Dolomitas com crianças: 12 dicas do que fazer (até com bebê)

As Dolomitas, na Itália, foram por muito tempo uma grande incógnita pra gente quando o assunto era viajar com criança. Antes do nosso filho nascer, eu e o Lukáš íamos pras montanhas italianas e nossas férias eram mais ou menos assim: dormíamos de barraca ou no motorhome, saíamos de manhã cedinho pras subidas mais íngremes e voltávamos completamente destruídos só quando já estava escuro. Vivíamos pela sensação de ter conquistado mais um cume. Só que este ano viemos pra cá pela primeira vez com o Jonášek, de dois anos, e os dois cachorrinhos, Kája e Baby. E, sinceramente? Não tínhamos absolutamente nenhuma expectativa. É que nosso filho detesta o canguru e só começou a tolerar um pouquinho o carrinho depois do segundo aniversário — e mesmo assim só quando está acordado. Fora isso, ele basicamente só dorme nele.

E, pasmem, foi uma viagem completamente diferente, mas tão incrível quanto as de antes, sem criança. Enquanto antes a gente escolhia uma trilha de várias horas todos os dias e saía ao amanhecer, este ano fizemos um café da manhã com calma, aproveitamos a vista direto do camping e depois pegamos o ônibus até o teleférico, que nos levou confortavelmente até lá em cima. Lá demos uma caminhada curtinha, testamos o que nosso carrinho de viagem dobrável aguenta, comemos sorvete e passamos horas nos refúgios dos cumes só admirando as montanhas. Pela primeira vez aproveitamos lugares que antes nem visitávamos, porque pra nós não era passeio “longo o suficiente”.

Graças a isso valorizamos de verdade o luxo dos teleféricos locais — eles levam você, o carrinho e o cachorro até as nuvens, onde esperam prados verdes e planos, vistas de tirar o fôlego e refúgios de montanha com parquinhos pra crianças e uma comida italiana fantástica. Depois do primeiro dia, passamos a olhar a tabela de horários dos teleféricos em vez dos mapas de altimetria, e isso diz tudo. Não tenha medo de viajar com crianças pequenas — elas vão te mostrar umas Dolomitas completamente diferentes das que você conhece. E, pra ser sincera, agora são as nossas novas montanhas favoritas.

Família com carrinho de bebê e dois cachorrinhos em um prado de montanha nas Dolomitas
Família com carrinho de bebê e dois cachorrinhos em um prado de montanha nas Dolomitas

Conteúdo do artigo

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro

  • Teleféricos e ônibus são seus melhores amigos — levam você, o carrinho e o cachorro do vale direto para mais de 2000 metros de altitude, então nada de encarar metros de subida.
  • Para famílias com carrinho, o paraíso é o platô Alpe di Siusi, com quilômetros de caminhos pavimentados e quase planos. Até o nosso carrinho dobrável comum passou por eles.
  • Escolha a hospedagem de forma estratégica em um só lugar (base camp), pra não ficar fazendo e desfazendo malas com as crianças. Ortisei ou Cortina são ótimos.
  • Para trilhas mais pedregosas, o ideal é o canguru — mas só se a criança aceitar. O nosso recusa, então apostamos nos teleféricos e trechos planos e deu super certo.
  • Os refúgios de montanha (rifugi) são preparados para crianças — é comum encontrar menu infantil, cadeirinhas altas e parquinho ao ar livre com vista pras montanhas.
  • O clima na montanha muda numa velocidade impressionante, então, mesmo no calor do verão, tenha na mochila camadas quentes e protetor solar fator 50.

Quando ir e como chegar

Planejar férias em família exige um pouco mais de logística do que viajar a dois sem compromisso. Quando você vai para os Alpes italianos com os pequenos, precisa pensar principalmente em clima estável e trilhas em boas condições, pra não se enrascar na lama ou numa neve inesperada.

Passeio com carrinho de bebê por uma trilha de montanha tranquila nas Dolomitas
Passeio com carrinho de bebê por uma trilha de montanha tranquila nas Dolomitas

As Dolomitas no verão simplesmente funcionam — nós estivemos lá em julho e, na nossa opinião, o melhor período vai de meados de junho até o começo de setembro. Mas é preciso ter paciência, porque em agosto os italianos saem de férias em massa (o tal Ferragosto) e fica tudo realmente lotado. Se você puder escolher, setembro é absolutamente mágico: as multidões somem, o ar fica cristalino e, no sol, as temperaturas continuam agradáveis. Saindo do Brasil, o caminho mais prático é voar para a Itália — os aeroportos mais próximos são os de Veneza ou Treviso, de onde você aluga um carro. Do aeroporto de Veneza até Cortina são cerca de duas horas de estrada, dá tranquilo pra fazer com criança. Procure passagens em buscadores como o Kiwi e reserve o carro com antecedência. De Veneza até as montanhas é só um pulinho de carro.

