O direito à bagagem para crianças no avião não depende apenas da companhia aérea, mas principalmente da idade da criança e do tipo de passagem comprada. As regras mudam radicalmente dependendo se você viaja com um bebê no colo ou já com uma criança maior em assento próprio.
Enquanto as companhias tradicionais costumam ser generosas, um bebê de colo nas low cost muitas vezes não tem direito a nenhuma bagagem de mão. Felizmente, a maioria das transportadoras permite despachar carrinho e cadeirinha gratuitamente como equipamento especial, além dos limites normais.
Reuni de forma bem organizada tudo o que você pode levar grátis e com o que tomar cuidado na hora de fazer as malas. Você vai descobrir pelo que terá de pagar a mais e se vale a pena comprar uma malinha de viagem própria para os pequenos.

Resumo
- Bebê de colo até 2 anos não tem direito à bagagem de mão clássica, mas a maioria das companhias oferece a chamada baby bag (bolsa de itens) e o transporte do carrinho grátis.
- Criança acima de 2 anos já precisa ter assento próprio e, com isso, ganha o mesmo limite de bagagem de mão que um passageiro adulto na mesma tarifa.
- Ryanair permite para o bebê uma bolsa de até 5 kg (45 × 35 × 20 cm) e aceita as malinhas infantis Trunki como bagagem de mão grátis para crianças de 2 a 11 anos.
- Wizz Air oferece para o bebê uma bolsa de 40 × 30 × 20 cm, mas proíbe totalmente qualquer carrinho elétrico.
- Smartwings exige que o carrinho esteja embalado em saco ou plástico antes de ser entregue, senão não aceitam eventual reclamação por dano.
- Líquidos para crianças como papinhas ou leite estão isentos do limite de 100 ml, mas a fiscalização pode querer vê-los ou até provar.
- Roupa reserva para os pais é absolutamente indispensável — coloque na bagagem de mão para casos de acidentes inesperados durante o voo.
10 coisas que você precisa saber sobre bagagem para crianças no avião
Vamos agora dar uma olhada em todas as regras que você, como pai ou mãe, deveria conhecer.
1. A regra de ouro das três variáveis: a que você tem direito
Antes de começar a comprar malinhas infantis e sacos de compressão, você precisa entender em qual categoria seu filho realmente se enquadra. As companhias aéreas dividem a bagagem infantil em três regimes completamente diferentes. A primeira categoria é o bebê de colo entre 0 e 2 anos, que não tem assento próprio comprado. Você paga por ele apenas uma taxa fixa (ou 10% da tarifa do adulto) e a criança não tem direito à bagagem de mão clássica. Em vez disso, a maioria das transportadoras permite a chamada baby bag, ou seja, uma bolsa de troca com os itens da viagem. Além disso, você tem direito, é claro, ao transporte gratuito de equipamento infantil, como carrinho ou cadeirinha.
A segunda possibilidade é o bebê até 2 anos com assento próprio comprado. Esse é o momento crítico em que muitos pais erram. Se você decidir por mais conforto e comprar uma passagem própria para o bebê, as regras do jogo mudam. ⚠️ As regras variam de transportadora para transportadora, mas muitas vezes a criança perde o direito à bolsa de troca especial e ganha a bagagem de mão clássica, como um adulto. O direito ao transporte gratuito do carrinho, claro, não se perde, mas você já não arruma uma bolsa para bebê, e sim uma mochila de cabine normal conforme a tarifa comprada. Sempre confirme essa mudança com a sua companhia aérea.
O terceiro grupo são as crianças acima de 2 anos, que por lei já precisam ter assento próprio. Nesse momento, valem para elas exatamente as mesmas regras de bagagem que para os passageiros adultos. A criança tem direito à mesma bagagem de mão que você pagou. Mas os itens infantis, como carrinho ou cadeirinha, felizmente continuam grátis mesmo para crianças maiores. A Ryanair mantém esse benefício até os 11 anos de idade, enquanto a Wizz Air vai até os 14 anos. Em voos de longa distância, esses limites de idade podem variar.
