representava o fim do mundo conhecido para eles.

A vista mais bonita das falésias você tem do convés de um dos muitos barcos turísticos que partem do porto local. Só de dentro do oceano dá para perceber de verdade a monumentalidade esmagadora e a escala gigantesca dessas formações. Se você prefere o chão firme sob os pés, ótimos mirantes também existem na própria cidadezinha homônima, perto do porto, ou na praia de areia preta Playa de los Guíos.

A cidadezinha de Los Gigantes é bastante tranquila e oferece uma alternativa agradável aos resorts mais agitados do sul. É um lugar perfeito para um café da tarde enquanto você assiste ao pôr do sol colorindo as rochas em tons incríveis de laranja e vermelho. 💡 Dica: Ao passear pela cidade, você vai encontrar piscinas naturais construídas diretamente nas rochas de lava, onde é possível nadar com segurança mesmo nos dias em que as ondas do oceano estão grandes demais.

7. Observação de baleias e golfinhos

As Ilhas Canárias, e especificamente o litoral sudoeste de Tenerife, estão entre os melhores lugares do mundo para observar cetáceos em vida selvagem. Nessas águas vive permanentemente uma enorme colônia de baleias-piloto e várias espécies de golfinhos. O fundo do mar aqui afunda abruptamente em profundezas enormes, o que cria condições perfeitas para a caça e a vida desses animais durante todo o ano.

Os passeios para avistamento de baleias partem com mais frequência dos portos de Los Cristianos, Puerto Colón ou Los Gigantes. Sempre escolha empresas com a certificação “Barco Azul” (Barco Azul), que garante uma abordagem ética com os animais. Esses barcos seguem regras rígidas, não se aproximam demais dos cetáceos e não desligam os motores de forma brusca para não perturbá-los em seu ambiente natural.

Durante o passeio de duas a três horas, você tem quase cem por cento de chance de ver algum animal de verdade. A experiência de uma baleia enorme emergindo a poucos metros do seu barco é uma das melhores lembranças que você vai levar das suas férias. 💡 Dica: Se você sofre de enjôo, reserve lugares em catamarãs maiores, que são muito mais estáveis no oceano aberto do que os pequenos barcos a motor — e tome o remédio com pelo menos uma hora de antecedência.

8. San Cristóbal de La Laguna (Patrimônio UNESCO)

San Cristóbal de La Laguna, Patrimônio UNESCO em Tenerife
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Se você quer conhecer a história e a cultura real da ilha, precisa ir ao norte, à cidade de San Cristóbal de La Laguna. Esta antiga capital está justamente inscrita na lista da UNESCO graças ao seu centro histórico do século XV perfeitamente preservado. Seu traçado único de ruas em grade mais tarde serviu de modelo para a construção de muitas cidades coloniais na América Latina — conexão especialmente interessante para nós, brasileiros.

Ao passear pela cidade, você encontra casas coloridas lindas com as típicas varandas de madeira e tranquilos pátios internos cheios de palmeiras adultas. A cidade tem uma enorme tradição universitária, o que gera uma atmosfera inacreditavelmente viva e jovem. Nas ruelas estreitas você acha inúmeros cafés alternativos, livrarias independentes e ótimos bares de tapas frequentados principalmente pelos locais.

Lembre-se de que La Laguna fica a mais de quinhentos metros de altitude e o clima local é completamente diferente do sul ensolarado. Neblina, friagem e chuviscos esporádicos são comuns, então um suéter e um guarda-chuva são itens obrigatórios. 💡 Dica: Vá à noite para um passeio — os edifícios históricos ficam lindamente iluminados e a cidade pulsa com a vida noturna dos estudantes, que ficam nas praças até altas horas.

9. Santa Cruz de Tenerife

Santa Cruz de Tenerife, capital da ilha nas Ilhas Canárias
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

A atual capital da ilha, Santa Cruz de Tenerife, é uma metrópole moderna e pulsante que oferece um ótimo mix de cultura, compras e descanso. Seu símbolo mais famoso é o futurístico Auditório de Tenerife, projetado pelo renomado arquiteto Santiago Calatrava, com uma forma que lembra muito a Ópera de Sydney, na Austrália. Em volta dele corre um lindo calçadão ideal para um passeio à tarde.