Onde se hospedar e quanto custa

Quando você viaja com crianças pequenas, esqueça o estilo de vida nômade de dormir num lugar diferente todo dia. Nós tentamos uma vez (um hotel diferente a cada dois dias) e foi um caos. Fraldas, lanchinhos, carrinho, cachorro… não, obrigada. É muito melhor escolher um ou dois “base camps” estratégicos, dos quais você faz passeios em formato de estrela pela região. Hospedagem nas Dolomitas não é das mais baratas — em alta temporada, calcule pelo menos 150 a 250 euros por noite por um apartamento familiar legal, mas pelo conforto e pela tranquilidade vale muito a pena.

Família almoçando no terraço de um refúgio de montanha com vista para as montanhas
Família almoçando no terraço de um refúgio de montanha com vista para as montanhas

Ortisei, no vale Val Gardena, é, na minha opinião, o melhor ponto de partida para famílias com carrinho. Fica bem no coração das vistas mais lindas e, o melhor, de lá saem teleféricos direto para Alpe di Siusi e Seceda, então de manhã você só coloca a família na cabine e em dez minutos está no paraíso. Além disso, Ortisei tem um centro de pedestres lindíssimo com lojinhas e cafés, onde à noite você toma um Aperol com calma enquanto o pequeno dorme no carrinho. Você pode se hospedar, por exemplo, nos lindos apartamentos familiares Dolomiti Sweet Lodge, que têm até um parquinho menor pras crianças e bastante espaço pra correr.

A segunda ótima opção é Cortina d’Ampezzo, ideal se você quiser explorar a parte leste das montanhas, em torno das Tre Cime e do lago Sorapis. Cortina d’Ampezzo é um pouco mais movimentada e luxuosa, mas oferece infraestrutura completa, de supermercados a farmácias e restaurantes excelentes. Se você prefere acampar, o que as crianças geralmente adoram, recomendamos o camping Cortina Olympia, com ótima estrutura para famílias e uma paz incrível. Um pouco mais ao sul fica o vale Val di Fassa, que eu recomendaria mais para famílias com crianças maiores e mais agitadas, porque o terreno por lá oferece mais atividade esportiva e trilhas mais longas.

O que as crianças conseguem fazer por idade: do carrinho às cabras-monteses

Todo pai e toda mãe sabem que o que vale pra uma criança pode não funcionar de jeito nenhum pra outra. Mesmo assim, fomos anotando ao longo das viagens (o que os pequenos aguentam e o que, ao contrário, termina em choro em cima das pedras) e aqui está o nosso resultado.

Mãe com filho de dois anos em um pasto alpino com montanhas ao fundo
Mãe com filho de dois anos em um pasto alpino com montanhas ao fundo

1. Idade de 0 a 4 anos: teleféricos, carrinho e (talvez) canguru

Essa é exatamente a nossa fase atual com o Jonášek, de dois anos — e já vou confessar que, com a gente, o esquema dos equipamentos foi diferente do que a maioria dos blogs aconselha. É que nosso filho simplesmente detesta o canguru, então a clássica dica de “leve a mochila cargueira” não valeu nada pra nós. Apostamos em teleféricos, ônibus e platôs planos, onde a criança vai confortável no carrinho e você ainda tem vistas incríveis sem um único metro de subida.

Sendo honestos sobre o carrinho: um carrinho off-road com rodas grandes e infláveis é, claro, a melhor escolha pra terreno mais áspero. Mas nós só temos um carrinho de viagem dobrável comum (Joolz) — e ele é mais resistente do que qualquer um esperaria. No platô Alpe di Siusi ele aguentou tranquilo o dia inteiro. Vale uma regra simples: se a sua criança aguenta ficar bastante tempo no carrinho, um modelo off-road é melhor; se, ao contrário, ela aceita o canguru, isso abre um mundo totalmente novo de trilhas. E se ela não faz nem uma coisa nem outra, como o nosso? Tudo bem, os teleféricos salvam.

Pai com filho de dois anos tomando sorvete no prado de Seiser Alm
Nossa “trilha” típica com a criança pequena — sorvete no prado de Seiser Alm com vista pras montanhas

Com crianças nessa idade não faz sentido planejar trajetos maiores que cinco a sete quilômetros, porque você precisa de um monte de paradas pra alimentar, trocar fralda e deixar o pequeno correr na grama. Use os teleféricos sempre que der e escolha trajetos que terminem perto de um refúgio, onde dá pra conseguir comida quente e trocador. E, principalmente, não corra atrás de nada — a montanha não vai fugir, e o bem-estar da criança é muito mais importante do que um quilômetro a mais.

