Svalbard Noruega: passeios e cruzeiros — 12 coisas que você precisa saber

Se você está planejando passeios em Svalbard, na Noruega, saiba que a placa com o urso-polar desenhado na saída de Longyearbyen marca o fim do mundo onde você pode andar sozinho. Tudo além disso é natureza ártica selvagem, onde, por questões de segurança, só se entra acompanhado de um guia armado. E é exatamente por isso que vale a pena escolher os passeios com inteligência e planejar tudo com antecedência. Em Svalbard não existe aquela ideia de vagar pela paisagem com a mochila nas costas, a não ser que você tenha porte de arma e uma autorização especial do governador.

Se você não organizar bem a viagem, pode acabar passando a semana inteira só olhando pela janela do hotel os picos nevados e pagando valores astronômicos pelos jantares. Preparei um guia detalhado, baseado no que viajantes reais repetem sem parar em fóruns e avaliações. Assim você não perde o passeio certo só porque não sabia onde clicar.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro

Aqui vai um resumo rápido do mais importante que você deve saber antes da viagem.

  • Sem guia, nem um passo: fora da zona da capital Longyearbyen não se pode circular sem arma de fogo e meios para afugentar ursos. Por isso os passeios organizados são obrigatórios.
  • Orçamentos altos: conte que cada dia cheio de atividades custa alguma coisa. Seis dias de passeios para duas pessoas costumam aparecer nos fóruns em torno de 20.000 NOK (cerca de R$ 10.100).
  • Aurora boreal não faz sentido aqui: Svalbard fica ao norte demais, acima do oval auroral. Passeios especiais atrás da aurora não valem muito a pena — bem melhor ir para Tromsø, no continente.
  • Novas regras rígidas de 2025: navios de expedição em áreas protegidas podem levar no máximo 200 passageiros e o desembarque só é permitido em 43 pontos autorizados. Drones estão totalmente proibidos.
  • O sucesso do inverno é a caverna: os viajantes são unânimes em dizer que explorar uma caverna de gelo é o auge absoluto da temporada de inverno.
  • Reservar cedo é a chave: os melhores passeios e cruzeiros costumam esgotar meses antes na alta temporada, de março a agosto.

Quando ir a Svalbard, na Noruega

Acertar a época em Svalbard é absolutamente essencial, porque cada estação oferece uma experiência completamente diferente e algumas atividades se excluem entre si. O inverno dura de novembro até meados de fevereiro e traz a escura noite polar. Nesse período o sol nem chega a nascer acima do horizonte e você aproveita apenas algumas horas de um mágico crepúsculo azul ao meio-dia. No inverno os turistas vêm sobretudo pela atmosfera misteriosa, mas a oferta de passeios é bem limitada.

O maior sucesso entre os viajantes é o chamado inverno ensolarado, que começa na virada de fevereiro para março e dura até maio. A luz volta com uma rapidez incrível e já em abril você aproveita dias em que o sol não se põe. Justamente os meses de primavera são o auge absoluto para andar de snowmobile, visitar cavernas de gelo e fazer expedições com trenós puxados por cães. Prepare-se, porém, para um frio de verdade, porque em março as temperaturas costumam cair para menos vinte graus e as datas dos operadores somem num piscar de olhos.

Já o verão polar reina de junho a setembro e a paisagem se transforma completamente graças ao sol da meia-noite. A neve derrete, os fiordes congelados se abrem e começa a alta temporada dos passeios de barco e dos cruzeiros de expedição. É o momento ideal para observar morsas, baleias e enormes colônias de aves. Conte, porém, que a tundra ártica do verão fica extremamente encharcada e lamacenta, então para as caminhadas você não vai sobreviver sem botas impermeáveis de primeira linha.

Onde se hospedar em Longyearbyen

💡 Dica de hospedagem e experiências: nós preferimos procurar hospedagem no Booking.com, onde costumam estar as melhores condições de cancelamento. Já os ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.

Como fora da capital Longyearbyen não se pode acampar nem circular livremente, sua escolha de hospedagem se resume a essa vila ártica única. A cidadezinha é bem pequena e dá para ir a pé a qualquer lugar, mas nas nevascas de inverno você vai valorizar um hotel bem no centro. A regra básica é reservar a hospedagem com muita antecedência, porque a capacidade é limitada e na temporada de primavera costuma estar irremediavelmente esgotada.

