Edmonton, Canadá: 15 dicas do que ver e fazer

Edmonton não costuma aparecer nas rotas clássicas do oeste canadense. A maioria das pessoas voa direto para Calgary e já vai em direção a Banff. Mas se você quer conhecer o majestoso Jasper no norte sem precisar fazer a rota toda de ida e volta, Edmonton, Canadá, faz todo o sentido como base. Embora seja uma cidade que os viajantes muitas vezes ignoram — usando-a só como parada de um dia —, a realidade de Edmonton pode te surpreender bastante.

Quando exploramos tudo o que Edmonton e o Canadá têm a oferecer, descobrimos que essa cidade no meio das pradarias sem fim de Alberta pulsa com uma energia que nos pegou de surpresa. Esperávamos uma cidade industrial na planície; encontramos uma capital de festivais onde, no verão, há um grande evento atrás do outro. Tem um shopping tão imenso que abriga um parque de diversões e uma praia artificial — e logo nos arredores da cidade há enormes manadas de bisões que podem bloquear a sua estrada tranquilamente.

Então, vamos lá. Vou te guiar pelos melhores cafés, pelo shopping maluco com montanha-russa interna e mostrar como chegar confortavelmente daqui direto às geleiras de Jasper — seja você planeja ficar duas noites ou uma semana inteira.

Resumo

  • Por que ir a Edmonton: É o portal norte ideal para o Parque Nacional de Jasper e ainda carrega com orgulho o título de “Festival City” — no verão, a atmosfera é incrível, com muita música ao vivo, teatro e comida de rua.
  • A maior bizarrice: O West Edmonton Mall é o terceiro maior shopping do mundo, e além de centenas de lojas, tem um aquapark enorme com ondas artificiais, uma pista de gelo e uma montanha-russa funcionando lá dentro.
  • Onde se hospedar: Idealmente perto da Whyte Avenue para quem curte cafés independentes e vida noturna, ou no Downtown para ter acesso fácil a pé aos museus, galerias e vistas incríveis sobre o rio.
  • Natureza dentro da cidade: O Edmonton River Valley é a maior faixa contígua de parques urbanos da América do Norte — 22 vezes maior que o Central Park de Nova York — com centenas de quilômetros de trilhas.
  • Pertinho da cidade: A apenas 40 minutos de carro a leste fica o Elk Island National Park, onde você pode observar bisões, alces e aves aquáticas em liberdade sem sair do carro.
  • Caminho para Jasper: De Edmonton, são aproximadamente 365 km pela Highway 16 (Yellowhead Highway) — umas 4 a 5 horas de condução tranquila pelas planícies que vão gradualmente se transformando em paredões rochosos.

Quando ir e como chegar a Edmonton

Planejar uma viagem para Alberta exige um pouco de estratégia. O clima local pode ser implacável — os invernos são longos, escuros e absurdamente frios, com temperaturas caindo facilmente para -30 °C e neve que dura meses. Então, vamos falar sobre a melhor época para uma visita e como chegar até lá saindo do Brasil sem passar dois dias em aeroportos.

A melhor época que experimentamos foi julho: a cidade estava animadíssima com festivais, temperaturas em torno de 23 °C e música ao vivo toda noite em algum canto. Agosto é igualmente ótimo. O outono em setembro é de uma beleza impressionante pelas cores, mas as noites já ficam surpreendentemente frias. Se você vai em direção às montanhas, os meses de verão têm a enorme vantagem de que praticamente todas as estradas e trilhas de altitude já estão livres de neve e seguras.

Para os detalhes práticos: Edmonton fica no fuso horário Mountain Standard Time (MST), ou seja, 4 horas a menos em relação ao horário de Brasília. Voando do Brasil, a maioria das conexões passa por Toronto ou Montreal — confira opções com Air Canada, LATAM e companhias com escala em hubs europeus como Amsterdam ou Frankfurt. O Edmonton International Airport fica ao sul da cidade; do aeroporto, você chega ao centro pelo ônibus 747 ou, de preferência, com um carro alugado, que vai ser essencial se você pretende continuar viagem para a natureza.