2. Idade de 4 a 6 anos: os primeiros passos na montanha e muita motivação

Nessa idade as crianças já andam sozinhas, mas as perninhas cansam rápido e, principalmente, depois de um tempo elas perdem a graça se o caminho for só uma subida monótona. O truque é fazer com que sempre esteja acontecendo alguma coisa, porque, do contrário, vem o tédio, depois o cansaço, depois as lágrimas — e você já sabe como é. Escolha trilhas onde corra um riachinho, onde dá pra jogar pedrinhas ou construir casinhas de duende.

Criança pequena brincando em um prado com o maciço montanhoso ao fundo
Criança pequena brincando em um prado com o maciço montanhoso ao fundo

Um bom truque é prometer sorvete ou uma fatia gigante de pizza no final, lá no refúgio. As trilhas não devem ter muito desnível e uma distância em torno de seis quilômetros costuma ser na medida certa pra dar tudo certo, sem choradeira e sem carregar a criança no colo. Nós ainda não temos filho dessa idade, mas pelos amigos sabemos que uma boa reserva de guloseimas no bolso resolve quase qualquer pequena crise.

3. Idade de 6 a 10 anos: heróis de ação na trilha

Segundo muitos pais, essa é a melhor fase pra montanha de todas — as crianças em idade escolar têm força, aguentam e, principalmente, curtem, porque sentem aventura a cada passo. Com elas você pode encarar trilhas mais desafiadoras nas Dolomitas, que já incluem subidas moderadas e um terreno um pouco mais difícil.

Um sucesso absoluto nessa idade costumam ser os antigos bunkers militares e trincheiras da Primeira Guerra Mundial, em que dá pra entrar com lanterna, ou os primeiros contatos leves com as vias ferratas, onde as crianças colocam o cinturão e se sentem alpinistas de verdade. O Lukáš já está ansioso pro Jonášek crescer um pouco pra explorarem juntos, de lanterna na cabeça, as cavernas escuras nas rochas.

Trilhas e experiências específicas: 7 dicas que você precisa testar com as crianças

Aqui vai a nossa seleção pessoal dos lugares mais tranquilos, que percorremos e onde temos certeza de que nem você nem suas crianças vão sofrer. Foquei principalmente em lugares de cair o queixo e onde até os menores vão se divertir.

4. Alpe di Siusi (Seiser Alm): paraíso para carrinhos de bebê

Se você quer passear com carrinho, o Alpe di Siusi é um lugar que você simplesmente não pode pular. É o maior pasto de alta montanha da Europa, e a vista dos picos serrilhados em contraste com os prados de um verde vibrante é de tirar o fôlego. Você sobe confortavelmente de teleférico a partir de Ortisei e, de repente, se vê num platô cortado por dezenas de quilômetros de caminhos largos e pavimentados. Aliás, foi justamente aqui que nosso carrinho de viagem dobrável Joolz comum aguentou o dia inteiro — um off-road seria mais confortável, mas até o nosso deu conta sem problema.

Pai com carrinho de bebê na trilha panorâmica do Alpe di Siusi
Pai com carrinho de bebê na trilha panorâmica do Alpe di Siusi

Nós passamos o dia inteiro aqui com o Jonášek. O teleférico custa em torno de 30 euros por pessoa, mas pela vista e pela paz pagaríamos até mais. Por toda parte pastam vacas com sininhos fofos no pescoço, o que foi uma atração e tanto pro nosso pequeno, e a cada poucos quilômetros você encontra um refúgio perfeitamente equipado — alguns têm até um parquinho pequeno. Só tome cuidado com os ciclistas, que circulam bastante por aqui na temporada, e não esqueça de levar algo pra cobrir a cabeça, porque nos pastos você quase não encontra sombra.

5. Seceda: a vista mais icônica sem esforço

A montanha Seceda é aquele famoso cume rochoso inclinado que aparece em todo canto do Instagram quando você pesquisa “Dolomitas”. A boa notícia para os pais é que, pra chegar a essa maravilha fotogênica, você não precisa escalar horas de subida. De novo, quem te salva é a Seceda e o teleférico de Ortisei, que em duas etapas leva você até 2500 metros de altitude, direto ao mirante no topo.

Mãe com filho de dois anos no mirante da Seceda com os picos de Odle
Mãe com filho de dois anos no mirante da Seceda com os picos de Odle

Com carrinho dá pra ir até o mirante principal e um pedacinho pelo cume, mas para um passeio mais longo descendo até os refúgios o caminho já não é transitável — é bem pedregoso e mais íngreme (aqui um canguru viria a calhar, se a criança aceitar). Então nós não forçamos a barra: ficamos no mirante, fizemos um piquenique maravilhoso, o Jonášek correu pelo prado e os cachorros Kája e Baby fungaram contentes o ar da montanha. Lá em cima venta bastante, então, mesmo que no vale esteja calor de camiseta, leve com certeza corta-vento e gorros também pros adultos.

