Auschwitz-Birkenau (Polônia): 21 coisas que você precisa saber antes de visitar

Existem lugares para onde a gente não vai com entusiasmo, não planeja tirar fotos sorridentes para as redes sociais e, na verdade, sente um certo medo desde o início. Se você está planejando visitar Auschwitz na Polônia, saiba que a Lucka admitiu sinceramente que não tinha capacidade emocional para um lugar tão pesado. Não encare isso como uma dica turística comum. Encare como um desafio — vá e veja com seus próprios olhos. Aqui você vai descobrir a diferença entre os campos, como e onde conseguir ingressos, o que exatamente esperar no local e como organizar toda a viagem saindo de Cracóvia.

Conteúdo do artigo

Resumo

Antes de entrar nos detalhes, aqui estão as informações essenciais que você precisa saber antes mesmo de começar a pesquisar como chegar lá.

  • Dois campos: A visita é dividida em duas partes. Auschwitz I (o campo original com prédios de tijolos e o museu) e Auschwitz II-Birkenau (o campo de extermínio localizado a cerca de 3 quilômetros).
  • Ingressos: Os ingressos esgotam numa velocidade absurda. Se quiser entrar sem guia e de graça, é preciso reservar no site oficial visit.auschwitz.org exatamente um mês antes. Uma opção muito mais segura e logisticamente mais fácil é pagar um tour saindo de Cracóvia (entre 45 e 90 €).
  • Transporte: De Cracóvia, são aproximadamente 70 quilômetros. A viagem de ônibus, trem ou carro leva de uma hora a uma hora e meia.
  • Tempo necessário: Reserve o dia inteiro. A visita aos dois campos leva de 3h30 a 4 horas, sem contar o transporte e os deslocamentos.
  • Regras: É proibido levar mochilas grandes (o tamanho máximo permitido é A4). Você precisa usar roupas adequadas (nada de ombros à mostra ou shorts muito curtos) e dentro dos prédios é estritamente proibido fotografar com flash — em algumas salas, não se pode fotografar de jeito nenhum.
  • Idade: A recomendação oficial do museu é não levar crianças menores de 14 anos. Pela minha experiência pessoal, concordo totalmente.

Qual a diferença: Auschwitz I vs. Auschwitz II-Birkenau

Antes de começar a procurar ingressos, é fundamental entender que o State Museum Auschwitz-Birkenau não é apenas um único lugar. É muito comum as pessoas chegarem lá e ficarem surpresas ao descobrir que precisam se deslocar entre os dois complexos. O conjunto se divide em duas partes principais, completamente distintas, e você deveria visitar ambas para compreender todo o contexto daquele horror.

1. Auschwitz I (Campo principal e museu)

Prédios de tijolos no campo de concentração original Auschwitz I
Foto: Ron whisky / Public domain / Wikimedia Commons

Este é o lugar que você provavelmente conhece da maioria das fotografias. É aqui que fica o icônico portão de ferro com a inscrição “Arbeit Macht Frei”. Originalmente, eram quartéis militares poloneses com sólidos prédios de tijolos, que os nazistas confiscaram.

Hoje, esse complexo funciona principalmente como museu. Nos diversos blocos, há exposições enormes, pesadas e repletas de fatos. Você verá pilhas de pertences pessoais confiscados dos prisioneiros, a primeira câmara de gás primitiva e o crematório. O espaço é relativamente compacto, com árvores por toda parte, e paradoxalmente não parece uma fábrica de morte à primeira vista — até você entrar nos prédios.

2. Auschwitz II-Birkenau (Campo de extermínio)

Trilhos terminando no meio do campo de extermínio Auschwitz II Birkenau
Foto: This picture has been taken by Oleg Yunakov. Contact e-mail: yunakovgmail.com. I / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

Enquanto o primeiro campo era o centro administrativo, Birkenau foi uma pura máquina de extermínio construída do zero a poucos quilômetros do campo original. É uma planície imensa e geladamente vazia.

É para cá que levam os famosos trilhos que cortam o prédio de entrada com sua torre. Você verá a rampa ferroviária onde aconteciam as seleções, longas fileiras de barracões de madeira — reconstruídos e originais — e, no final, as ruínas das enormes câmaras de gás e crematórios que os nazistas explodiram antes de recuar. Você pode ficar ali o tempo que quiser.