💡 Dica: Se você planeja comprar um assento próprio para a criança até 2 anos por causa da cadeirinha, confirme antes se ela é certificada para uso em avião. Nem toda cadeirinha pode ir a bordo e ela precisa ter uma etiqueta especial, senão nem deixam você entrar na cabine com ela.
2. Bolsa para bebê de colo por companhia aérea

Se você viaja com o bebê no colo, o tamanho da sua bolsa de troca vai variar drasticamente dependendo de com quem você voa. A Ryanair permite uma bolsa de até 5 kg com dimensões máximas de 45 × 35 × 20 cm. Além disso, você tem direito a dois itens de equipamento infantil grátis, geralmente carrinho e cadeirinha. Pela nossa experiência de viagens, posso confirmar que nesse tamanho cabem fraldas, comida e roupa reserva para um voo europeu comum sem nenhum problema.
A concorrente Wizz Air oferece para o bebê uma bolsa de até 10 kg, que precisa respeitar as dimensões de 40 × 30 × 20 cm. Junto disso, você tem grátis um carrinho dobrável ou uma cadeirinha. A britânica easyJet tem regras um pouco mais generosas e permite uma bolsa de troca de 45 × 36 × 20 cm. Além disso, você pode levar, como um dos dois itens de equipamento gratuitos, também uma mochila cangureira, o que costuma ser um problema com outras transportadoras.
Na charter Smartwings o bebê viaja sem direito a bagagem própria, mas carrinho, berço de viagem e cadeirinha são transportados grátis. Entre as companhias tradicionais, a KLM se destaca, permitindo bolsa para o bebê de até 12 kg, o limite mais generoso entre as transportadoras comparadas. Já a Lufthansa chega a permitir que o bebê tenha bagagem despachada própria de até 23 kg. ⚠️ Mas essa regra na Lufthansa vale mais para tarifas superiores; nas mais baratas, confirme sempre na tabela de preços atualizada.
💡 Dica: Não importa com quem você voa, leve sempre a bolsa de troca como bagagem maleável (por exemplo, uma mochila). Uma bolsa flexível é fácil de comprimir embaixo do assento, enquanto com uma malinha rígida você poderia ter um problema chato no portão de embarque em dimensões menores.
3. Bagagem para crianças acima de 2 anos com assento próprio
Assim que seu filho comemora o segundo aniversário, do ponto de vista das companhias aéreas ele se torna um passageiro pleno. Isso significa o fim das bolsas de troca especiais grátis. A partir desse momento, a criança tem direito exatamente à bagagem que consta na passagem dela. Se você comprar a tarifa mais barata de uma low cost, a criança tem direito apenas a uma mochilinha embaixo do assento. Se comprar uma tarifa com prioridade, ela pode levar também uma malinha na cabine.
A boa notícia é que o direito ao equipamento infantil grátis não acaba aí. Ter um filho de três anos não significa que você vai pagar pelo carrinho dele como se fosse equipamento esportivo. A maioria das transportadoras ainda permite levar carrinho ou cadeirinha até o avião totalmente de graça. Como mencionei, na Ryanair isso vale até os 11 anos, então mesmo para uma criança maior você pode despachar sem custo o assento de elevação do carro.
Os pais costumam perguntar como funciona levar o carrinho a bordo. A maioria das companhias exige a entrega do carrinho no portão de embarque (o chamado gate-check). Se você quer levar um carrinho ultracompacto direto para a cabine, no compartimento acima da cabeça, geralmente precisa, nas low cost, ter comprado a bagagem grande de cabine, que substituiria esse carrinho. Nosso Joolz Aer até cabe no compartimento, mas na tarifa básica não nos deixariam levá-lo à cabine sem taxa extra.
