Kos, Grécia: 15 dicas do que ver e fazer

Se você acha que a ilha de Kos na Grécia é apenas uma fábrica de resorts all-inclusive e dias preguiçosos à beira da piscina, preciso te tirar desse engano logo de cara. ☺️ Esse pedacinho ensolarado do arquipélago do Dodecaneso é uma verdadeira raridade: mistura história antiga profunda com um lazer surpreendentemente ativo. Preparei para você 15 dicas para todos os tipos de viajante — de ruínas antigas a fontes termais, passando por uma excursão a outro continente. A ilha é também o lar do pai da medicina moderna, Hipócrates, então os monumentos fascinantes não faltam. Vou te contar onde se hospedar estrategicamente, por que você deve alugar uma bicicleta assim que chegar e o que observar caso decida fazer uma excursão à vizinha Turquia.

Ruínas da basílica de Agios Stefanos e o ilhéu Kastri na península de Kefalos
Foto: Ввласенко, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons

Resumo

  • A ilha mais ciclística da Grécia: Kos é maravilhosamente plana no norte e atravessada por mais de 200 quilômetros de ciclovias, então alugue uma bicicleta no primeiro dia.
  • O legado de Hipócrates: Não perca a visita ao antigo centro de cura Asklépion e ao famoso platano no centro da cidade principal.
  • Termas naturais: Na praia de Bros Therma, você pode se mergulhar gratuitamente em fontes sulfurosas quentes que brotam diretamente no mar.
  • Cuidado com as multidões: A aldeinha de Zia é famosa pelos seus pores do sol deslumbrantes, mas na alta temporada sofre com o overtourism massivo — prefira ir de manhã cedo.
  • Excursão à Turquia: De Kos você avista a costa turca de Bodrum, com balsas regulares, mas não esqueça de trazer o passaporte válido.
  • Ideal para famílias: Graças às longas praias arenosas com entrada suave na água, a ilha é perfeita para férias com crianças pequenas.
Praia de areia em Tigaki, na costa norte de Kos
Foto: H. Zell, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons
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Quando visitar Kos

Graças à sua posição ao sul, Kos se orgulha de incríveis trezentos dias de sol por ano e é um dos lugares mais ensolarados de todo o Mar Egeu. Se o seu principal objetivo é se banhar e pegar aquele bronzeado perfeito na praia, o período ideal para a visita vai de junho a meados de setembro. Durante o verão, as temperaturas sobem tranquilamente para mais de 30 °C e o mar fica quentinho como banheira — algo que as famílias com crianças adoram. Mas prepare-se: nessa época a ilha fica bem cheia e os preços de hospedagem chegam ao máximo.

Já para os viajantes mais ativos, que querem pedalar pela ilha e explorar monumentos históricos, recomendo maio, junho e, especialmente, a virada de setembro para outubro. Outubro é aquele trunfo secreto de todo o Dodecaneso: os turistas já diminuem bastante, os preços dos hotéis caem em picada, mas o mar ainda está agradavelmente morno depois do longo verão quente. Enquanto no norte da Grécia já pode chover nessa época, por aqui você ainda consegue se bronzear sem problema.

De meados de maio a meados de setembro, o Mar Egeu é dominado pelo vento seco do norte chamado meltemi. Em Kos ele é um pouco mais fraco do que nas vizinhas Cíclades, mas ainda assim consegue agitar as ondas na costa norte — o que os amantes de windsurf e kitesurf adoram. Já nas praias da costa leste, esse vento traz uma refrescante brisa nos dias de calor de agosto, então você não vai assar mesmo com o sol a pino.

Resort de Mastichari na costa norte de Kos
Foto: Karelj, domínio público, Wikimedia Commons

Onde se hospedar em Kos

💡 Dica de hospedagem e experiências: Adoramos buscar hospedagem no Booking.com, que costuma ter as melhores condições de cancelamento. Ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.

Apesar de a ilha ser bastante compacta — de carro alugado você a atravessa em pouco mais de uma hora —, escolher a localização certa vai impactar muito o estilo das suas férias. Se você quer praias longas com areia fina e água rasa, vá para a costa norte, nos resorts de Tigaki ou Marmari. Essa região é ideal para famílias com crianças e para quem curte longos passeios noturnos à beira-mar. Uma ótima opção em Tigaki é o luxuoso resort cinco estrelas Astir Odysseus Kos Resort & Spa, com piscinas enormes e spa de primeira linha, enquanto em Marmari o queridinho das famílias é o bem avaliado Caravia Beach.

