Pamplona, Espanha: 14 dicas e a festa de San Fermín

Quando se fala em Pamplona Espanha, a maioria das pessoas pensa imediatamente na adrenalina da corrida de touros pelas ruas de paralelepípedos. Mas esta orgulhosa capital da região de Navarra, no norte do país, tem muito mais a oferecer do que uma festa selvagem em julho. O centro histórico é circundado por algumas das muralhas renascentistas mais bem preservadas da Europa e as ruas perfumam com os deliciosos petiscos pintxos. Pamplona também funciona como a primeira grande parada para os peregrinos do famoso Caminho de Santiago, o que lhe confere uma atmosfera incrivelmente cosmopolita e acolhedora. Você vai descobrir que a cidade tão amada pelo escritor Ernest Hemingway conquista facilmente qualquer visitante com seus parques verdes, arquitetura imponente e um ritmo de vida descontraído.

Pamplona Espanha
Foto: EEIM / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Resumo

  • Evento principal: A festa de San Fermín acontece todos os anos de 6 a 14 de julho e atrai milhões de visitantes.
  • Cultura dos pintxos: O centro histórico está repleto de bares onde você pode experimentar fantásticos tapas espetados em palitos.
  • História e monumentos: Não perca a catedral gótica, a cidadela estrelada e o passeio pelas muralhas da cidade.
  • Ligação com Hemingway: A cidade está marcada por referências ao famoso escritor, que imortalizou Pamplona em seu romance Fiesta.
  • Tudo a pé: Todas as principais atrações ficam bem perto umas das outras, então você pode deixar o carro no estacionamento.
  • Tempo recomendado: Dois dias cheios são mais do que suficientes para conhecer os principais pontos.
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Quando visitar Pamplona

O calendário é um fator decisivo no planejamento da viagem, porque Pamplona durante o festival e fora dele são duas cidades completamente diferentes. Se você quer vivenciar a festa de San Fermín com a famosa corrida de touros, precisa estar lá exatamente entre 6 e 14 de julho. Nesse período, a cidade se transforma em uma festa contínua e enorme, a hospedagem esgota meses antes e os preços disparam.

Para conhecer os monumentos com mais tranquilidade e curtir a atmosfera local, os meses ideais são maio, junho ou setembro. O clima nesses períodos é agradavelmente quente e você evita o calor sufocante que costuma tomar conta do interior da Espanha em agosto. Primavera e outono também são as épocas em que o fluxo de peregrinos é maior, o que dá às ruas uma energia bem especial.

O inverno em Navarra costuma ser bastante frio e não é raro encontrar chuva ou até neve. A vantagem dos meses de inverno são os preços de hospedagem bem mais baixos e as ruelas do centro histórico praticamente vazias. Se você não se importa de levar um casaco mais grosso e de vez em quando se abrigar da chuva em um bar aconchegante tomando um café, a visita no inverno tem seu charme especial.

Onde se hospedar em Pamplona

💡 Dica de hospedagem e passeios: Gostamos de buscar acomodações no Booking.com, onde geralmente encontramos as melhores condições de cancelamento. Para ingressos, passeios e atividades, vale comparar no GetYourGuide.

A melhor localização para se hospedar é, sem dúvida, o centro histórico conhecido como Casco Viejo. É lá que ficam as ruelas mais charmosas, a maioria dos monumentos e os melhores bares de pintxos. De lá você chega a tudo caminhando, mas precisa estar ciente de que algumas ruelas podem ser um pouco barulhentas à noite.

Uma ótima alternativa é o elegante bairro Ensanche, que se conecta diretamente ao centro histórico. Oferece bulevares mais largos, boutiques mais sofisticadas e noites bem mais tranquilas, mas você ainda fica a apenas cinco minutos a pé da praça principal Plaza del Castillo. A maioria dos hotéis pode ser reservada facilmente pelo Booking, e vale prestar atenção nas avaliações de localização.