Onde se hospedar em Edmonton e quanto custa

Edmonton é uma cidade bem espalhada para os padrões brasileiros, e escolher o bairro certo pode te poupar muito tempo e estresse no trânsito. Os preços de hospedagem no Canadá às vezes causam um certo susto, especialmente na alta temporada de verão, mas há uma boa variedade de opções — de hostels econômicos a hotéis de luxo com vista para o vale do rio.

Um quarto duplo padrão em hotel razoável custa em torno de 150 a 250 CAD por noite (aproximadamente 550 a 920 BRL) na temporada de verão. Com um orçamento mais apertado, dá para encontrar motéis nas bordas da cidade ou apartamentos no Airbnb por volta de 100 CAD (cerca de 370 BRL). Um detalhe típico da América do Norte: o preço que você vê online quase sempre não inclui os impostos, que costumam ser de 9 a 11% a mais — não se surpreenda na hora do check-out 😅. Para aproveitar bem a cidade, recomendamos ficar pelo menos duas a três noites antes de seguir em direção às Montanhas Rochosas.

Se você quer estar no coração da vida noturna e ama caminhar de café em café, a melhor pedida é a região da Whyte Avenue, no bairro histórico de Old Strathcona. É o lado hipster da cidade, sempre cheio de vida, com ótimos hotéis boutique como o Metterra Hotel on Whyte. Por outro lado, se você vem principalmente com crianças e o principal objetivo é o famoso shopping com parque de diversões, faz mais sentido se hospedar perto da parte oeste da cidade — ou diretamente no icônico Fantasyland Hotel, com quartos temáticos de tirar o fôlego, de estação espacial a ilha polinésia. Para explorar museus e galerias, o Downtown é perfeito: você vai a pé para tudo e ainda pode pegar o teleférico envidraçado descendo direto para o vale verde do rio.

Edmonton, Canadá: 12 lugares que você precisa conhecer e o que fazer

Quando se fala em Edmonton, Canadá, muita gente pensa logo no frio cruel, no petróleo e no hóquei. Mas a realidade é muito mais rica e colorida do que isso. Vamos dar uma olhada detalhada no melhor que essa cidade enorme tem a oferecer — seja você fã de natureza selvagem, arte contemporânea, shoppings gigantes ou festivais de verão pulsantes.

1. West Edmonton Mall: a cidade dentro da cidade

A gente prometeu ficar no máximo uma hora. Saímos de lá depois de quatro. O West Edmonton Mall é tão absurdo que você perde a noção do tempo: cobre quase cinquenta quarteirões e é o terceiro maior shopping do mundo. Embora normalmente fugimos desse tipo de complexo nas nossas viagens, este lugar tem um charme bizarro e irresistível que te faz sorrir e balançar a cabeça a cada esquina. O site oficial do West Edmonton Mall até oferece um mapa, mas pode ter certeza que você vai se perder assim mesmo.

Além de centenas de lojas comuns e de luxo e infinitas praças de alimentação, tem o World Waterpark — um aquapark gigantesco com as maiores ondas artificiais da América do Norte e toboáguas radicais. E como se não bastasse, ao lado fica o Galaxyland, um parque de diversões coberto com uma montanha-russa de verdade cujos vagões passam zunindo bem acima da cabeça dos compradores. Tem ainda uma pista de gelo no tamanho de uma quadra oficial da NHL e, numa das galerias principais, uma réplica exata em madeira do navio de Cristóvão Colombo boiando num lago artificial. A entrada no shopping e o estacionamento externo são gratuitos, mas as atrações grandes cobram ingresso bem salgado.