A cidade tem uma quantidade enorme de áreas verdes e parques lindos, dos quais o mais famoso é o Parque García Sanabria, repleto de plantas exóticas e instalações artísticas. Os amantes de compras não podem perder a Calle Castillo, onde você encontra boutiques das principais marcas mundiais — e para uma experiência mais autêntica, vá ao mercado Mercado de Nuestra Señora de África, onde você compra os ingredientes locais mais frescos.

Se você quer nadar, um pouco fora da cidade fica a incrível praia Playa de las Teresitas. Ela é coberta por areia dourada e fina trazida diretamente do Saara e, graças aos molhes artificiais, oferece água calma e segura mesmo para crianças pequenas. 💡 Dica: Todo fevereiro ou março, Santa Cruz recebe um dos maiores carnavais do mundo, que rivaliza em grandiosidade com o nosso carnaval do Rio de Janeiro — se você planeja uma viagem no início do ano, não perca essa festa incrível.

10. Garachico e as piscinas naturais de lava

Garachico e as piscinas naturais de lava em Tenerife
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

No litoral norte fica uma das cidades mais pitorescas e ao mesmo tempo mais trágicas da ilha. Garachico já foi o porto mais rico de toda Tenerife, até que em 1706 foi quase completamente destruída pela erupção massiva do vulcão Trevejo. A lava incandescente destruiu todo o porto e mudou para sempre o destino desse próspero centro comercial.

Mas a natureza pregou uma peça interessante nessa história. A lava solidificada que escorreu para o oceano criou no litoral um fascinante sistema de piscinas naturais chamadas El Caletón. Hoje você pode nadar com segurança nessas lagoas rochosas e aproveitar a água cristalina protegida das ondas selvagens do Atlântico. Ao redor das piscinas foram construídos caminhos e degraus confortáveis para facilitar o acesso.

A cidadezinha em si manteve uma atmosfera canária incrível, com ruelas de paralelepípedos, igrejas antigas e praças tranquilas. É um lugar ideal para um almoço demorado numa varanda com vista para o oceano, bem longe do agito dos resorts do sul. 💡 Dica: O acesso às piscinas de lava costuma ser fechado nos meses de inverno por conta das ondas perigosamente grandes — respeite sempre as bandeiras vermelhas e não arrisque a saúde.

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11. Icod de los Vinos e o drago milenário

Perto de Garachico, nas colinas, se esconde a cidadezinha de Icod de los Vinos, famosa por duas coisas: um excelente vinho local e uma árvore gigantesca. A principal atração é o Drago Milenario, um imenso dragoeiro considerado o mais antigo de sua espécie no mundo. Embora sua idade seja estimada em “apenas” oitocentos anos, sua copa enorme composta por centenas de galhos entrelaçados impõe um respeito imenso.

A árvore fica em um parque botânico pago, que oferece um passeio agradável entre flora exótica. Mas se você não quiser pagar a entrada, a melhor vista do dragoeiro é completamente de graça na praça próxima, a Plaza de San Marcos. De lá, você ainda consegue fotografar a árvore com a linda igreja histórica e o cume do vulcão Teide ao fundo.

Como o nome da cidade já sugere, Icod é o centro da região vinícola do norte. Nas ruelas estreitas você encontra dezenas de pequenas adegas onde pode degustar ótimos vinhos locais, incluindo a doce malvasia. 💡 Dica: Não deixe de visitar o pequeno museu de borboletas (Mariposario del Drago) ao lado do parque, onde você caminha livre entre centenas de borboletas exóticas soltas numa estufa tropical incrível.

12. Loro Parque em Puerto de la Cruz

No norte da ilha você encontra uma instituição que regularmente colhe prêmios de melhor zoológico do mundo. O Loro Parque começou como um santuário de papagaios, dos quais hoje tem a maior coleção do planeta. Mas cresceu até se tornar um complexo enorme, com grande ênfase na conservação da natureza e no resgate de espécies ameaçadas.

O parque é incrivelmente limpo, repleto de vegetação tropical exuberante, e os animais vivem em recintos enormes que lembram seus habitats naturais. A maior atração é o pavilhão gigante de pinguins Planet Penguin, que simula condições antárticas e recebe toneladas de neve fresca todos os dias. Você também vê gorilas, preguiças, tigres e um aquário enorme com um túnel de vidro cheio de tubarões.