Já a costa leste, ao redor da cidade principal de Kos ou nos resorts vizinhos de Lambi e Psalidi, é ótima para quem quer ter monumentos históricos e vida noturna agitada na porta de casa. Por lá você encontra hotéis intermediários entre 60 e 120 euros a noite e, graças à densa rede de ciclovias, chega ao centro em poucos minutos de bicicleta. O resort de Mastichari, a oeste, mantém uma atmosfera mais tranquila de aldeia e abriga o excelente Neptune Luxury Resort, famoso pelo seu fantástico programa gastronômico cheio de queijos e doces locais.

Se você prefere agito e quer ficar perto do aeroporto, vale pesquisar hospedagem em Kardamena, ao sul da ilha, onde se destaca o popular Grand Blue Beach Hotel. Para aqueles que buscam silêncio absoluto e pores do sol românticos, a península mais isolada de Kefalos, a sudoeste, é a escolha certa — lá fica o prestigioso Ikos Aria. Todas essas opções podem ser reservadas de forma fácil e segura pelo Booking.com, onde você também encontra avaliações detalhadas de hóspedes anteriores.

Barcos de pesca no porto da cidade de Kos
Foto: Ввласенко, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons

15 dicas do que ver e fazer em Kos

Vamos explorar juntos o melhor que essa ilha grega tem a oferecer. Preparei um mix de história antiga, praias deslumbrantes e passeios incríveis para todos os gostos.

Cidade velha de Kos
Foto: Rikki Mitterer, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

1. Cidade de Kos e a ágora antiga

A cidade principal da ilha é como um livro didático de história, compacto e fácil de explorar numa tarde tranquila. Todos os principais pontos turísticos ficam a poucos minutos a pé uns dos outros. No coração do centro se estende a vasta ágora antiga, que outrora serviu como o principal polo comercial e social da cidade. Hoje você pode passear gratuitamente entre os restos de colunas dóricas e santuários que foram revelados inesperadamente por um forte terremoto em 1933.

Logo ali perto você vai se deparar com o fascinante Casa Romana, uma vila romana reconstruída com incríveis trinta e seis cômodos e três átrios internos. É possível admirar os mosaicos de chão preservados e as fontes de mármore, que dão uma ideia bem clara do luxo da época. Durante o passeio pela cidade, você também vai notar a mesquita Defterdar na praça Eleftherias — seu minarete desabou no terremoto de 2017 e ela ainda aguarda restauração completa. Se você curte história com profundidade, vale dar uma espiada no museu arqueológico local também.

O platano de Hipócrates na praça da cidade de Kos
Foto: sophie, domínio público, Wikimedia Commons

2. O platano de Hipócrates

Bem no centro da cidade, perto do porto, cresce uma árvore que praticamente todo visitante da ilha vem ver. O famoso platano de Hipócrates é o lugar onde, segundo a lenda antiga, o pai da medicina moderna ensinava seus alunos à sombra de sua ampla copa. Mas se isso fosse verdade, essa majestosa árvore teria que ter mais de dois mil e quinhentos anos — o que simplesmente não é possível do ponto de vista botânico.

O tronco atual tem aproximadamente quinhentos anos, mas os moradores locais afirmam com orgulho que ele é descendente direto do original. Com doze metros de circunferência, a árvore é tão antiga que precisa ser sustentada por todos os lados por uma complexa estrutura metálica e de madeira, sem a qual provavelmente cairia. A visita é gratuita e, logo ao lado, você encontra uma antiga fonte otomana e a mesquita Loggia, que dão ao local uma atmosfera histórica muito agradável — mesmo que ambas também tenham sofrido com o terremoto recente.

Canhões nas muralhas do castelo dos Cavaleiros de Rodes, Neratzia
Foto: Asurnipal, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

3. Castelo Neratzia

Ao passear pelo porto da cidade principal, seu olhar vai ser imediatamente atraído pela imponente fortaleza Neratzia. Essa construção impressionante foi erguida no século XIV pelos Cavaleiros Hospitalários para proteger a ilha das invasões do Império Otomano. O castelo foi seriamente danificado pelo devastador terremoto de 2017 e ficou totalmente fechado ao público por questões de segurança durante oito longos anos. A boa notícia é que, após uma cara reforma de mais de dois milhões e meio de euros em recursos europeus — que reforçou as muralhas comprometidas —, o castelo finalmente reabriu ao público em 2025.

