A Polônia sempre foi pra gente aquele destino do tipo “claro, um dia a gente vai lá”. Sabe como é — fica ali pertinho (da Europa Central, pelo menos), então você vai adiando porque “a gente consegue ir a qualquer hora”. Aí um dia você finalmente vai e pensa: por que não viemos antes?! 😅
Eu e o Lukáš fomos à Polônia várias vezes nos últimos anos e toda vez o país nos surpreendeu. Cracóvia nos deixou de queixo caído com sua atmosfera, Zakopane nos conquistou com as montanhas, em Wrocław saímos caçando anõezinhos pela cidade inteira (sim, literalmente) e em Gdańsk não conseguíamos sair do porto. E nem vou falar da comida — os pierogi, o żurek e o oscypek poloneses são provavelmente o motivo pelo qual a gente sempre volta. 😁
Montamos um roteiro completo para um roadtrip de 7 dias pela Polônia, que leva você do sul ao norte — de Cracóvia, passando por montanhas, cidades históricas, até o Mar Báltico. Vou contar onde se hospedar, onde comer, o que não perder e também no que ficar de olho. Prepare-se para uma viagem cheia de contrastes, porque a Polônia sabe ser romântica, rústica, engraçada e emocionante — às vezes tudo ao mesmo tempo.

Resumo
- Rota: Cracóvia → Wieliczka → Auschwitz → Zakopane → Wrocław → Varsóvia → Gdańsk → Malbork → Península de Hel. Total de aproximadamente 1.300 km.
- Melhor época: Maio–junho ou setembro. No verão (julho–agosto) Zakopane e Gdańsk ficam lotados; no inverno, algumas rotas são complicadas pelo clima.
- Orçamento para dois em 7 dias: Aproximadamente 600–850 € (hospedagem, alimentação, gasolina, ingressos). A Polônia ainda é significativamente mais barata que a maioria dos países da Europa Ocidental.
- Carro é indispensável. Trens e ônibus na Polônia funcionam, mas o roadtrip de carro dá a liberdade de parar nos lugares mais bonitos pelo caminho.
- Melhores experiências: Mina de sal de Wieliczka, nascer do sol nos Tatras, anõezinhos em Wrocław, centro histórico de Gdańsk, castelo de Malbork e praias na Península de Hel.
- Fique atento: Reserve Auschwitz com pelo menos 2–3 semanas de antecedência (na alta temporada, até um mês). Zakopane nos fins de semana = caos no trânsito. Hel no verão costuma ficar superlotado.
- Baixe o mapa de todos os lugares recomendados direto no celular — o link está no artigo.
Quando fazer o roadtrip pela Polônia e como chegar
A Polônia é um destino para o ano inteiro, mas para um roadtrip os melhores meses são sem dúvida maio, junho e setembro. As temperaturas ficam entre 18–25 °C, a quantidade de turistas é razoável e a natureza está linda — seja nos Tatras ou no litoral.
Julho e agosto também são ótimos, mas conte com Zakopane lotadíssimo (principalmente nos fins de semana), Gdańsk cheio de turistas e preços de hospedagem nas alturas. Se não tiver outra opção, não é nenhum desastre — só reserve tudo com bastante antecedência.
Inverno eu não recomendaria para um roadtrip — algumas travessias de montanha podem ser complicadas e muitas atrações têm horário reduzido. Mas se quiser combinar roadtrip com esqui em Zakopane, por que não — dê uma olhada no nosso artigo sobre esqui na Polônia.
Como chegar e transporte
Voando do Brasil, a forma mais prática é pegar um voo até Cracóvia ou Varsóvia, geralmente com conexão em algum hub europeu como Frankfurt, Amsterdã, Paris ou Lisboa. Companhias como LATAM, TAP, Lufthansa e KLM oferecem boas conexões. De lá, você pode alugar um carro diretamente no aeroporto.
Aluguel de carro — se você voar para Cracóvia ou Varsóvia, pode alugar o carro direto no aeroporto. Eu e o Lukáš temos boa experiência com a RentalCars, que usamos no mundo inteiro. Os preços de aluguel na Polônia são bem acessíveis — um carro pequeno sai a partir de 30–45 €/dia.