Para dicas concretas, uma lenda absoluta é o Gran Hotel La Perla, localizado diretamente na Plaza del Castillo e onde Ernest Hemingway costumava se hospedar. Para uma experiência mais moderna e acessível, o famoso Hotel Maisonnave é uma excelente escolha, ficando a poucos passos da prefeitura. Se você prefere a combinação de história e tranquilidade, vai se encantar com o Pamplona Catedral Hotel, charmosamente instalado em um antigo convento reformado, logo ao lado da catedral.

14 dicas do que ver e fazer em Pamplona

1. A festa de San Fermín e sua atmosfera

Embora seja um festival dedicado a um santo, para a maior parte do mundo representa antes de tudo uma celebração interminável. O festival começa oficialmente em 6 de julho ao meio-dia, quando um foguete chamado chupinazo é lançado da varanda da prefeitura. Nesse momento, milhares de pessoas na praça amarram o tradicional lenço vermelho no pescoço e a cidade mergulha em nove dias de alegria, música e dança.

Mesmo que você não chegue a Pamplona em julho, as referências a essa festa estão em todo canto. Nas lojas de souvenirs, as clássicas camisas brancas e lenços vermelhos — o uniforme não oficial do festival — são vendidos o ano todo. Os moradores locais têm um orgulho enorme de sua tradição e adoram contar histórias de como seus avós já vivenciavam a festa.

💡 Dica local: Tente aprender algumas palavras em basco, pois Navarra tem uma relação muito próxima com a cultura basca. Um simples cumprimento “Kaixo” ou um obrigado “Eskerrik asko” já faz os garçons sorrirem um pouco mais para você.

2. A corrida de touros e a questão ética

A famosa corrida matinal com touros, chamada de encierro, acontece todo dia às oito da manhã durante o festival. O percurso mede exatamente 825 metros e vai dos currais perto de Santo Domingo até a arena da cidade. Centenas de corajosos tentam correr à frente de seis animais imponentes pelas ruelas estreitas, o que frequentemente resulta em ferimentos e, historicamente, até em mortes.

Nos últimos anos, essa tradição tem se tornado alvo de fortes críticas por parte de defensores dos animais. Após a corrida, os touros são conduzidos à arena, onde à noite aguarda a corrida tradicional. Muitas organizações internacionais e espanholas denunciam o enorme estresse e sofrimento dos animais, por isso você mesmo deve decidir que posição tomar diante desse evento controverso.

Se você quer ver o percurso da corrida sem nenhuma violência, pode percorrê-lo com calma em qualquer época do ano. O trajeto começa na parte baixa perto da prefeitura, passa pela famosa Calle Estafeta e termina na monumental Plaza de Toros. Pelo caminho, repare nas estacas de madeira onde, durante o festival, são instaladas as barreiras de segurança.

3. A praça Plaza del Castillo

Praça Plaza del Castillo em Pamplona
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Essa enorme praça cercada de arcadas funciona como a verdadeira sala de estar de toda Pamplona. Da manhã até a madrugada, famílias, grupos de amigos e peregrinos solitários circulam por lá tomando café ou uma bebida à noite. No centro da praça fica um lindo coreto musical, que dá ao espaço um toque romântico e elegante.

O maior atrativo da praça é o famoso Café Iruña, que preservou seu interior original em estilo art nouveau de 1888. Espelhos, tetos ricamente decorados e luminárias antigas te transportam instantaneamente mais de um século no tempo. É o lugar perfeito para sentar com um livro e simplesmente observar o movimento ao redor.

💡 Dica local: Não se deixe intimidar pelo aspecto luxuoso do café — os preços de um café ou uma taça de vinho são bastante acessíveis. Experimente pedir um cortado e aproveite a atmosfera de um lugar onde a história literária foi escrita.

4. A Catedral de Santa María la Real

Catedral de Santa María la Real em Pamplona
Foto: Zarateman / Wikimedia Commons, CC0

Ao chegar à fachada principal da catedral, talvez você fique surpreso com sua aparência neoclássica e austera. Mas não se engane — por dentro esconde-se uma verdadeira joia gótica dos séculos XIV e XV. As naves monumentais e os vitrais deslumbrantes criam um jogo fascinante de luz e sombra que te obriga a desacelerar e admirar em silêncio o trabalho dos mestres medievais.