O Funken Lodge fica numa colina acima da cidade e é uma base ártica excepcional, com café da manhã fantástico e restaurante com um menu vegetariano surpreendentemente bom. Não espere muito mais de Longyearbyen, mas isso já é o suficiente. Também é muito popular o Radisson Blu Polar Hotel, que se destaca pela ótima localização, logo na primeira parada do ônibus do aeroporto, e onde ainda dá para relaxar depois de um passeio gelado nas banheiras de hidromassagem externas com vista para o fiorde.

Para quem ama uma atmosfera mais autêntica, uma ótima escolha é o Basecamp Hotel, que por fora e por dentro lembra uma cabana tradicional de caçadores, cheia de madeira e peles. Já os viajantes que cuidam do orçamento costumam optar pelo Gjestehuset 102, no bairro periférico de Nybyen. É um antigo alojamento de mineiros com banheiros compartilhados, onde você consegue uma cama por um preço bem razoável. Só se prepare para uma curiosidade local: na maioria dos hotéis você precisa tirar os sapatos logo na entrada e andar pelos corredores só de meias ou pantufas.

12 coisas que você precisa saber sobre os passeios em Svalbard

💡 Dica: parte dos passeios de um dia você pode reservar online com conforto pela plataforma GetYourGuide. Recomendo muito fazer isso, porque as vagas somem rápido no local.

1. Por que todo dia é um passeio pago

O maior choque para muitos visitantes é descobrir que não dá para montar um programa por conta própria em Svalbard. O governador do arquipélago exige rigorosamente que toda pessoa que circule fora da chamada zona 10 (Management Area 10, no entorno de Longyearbyen) carregue meios para intimidar ursos-polares. Na prática, isso significa a obrigação de portar uma arma de fogo potente e uma pistola de sinalização.

Para o turista comum, isso significa que cada saída da cidade exige pagar por um guia profissional. Longyearbyen em si você percorre tranquilo em meio dia e os museus tomam mais um dia, mas sem atividades pagas você começa a se entediar na cidade bem rápido. Se quiser alugar uma arma por conta própria, precisa de uma demorada autorização da polícia local ou de um passaporte europeu de armas, o que para a maioria dos viajantes não faz sentido.

Além disso, as novas regras obrigam as expedições independentes a contratar um seguro especial para o caso de operação de resgate, que pode exigir uma garantia financeira de até 650.000 NOK (mais de R$ 328.000). Comprar um passeio organizado é, de longe, a forma mais barata e segura de viver a natureza selvagem do Ártico. Lembre-se também de que dentro da cidade vale a proibição rígida de portar arma carregada, e em frente ao supermercado e ao banco você encontra armários especiais para guardar os rifles.

2. A caverna de gelo é um sucesso absoluto

Se você chegar no inverno ou na primavera, a visita a uma caverna de gelo deve estar em primeiro lugar na sua lista. Os viajantes a apontam repetidamente como a melhor experiência da viagem inteira e nos fóruns você lê que passar pelos estreitos corredores azuis é de tirar o fôlego. Os passeios geralmente vão até as geleiras Longyearbreen ou Scott Turnerbreen, que ficam pertinho da cidade.

Até a entrada normalmente se vai num veículo especial de neve, o chamado snowcat, o que por si só já é uma ótima experiência. Lá dentro te esperam formações de gelo azul incríveis e corredores estreitos, iluminados apenas pela sua própria lanterna de cabeça. A temporada vai mais ou menos de meados de janeiro a meados de maio, e a temperatura interna se mantém estável em torno de menos catorze graus, então roupa quente é obrigação absoluta.

A empresa Snowfox Travel oferece passeios por cerca de 1.300 NOK (aproximadamente R$ 660) por pessoa. Por esse valor você vive uma experiência que simplesmente não existe no verão, porque a caverna derrete. As datas de abril costumam esgotar meses antes, então não deixe a reserva para depois.