2. Edmonton River Valley: o coração verde da cidade

Depois do shopping, a gente precisava de ar fresco — e o Edmonton River Valley foi o lugar certo para essa desintoxicação. Esse vale é a maior área verde urbana de toda a América do Norte, 22 vezes maior que o Central Park. A cidade moderna com seus arranha-céus fica lá em cima, nas bordas dos penhascos acima do Rio North Saskatchewan, então você precisa descer por uma série de escadarias de madeira ou pelo teleférico para chegar ao vale. Mas assim que você está lá embaixo, perto da água, o barulho da metrópole some e você se sente no meio de uma floresta.

É o melhor lugar da cidade para calçar um bom tênis de trilha e sair caminhando por horas, ou alugar uma bike em um dos muitos postos de aluguel. A rede de trilhas pavimentadas e de terra tem incríveis 160 km e atravessa vários parques interligados. No verão, as pessoas alugam caiaques e paddleboards coloridos e navegam rio acima; já no inverno, com a neve cobrindo tudo, os parques viram um paraíso para esqui cross-country. As vistas do skyline com os arranha-céus se abrem em vários mirantes nas bordas do vale — especialmente ao pôr do sol, é de tirar o fôlego.

3. Muttart Conservatory: pirâmides de vidro cheias de vida

Ao olhar o panorama de Edmonton do alto do vale, você vai notar com certeza quatro pirâmides de vidro que lembram um pouco a entrada do Louvre em Paris — mas por dentro guardam algo bem diferente. O Muttart Conservatory é um jardim botânico interno lindamente executado, e para muitos moradores locais é um refúgio essencial durante os longos e gelados meses de inverno, quando basta ver um pouco de verde, respirar um ar úmido e se aquecer por uns instantes.

Cada uma das três pirâmides maiores representa um bioma climático diferente: tem floresta tropical úmida cheia de samambaias gigantes, zona temperada e uma área árida incrível cheia de cactos. A quarta pirâmide é especial — sua exposição muda ao longo do ano, de acordo com a estação, seja a primavera ou as festas de inverno. Passear de camiseta por uma selva tropical úmida enquanto lá fora está congelando e neviscando é uma experiência mágica e muito relaxante. O ingresso custa cerca de 15 CAD por adulto e a visita leva pouco mais de uma hora.

4. Whyte Avenue e o bairro histórico de Old Strathcona

Se você quer encontrar a alma de Edmonton, saia do centro moderno, atravesse o rio para o sul e vá direto ao bairro histórico de Old Strathcona. Sua artéria principal é a Whyte Avenue, famosa pela atmosfera descontraída e levemente hipster, pelos prédios históricos de tijolo vermelho e pela enorme concentração de lojas independentes, padarias e cafés especiais.

Nos fins de semana, a região ferve com a famosa Old Strathcona Farmers’ Market, realizada o ano todo num grande galpão antigo. Ali você encontra de tudo — de mirtilos frescos a queijos artesanais de cabra e, claro, xaropes de bordo canadenses legítimos em lindos vidrinhos. À noite, a rua toda se transforma num animado centro de vida noturna, com bistrôs ótimos e bares estilosos servindo cerveja artesanal local com muito orgulho.

5. A loucura do hóquei e o Edmonton Oilers

Seja você fã de hóquei ou não, o fenômeno chamado Edmonton Oilers é impossível de ignorar durante sua visita — esta cidade respira hóquei de um jeito que poucos lugares no mundo fazem. O time que brilhou nos anos 80 com o lendário Wayne Gretzky e conquistou vários Stanley Cups é até hoje motivo de imenso orgulho da cidade e de toda a província de Alberta. Hoje, quem dita as regras no gelo é o fenômeno Connor McDavid, e quando tem jogo importante, praticamente todas as ruas da cidade ficam tomadas pelo laranja e pelo azul dos Oilers.

Os jogos acontecem na imponente Rogers Place, um arena ultramoderna no coração do centro, num bairro chamado carinhosamente de Ice District. O design do prédio é de tirar o fôlego — uma gota gigante de aço e vidro brilhante. Se você estiver na cidade durante a temporada da NHL, que vai de outubro a abril, vale muito a pena tentar conseguir ingressos pelos canais oficiais. Não são baratos, mas sentir o rugido do público canadense se levantando das cadeiras é uma experiência inesquecível.