Gasolina na Polônia em 2025 custa aproximadamente 6,2–6,8 PLN/litro (cerca de 1,45–1,60 €), então para o roadtrip inteiro de cerca de 1.300 km, conte com gastos de combustível em torno de 70–95 €.
Passagens aéreas baratas para Cracóvia ou Gdańsk procure no Kiwi ou Google Flights. Das principais capitais europeias, voam Ryanair e Wizz Air por preços muito convidativos.
💡 DICA: Se não quiser fazer toda a rota de volta, você pode voar para Cracóvia e voltar de Gdańsk (ou o contrário) — o chamado trecho aberto (one-way). As locadoras de carro geralmente permitem isso por uma taxa extra de cerca de 12–35 €.
Onde se hospedar + quanto custa o roadtrip pela Polônia
A Polônia continua sendo um dos países mais amigáveis para o bolso em toda a Europa. Hospedagem, comida e ingressos são significativamente mais baratos do que na Europa Ocidental — e a qualidade é frequentemente comparável, quando não melhor.
Orçamento estimado para 7 dias para dois
| Item | Estimativa de custos |
| Hospedagem (7 noites, categoria média) | 190–335 € |
| Alimentação (restaurante 2x ao dia) | 120–190 € |
| Gasolina (aprox. 1.300 km) | 70–95 € |
| Ingressos e atividades | 70–120 € |
| Pedágio e estacionamento | 12–24 € |
| TOTAL | aprox. 470–765 € |
Almoços na Polônia saem por 25–50 PLN/pessoa (6–12 €), jantares em restaurantes melhores por 50–90 PLN (12–21 €). Pierogi custam normalmente 20–30 PLN (5–7 €) e as porções são enormes. Uma cerveja no restaurante sai por 10–16 PLN (2,30–3,70 €). Uma alegria pro bolso! 😁
Recomendo reservar hospedagem com antecedência — principalmente Cracóvia, Zakopane e Gdańsk esgotam rápido na alta temporada. Dicas específicas você encontra em cada dia do roteiro.
Aqui está o resumo de toda a rota — por onde passar e onde dormir cada noite.
| Dia | Rota e deslocamento | Onde dormir |
|---|---|---|
| 1. | Chegada, Cracóvia a pé — Rynek, Wawel, Kazimierz | Cracóvia |
| 2. | Cracóvia → Wieliczka → Auschwitz → Zakopane (~2,5 h no total) | Zakopane |
| 3. | Zakopane — Tatras (Morskie Oko) e Krupówki | Zakopane |
| 4. | Zakopane → (Częstochowa) → Wrocław (~4–4,5 h) | Wrocław |
| 5. | Wrocław → Varsóvia (~3,5 h) | Varsóvia |
| 6. | Varsóvia → Castelo Malbork → Gdańsk (~4,5 h) | Gdańsk |
| 7. | Gdańsk → Península de Hel (~1,5–2 h) | Hel / Gdańsk |
Dia 1. Cracóvia — a cidade real que não te deixa ir embora
O primeiro dia é dedicado a Cracóvia e, acredite, vai ser amor à primeira vista. Essa cidade tem uma energia muito especial — é majestosa, mas ao mesmo tempo incrivelmente descontraída. Você pode ficar sentado na praça enorme com um café na mão, olhando para a Igreja de Santa Maria, e se sentir dentro de um conto de fadas.
Comece o dia no Rynek Główny — a praça principal, que é uma das maiores praças medievais da Europa. No centro fica o Sukiennice (Mercado dos Tecidos), onde você pode passar pelas barracas com souvenirs tradicionais. Embaixo do Sukiennice há ainda um museu subterrâneo que vale muito a visita — uma exposição interativa sobre a Cracóvia medieval, onde você caminha abaixo do nível da praça. Compre os ingressos online de preferência.
Dali, siga para o Wawel — o castelo real no alto da colina sobre o rio Vístula. O Wawel é para os poloneses o que o Palácio da Alvorada é para os brasileiros (só que com muito mais história e visitação). Percorra a catedral, os aposentos reais e principalmente os jardins com vista para o rio. No Wawel você gasta facilmente 2–3 horas.