6. Tre Cime di Lavaredo a partir do refúgio Auronzo

As três torres rochosas gigantescas das Tre Cime são, talvez, o símbolo mais conhecido das Dolomitas. Dá pra ir até lá com crianças, mas tem suas particularidades. Até o refúgio Rifugio Auronzo sobe uma estrada de alta montanha com pedágio (a entrada de carro custa 30 euros), o que é ótimo, porque você economiza uma subida enorme. De lá segue um caminho largo e quase plano em direção ao refúgio Rifugio Lavaredo.

As três torres Tre Cime di Lavaredo com uma cruz de madeira, passeio a partir do refúgio Auronzo
As três torres Tre Cime di Lavaredo com uma cruz de madeira, passeio a partir do refúgio Auronzo

Esse primeiro trecho (uns 45 minutos de ida) você faz com um carrinho off-road melhor, mas, se quiser ir além e fazer o circuito completo em volta das torres, deixe o carrinho no carro e leve só o canguru. O circuito completo tem cerca de 10 quilômetros e com crianças menores leva tranquilamente quatro horas, então com criança bem pequena nem planeje — nós fizemos só o trecho mais curto e voltamos. Mas para crianças maiores é uma aventura e tanto, porque no caminho você passa por pequenos túneis e formações rochosas. Chegue lá em cima bem cedinho, de preferência antes das oito, porque a cancela do pedágio fecha sem dó assim que o estacionamento enche.

7. O lago de conto de fadas Lago di Carezza

Quando você quiser dar uma pausa e mostrar às crianças a magia da natureza local, o Lago di Carezza é a escolha perfeita. Esse pequeno lago glacial brilha numa cor turquesa inacreditável, na qual se refletem os picos do maciço Latemar. E a lenda ainda conta que no fundo vive uma fada das águas e que as cores na água vêm de um arco-íris quebrado que um feiticeiro apaixonado jogou ali — uma historinha que com certeza diverte qualquer criança.

O lago esmeralda de conto de fadas Lago di Carezza sob o maciço Latemar
O lago esmeralda de conto de fadas Lago di Carezza sob o maciço Latemar (Foto: Maurizio Napolitani, CC BY 4.0, Wikimedia Commons)

Do estacionamento na estrada principal você chega ao lago em dois minutos por uma passagem subterrânea, então nada de stress. Em volta do lago há um caminho de areia pavimentado, ideal pra qualquer tipo de carrinho, e o passeio inteiro você faz em meia horinha. É mais uma linda parada de descanso do que um passeio completo, mas nós fomos um pouco antes do pôr do sol, quando já não havia as multidões dos ônibus, e o Jonášek recuava daquela água turquesa como uma criança que vê o mar pela primeira vez. Foi aquilo.

8. Val di Funes e a vista da igrejinha de Santa Maddalena

Se você procura um canto mais tranquilo das montanhas, que não seja tão lotado, vá até o vale Val di Funes. Aqui você não vai encontrar teleféricos gigantescos nem filas de turistas, mas sim aquela vida tranquila e lenta do Sul do Tirol. A foto mais bonita você tira na famosa igrejinha de Santa Maddalena, sobre a qual se ergue dramaticamente o maciço de Odle.

A igrejinha de Santa Maddalena em Val di Funes sob os picos de Odle
A igrejinha de Santa Maddalena em Val di Funes sob os picos de Odle

Para famílias com crianças tem aqui uma ótima trilha suave pelos prados até o refúgio Geisleralm. O caminho passa por floresta e pastos, a subida é gradual e no final espera o melhor: o refúgio Geisleralm tem um parquinho incrível, monte de espreguiçadeiras na grama e faz um dos melhores strudel de maçã com molho de baunilha da região toda. Mas para essa trilha já é preciso canguru ou carrinho off-road; o comum não daria conta em alguns trechos.

9. Cinque Torri e a exploração dos antigos bunkers

O grupo de cinco torres rochosas Cinque Torri é uma atração enorme, principalmente para famílias com crianças maiores, digamos de seis anos pra cima. De novo, você sobe num teleférico de cadeira dupla, direto da estrada principal até o refúgio Rifugio Scoiattoli. A vista das torres é deslumbrante, mas a grande aventura está bem embaixo delas.

O grupo de torres rochosas Cinque Torri com trincheiras da Primeira Guerra Mundial
O grupo de torres rochosas Cinque Torri com trincheiras da Primeira Guerra Mundial (Foto: Clemens Stockner, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons)

É que a área inteira é, na verdade, um enorme museu a céu aberto da Primeira Guerra Mundial. Em volta das rochas e dentro delas há trincheiras escavadas, seteiras e bunkers militares por onde dá pra andar livremente. As crianças passam horas correndo aqui, escalando as pedras e descobrindo os antigos esconderijos, enquanto você se senta no terraço do refúgio e admira a vista. Coloque com certeza uma lanterninha na mochila das crianças, elas vão amar.