6. Royal Alberta Museum

Fomos ao museu meio que por obrigação, mas os esqueletos de dinossauros no térreo nos fisgaram muito mais rápido do que esperávamos — eles são enormes. E a seção sobre os povos originários (First Nations) é tratada com tanta sensibilidade e riqueza de detalhes que ficamos quase a manhã toda lá, mesmo tendo planejado só uma hora. Esse museu novinho fica direto no Downtown e ostenta com razão o título de maior museu do oeste canadense — algo que você sente já na entrada, naquele hall envidraçado impressionante.

Além dos esqueletos fascinantes de dinossauros e mamutes pré-históricos — que lembram que Alberta é um dos sítios paleontológicos mais ricos do mundo —, tem também uma exposição incrível sobre insetos gigantes. Os painéis interativos contam séculos de história de pessoas e animais de forma moderna e envolvente. É a maneira ideal de criar um respeito mais profundo pela paisagem e pela cultura local antes de pegar o carro e partir rumo às montanhas.

7. Art Gallery of Alberta (AGA)

Mesmo que você não seja lá muito fã de artes plásticas nas viagens e prefira trilhas e montanhas, o prédio da Art Gallery of Alberta merece atenção só pelo que é lá por fora. A fachada é marcante e fotogênica: curvas arrojadas em zinco fosco, vidro e aço. Segundo o arquiteto, as formas remetem à aurora boreal e às correntes do Rio Saskatchewan congelado — e no meio de um Downtown cheio de arranha-céus retos, o efeito é de um objeto voador de ficção científica pousado ali.

Por dentro, três andares amplos e bem iluminados exibem principalmente arte canadense moderna e contemporânea internacional. As exposições temporárias costumam ser excelentes. O espaço em si é silencioso e arejado — uma pausa bem-vinda no meio da agitação da cidade. Se quiser economizar na entrada, a galeria frequentemente oferece dias ou tardes com acesso gratuito ao público; vale checar o site antes de ir.

8. K-Days: a loucura de julho

Se você visitar Edmonton no final de julho, vai quase com certeza topar com um evento enorme que os locais comentam com brilho nos olhos desde o inverno. O K-Days é um festival de dez dias que pode ser descrito como uma mistura em dose dupla de parque de diversões tradicional, festival de música e feira agropecuária. A tradição começa no final do século XIX, nas comemorações históricas da corrida do ouro, e hoje é simplesmente o evento mais importante do verão na cidade.

No parque de exposições, você encontra dezenas de brinquedos radicais e luminosos que dão frio na barriga só de olhar, e principalmente uma quantidade absurda de barracas de comida improvável e, claro, frita. Sim, tem mesmo chocolate Snickers empanado e frito, coxas de peru gigantes e tudo que a imaginação permitir espetado num palito. Durante o dia tem rodeio ao vivo; à noite, shows de bandas conhecidas e locais nos palcos imensos; e todo dia termina com um espetáculo de fogos de artifício.

9. Edmonton International Fringe Theatre Festival (agosto)

Teatro no Canadá? Talvez não seja a primeira coisa que vem à cabeça quando você pensa em montanhas e ursos, mas Edmonton recebe todo mês de agosto o segundo maior festival alternativo Fringe do mundo — só perde para o original, o famoso festival de Edimburgo, na Escócia. Durante esses onze dias agitados, o já animado bairro de Old Strathcona vira um palco a céu aberto. O trânsito é bloqueado e as ruas ficam tomadas por artistas de rua, músicos, comediantes, malabaristas e dezenas de milhares de espectadores entusiasmados.