Informações práticas: Ingressos para 2026 e visitas

Conseguir a entrada é provavelmente a parte mais complicada de toda a visita. O Memorial and Museum Auschwitz-Birkenau recebe uma quantidade absurda de visitantes, e já faz tempo que não dá mais para simplesmente chegar, comprar ingresso na bilheteria e entrar. As vagas são rigorosamente controladas. Se você está planejando a viagem, basicamente tem duas opções para entrar.

3. Ingressos gratuitos sem guia

É possível entrar no museu de graça e sem guia, mas tem um grande porém. Esses ingressos gratuitos (“Entry Pass without an educator”) são liberados no site oficial visit.auschwitz.org em quantidade limitada, sempre em horários específicos.

Geralmente, só estão disponíveis para os primeiros horários da manhã ou para o final da tarde. Se você vai na alta temporada, precisa “caçar” esses ingressos gratuitos exatamente com um mês de antecedência — senão, simplesmente não vai encontrar.

4. Visita oficial com educador

A opção mais comum, escolhida pela maioria das pessoas, é a visita com um guia oficial local (educador). Você paga diretamente no site do museu, cerca de 110 PLN (aproximadamente 25 €) por adulto.

Você recebe fones de ouvido, então o guia não precisa gritar e todo mundo o escuta claramente. A visita guiada dura aproximadamente 3h30. O problema é que esses ingressos também esgotam semanas antes, e você precisa resolver o transporte desde Cracóvia por conta própria.

5. Tour completo saindo de Cracóvia

Do meu ponto de vista, essa é de longe a opção mais prática em termos de logística, mesmo custando um pouco mais. Você paga entre 45 e 90 euros, e a empresa te busca no centro de Cracóvia de ônibus. Durante o trajeto, exibem um documentário para você já ir absorvendo o contexto. No local, te entregam a um guia oficial, garantem sua entrada e o deslocamento entre os dois campos, e no final te levam de volta.

Isso poupa uma quantidade enorme de estresse com estacionamento ou espera por transporte público.

Como chegar de Cracóvia a Auschwitz

Eu pessoalmente escolhi o ônibus e não me arrependi — foi muito mais simples do que eu imaginava. Auschwitz fica na cidade de Oświęcim, na Voivodia da Silésia, a cerca de 70 quilômetros a oeste de Cracóvia. Se você quer saber exatamente Auschwitz onde fica: é no sul da Polônia, a pouco mais de uma hora de Cracóvia. Há várias formas de chegar por conta própria. O trajeto não é nada complicado, mas é bom contar com pequenos atrasos no trânsito.

6. De ônibus (mais barato e mais prático)

Da rodoviária principal de Cracóvia (MDA) partem regularmente ônibus diretos para Oświęcim. A viagem leva cerca de uma hora e meia e o bilhete custa em torno de 20 PLN (aproximadamente 5 €).

Recomendo usar empresas como a Lajkonik, que param diretamente no museu (a parada se chama Oświęcim Muzeum). Na alta temporada, os ônibus da manhã ficam completamente lotados, então compre seu bilhete com antecedência pela internet.

7. De trem saindo de Cracóvia

A empresa ferroviária polonesa (PKP) oferece conexões de trem na rota Cracóvia–Oświęcim. A viagem leva pouco mais de uma hora. A vantagem do trem é o maior conforto e o fato de evitar engarrafamentos.

A desvantagem é que a estação de trem de Oświęcim fica a cerca de 2 quilômetros do museu. Da estação, você vai precisar pegar um táxi ou se preparar para uma caminhada de uns 25 minutos pela cidade.

8. De carro (se está fazendo roadtrip)

Se você está fazendo um roadtrip pela Polônia, o carro é uma ótima escolha. Temos uma boa experiência de longa data com o comparador RentalCars, que usamos no mundo inteiro. A viagem pela autoestrada A4 leva menos de uma hora.

Nos dois campos há estacionamentos pagos. Conte com um custo de cerca de 20 PLN (aproximadamente 5 €) por dia. Entre o campo I e Birkenau, você pode se deslocar com seu próprio carro, economizando a espera pelo ônibus de transbordo.

O que você vai ver em Auschwitz I

Antes de começar a ler os painéis informativos, você tem por um instante a estranha sensação de estar num campus universitário. Mas essa impressão desaparece muito rápido assim que você entra no primeiro dos blocos, que hoje funcionam como museus específicos com exposições dilacerantes.