A visita facilmente ocupa o dia todo e é uma experiência fantástica não só para famílias com crianças. Recomendo chegar logo na abertura para evitar as maiores filas, que chegam em ônibus dos resorts do sul. 💡 Dica: Compre os ingressos online com antecedência e avalie o chamado Twin Ticket, que dá entrada combinada com desconto também no parque aquático Siam Park, no sul da ilha.

13. Siam Park na Costa Adeje

Enquanto o Loro Parque domina o norte, o sul da ilha tem orgulho do melhor parque aquático do mundo. O Siam Park é um complexo enorme construído num deslumbrante estilo tailandês, que vai encantar qualquer amante de adrenalina e relaxamento. Você encontra dezenas de toboáguas de alto nível encravados numa selva tropical impecavelmente mantida, então não dá a sensação de estar num parque aquático de concreto comum.

A atração mais icônica é a Tower of Power, um escorregador de vinte e nove metros com queda quase vertical que termina passando por um túnel de vidro dentro de um tanque cheio de tubarões e raias. Se você prefere tranquilidade, pode pegar um boia e se deixar levar pela correnteza lenta do Rio Mai Thai, ou deitar na praia artificial com uma piscina enorme que gera ondas de até três metros para os surfistas.

Na temporada o parque fica extremamente cheio e a fila nas atrações mais populares pode durar mais de uma hora. Vale muito a pena investir no passe Fast Track, que permite pular a fila das principais atrações e poupa muita paciência. 💡 Dica: Todos os toboáguas proíbem objetos soltos, incluindo óculos e chinelos — compre aqueles sapatos de neoprene para água para não queimar os pés no calçamento superaquecido.

14. Puerto de la Cruz e o Lago Martiánez

Puerto de la Cruz é o principal centro turístico do norte, mas diferente dos resorts do sul, manteve um forte caráter espanhol. Sua maior joia é o complexo Lago Martiánez, projetado pelo lendário artista César Manrique, de Lanzarote. Trata-se de um enorme conjunto de piscinas preenchidas com água do mar, magistralmente integradas nas rochas vulcânicas negras.

O complexo é um exemplo perfeito de como unir arquitetura moderna com a natureza canária bruta. Você encontra um grande lago artificial, fontes em cascata e várias zonas de descanso cheias de palmeiras e flores exóticas. É um lugar absolutamente ideal para relaxar nos dias em que o oceano na costa norte está agitado demais para nadar com segurança.

A própria cidade oferece um lindo centro histórico com casinhas de pescadores tradicionais e ótimos restaurantes. Passeie pelo calçadão à beira-mar até a Praça del Charco, que é o coração social de toda a cidade e fervilha de manhã até a madrugada. 💡 Dica: Perto do centro fica o incrível Jardín Botánico, fundado ainda no século XVIII para aclimatar plantas exóticas trazidas da América para a Europa — uma visita que vale muito a pena.

15. Playa de las Américas

Playa de las Américas é sinônimo de férias agitadas, festas e diversão sem fim. Esse resort no sul da ilha nunca para e oferece a melhor infraestrutura para quem ama o movimento dos grandes centros turísticos. Você encontra quilômetros de calçadão ladeados por centenas de restaurantes, bares, boates e lojas de souvenir.

A praia em si é protegida por molhes, então oferece banho muito tranquilo e seguro, inclusive para famílias com crianças pequenas. A areia tem uma cor dourada agradável e por toda parte você pode alugar confortáveis espreguiçadeiras com guarda-sol. A região também é famosa entre a comunidade do surf, pois logo ao lado das praias principais ficam recifes que formam ótimas ondas tanto para iniciantes quanto para avançados.

É preciso dizer que aqui você dificilmente encontra cultura espanhola autêntica — tudo é adaptado principalmente para turistas britânicos e alemães. Mas se o que você quer é sol garantido, bons drinques e uma noite agitada, você está no lugar certo. 💡 Dica: Para fugir das maiores multidões, caminhe ao longo da costa em direção ao norte, até a área mais sofisticada de Costa Adeje, onde você encontra enseadas mais tranquilas e beach clubs premium com serviços excelentes.