Passeie pelos adarves recém-restaurados com uma vista simplesmente fantástica de todo o porto e dos barcos ancorados, depois tome um café gelado no centro — a entrada custa cerca de 5 euros e a visita dura aproximadamente uma hora. Leve em conta que algumas áreas podem ainda estar isoladas, e chegue de preferência de manhã, pois o castelo costuma fechar às três e meia da tarde.

Ruínas do Asklépion antigo, a escola de medicina de Hipócrates
Foto: ΑΝώΔυΝος, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

4. Asklépion: o hospital da Antiguidade

A cerca de três quilômetros e meio a noroeste do centro da cidade, numa suave encosta, fica o monumento mais importante de toda a ilha. O Asklépion funcionou na Antiguidade como um vasto centro de cura e santuário dedicado ao deus da medicina, Asclépio. Foi aqui que, segundo os historiadores, os métodos médicos de Hipócrates eram aplicados, e pacientes de todo o mundo antigo vinham até cá em busca de cura.

O complexo é construído em terraços e, quanto mais você sobe, mais a vista se abre até a costa turca, que parece estar ao alcance da mão daqui. A entrada para adultos custa cerca de 8 euros, mas confirme o valor atualizado no site oficial hhticket.gr, pois as regras podem mudar. Cidadãos da União Europeia com menos de 25 anos têm entrada totalmente gratuita. Da cidade você chega facilmente de ônibus local (linha 3) ou de trenzinho turístico — mas vá de manhã cedo para fugir do calor e das filas.

Costa entre Lambi e Tigaki, por onde passa a ciclovia que vem da cidade de Kos
Foto: Asurnipal, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

5. Descubra Kos de bicicleta

Se tem algo que diferencia Kos de todas as outras ilhas gregas montanhosas, é sua paixão enorme pelo ciclismo. Em 2022, a ilha conquistou a prestigiosa certificação Bike Friendly Destination, e com toda a razão. A parte norte e leste é quase perfeitamente plana e cortada por mais de 200 quilômetros de ciclovias bem mantidas, onde você encontra famílias com crianças pequenas e idosos ativos pedalando felizes.

Locadoras de bicicleta existem em cada esquina e uma bike urbana simples sai por ridículos 3 a 5 euros por dia. Se quiser explorar o interior da ilha, pode alugar uma e-bike a partir de cerca de 15 euros por dia. O trajeto mais bonito e seguro vai da praia de Faros ao longo da orla até o resort de Psalidi, passando pela cidade. Leva cerca de uma hora de pedalada bem tranquila e você pode parar a qualquer momento numa cafeteria ou se jogar no mar. Experimente a simpática locadora Nikos Bikes em Tigaki, onde te dão dicas de rotas com prazer.

Fontes termais de Bros Therma diretamente no mar
Foto: kallerna, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons

6. Fontes termais de Bros Therma

Curte um wellness natural? Então não deixe de visitar a costa leste, a uns doze quilômetros da cidade principal. Lá fica a praia de Bros Therma, onde fontes sulfurosas naturais a 42–50 °C brotam diretamente da rocha para o mar. Os moradores construíram com pedras uma pequena piscina natural de cerca de vinte e cinco metros quadrados, onde a água mineral quente se mistura com as ondas mais frias do Mar Egeu — uma experiência relaxante de outro mundo.

A entrada nessas termas naturais é totalmente gratuita e acessível o ano todo. Só não esqueça de levar sapatilhas de água, pois a praia é coberta por seixos vulcânicos escuros e o caminho até as fontes é bem pedregoso. Evite também maiôs claros e joias de prata — o alto teor de enxofre e minerais pode manchá-los definitivamente de amarelo. Da cidade de Kos tem ônibus local, o trajeto leva cerca de vinte e cinco minutos, e do estacionamento você ainda caminha uns quinze minutos até a água.