O maior tesouro de todo o complexo é o claustro gótico fantasticamente preservado. Está entre os mais belos de toda a Europa, com arcos de pedra delicadamente esculpidos que parecem mais uma renda de pedra do que alvenaria. No centro da nave descansa o rei Carlos III de Navarra com sua esposa, em um magnífico mausoléu de alabastro.

Com o ingresso, você também tem acesso à premiada exposição Occidens, que usa tecnologia moderna e hologramas para te guiar pela história da civilização ocidental sob a perspectiva de Navarra. É uma experiência surpreendentemente moderna e envolvente, ambientada nos espaços milenares da catedral.

5. Nos passos de Ernest Hemingway

O escritor americano Ernest Hemingway visitou Pamplona pela primeira vez em 1923 e se apaixonou instantaneamente pelo festival de San Fermín. Transformou suas experiências no famoso romance Fiesta (The Sun Also Rises), apresentando ao mundo inteiro essa cidade espanhola então quase desconhecida. Os locais valorizam muito sua influência e em sua homenagem batizaram uma rua e ergueram uma estátua em frente à arena.

Durante suas inúmeras visitas, Hemingway se encantou por vários estabelecimentos que até hoje lucram com seu legado. Além do já mencionado Hotel La Perla e do Café Iruña, ele frequentava muito o bar Txoko, diretamente na Plaza del Castillo. Você pode fazer seu próprio roteiro literário e percorrer todos os lugares onde esse ganhador do Nobel bebia vinho e buscava inspiração.

Mesmo tendo se afastado da cidade após a Guerra Civil, seu espírito continua vivo por lá. Em muitos bares ainda pendurem velhas fotos em preto e branco do escritor sorridente entre moradores locais, provando que Hemingway não era apenas um hóspede famoso — ele se sentia em casa.

6. A cidadela de Pamplona e os pulmões verdes da cidade

Cidadela de Pamplona e parque verde
Foto: Julio Ruiz de Alda Miqueleiz / Wikimedia Commons, Public domain

Pamplona se orgulha de uma enorme quantidade de áreas verdes, e a imponente cidadela estrelada do século XVI é o destaque mais marcante. Originalmente construída sob o reinado de Filipe II para defender a cidade dos franceses, hoje serve como um amplo e bem cuidado parque público chamado Vuelta del Castillo. Sua antiga função militar é lembrada apenas pelas poderosas muralhas e fossos.

O complexo é absolutamente ideal para um piquenique à tarde, uma corrida ou simplesmente deitar na grama. Dentro dos antigos edifícios militares e arsenais existem hoje salas de exposição modernas e galerias de arte, com entrada geralmente gratuita. Os gramados são animados por esculturas contemporâneas de diferentes artistas, criando um belo contraste com as antigas paredes de pedra.

💡 Dica local: Vá até a cidadela pouco antes do pôr do sol. As paredes de pedra ficam de um laranja incrível e os moradores aparecem em massa para o passeio da tarde com os cachorros.

7. As muralhas da cidade e o Portal de Francia

O centro histórico é cercado por um cinturão de muralhas de cinco quilômetros, que fazem de Pamplona uma das cidades mais bem fortificadas do norte da Espanha. A entrada mais impressionante é o Portal de Francia, que até hoje conserva sua ponte levadiça original e o mecanismo de correntes. É exatamente por onde os peregrinos vindos da França entram na cidade pela tradição.

Ao longo das muralhas corre um belo percurso panorâmico chamado Paseo de Ronda. Das torres elevadas você tem vistas deslumbrantes sobre o rio Arga e as colinas verdes ao longe. Pelo caminho você encontra antigas torres de vigia e painéis informativos que descrevem em detalhes como a cidade se defendeu de invasores ao longo dos séculos.