10. Cortina Olympia trail ao longo do rio

Às vezes você só precisa dar uma pausa nas subidas e quer apenas caminhar à toa. Em volta de Cortina d’Ampezzo há uma antiga linha férrea transformada numa ciclovia e numa promenade perfeita pra caminhar, o chamado Olympia trail. É totalmente plano, o piso é de cascalho fino ou asfalto e o tempo todo você segue ao lado de um rio turquesa selvagem, com vista pros picos das montanhas.

É, talvez, a caminhada mais segura e tranquila que descobrimos por aqui com o carrinho e os cachorros. Quando as perninhas das crianças cansam, é só sentar na margem do rio, molhar os pés na água gelada e descansar. O percurso tem dezenas de quilômetros, então você faz exatamente o pedacinho que te convém na hora.

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Onde fazer um passeio curto saindo direto das cidadezinhas

Essa foi, pra nós, a maior descoberta de viajar com criança pequena neste ano. Antes a gente passava direto pelas cidadezinhas e corria pras montanhas, mas com o Jonášek descobrimos que até um passeio devagar pela zona de pedestres de paralelepípedos ou até uma igrejinha próxima é um programa lindo — e, principalmente, quase sempre termina em sorvete e parquinho. Aqui vão nossas dicas de caminhadas leves, viáveis até com carrinho comum.

Ortisei e o vale Val d’Anna

Ortisei tem um dos centros de pedestres mais bonitos de todas as Dolomitas — a zona Streda Rezia, calçada e plana, cheia de lojinhas e cafés, se percorre com carrinho num passe de mágica. Bem na cidade fica a promenade Luis Trenker e, ao lado dela, um grande parquinho com escorregador, locomotiva de madeira e caixa de areia.

Centro de pedestres calçado de Ortisei com edifício amarelo e lojas
O centro de pedestres de Ortisei se percorre com carrinho num passe de mágica

Quando você quiser ir um pouco mais longe, faça a clássica promenade familiar até o vale Val d’Anna. Ela sai direto de Ortisei ao longo de um riacho, a subida é mínima e no final espera um prado com parquinho, redes de balanço e um pedilúvio Kneipp. O piso é mais áspero em alguns pontos, então com um carrinho bem leve será um pouco de luta, mas um carrinho mais robusto dá conta.

Seis am Schlern e a igrejinha de St. Konstantin

Seis am Schlern (Siusi) é uma cidadezinha tranquila aos pés do imponente maciço Schlern e o principal ponto de partida do teleférico para Seiser Alm. Para uma caminhada curta e tranquila, saia daqui por um caminho leve até a pitoresca igrejinha de St. Konstantin — ele passa por prados e por um bosque claro, com desnível mínimo, e ao longo do caminho há bancos com vista pras montanhas.

Banco com vista para os prados e picos acima de Seis am Schlern
Prados tranquilos sob o maciço Schlern, acima de Seis

Se você quer vista sem esforço, suba do vale de teleférico até Tschötschalm, em Puflatsch (cerca de 2000 m). Lá tem um trecho plano viável até com carrinho e um parquinho bacana — exatamente aquele estilo “subir de teleférico e depois só admirar” que tanto nos cativou neste ano.

Kastelruth (Castelrotto) e o parquinho Marinzen

Kastelruth está entre as vilas mais bonitas da Itália — fachadas pintadas, uma praça junto à igreja com a icônica torre em forma de cebola e um parquinho bem no centro. Para um passeio rápido, vale o circuito do Calvário (Kofelrunde): um caminho bem cuidado de cerca de um quilômetro, praticamente sem subida, viável com carrinho, com pequenas capelas e uma linda vista dos telhados da cidadezinha.

Mas, com crianças, a maior atração é o Marinzen. Do centro de Kastelruth, um pequeno teleférico leva você até o refúgio Marinzenalm (cerca de 1500 m), onde há um grande parquinho com um escorregador comprido, um mini zoológico de contato e um lago. Lá em cima é plano, então carrinho sem problema, e as crianças não vão querer ir embora de jeito nenhum.

Arredores de Cortina: Lago di Pianozes e Corso Italia

Quando você tiver base em Cortina d’Ampezzo, não precisa ir logo pras altas montanhas. A famosa zona de pedestres Corso Italia, com o campanário no meio, é plana, calçada e ideal com carrinho — bares, confeitarias e vista pros picos. Uma ótima parada para um café e um sorvete infantil entre os passeios.