3. Snowmobile até o Tempelfjorden para iniciantes

Andar de snowmobile é um meio de transporte totalmente comum em Svalbard, e por aqui há até mais snowmobiles do que habitantes. Para os turistas que nunca subiram em uma dessas máquinas, a primeira opção mais acessível é o passeio até o deslumbrante Tempelfjorden. O trajeto segue pelo amplo vale Adventdalen e não é extremamente difícil, então qualquer pessoa com condicionamento mediano e uma carteira de motorista de carro válida dá conta sem problemas.

Durante o passeio você tem uma enorme chance de cruzar com renas selvagens de Svalbard ou discretas raposas-do-ártico. Operadores experientes como a Hurtigruten Svalbard chegam a oferecer passeios em snowmobiles elétricos modernos, que são lindamente silenciosos, não fedem a gasolina e não perturbam a fauna local. Desde 2025 vale a proibição rígida de circular diretamente sobre o gelo marinho do fiorde depois de 1º de março, mas as vistas do litoral para as paredes de gelo continuam absolutamente épicas.

Os preços dependem de você guiar o snowmobile ou ir como passageiro no banco de trás. Como condutor você paga cerca de 3.500 NOK (R$ 1.780) e como passageiro cerca de 2.100 NOK (R$ 1.070). Nas empresas sérias, o preço sempre inclui todo o equipamento quente, do enorme macacão às botas especiais e ao capacete, então frio você com certeza não vai passar.

4. A costa leste como expedição de dia inteiro

Para os mais corajosos e resistentes existe uma versão bem mais longa: a expedição de snowmobile até a remota costa leste. É uma expedição intensa de dia inteiro, que dura até dez horas, na qual você percorre mais de cem quilômetros por uma paisagem ártica extremamente árdua. O trajeto muitas vezes vai até a região de Agardhbukta, onde te esperam planícies nevadas infinitas e enormes blocos de gelo despencando no mar.

É justamente na costa leste e à beira do mar congelado que você tem a maior chance de avistar um urso-polar em liberdade. Mas é preciso contar com as novas regras rígidas de proteção da natureza, que desde 2025 mandam manter uma distância mínima de 300 metros dos animais e, nos meses de primavera, até meio quilômetro. Portanto, se você quer fazer boas fotos, não vai conseguir sem uma teleobjetiva potente e um binóculo, porque no celular você só captura um pontinho branco ao longe.

Esse passeio é fisicamente muito exigente e requer roupas térmicas de qualidade por baixo do macacão de expedição emprestado, já que as temperaturas podem cair bem abaixo dos trinta graus negativos. O preço fica em torno de 4.000 a 4.500 NOK (R$ 2.030 a R$ 2.290) para o condutor. Recomendo planejar essa experiência mais para março ou abril, quando já há luz solar suficiente durante o dia.

5. Trenó de cães no inverno e no verão

O passeio de trenó puxado por cães é uma das formas mais autênticas de conhecer a paisagem ártica em total silêncio. Empresas como a Green Dog Svalbard ou a Arctic Husky Travellers oferecem passeios incríveis com huskies do Alasca pelos vales atrás de Longyearbyen. As matilhas são incrivelmente amigáveis e os cães amam correr acima de tudo, o que você percebe pelo latido e pela empolgação enorme deles logo antes da partida.

Durante a noite polar e o inverno clássico, você anda em trenós de madeira pelos vales nevados. Nos fóruns, os turistas recomendam muito combinar o trenó de cães com a visita à caverna de gelo, o que rende um ótimo programa de dia inteiro por cerca de 333 EUR (aproximadamente R$ 2.020). É também uma das melhores atividades para famílias, porque os operadores costumam permitir a passagem no trenó para crianças a partir dos seis a oito anos.

E se você chegar no verão, quando a neve desaparece completamente dos vales? Sem problema: os cães de tração precisam treinar o ano todo para não perder o condicionamento. Nos meses de verão os trenós simplesmente dão lugar a carrinhos especiais com rodas, então você não perde essa linda experiência com os peludos do Ártico nem no calor de julho ou agosto.

