Pode acreditar: se o que mais te atrai nas férias é explorar o fascinante mundo submarino, então Sharm el-Sheikh, no Egito, é provavelmente exatamente o destino que você procura. Imagine um balneário na pontinha sul da Península do Sinai que está entre os melhores pontos de mergulho do mundo — e com toda razão, porque os recifes de coral mais lindos começam muitas vezes a poucos metros da praia, enquanto às suas costas se erguem as dramáticas e áridas montanhas do Sinai.
Sharm el-Sheikh é um Egito um pouco diferente daquele que eu imaginava dos catálogos clássicos de agências de viagem, porque no lugar de praias rasas e infinitas de areia fininha para crianças pequenas, aqui reinam falésias íngremes, pontões de madeira e um mundo subaquático cheio de cores inacreditáveis. Em resumo, é o destino ideal para mergulhadores e snorkelistas apaixonados, casais românticos, mas também para famílias que escolherem com esperteza um resort com lagoa protegida.
Neste guia completo você vai encontrar 13 dicas concretas do que ver e fazer em Sharm el-Sheikh para aproveitar suas férias ao máximo. Vamos passar pelo famoso Parque Nacional Ras Mohammed, te dou as melhores dicas para escolher os recifes da própria praia e ainda incluo um aviso bem sincero sobre os vendedores insistentes da região. Então acomode-se que vamos voar para o Sinai! ✈️

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro
- Paraíso para mergulhadores: Sharm el-Sheikh é referência mundial em mergulho, com recifes de coral acessíveis direto das praias dos hotéis pelos pontões.
- O visto é uma ciência: Se você ficar só no Sinai, recebe o carimbo gratuito do Sinai, mas para passeios ao Cairo ou ao Parque Nacional Ras Mohammed você precisa obrigatoriamente do visto completo de 25 USD (cerca de 23 €).
- Os melhores mergulhos: O Parque Nacional Ras Mohammed e os recifes da ilha de Tiran estão entre os melhores locais de mergulho do planeta.
- Naufrágio para avançados: O naufrágio do navio SS Thistlegorm, da Segunda Guerra Mundial, é o sonho absoluto de todo mergulhador experiente.
- Atenção às praias: A entrada na água é quase sempre por pontões para proteger os corais, então quem não nada e famílias com crianças pequenas devem procurar hotéis com lagoa artificial.
- Vida noturna: Naama Bay é o coração pulsante (e, sinceramente, um pouco gasto) cheio de vendedores insistentes, enquanto a Soho Square oferece diversão moderna sem ninguém te incomodando.
- Passeios às montanhas: A subida noturna ao Monte Moisés e a visita ao Mosteiro de Santa Catarina são experiências incríveis, mas no topo faz um frio de verdade.
Quando ir a Sharm el-Sheikh
Sharm el-Sheikh é um destino clássico para o ano todo, onde você tem sol e tempo seco praticamente garantidos, mas se quiser viver o melhor momento possível à beira-mar, venha de preferência na primavera ou no outono. Meses como março, abril, maio e depois outubro e novembro oferecem temperaturas absolutamente ideais, que durante o dia ficam entre vinte e cinco e trinta e dois graus, o mar fica na temperatura perfeita e a visibilidade debaixo d’água costuma ser excelente tanto para snorkeling quanto para mergulho.
O verão no Sinai é mesmo só para os maiores amantes do calorão, porque de junho a agosto as temperaturas passam fácil dos trinta e cinco graus e, mesmo com o mar incrivelmente quentinho, ficar direto no sol pode ser bem cansativo. Se for em passeios ao deserto ou ao Mosteiro de Santa Catarina no verão, conte com um calor enorme e leve litros de água engarrafada. Por outro lado, as noites de verão no balneário são longas e deliciosamente quentes.