Vista da aldeia de montanha Zia para a costa de Kos
Foto: Robert Ahner, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

7. Pores do sol na aldeia de montanha Zia

Nas encostas do monte Dikeos se esconde a charmosa aldeinha de Zia, famosa pela sua arquitetura tradicional azul e branca e pelas vistas deslumbrantes sobre a costa norte da ilha. Ela virou uma lenda absoluta graças aos pores do sol mais bonitos de Kos. Encontrará muitas lojas de souvenirs e tavernas onde provar a especialidade local: a refrescante limonada de canela chamada kanelada.

💡 Dica: Infelizmente a aldeia sofre muito com o overtourism na alta temporada. Perto do pôr do sol chegam dezenas de ônibus e nos mirantes se aglomeram milhares de pessoas com celular na mão. Se quiser se poupar do estresse, vá de manhã cedo ou durante a manhã, quando a aldeia tem uma atmosfera incrivelmente calma. O parque natural na beira da aldeia também oferece uma vista bonita sem as multidões. Se quiser jantar por lá, experimente a tradicional taverna Oromedon, que serve pratos vegetarianos excelentes feitos no forno, uma musaka sem carne maravilhosa e queijo frito com geleia.

Ilhéu Kastri com a capela de São Nicolau perto de Kefalos
Foto: Ввласенко, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons

8. Península de Kefalos e Agios Stefanos

Enquanto o norte da ilha é dominado por grandes resorts, a península de Kefalos, a sudoeste — a cerca de quarenta quilômetros da cidade principal —, mantém um caráter mais tranquilo e rústico. O litoral daqui é recortado por enseadas deslumbrantes que convidam à exploração. A joia absoluta é a praia de Agios Stefanos, que oferece algo difícil de ver em outro lugar: mergulhos bem do lado das ruínas de uma basílica paleocristã do século V, cujas colunas se erguem a poucos passos da água.

Bem de frente à praia, a apenas cento e cinquenta metros da margem, emerge do mar o pequeno e fotogênico ilhéu Kastri com sua icônica igrejinha branca de teto azul dedicada a São Nicolau. Nadadores mais experientes podem chegar a nado tranquilamente e tocar o sino na entrada — mas sempre verifique a intensidade das correntes marinhas naquele dia. A água nessa parte da ilha é um pouco mais fria do que no norte, mas em compensação é incrivelmente limpa e cristalina.

Paradise Beach no sul da ilha de Kos
Foto: יובל מדר, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons
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9. Paradise Beach e Camel Beach

Já que você vai estar na península de Kefalos, não pode deixar de ver as praias que aparecem com frequência nas listas das mais bonitas de toda a Grécia. A mais famosa delas é a Paradise Beach, que faz jus ao nome. Sua areia dourada e fininha, a água turquesa e a ampla oferta de esportes aquáticos fazem dela um verdadeiro paraíso para famílias. Ela ainda ganhou o apelido de “bubble beach” porque do fundo do mar brotam continuamente pequenas bolhinhas de gases vulcânicos — uma atração e tanto para os pequenos nadadores.

Se a Paradise Beach estiver muito movimentada na alta temporada, siga um pouco mais para a enseada mais isolada de Camel Beach. O nome vem de uma rocha enorme que, vista de longe, lembra perfeitamente um camelo sentado. O acesso é por uma estrada de cascalho bastante íngreme — preste atenção porque o seguro básico das locadoras de carro muitas vezes não cobre estradas não pavimentadas. A recompensa por esse percurso um pouco mais acidentado é muito mais sossego, uma água visivelmente mais fria e refrescante, e condições simplesmente fantásticas para snorkeling ao longo das bordas rochosas dessa enseada encantadora.

Praia junto ao lago salgado Alykes no norte de Kos
Foto: Piotr Piętka, CC BY 3.0, Wikimedia Commons

10. Praias de areia do norte

Se o seu dia de férias perfeito é simples e delicioso — café de manhã e praia até o anoitecer —, a costa norte foi feita para você. Os resorts de Tigaki, Marmari e Mastichari têm uma coisa em comum: praias extensas com areia clara e finíssima. A praia de Tigaki tem impressionantes dez quilômetros de extensão, ostenta a Bandeira Azul de qualidade e ainda conta com uma ciclovia plana saindo da cidade. A entrada na água é incrivelmente gradual — você pode caminhar dezenas de metros e a água ainda vai estar na altura dos joelhos.