9. O icônico portão Arbeit Macht Frei

A primeira coisa que você verá é o portão de ferro com o cínico lema “O trabalho liberta”. Repare na letra “B” invertida na palavra Arbeit.

Segundo historiadores, foi uma pequena e oculta forma de revolta dos prisioneiros que foram obrigados pela SS a fabricar o portão. Era por ali que saíam todas as manhãs as colunas de trabalho forçado e voltavam à noite carregando os companheiros mortos. É o lugar onde a maioria das pessoas fica em silêncio e para de falar.

10. Bloco 4: Extermínio e pertences pessoais

Bagagens e pertences pessoais confiscados dos prisioneiros em Auschwitz I
Foto: Jorge Láscar from Australia / CC BY 2.0 / Wikimedia Commons

Esse foi o bloco que mais me abalou. Lá dentro você não encontra armas nem maquetes de prédios, mas os pertences de pessoas que chegaram ao campo acreditando que estavam apenas se mudando para trabalhar.

Você verá uma sala imensa, envidraçada do chão ao teto, repleta de cabelos humanos que não deram tempo de ser enviados às fábricas têxteis do Reich. Há salas cheias de milhares de óculos, próteses e panelas. O mais forte para mim foi a sala repleta de roupas de crianças e adultos, de onde caem no chão centenas de sapatos em decomposição. É ali que vem a consciência de que por trás de cada par de sapatos havia uma vida humana perdida.

11. Bloco 11: Prisão da morte e Muro da morte

Muro da morte negro entre os blocos 10 e 11 em Auschwitz I
Foto: Dawid Galus / CC BY-SA 3.0 pl / Wikimedia Commons

Enquanto o restante do campo já era terrível, o Bloco 11 era o horror dentro do horror — até mesmo para os próprios prisioneiros. Funcionava como uma prisão dentro da prisão. No porão, você encontra as celas onde a Gestapo realizou os primeiros testes com o gás Zyklon B, e as chamadas “celas em pé”, onde quatro pessoas eram espremidas como castigo após um dia inteiro de trabalho, num espaço de menos de um metro quadrado, sem poder sequer se sentar.

Ao lado do bloco fica o pátio com o Muro da Morte, onde eram realizadas execuções em massa por fuzilamento. Hoje, visitantes e autoridades deixam flores ali.

12. Crematório I e câmara de gás

Interior do primeiro crematório em Auschwitz I
Foto: Jorge Láscar from Australia / CC BY 2.0 / Wikimedia Commons

Na extremidade do campo Auschwitz I, você entra no prédio original e preservado do crematório. Foi a primeiríssima câmara de gás de Auschwitz, antes que o extermínio em massa fosse transferido para Birkenau.

Caminhar pelos espaços subterrâneos com paredes escuras e enegrecidas pela fumaça, onde no teto se veem os buracos por onde era despejado o gás venenoso, é uma experiência sufocante. Lá dentro reina um silêncio absoluto e é estritamente proibido fotografar. Você para apenas diante dos fornos crematórios preservados.

O que você vai ver em Auschwitz II-Birkenau

Entre os campos circula gratuitamente um ônibus amarelo que te leva em 10 minutos até o portão principal de Auschwitz II. Assim que você desce, percebe a incrível mudança de escala. Se o primeiro campo era compacto e organizado, Birkenau é simplesmente uma planície gigantesca. Ocupa 170 hectares e foi aqui que aconteceu a imensa maioria do Holocausto.

13. Prédio de entrada e torre da morte

Prédio de entrada de Birkenau com a torre da morte, portão principal do campo
Foto: Bahnfrend / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

O símbolo de todo o complexo Auschwitz-Birkenau é o longo prédio de tijolos vermelhos com o enorme portão por onde passavam os trens. Recomendo subir até a torre (quando estiver aberta para visitantes).

É desse mirante que você finalmente enxerga a extensão insana do campo. Até onde a vista alcança, há chaminés de tijolos saindo do chão como lápides dos barracões de madeira queimados. Só de lá em cima é possível compreender quantas centenas de milhares de pessoas cabiam ali.

14. Rampa ferroviária e vagão antigo

Rampa ferroviária de Birkenau onde aconteciam as seleções
Foto: Dom8Mi / CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons

O caminho leva você inevitavelmente pelos trilhos em direção à zona de extermínio. Mais ou menos na metade do trajeto, há um solitário vagão de gado original.