Basílica no centro de Cortina d'Ampezzo com campanário alto sob os picos das Dolomitas
Centro de Cortina d’Ampezzo com a basílica e o campanário

Para uma caminhada plana em meio à natureza pertinho da cidade, vá até o laguinho Lago di Pianozes. O pequeno circuito em volta da água você faz até com carrinho comum em uns vinte minutos, e junto ao lago há um restaurante, um quiosque e um parquinho pequeno. Já cuidado com os lagos Lago Ghedina e Lago d’Ajal — esses são pedregosos e íngremes, ali deixe o carrinho em casa e leve o canguru.

Quando chove nas Dolomitas: planos de emergência para famílias

Nem no verão você tem garantia de sol todos os dias na montanha. Quando o céu fecha, as nuvens despencam no vale e começa a chover sem parar, não faz sentido fazer as crianças sofrerem nas trilhas enlameadas. Por sorte, há um monte de opções pra salvar o dia.

11. Parques aquáticos que salvam a situação

Em vez de ficar emburrado dentro do apartamento, arrume os trajes de banho e vá pro calorzinho. Um ótimo complexo menor é o Acquapura, em Cortina d’Ampezzo, onde você encontra piscinas internas aquecidas e um espaço raso pros menorzinhos.

Se você estiver hospedado na parte oeste das montanhas, recomendamos com entusiasmo descer um pouco até a cidade de Brixen. Lá fica o enorme mundo aquático Acquarena Brixen, com várias piscinas internas e externas, toboáguas e uma grande zona de wellness pros pais. O Jonášek ficou encantado com a água quente e nós, depois de vários dias caminhando, relaxamos os músculos delíciosamente.

12. Ötzi e museus que não vão entediar

Quando chove o dia inteiro, faça um passeio de carro até a cidade de Bolzano. No Museu Arqueológico do Sul do Tirol está o Ötzi, o famoso homem do gelo com mais de 5000 anos, encontrado congelado numa geleira. Para crianças maiores, ver uma múmia de verdade e suas armas é uma experiência absolutamente fascinante, que com certeza supera as exposições clássicas de quadrinhos.

No vale Val Badia você ainda pode visitar o Museum Ladin, que conta a história da formação das Dolomitas e onde as crianças veem fósseis de verdade e ossos do urso-das-cavernas pré-histórico. Nós, adultos, nem sabíamos que um gigante desses um dia viveu por aqui, então foi instrutivo até pra gente.

Dolomitas com cachorro: como funciona com os peludos

Nós estamos acostumados a viajar com a nossa matilha, então Kája e Baby não podiam faltar nem na nossa estreia em família com o Jonášek. No geral, os italianos são muito amigáveis com cachorros, mas, como grande parte das Dolomitas fica em parques nacionais e reservas naturais, você precisa seguir algumas regras claras.

Pai com carrinho de bebê e dois cachorrinhos num prado de montanha sob o Sassolungo
Pai com carrinho de bebê e dois cachorrinhos num prado de montanha sob o Sassolungo

💡 Dica: Em quase todos os teleféricos e ônibus exigem focinheira pros cachorros (dá pra comprar praticamente em qualquer lugar, até nas estações de baixo). Sinceramente, isso nos incomodou bastante — exigiam mesmo quando estávamos sozinhos na cabine. Quando tínhamos vários teleféricos seguidos pela frente, preferíamos deixar a Kája e a Baby descansando no camping.

Os cachorros precisam estar sempre na guia nas trilhas de montanha. Principalmente nos pastos, como o Alpe di Siusi, isso é absolutamente fundamental, porque um cachorro solto poderia assustar as vacas ou ameaçar os cavalos e marmotas que pastam. Na grande maioria dos teleféricos você entra com o cachorro sem problema, geralmente por uma pequena taxa em torno de três a cinco euros. Só tenha a focinheira pronta na mochila, porque o pessoal do teleférico às vezes insiste em colocá-la pra viagem na cabine.

Quanto à hospedagem e aos restaurantes, a maioria dos refúgios de alta montanha (rifugi) recebe cachorros nos terraços ao ar livre e costuma até oferecer uma tigela com água. Dentro do restaurante já é mais individual, mas geralmente não há problema. Com a Kája e a Baby percorremos tranquilos um trecho do caminho das Tre Cime e a promenade no vale. Um lugar onde eu já não iria com cachorro de jeito nenhum é o famoso Lago di Sorapis — há vários trechos muito expostos com escadas de ferro e multidões enormes de gente, em que é horrível desviar com cachorro, então para essa trilha melhor ir sem eles.

O que comer e beber: guia para os paladares mais exigentes das crianças

Um dos maiores benefícios de tirar férias na Itália é o fato de que praticamente todas as crianças amam a cozinha local. Esqueça os boicotes ao almoço — aqui quem te salva é uma gastronomia perfeita na sua simplicidade.