16. Los Cristianos e a atmosfera portuária

Logo ao lado de Playa de las Américas fica a cidadezinha de Los Cristianos, que embora tenha praticamente fundido numa única aglomeração urbana, manteve um caráter um pouco mais calmo. Originalmente era uma pequena vila de pescadores, cujo centro histórico com ruelas estreitas e pracinhas você ainda pode apreciar nas redondezas do porto, absorvendo um pouco da velha atmosfera canária.

A praia Playa de los Cristianos é ampla, coberta de areia amarela fina e, graças à entrada suave na água, é absolutamente ideal para famílias com crianças e quem não sabe nadar. O porto local funciona como principal ponto de baldeação para as barcas que partem várias vezes ao dia para as ilhas vizinhas de La Gomera, La Palma e El Hierro. É um formigueiro de barcos que é fascinante só de observar sentado num banco com um café na mão.

Ao longo da praia corre um calçadão movimentado cheio de cafés e restaurantes, que felizmente escaparam das boates mais barulhentas. É um ótimo lugar para um passeio ao entardecer seguido de um bom jantar com vista para os veleiros ancorados. 💡 Dica: Aventure-se até o morro próximo ao porto, a Montaña Chayofita, acessível por uma trilha curta e fácil — a recompensa é uma vista panorâmica fantástica de toda a costa sul.

17. El Médano e o paraíso dos surfistas

Se você quer fugir dos resorts em massa e prefere uma atmosfera mais alternativa, vá à cidadezinha de El Médano. Esse lugar ficou famoso como a principal base de windsurf e kitesurf da ilha graças ao vento constante que sopra praticamente o ano todo. O céu acima das praias locais vive cheio de pipas coloridas e velas, criando um cenário dinâmico e absolutamente deslumbrante.

Na cidadezinha reina uma atmosfera imensamente descontraída e acolhedora, que atrai jovens, nômades digitais e atletas de toda a Europa. Em vez de boutiques de luxo, você encontra aluguel de pranchas, cafés veganos e lojinhas independentes com joias feitas à mão. Na praça central costumam acontecer feiras e shows de rua que dão ao lugar um charme enorme.

A referência visual da enseada é o cone vulcânico Montaña Roja (Montanha Vermelha), que se ergue diretamente do oceano e divide o litoral em duas praias principais. A caminhada até o cume leva menos de uma hora e é uma ótima atividade para uma tarde ventosa. 💡 Dica: A praia Playa de la Tejita, do outro lado da Montanha Vermelha, é uma das maiores praias naturais da ilha, completamente livre de construções e com uma área reservada para naturistas.

18. Praias vulcânicas negras (Playa Jardín e Benijo)

Tenerife é uma ilha vulcânica, e suas praias mais bonitas não são brancas nem douradas, mas de um negro profundo. A areia formada por rocha vulcânica triturada tem um charme enorme e esquenta muito rapidamente ao sol. Uma das praias negras mais acessíveis é a linda Playa Jardín, em Puerto de la Cruz, projetada pelo já citado César Manrique e envolvida por lindos jardins subtropicais e cachoeiras artificiais.

Mas se você busca natureza selvagem de verdade, precisa ir ao norte da ilha, na Serra de Anaga. A Playa de Benijo é um dos lugares mais fotografados da ilha graças às suas falésias dramáticas e às torres rochosas recortadas que emergem diretamente da espuma das ondas. O acesso é por uma longa escadaria e lá não há nenhuma infraestrutura — sem espreguiçadeiras, sem guarda-sol, só a força bruta e pura do Atlântico.

Nadar nas praias selvagens do norte exige imenso respeito pela natureza. Ondas grandes e correntes de fundo traiçoeiras são comuns, então entre na água só quando as condições estiverem absolutamente calmas. 💡 Dica: Trate a areia preta com respeito — ao sol do meio-dia ela aquece tanto que, sem calçado firme ou chinelo, você queima a sola dos pés rapidinho.

19. La Orotava e o centro histórico

Logo acima de Puerto de la Cruz, nas encostas, se estende La Orotava, considerada por muitos a cidade mais bonita de toda a ilha. Seu centro histórico é uma exposição incrível da rica arquitetura canária dos séculos XVII e XVIII, época em que a cidade enriqueceu com a exportação de vinho e cana-de-açúcar. Todas as ruas são incrivelmente íngremes, então explorar o centro vai te dar um bom exercício.

