Longyearbyen, Noruega: 12 dicas do que fazer na cidade mais ao norte do mundo

Bem-vindo a Longyearbyen, na Noruega, o lugar onde há mais motos de neve do que moradores fixos. Uma cidade onde, antes de entrar no supermercado, você precisa guardar o rifle num armário especial, onde no restaurante pedem que você tire os sapatos e onde morrer é oficialmente desaconselhado, já que o cemitério local não aceita novos enterros há décadas. É exatamente assim a cidade totalmente funcional mais ao norte do mundo.

Embora pareça o roteiro de um thriller nórdico pesado, a realidade é incrivelmente acolhedora e cosmopolita. Longyearbyen, no arquipélago norueguês de Svalbard (Spitsbergen), é lar de cerca de 2.400 pessoas de mais de 60 países, que enfrentam juntas a noite polar e o clima ártico imprevisível. Aqui você encontra gastronomia de alto nível, cafés aconchegantes, um campus universitário e até a cervejaria mais ao norte do planeta.

Este guia vai te levar pelo melhor que a cidade oferece — de cafés charmosos a galerias de minas escuras, até onde tomar uma cerveja feita com água de geleira. Também vou te contar em que época do ano vir para não ficar preso na escuridão total, e onde se hospedar, porque circular pela ilha tem regras de segurança muito rígidas.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro

  • Melhor época para visitar: a virada de fevereiro para março oferece uma mágica luz azul, abril é ideal para motos de neve e o verão para passeios de barco em busca de animais.
  • Segurança em primeiro lugar: fora dos limites da cidade não se pode andar sem arma ou guia armado, por isso a maioria das atividades depende de passeios organizados.
  • Transporte do aeroporto: o ônibus do aeroporto flybuss (100 NOK) te leva ao centro e para em todos os principais hotéis.
  • Regras curiosas: nos hotéis e museus você tira os sapatos e só compra bebida alcoólica na loja apresentando o cartão de embarque.
  • O que não perder: visite com certeza o Svalbard Museum, veja o portal do banco global de sementes e prove a cerveja feita com água de geleira.
  • Orçamento: Svalbard é caro; conte que só com passeios organizados você gasta centenas de reais por dia.

Quando ir a Longyearbyen

Escolher a época certa em Svalbard é absolutamente essencial, porque aqui a natureza dita sem dó o que você pode fazer. Do fim de outubro até meados de fevereiro reina a noite polar, e de 11 de novembro a 30 de janeiro o sol nem chega a nascer acima do horizonte. Novembro e dezembro podem ser muito duros, ventosos e escuros, então as atividades ao ar livre são pouquíssimas. Por outro lado, é a única época em que teoricamente dá para observar a aurora boreal até ao meio-dia, algo único no mundo. Mas os viajantes costumam lembrar que Svalbard fica, paradoxalmente, longe demais ao norte, então a própria aurora aqui costuma ser mais fraca do que, por exemplo, em Tromsø, na Noruega.

A melhor combinação e o período fotograficamente mais bonito é a virada de fevereiro para março, quando a paisagem coberta de neve se envolve numa luz azul fascinante. Além disso, em 8 de março os moradores celebram animadamente o chamado Solfest, o dia em que os raios de sol tocam pela primeira vez as escadas do antigo hospital. Já abril é o auge absoluto da temporada de inverno. Os dias se alongam a uma velocidade incrível, a neve oferece condições ideais para as motos de neve e o sol já brilha alto no céu. Mas conte que os hotéis costumam estar esgotados com muita antecedência e as temperaturas ainda caem facilmente para -20 °C.

A temporada de verão começa em maio e, do fim de junho a agosto, traz o sol da meia-noite sem fim e o degelo. É nessa época que partem de Longyearbyen todos os passeios de barco em busca de morsas, baleias e das enormes falésias de aves. Os moradores às vezes chamam o verão de estação da lama, porque a neve derrete e para as trilhas você precisa de botas impermeáveis de verdade, mas a tundra florida vale muito a pena. A duração ideal da estadia na cidade é de cerca de 4 a 5 dias, ou reserve um dia extra como margem de segurança. É que os voos de Oslo às vezes são cancelados por causa do vento forte.

Onde se hospedar em Longyearbyen

💡 Dica de hospedagem e experiências: nós preferimos procurar hospedagem no Booking.com, que costuma ter as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.