O inverno em Sharm é uma fuga muito popular do frio europeu, porque durante o dia as temperaturas geralmente ficam em torno de agradáveis vinte e cinco graus, então você esquenta bem. E uma grande vantagem de Sharm el-Sheikh em relação a Marsa Alam é a sua localização numa baía protegida, graças à qual no inverno o vento frio não bate tanto por aqui. A água do Mar Vermelho cai para uns vinte e um graus em janeiro e fevereiro, o que pode exigir uma roupa de neoprene para horas de snorkeling, mas para um banho normal é mais do que suficiente para a maioria. Você encontra informações detalhadas sobre as temperaturas mês a mês no nosso artigo quando ir ao Egito.
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Onde se hospedar em Sharm el-Sheikh
Escolher a localização certa em Sharm el-Sheikh é absolutamente fundamental, porque cada baía oferece uma atmosfera totalmente diferente e, principalmente, um acesso bem distinto ao mar. A cidade se estende ao longo da costa por dezenas de quilômetros e os deslocamentos de táxi podem ser bem cansativos. Se você procura movimento, lojinhas e não se importa com vendedores insistentes ocasionais, escolha hospedagem nos arredores de Naama Bay, uma das poucas que oferece entrada de areia no mar.
Para os snorkelistas apaixonados, porém, a escolha óbvia provavelmente é a região de Sharks Bay ou Ras Um Sid (Hadaba), onde estão os recifes mais lindos acessíveis direto da praia, aos quais você chega de forma incrivelmente cômoda pelo pontão do hotel. Se, ao contrário, você sonha com luxo absoluto e não se importa com um certo isolamento, dê uma olhada na região de Nabq Bay, ao norte, que fica perto do aeroporto e tem os maiores resorts premium.
Aqui estão quatro hotéis concretos em diferentes categorias, com excelentes avaliações e ótima localização:
- Reef Oasis Beach Resort é um lugar incrível na região de El Fanar, com fama de ter o melhor recife caseiro de toda Sharm. A enseada ainda é bem protegida do vento, então mesmo no inverno você curte um snorkeling fantástico direto da praia.
- Grand Rotana Resort & Spa oferece um resort lindo, amplo e bem tranquilo na região de Sharks Bay, onde um jardim cheio de palmeiras desce em terraços até o mar e, debaixo d’água, te esperam jardins de coral exuberantes, perfeitos para explorações matinais.
- Novotel Sharm El Sheikh é perfeito quando você precisa de uma praia de areia adequada para crianças e ao mesmo tempo quer ter a orla de Naama Bay a pé, porque esse hotel tem uma bela parte de praia e também uma zona mais tranquila atrás da estrada.
- Rixos Sharm El Sheikh funciona como o premium absoluto na região de Nabq Bay, com serviço ultra all inclusive de luxo, piscinas enormes e atendimento de primeira. Mesmo sendo um resort mais isolado, pode acreditar: não vai faltar absolutamente nada aqui.
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13 dicas do que ver e fazer em Sharm el-Sheikh
Se você vem pela incrível riqueza submarina do Mar Vermelho ou se prefere as montanhas selvagens e a vida do deserto no Sinai, com certeza não vai se entediar aqui. Então vamos conferir os 13 maiores atrativos que você definitivamente não pode perder.
1. Parque Nacional Ras Mohammed

O Parque Nacional Ras Mohammed fica na pontinha sul da Península do Sinai e é o carro-chefe indiscutível do mergulho egípcio, porque toda a área lembra um enorme aquário infinitamente vivo, onde paredes de coral despencam a centenas de metros de profundidade. Os dois recifes mais famosos, Shark Reef e Yolanda Reef, estão entre os melhores mergulhos do mundo. E junto ao Yolanda Reef ainda repousa, até hoje, a curiosa carga de um navio cipriota afundado, incluindo centenas de vasos sanitários espalhados pelo fundo.
Você pode vir até aqui de duas formas. A opção de barco oferece acesso aos melhores recifes em mar aberto, onde se vê mais vida submarina, mas conte com correntes marítimas muito fortes, mais adequadas para nadadores experientes. Já a opção terrestre, de jipe, é ótima para famílias e fotógrafos entusiasmados, porque no caminho você vê manguezais, lagoas de sal e o mágico Lago dos Desejos (Magic Lake), de onde dá para fazer um snorkeling sensacional direto da margem.