💡 Dica: Se você pretende usar a cadeirinha no avião para uma criança acima de 2 anos, ela sempre precisa ter um assento próprio comprado, junto à janela. As companhias não permitem colocar a cadeirinha no corredor ou no meio, porque, em caso de evacuação, ela bloquearia o caminho dos outros.
4. Malinha infantil Trunki e bicicletas de equilíbrio no avião
As malinhas infantis de plástico em que dá para andar montado (a mais conhecida é a marca britânica Trunki) são hoje um enorme sucesso nos saguões dos aeroportos. O problema é que, com suas dimensões rígidas, elas muitas vezes ultrapassam o limite da bagagem pequena embaixo do assento. Mas aqui vem uma ótima notícia para quem voa com a transportadora irlandesa. A Ryanair aceita essas malinhas como bagagem de mão grátis para crianças de 2 a 11 anos, mesmo quando as dimensões oficiais não são respeitadas.
Mas tem um detalhe importante. O pessoal do portão muitas vezes desconhece completamente essa exceção. É comum os agentes quererem cobrar essa malinha dos pais na hora. Por isso, tenha sempre pronta no celular a página oficial da Ryanair, para poder mostrar tranquilamente essa regra. Nas outras low cost, como Wizz Air ou easyJet, não existe nenhuma exceção geral desse tipo. Se ali a malinha ultrapassar as dimensões da bagagem básica, você terá de pagar a mais por uma bagagem de cabine maior.
E como fica com as populares bicicletas de equilíbrio ou patinetes? Aqui eu talvez te decepcione. Bicicletas de equilíbrio não são consideradas equipamento infantil tipo carrinho (baby items) pelas companhias. As aéreas as classificam estritamente na categoria de equipamento esportivo, pelo qual se pagam taxas nada baratas. Então, se você vai viajar com uma bicicleta de equilíbrio, prepare a carteira para a taxa de carga esportiva volumosa.
💡 Dica: Avalie se a malinha infantil montável realmente vale a pena. A mala de plástico é bastante pesada por si só e vai tirar quilos preciosos do seu limite de peso, que você poderia usar para coisas mais práticas ou roupa reserva.
5. Mochilinha infantil como segunda bagagem

Parece uma ótima ideia. Você compra para o filho de três anos uma mochilinha linda com o desenho favorito e ele carrega os próprios brinquedos sozinho. Mas a física de arrumar a mala e a psicologia infantil funcionam de um jeito bem diferente no aeroporto. Principalmente se você viaja na tarifa básica mais barata com uma low cost, a mochilinha infantil pode virar uma armadilha inesperada.
Imagine a situação. Segundo as regras, você tem sua mochila nas costas. A criança tem a mochilinha dela. Além disso, você empurra o carrinho e segura os passaportes na mão. A criança carrega a mochilinha fofa com entusiasmo por exatos cinco minutos. Depois começa a doer o braço, a mochila aperta as costas, ou ela simplesmente joga tudo no chão no meio do terminal. Adivinha quem vai acabar carregando? Exatamente, você. De repente você está com sua mochila nas costas, a bolsa de troca em um ombro, a mochilinha infantil na mão e, com a outra mão, tentando dobrar o carrinho na esteira da inspeção de segurança.
Se você viaja na tarifa básica, em que só há mochila embaixo do assento, a mochilinha infantil simplesmente não dá conta de uma viagem inteira. Uma estratégia bem melhor é comprar, para pelo menos um adulto, uma tarifa superior que inclua a malinha de bordo clássica com rodinhas. A malinha você leva confortavelmente com uma mão, mantém a mochila pessoal nas costas e fica com a outra mão livre para a criança.
💡 Dica: Dê a mochilinha própria à criança só se ela realmente quiser, mas coloque nela apenas um brinquedo leve e um lanche. Coisas pesadas não podem ir na bagagem infantil, senão é você quem vai se curvar sob o peso já no check-in.