Depois do almoço, explore o bairro judeu de Kazimierz. Aqui Cracóvia mostra sua outra face — arte de rua, cafés descolados, lojinhas vintage e muita história. Visite a Sinagoga Antiga e caminhe pela rua Szeroka. Se você assistiu A Lista de Schindler, vai se arrepiar por aqui.
À noite, aproveite um passeio pelo calçadão do Vístula — especialmente no pôr do sol é uma beleza. E se ainda tiver energia, a vida noturna de Cracóvia nas ruas Stolarska e Floriańska provavelmente não vai te deixar ir embora antes da meia-noite. 😅
Dica de hospedagem: Os melhores apartamentos com café da manhã incluso você encontra no K4 APARTHOTEL KRAKÓW. Outra ótima opção é o Avium Old Town Apartments. Se você não se importa com hostels, bem no centro tem hospedagem barata no Greg&Tom Beer House Hostel

Onde comer em Cracóvia
- Starka — excelente cozinha polonesa em versão moderna, pierogi e steak tartare maravilhosos. Reserve com antecedência.
- Milkbar Tomasza — autêntico “bar mleczny” polonês (bar de leite), onde você almoça por 25–35 PLN (6–8 €). Uma experiência local de verdade.
- Café Camelot — cafeteria aconchegante escondida numa viela, perfeita para um café da tarde com bolo caseiro.
- Plac Nowy em Kazimierz — as famosas “zapiekanki” (baguetes gratinadas) vendidas por uma janelinha por poucos złoty. Parada obrigatória.
Onde se hospedar em Cracóvia
Em Cracóvia recomendo hospedagem no centro ou em Kazimierz — ambos ficam a uma caminhada das principais atrações e à noite você não precisa se preocupar com táxi. Um quarto duplo em hotel de categoria média sai por 250–500 PLN/noite (58–117 €).
Dia 2. Wieliczka e Auschwitz — dois mundos em um só dia

Eu sei, é uma combinação intensa. De manhã uma maravilha subterrânea, à tarde um lugar que atinge você no fundo da alma. Mas logisticamente faz sentido e, principalmente — os dois passeios saindo de Cracóvia são absolutamente imperdíveis.
Manhã: Mina de sal de Wieliczka
Wieliczka fica a apenas 15 minutos de carro de Cracóvia e a mina de sal é uma das atrações mais visitadas de toda a Polônia. E com razão — é um lugar absolutamente fascinante. Você desce 135 metros abaixo da terra e percorre corredores, capelas e cavernas que os mineiros criaram ao longo dos séculos na rocha de sal. O ponto alto é a Capela de Santa Kinga — um salão subterrâneo enorme com lustres de sal, estátuas de sal, piso de sal… tudo de sal mesmo. 😁
A visita dura cerca de 2,5–3 horas e percorre aproximadamente 3,5 km de corredores. Lá embaixo a temperatura é constante em torno de 14 °C, então leve uma blusa, mesmo que esteja calor lá fora.
💡 DICA: Compre os ingressos exclusivamente online e com antecedência — no mínimo uma semana, na alta temporada de preferência um mês. No local as filas são insanas e a capacidade das visitas é limitada. A entrada custa 120 PLN/pessoa (cerca de 28 €) com guia.
Tarde: Auschwitz-Birkenau
De Wieliczka, siga de carro até Oświęcim (cerca de 1 hora). A visita a Auschwitz-Birkenau é algo para o qual ninguém consegue se preparar. Você pode ler centenas de artigos e livros, mas enquanto não estiver lá, não tem noção. Nós dois saímos em completo silêncio.
A visita aos dois campos (Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau) leva 3–4 horas. Recomendo pegar um guia — dá um contexto enorme. As visitas guiadas em inglês (e às vezes em espanhol) precisam ser reservadas com antecedência no site oficial. Na alta temporada, os horários disponíveis esgotam até um mês antes.
Depois da visita, dê um tempo para processar — nas redondezas há cafés onde você pode sentar. Depois siga rumo a Zakopane (cerca de 2 horas de carro), parando para jantar em qualquer lugar pelo caminho — as tabernas polonesas à beira da estrada costumam ser surpreendentemente boas.