⚠️ Aviso importante: Ras Mohammed fica formalmente fora da zona gratuita do Sinai, então para visitá-lo você precisa obrigatoriamente do chamado visto egípcio completo, de 25 USD (cerca de 23 €), porque o carimbo gratuito “Sinai Only” do aeroporto não basta e os soldados no posto de controle te mandariam de volta sem dó.
2. Recifes da ilha de Tiran

No estreito entre a Península do Sinai e a costa da Arábia Saudita ficam quatro recifes lendários: Jackson, Woodhouse, Thomas e Gordon Reef. As fortes correntes marítimas que passam por esse estreito trazem uma enorme quantidade de nutrientes, o que significa uma coisa só: você vai ver corais moles incrivelmente exuberantes e, sobretudo, gigantescos cardumes de peixes pelágicos. Por isso, os recifes de Tiran são parada obrigatória para quem leva o mergulho minimamente a sério.
Ao contrário de Ras Mohammed, aqui você não precisa do visto completo, basta o carimbo básico do Sinai. Os passeios são organizados exclusivamente em barcos que partem dos portos de Sharm, e uma navegação de dia inteiro custa em torno de 20 a 22 USD (cerca de 18 a 20 €). Para mergulhadores muito experientes, o mergulho de deriva ao longo do lado externo do Jackson Reef é uma das experiências mais dramáticas, porque nos meses de verão aparecem regularmente cardumes de majestosos tubarões-martelo.
Se você vem só para o snorkeling, pode acreditar: ainda assim vale muito a pena, porque os barcos ancoram nas partes mais protegidas dos recifes, sobre jardins de coral mais rasos, onde a água é mais calma, e ali você costuma encontrar enormes raias, moreias e, com um pouco de sorte, ainda é acompanhado por cardumes brincalhões de golfinhos no caminho. ☺️
3. O naufrágio do SS Thistlegorm

Imagine que, para mergulhadores avançados, o naufrágio do navio de carga britânico SS Thistlegorm é mais ou menos como a visita ao Louvre para os amantes da arte. Esse navio de cento e vinte e cinco metros de comprimento foi afundado por bombardeiros alemães no outono de 1941 e hoje repousa no fundo arenoso do Mar Vermelho como um verdadeiro museu militar afundado, porque nos seus enormes porões ainda estão, organizadinhas, motos militares BSA e Norton, caminhões Bedford, jipes, fuzis e até vagões antigos.
Sinceramente, esse mergulho definitivamente não é para iniciantes, porque o convés principal fica a cerca de trinta metros de profundidade e a visibilidade muitas vezes é dificultada por fortes correntes. Por isso, para visitar você precisa mesmo da certificação Advanced Open Water Diver. Normalmente fazem-se dois mergulhos: um de reconhecimento por fora, em que você contorna a enorme hélice e os canhões antiaéreos, e outro de penetração, em que você atravessa os porões escuros entre os veículos enferrujados — uma experiência arrepiante e profundamente emocionante.
O passeio ao Thistlegorm é bem demorado: parte-se normalmente de madrugada ou faz-se dentro de safáris de vários dias em barco. E, como o naufrágio fica no Golfo de Suez, a oeste do Sinai, você está de novo fora da zona gratuita e vai precisar obrigatoriamente do visto egípcio completo.
4. Os recifes nas baías, direto da praia

Enquanto em Hurghada você muitas vezes precisa viajar bastante de barco para ver corais bonitos, Sharm el-Sheikh tem a enorme vantagem de que os recifes de coral acessíveis direto da praia estão entre os melhores de todo o Egito. Assim, você economiza um dinheirão em passeios de barco organizados, porque pode curtir o mais lindo mundo submarino tranquilamente três vezes por dia — basta calçar as nadadeiras e descer os degraus do pontão de madeira do hotel.