Como a cidade é bem pequena e apartamentos clássicos pelo Airbnb praticamente não existem por aqui, você vai escolher entre uns poucos hotéis e pousadas. Recomendo reservar a hospedagem com muita antecedência, tranquilamente até nove meses antes, porque a lotação, sobretudo em abril e no verão, se esgota rapidíssimo. Do aeroporto você chega sem problemas a todos os principais hotéis com o ônibus flybuss, que custa cerca de 100 NOK por trajeto.

Se você busca conforto absoluto e ótima localização, hospede-se no popular Radisson Blu Polar Hotel Spitsbergen. Fica bem no centro, oferece vista do fjord a partir das banheiras de hidromassagem externas e as diárias saem a partir de 300 euros. Para quem ama estilo boutique e luxo, o ideal é o Funken Lodge, que se ergue numa colina acima da cidade e se orgulha de cafés da manhã fantásticos. Só considere que, numa nevasca de inverno, a subida a partir do centro fica um pouco puxada.

Um meio-termo perfeito, com atmosfera histórica autêntica, são as Coal Miners’ Cabins, no bairro de Nybyen, onde antigamente dormiam os mineiros. Muito popular também é o Basecamp Hotel, que te encanta na hora com o design rústico de caçador, cheio de madeira e peles. Uma excelente opção no centro é o moderno Svalbard Hotell Polfareren ou a peculiar pousada Mary-Ann’s Polarrigg, que ocupa um antigo alojamento de mineiros e ainda tem um ótimo restaurante.

Se você viaja com orçamento apertado, o albergue Gjestehuset 102 é provavelmente a opção decente mais barata da cidade, com camas a partir de 70 euros a noite. Só conte com uma caminhada de trinta minutos até o centro, o que no frio ártico cortante pode ser um baita desafio. 😅

📶 DADOS PARA SUA VIAGEM
Internet no celular nas férias — com um eSIM
⚡ ativação por QR em 2 min · 📱 sem SIM físico · 🌍 35 países · a partir de 4,50 €
Escolha um eSIM para a Europa →
✅ Da equipe do blog de viagens Loudavým krokem · Nosso próprio projeto — lk-sim.com

12 dicas do que ver e fazer em Longyearbyen

Apesar de ser pequena, a cidade tem surpreendentemente muita coisa para ver, e algumas você realmente não encontra em nenhum outro lugar do planeta. Aqui vão doze dicas com as quais você aproveita tudo sem se perder por aí.

1. Casinhas coloridas e a rua principal

No primeiro passeio pela cidade, o que salta aos olhos na hora são as fachadas coloridíssimas das casinhas locais, que contrastam com a natureza áspera ao redor. Essas cores vibrantes não são nada aleatórias: elas devem ajudar psicologicamente os moradores a superar os meses infinitamente escuros da noite polar. A rua principal de pedestres é ladeada por cafés aconchegantes, lojas de equipamento outdoor de luxo e motos de neve estacionadas por toda parte. Aliás, elas são oficialmente registradas em número maior do que os próprios moradores.

Ao entrar em muitos prédios, você vai notar uma enorme peculiaridade. Na maioria dos hotéis, museus e até no centro de informações turísticas você precisa tirar os sapatos logo na entrada. Essa tradição estranha vem da época da mineração de carvão em massa, quando os moradores tentavam evitar que a poeira preta onipresente se espalhasse pelos interiores limpos. Hoje é mais um ritual cultural, então não esqueça de colocar na mala meias bonitas e, sobretudo, quentinhas.

Nas bordas da cidade você com certeza vai topar com a placa de trânsito mais fotografada do mundo. Nela há um urso-polar preto num triângulo vermelho com a advertência „Gjelder hele Svalbard”, ou seja, Válido para toda Svalbard. É justamente essa placa que marca claramente o limite da zona segura, a chamada Management Area 10, além da qual você não pode dar nem um passo sem um rifle carregado ou um acompanhante armado.

💡 Dica: no supermercado Svalbardbutikken e em outros prédios públicos é terminantemente proibido levar arma. Por isso, em frente à loja você encontra armários especiais com fechadura para os rifles, onde caçadores e guias precisam guardá-los.