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6. Passeios de barco de um dia até as geleiras

Assim que em maio o gelo grosso recua e os principais fiordes se abrem, começa a tão esperada temporada dos passeios de barco. A vista das paredes recortadas das geleiras direto da superfície da água é absolutamente inesquecível, e muitas vezes você ouve um estalo ensurdecedor quando enormes pedaços de gelo despencam no mar. Muito popular é o moderno navio híbrido Brim Explorer, que faz parte da travessia puramente na propulsão elétrica silenciosa, sem perturbar a natureza ao redor.

O passeio dura cerca de quatro horas e custa por volta de 2.295 NOK (R$ 1.170) por adulto. A bordo há um salão aquecido com vista e bar, então dá para dar uma escapada, tomar um café e se esquentar — o vento ártico no convés é bem cortante. Os barcos costumam ir até a região do Billefjord, rumo à majestosa geleira Nordenskiöldbreen.

Do convés você observa massas enormes de gelo e, com um pouco de sorte, vê até belugas passando ou morsas descansando sobre um bloco de gelo. As novas regras ecológicas limitaram o tamanho dos barcos em áreas protegidas a no máximo 200 passageiros, o que significa que os gigantescos cruzeiros já não chegam às geleiras mais bonitas e a experiência nos barcos menores continua muito mais intimista.

7. As cidades russas Pyramiden e Barentsburg

Um tema grande e muitas vezes controverso nos fóruns de viagem é a visita aos assentamentos mineiros russos. Pyramiden é uma fascinante cidade fantasma soviética, abandonada de um dia para o outro em 1998, onde até hoje se ergue a estátua de Lenin mais ao norte do mundo e uma casa de cultura restaurada. Barentsburg, ao contrário, ainda é um povoado mineiro vivo, com algumas centenas de habitantes, uma mina em funcionamento e até cervejaria própria.

Ambas as cidades pertencem e são administradas pela estatal russa Trust Arktikugol. Depois da invasão da Ucrânia em 2022, a maioria dos operadores noruegueses decidiu boicotar a cooperação com essa empresa estatal russa por motivos éticos. Assim, esses passeios com desembarque praticamente sumiram da oferta do centro oficial de turismo, e a comunidade de viajantes discute muito se é apropriado gastar dinheiro por lá.

Se ainda assim você quiser ver a região, dá para comprar um cruzeiro com empresas norueguesas independentes, como a Henningsen ou a Polar Charter. Assim você tem uma vista maravilhosa do barco para a geleira e a cidade sem gastar dinheiro em terra, dentro do que os locais chamam de window shopping. O próprio Billefjord e a parede de gelo são tão impressionantes que o cruzeiro por cerca de 2.800 NOK (aproximadamente R$ 1.420) vale a pena mesmo sem uma caminhada entre os prédios soviéticos.

8. Cruzeiros de expedição de vários dias para os exigentes

Se você quer conhecer de verdade o arquipélago inteiro e chegar longe da civilização, os passeios de um dia a partir de Longyearbyen simplesmente não vão bastar. A única solução é embarcar em um cruzeiro de expedição de vários dias. Essas expedições costumam durar de oito a catorze dias e oferecem oportunidades incríveis de fotografia, porque te levam aos penhascos de Alkefjellet, cheios de aves, ou ao estreito de Hinlopenstretet.

Viajantes experientes juram pelos navios de expedição menores, como o MS Plancius ou a frota HX da Hurtigruten Expeditions. Os barcos menores conseguem entrar mais fundo nos fiordes e levam os turistas até terra em pequenos botes infláveis do tipo Zodiac. A melhor chance de dar a volta completa no arquipélago é em julho e agosto, quando o gelo recua mais para o norte e libera o caminho.

Os preços desses cruzeiros premium ficam em patamares bem altos. Começam em torno de 6.900 EUR (aproximadamente R$ 41.800) nos barcos padrão menores e podem chegar a doze mil euros nos mais luxuosos. Mas o valor inclui pensão completa, hospedagem e todos os desembarques de aventura com explicações de biólogos e geólogos especializados.

9. Novas regras para os cruzeiros a partir de 2025

Desde 2025 a Noruega leva a proteção da natureza a sério e, graças a isso, o turismo ártico mudou bastante — e para melhor. Em parques nacionais e reservas naturais só podem navegar barcos com no máximo 200 passageiros. Os grandes cruzeiros convencionais, de repente, só chegam ao entorno não protegido do Isfjorden e já não alcançam os lugares mais bonitos.