O recife caseiro mais bem avaliado fica na região de El Fanar, junto ao hotel Reef Oasis, que ainda é lindamente protegido do vento chato, então não se formam grandes ondas e o banho é uma verdadeira recompensa. Outro snorkeling fantástico oferecem os recifes das regiões de Sharks Bay ou junto ao farol em Ras Um Sid, onde, assim que você mergulha a cabeça, se abre um mundo incrivelmente colorido cheio de peixes-borboleta, cirurgiões e ocasionais tartarugas marinhas.
💡 Dica para snorkelistas: Viajantes experientes concordam que o melhor horário para o snorkeling é bem cedo de manhã (por volta das 7h às 8h), quando o mar está mais calmo, a visibilidade é cristalina graças ao ângulo do sol e, principalmente, os peixes estão mais ativos pela manhã, então você não vai disputar espaço no pontão com dezenas de outros turistas. E, por favor, lembre da regra de ouro: nunca se pisa nos corais e debaixo d’água não se toca em nada!
5. As praias e as baías protegidas

Ao escolher hospedagem em Sharm el-Sheikh, você precisa entender uma coisa bem importante que pega muitos turistas desprevenidos de surpresa: o fato de que a maioria das praias daqui não é de areia com entrada gradual no mar. Como os recifes de coral começam literalmente a poucos centímetros da margem, os resorts constroem longos pontões de madeira e plataformas flutuantes, por onde você atravessa o raso e só entra na água funda depois da borda do recife, para não destruir aqueles corais maravilhosos.
Para mergulhadores e bons nadadores isso é um achado total, mas se você viaja com crianças pequenas, bebês ou não sabe nadar, a entrada pelo pontão direto para vários metros de profundidade pode ser bem desconfortável. Nesse caso, recomendo escolher com muito cuidado um resort que construiu uma lagoa de areia protegida, ou então procurar hospedagem na própria baía de Naama Bay.
💡 Dica de equipamento: Não importa onde você se hospede, leve sapatilhas de água de boa qualidade, porque, apesar da proibição, às vezes as pessoas andam no raso perto da margem e existe o risco real de pisar em ouriços, no venenoso coral-de-fogo ou no peixe-pedra (stonefish), magnificamente camuflado e muito perigoso.
6. A orla de Naama Bay

Naama Bay é historicamente a parte mais antiga e, até hoje, provavelmente o coração mais agitado e pulsante de todo o balneário, onde, ao redor de uma longa enseada com praia clássica de areia, se estende uma orla para pedestres lotada de cafezinhos, restaurantes, bares de narguilé e lojinhas de souvenir. Depois do anoitecer, isso aqui ganha vida total: brilham néons e cada estabelecimento toca a sua música. Então, se você procura vida noturna e o verdadeiro agito de uma grande cidade à beira-mar, está no lugar certo.
Mas preciso ser totalmente sincera com você, porque as experiências de muitos viajantes dos últimos anos mostram claramente que a fama de Naama Bay já meio que desbotou e o lugar parece, em alguns trechos, bem gasto. O maior problema de todos são os vendedores insistentes em frente aos restaurantes e lojas, que conseguem ser bem chatos. Esse simplesmente não é um lugar para os fracos de espírito.
Se mesmo assim você vier dar uma volta à noite, prepare-se para o fato de que os preços nos restaurantes da orla são inflados e muitas vezes ainda cobram uma taxa de serviço escondida e um valor extra pelo pão e pela salada que trazem à mesa sem você pedir. Por isso, sempre confira o preço com antecedência e lembre que um sorridente, mas bem firme, “La, shukran” (Não, obrigado) será provavelmente a sua melhor arma contra todos os vendedores de rua.
7. O Old Market e a mesquita Al Sahaba

Se você quer viver no Sinai pelo menos uma pitada do Egito realmente autêntico, vá uma noite ao bairro de Sharm El Maya, onde fica o chamado Old Market. Nas suas vielas tortuosas você encontra um bazar oriental tradicional que tem um cheiro maravilhoso de especiarias, chá de hibisco e tabacos recém-misturados para narguilé. Ali você compra absolutamente de tudo, de estatuetas de alabastro a bolsas de couro, especiarias e chás. Só tome muito cuidado com as imitações, porque muitos dos chamados papiros são, na verdade, simples folhas de bananeira prensadas.