6. O que colocar na bagagem de mão das crianças
Você não arruma a bagagem de mão pensando no voo ensolarado perfeito. Arruma pensando na situação em que o avião atrasa três horas e a mala despachada nem sequer aparece na esteira no destino. Tudo o que você realmente precisa para sobreviver às primeiras 24 horas tem de estar com você na cabine. E isso exige um pouco de planejamento estratégico.
Comece a distribuir as distrações para as crianças só quando o tédio bater. O embarque, o táxi na pista e a própria decolagem são visualmente interessantes o suficiente para as crianças. Se você usar todas as cartas antes de o avião sair do chão, não terá absolutamente nada para o resto do voo. Tente embrulhar os brinquedos novos em papel comum, porque o próprio ato de desembrulhar rende uns bons dez minutos de atividade para a criança.
Entre os salvadores da pátria estão coisas que não ocupam espaço nenhum. Um simples bloquinho de post-it e uma caneta fazem milagres. Você desenha rostinhos neles e a criança pode colá-los na mesinha ou na janela. Saem fácil e não deixam cola. Ótimos também são os adesivos reutilizáveis para janela ou os livrinhos de pintura com água. Ao avião, por outro lado, não pertence nada que toque, pisque, esfarele ou seja composto por cem peças minúsculas.
💡 Dica: Considere investir em um bom fone infantil com limitador de volume. A cabine do avião costuma ser um ambiente extremamente barulhento e os fones comuns fariam a criança colocar os desenhos em um volume alto e prejudicial. O ideal é um modelo que funcione por Bluetooth, mas tenha também um cabo clássico para conectar ao sistema de bordo.
7. Fraldas, papinhas e comida na bagagem de mão

Um erro comum dos pais é tentar enfiar na bagagem de mão o estoque completo de fraldas para a viagem inteira. Fraldas são extremamente volumosas e devoram todo o precioso espaço da mochila. A regra é clara: calcule o consumo do trajeto entre a porta de casa e o hotel e acrescente uma reserva razoável para um eventual atraso. Não leve mais fraldas do que isso para a cabine, você as encontra em qualquer lugar do mundo.
Quanto à comida infantil, as regras são tolerantes com os pais. A papinha e o leite materno ou fórmula estão isentos do limite de 100 ml. Você pode levar a quantidade necessária para a viagem e não precisa espremê-los no saquinho transparente de um litro. Mas a prática varia de aeroporto para aeroporto. Os agentes de segurança podem pedir que você abra o frasco ou, eventualmente, exigir uma amostra do conteúdo.
Mas fique muito atento de onde você embarca. As regras de segurança e os limites de líquidos podem mudar de país para país e de aeroporto para aeroporto, então confirme sempre as normas atuais do aeroporto de partida. Em geral, para voos com destinos fora da zona sem controle de fronteira ainda vale o limite rigoroso de 100 ml para líquidos comuns. O protetor solar, aliás, não conta como medicamento infantil e os limites valem para ele integralmente.
💡 Dica: Alimentar a criança na decolagem e no pouso ajuda a equalizar a pressão nos ouvidos. Prepare lanches divididos em muitos pedacinhos que se comem devagar (por exemplo, salgadinhos crocantes ou passas), para que durem toda a manobra de descida.
8. Roupa reserva para os pais e sacos Ziploc
Todo pai ou mãe responsável sabe que deve levar roupa reserva para a criança. A maioria leva até duas mudas de uma vez. Mas o que a esmagadora maioria dos pais esquece no primeiro voo com o bebê é a roupa reserva para si mesmo. E esse costuma ser um erro fatal.
Imagine que seu filho de oito meses vomita completamente em você logo depois da decolagem, ou acontece um grande acidente com a fralda. Passar as horas seguintes de voo numa cabine com ar-condicionado, com a roupa suja e fedida, é literalmente um suplício. Por isso, coloque sempre na mochila embaixo do assento uma camiseta simples de algodão e, se possível, uma legging leve para você. Enrole tudo num rolinho pequeno, quase não ocupa espaço, mas em uma situação de crise salva a sua sanidade.