Enquanto Tigaki e o vizinho Marmari, com suas charmosas dunas de areia, são centros turísticos cheios de resorts, Mastichari preserva o clima agradável de aldeia de pescadores. É daqui que partem regularmente as balsas para a ilha vizinha de Kalymnos. Toda a costa norte é muito exposta ao vento, então quando o meltemi sopra entre meados de maio e setembro, entusiastas de windsurf e kitesurf de toda a Europa convergem para cá. O céu se enche de pipas coloridas, pois as condições são simplesmente perfeitas graças ao vento constante — e há muitas escolas e locadoras de equipamento disponíveis.

Pavão na floresta de Plaka na ilha de Kos
Foto: Rikki Mitterer, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

11. Floresta de Plaka com pavões e o lago salgado Alykes

Se quiser dar uma pausa do mar salgado e do sol forte, vale um desvio ao interior, pertinho do aeroporto, perto da aldeia de Antimachia. Lá fica o pinhal de Plaka, que funciona como o pulmão verde da ilha inteira. A entrada é gratuita e a grande atração são dezenas de pavões que vivem soltos, bem mansinhões, que deixam os visitantes alimentá-los diretamente na mão. Há também tartarugas aquáticas e muitos cantinhos frescos e sombreados perfeitos para um piquenique — só não tem ônibus até lá, então você precisa de carro ou bicicleta.

Outra parada natural imperdível no norte da ilha é o lago salgado Alykes, próximo ao resort de Tigaki. Nos meses de verão você só vai ver uma crosta de sal seco com as montanhas ao fundo, mas se for na primavera, no outono ou no inverno, há grande chance de avistar bandos de flamingos selvagens que param por aqui durante a migração. Dá para chegar de bicicleta da cidade principal e faz um passeio vespertino perfeito.

Castelo bizantino de Palio Pyli no interior de Kos
Foto: Asurnipal, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

12. O castelo abandonado de Palio Pyli

Você curte lugares misteriosos e abandonados com uma história sombria? Então vai adorar Palio Pyli — um assentamento medieval destruído, escondido nas alturas do interior da ilha, que os moradores locais abandonaram às pressas no século XIX durante uma devastadora epidemia de cólera. Acima das ruínas das antigas casas de pedra se erguem os restos imponentes de um castelo bizantino e de duas igrejinhas históricas, às quais leva uma trilha de cerca de três quilômetros pela floresta, partindo da aldeia moderna de Pyli. Do topo do morro você tem um panorama de tirar o fôlego de todo o Mar Egeu, das ilhas vizinhas e da costa turca — por isso é um dos lugares favoritos para assistir ao pôr do sol.

A entrada na área é totalmente gratuita, mas nos fóruns de viagem aparecem avisos frequentes sobre falsos guardas do monumento. Eles costumam ficar na entrada da trilha e tentam extorquir “contribuições voluntárias” de turistas desavisados para uma suposta reforma do castelo que não existe. Não se deixe enganar — ignore-os com toda a tranquilidade e siga em frente. A subida é um pouco puxada, então calce um tênis mais firme, mas lá no topo te espera uma recompensa deliciosa: um pequeno café charmoso com uma vista inacreditável.

Moinho de vento tradicional em Antimachia
Foto: Mustang Joe, CC0, Wikimedia Commons

13. O moinho de vento em Antimachia

A maioria das pessoas associa imediatamente as ilhas gregas aos icônicos moinhos de vento brancos — e Kos felizmente não é exceção. Na aldeia de Antimachia, bem no centro da ilha e pertinho do aeroporto internacional, fica o único moinho de vento totalmente funcional de toda a ilha. Com mais de duzentos e cinquenta anos de existência, após uma cuidadosa restauração hoje funciona como um pequeno museu muito interessante. Por uma entrada de 3 a 5 euros você pode entrar no interior do moinho e deixar os proprietários explicarem em detalhes como funciona todo o mecanismo antigo de moagem de grãos.

A visita inclui também a casa tradicional ao lado, decorada com móveis originais da época, que mostra exatamente como vivia uma família de moleiros da ilha há cem anos. É uma parada rápida, mas surpreendentemente interessante e super fotogênica. Já que você está em Antimachia, aproveite e passe também pela fortaleza dos cruzados Kastell, do século XIII, dentro de cujas muralhas se escondem duas igrejinhas muito simpáticas.