Família sentada à mesa de madeira no terraço ensolarado de um refúgio de montanha
Família sentada à mesa de madeira no terraço ensolarado de um refúgio de montanha

Todos os refúgios de montanha cozinham de forma fantástica e sempre oferecem pratos que as crianças aceitam. Nós nos apaixonamos completamente pelo refúgio Rifugio Averau, pertinho das Cinque Torri, onde fazem uma massa caseira incrível, e também pelo Rifugio Col Pradat, no vale Alta Badia. Nos dois lugares fomos atendidos com um sorriso, mesmo quando o Jonášek estava no seu momento mais barulhento.

Nós sempre pedíamos uma simples massa al pomodoro (com molho de tomate) ou uma pizza deliciosa. Um clássico local são os tais canederli — grandes bolinhos tiroleses feitos de massa de pão. Nós, como vegetarianos, apostamos na versão com queijo ou ervas, mas tradicionalmente eles também são recheados com bacon e servidos cobertos por um caldo forte ou com manteiga derretida. É uma bomba calórica de respeito, depois da qual as crianças saem do passeio com energia de sobra.

E, claro — uma necessidade absoluta e nosso ritual diário de recompensa era um genuíno gelato italiano lá embaixo na cidade, que em Cortina e Ortisei fazem fenomenal. Para crianças pequenas, como o Jonášek, nós levávamos papinhas em sachê e comidinhas pras montanhas, mas nos refúgios eles normalmente esquentam a comida que você trouxe ou preparam um caldo limpo sem sal, sempre com um sorriso.

Dicas práticas para fechar: segurança e o que levar na mala

Montanha é montanha e, mesmo se você fica nos prados bem cuidados em volta dos refúgios, não pode subestimar o preparo. O clima nas Dolomitas consegue mudar de céu limpo para uma tempestade forte com granizo tranquilamente em vinte minutos — vivemos isso na pele muitas vezes.

Sempre, mesmo nos dias mais quentes de agosto, tenha pra você e pras crianças uma camada impermeável e um moletom mais quente. Além disso, o sol na montanha, acima de 2000 metros, queima de um jeito totalmente diferente do que à beira-mar. Nós subestimamos isso no primeiro dia — o Jonášek ficou vermelho que nem um caranguejo em uma hora, mesmo a gente achando que estava nublado. Protetor solar fator SPF 50, óculos de sol de qualidade e um chapeuzinho contra insolação são absolutamente indispensáveis.

Quanto à mala, o ideal é um carrinho off-road com rodas grandes e infláveis — mas, se você não tem um, como nós, não se desespere: até um carrinho de viagem dobrável comum (o nosso é Joolz) aguenta surpreendentemente bem nos platôs planos tipo Seiser Alm, só não force a barra em piso mais áspero. E, se a sua criança aceitar o canguru, leve — isso abre mais trilhas pra você. Não precisa carregar muita água, em cada refúgio você compra bebidas ou eles enchem a garrafinha de água. Nós com certeza voltaremos às Dolomitas com as crianças — assim que você descobre como é tranquilo graças aos teleféricos, não vai querer ir pra outro lugar. 😉

Para onde ir depois

As Dolomitas são uma paixão de coração e no blog escrevemos um monte de outros guias detalhados sobre elas. Se você quer planejar trilhas específicas ou tem curiosidade sobre outros vales, dá uma olhada aqui:

Dicas e truques para uma viagem sem preocupações

Quando você viaja com crianças pequenas, a sorte favorece os preparados. Pra gente funcionou ter as coisas mais importantes, como passagens, carro ou um bom seguro, resolvidas com bastante antecedência, pra no local só ter que decidir pra que lado da montanha íamos naquele dia.

Onde encontrar passagens

Procure passagens baratas no Kiwi (nosso buscador favorito), onde sempre achamos as melhores combinações de voos quando decidimos voar até Veneza. De Veneza até as montanhas é só um pulinho de carro.

Se você voa com bebê pela primeira vez, com certeza vai gostar de saber que o caminho do aeroporto até Cortina leva, por uma estrada linda, cerca de duas horinhas. Ou seja, nada de arrastões intermináveis com carrinho e malas.

Aluguel de carro

O Lukáš sempre dá uma olhada no RentalCars e até hoje ele nunca nos deixou esperando no aeroporto sem carro. 😁 O comparador nos economiza muito tempo, seja indo pra montanha ou pro mar.

Com crianças vale muito a pena pagar a mais por um carro maior, tipo perua ou SUV. Acredite, quando você for colocar no porta-malas o carrinho, a montanha de fraldas e ainda as bagagens dos adultos, vai ficar feliz por cada centímetro a mais.

Reserva de hospedagem

O Booking.com é o nosso buscador favorito de hotéis e apartamentos familiares. Nas Dolomitas, recomendamos reservar com bastante antecedência, tranquilamente até meio ano antes, porque as melhores pousadas familiares somem numa velocidade de foguete.