A pechincha aqui é absolutamente obrigatória e parte fixa da cultura local, então, se o vendedor te disser um preço, pode começar com uma contraproposta pela metade ou um terço do valor e, devagar e com sorriso, chegue a um meio-termo — mas nunca pechinche por coisas que você não quer comprar de verdade. Se o preço não te agradar, simplesmente agradeça e saia sorrindo, porque muitas vezes o vendedor vai te gritar uma oferta melhor ainda da porta da lojinha. 😉
A grande estrela de todo o mercado é a linda mesquita Al Sahaba, concluída há pouco tempo, cuja deslumbrante arquitetura otomana e os dois minaretes de setenta e seis metros de altura a tornam provavelmente a construção mais fotogênica da cidade. A entrada é gratuita, mas só é possível fora dos horários das principais orações e exige rigorosamente roupa adequada e conservadora (joelhos e ombros cobertos por todos, e, no caso das mulheres, também o cabelo). Aliás, até a vista noturna da mesquita iluminada por fora já vale muito a pena.
8. Soho Square

Enquanto Naama Bay representa aquele Egito mais antigo, espontâneo e, sinceramente, às vezes bem chato, a Soho Square é o seu total oposto, porque é um centro de entretenimento moderno, reluzente e perfeitamente conservado, que lembra mais os shoppings europeus de luxo. Ali você encontra restaurantes de primeira, cafés estilosos, butiques de grife e, para as crianças, até uma enorme pista de patinação coberta com gelo de verdade e um gelado Ice Bar, onde você toma uma bebida num copo de gelo — uma experiência bem bizarra no meio do deserto.
A principal atração da praça é a linda fonte dançante, que após as dezenove horas ganha vida com um show regular de luzes e música, tornando-a um programa ideal para famílias com crianças quando, depois de alguns dias, você já enjoou um pouco das animações noturnas do hotel e quer passear num ambiente bonito e limpo.
O maior motivo de tanta gente preferir a Soho Square ao centro mais antigo é, porém, a total ausência de vendedores insistentes na rua, já que aqui as regras são bem rígidas e os comerciantes te deixam passear e olhar as vitrines com calma, sem ninguém te puxar pela manga e empurrar bugigangas. Reina aqui uma atmosfera realmente segura e relaxada, embora você deva se preparar para preços um pouco mais altos, ao estilo europeu.
9. Safári no deserto

Suas férias no Sinai provavelmente não estariam completas se você não fosse explorar aquelas montanhas selvagens e áridas do interior, porque o safári no deserto é um contraste fantástico com os dias de preguiça à beira-mar. A maioria dos passeios começa no fim da tarde, quando você sobe num quadriciclo (quad bike) ou num jipe off-road e parte por estradas de terra entre maciços rochosos monumentais, que o sol poente tinge de um vermelho intenso e maravilhoso.
Tradicionalmente, o programa inclui a visita a uma aldeia beduína, um breve passeio de camelo e, em seguida, um jantar preparado direto na fogueira na areia. Mas a maior experiência de todas é a observação do céu estrelado à noite. No deserto praticamente não há poluição luminosa, então as estrelas brilham com uma intensidade inacreditável e os guias locais muitas vezes emprestam grandes telescópios para observar as crateras da Lua. O preço de um passeio desses gira em torno de 30 a 60 € (cerca de 180 a 360 reais).
💡 Aviso dos fóruns: Tome muito cuidado com pequenos golpes ao contratar os passeios, porque é comum que, nos camelos, peçam mais dinheiro alegando que o que você pagou era só um sinal, e nas locadoras de quadriciclos vale fotografar bem o veículo antes de andar, para não te culparem por arranhões antigos. Recomendo comprar os passeios em agências confiáveis na cidade, onde costumam ser até metade do preço dos vendedores do hotel, mas sempre esclareça com antecedência exatamente o que está incluído no valor.