Cratera Stefanos na ilha vulcânica de Nisyros
Foto: Enpatrais, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons

14. Excursão à ilha vulcânica de Nisyros

Estar tão perto de um vulcão ativo adormecido e não visitá-lo seria uma pena enorme. A ilha vizinha de Nisyros é um pedaço de terra fascinante, sob o qual a atividade vulcânica ainda dormita. Você pode comprar um passeio organizado de dia inteiro por cerca de 40 euros, facilmente reservado em plataformas como o GetYourGuide ou diretamente com o guia do seu hotel. O preço costuma incluir transfer de ônibus do porto até a cratera de Stefanos, onde você vai caminhar sobre a crosta de enxofre amarela e sentir o calor emanando do subsolo.

Se você prefere viajar por conta própria, é simples e mais barato. Do porto de Kardamena partem balsas regulares, e a passagem de ida e volta sai por cerca de 16 euros, com uma travessia de quarenta e cinco minutos. Na própria ilha você paga 3 euros de taxa e 5 euros para acessar a área da cratera. Não deixe também de visitar a encantadora cidade portuária de Mandraki com o mosteiro de Panagia Spiliani, onde você pode provar a deliciosa soumada, uma bebida local de amêndoa.

Castelo de Bodrum na costa turca em frente a Kos
Foto: Serhio Magpie, CC BY 4.0, Wikimedia Commons

15. Uma escapada a Bodrum, na Turquia

Das praias do norte de Kos você enxerga a costa turca com tanta nitidez que dá a sensação de que dá para nadar até lá. Afinal, são apenas sete milhas náuticas de distância. Seria uma pena não aproveitar a oportunidade e não dar um pulo em outro continente por um dia. Da cidade de Kos partem barcos toda manhã rumo ao resort turco de Bodrum, e a travessia leva apenas 30 a 60 minutos dependendo do tipo de embarcação. A passagem de ida e volta sai entre 15 e 25 euros, dependendo da empresa.

Em Bodrum te esperam bazares movimentados onde se barganha tudo — de especiarias a artigos de couro —, o imponente Castelo de São Pedro e os restos do Mausoléu, que aliás faz parte das Sete Maravilhas do Mundo Antigo: uma dessas coisas que você aprende na escola mas só dimensiona de verdade quando vê ao vivo. ⚠️ Aviso importante: A Turquia não faz parte da União Europeia nem do espaço Schengen. Para essa excursão, você precisa obrigatoriamente de passaporte válido — carteira de identidade não é suficiente. O controle de passaporte e alfândega no porto antes do embarque leva algum tempo e forma filas, então chegue com bastante antecedência.

Salada grega com tzatziki numa taverna em Kos

Onde comer em Kos

Comer em Kos é muito melhor do que muita gente espera. Não é só gyros e salada grega: a ilha tem queijos próprios com denominação de origem protegida, trouxinhas fritas regadas com mel e uma limonada de canela que você simplesmente não acha em outro lugar. Kos tem um solo muito fértil e uma longa tradição de ingredientes locais, que formam a base da maioria das especialidades da ilha. Se você curte descobrir sabores novos, vá às tavernas familiares tradicionais, onde se cozinha com receitas passadas de geração em geração. Há opções para carnívoros e ótimas alternativas para vegetarianos.

A grande raridade que você não pode deixar de provar é o queijo local krasotiri (também chamado de posa). Esse queijo macio de cabra ou ovelha tem denominação de origem protegida e é único por maturar no bagaço de uvas tintas, o que lhe dá uma casca avermelhada inconfundível e um suave sabor de vinho levemente picante. Outra delícia vegetariana são os katimeria — trouxinhas fritas recheadas com queijo fresco, generosamente regadas com mel e polvilhadas com canela. Nos dias quentes, a limonada de canela kanelada — típica principalmente da aldeia de Zia — é a pedida certa, assim como a popular bebida de amêndoa local chamada soumada.

Para os melhores restaurantes, faça uma reserva na famosa taverna Oromedon, na aldeia de Zia. Eles preparam uma deliciosa cozinha de montanha, uma excelente musaka sem carne feita no forno a lenha e um queijo frito com geleia caseira inesquecível. Na cidade principal vale muito a visita ao elegante restaurante Petrino, instalado num lindo pátio ajardinado, com tábuas de degustação de primeira linha cheias de queijos locais. Pertinho do centro fica também a querida taverna Elia, com um saganaki absolutamente perfeito e uma série de entradas vegetarianas tradicionais.