Era exatamente neste ponto que paravam os trens lotados de deportados de toda a Europa. Aqui acontecia a chamada seleção, onde médicos da SS, com um simples gesto do dedo para a esquerda ou para a direita, decidiam quem iria para o trabalho forçado nos barracões e quem iria direto do trem para as câmaras de gás no final do campo. É um lugar terrivelmente difícil de processar.

15. Barracões de madeira e condições de vida

Barracões de madeira para prisioneiros em Birkenau
Foto: China Crisis / CC BY 3.0 / Wikimedia Commons

Do lado direito dos trilhos, alguns barracões de madeira originais foram preservados e podem ser visitados. Originalmente eram estábulos para cavalos, projetados para algumas dezenas de animais, mas os nazistas amontoavam mais de 400 pessoas em cada um, em beliches de madeira de três andares.

Quando você entra, sente um cheiro peculiar e abafado de madeira velha e umidade. Dá para imaginar o frio que os prisioneiros suportavam ali, na lama e com o mínimo de comida. Isso muda completamente a sua noção do que um ser humano é capaz de suportar.

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16. Ruínas dos crematórios e memorial

Memorial internacional e ruínas dos crematórios em Birkenau
Foto: Jorge Láscar from Australia / CC BY 2.0 / Wikimedia Commons

No final dos trilhos, você chega às ruínas dos Crematórios II e III. Quando os alemães, no início de 1945, perceberam que o Exército Vermelho se aproximava, tentaram destruir as evidências e explodiram as câmaras de gás.

Hoje, restam lajes de concreto desabadas e cobertas de grama, mas é possível reconhecer claramente os contornos dos vestiários e das câmaras em si. A poucos metros, fica o memorial internacional às vítimas do campo (Auschwitz-Birkenau Memorial), com placas em diversos idiomas, incluindo o português.

Onde se hospedar: base em Cracóvia

Ficar hospedado diretamente na cidade de Oświęcim não faz muito sentido, nem logisticamente nem psicologicamente. É muito melhor usar a belíssima Cracóvia como base — uma cidade que por si só oferece inúmeras experiências, gastronomia fantástica e uma atmosfera encantadora. De manhã você vai ao museu e à noite, depois de um dia pesado, pode ir a um bom restaurante ou bar para descomprimir.

Nós preferimos nos hospedar bem no centro de Cracóvia, porque no fim das contas isso poupa bastante tempo (e tempo é dinheiro, né?). Os melhores apartamentos com café da manhã você encontra no K4 APARTHOTEL KRAKÓW. Outra excelente opção são os Avium Old Town Apartments. Se você não se importa em ficar em hostel, bem no centro encontra hospedagem barata no Greg&Tom Beer House Hostel.

Como organizar o dia (Roteiro recomendado)

Visitar o Auschwitz-Birkenau State Museum não é programa de duas horas. Você precisa contar com muito tempo em pé. A maioria das pessoas está bastante esgotada no final da visita — não só fisicamente, mas principalmente emocionalmente. Se você vai por conta própria, recomendo o seguinte roteiro.

17. Comece bem cedo em Auschwitz I

Chegar o mais cedo possível pela manhã é fundamental. Não só para evitar as maiores multidões, que chegam com os tours organizados por volta das dez horas, mas também porque a atmosfera da manhã dá ao lugar uma intensidade ainda maior.

A visita à primeira parte, com as exposições internas, vai levar no mínimo duas horas. Leia os painéis informativos aos poucos, sem pressa — não fuja disso, mesmo que seja difícil.

18. Descanse durante o deslocamento

Entre a primeira e a segunda parte do campo, você vai precisar esperar pelo ônibus de transbordo. Esse é o momento ideal para comer um lanche fora do complexo (lá dentro, obviamente, não se pode comer) e acalmar um pouco os pensamentos.

O trajeto em si leva uns dez minutos, e acredite: esses minutinhos sentado vão fazer muita diferença.

19. Tempo ilimitado em Birkenau

Em Birkenau, o guia (caso você tenha contratado um) não ficará com você por tanto tempo, ou você pode se separar do grupo após o circuito básico. É uma área enorme e recomendo percorrê-la lentamente por completo, até o final, onde ficam as ruínas dos crematórios e a “Sauna” — o lugar onde os prisioneiros recém-chegados passavam pela desinfecção e onde hoje há uma exposição surpreendentemente emotiva, cheia de fotos de antes da guerra, com famílias sorridentes que morreram no campo.

