Chegamos a Reykjavík, na Islândia, eu e o Lukáš, apenas no último dia da nossa viagem de duas semanas de outono ao redor da ilha. Estávamos congelados até os ossos, o cabelo ficava arrepiado para todos os lados depois dos banhos termais e, depois de duas semanas cozinhando macarrão nas cozinhas das pousadas e apartamentos, ansiávamos desesperadamente por um pouco de civilização.
Antes mesmo de entrar na cidade, numa manhã gelada, ainda subimos por 45 minutos até o rio quente de Reykjadalur, onde tremíamos de frio nos trocando ao ar livre, expostos ao vento. Por isso aproveitamos ainda mais o calor da primeira cafeteria fofinha do centro.
O café islandês é, sim, absurdamente caro, mas depois de dias cheios de frio, vento e estoques infinitos de alcaçuz local, ele nos pareceu um néctar divino.
Muita gente pula essa cidade completamente durante a viagem, o que, na minha opinião, é uma pena. Se você está justamente montando o seu roteiro e procurando dicas sobre o que ver em Reykjavík, está no lugar certo.
A cidade é pequenininha e, para as principais atrações, vai te bastar um único dia, mas tem uma atmosfera incrível. Neste artigo você encontra as minhas dicas favoritas do que ver e fazer na capital da Islândia, e ainda incluo os nossos lugares testados para se aquecer e comer bem sem carne.