Onde se hospedar
Vá direto para Zakopane à noite — o trajeto desde Oświęcim leva cerca de 1,5–2 horas. Se a logística não funcionar, você pode dormir mais uma noite em Cracóvia e seguir para Zakopane pela manhã.
Dia 3. Zakopane — os Alpes poloneses com oscypek na mão
Zakopane é simplesmente outro mundo. Imagine uma vilazinha alpina encaixada em montanhas altas, onde em cada esquina alguém te oferece queijo defumado oscypek, onde toca música góral e onde em poucas horas você pode subir até uma crista de montanha espetacular. E tudo isso por uma fração dos preços dos Alpes suíços ou austríacos.

Manhã: Tatras e trilhas
Se você gosta de trilhas (e se está fazendo um roadtrip pela Polônia, provavelmente gosta 😉), Zakopane é o paraíso. Recomendo uma destas trilhas:
- Morskie Oko — a trilha mais famosa dos Tatras poloneses. O caminho até o lago de montanha tem cerca de 9 km só de ida, mas é confortável e qualquer pessoa consegue fazer. O lago é de tirar o fôlego. Conte com 5–6 horas no total. Saia bem cedo (idealmente às 7h) para evitar as multidões.
- Giewont — subida mais desafiadora até o pico icônico com uma cruz (1.894 m). Vistas lindas, mas com trechos expostos com correntes. Só para quem tem bom preparo físico.
- Dolina Kościeliska — vale mais tranquilo com cavernas, ideal para quem quer natureza sem multidões.
💡 DICA: Vá a Morskie Oko em dia de semana. Nos fins de semana é literalmente uma fila de gente. E não esqueça de levar um bom calçado de trilha — dê uma olhada no nosso guia de calçados para trilha.
Tarde: Krupówki e oscypek
Depois da trilha, passeie pela rua principal Krupówki — é um pouco brega, um pouco turística, mas também um pouco encantadora. Compre o oscypek (queijo defumado de ovelha) direto dos góralos, tome um chocolate quente e absorva a atmosfera. Na Krupówki você também encontra vários restaurantes com cozinha góral tradicional.
Se sobrar tempo, suba de teleférico até Gubałówka — a vista panorâmica dos Tatras de lá é fantástica, especialmente em dias claros.
Onde comer em Zakopane
- Karczma Stek Chałupa — cozinha góral em ambiente autêntico, porções enormes. A kwaśnica (sopa de repolho) é espetacular aqui.
- Gazdowo Kuznia — oscypek grelhado, linguiças, tudo na brasa. Simplicidade deliciosa.
- Café Górka — se você procura café especial em Zakopane (sim, existe lá também!), essa é a dica.
Onde se hospedar em Zakopane
Posso recomendar a hospedagem na Villa 11 Folk & Design, que além de ter uma atmosfera encantadora, também tinha sala de meditação com espreguiçadeiras, sauna e uma sala de jantar com lanchinhos, chá e café disponíveis 24 horas.
Nossas dicas de hospedagem: Hotel Sabała (hotel tradicional bem na Krupówki, com sauna e piscina).
Dia 4. Rumo a Wrocław — o caminho é o destino
Hoje espera você um deslocamento mais longo — de Zakopane a Wrocław são cerca de 4–4,5 horas de carro (aproximadamente 380 km). Pode parecer muito, mas a estrada passa por belas paisagens polonesas e você pode torná-la mais agradável com uma parada.
Parada no caminho: Częstochowa (opcional)
Se a Polônia espiritual te interessa, pare em Częstochowa — fica mais ou menos no meio do caminho. O mosteiro Jasna Góra com o ícone da Virgem Negra é o local de peregrinação mais importante da Polônia. Mesmo que você não seja religioso, a atmosfera do lugar é impressionante. A visita leva cerca de uma hora.
Tarde/noite: Wrocław — a cidade dos anões
Você chega em Wrocław à tarde e a cidade vai te conquistar na hora. O Rynek (praça principal) é colorido, vibrante e enorme. Passeie, sente-se no terraço de um dos cafés e observe o movimento.