Nessa parte você já não vai estar em meio a uma grande multidão, pois muitos turistas vão só até o vagão e voltam. Então continue adiante e deixe aquele silêncio cair sobre você por completo.

Auschwitz e crianças: levar ou não?

Essa é uma pergunta que muitos pais se fazem. A posição oficial do museu (Memorial and Museum Auschwitz-Birkenau) é clara: a visita não é recomendada para crianças menores de 14 anos. Sendo bem sincero, concordo plenamente — e até aumentaria essa faixa etária.

Não é que as crianças vão morrer de medo. O ponto é que o cérebro de uma criança ou de um pré-adolescente não consegue processar todo o contexto. Vi no local famílias com crianças pequenas que estavam entediadas, correndo entre os barracões ou rindo alto, simplesmente porque não entendiam onde estavam. Por outro lado, para adolescentes mais velhos, é uma experiência incrivelmente educativa — mas eles já precisam ter alguma base histórica da escola, saber quem era a SS, o que foi a Segunda Guerra Mundial e por que milhões de pessoas tiveram que morrer.

Se você está viajando pelo sul da Polônia e procura atividades com crianças menores, leve-as para a visita às minas de sal ou ao belíssimo zoológico de Wrocław. Auschwitz pode esperar mais alguns anos.

Regras, roupas e o que (não) levar

O museu de Auschwitz-Birkenau não é um parque de diversões — é o maior cemitério do mundo, e as regras ali são muito específicas e rígidas, sem margem para negociação. Os seguranças poloneses são implacáveis, e se você não cumprir as regras, será convidado a se retirar.

20. Regra essencial sobre mochilas

Esse é provavelmente o erro mais comum que pega as pessoas de surpresa nos detectores de segurança. Não é permitido entrar no complexo com bagagem maior que um papel A4 (exatamente 30 x 20 x 10 cm).

Se você tiver uma mochila urbana comum, vai ter que deixá-la nos armários na entrada (por uma pequena taxa) ou no carro. Leve apenas uma bolsinha pequena, pochete ou sacola de pano.

21. Roupas e comportamento

Mesmo no verão mais quente, há um dresscode rígido como forma de respeito às vítimas. Nada de regatas com ombros à mostra, decotes profundos, e shorts ou saias precisam chegar pelo menos acima dos joelhos. Se aparecer com roupa de praia, não vai entrar. Além disso, prepare-se para quilômetros de caminhada por lama e caminhos de terra. Se tiver bons calçados de trilha, use-os sem pensar duas vezes. Birkenau não é lugar para salto alto ou tênis branco.

Falar baixo deveria ser óbvio, assim como não gritar um com o outro e, muito menos, tirar selfies sorrindo ao lado das cercas de arame farpado. Toda vez que vejo isso, fico fisicamente mal. Dentro dos prédios é proibido usar flash, e em alguns blocos específicos (como a sala dos cabelos ou as celas da morte) fotografar é absolutamente proibido.

Combinando com outros pontos turísticos: Wieliczka

A maioria das pessoas que vai a Cracóvia para um fim de semana prolongado tenta encaixar os dois pontos turísticos mais importantes da região: Auschwitz e a mina de sal de Wieliczka. Dá para fazer os dois no mesmo dia?

Em teoria sim, mas na prática é uma verdadeira maratona. As agências locais realmente oferecem tours combinados de dia inteiro. Você sai às sete da manhã para Auschwitz, passa quatro horas pesadas lá, sobe no ônibus, vai para o outro lado de Cracóvia até a mina, faz o percurso subterrâneo de três horas e volta destruído às oito da noite. Se o tempo não estiver apertado, recomendo fortemente dividir esses dois passeios em dois dias separados. Depois de quatro horas em Auschwitz, você simplesmente não vai ter energia para admirar esculturas de sal, e seria um desperdício para ambos os lugares.

Onde comer depois da visita

Uma visita tão intensa como essa consome muita energia, então é bom saber onde recarregar as baterias. Dentro do complexo do museu não há restaurantes, e comer lá dentro é obviamente proibido.