O monumento mais famoso é a Casa de los Balcones (Casa das Varandas), que exibe o trabalho mestre dos entalhadores locais. Seu pátio interno com enormes varandas esculpidas e vegetação exuberante é um exemplo típico de como vivia a elite da época. Perto dali ficam os belos jardins em terraços Jardines del Marquesado de la Quinta Roja, com uma vista incrível que alcança o oceano.

La Orotava é mundialmente famosa pelas celebrações do Corpus Christi, que geralmente acontecem entre maio e junho. Os moradores cobrem as ruas e praças com enormes tapetes feitos de flores e areia vulcânica colorida trazida do Parque Nacional do Teide. 💡 Dica: Se quiser visitar o antigo moinho Gofio La Máquina, onde ainda hoje se mói com água a farinha canária tradicional chamada gofio, precisa se aventurar pelas ruelas íngremes acima do centro.

20. Pirâmides de Güímar

No litoral leste da ilha você encontra um dos maiores mistérios arqueológicos de todas as Ilhas Canárias. Na cidadezinha de Güímar se erguem seis pirâmides escalonadas que lembram muito as construções do México ou do Peru. Durante muito tempo se acreditou que eram apenas pedras acumuladas aleatoriamente, deixadas por agricultores ao limpar os campos.

O famoso explorador e navegador norueguês Thor Heyerdahl, porém, apresentou uma teoria fascinante: essas construções têm uma orientação astronômica clara e comprovam uma antiga ligação entre o Egito antigo e as civilizações da América Central. Embora os arqueólogos modernos refutem suas ousadas teorias e datem as construções do século XIX, a visita ao complexo é imensamente envolvente.

Em volta das pirâmides foi construído um ótimo parque etnográfico com um excelente museu dedicado às expedições de Heyerdahl e à navegação antiga. Você encontra ainda réplicas de seus famosos barcos de junco Ra II e Kon-Tiki. 💡 Dica: O parque inclui também um jardim único de plantas venenosas, onde guias especializados mostram com segurança as plantas mais perigosas do mundo — uma parada ótima inclusive para crianças maiores.

21. Punta de Teno e o farol do oeste

Na extremidade noroeste da ilha você encontra um lugar que manteve uma atmosfera incrivelmente selvagem e isolada. Punta de Teno é uma península rochosa com um icônico farol branco e vermelho, de onde você tem as melhores vistas das enormes falésias de Los Gigantes. É um lugar absolutamente ideal para assistir ao pôr do sol, quando o céu e as rochas se tingem em tons dramáticos.

A estrada até o farol é estreita e talhada nas rochas íngremes sobre os penhascos. Por razões de preservação ambiental e segurança, o acesso para carros particulares durante o dia é proibido (geralmente das 10h às 19h). Para chegar de dia, você deve usar um ônibus de linha especial que parte da cidade de Buenavista del Norte, ou alugar um passeio de barco.

Além do farol e das vistas, você encontra aqui apenas algumas enseadas pequenas com água transparente, ótimas para snorkeling tranquilo nos recifes vulcânicos. Não espere restaurantes nem quiosques — você precisa trazer todo o alimento e bebida de casa. 💡 Dica: Os ventos no promontório costumam ser extremamente fortes, então não esqueça o corta-vento mesmo no verão — a sensação térmica cai muito rapidamente.

22. Degustação da gastronomia canária

A cozinha canária é incrivelmente diversificada e, graças às influências da Espanha, da África e da América Latina, oferece ótimas experiências até para vegetarianos fervorosos. A base absoluta são as papas arrugadas, as tradicionais batatas enrugadas, que são cozidas em água muito salgada com casca até se formar uma crosta fina de sal. São servidas como acompanhamento para quase tudo ou sozinhas como deliciosos petiscos.

Essas batatas não estariam completas sem os dois molhos icônicos — o mojo rojo vermelho e o mojo verde. A versão vermelha é preparada com pimentas picantes, alho e azeite, enquanto a verde é mais suave e é feita à base de coentro fresco ou salsinha. Um fenômeno culinário enorme é também o gofio, uma farinha torrada de milho e trigo que se mistura em sopas, sobremesas doces e até no leite do café da manhã.