Uma mudança fundamental também é a drástica limitação da circulação de turistas em terra. Nas áreas protegidas, agora o desembarque de barcos comerciais só é permitido em 43 pontos precisamente delimitados, sendo que antes os operadores usavam mais de duzentos. Com isso pretende-se evitar a perturbação da sensível tundra nórdica e o incômodo às aves nidificantes.

Além disso, vale a proibição total de voar com drones em todas as reservas e o cumprimento rigoroso das distâncias em relação aos animais. Das morsas os barcos devem manter no mínimo 150 metros, junto às colônias de aves precisam reduzir para cinco nós e dos ursos-polares não se pode chegar a menos de 300 a 500 metros. Espera-se que isso mude bastante a forma como os turistas fotografam os animais, e um bom binóculo passará a ser mais importante do que a câmera.

10. Camp Barentz e as noites sobre ursos

Se você procura uma experiência mais tranquila, mas bem autêntica, vá até a cabana Camp Barentz. Ela fica a cerca de dez quilômetros de Longyearbyen, no deserto vale Adventdalen, longe de qualquer poluição luminosa da cidade. É uma linda e aconchegante réplica da cabana histórica do explorador Willem Barents, aquecida por uma fogueira aberta no meio da sala.

Durante a noite, guias experientes servem um jantar local farto, preparam café direto no fogo e contam histórias fascinantes sobre a vida dos ursos-polares. Você aprende um monte de curiosidades sobre os hábitos desses animais e sobre como funciona a convivência diária das pessoas com esses gigantescos predadores, que aqui simplesmente não são visitantes, mas os donos da paisagem.

Esse programa de cerca de três horas custa por volta de 1.545 NOK (R$ 790) e é uma atividade absolutamente ideal para os primeiros dias da estadia ou para famílias com crianças. Nos meses de inverno, há ainda uma chance enorme de, na saída do vale, você avistar o céu estrelado e, com muita sorte, até a aurora boreal bem em cima da cabana.

11. O que não funciona e onde tomar cuidado

A internet está cheia de iscas que, na dura realidade ártica, não fazem o menor sentido. O maior mito são os passeios comerciais atrás da aurora boreal. Svalbard fica, paradoxalmente, ao norte demais, acima do oval auroral, então a aurora aqui costuma ser menos visível do que no norte da Noruega. Além disso, falta uma malha viária pela qual você poderia percorrer centenas de quilômetros atrás de um céu limpo. É melhor ir a Tromsø em setembro ou outubro.

O segundo absurdo absoluto são os chamados polar bear tours. Perseguir e procurar ativamente ursos-polares é estritamente proibido por lei. Ninguém em sã consciência te dará garantia de que você verá um urso em algum passeio. Nos passeios de barco de um dia a partir da cidade a chance é muito pequena, e a oportunidade real só aparece nos caros cruzeiros de expedição de vários dias rumo ao leste do arquipélago.

Prepare-se também para o fato de que o clima aqui manda em tudo. Passeios cancelados ou voos adiados por causa de nevasca ou neblina são completamente comuns, então sempre acrescente ao seu itinerário pelo menos um dia livre como folga; do contrário, você vai suar de verdade na conexão em Oslo.

12. Trilhas a pé e caiaques de verão

Quando em junho a maior parte da neve derrete e começa o período do sol da meia-noite, os vales ao redor de Longyearbyen se abrem para as caminhadas. Claro que vale de novo a regra: você só pode sair com um guia armado. São muito populares as caminhadas de dificuldade média aos picos Sarkofagen e Trollsteinen, de onde há uma vista incrível de todo o entorno e da geleira Longyearbreen.

Já os amantes da água podem experimentar no verão o caiaque no mar, nas águas do Isfjorden. Remar bem perto dos blocos de gelo das geleiras e observar as aves árticas voando por cima é, para muita gente, o auge absoluto da viagem. As atividades de verão costumam ir de meados de junho até o fim de setembro e oferecem uma ótima fuga do barulho dos motores dos snowmobiles.