O ideal é se recompensar com uma boa refeição depois de voltar a Cracóvia. Experimente o tradicional restaurante polonês Chłopskie Jadło, bem no centro, que serve pierogi fantásticos e um encorpado żurek que vai te esquentar depois de um dia inteiro. Se prefere algo mais moderno, uma ótima escolha é o restaurante Morskie Oko, que além da comida excelente, tem um interior lindo no estilo gorálski (típico das montanhas polonesas).

Reflexão final do Lukáš

Quando saí do complexo depois de quase cinco horas e entrei no ônibus de volta, minha cabeça estava completamente vazia. Fiquei muito tempo pensando em como encerrar este artigo, porque uma despedida convencional e um incentivo à visita soariam terrivelmente inadequados. Não é um passeio. É uma viagem até a escuridão mais profunda da alma humana e uma volta com a consciência de tudo o que aconteceu e do que não podemos permitir que se repita.

Todo mundo deveria visitar Auschwitz na Polônia pelo menos uma vez na vida, para valorizar mais a própria existência e para entender o que o ser humano é capaz de fazer a outro ser humano. Vá. E quando voltar para casa, abrace as pessoas que você ama e agradeça pelo que tem.

Dicas e truques de viagem

Essas são coisas que a gente resolve antes de cada viagem, e Auschwitz obviamente não foi exceção. Para evitar estresse desnecessário com a logística, listamos aqui alguns dos nossos serviços favoritos e já testados.

Onde encontrar passagens para a Polônia

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Tente variar as datas — às vezes um dia a mais ou a menos faz uma diferença enorme no preço.

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Para viajar pela Polônia é uma escolha ideal, especialmente se você planeja fazer várias paradas.

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Ter dados estáveis na mão sempre ajuda na hora de encontrar o caminho até os pontos turísticos.

FAQ (Perguntas frequentes)

Aqui reunimos as respostas para as perguntas mais frequentes que recebemos antes e depois da visita. Esperamos que ajudem você a planejar ainda melhor toda a experiência.

O que é Birkenau?

Auschwitz II-Birkenau foi o principal campo de extermínio dentro do complexo de Auschwitz. Diferente do campo original Auschwitz I, que servia como centro administrativo e de trabalho, Birkenau foi dedicado principalmente ao assassinato em massa e sistemático nas câmaras de gás.

Quanto custa o ingresso para Auschwitz?

A entrada por conta própria, sem guia, é totalmente gratuita, mas esses ingressos precisam ser reservados com muita antecedência pela internet. A visita com educador (guia oficial) custa cerca de 110 PLN (aproximadamente 25 €), e os tours completos saindo de Cracóvia custam entre 45 e 90 euros.

Quantas pessoas morreram em Auschwitz?

Estima-se que pelo menos 1,1 milhão de pessoas foram assassinadas no complexo de Auschwitz-Birkenau, a grande maioria delas judeus. Entre as vítimas estavam também poloneses, ciganos (Roma e Sinti), prisioneiros de guerra soviéticos e pessoas de diversas outras nacionalidades. O campo é considerado o maior símbolo do Holocausto.

Como funciona a visita a Auschwitz?

Normalmente, a visita começa no campo Auschwitz I, onde você percorre os blocos de tijolos com exposições museológicas, ouvindo as explicações pelos fones de ouvido emprestados. Depois, há o deslocamento de ônibus gratuito até o campo Birkenau, a cerca de 3 km, onde a céu aberto você conhece o espaço do campo de extermínio, a rampa e os escombros dos crematórios.

Posso visitar o museu com crianças?

A recomendação oficial do museu é não visitar o complexo com crianças menores de 14 anos. O tema é psicologicamente muito pesado e difícil de compreender para crianças pequenas.

Posso tirar fotos dentro do campo?

Sim, fotografar para uso pessoal é permitido na maioria dos locais. Porém, é estritamente proibido usar flash e tripé. Em áreas específicas, como o Bloco 4 (sala dos cabelos) e o porão do Bloco 11 (celas da morte), fotografar é absolutamente proibido por razões evidentes de respeito.

Posso levar comida e bebida para dentro?

Você pode levar uma pequena garrafa de água, mas o consumo de alimentos dentro do complexo (exceto nas áreas designadas em frente aos prédios de entrada) é proibido como forma de respeito ao local onde pessoas sofreram fome inimaginável. Mochilas e bagagens grandes precisam ser deixadas no guarda-volumes.

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