Se você gosta de queijo, não pode deixar de experimentar o queso asado, uma fatia grossa de queijo de cabra ou ovelha local grelhada até dourar, regada com mel e mojo verde. É uma combinação incrivelmente farta e perfeita em termos de sabor. 💡 Dica: Fuja dos restaurantes caros nas calçadas das praias e entre nos chamados guachinches — tabernas familiares tradicionais nas montanhas do norte, onde a comida simples vem acompanhada do melhor vinho caseiro direto do barril.

Para onde ir depois de Tenerife (e da Espanha)

Se você planeja uma estadia mais longa e quer combinar Tenerife com outra ilha, a escolha mais lógica é uma curta travessia de balsa até a verde La Gomera. Mas muitos viajantes usam as Ilhas Canárias como ponto de partida para explorar mais da Espanha continental, de onde partem voos diretos e baratos várias vezes ao dia.

Se você se apaixonou pela Espanha e quer mais, confira nosso guia completo sobre Barcelona ou descubra o charme da capital no artigo sobre Madri. Para os amantes da atmosfera do sul, preparamos um ótimo guia sobre os 20 lugares mais bonitos da Andaluzia, que inclui um guia detalhado sobre Sevilha, a mourisca Granada e a histórica Córdoba. Experiências fascinantes também te esperam na cidadezinha de Ronda ou na lendária trilha Caminito del Rey. Se quer conhecer a cultura basca, vá a San Sebastián ou Bilbau. As férias de praia podem ser combinadas com uma visita a Valência, e a relaxante Málaga também é uma ótima pedida. Quem quer a famosa cena de festas não pode deixar de ir a Ibiza. E não deixe de ler nosso guia sobre o que esperar nos restaurantes: comida típica espanhola.

Perguntas frequentes

Preciso de carro na ilha?

Sim, se você quer realmente conhecer a ilha e não planeja ficar apenas deitado na piscina do hotel, eu recomendo muito o aluguel de um carro. O transporte público até funciona entre as grandes cidades do litoral, mas para chegar às vilas nas montanhas, parques nacionais e praias desertas sem carro é muito difícil e você vai perder muito tempo precioso.

Qual aeroporto devo escolher para chegar?

Tenerife tem dois aeroportos. Para a maioria dos voos internacionais da Europa, o aeroporto do sul Tenerife Sur (TFS) é o mais usado, e fica bem perto dos maiores resorts de praia. O aeroporto do norte Tenerife Norte (TFN) é mais indicado se você estiver fazendo conexão na Espanha continental (por exemplo, em Madrid) ou se for pegar voos para as ilhas menores da região.

O oceano no inverno é quente o suficiente para nadar?

A água do Atlântico nunca chega às temperaturas do Mar Mediterrâneo em agosto, mas dá para nadar o ano todo. Nos meses mais frios, de janeiro a março, a temperatura do oceano fica em torno de dezenove graus, o que é perfeitamente suficiente para se refrescar no litoral sul ensolarado.

Onde é mais quente, no norte ou no sul?

A diferença é enorme. O sul árido ao redor de Costa Adeje é protegido pelas montanhas altas no centro da ilha, o sol predomina, tem pouquíssima chuva e as temperaturas são sempre altas. O norte ao redor de Puerto de la Cruz é muito mais verde, úmido, as nuvens aparecem com frequência e a sensação térmica pode facilmente ser cinco graus mais baixa.

Quantos dias preciso para explorar a ilha?

O mínimo absoluto para visitar é uma semana inteira, mas mesmo assim você vai ter que deixar muitos lugares interessantes de fora. Se você quer combinar com calma passeios pelas montanhas (Teide, Anaga, Masca) com relaxamento nas praias e visitas às cidades históricas, o ideal são de dez a quatorze dias.

Devo resolver a autorização para o Teide ainda no Brasil?

Com certeza sim. Principalmente a partir de 2026, as regras para subida são muito rígidas, a capacidade das trilhas é limitada e as vagas para o próprio cume esgotam com meses de antecedência. Se você não tiver a autorização reservada antes de sair de casa, na hora só vai conseguir por pura sorte através de reservas canceladas por outros turistas.

As Ilhas Canárias são caras?

O custo de vida aqui é bem amigável, em média um pouco mais baixo que na Espanha continental ou na Europa Ocidental, graças ao regime tributário especial reduzido. Gasolina, compras no supermercado e comida em restaurantes locais fora das principais áreas turísticas vão te surpreender positivamente com preços bem razoáveis.

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