Quem prefere pratos de carne também vai ficar satisfeito. A especialidade local típica são as pitaridia, uma espécie de macarrão artesanal parecido com talharim largo, cozido lentamente em um caldo de carne encorpado. Servido tradicionalmente com uma porção generosa de carne moída e gordura de porco, é um prato bastante substancioso que os locais adoram servir nas noites mais frias.

Para onde ir depois de Kos

Se você está considerando se Kos é a destino certo para as suas férias, ou quer combinar a visita com outros lugares na Grécia, não deixe de conferir nossos outros guias. Preparamos um panorama completo sobre onde passar férias na Grécia, comparando diferentes destinos. Os amantes de história certamente vão adorar a vizinha ilha de Rodes, enquanto para o máximo de romantismo recomendo nosso artigo sobre férias em Santorini. E se você já comprou as passagens, não esqueça de conferir nossa lista prática sobre o que levar nas férias na Grécia.

Perguntas frequentes

Preparei respostas para as dúvidas mais comuns sobre as férias na ilha de Kos, para que você parta completamente tranquilo. Espero que essas dicas práticas facilitem o seu planejamento. 😉

O que você precisa ver em Kos?

Entre os pontos absolutamente essenciais estão o antigo centro de cura Asklepion, o imponente castelo de Neratzia e o centro da capital com o Plátano de Hipócrates e a ágora antiga. Das belezas naturais, você não pode deixar de conhecer a praia termal Bros Therma, a península de Kefalos com a basílica de Agios Stefanos e a vila medieval abandonada de Palio Pyli. Não esqueça também do pôr do sol visto da vila de Zia.

Quanto tempo dura o voo até Kos?

O voo direto da República Tcheca ao aeroporto internacional Hipócrates, em Kos, dura aproximadamente 2,5 horas. Na temporada de verão há voos charter diretos saindo de Praga, Brno e Ostrava. O aeroporto fica na parte central da ilha, perto do vilarejo de Antimachia, então a transferência para a maioria dos hotéis e balneários não leva mais do que trinta a quarenta minutos, o que é uma enorme vantagem.

Kos é caro?

Kos é uma das ilhas gregas com preços muito agradáveis, sobretudo graças à enorme concorrência de hotéis e locadoras. A comida numa taverna mediana sai por 15 a 25 euros por pessoa, alugar uma bicicleta urbana custa incríveis 3 a 5 euros por dia e um carro menor você consegue na temporada a partir de 35 euros por dia. As passagens de ônibus nas linhas intermunicipais da KTEL ficam entre 2 e 5 euros.

Como é o mar em Kos?

O mar em Kos é maravilhosamente limpo e nos meses de verão aquece até agradáveis 25 °C. A costa norte (Tigaki, Marmari) tem áreas rasas bem longas com areia fina, o que é ótimo para crianças, mas de vez em quando venta ali e se formam ondas. A costa sudoeste, perto de Kefalos, tem a água um pouco mais fria e mais calma, com uma visibilidade absolutamente cristalina, ideal para snorkel.

Com o que tomar cuidado em Kos?

Com certeza tome cuidado com o sol forte e o vento de verão meltemi, porque, quando ele sopra, muitas vezes você não tem sensação de calor e se queima na praia com muita facilidade. Além disso, conte com o fato de que a ilha não usa o aplicativo Uber, então você tem que contar com os táxis locais ou com a rede de ônibus, que funciona muito bem. Nas praias de seixos do leste e perto das termas você vai precisar necessariamente de sapatilhas para a água.

Kos é adequado para famílias?

Sim, Kos é considerado um dos melhores destinos da Grécia para famílias com crianças. O motivo é o seu terreno plano, certificado como Bike Friendly, o que é ideal para passeios seguros de bicicleta com as crianças. Além disso, oferece transferências muito curtas do aeroporto e, sobretudo, as intermináveis praias do norte, onde a água é rasa até dezenas de metros da margem.

Vale a pena o passeio a Bodrum?

Se você gosta de contrastes, então com certeza sim. Em apenas meia hora de travessia você se vê num mundo completamente diferente, oriental, cheio de mercados e pechinchas. Os ferries têm preços acessíveis, custam em torno de 20 euros, mas lembre-se de que você está saindo do espaço Schengen, então você precisa imprescindivelmente de um passaporte válido; com a carteira de identidade não deixam você entrar no barco.

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