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro
- Reykjavík não é para uma semana: é uma cidade compacta, e para explorá-la basta um dia e uma noite. Você pode visitá-la logo na chegada ou deixá-la como um doce final da viagem.
- Você não precisa de carro na cidade: do aeroporto até o centro você chega tranquilamente no ônibus Flybus, e a cidade dá para percorrer a pé sem problema.
- As termas são obrigatórias: esqueça a supervalorizada Blue Lagoon e vá, como os locais, às piscinas municipais clássicas (sundlaug), onde a entrada custa só uma fração do preço.
- Atenção ao banho nu: nas piscinas islandesas valem regras rígidas — antes de entrar na água você precisa, sem exceção, tomar banho completamente nu e com sabonete.
- A comida é extremamente cara: se quiser economizar, seu melhor amigo será o supermercado Bónus e as ótimas padarias locais.
Quando ir e como chegar
O clima na Islândia simplesmente faz o que quer, e a temperatura em Reykjavík não é exceção. Visitamos o país na virada de setembro para outubro e preciso dizer que já fazia um frio bem honesto, mas, em compensação, tivemos uma sorte enorme com a aurora boreal.
O mais quente é, claro, no verão, quando você também vive o sol da meia-noite, mas prepare-se para as maiores multidões de turistas e preços de hospedagem completamente astronômicos. Além disso, em agosto de 2026 a Islândia terá um raro eclipse solar total, visível diretamente de Reykjavík e que durará pouco menos de um minuto.
Se você planeja viajar para essa época, arme-se de muita paciência, porque a hospedagem na faixa de totalidade some na velocidade de um raio e os preços de tudo dispararam a alturas absurdas. Passagens baratas a gente sempre busca em sites de comparação como o Kiwi ou o Google Flights — saindo de São Paulo, o caminho mais comum é uma conexão pela Europa (Lisboa, Madri, Londres ou Frankfurt) e depois um voo direto até Reykjavík.
A partir do Brasil você não terá voo direto, então conte sempre com pelo menos uma conexão na Europa. E cuidado ao ler guias mais antigos, porque a popular companhia low cost PLAY Airlines já faliu e, vindo da Europa, você provavelmente vai voar com a Icelandair.
No aeroporto internacional de Keflavík, logo ao descer do avião, você sente aquele vento islandês típico, salgado e gelado. O aeroporto fica na península de Reykjanes, a cerca de 45 minutos de carro da capital, então, se você vai direto para o centro e não pretende sair imediatamente em um grande roadtrip, recomendo muito usar o confortável ônibus Flybus.
Por cerca de 3.999 ISK (aproximadamente 27 €) ele te leva direto à rodoviária principal BSÍ. Se quiser ser deixado bem em frente ao seu hotel, dá para pagar um pouco mais pela opção Flybus+, que sai por 5.199 ISK.
Para quem viaja em dupla ou sozinho, essa é, de longe, a opção mais barata e mais sensata, porque carro na cidade vira só um peso caro.
Mas se você sabe que vai ficar em Reykjavík só algumas horas e logo seguir pela ilha, vale a pena alugar um carro já no saguão de chegada. Eu e o Lukáš temos, há muito tempo, uma ótima experiência com o portal RentalCars, que usamos praticamente pelo mundo todo.
A Islândia, porém, é meio terra de ninguém no quesito aluguel de carros, e no seguro definitivamente não vale a pena economizar. Pague o adicional pela proteção contra cascalho (Gravel Protection), porque as pedrinhas que voam dos carros que vêm na direção contrária quebram para-brisas todos os dias.
Se você vai para o sul, considere também a proteção contra cinza vulcânica e areia (SAAP), já que o vento forte é capaz de literalmente lixar a pintura do carro até o metal. E lembre-se de uma regra de ouro islandesa que nenhum seguro cobre: ao abrir a porta do carro, segure-a sempre firme com as duas mãos, porque os vendavais locais conseguem arrancá-la das dobradiças num piscar de olhos para turistas descuidados.
A partir de 2026 a Islândia ainda introduziu uma nova taxa por quilômetro de 6,95 ISK por km rodado, que a locadora provavelmente cobrará do seu cartão na devolução do veículo, então é melhor já incluir essa despesa extra no seu orçamento de viagem.
Onde se hospedar + quanto custa
A Islândia é oficialmente um dos países mais caros do mundo inteiro, e a própria Reykjavík infelizmente não foge dessa regra implacável. Se você quer se hospedar bem no coração da agitação e absorver a verdadeira atmosfera urbana nórdica, procure hotéis na região chamada 101.
É o centro absoluto da cidade, que se estende entre a majestosa igreja Hallgrímskirkja e a casa de concertos envidraçada Harpa, de onde você chega a pé tranquilamente a qualquer lugar. A diária, porém, costuma sair por volta de 135 dólares (cerca de 125 €) ou mais.
Sensivelmente mais barata costuma ser a hospedagem bem próxima à própria igreja, onde dá para achar quartos até 40% mais baratos, ou então nos arredores mais amplos do porto e no bairro Grandi.
💡 Dicas concretas de hospedagem (preços e disponibilidade você confere pelo Booking; reserve com antecedência — na temporada e em torno do eclipse de 2026 some meses antes):
- Center Hotels Grandi (Reykjavík)
- Hótel Borg (Reykjavík)
- Kvosin Downtown Hotel (Reykjavík)
Se você tem um orçamento apertado, por experiência própria recomendo fortemente conseguir uma hospedagem com pelo menos uma cozinha pequena. A gente realmente economizou um monte de dinheiro comprando os ingredientes básicos e o café da manhã no supermercado local Bónus, que você reconhece de longe pelo logo amarelo vivo com um enorme porquinho rosa.
Uma boa alternativa também é a rede Krónan ou a Nettó. Um jantar num restaurante padrão para dois passa facilmente da marca dos 100 €. Se você chegar à cidade de carro alugado, tome muito cuidado com as complicadas zonas de estacionamento.
No centro mais estreito (zona P1) você paga cerca de 630 ISK (aprox. 4,30 €) por uma única hora, por isso a gente sempre tenta procurar vaga na zona P3, que é bem mais simpática e custa só 230 ISK pelas primeiras duas horas. O estacionamento, aliás, se paga exclusivamente por apps práticos como Parka ou EasyPark, então esqueça aquela busca por moedas nos bolsos.
O Booking.com é o nosso buscador de hospedagem absolutamente favorito, e muitas vezes a gente acha por lá apartamentos aconchegantes com estacionamento gratuito um pouco mais longe do centro, o que não tem preço. E mais uma pequena dica para economizar.
Nunca compre água engarrafada — da torneira sai uma das águas mais limpas do mundo, só deixe correr a água gelada, porque a água quente é aquecida geotermicamente e tem um cheiro bem forte de enxofre 😅.
Centro e ícones: 6 lugares que você precisa visitar e o que fazer ali
Quando se fala na capital da Islândia, muita gente imagina, erradamente, uma vilazinha pequena, congelada e cinzenta no fim do mundo. Mas a verdadeira Reykjavík te surpreende imediatamente com suas cores incrivelmente vivas, uma arquitetura nórdica deslumbrante e a arte criativa por toda parte.
As casas aqui costumam ser revestidas de chapa ondulada para resistir ao vento salgado, mas brilham em todos os tons, do amarelo-mostarda ao turquesa intenso. Vamos dar uma olhada no que há de mais interessante e que você definitivamente não pode deixar de ver num passeio pela cidade.
1. Hallgrímskirkja: igreja ou nave espacial de concreto?
Esse é, sem dúvida, o marco mais famoso da cidade inteira, e te garanto que você não vai perdê-lo, porque ele se ergue majestoso no alto de uma colina e é visível praticamente de qualquer ruazinha.