E depois comece a caçar os anõezinhos! Sim, Wrocław é famosa por centenas de pequenas estátuas de bronze de anões (krasnale) espalhadas por toda a cidade. Surgiram como símbolo de um movimento de oposição e hoje já são mais de 300. Nós encontramos uns vinte em uma noite e foi uma diversão enorme — o Lukáš ficou quase obcecado. 😅 Existe até um mapa dos anões, baixe no celular.
À noite, passeie pela Ostrów Tumski — a ilha da catedral, que fica lindamente iluminada depois de escurecer. As luminárias são acesas manualmente todas as noites por um lampião — é um dos últimos bairros tradicionais na Europa onde isso ainda acontece.

Onde comer em Wrocław
- Konspira — restaurante com temática retrô socialista, comida surpreendentemente excelente. Conceito divertido.
- Bernard — restaurante elegante com cozinha polonesa moderna. Um pouco mais caro, mas vale a pena para um jantar especial.
- Pierogarnia Stara Pączkarnia — como o nome sugere, pierogi em todas as variações possíveis. Chegue com fome.
Onde se hospedar em Wrocław
Fique no centro — Wrocław é uma cidade compacta e do centro você chega a pé em qualquer lugar. Se quer hospedagem mais barata, mas ainda limpa e estilosa, recomendamos o Legnicka Business Apartments. Ainda mais em conta e bem no centro estão os apartamentos Staycity Apartments Sukiennice 6, porém o estacionamento é mais caro (cerca de 10 €/dia), então vale mais a pena se você não estiver de carro.
Dia 5. Varsóvia — a capital que renasceu das cinzas
De Wrocław a Varsóvia são cerca de 3,5 horas pela autoestrada. Saia de manhã para ter toda a tarde e noite em Varsóvia.
Varsóvia é uma cidade que muita gente subestima. “Por que ir a Varsóvia se Cracóvia é mais bonita?” — ouvimos muito isso. Mas Varsóvia tem algo que nenhuma outra cidade polonesa tem: a história de uma resiliência inacreditável. A cidade foi destruída em 85% durante a Segunda Guerra Mundial e todo o centro histórico foi cuidadosamente reconstruído. Quando você caminha pela Cidade Velha, é difícil acreditar que tudo é uma “cópia” — é lindo.

O que ver em Varsóvia em meio dia
Comece na Praça do Castelo (Plac Zamkowy) com a icônica coluna do rei Sigismundo. Passeie pela Cidade Velha — ruelas estreitas, fachadas coloridas, pequenas galerias. Pare na Praça do Mercado da Cidade Velha para tomar um café.
Depois, siga pela Krakowskie Przedmieście — o bulevar principal cheio de palácios, igrejas e cafés. Se você gosta de Chopin, pare nos bancos de Chopin — bancos interativos espalhados pela cidade que, ao pressionar um botão, tocam suas composições.
À tarde, visite o Museu da Insurreição de Varsóvia — um dos melhores museus que já visitei. Interativo, emocionante, extremamente bem produzido. Conte com no mínimo 2 horas. Entrada: 25 PLN (cerca de 6 €).
Se sobrar tempo, vá ao terraço da Biblioteca da Universidade de Varsóvia — um dos mais belos jardins de cobertura da Europa, e completamente gratuito.
À noite, tome um drink em algum dos bares rooftop nas redondezas da rua Nowy Świat — a vista da cidade iluminada é espetacular.
Onde comer em Varsóvia
- Zapiecek — rede de restaurantes especializados em pierogi. Simples, rápido, barato e gostoso. Ideal para o almoço.
- Warszawa Wschodnia — cozinha polonesa moderna em espaço industrial. Ótimo para jantar.
- Hala Koszyki — food hall com dezenas de barracas. De sushi a hambúrguer e clássicos poloneses. Perfeito para um almoço rápido quando você não consegue se decidir.
Onde se hospedar em Varsóvia
Em Varsóvia recomendo a região do Nowy Świat ou da Cidade Velha — você terá tudo ao alcance. Varsóvia é um pouco mais cara que o resto da Polônia, um quarto duplo sai por 300–600 PLN/noite (70–140 €).