E não esqueça de jogar na bolsa pelo menos dois sacos plásticos com fecho hermético (Ziploc) vazios. Quando o acidente acontecer, você vai precisar fechar as coisas sujas e molhadas hermeticamente em algum lugar, para não estragar o resto e não contaminar o ambiente com o cheiro. Lembre-se também de uma regra absolutamente essencial. Fraldas usadas vão sempre e sem exceção para a lixeira. Nunca as jogue no vaso do avião. Os banheiros funcionam por sucção a vácuo e uma fralda cheia de gel entope na hora o encanamento de toda a aeronave.
💡 Dica: A roupa reserva da criança e a sua arrume em sacos de compressão. Além de economizar um monte de espaço tirando o ar, o principal é que você terá as roupas limpas perfeitamente separadas do resto da bolsa.
9. Pegadinhas do equipamento infantil e da mochila cangureira
Praticamente toda companhia aérea leva o carrinho de graça. Na maioria das vezes você segue com ele até o portão de embarque, ali simplesmente o dobra e o pessoal o guarda no compartimento de carga. Mas tome muito cuidado com carrinhos elétricos e motorizados; a Wizz Air, por exemplo, não os transporta de jeito nenhum, nem na cabine nem no porão.
Se você gosta de trilhas na montanha e, em vez do carrinho, prefere uma mochila cangureira rígida, a situação complica. Um canguru de tecido macio ou um sling passa sempre, você o veste. Mas a mochila cangureira com estrutura metálica depende inteiramente da companhia aérea. A britânica easyJet tem a mochila cangureira explicitamente permitida na sua lista de equipamento grátis. Já na Ryanair é comum aplicarem a taxa de bagagem volumosa, porque ela não consta na lista oficial de itens gratuitos. Confirme sempre com antecedência.
Um capítulo específico é o voo com a companhia Smartwings, com a qual você provavelmente viaja num pacote de verão de agência. A Smartwings tem nas condições uma frase discreta, mas crítica. A transportadora não se responsabiliza por danos a carrinhos não embalados. Isso significa que um saco de proteção adequado para o carrinho, ou embalá-lo bem com plástico no aeroporto, não é só uma recomendação estética, mas condição absoluta para que uma eventual destruição do carrinho seja ressarcida.
💡 Dica: Pouco antes de embarcar, ainda no terminal, coloque na criança a chamada “fralda dupla”. As trocadores nos banheiros do avião são extremamente pequenos e manobrar uma criança maior ali lembra uma luta livre dentro de uma cabine telefônica. Quanto mais você adiar a necessidade de trocar no ar, melhor.
10. O que fazer quando a bagagem se perde ou atrasa

Embora, felizmente, isso ainda nunca tenha acontecido conosco, é bom saber como agir quando você está na esteira do destino e sua mala (ou o carrinho) não aparece. A regra mais importante é: nunca saia da zona de trânsito do aeroporto sem um protocolo registrado.
A bagagem atrasada ou perdida você precisa comunicar imediatamente no balcão de reclamação de bagagem (Baggage Claim / Lost and Found), que fica sempre antes da saída do saguão. O funcionário registra com você o chamado protocolo PIR (Property Irregularity Report) e te dá um número de referência. Sem esse documento você não tem nada em mãos e a companhia aérea nem vai continuar a conversa com você.
Se a bagagem ou o carrinho chegarem fisicamente danificados, as regras seguem a Convenção de Montreal. O dano precisa ser comunicado por escrito à companhia em no máximo 7 dias após o recebimento da bagagem. Mais uma vez, o melhor é registrar o relato já no aeroporto. Se você só perceber o carrinho danificado no hotel, não espere: fotografe todos os detalhes e envie imediatamente o formulário oficial pelo site da transportadora.
💡 Dica: Antes de entregar no aeroporto a mala despachada ou o carrinho, fotografe tudo com o celular. Assim, quando no balcão de achados e perdidos perguntarem como exatamente era a sua mala preta, você simplesmente mostra a foto detalhada, o que acelera enormemente a busca.