Quando vi esse prédio pela primeira vez com meus próprios olhos, ele me lembrou mais uma gigantesca nave espacial de concreto pronta para decolar do que uma igreja cristã clássica. Mas o seu formato impressionante foi, na verdade, cuidadosamente desenhado para lembrar as colunas regulares de basalto, tão típicas da natureza vulcânica islandesa e que você vê em toda a sua beleza, por exemplo, na famosa cachoeira Svartifoss.
A entrada ao térreo da igreja é totalmente gratuita e, lá dentro, você certamente fica encantado com a visão do imenso órgão de mais de cinco mil tubos prateados. Mas não deixe de comprar o ingresso para a torre panorâmica.
Você sobe muito confortavelmente num pequeno elevador e, por 1.500 ISK por adulto (cerca de 10 €), 1.000 ISK para estudantes e 200 ISK para crianças, vive uma experiência absolutamente perfeita.
É justamente desse mirante que você tem as vistas mais lindas dos telhados multicoloridos das casinhas nórdicas, enquanto ao longe brilha o oceano frio e os picos nevados do monte Esja.
Felizmente não é possível nem necessário reservar ingresso com antecedência — você simplesmente chega na bilheteria, paga e sobe na hora. Mas costuma ventar de forma bem desagradável ali em cima, então não esqueça de colocar o gorro e fechar bem o casaco.
2. Laugavegur e a rua arco-íris Skólavörðustígur
Se, assim como a gente, você adora vagar sem rumo pela cidade, espiar vitrines e ficar em cafeterias, a rua principal Laugavegur será um verdadeiro paraíso para você.

É a artéria de toda a cidade velha, onde, num só lugar, você encontra de tudo: desde butiques com os tradicionais e absurdamente caros suéteres de lã lopapeysa, passando por boas lojas de outdoor, até os mais encantadores pequenos estabelecimentos com cheiro de café recém-torrado.
Dessa rua você passa de forma fluida, durante o passeio, para a rua Skólavörðustígur, que hoje praticamente todos os turistas e locais conhecem pelo apelido de Rainbow Street.
Essa longa rua inteira, que sobe por uma ladeira suave direto até a igreja principal Hallgrímskirkja, é pintada com as cores vivas do arco-íris, em clara demonstração de apoio à diversidade e à comunidade LGBT local. É talvez o lugar mais fotografado de todo o país, então às vezes você precisa desviar um pouco das pessoas com celulares em punho, mas aquela atmosfera alegre e positiva, simplesmente, vale muito a pena.
Durante a semana o clima é bem tranquilo, mas se você estiver por ali numa sexta ou num sábado à noite, a rua se transforma a ponto de ficar irreconhecível. Essa farra de bar em bar nos fins de semana é chamada de rúntur.
Como o álcool na Islândia é taxado de forma extrema, os locais bebem primeiro em casa, no chamado fyrirpartý, e só caem na agitação da cidade por volta da meia-noite.
Se você quiser participar e não se arruinar totalmente, baixe no celular um app com a lista dos Happy Hours locais, graças ao qual você pode tomar uma cerveja entre as quatro e as oito da noite por uns mais suportáveis 1.000 a 1.200 ISK, em vez dos habituais 1.750 ISK.
3. Harpa: o milagre de vidro bem à beira do oceano
Quando você desce da igreja pelas ruelas estreitas até o porto, salta aos olhos imediatamente o deslumbrante prédio da casa de concertos e conferências Harpa.


É uma obra arquitetônica absolutamente impressionante, cuja fachada única é formada por milhares de blocos de vidro que lembram favos de mel. Esses blocos foram projetados pelo famoso artista dinamarquês-islandês Ólafur Elíasson de forma tão engenhosa que refletem constantemente a luz mutável do céu nórdico e as cores escuras do mar ao redor.
O melhor de toda essa experiência é que você pode entrar no enorme foyer de graça. O interior do prédio é incrivelmente espaçoso, iluminado e oferece ângulos absolutamente perfeitos para fotos para as redes sociais. O jogo de luz e sombra muda praticamente a cada minuto, conforme as nuvens passam lá fora.
Ao mesmo tempo, é um refúgio estratégico absolutamente ideal caso, durante a exploração da cidade, você seja surpreendido por um aguaceiro inesperado ou uma nevasca, o que na Islândia pode acontecer tranquilamente até três vezes numa única tarde 😅.
Sentar num banco ali, olhar através daquelas estranhas bolhas de vidro as ondas agitadas e ir aquecendo lentamente as mãos congeladas está entre as minhas memórias islandesas favoritas.
4. Sólfar, ou Sun Voyager, para a foto perfeita
A poucos passos da envidraçada Harpa, pela bela e bem cuidada calçada à beira-mar, você se depara com uma escultura de aço que, à primeira vista, parece o esqueleto branqueado de um antigo barco viking.


Na verdade, essa famosa obra de arte se chama Sólfar, ou Sun Voyager, e o autor a concebeu como um barco imaginário dos sonhos, uma ode mágica ao sol e a promessa de territórios inexplorados.
Durante um dia quente de verão costuma haver uma multidão de turistas ali, mas se você acordar um pouco mais cedo ou, ao contrário, chegar na hora em que o sol começa a cair lentamente no horizonte, será recompensado com um espetáculo incrivelmente romântico.
A escultura de metal brilha lindamente naquela luz inclinada e, ao longe, logo atrás da baía, erguem-se dramaticamente os picos nevados do já citado monte Esja.
É exatamente o lugar certo e icônico para aquela foto cheia de clima que todos os viajantes adoram postar nas redes como prova de que realmente estiveram na Islândia. Além disso, depois das fotos você pode caminhar bastante pela orla limpa e respirar fundo aquele ar gelado com cheiro de oceano.
5. O centro tranquilo às margens do lago Tjörnin
Bem no coração da cidade velha você encontra um lago surpreendentemente amplo e muito tranquilo, que leva o nome de Tjörnin. Em grande parte ele é romanticamente cercado por casinhas coloridas antigas e, em uma das pontas, fica um interessante prédio moderno de concreto da prefeitura, que parece flutuar parcialmente sobre a água.