Nossas dicas de hospedagem: Hotel Gromada Warszawa Centrum (hotel confiável a poucos passos do Nowy Świat) ou Hotel Indigo Warsaw Nowy Świat (hotel boutique de design diretamente no bulevar).
Dia 6. Gdańsk e Malbork — pérola hanseática e colosso teutônico
De Varsóvia a Gdańsk são aproximadamente 4,5 horas de carro. Saia bem cedo e pare em Malbork no caminho — fica exatamente na rota e é uma das atrações top de todo o roadtrip.
Manhã: Castelo de Malbork
Malbork (Marienburg) é o maior castelo gótico do mundo. E não é nenhum exagero — quando você para diante dele, o queixo realmente cai. Esse complexo gigantesco de tijolos foi sede do Grão-Mestre da Ordem Teutônica e suas dimensões são simplesmente impressionantes.
A visita ao castelo leva 2,5–4 horas (depende do quanto você se aprofunda). Audioguia disponível em inglês. Entrada: 55 PLN/pessoa (cerca de 13 €) na alta temporada, mais barato no inverno.
💡 DICA: Chegue na abertura (9h), para evitar os grupos organizados de Gdańsk, que chegam por volta das 10h–11h.
Tarde e noite: Gdańsk
Você chega em Gdańsk por volta do almoço e uma das cidades mais lindas da Polônia espera por você. Gdańsk parece um pouco com Amsterdã — casas altas e estreitas em fila, canais, guindastes portuários. Só que em vez de tulipas, aqui o cheiro é de peixe frito e há lojas de âmbar por todo lado. ☺️
Comece caminhando pelo Długi Targ (Mercado Longo) — a rua principal da Cidade Velha com a icônica Fonte de Netuno. Caminhe até o rio Motława e admire o Żuraw — o guindaste portuário medieval que é símbolo da cidade.
Depois, visite o Centro Europeu de Solidariedade — museu moderno dedicado ao movimento Solidariedade e a Lech Wałęsa. Mesmo que história contemporânea não seja sua praia, este museu é tão bem feito que te prende. Entrada: 25 PLN (cerca de 6 €).
À noite, jante no calçadão do rio Motława — os restaurantes com vista para a Cidade Velha iluminada são românticos de doer.

Onde comer em Gdańsk
- Pierogarnia Mandu — os melhores pierogi de Gdańsk. Russos, de carne, de espinafre — todos excelentes.
- Goldwasser — restaurante tradicional de Gdańsk bem no rio. Um pouco mais caro, mas a atmosfera e a vista compensam. Peça peixe — afinal, estamos no litoral.
- Jopengasse — bar de cerveja artesanal com cervejaria própria e boa comida. Gdańsk tem uma cena de craft beer surpreendentemente forte.
Onde se hospedar em Gdańsk
Em Gdańsk recomendo hospedagem na Cidade Velha ou na vizinha Sopot (cidade termal a 15 minutos de carro, com lindo calçadão de praia). Para a primeira visita a Gdańsk, o ideal é mesmo se hospedar no centro histórico ou nas proximidades. Você terá todas as principais atrações ao alcance e vai curtir a atmosfera das ruas antigas também à noite.
Dicas de hospedagem
- Radisson Blu Hotel – diretamente no rio Motława com vista para o centro histórico
- Hotel Gdańsk Boutique – hotel elegante no bairro portuário
Meio-termo:
Mercure Gdańsk Stare Miasto – hotel de rede confiável perto da Cidade Velha
Para viajantes econômicos:
- Olympic – old town – hostel limpo e agradável, a partir de 130 PLN por noite com café da manhã
- Trip & Hostel – hostel moderno pertinho do centro com cozinha compartilhada
Se procura hospedagem longe do burburinho turístico, considere os bairros Wrzeszcz ou Oliwa. Têm boa conexão de transporte público com o centro e oferecem um ambiente mais tranquilo.