No final desse passeio, não perca o mirante Baluarte del Redín. É um dos lugares mais fotogênicos de toda Pamplona, onde as antigas casinhas de pedra se projetam majestosamente sobre o imponente sistema de fortificações. No verão, costuma funcionar um bar ao ar livre por lá — um chiringuito — onde você pode saborear uma bebida gelada com vista panorâmica.

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8. A cultura dos pintxos nas ruas Estafeta e San Nicolás

A gastronomia do norte da Espanha gira em torno dos petiscos chamados pintxos. Eles se diferenciam dos tapas tradicionais por serem geralmente espetados em uma fatia de pão com um palito e funcionam como pequenas obras de arte culinárias. As duas ruas principais onde acontece a melhor experiência gastronômica são a Calle Estafeta e a Calle San Nicolás.

Enquanto os locais adoram embutidos e a linguicinha regional chistorra, a oferta de pintxos vegetarianos é absolutamente fantástica. Recomendo experimentar a clássica tortilla de patatas, que aqui costuma ser incrivelmente cremosa, ou as pimentinhas fritas pimientos de Padrón polvilhadas com sal grosso. Também são irresistíveis as croquetas cremosas recheadas de cogumelos ou as fatias do excelente queijo de ovelha Idiazabal.

A regra é que você não fica a noite toda no mesmo bar. Os locais praticam o txikiteo, que significa que em cada estabelecimento você come um pintxo e toma uma pequena taça de vinho ou cerveja, e logo passa para o próximo. Os bares ficam lotados até não caber mais ninguém, então não tenha medo de abrir caminho até o balcão e pedir com toda a confiança.

9. O Caminho de Santiago em Pamplona

Pamplona é a primeira grande cidade na chamada Rota Francesa (Camino Francés), que é de longe o percurso mais popular do Caminho de Santiago. Muitos peregrinos começam sua jornada no francês Saint-Jean-Pied-de-Port e é aqui, após cruzar os exigentes Pireneus, que tiram seu primeiro dia de descanso merecido. Por isso, a cidade está cheia de lojas de equipamentos de trekking e farmácias com curativos para bolhas.

Os números falam por si sobre a popularidade da rota. Em 2025, mais de 530.000 peregrinos registrados chegaram a Santiago e cerca de um terço deles passou por Pamplona. Nas ruas você encontra frequentemente pessoas com mochilas e cajados de madeira, seguindo as onipresentes setas amarelas e conchas de bronze incrustadas no calçamento.

A base do Caminho é a credencial do peregrino, um passaporte no qual os peregrinos colecionam carimbos. Mesmo que você não esteja fazendo o percurso, pode visitar algum dos albergues locais ou parar no centro de acolhida ao peregrino perto da Ponte de la Magdalena, absorvendo a atmosfera única de solidariedade e determinação compartilhada.

10. A prefeitura e sua fachada barroca

O edifício da prefeitura (Ayuntamiento) fica onde, na Idade Média, estava a fronteira entre três bairros rivais da cidade. Foi construído exatamente aí para simbolicamente unir uma Pamplona dividida em um único conjunto. Sua fachada voltada para a Plaza Consistorial é uma obra-prima do barroco tardio com elementos neoclássicos.

A fachada é decorada com belas esculturas representando as virtudes, Hércules e a deusa Fama, que sopra uma trombeta. As varandas têm acabamento delicado em ferro forjado, e é exatamente da varanda central que, a cada ano, é lançado o foguete que inaugura o festival de San Fermín. Em frente à prefeitura costuma haver sempre movimento, e é comum encontrar músicos de rua ou grupos de turistas por lá.

💡 Dica local: Se você for cedo pela manhã, vai escapar da multidão de turistas e conseguir as melhores fotos do prédio iluminado pelo sol da manhã. A praça é bastante pequena, então sem muita gente ela tem um ar muito mais íntimo e fotogênico.