A superfície desse lago costuma estar sempre cheia de cisnes elegantes, patos e gansos selvagens, que os moradores e as crianças adoram alimentar das margens. A caminhada lenta ao redor da água tem uma atmosfera incrivelmente relaxante e te tira completamente da sensação de estar, na verdade, no meio da capital, a poucos passos das ruas movimentadas.
Quando você chega aqui nos meses de inverno mais rigorosos e faz um frio de verdade, o lago muitas vezes fica coberto por uma camada espessa e firme de gelo, e todo esse lugar lindo se transforma, da noite para o dia, numa grande e alegre pista de patinação pública para as famílias locais.
6. O bairro Grandi e o porto antigo
Se você quer ver como uma zona industrial se transforma no lugar mais hipster da cidade, precisa ir até o bairro Grandi, perto do porto antigo.

Originalmente era uma área cheia de peixarias fedidas e estaleiros antigos, mas hoje, nos velhos galpões, funcionam as melhores cafeterias modernas, museus estilosos, e as paredes dos prédios são decoradas com murais enormes e coloridos.
Uma das grandes atrações desse bairro é a exposição Whales of Iceland, onde, por uma entrada de cerca de 4.300 ISK, você pode admirar enormes modelos de baleias feitos em tamanho real.
É um espetáculo fascinante, especialmente quando você fica embaixo do enorme modelo de uma baleia-azul e se dá conta de quão minúsculos somos diante dessas criaturas.
E se você ama doce tanto quanto eu, não pode deixar de visitar, na região do Grandi, a pequena fábrica artesanal de chocolate Omnom Chocolate.
Os chocolates deles, com sabores curiosíssimos e embalados em caixinhas de design lindo, são um souvenir de viagem absolutamente perfeito e delicioso. Além disso, você pode espiar diretamente a produção e, claro, provar o chocolate.
Relax e termas: 4 dicas de como se aquecer perfeitamente
O banho em água termal quente não é, para os islandeses, um simples hobby de fim de semana — é quase uma religião, uma necessidade social diária e, principalmente, uma forma de sobreviver àqueles longos, escuros e gelados invernos nórdicos.
Pela cidade disputam constantemente a sua atenção tanto termas de luxo quanto os mais comuns centros de natação comunitários. Onde quer que você acabe mergulhando naquela água quente, a passagem por Reykjavík te garante que você sai da piscina com uma sensação de completo renascimento físico e mental.
7. Piscinas municipais (sundlaug): experiência autêntica por poucos euros
Se você quer economizar uma boa grana no seu orçamento apertado e viver algo de verdade cem por cento autêntico, pule todas as lagoas famosas e supervalorizadas e vá, de toalha na mão, a uma simples piscina pública.

Quase todo bairro islandês tem o seu próprio sundlaug, e a entrada costuma custar em torno de 1.430 ISK (cerca de 9,80 €).
A maior e mais querida de todas se chama Laugardalslaug, onde você encontra uma grande piscina clássica e, principalmente, várias piscininhas redondas menores, os chamados hot pots, com temperatura da água de 38 a impressionantes 44 °C.
É justamente aqui, na água quente, que se desenrola a verdadeira e nada maquiada vida social islandesa. As pessoas vêm de manhã cedo ou depois do trabalho para falar das fofocas mais recentes, reclamar da política e, claro, debater infinitamente sobre o clima.
Ficar sentado ao ar livre numa água quase fervente enquanto grandes flocos de neve caem na sua cabeça molhada e venta forte é incrivelmente relaxante e viciante.
⚠️ Aviso importante sobre a higiene local: os turistas estrangeiros cometem aqui, por desconhecimento, um erro absolutamente fatal. Antes mesmo de vestir o maiô no vestiário, você precisa tomar banho nos chuveiros coletivos completamente nu e com sabonete.
Por todas as paredes há cartazes ilustrativos que mostram que você precisa lavar principalmente as axilas, as virilhas e os pés. A água das piscinas aqui é purificada por um fluxo contínuo e contém só um mínimo absoluto de cloro, então a higiene pessoal é coisa absolutamente sagrada por aqui.
Se você violar essa regra importante e tentar tomar banho já de maiô, os moradores locais vão te repreender de forma bem ríspida e pública. Então, por favor, deixe a vergonha de lado — ninguém ali nos chuveiros está nem um pouco interessado no seu corpo!
8. Sky Lagoon: o ritual luxuoso e intimista à beira do oceano
Se, ainda assim, você quer se dar ao luxo de algo especial, premium e fotogênico para as redes, a Sky Lagoon certamente vai te encantar.