2. Svalbard Museum

Se você quer entender de verdade a fundo como esse lugar inóspito funciona, seus primeiros passos devem ir claramente em direção ao Svalbard Museum. Essa exposição premiada e extremamente moderna oferece a melhor introdução possível à história e à natureza de todo o arquipélago. Aqui você fica sabendo absolutamente tudo, das brutais primeiras expedições baleeiras à vida dura dos caçadores russos pomores e dos trapeiros noruegueses, até a pesquisa geológica moderna e a mineração de carvão.

Boa parte do museu lindamente montado é dedicada à fauna e flora árticas únicas. Você vai ver de perto um majestoso urso-polar empalhado, uma morsa enorme e a rena endêmica de Svalbard. Com suas pernas desproporcionalmente curtas e corpo atarracado, ela lembra mais um bicho de pelúcia fofinho do que um duro animal nórdico. Aqui você também encontra informações fascinantes e detalhadas sobre como os animais locais conseguiram se adaptar biologicamente aos frios extremos e à escuridão infinita.

O ingresso para adultos custa 160 NOK, cerca de R$ 80 em conversão, e crianças até 18 anos entram de graça. O museu abre todos os dias, geralmente das 10h às 17h, e para uma visita realmente completa reserve pelo menos duas horas. Não esqueça que aqui também vale a regra rígida de tirar os sapatos logo no vestíbulo, junto às bilheterias.

💡 Dica: no museu há uma loja muito bem abastecida com incríveis livros sobre expedições polares, mapas e literatura ártica que você não acha em outro lugar.

3. North Pole Expedition Museum

Um pouco mais adiante, em direção ao porto, fica outra instituição fascinante que vai agradar em cheio todos os amantes de história e aventura. O North Pole Expedition Museum se dedica exclusivamente às tentativas heroicas e também muito trágicas de conquistar o polo norte com gigantescos dirigíveis. Foi justamente de Longyearbyen e da vizinha cidade científica de Ny-Ålesund que partiram, no passado, as mais famosas e ousadas expedições polares.

A estrela principal da envolvente exposição é a história do dirigível Norge, de 1926, com o qual o lendário Roald Amundsen, Umberto Nobile e Lincoln Ellsworth sobrevoaram com sucesso o polo norte. A mostra também mapeia em detalhes a expedição catastrófica seguinte, do dirigível Italia, que em 1928 caiu tragicamente sobre uma placa de gelo e desencadeou a maior operação internacional de resgate da história do Ártico.

No museu de dois andares você encontra um monte de fotos de época deslumbrantes, filmagens originais, velhos recortes de jornal e objetos pessoais preservados dos exploradores polares. Abre todos os dias das 9h às 17h. Três vezes por semana, especificamente às segundas, quartas e sextas, há também visitas guiadas matinais com um guia excelente, que dão uma profundidade inacreditável às histórias dramáticas.

💡 Dica: a exposição é bem específica e detalhada em texto, então, se você curte pelo menos um pouco a história da aviação e da conquista das regiões polares, vai ficar absolutamente encantado e pode passar uma tarde inteira aqui.

4. Svalbard kirke

Mesmo que você não seja nada religioso, não deveria deixar de visitar a simpática igreja local durante seu passeio pela cidade. A Svalbard kirke é, afinal, a igreja cristã mais ao norte do mundo inteiro e forma o verdadeiro coração social da comunidade local. O prédio de madeira, com a típica fachada vermelho vivo, fica num ponto levemente elevado acima da cidade, e de suas grandes janelas você tem uma bela vista de todo o vale e do fjord congelado.

O mais interessante desse templo é o fato de ele estar aberto ininterruptamente 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ele não funciona nem de longe apenas como lugar de oração silenciosa, mas sobretudo como refúgio seguro e espaço social aconchegante para todos os moradores e visitantes congelando. Lá dentro você pode se sentar em poltronas confortáveis no salão anexo, se aquecer junto à lareira e ler um livro.

A paróquia ainda oferece de graça aos turistas cansados café quente, chá e biscoitos, e sobretudo durante a noite polar as pessoas gostam de vir se abrigar aqui da escuridão e do vento gelado, então a igreja funciona como uma sala de estar coletiva para a cidade toda. Em situações de crise, ela ainda tem um enorme valor simbólico: por exemplo, durante avalanches devastadoras nos últimos anos, serviu como o principal centro de crise para os moradores evacuados.

💡 Dica: nada surpreendente que, também nesta igreja, você precise tirar os sapatos logo na porta, então não esqueça de levar meias limpas e, de preferência, de lã, para não sentir o frio do chão.