11. O romântico Parque de la Taconera

A Taconera é, sem disputa, o parque mais antigo, mais belo e mais romântico de toda Pamplona. Foi fundado em 1830 no estilo puramente francês, então você encontra sebes bem aparadas, canteiros de flores simétricos e avenidas arborizadas com bastante sombra. É o refúgio perfeito para os dias quentes de verão, quando você precisa escapar das pedras quentes do centro histórico.

A maior raridade desse parque é um pequeno zoológico instalado diretamente no fosso da muralha. De cima das muralhas você pode observar veados, patos, cisnes e pavões que circulam livremente e não têm medo de se aproximar dos visitantes. As crianças adoram essa parada e para os adultos é uma agradável surpresa no meio do passeio.

No parque, não deixe de reparar na linda estátua de Mariblanca e no aconchegante Café Vienés, famoso pelo chocolate quente delicioso. É um toque de elegância centro-europeia em pleno verde espanhol.

12. O Museu de Navarra

Museu de Navarra em Pamplona
Foto: José Antonio Larrasoaña Zunzarren from Pamplona, Navarra / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

Se você quer entender a história complexa e rica dessa região de fronteira, o Museu de Navarra é visita obrigatória. Fica instalado em um belo edifício restaurado de um antigo hospital do século XVI, perto do rio Arga. O acervo te leva de forma cronológica desde a pré-história até a arte moderna do século XX.

O maior orgulho do museu são os mosaicos romanos fantasticamente preservados, descobertos em vilarejos da região. Você também encontra lindas colunas românicas da antiga catedral destruída e cofres islâmicos de marfim que evidenciam o entrecruzamento de culturas. O ápice da coleção de arte é um impressionante retrato do Marquês de San Adrián, pintado pelo próprio Francisco Goya.

A entrada no museu é gratuita nas tardes de sábado e manhãs de domingo, o que o torna uma dica excelente para viajantes com orçamento mais apertado. O edifício tem ainda um belo pátio interno e dos andares superiores você tem uma boa vista sobre a parte norte da cidade.

13. A Igreja de San Saturnino

Igreja de San Saturnino em Pamplona
Foto: Millars / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

A Igreja de San Saturnino, também conhecida como San Cernin, parece à primeira vista mais uma poderosa fortaleza militar do que uma casa de oração. Suas altas torres de tijolo e paredes espessas datam do século XIII, quando a cidade vivia conflitos frequentes entre bairros e as igrejas precisavam cumprir também função defensiva. Uma das torres ainda tem um relógio que marca o tempo para toda a vizinhança.

Curiosamente, São Saturnino é o verdadeiro patrono da cidade, e não o mais famoso São Fermín, como muita gente erroneamente pensa. Segundo a lenda, São Saturnino batizou mais de quarenta mil pessoas em Pamplona, incluindo o próprio Fermín. O batismo teria acontecido em um poço perto da igreja, lembrado hoje por uma pequena placa na Calle Mayor.

Por dentro, a igreja surpreende com uma magnífica abóbada cruzada e uma capela barroca dedicada à Virgem Maria. O contraste entre o exterior austero e o interior ricamente decorado é realmente impressionante. De vez em quando acontecem concertos noturnos de música de órgão, que graças à acústica excepcional criam uma atmosfera inesquecível.

14. Passeio pelos arredores: vinícolas e parques naturais

Seria uma pena limitar a região de Navarra apenas à sua capital. Se você tem um carro disponível ou não tem medo de usar os ônibus locais, aventure-se a descobrir a paisagem incrivelmente diversa dos arredores. Logo fora da cidade se estendem imensas vinhas que produzem excelentes vinhos navarros, sendo a especialidade local os refrescantes vinhos rosé (rosado).

Para quem busca natureza, recomendo ir até a deslumbrante garganta Foz de Lumbier, esculpida pelo rio Irati. Por uma antiga trilha ferroviária corre um caminho tranquilo, ladeado por altos penhascos de calcário sobre os quais pairam dezenas de enormes abutres-do-campo. É um espetáculo visual que rivaliza com os cânions mais belos do mundo.