Essa lagoa arquitetonicamente deslumbrante fica a apenas cerca de 15 minutos de carro do centro da cidade e oferece uma dramática borda “infinity”, através da qual aquela água quente cristalina se funde opticamente direto com o Atlântico selvagem e frio.
Em comparação com a mais massificada e famosa Blue Lagoon, este lugar é um pouco mais intimista e natural, graças aos penhascos de basalto preto e às antigas casinhas tradicionais cobertas de grama, que cercam todo o complexo com delicadeza. Se você vier para cá, recomendo muito pagar um pouco mais já pelo pacote com o ritual Skjól.
Durante ele você passa por sete etapas, em que se aquece bem numa sauna envidraçada com vista épica para o mar, depois se refresca numa névoa gelada e, por fim, esfolia o corpo com um esfoliante de sal perfumado.
Os preços de entrada subiram bastante ultimamente — os pacotes começam por volta de 12.000 a 14.000 ISK (ou seja, cerca de 82 a 96 €), mas é uma experiência incrível e luxuosa, ideal para o encerramento da sua viagem. Compre os ingressos sempre com bastante antecedência online, porque no local, com toda a probabilidade, você não conseguirá entrar.
💡 Dica: ingressos e passeios organizados (Reykjavík e arredores) valem a pena comprar antecipadamente online pela GetYourGuide, pois na temporada lotam rápido.
9. A famosa Blue Lagoon e um pouco de sinceridade sobre a atividade vulcânica
A Blue Lagoon é, há longos anos, provavelmente a imagem mais conhecida da Islândia, estampada nas capas de todas as revistas. Sua água azul-leitosa e opaca, com temperatura de 37–40 °C, cercada por um áspero campo de lava preta, parece absolutamente inacreditável. A lama de sílica do fundo você ainda pode passar diretamente no rosto como uma máscara facial.

O ingresso básico, chamado Comfort, sai atualmente por cerca de 11.990 ISK, e a versão Premium, por nada menos que 14.990 ISK.
A gente, claro, também experimentou esse lugar com entusiasmo no passado, mas hoje eu pensaria bem antes de fazer esse passeio específico, por dois motivos.
O primeiro motivo é o fato de a lagoa ficar na região de Svartsengi, que está atualmente extremamente ativa do ponto de vista vulcânico. Desde o fim de 2023 ocorreu uma série de dramáticas erupções vulcânicas ali, e as termas tiveram que ser evacuadas às pressas e de forma caótica várias vezes.
Os complexos têm, sim, um plano de segurança de ponta e monitoram cada tremor de terra, mas você realmente corre o risco de ter a sua cara reserva cancelada na última hora.
Mas se, ainda assim, você for até lá e não houver risco de erupções no momento, tenho para você uma dica puramente prática e salvadora para as mulheres. Aquela linda água de sílica deixa a pele lindamente macia, mas em dez minutos arruína completamente o seu cabelo, que por alguns dias vira uma palha dura e indomável.
Antes de entrar na água, massageie nele uma camada grossa e generosa de condicionador, disponível gratuitamente nos chuveiros, e prenda-o bem alto. Mais informações sobre o funcionamento atual e eventuais evacuações você encontra sempre no site oficial da Blue Lagoon.
10. O farol Grótta e a discreta piscininha Kvika Footbath
Na pontinha da ventosa península de Seltjarnarnes, a poucos minutos de carro ou a uma caminhada mais longa do centro de Reykjavík, fica o lindo farol solitário chamado Grótta.

É um lugar incrível e selvagem, cheio de vida de aves indomáveis, ao qual se chega por uma estreita língua de areia apenas durante a maré baixa. Como nesse promontório praticamente não há a forte poluição luminosa da cidade movimentada, é absolutamente um dos melhores locais para observar a aurora boreal nos arredores.
Quando seguir pelo caminho à beira-mar em direção a esse farol, fique de olhos abertos e procure a discreta obra de arte de nome Kvika. É, na verdade, uma pequena piscininha de pedra em forma de meia esfera, esculpida diretamente na rocha, na qual jorra constantemente, por um cano, uma maravilhosa água geotermal quente.
O acesso a essa obra é totalmente gratuito e para qualquer um. Você pode simplesmente sentar na pedra fria, tirar as botas de trekking e mergulhar os pés cansados e congelados na água quente, com uma vista perfeita para o oceano rugindo e as montanhas distantes.
É uma experiência pequena, discreta, mas imensamente romântica e forte, da qual os turistas comuns, com suas câmeras gigantes, em geral nem fazem ideia e passam batido.
Natureza e atrações nos arredores: 7 dicas de aonde ir além da cidade
Enquanto a própria Reykjavík oferece uma cultura moderna incrível e ótimas cafeterias, o verdadeiro coração bruto do país fica, claro, na natureza selvagem logo fora da cidade. E você nem precisa dirigir centenas e centenas de quilômetros rumo ao leste para isso. Algumas das experiências mais lindas e dramáticas te esperam logo após os portões imaginários dessa metrópole nórdica.
11. Perlan: natureza fascinante com segurança sob a cúpula de vidro
Quando você olha para a colina arborizada Öskjuhlíð, destaca-se nela um prédio futurista peculiar, que parece exatamente uma enorme pérola de vidro pousada sobre seis cilindros maciços.