As apresentações teatrais oficiais acontecem em todo tipo de lugar: fundos de bares, cafés pequenos, ginásios de escola e tendas improvisadas nos parques. Os gêneros vão de dramas sérios a comédias absurdas onde você não sabe se ri ou chora, passando por avantgarda experimental sem explicação possível. O mais bacana de tudo: 100% da renda das entradas vai diretamente para os próprios artistas.

10. Elk Island National Park: safari a 40 minutos da cidade

Essa é uma joia natural que você definitivamente não pode perder durante sua estadia — especialmente se você usa Edmonton principalmente como base para os parques nacionais e está ansioso para o primeiro encontro com a fauna selvagem canadense de verdade. A menos de 45 minutos de carro para o leste pela rodovia fica o Elk Island National Park. Dá para descrevê-lo como um safari canadense em miniatura, cercado por lagos tranquilos, florestas densas e brejos floridos com um aroma de manhã que não tem igual.

Essa área protegida abriga uma das maiores populações de bisões de todo o continente norte-americano — tanto os raros e imponentes bisões-da-floresta (wood bison) quanto os menores bisões-das-planícies (plains bison). É muito provável que, durante um passeio lento pelo parque, esses gigantes majestosos simplesmente bloqueiem a estrada e você precise esperar uns 15 minutos até eles se dignarem a seguir em frente. Mas existe uma regra de ouro aqui: bisões são animais extremamente fortes e imprevisíveis e, mesmo acostumados com carros, você jamais deve sair do veículo para uma foto melhor no Instagram 😅. Abaixe o vidro e observe com respeito do conforto do seu banco.

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11. Caminho para o Parque Nacional de Jasper

Voar para Edmonton é de longe o melhor portal norte para as Montanhas Rochosas canadenses — especialmente para o Parque Nacional de Jasper, mais rústico, mais extenso e felizmente um pouco menos lotado que Banff. Saindo da cidade, a famosa Highway 16, conhecida também como Yellowhead Highway, te leva direto até lá. A rota tem cerca de 365 km e, se você não parar para fotos e café, leva confortavelmente de quatro a cinco horas.

No início da viagem, você atravessa a planície agrícola típica de Alberta, que pode parecer monótona e interminável. Mas quando você se aproxima da pequena cidade mineradora de Hinton, aquela planície plana simplesmente acaba e, do nada, picos cobertos de neve começam a surgir no horizonte. Aí você entende por que todo mundo vem até aqui. Se quiser fazer a viagem com calma e sem estresse, recomendamos sair cedo, parar num café em Edmonton — ou no clássico Tim Hortons, presença obrigatória no Canadá — para buscar um café quente para viagem e curtir a transformação gradual da paisagem pelo vidro do carro. E não esqueça de abastecer o tanque cheio antes de sair.

12. Teleférico 100 Street Funicular

Um último tip prático que vai fazer uma diferença enorme no seu passeio pela cidade, especialmente nos dias em que o contador de passos já passou dos 20 mil. Como você já sabe, boa parte do centro de Edmonton fica bem acima do vale verde do rio, e conectar esses dois mundos tão diferentes sempre foi um desafio logístico. A cidade resolveu isso com elegância ao construir um funicular envidraçado compacto que os locais chamam simplesmente de funicular — e que leva você de graça, sem esforço nenhum, do Downtown até o calçadão do vale lá embaixo.

A cabine é toda de vidro, então a vista do rio durante o percurso é linda. Toda a estrutura, incluindo a passarela de pedestres que a conecta, é arquitetonicamente bem resolvida e se encaixa perfeitamente na paisagem. Para pais com carrinhos de bebê pesados, ciclistas ou quem está com os joelhos reclamando, é uma ajuda enorme — mas vale pegar o funicular pelo menos uma vez mesmo assim. É uma experiência bem legal e te poupa aquela subida cansativa de escadaria íngreme depois de um almoço reforçado ☺️.

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Onde comer: dicas de restaurantes em Edmonton

Edmonton é uma cidade moderna e muito cosmopolita, cheia de imigrantes, e por isso você encontra comida excelente de todos os cantos do mundo — de bistrôs asiáticos baratos e deliciosos nos subúrbios até os mais sofisticados steakhouses canadenses, onde você vai pagar bem por uma janta memorável. Para quem vem do Brasil, a variedade vai agradar bastante.