10. O Mosteiro de Santa Catarina e o Monte Moisés

O passeio ao Mosteiro de Santa Catarina e a subida noturna ao Monte Sinai (o Monte Moisés) é, para muitos, a experiência mais forte de todo o Egito, e não é à toa, porque o mosteiro, situado a mais de 1500 metros de altitude, é um dos mosteiros cristãos em funcionamento contínuo mais antigos do mundo. Costuma-se sair daqui bem tarde da noite (por volta das 20h30), porque a viagem de ônibus desde Sharm leva quase quatro horas e é cheia de curvas intermináveis pelo deserto completamente escuro.
A própria subida à montanha de 2285 metros começa de madrugada, sob a luz das estrelas, e não vou te enganar: o caminho é longo, pedregoso e os 750 degraus finais talhados na rocha são realmente exigentes. Mas a recompensa por todo esse suor e esforço é um nascer do sol absolutamente de tirar o fôlego sobre os picos afiados das montanhas do Sinai, seguido da descida até o mosteiro e da visita ao local onde, segundo a tradição, Deus teria falado com Moisés a partir da sarça ardente. A boa notícia é que essa área fica dentro da zona gratuita, então basta o visto comum do Sinai.
💡 Dica essencial de quem entende: As agências muitas vezes esquecem de avisar os turistas de que, no topo da montanha, mesmo em pleno verão, faz um frio danado e um vento gelado forte, então leve calçado firme, camadas de roupa quente (até gorro e luvas), uma lanterna de cabeça boa e dinheiro em espécie suficiente. No caminho de subida você encontra pequenas barracas beduínas, onde por uns trocados pode comprar chá quente, água ou, lá em cima, alugar um cobertor grosso para se aquecer durante a espera interminável pelo amanhecer.
11. O Cânion Colorido

Longe das praias lotadas, a cerca de uma hora e meia a duas horas de carro em direção ao norte, rumo à cidadezinha de Nuweiba, se esconde uma maravilha geológica chamada Cânion Colorido (Coloured Canyon), uma fenda extremamente estreita de quase um quilômetro de comprimento, cujas paredes se erguem a até quarenta metros de altura. A água e o vento esculpiram no arenito, ao longo de milhões de anos, formas fantásticas que, graças ao teor de diferentes minerais, brincam com todos os tons de vermelho, laranja intenso, amarelo e roxo.
Ao caminhar pelo cânion, você vai se sentir num mundo completamente diferente, porque em alguns pontos a fenda é tão estreita que você toca as paredes com as duas mãos, enquanto em outros precisa vencer pedregulhos e passar por baixo de saliências rochosas. Muitas vezes esse passeio de dia inteiro se combina lindamente com uma visita a Dahab e um almoço tradicional numa tenda beduína bem na costa, então em um único dia você curte mar e montanhas. ☺️
⚠️ Aviso: A caminhada pelo cânion exige boa mobilidade e calçado firme, porque em alguns trechos a descida das pedras é feita sem nenhuma proteção de segurança, o que pode ser desnecessariamente perigoso para pessoas mais velhas ou crianças pequenas. Por isso, antes do passeio, verifique a validade do seu seguro-viagem para casos de acidente fora de trilhas pavimentadas.
12. Passeio a Dahab

Um pouco ao norte da agitada Sharm fica a cidadezinha de Dahab, que é a personificação de um Egito completamente diferente e bem mais tranquilo, porque a antiga aldeia de pescadores beduínos se transformou, com os anos, num centro tranquilo e boêmio amado por mochileiros, freedivers e viajantes independentes do mundo todo. A atmosfera aqui é totalmente relaxada e informal e, no lugar de resorts enormes, você encontra pequenas pousadas e um monte daqueles cafezinhos chill-out incríveis bem na beira da água, com almofadas espalhadas pelo chão.
O grande ímã de Dahab é, claro, o famoso ponto de mergulho Blue Hole (Buraco Azul), um abismo que despenca na vertical bem junto à margem e atrai freedivers a superar seus próprios limites, mas em volta das suas bordas há também um lindo snorkeling em águas rasas. Dahab é o destino perfeito para você se quiser descansar dos insistentes animadores de hotel, comprar souvenirs mais baratos ou simplesmente passear de camelo pela praia, onde o deserto poeirento encontra o mar turquesa.