Esses cilindros, aliás, originalmente serviam como gigantescos reservatórios de água quente para toda a cidade, mas hoje esse complexo fantástico funciona como um supermoderno museu interativo da natureza islandesa, de nome Perlan.
A maior atração para os visitantes ali é uma caverna de gelo totalmente real e gelada. Com mais de 350 toneladas de neve e gelo de verdade trazidos das montanhas, criaram dentro do prédio um túnel de 100 metros de comprimento, onde a temperatura fica permanentemente abaixo de zero, e você pode tocar uma geleira até no meio do verão.
O ingresso para todo o complexo sai por 6.890 ISK (cerca de 47 €), se você o comprar online com antecedência. No local, na bilheteria, você paga um pouco mais — o ingresso fica em 7.290 ISK.
Além da caverna de gelo, eles também têm um planetário lindo e imersivo com o show Áróra, que projeta a aurora boreal, e, no telhado do prédio, há um incrível mirante circular com vista de 360° para todo o entorno.
Se você viaja com crianças pequenas, simplesmente não pode pular esse lugar, mas ele também entretém de forma educativa os viajantes adultos, especialmente no momento em que está realmente horrível lá fora e não dá para caminhar pelas montanhas.
12. Subida até o rio quente Reykjadalur
Dessa nossa última viagem de outono, esta experiência específica eu e o Lukáš lembramos talvez de forma mais vívida do que qualquer outra, porque foi um extremo enorme. O lugar fica a cerca de 40 minutos de carro de Reykjavík, perto da cidadezinha de Hveragerði.


Não espere ali na montanha nenhuma piscina de concreto arrumada nem recepção com toalhas. Trata-se de um rio totalmente selvagem escondido no meio de colinas peladas, que, graças à forte atividade geotermal no subsolo, se aquece naturalmente e solta vapor por todo o vale.
Para chegar a esse rio, você precisa caminhar do estacionamento central por cerca de 45 minutos morro acima, então, na manhã fria, você se aquece bem. Lá em cima, junto à água, não há vestiários aquecidos confortáveis — há só simples divisórias de madeira, atrás das quais venta um vento gelado sem dó.
Trocar de roupa para o maiô naquele frio e vento foi uma verdadeira prova da nossa coragem — nossos dentes batiam tanto que dava para ouvir lá no vale. Mas, assim que deslizamos para aquela água deliciosamente quente, com vista para a natureza intocada, e nos encostamos nas pedras quentes, esquecemos todo o sofrimento na hora.
Recomendo vir aqui realmente bem cedo de manhã, pode ser logo ao amanhecer, antes de chegarem as excursões organizadas e os turistas congelados às dezenas tomarem o rio em toda a sua extensão. É uma alternativa imensamente autêntica e cem por cento natural às caras termas comerciais.
13. O lendário Círculo Dourado (Golden Circle)
A capital funciona como uma base absolutamente ótima e prática para um bate-volta de um dia no chamado Círculo Dourado. Essa rota lendária e tão elogiada inclui três pontos naturais essenciais, que você consegue percorrer de carro, sem qualquer estresse, em um único dia.

Primeiro você visita o histórico parque nacional Þingvellir, onde, bem diante dos seus olhos, as poderosas placas tectônicas euroasiática e norte-americana se afastam visivelmente uma da outra.
Depois você segue para a região geotermal e vê o gêiser Strokkur, que jorra regularmente e, de forma absolutamente confiável, a cada poucos minutos lança água fervente borbulhante dezenas de metros para o alto. E, por fim, você fica de boca aberta diante da majestosa e ensurdecedora cachoeira Gullfoss, cuja força tira o fôlego.
Se você quiser acrescentar uma dose de adrenalina, da cidade dá para reservar tours de descida à enorme câmara de magma do vulcão extinto Þríhnúkagígur.
O Círculo Dourado é, sem concorrência, a rota mais visitada de toda a Islândia, então você nunca estará totalmente sozinho ali, mas esses lugares são tão épicos e monumentais que, simplesmente, vale muito a pena, apesar das multidões de turistas e dos estacionamentos lotados.
14. Península de Reykjanes: um laboratório geológico indomável
Talvez você pense que precisa correr logo para o outro lado da ilha, em direção às geleiras, para ver a verdadeira natureza mais bruta, mas não é verdade.