Para quem curte descobrir histórias por trás dos restaurantes, há uma curiosidade encantadora bem no centro: o Bistro Praha. Fica a poucos passos da moderna arena Rogers Place e é uma instituição com longa tradição, fundada por emigrantes tchecos nos anos 70. O interior é aconchegante, com madeira escura e paredes decoradas com fotos antigas, e o menu traz clássicos da culinária da Europa Central — pato assado lentamente, chucrute, queijo frito e strudel de maçã caseiro. Uma viagem no tempo muito simpática.

Se você prefere algo mais local e contemporâneo, nossos lugares favoritos ficam na Whyte Avenue. Para um jantar farto e uma atmosfera descontraída, vá ao MEAT — o nome pode ser enganoso, porque além do melhor churrasco defumado da região, o cardápio tem opções vegetarianas ótimas e coquetéis fantásticos. Para o café da manhã ou um cappuccino reconfortante de manhã cedo, não passe em branco pelo Transcend Coffee, na esquina, que segundo os locais faz o melhor flat white da cidade. E não esqueça: nos restaurantes com garçom no Canadá, é absolutamente padrão deixar gorjeta de 15 a 20% sobre o valor da conta antes dos impostos.

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Dicas práticas para sua viagem a Edmonton

Seja você ainda planejando a viagem ao Canadá ou já arrumando as malas, reunimos aqui algumas dicas e recursos práticos que usamos sempre e que podem te poupar bastante dor de cabeça antes do embarque.

Alugar carro é indispensável

Alberta é enorme e depender de transporte público fora das cidades simplesmente não funciona — se você vai para os parques nacionais, carro é obrigação. A gente costuma usar o DiscoverCars, que tem um ótimo leque de opções e condições de seguro bem claras. Logo ao chegar, pegamos as chaves no próprio balcão do aeroporto e já seguimos para a rodovia em direção ao centro, sem pagar táxi caro.

Dirigir no Canadá é bem tranquilo, especialmente com câmbio automático — você se adapta em cinco minutos. As estradas são largas e bem sinalizadas, os motoristas costumam ser cordiais e nas rodovias o limite de velocidade gira em torno de 110 km/h, que vale muito respeitar por causa das frequentes blitz policiais. Uma particularidade importante: no Canadá, é permitido virar à direita no semáforo vermelho após parar e verificar que a via está livre, a menos que uma placa proíba expressamente.

Não abra mão de um bom seguro viagem

Seguro viagem para o Canadá nunca, jamais, em hipótese alguma deve ser ignorado. Mesmo que você vá fazer só caminhadas leves ao redor dos lagos sem nenhuma pretensão de escalar montanhas, até um tornozelo torcido pode sair absurdamente caro. A gente costuma usar o SafetyWing em viagens mais longas — você pode ler todos os detalhes sobre como funciona e o que cobre na nossa análise completa do SafetyWing.

A saúde privada no Canadá para estrangeiros sem seguro local é extremamente cara. Uma ida simples a uma UPA por algo banal pode facilmente custar centenas de dólares só pela consulta, fora os remédios na farmácia. Vale verificar também qual é a cobertura do seu seguro para transporte de helicóptero em caso de resgate nas montanhas — algumas apólices de seguro bancário mais baratas simplesmente não chegam nem perto do valor real de um resgate aéreo.

Internet e dados móveis na viagem

Ficar procurando um chip físico num balcão de aeroporto depois de 13 horas de voo é uma experiência que a gente já teve e não quer repetir — por isso migramos de vez para o eSIM virtual. Se o seu celular suporta essa tecnologia (e a maioria dos modelos mais novos suporta), é de longe a opção mais prática e conveniente. Dá uma olhada na nossa análise completa do Holafly, com a qual você pode resolver seus dados antes mesmo de sair de casa.