13. Cairo e as pirâmides de avião

Visitar o Egito e não ver as pirâmides é, para muita gente, algo impensável. E, mesmo o Cairo ficando incrivelmente longe do Sinai por terra — a viagem de ônibus leva mais de oito horas —, de Sharm el-Sheikh dá para visitar as pirâmides de Gizé em um único dia graças à conexão aérea. O voo doméstico dura pouco mais de uma hora e quinze, então você toma café no hotel de manhã, ao meio-dia já está pasmo diante da Grande Esfinge e à noite volta para o mar.
Esse passeio é bem mais caro e tremendamente corrido em termos de tempo, mas é simplesmente uma experiência cultural inesquecível, em que, além das próprias pirâmides inscritas na lista da UNESCO, você normalmente visita também o novo Grande Museu Egípcio (GEM), com o fascinante tesouro do faraó Tutancâmon, e percorre as ruas movimentadas dessa megalópole africana.
Mas lembre de uma coisa formal absolutamente essencial: como você decola do aeroporto de Sharm para o continente africano, rumo ao Cairo, você sai da zona do Sinai e, para esse passeio, precisa obrigatoriamente do visto egípcio completo, que deve comprar logo após a chegada ao Egito. Se você tiver no passaporte só o carimbo gratuito, simplesmente não te deixam embarcar no avião para o Cairo — e isso seria uma pena enorme.
Onde comer em Sharm el-Sheikh
Enquanto a maioria dos turistas no Egito conta exclusivamente com os bufês all inclusive do hotel, seria, na minha opinião, uma pena enorme não provar a cozinha local se você sair à cidade à noite. A comida egípcia tradicional é incrivelmente rica em pratos vegetarianos fantásticos, que têm um cheiro maravilhoso de cominho e coentro, então a carne realmente não faz nenhuma falta aqui.
Um clássico absoluto, que eu adoro pedir, é o koshary, o prato nacional egípcio, uma mistura genial (embora incrivelmente substanciosa) de arroz, lentilha marrom, macarrão e grão-de-bico, generosamente regada com um molho de tomate apimentado e polvilhada com cebola frita crocante. Um almoço ótimo e rápido você pega na popular rede local Gad, onde fazem um ta’meyu sensacional (a versão egípcia do falafel, feita com fava seca) ou o tradicional purê quente ful medames. Se estiver com vontade de um jantar mais sofisticado, o muito famoso é o restaurante indiano Rangoli, onde fazem caris vegetarianos fantásticos e ainda oferecem uma linda vista para o mar.
Nas regiões de Naama Bay e Soho Square você encontra dezenas de outros restaurantes internacionais, mas conte com o fato de que os preços aqui são feitos para turistas europeus e são bem mais altos.
⚠️ Aviso essencial sobre a água e o gelo: Não importa onde você coma fora do seu hotel cinco estrelas, siga regras rígidas e nunca beba água da torneira no Egito, nem mesmo para escovar os dentes. Use sempre apenas água engarrafada de garrafas lacradas. Evite totalmente bebidas com gelo em barracas de rua e estabelecimentos menores, porque o gelo ali costuma ser feito com água da torneira não filtrada e pode facilmente te causar aqueles problemas estomacais pelos quais o Egito é tristemente famoso — e isso é a última coisa que você quer nas férias.
Para onde ir a partir de Sharm el-Sheikh
Se o Egito te encantou e você já pensa em outras viagens, ou se ainda está meio em dúvida se o Sinai é mesmo o ideal para você, dê uma olhada em outros artigos aqui no blog, porque comparar diferentes destinos com certeza vai te ajudar a escolher as melhores férias, feitas sob medida para as suas expectativas.
Para uma visão geral completa de todas as opções que essa linda terra dos faraós oferece, confira nosso artigo extenso Aonde ir de férias no Egito: 20 dicas. Se você procura mais aquelas longas praias de areia ideais para crianças pequenas e não se importa com a ausência de corais bem na margem, leia nosso guia Hurghada: 13 dicas.