Basta voltar um pouco do centro para a península de Reykjanes, onde fica também o já citado aeroporto internacional. A terra ali literalmente racha, respira e borbulha, e você encontra várias paradas incomuns que parecem de outro planeta.
Você pode caminhar brevemente pela pequena e simbólica Ponte entre os Continentes (Bridge Between Continents), que se estende em aço bem sobre uma profunda fenda tectônica, de modo que você atravessa da Europa para a América em poucos segundos.
Vá também, com certeza, aos barulhentos vulcões de lama Gunnuhver, batizados em homenagem a um espírito local irritado chamado Gudrun, e de onde se desprendem, com um rugido assustador, nuvens tão densas de vapor quente com forte cheiro de enxofre que, às vezes, você não enxerga a um metro de distância.
E, no caminho de volta, pare também na pitoresca região de Krýsuvík (Seltún), onde passarelas de madeira te conduzem por um lugar em que a terra é tingida de tons inacreditáveis de amarelo, vermelho-escuro e verde.
15. A mágica aurora boreal dançando direto da cidade
A maioria das pessoas, influenciada por fotos lindas, acha que, para ver a aurora boreal, precisa viajar longas horas até o meio do nada absoluto e deserto.


Mas isso não é totalmente verdade — mesmo sobre a iluminada Reykjavík você pode, com um pouco de muita sorte, ver esse espetáculo celeste verde sem problemas. Durante a nossa viagem, nós a vimos dançar como uma fita verde bem acima dos prédios da cidade, da janela da nossa hospedagem alugada!
A chave do sucesso dentro da cidade é evitar a iluminação pública mais forte e os neons dos bares. Como já mencionei na dica sobre as termas naturais e o relax, o ideal absoluto é ir de carro ou a pé até o farol abandonado Grótta, ou simplesmente caminhar até algum parque municipal bem mais escuro com vista para o céu.
Mas, antes de qualquer caçada noturna, sempre confira a previsão detalhada de céu limpo e atividade solar no excelente site do instituto meteorológico islandês, Vedur.is. Porque, se o céu sobre a cidade estiver coberto de nuvens densas, a atividade solar pode ser altíssima, mas você simplesmente não vai ver nada lá em cima.
16. Uma avaliação sincera da situação vulcânica para 2026
A já citada península de Reykjanes se tornou, nos últimos dois anos, uma das regiões geologicamente mais ativas do mundo inteiro, o que rende manchetes nos jornais.