5. Svalbard Bryggeri

Tomar uma cerveja realmente local em Svalbard foi, por longas décadas, praticamente impossível. Segundo uma lei norueguesa muito antiga, de 1928, que originalmente devia evitar o alcoolismo pesado entre os mineiros que trabalhavam duro, a produção comercial de álcool em todo o arquipélago era terminantemente proibida. Mas o ex-mineiro e piloto Robert Johansen passou cinco anos inteiros numa batalha exaustiva com as autoridades e, em 2014, finalmente conseguiu uma mudança sem precedentes na constituição.

Graças à sua persistência incrível, pôde ser aberto o estabelecimento Svalbard Bryggeri, a cervejaria mais ao norte do mundo, cravada no paralelo 78 em meio ao deserto ártico. O primeiro lote experimental de cerveja foi engarrafado aqui no verão de 2015 e, desde então, virou um enorme sucesso na ilha inteira. A singularidade dessa cerveja está, entre outras coisas, em ser feita com gelo de água doce incrivelmente puro, vindo da vizinha geleira Bogerbreen, que tem cerca de dois mil anos.

A cervejaria oferece visitas guiadas fantásticas e muito divertidas, com uma farta degustação. Nelas você fica sabendo tudo sobre os absurdos obstáculos burocráticos que antecederam sua criação e prova logo cinco tipos diferentes de cerveja local. As visitas costumam acontecer às segundas, quartas e sábados no fim da tarde, duram cerca de uma hora e meia e saem por aproximadamente 45 euros.

💡 Dica: nas noites de sexta o espaço da cervejaria vira um bar muito popular entre os moradores. Costuma ficar bem cheio, mas é uma ótima oportunidade de captar a autêntica atmosfera nórdica.

lukas a lucka
Lukáš e Lucie recomendam
Onde se hospedar em Longyearbyen
6 acomodações — hotéis de bem-estar, hotéis e outras opções de hospedagem

6. Visita à mina de carvão Gruve 3

Toda a existência moderna de Longyearbyen está absolutamente ligada à mineração de carvão, que começou aqui pra valer em 1906 graças ao empresário americano John Munro Longyear. Para entender de verdade como era esse trabalho extremamente difícil e perigoso nas condições árticas, faça uma excursão à mina histórica Gruve 3. Essa mina foi definitivamente fechada em 1996 e hoje funciona como uma fascinante cápsula do tempo, onde parece que o tempo parou.

Durante a visita nas trevas você recebe o clássico capacete de mineiro, uma lanterna de cabeça potente e um macacão pesado especial. Um guia experiente primeiro te leva pelas amplas instalações externas, mostra as oficinas sujas e, por fim, te leva direto às galerias escuras e geladas da mina. Você vê a maquinaria original preservada e ouve histórias duras de como os mineiros precisavam trabalhar dias inteiros deitados em veios de apenas 60 centímetros de altura.

E agora essa visita é ainda mais intensa do que antes: no fim de junho de 2025 foi fechada a última mina norueguesa ativa, a Gruve 7, encerrando definitivamente, após quase 120 anos, todo o capítulo do carvão em Svalbard. A cidade norueguesa passa agora por uma transição complexa e cara rumo a fontes de energia mais limpas e aposta principalmente no turismo e na pesquisa.

💡 Dica: os ingressos para a excursão de três horas à mina podem ser reservados sem problemas online. Dentro das galerias a temperatura fica constante, perto do ponto de congelamento, e há um vento forte, então vista roupas bem quentes de verdade.

7. Camp Barentz

Se você quer viver a verdadeira e genuína selva ártica sem precisar de expedições fisicamente exaustivas, reserve uma noite inesquecível no Camp Barentz. Esse acampamento aconchegante fica a cerca de dez quilômetros da cidade, no amplo vale de Adventdalen. Está longe de qualquer poluição luminosa, o que o torna, nos meses de inverno de outubro a março, um lugar simplesmente incrível para observar a mágica aurora boreal.

O prédio principal do acampamento é uma réplica exata de madeira da cabana histórica em que, em 1596, o descobridor de Svalbard, Willem Barents, passou duramente o inverno em Nova Zembla. Lá dentro salta aos olhos um enorme fogo crepitante, junto ao qual guias armados te recebem com um sorriso (sim, armados, porque os ursos não avisam antes de aparecer para o café da manhã). A noite inteira gira então em torno de contar histórias sobre a vida dos trapeiros no extremo norte.