Resumo prático e preços de referência
Para você não se perder nesses limites, preparei uma tabela clara do que um bebê até 2 anos sem assento próprio tem direito nas transportadoras mais comuns. Todos os dados são válidos para o ano de 2026.
| Companhia aérea | Bolsa para bebê (Baby Bag) grátis | Equipamento infantil grátis |
|---|---|---|
| :— | :— | :— |
| Ryanair | 1 bolsa de até 5 kg (máx. 45 × 35 × 20 cm) | 2 itens (carrinho, cadeirinha, berço) |
| Wizz Air | 1 bolsa de até 10 kg (máx. 40 × 30 × 20 cm) | Carrinho (não elétrico) OU cadeirinha |
| easyJet | 1 bolsa de troca (máx. 45 × 36 × 20 cm) | 2 itens (incluindo mochila cangureira) |
| Smartwings | Sem direito a bolsa (confirme com a transportadora ⚠️) | Carrinho (embalado!), berço, cadeirinha |
| KLM | 1 bolsa de até 12 kg | Carrinho (gate-check) |
| Lufthansa | Bagagem despachada de até 23 kg (confirme a tarifa ⚠️) | Carrinho dobrável e cadeirinha |
Para onde ir a seguir
Se você vai viajar em família, dê uma olhada também nos nossos outros artigos cheios de informações práticas:
- De avião com crianças: guia completo
- Carrinho de bebê no avião
- Cadeirinha no avião
- Bagagem Ryanair: dimensões, peso e taxas
- Bagagem Wizz Air
- Bagagem easyJet
- Bagagem Smartwings
- Mochila para o avião: como escolher a certa
- Kit de primeiros socorros de viagem: o que levar
Perguntas frequentes
O lanche infantil conta no limite de líquidos?
Alimentos infantis, papinhas em saquinho e leite necessários para a duração do voo estão isentos do limite de 100 ml. Você não precisa colocá-los no saquinho transparente, mas a segurança do aeroporto pode solicitar que você os abra ou prove.
Posso levar a mala infantil Trunki na cabine gratuitamente?
Na Ryanair sim, eles aceitam como bagagem de mão gratuita para crianças de 2 a 11 anos, mesmo não cumprindo as dimensões. Mas em outras companhias low-cost (Wizz Air, easyJet) você terá que pagar como bagagem de cabine maior.
Um velocípede conta como carrinho de bebê?
Não, as companhias aéreas não consideram velocípedes e patinetes como equipamento infantil gratuito. Eles são tratados como equipamento esportivo, pelo qual você pagará uma taxa considerável de acordo com a tabela de preços da companhia.
O que acontece se eu comprar um assento próprio para uma criança menor de 2 anos?
A criança ganha mais conforto e o limite para bagagem de mão clássica como um adulto, mas frequentemente perde o direito à bolsa especial de troca (baby bag). Sempre confirme essa mudança com sua companhia aérea.
Preciso embalar o carrinho antes de despachá-lo no avião?
Depende da companhia, mas por exemplo a Smartwings tem em suas condições explicitamente indicado que não se responsabiliza por danos a carrinhos não embalados. O uso de uma capa protetora ou filme plástico é absolutamente necessário para uma eventual reclamação.
Posso levar para a cabine um mochilão porta-bebê com estrutura metálica?
Na easyJet o mochilão porta-bebê é explicitamente permitido como um dos equipamentos infantis gratuitos. Mas na Ryanair e Wizz Air você provavelmente terá problemas e podem cobrar taxa por bagagem fora das dimensões.
Quando devo informar sobre um carrinho danificado após o voo?
De acordo com a Convenção de Montreal, você deve informar por escrito à companhia aérea sobre danos à bagagem ou carrinho no máximo em até 7 dias após o recebimento. O ideal, porém, é preencher o relatório (PIR) diretamente no aeroporto no balcão de reclamações.