Dia 7. Península de Hel — no fim do mundo (quase literalmente)
O último dia do roadtrip pela Polônia pertence a um lugar que tem provavelmente o melhor nome do mundo — Hel. A Península de Hel é uma faixa estreita de terra (em alguns pontos com apenas 200 metros de largura!) que se estende por 35 km adentro do Mar Báltico. De um lado, a baía calma; do outro, mar aberto com ondas. É um dos lugares mais bonitos de toda a Polônia e o encerramento perfeito para o roadtrip.
De Gdańsk até Hel são cerca de 1,5–2 horas de carro — a estrada passa por Władysławowo e depois segue por uma estrada estreita por toda a península. Se for no verão, conte com engarrafamentos — nesse caso considere pegar uma balsa de Gdańsk ou Gdynia (cerca de 1,5 hora de travessia e uma experiência linda por si só).

O que fazer na Península de Hel
A cidadezinha de Hel na ponta da península é pequena, pesqueira e encantadora. Caminhe até o farol (entrada no mirante por poucos PLN), visite o Focarium — um pequeno centro de resgate de focas, onde você pode ver adoráveis focas cinzentas (entrada: 10 PLN / cerca de 2,30 €). É especialmente para famílias com crianças, mas convenhamos — focas são fofas em qualquer idade.
A principal atração de Hel, porém, são as praias. Largas, de areia e surpreendentemente limpas. Do lado da baía a água é mais calma e mais quente (relativamente — ainda é o Báltico 😅); do lado do mar aberto é o paraíso do kitesurf e windsurf. Hel é na verdade um dos melhores spots de kitesurf da Europa.
No caminho de volta, pare em Jastarnia ou Jurata — ambas cidadezinhas têm praias lindas e agradáveis restaurantes de peixe.
Se quiser saber mais sobre Hel, dê uma olhada no nosso artigo detalhado sobre a Península de Hel.
Onde comer em Hel
- Kutter (Hel) — restaurante de peixe bem no porto. O bacalhau frito e o fish & chips são ótimos aqui. Simples, fresco e a preço justo.
- Maszoperia (Jastarnia) — bistrô de peixe tradicional com vista para o mar. Peça a pesca do dia.
- Café Hel — cafeteria pequena no fim do mundo. Café, bolo e vista para o farol. O que mais pedir?
Onde se hospedar em Hel
Se quiser dormir em Hel (recomendo — uma caminhada noturna pela praia vazia ao pôr do sol é inesquecível), a hospedagem é mais simples e modesta que nas grandes cidades. Conte com 200–350 PLN/noite (47–82 €) por quarto duplo.
Nossas dicas de hospedagem: Hotel Jastarnia (hotel clássico pertinho da praia em Jastarnia) ou Baltic Sands (apart-hotel moderno na cidadezinha de Hel).
Outra opção é voltar para Gdańsk e dormir lá — fica a uma hora e meia de carro.
Dicas práticas para finalizar
O que levar na mala
O clima polonês é imprevisível — mesmo no verão pode fazer frio nos Tatras e ventar em Gdańsk. Leve roupas em camadas. E se planeja trilhas, calçados de qualidade são essenciais — dê uma olhada no nosso artigo sobre os melhores calçados para trilha. Se quiser viajar só com bagagem de mão, confira nosso guia de como fazer a mala para bagagem de mão.
Seguro viagem
Para brasileiros viajando para a Polônia, o seguro viagem é obrigatório para entrar no Espaço Schengen — então não se esqueça de contratar um antes de viajar. Além da exigência, ele é especialmente importante por causa das atividades nos Tatras. Para viagens mais curtas recomendamos pesquisar no Seguros Promo ou na Allianz Travel. Para viagens mais longas, vale conhecer o SafetyWing.
Internet e eSIM
Diferente dos europeus que usam roaming EU, brasileiros precisam de um chip local ou eSIM para ter internet na Polônia. A boa notícia é que existem ótimas opções de eSIM internacional — dê uma olhada na nossa review da Holafly eSIM, que funciona muito bem na Europa e você ativa antes mesmo de sair do Brasil.