Durante a noite serve-se uma refeição quente tradicional, muitas vezes um farto guisado de rena à vontade. Mas os vegetarianos não precisam se preocupar: basta avisar com antecedência e preparam para você uma excelente alternativa sem carne. Não podem faltar o café feito diretamente no fogo e os doces sobremesas árticas. O ponto alto do programa é uma fascinante palestra educativa sobre o rei do Ártico, o poderoso urso-polar, na qual você fica sabendo tudo sobre seus hábitos e suas surpreendentes rotas migratórias.

💡 Dica: esse passeio imensamente popular dura cerca de três horas e custa em torno de 1.545 NOK, o que dá em conversão cerca de R$ 780. O transporte confortável de ônibus, do seu hotel e de volta, está claro, está incluído no preço.

8. Portal do banco global de sementes

Bem acima do aeroporto de Longyearbyen, cravado fundo na encosta congelada da montanha Platåberget, fica o famoso Svalbard Global Seed Vault, muitas vezes apelidado na mídia de cofre do juízo final. Esse sistema global de backup foi aberto em fevereiro de 2008 e serve para guardar com segurança sementes de plantas agrícolas do mundo todo, em caso de enormes catástrofes globais, guerras ou mudanças climáticas irreversíveis.

Atualmente, no fundo do permafrost, a uma temperatura constante e cuidadosamente vigiada de -18 °C, estão guardados com segurança mais de 1,4 milhão de amostras de sementes do mundo inteiro. Embora esse lugar seja imensamente importante para a futura sobrevivência da humanidade, como turista comum você nunca vai conseguir entrar de jeito nenhum. A entrada é terminantemente proibida a pessoas de fora, e o cofre maciço só é aberto algumas poucas vezes por ano para receber novas remessas raras.

Ainda assim, vale muito a pena ir ao menos um instante até o cofre. O robusto portal de concreto da entrada, que se projeta com força da encosta nevada, é decorado com uma linda instalação artística de luz. Sobretudo na noite de inverno, o telhado brilhando em azul-esverdeado no meio do deserto total causa uma impressão quase mágica e mística. É uma paradinha curta muito popular durante os passeios panorâmicos de ônibus.

💡 Dica: dá para chegar ao portal iluminado teoricamente até a pé, direto do aeroporto, mas não esqueça que ele fica na beira da zona segura, então vale a pena ficar de olhos bem abertos ou, de preferência, confiar num passeio organizado com guia.

9. Trilhas curtas com guia (Platåberget e Sarkofagen)

A paisagem ao redor de Longyearbyen convida diretamente à caminhada, mas, como já foi dito, você simplesmente não pode passar sozinho da placa do urso-polar. As autoridades locais exigem que todo mundo que sai da zona segura marcada em vermelho leve consigo um rifle carregado, uma pistola de sinalização e, claro, saiba manejá-los numa situação de crise.

Para o turista comum, hoje é praticamente impossível simplesmente alugar uma arma, porque o processo de aprovação leva tranquilamente até dois meses e exige uma papelada complicada. Por isso, de longe a melhor solução é se juntar a um trekking organizado com um guia certificado. Muito popular é, por exemplo, a subida à montanha em platô Platåberget, que se ergue a 450 metros de altura e oferece uma vista deslumbrante da cidade inteira e do Isfjord congelado. Uma ótima alternativa é a trilha até o cume do Sarkofagen, que passa direto pela borda da geleira.

Os guias nessas subidas não funcionam só como sua segurança pessoal contra ursos, mas também servem como excelentes fontes de informação sobre a fauna local, o permafrost em degelo e a geologia. Durante o curto verão ártico, conte que o terreno costuma ficar muito lamacento e encharcado, então você com certeza não vai passar sem botas impermeáveis de qualidade.

💡 Dica: desde 2026 valem, além disso, novas regras rígidas para o seguro de operações de resgate. Se você vai com uma agência de viagens oficial, eles resolvem por você toda a burocracia complicada e as gordas garantias de seguro. Uma trilha de meio dia sai por cerca de 800 a 1.000 NOK.