Conte, porém, que a tundra de verão é extremamente encharcada, esponjosa e cheia de lama. Nos fóruns, os viajantes recomendam com muita ênfase levar botas impermeáveis de primeira linha, de preferência botas de trekking altas, porque com certeza você vai atravessar riachos gelados e caminhar por campos de neve derretendo. E se te incomoda dormir sob a luz contínua do dia, não deixe de colocar na mala uma boa máscara de olhos.

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Onde se hospedar, resumo prático e preços de referência

Ao planejar o orçamento, você precisa levar em conta que Svalbard é simplesmente um destino caro. Se você agir com inteligência, comprar no supermercado local Svalbardbutikken e escolher as atividades com cuidado, o orçamento não vai te matar, ainda que Svalbard tenha reputação de um dos destinos mais caros do mundo. Curiosamente, o arquipélago funciona como zona livre de impostos, então muitas coisas nas lojas são, paradoxalmente, mais baratas do que na Noruega continental — mas para comprar bebida alcoólica na seção local Nordpolet você vai precisar mostrar a passagem aérea no caixa.

Para você ter uma ideia, o orçamento low-cost real de viajantes dos fóruns mostra cerca de 870 EUR (aproximadamente R$ 5.270) por pessoa em quatro dias de estadia. Nesse valor estão incluídos passagens aéreas de ida e volta da Europa, hospedagem mais barata em quarto compartilhado, um passeio de barco e a visita à caverna de gelo.

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Perguntas frequentes

Trazemos respostas às dúvidas mais comuns que os viajantes resolvem antes da viagem.

Quanto custam realmente os passeios em Svalbard?

Cada dia em um passeio organizado custa em média de 1 300 a 4 500 NOK (cerca de R$ 1 200 a R$ 4 100). Atividades mais curtas como caminhadas ou caverna de gelo são mais baratas, expedições de dia inteiro em motos de neve ou cruzeiros estão entre as experiências mais caras, mas definitivamente valem cada centavo.

É possível fazer algo de graça fora de Longyearbyen?

Praticamente não. Se você não tem sua própria arma, passaporte europeu de armas e não fez treinamento especial de segurança, não pode sair dos limites da cidade sozinho. Mover-se com segurança na natureza ártica exige um guia pago e certificado, pois o risco de encontrar um urso polar é real.

Vou ver um urso polar no passeio?

Em passeios de um dia saindo de Longyearbyen a chance é muito pequena, a bordo de um navio fica apenas em torno de alguns por cento. Além disso, é proibido se aproximar ativamente dos ursos. Uma chance real é oferecida apenas por longas expedições de moto de neve até a costa leste ou cruzeiros de expedição de vários dias.

Qual é o melhor passeio no inverno e no verão?

No inverno e na primavera, os viajantes recomendam absolutamente a exploração de cavernas de gelo e o passeio de moto de neve até o Tempelfjorden congelado. No verão, de junho a agosto, reinam os cruzeiros diurnos de barco até as majestosas geleiras de Isfjorden e o passeio de caiaque marinho entre os icebergs.

Preciso saber pilotar uma moto de neve?

De jeito nenhum, a maioria dos roteiros básicos é projetada para iniciantes completos que nunca sentaram em uma moto de neve. Basta ter sua carteira de motorista comum de carro. Os guias explicam tudo detalhadamente e com calma antes da partida, então você não precisa ter medo de nada.

A partir de que idade as crianças podem andar de moto de neve ou trenó puxado por cães?

As empresas geralmente permitem que crianças andem como passageiras na moto de neve a partir de 8 anos, pois o passeio pode ser exigente no frio. No trenó puxado por cães, as crianças muitas vezes podem ir já a partir de 6 anos, e para os carrinhos de verão o limite costuma ser um pouco maior. Sempre verifique antecipadamente as regras do operador específico.

O que acontece se o clima cancelar o cruzeiro ou passeio?

Nevasca, vento forte ou neblina densa são completamente comuns no Ártico e o clima muda de minuto a minuto. Os operadores nesses casos não arriscam a segurança e cancelam o passeio sem hesitar. Geralmente eles oferecem reembolso total ou reagendamento para outro dia.

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