Por outro lado, se o seu objetivo principal é o snorkeling e o mergulho, mas você procura um destino mais tranquilo e isolado, com enorme presença de tartarugas marinhas e peixes-boi, não pode perder o artigo Marsa Alam: 13 dicas. E se já antes do embarque você fica apavorado com a arrumação das malas, vai te ser útil nossa lista prática de o que levar nas férias ao Egito, para não esquecer nada importante em casa. E não esqueça de estudar a tempo como funcionam as formalidades no nosso guia Visto para o Egito.
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Para quem é indicado o feriado em Sharm el-Sheikh?
Sharm é um destino absolutamente ideal para mergulhadores apaixonados, praticantes de snorkel, casais ativos e pessoas que buscam uma vida noturna mais agitada e entretenimento moderno, porque os recifes de coral começam logo no píer, então é um paraíso incrível para os amantes do mundo submarino. Mas se você tem crianças pequenas e procura praias rasas intermináveis com areia fina para construir castelos, Hurghada provavelmente será uma escolha melhor para você.
Tem voo direto de Praga para Sharm el-Sheikh?
Sim, a situação felizmente melhorou bastante nos últimos anos! Durante muito tempo foi necessário voar com conexões desconfortáveis, mas atualmente voos charter diretos (por exemplo, com a companhia aérea SkyUp) de Praga para o aeroporto SSH são comumente oferecidos por agências de viagem tchecas e o voo direto dura aproximadamente 4,5 horas.
O que exatamente significa o carimbo de entrada do Sinai?
O Egito tem uma exceção única no Sinai, então se você passar suas férias inteiras exclusivamente na região do sul do Sinai (ou seja, nos resorts de Sharm el-Sheikh, Dahab, Nuweiba, Taba ou no mosteiro de Santa Catarina) e não ultrapassar 15 dias de estadia, você receberá um carimbo de entrada gratuito no aeroporto.
Quando preciso comprar o visto egípcio completo?
O visto turístico completo por uma taxa de aproximadamente 25 USD (cerca de 23 EUR), que você compra no guichê do banco no aeroporto antes do controle de passaportes, será necessário quando você quiser sair da zona gratuita, o que no resort de Sharm el-Sheikh se aplica principalmente a passeios de barco e terrestres ao parque nacional Ras Mohammed, mergulhos no naufrágio do Thistlegorm e viagens aéreas ao Cairo para ver as pirâmides.
Existem tubarões no Mar Vermelho e é seguro nadar?
O Mar Vermelho é o lar natural de muitas espécies de tubarões, mas ataques a humanos são estatisticamente extremamente raros na região de Sharm el-Sheikh, pois um perigo muito maior e mais real aqui é pisar sem querer em ouriços-do-mar venenosos, peixes-pedra ou se arranhar em corais afiados nas águas rasas. É exatamente por isso que é super importante usar sapatos adequados para água e não tocar no fundo.
O mosteiro de Santa Catarina é normalmente acessível?
O mosteiro está normalmente aberto para turistas, mas seu horário de funcionamento é bem limitado, geralmente apenas no período da manhã (das 9h às 11h30) e além disso costuma ficar completamente fechado às sextas-feiras e em alguns feriados ortodoxos. Como a situação de segurança e as regras de gestão do parque nacional podem ocasionalmente mudar, é sempre melhor verificar antecipadamente a disponibilidade atual com seu representante ou agência de viagens local.
Como funciona a gorjeta (bakshish) no Egito?
Gorjeta, conhecida como bakshish, é uma parte absolutamente fundamental da economia e cultura egípcia, então é comum dar aos carregadores de malas ou camareiros de 1 a 2 EUR ou USD (aproximadamente 0,80 a 1,60 EUR), enquanto para os guias em passeios cerca de 3 a 5 EUR por dia. Em restaurantes fora do hotel, deixa-se aproximadamente 10% do valor total gasto, se a taxa de serviço já não tiver sido automaticamente adicionada à conta, e por isso recomendo que troque seu dinheiro por notas pequenas logo após a chegada.