10. Compras, Nordpolet e álcool só com passagem aérea

Svalbard é uma zona de livre comércio, o que na prática significa que aqui não vale o imposto sobre valor agregado norueguês nem os altos impostos de consumo. Por isso, nas lojas locais os equipamentos esportivos e outdoor são surpreendentemente mais baratos do que no continente norueguês. Se você precisa de uma nova jaqueta de inverno ou de uma boa lã merino, vale a pena comprar aqui mesmo no centro.

Uma história totalmente diferente e bem mais complicada se escreve com o álcool, que está sujeito a um estrito sistema de racionamento. É um resquício da época da mineração de carvão, quando as autoridades tentavam limitar a bebida entre os mineiros. O álcool é vendido exclusivamente numa seção especial, a Nordpolet, dentro do supermercado principal Svalbardbutikken. Os moradores locais têm ali cotas mensais rígidas, que lhes permitem comprar, por exemplo, apenas 24 latas de cerveja e duas garrafas de destilado.

Como turista, claro que você pode comprar álcool, mas no caixa precisa obrigatoriamente apresentar um cartão de embarque válido ou a passagem aérea de volta. Sem passagem, o vendedor não te vende nem uma lata da cerveja local. Enquanto o álcool sai mais barato por aqui, os alimentos frescos são, ao contrário, sensivelmente mais caros por causa do dispendioso transporte aéreo.

💡 Dica: não esqueça que, ao voltar para Oslo ou Tromsø, você está num voo doméstico. Assim, ao álcool comprado em Svalbard não se aplicam os clássicos limites de importação duty-free internacionais, então é melhor beber os estoques maiores ainda antes de embarcar.

11. Kunsthall Svalbard e as galerias árticas

Quem esperaria encontrar galerias em funcionamento e uma cena cultural viva no fim do mundo. E, mesmo assim, elas existem! Para apenas 2.400 habitantes, há aqui várias instituições artísticas. Uma das mais interessantes é a galeria Kunsthall Svalbard, ligada ao museu de arte do norte da Noruega, que leva ao Ártico remoto a arte visual moderna.

As exposições locais costumam focar temas estreitamente ligados ao norte, como a mudança climática em curso, o isolamento implacável, o degelo das geleiras ou a intrincada história das descobertas polares. Os próprios espaços de exposição são menores, mas a curadoria costuma ser absolutamente de primeira e oferece um ótimo contraste com a gélida realidade lá fora.

No centro da cidade você também topa com pequenas galerias privadas e simpáticos ateliês de artesanato. É justamente lá que você pode comprar joias originais ou belas gravuras de artistas que se inspiraram no jogo de luz, na aurora boreal e no deserto branco infinito.

💡 Dica: a vida cultural pulsa aqui sobretudo durante os festivais locais. Se você chegar no outono, talvez viva o popular festival de música Dark Season Blues, enquanto na primavera celebra-se com animação o Solfest, que dá as boas-vindas ao tão esperado retorno do sol acima do horizonte.

12. Onde comer e a chocolateria mais ao norte do mundo

Para uma cidade extremamente isolada do resto do mundo, a cena gastronômica local é simplesmente fenomenal. Já de cara preciso citar o famoso café Fruene, que é oficialmente a chocolateria mais ao norte do mundo. Fazem aqui bombons incríveis em formato de urso-polar e um café ótimo, perfeito para se aquecer depois de uma caminhada congelante.

Para um almoço ou jantar excelente, vá com certeza ao popular restaurante Kroa. Ele é todo construído com madeira maciça trazida pelo mar e tem uma atmosfera incrivelmente descontraída. Servem uma pizza fantástica a preços bem razoáveis, o que os vegetarianos com certeza vão apreciar. Preciso citar também o moderno restaurante Stationen, que combina com bom gosto os clássicos noruegueses com a cozinha internacional.

Se você busca luxo culinário de verdade, reserve uma mesa no lendário restaurante Huset. Essa instituição fica na antiga casa de cultura e esconde, embaixo dela, uma adega com mais de 15.000 garrafas. Embora os estabelecimentos nórdicos costumem seduzir com muitos peixes e especialidades locais de carne, a maioria dos bons restaurantes, incluindo o hotel Funken Lodge, oferece também um menu vegetariano muito bem pensado e saboroso.

💡 Dica: comer nos restaurantes é, em geral, muito caro. Um prato principal comum sai por cerca de 250 a 400 NOK, ou seja, mais ou menos R$ 130 a R$ 200. Se você quer economizar, o supermercado Svalbardbutikken é muito bem abastecido e tem até um balcão com comida quente servida na hora.