Nós sempre prestamos atenção pra que a hospedagem tenha cozinha própria. Com criança pequena, você simplesmente precisa esquentar água pro leite no meio da noite ou preparar um lanchinho rápido, sem ter que depender do restaurante do hotel.

Não esqueça do seguro

Viajar pra montanha sem seguro não compensa, ainda mais com crianças. Para viagens mais curtas dentro da Europa, escolhemos um seguro confiável, e, se vamos por um tempo mais longo, usamos o seguro de viagem SafetyWing.

➜ Antes de viajar, dá uma olhada na nossa comparação de seguros de viagem (incl. desconto de 50%).

O atendimento médico na Itália é de excelente nível, mas as operações de resgate em montanha ou o transporte de helicóptero dos vales mais remotos custam muito dinheiro. Então aqueles poucos reais do seguro são o melhor investimento na sua tranquilidade.

Dados e internet

Para quem viaja a partir do Brasil, a melhor pedida é um chip eletrônico (eSIM), que você ativa antes mesmo de embarcar. Confira nossas experiências com o eSIM Holafly, com dados ilimitados, ou o Yesim, ótimos para a Itália toda.

Nós, na montanha, costumamos desligar os dados de vez em quando pra descansar, mas, para checar os aplicativos de previsão do tempo, internet no celular é uma necessidade absoluta. O radar nos salvou várias vezes neste ano de uma tromba-d’água inesperada.

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FAQ — Perguntas mais frequentes sobre viajar com crianças nas Dolomitas

1. Os Dolomitas são possíveis com crianças mesmo para pais que não são montanhistas treinados?

Definitivamente sim. Graças à enorme rede de teleféricos, que te levam até altitudes superiores a 2000 metros, você pode caminhar pelos maravilhosos planaltos planos sem precisar subir uma única ladeira íngreme. Os Dolomitas são absolutamente ideais para pais fora de forma com crianças.

2. Dá para andar com carrinho de bebê nos Dolomitas?

Sim, mas você precisa escolher as trilhas com cuidado. Um paraíso para carrinhos de bebê é o planalto Alpe di Siusi, os calçadões ao redor dos lagos (Lago di Carezza) e os caminhos nos vales — esses trechos planos podem ser percorridos até com um carrinho dobrável comum. Para terrenos mais acidentados, é melhor um carrinho todo-terreno com rodas grandes e para trilhas de montanha mais estreitas você já vai precisar de um canguru (se a criança aceitar).

3. Os refúgios de montanha estão preparados para crianças?

A maioria dos refúgios de montanha (rifugi) na alta temporada de verão está preparada para receber famílias. Normalmente eles têm cadeirões disponíveis, esquentam a papinha que você trouxer de boa vontade ou oferecem menu infantil (sopas, massas). Além disso, muitos deles contam com playgrounds externos com caixa de areia e brinquedos para escalar.

4. O que levar na mochila das crianças para a trilha?

Fundação é o sistema em camadas. Mesmo em agosto, o tempo nas montanhas pode mudar rapidamente. Leve uma jaqueta impermeável de qualidade, um fleece, calçado resistente, mas também um chapéu, óculos de sol e protetor solar com FPS 50, porque o sol da montanha queima incrivelmente forte mesmo através das nuvens. É útil também um canguru/mochila ergonômica (se seu filho tolera) e lanches suficientes para as crianças maiores como motivação.

5. É necessário reservar acomodação nas Dolomitas com antecedência?

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Com certeza. Se você está planejando uma viagem para julho ou agosto, reserve sua acomodação idealmente já em janeiro ou no máximo na primavera. Os Alpes Italianos são super concorridos no verão e os melhores apartamentos familiares perto dos teleféricos somem rapidinho.
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6. Cachorros podem entrar nos teleféricos e fazer trilhas nos Dolomitas?

Sim, a grande maioria dos teleféricos permite a entrada com cães (geralmente mediante uma pequena taxa) e nos parques nacionais você pode caminhar com seu cachorro sem problemas, sendo obrigatório apenas mantê-lo sempre na coleira. Para os teleféricos, é sempre melhor levar também uma focinheira na mochila.

7. Quanto custam os teleféricos nas Dolomitas?

Os teleféricos não são exatamente uma opção barata. O bilhete de ida e volta para adultos geralmente custa entre 25 e 40 euros, dependendo do comprimento do teleférico. Crianças até certa idade (frequentemente até 6 ou 8 anos) costumam viajar grátis ou com desconto significativo, mas isso pode variar um pouco entre os operadores específicos. Se você planeja usar bastante, vale a pena considerar passes de vários dias.

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ViagensEuropaDolomitas com crianças: 12 dicas do que fazer (até com bebê)

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