Desde 2021, ocorreu ali uma série de erupções dramáticas, e a pitoresca cidadezinha de Grindavík teve que ser completamente evacuada pelas autoridades, transformando-se, infelizmente, numa triste cidade-fantasma com estradas rachadas.
Toda a região em torno do monte Svartsengi, sob o qual, na primavera de 2026, se acumulou uma quantidade enorme de 26 milhões de metros cúbicos de magma, é palco de imensas transformações naturais.
Mas isso significa que você deve ter medo da sua viagem à Islândia em 2026 e cancelar as passagens? De jeito nenhum! Essas erupções fissurais específicas são as chamadas efusivas, ou seja, a lava apenas escorre de forma relativamente calma pelas fendas, e não há risco daquelas explosões maciças e nuvens de cinza que parariam todos os aviões sobre a Europa, como aconteceu anos atrás com o Eyjafjallajökull.
A própria Reykjavík e o aeroporto internacional de Keflavík não são, de forma alguma, ameaçados por esses fluxos de lava e são totalmente seguros. Mas vale uma regra absolutamente férrea.
Sempre, mas realmente sempre, antes de qualquer passeio matinal pela natureza, confira o site Safetravel.is, onde as equipes de resgate islandesas publicam todos os alertas atuais e os fechamentos repentinos de estradas nos arredores dos vulcões. Respeite-os sem exceção e não vá aonde não deve.
Onde comer em Reykjavík (não só para vegetarianos)
Quando o assunto é boa comida e, no geral, o clima rigoroso de Reykjavík, ambos conseguem te atormentar um bom tanto por aqui. A gastronomia tradicional da ilha sempre foi, no passado, mais sobre o que a natureza dura e infértil e o oceano permitiam aos moradores caçar e sobreviver ao longo inverno.
Além disso, os preços nos restaurantes modernos de hoje são tão terrivelmente altos que, ao olhar o cardápio e a conta seguinte, você sente um arrepio e os olhos viram para trás sem querer voltar.
Eu e o Lukáš, ainda por cima, não comemos carne nenhuma, o que, num país nórdico de peixe e cordeiro onipresente, soa como um problema enorme e insolúvel — mas Reykjavík tem, surpreendentemente, uma oferta de pratos sem carne ótima, moderna e imensamente rica!
Quando, durante o dia, correndo entre as atrações, precisávamos de uma comida rápida, realmente boa e, principalmente, equilibrada, muitas vezes íamos ao popular bistrô Gló. Lá você encontra bowls de vegetais absolutamente ótimos e fresquíssimos, cheios de leguminosas, wraps grandes e cheios de sabor e, principalmente, sopas saudáveis e honestas, que, depois de um dia inteiro passado lá fora no frio, fazem mais bem do que qualquer outra coisa.
Gostávamos muito também do simpático estabelecimento Loving Hut, que fica bem na movimentada rua principal Laugavegur, no número 164. Eles têm um cardápio asiático completamente vegano, e a gente comia ali, com enorme prazer, o seu ótimo pho de cogumelos quente e o macarrão asiático encorpado, ainda por cima a preços relativamente amigáveis, que não arruinaram a nossa carteira.
Mas se você procura algo um pouco mais luxuoso e festivo para a noite, experimente, com certeza, o premiado restaurante Vegan World Peace, onde os pratos pan-asiáticos são feitos de forma tão genial e com molhos tais que, na minha opinião, a carne clássica não faria falta nem para um carnívoro convicto e teimoso.
Para os amantes de doces e café especial, que é exatamente o nosso estilo, há a padaria artesanal perfeita Brauð & Co, cuja fachada colorida é toda pintada com um grafite alegre.
Eles assam, sem concorrência, os melhores e mais cheirosos rolinhos gigantes de canela (localmente chamados de snúður), que, graças à manteiga, derretem na língua. Um clássico elegante absoluto, com um espresso e doces incríveis, é também a padaria Sandholt, um pouco mais adiante, que funciona ali sem interrupção desde 1920.
E, claro, para completar o artigo, não posso deixar de mencionar também os estranhos fenômenos carnívoros locais, embora a gente, naturalmente, nem os tenha provado e os tenha evitado a quilômetros de distância.
Se você quiser testar a sua coragem no espírito dos antigos vikings, os locais oferecem nos restaurantes o chamado hákarl, que é um pedaço de tubarão fermentado (ou melhor, levemente estragado), do qual, dizem, exala um cheiro de amônia tão forte que os olhos enchem de lágrimas na hora.
Tudo isso se acompanha de uma forte bebida local chamada Brennivín, à qual se dá, de forma bem certeira, o apelido de Morte Negra.
E, para os comensais mais comuns, perto do porto você encontra uma barraquinha discreta de nome Bæjarins Beztu Pylsur, onde, dizem, de manhã à noite se formam filas enormes de locais e turistas pelo clássico cachorro-quente islandês.
Ele, dizem, é feito de uma mistura curiosa de carne de cordeiro, porco e boi e, com o preço em torno de 820 ISK, é uma das comidas quentes mais baratas de toda essa cidade cara.
Se você come carne, é, dizem, uma necessidade culinária absoluta para todos os viajantes, que, segundo os locais, você pede como “eina með öllu” (um com tudo), com cebola crocante e crua, mostarda doce e remoulade. A gente preferiu ir comer mais um ótimo rolinho de canela com café e ficou absolutamente satisfeita ☺️.
Para onde seguir
Se Reykjavík te conquistou com suas cores e a calma nórdica, é hora de descobrir também o resto selvagem dessa terra deslumbrante. Dê uma olhada no nosso guia realmente grande e completo, o Guia da Islândia, onde reunimos com cuidado todas as informações práticas necessárias para planejar a viagem.
Para aqueles de vocês que têm uma viagem mais longa pela frente e querem dirigir, escrevemos em detalhes o nosso roadtrip pela Islândia, segundo o qual você planeja uma rota impecável passo a passo.
Você se interessa mais por paradas concretas na natureza e não sabe o que escolher em meio a tanta coisa? Leia a nossa seleção pessoal dos lugares mais lindos da Islândia.
E se, assim como a gente, você ama sem limites longos banhos em termas e piscinas quentes, não deixe de ver, no planejamento, o artigo sobre as 16 melhores fontes termais da Islândia, para saber com exatidão onde, ao longo do caminho, você pode descansar com alegria os ossos cansados.
Perguntas frequentes
Stojí Reykjavík vůbec za návštěvu, nebo mám jet z letiště hned za přírodou?
Podle mě určitě stojí za to věnovat mu alespoň jeden celý den a večer. Je to překvapivě klidné, velmi barevné město se skvělou atmosférou, úžasnou severskou architekturou a výbornými kavárnami. Je naprosto ideální jako takový pomalý start hned po příletu a po vyzvednutí zavazadel, nebo naopak jako velmi příjemné a útulné zakončení cesty s trochou zaslouženého luxusu po dlouhých dvou týdnech spaní v zimě v autě. Více dní bych mu ale z nabitého itineráře neobětovala.
Jak se nejlépe a nejlevněji dostanu z letiště do centra města?
Většina lidí, kteří nechtějí řešit parkování, jezdí pohodlným autobusem Flybus, cesta z letiště trvá asi 45 minut po dobré silnici a lístek na dospělého vyjde zhruba na 3 999 ISK (kolem 680 Kč). Můžete si navíc připlatit za variant u… *** (Poznámka editora: Zde se tvůj vložený text u slova „variant…“ bohužel ustřihl a chybí mi zbytek zdrojového článku. Vlož mi sem prosím neupravené pokračování a já ho obratem naformátuji pro mobily přesně od tohoto místa!)
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