✈️ Passagens baratas
Noruega: passagens mais baratas
Compare todas as companhias e encontre as datas mais baratas. · Mais passagens baratas →
Encontrar voos →

Para onde ir a partir de Longyearbyen

A cidade em si te entretém sem problemas por dois dias, mas o encanto principal está além de seus limites. Os passeios de dia inteiro são caros, sim, mas formam a verdadeira essência da viagem ao fim do mundo.

Carros de aluguel verificados na Noruega🚗 Aluguel de carro na viagemCarros de aluguel verificados na Noruega

Pesquise pelo comparador DiscoverCars — compara preços de dezenas de locadoras locais e internacionais, e a maioria das reservas tem cancelamento gratuito.

Comparar preços de carros na Noruega →
Comparador DiscoverCars✓ cancelamento grátis na maioria das reservas✓ sem taxas ocultas

Perguntas frequentes

Está planejando a viagem e ainda tem um monte de perguntas sem resposta? Svalbard é um destino tão específico que aqui vale a pena não subestimar nada. Aqui estão as respostas para o que os viajantes mais perguntam.

Quantos dias eu preciso para visitar Longyearbyen?

Para uma estadia comum na cidade com algumas excursões de um dia pelos arredores, u003cstrongu003e4 a 5 dias são absolutamente ideaisu003c/strongu003e. Se você vier apenas para um final de semana prolongado, corre o risco de não conseguir fazer nada por causa de atrasos de voo ou mau tempo. Uma estadia mais longa, acima de uma semana, só faz sentido se você estiver combinando com uma expedição de vários dias navegando ao redor das ilhas.

Posso circular pela cidade sem arma?

Sim, dentro da zona de segurança claramente sinalizada, que cobre todo o centro da cidade, o porto e o caminho para o aeroporto, u003cstrongu003evocê pode circular livremente sem rifleu003c/strongu003e. Mas assim que passar pela placa de trânsito com o urso-polar, você estará entrando na natureza selvagem, onde uma arma ou a presença de um guia armado é absolutamente necessária.

É difícil ir do aeroporto até o centro?

De jeito nenhum, é muito fácil. Para cada chegada e partida sempre há um u003cstrongu003eônibus do aeroporto flybussu003c/strongu003e disponível, que custa cerca de 100 NOK (aproximadamente R$ 50) por viagem. Ele para em todos os principais hotéis e pousadas da cidade, então leva você com suas malas direto até a porta.

Quanto custa comer em restaurantes?

Infelizmente, Svalbard está entre os destinos mais caros de toda a Europa. Por u003cstrongu003eum prato principal comum em um restaurante você paga entre 250 e 400 NOKu003c/strongu003e (R$ 125 a R$ 200) e um hambúrguer simples sai por cerca de 220 NOK. Você economiza muito comprando ingredientes no supermercado local bem abastecido.

Os dados móveis normais funcionam em Svalbard?

Sim, e surpreendentemente bem. Longyearbyen está conectada ao continente norueguês por enormes cabos de fibra óptica submarinos, então u003cstrongu003ea internet aqui é extremamente rápida e estávelu003c/strongu003e. Seus dados europeus de roaming devem funcionar aqui sem problemas, mas para garantir, verifique previamente com sua operadora.

Vale a pena ir a Svalbard principalmente por causa da aurora boreal?

Paradoxalmente, não. Longyearbyen fica u003cstrongu003elonge demais ao norte, além da faixa principal da aurora borealu003c/strongu003e. Embora você possa vê-la aqui durante a noite polar, ela costuma ser mais fraca do que no norte da Europa continental. Se seu principal objetivo é a aurora borealis, vá para Tromsø.

Onde eu preciso tirar os sapatos?

Essa regra curiosa de tirar os sapatos vale u003cstrongu003eem quase todos os hotéis e pousadas, no Svalbard Museum, na igreja e em algumas lojasu003c/strongu003e. Nas entradas você sempre encontra grandes sapateiras e muitas vezes até chinelos comunitários. Recomendo levar na viagem meias de lã quentinhas e principalmente limpas.

Posts relacionados

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Você está aqui

ViagensEuropaLongyearbyen, Noruega: 12 dicas do que fazer na cidade mais ao...

Últimos artigos do blog