Estacionamento nas cidades
Estacionar nos centros das cidades polonesas é pago e às vezes um pouco caótico. Em Cracóvia e Varsóvia recomendo estacionar em garagens subterrâneas (30–50 PLN/dia, ou seja, 7–12 €). Em cidades menores como Wrocław ou Gdańsk a situação é um pouco melhor. A maioria dos hotéis oferece estacionamento por uma taxa extra ou gratuitamente.
Aplicativos para a viagem
- Google Maps — a navegação funciona perfeitamente na Polônia
- Jakdojade — app polonês de transporte público, caso precise
- Krasnale.pl ou Wrocław Official — mapa dos anõezinhos em Wrocław 😁
Leia também: mais artigos sobre a Polônia
Quer explorar algumas paradas com mais detalhes ou estender o roadtrip? Aqui vão mais dicas:
- O que ver em Cracóvia — guia detalhado da cidade real
- Wrocław (Breslávia) — a cidade dos anões e praças coloridas
- Gdańsk — pérola hanseática no Mar Báltico
- Península de Hel — praias e cidadezinhas pesqueiras no fim do mundo
- Lagos da Masúria — dica para estender o roadtrip para o nordeste
- Parques de diversão na Polônia — dicas para quem viaja com crianças
Perguntas frequentes sobre o roadtrip pela Polônia
Antes de pegar a estrada, aqui estão as respostas para as perguntas que mais recebemos dos leitores sobre o roadtrip de 7 dias pela Polônia.
A Polônia é segura para um roadtrip?
Sim, a Polônia é um país muito seguro. As estradas estão em bom estado (principalmente as autoestradas), as pessoas são simpáticas e a criminalidade é baixa. A única coisa a ficar atento são furtos de carteira nos centros turísticos de Cracóvia e Varsóvia — mas isso vale para qualquer grande cidade europeia.
Quanto custa o pedágio na Polônia?
A maioria das autoestradas polonesas é gratuita para carros de passeio. O trecho pago é a A4 entre Katowice e Cracóvia (cerca de 30 PLN / 7 €) e alguns trechos curtos da A2. O pedágio é pago nas cabines em dinheiro ou cartão — você não precisa de nenhum adesivo eletrônico para veículos de passeio.
Dá para fazer o roadtrip pela Polônia sem carro?
Teoricamente sim — a Polônia tem uma boa rede ferroviária (PKP Intercity) e ônibus interurbanos (FlixBus, PolskiBus). O trecho Cracóvia–Varsóvia–Gdańsk dá para fazer tranquilamente de trem. O problema é Zakopane (ônibus de Cracóvia), Wieliczka (trem suburbano) e principalmente a Península de Hel (ônibus ou balsa). Sem carro é possível, mas você perde muita flexibilidade e tempo.
Qual a melhor época para o roadtrip pela Polônia?
Maio–junho e setembro são ideais — temperaturas agradáveis, menos turistas e hospedagem mais barata. O verão (julho–agosto) também funciona, mas Zakopane e o litoral ficam superlotados. O inverno é menos indicado para roadtrip por causa do clima e dos dias mais curtos.
Preciso de vinheta de autoestrada na Polônia?
Não. A Polônia não tem sistema de vinheta de autoestrada como alguns países europeus. Paga-se apenas pedágio em trechos selecionados diretamente nas cabines. Para carros de passeio até 3,5 toneladas, você não precisa nem do registro no e-TOLL.
7 dias são suficientes para o roadtrip pela Polônia?
Para a rota básica Cracóvia–Zakopane–Wrocław–Varsóvia–Gdańsk–Hel, 7 dias é suficiente, mas você vai ficar em movimento. Se quiser relaxar mais, recomendo 10–14 dias — acrescente os Lagos da Masúria (uma região absolutamente deslumbrante), Toruń (a cidade do pão de mel) ou spas e termas.
E se eu viajar com crianças?
A Polônia é ótima para um roadtrip em família. O Focarium em Hel, a mina de sal de Wieliczka, a caça aos anõezinhos em Wrocław, as praias de Gdańsk — as crianças vão adorar. E se procura parques de diversão, confira nosso guia dos melhores parques de diversão na Polônia. A única coisa que eu não levaria crianças pequenas é Auschwitz — é recomendado a partir de 14 anos.
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