Mas fique ciente: sinal de celular forte você vai ter principalmente nas cidades grandes e às margens das rodovias principais. Assim que você sair das estradas centrais para vales mais remotos ou entrar de vez nos parques nacionais como Jasper ou Banff, o sinal some rapidinho e você vai comemorar cada mensagem que conseguir enviar. Por isso, recomendamos fortemente baixar mapas offline no seu celular ainda no hotel em Edmonton, enquanto você tem Wi-Fi de qualidade — e salvar também as confirmações de hospedagem para não ficar sem acesso na frente da recepção de alguma cabine no meio do nada.

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FAQ — Perguntas frequentes sobre Edmonton

Se ainda ficou alguma dúvida depois deste longo guia sobre Edmonton, reunimos aqui respostas rápidas para as perguntas mais buscadas sobre a cidade antes de viajar.

Quando foi a última vez que o Edmonton ganhou a Stanley Cup?

O Edmonton Oilers ganhou a Stanley Cup pela última vez em 1990. Foi uma era lendária logo após a saída de Wayne Gretzky, quando o time forte liderado por Mark Messier mostrou ao mundo do hóquei que conseguia chegar à vitória mesmo sem sua maior estrela. Desde então, a cidade espera ansiosamente por outro triunfo.

Quantos habitantes tem Edmonton?

A cidade de Edmonton em si tem pouco mais de 1 milhão de habitantes (cerca de 1.010.000 segundo os dados mais recentes). Se incluirmos também as áreas metropolitanas adjacentes com seus subúrbios (Greater Edmonton Area, que inclui o aeroporto), chegamos a um número total que ultrapassa 1,4 milhão, o que faz dela a quinta maior cidade do Canadá.

O que ver em Edmonton em um dia?

Se você tem apenas um dia na cidade, recomendamos pular o shopping gigante e partir para uma caminhada matinal no vale verde do Edmonton River Valley. Depois, atravesse a ponte pelo bairro histórico de Old Strathcona pela animada Whyte Avenue, almoce e tome um café por lá, e à tarde vá admirar as pirâmides tropicais envidraçadas do Muttart Conservatory.

É melhor voar para Edmonton ou para Calgary?

Depende de quais parques nacionais você planeja visitar. Se seu principal destino é Banff e Lake Louise, o aeroporto de Calgary fica um pouco mais perto ao sul. Mas se você quer primeiro explorar o Jasper, mais ao norte, e depois descer em direção ao sul ao longo das geleiras pela famosa Icefields Parkway, voar para Edmonton e alugar um carro é uma escolha estratégica imbatível.

É seguro em Edmonton à noite?

Sim, Edmonton é geralmente uma cidade muito segura e tranquila para turistas. Valem as regras clássicas como em todas as grandes cidades. À noite, é melhor evitar ruelas escuras logo na periferia do Downtown, onde pode haver maior concentração de pessoas em situação de rua ou com problemas. Mas nas principais áreas turísticas você não precisa ter medo de nada durante o dia.

Qual é a diferença de fuso horário em Edmonton em relação ao Brasil?

Edmonton fica no fuso horário Mountain Standard Time (MST). Em relação ao horário de Brasília, são 5 horas a menos (4 horas durante o horário de verão brasileiro). Então, se aqui no Brasil são meio-dia, lá em Edmonton são 7 da manhã e a maior parte da cidade ainda está dormindo.

Dá para ver aurora boreal em Edmonton ou nos arredores?

Sim, e surpreendentemente com frequência para quem vem da Europa! Edmonton fica bem ao norte e as pradarias canadenses ao redor oferecem horizontes amplos sem morros. Basta pegar o carro numa noite clara e gelada e sair um pouco dos limites da cidade para fugir da poluição luminosa (o ideal é o Elk Island National Park) e a chance de ver a aurora boreal é bem boa — principalmente no final do outono e no inverno, quando as noites são mais escuras.

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