Os amantes da história não podem perder o castelo de conto de fadas da cidade de Olite, que parece ter saído diretamente de um filme da Disney. Suas torres, ameias e passagens secretas fazem dele um dos mais impressionantes palácios góticos de toda a Espanha, e fica apenas uma hora ao sul de Pamplona.

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Para onde ir depois de Pamplona

Pamplona tem uma posição estratégica perfeita para explorar o norte e o centro da Península Ibérica. Se a cultura basca te encantou e você quer ver o oceano, vá para o norte até a costeira San Sebastián, famosa pela praia La Concha e pelos melhores pintxos do mundo. Bem pertinho dali fica a moderna Bilbao com o célebre Museu Guggenheim.

Para os amantes da natureza selvagem e das montanhas, a escolha óbvia é partir para o oeste em direção ao deslumbrante parque nacional Picos de Europa. Pelo caminho você pode passar pela histórica León ou explorar o litoral norte com a cidade histórica de Santander. Se quiser seguir a rota dos peregrinos até o destino final, de ônibus ou trem você chega facilmente a Santiago de Compostela, na Galícia.

Se você prefere calor e metrópoles, os trens de alta velocidade te levam confortavelmente para o sul até a capital Madri ou para o leste até a vibrante Barcelona. Se você curte história, no caminho para a capital vale fazer uma parada em Segóvia com seu gigantesco aqueduto romano ou na pitoresca Toledo.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva a visita a Pamplona?

Para o centro histórico em si, os parques e os principais pontos turísticos, dois dias serão mais que suficientes. A cidade é bem compacta e você chega a tudo a pé. Se quiser fazer também passeios aos parques naturais dos arredores ou às vinícolas de Navarra, reserve pelo menos três a quatro dias.

É seguro participar da corrida dos touros?

Sendo bem sincero, seguro definitivamente não é. Todo ano ocorrem dezenas de ferimentos, e não só por causa dos próprios touros, mas sobretudo por quedas e pisoteamentos na multidão de corredores em pânico. Uma opção muito mais segura é alugar um lugar em alguma das varandas sobre a rua Estafeta, de onde você tem uma vista ótima sem risco.

O que devo vestir no festival San Fermín?

A roupa tradicional consiste em calça branca pura, camisa branca e um marcante lenço vermelho (pañuelo) amarrado no pescoço, que muitas vezes vem acompanhado também de uma faixa vermelha. Você compra esse conjunto em Pamplona literalmente em cada esquina por poucos euros, então não precisa levar de casa. Mas conte com o fato de que a cor branca, depois de algumas horas na multidão e regado de vinho, não fica limpa por muito tempo.

Pamplona é um destino caro?

Durante o festival San Fermín, em julho, os preços das hospedagens são absolutamente astronômicos e a comida nos restaurantes também costuma ser mais cara. No resto do ano, porém, trata-se de uma cidade espanhola totalmente mediana, onde você come e se hospeda mais barato que na vizinha San Sebastián ou em Barcelona. Para mochileiros há, ainda, uma infraestrutura barata ligada ao Caminho de Santiago.

Posso visitar Pamplona também no inverno?

Sim, mas você precisa contar com o fato de que Navarra fica no interior e perto das montanhas, então os invernos aqui costumam ser bem frios, chuvosos, e as temperaturas podem cair para perto de zero. A cidade nessa época é muito calma e silenciosa, o que você vai apreciar se busca uma fuga das multidões de turistas e quer passar o tempo em museus e cafés aconchegantes.

Qual é a melhor forma de chegar a Pamplona?

A cidade dispõe de um pequeno aeroporto com voos domésticos, mas a opção mais comum é o trajeto de trem ou ônibus. De Madri e de Barcelona vêm até aqui trens confiáveis e rápidos da companhia RENFE. Há uma excelente conexão de ônibus com a vizinha Bilbao e com San Sebastián, de onde o trajeto leva cerca de uma hora e meia.

A cidade é adequada para vegetarianos?

Embora a região seja famosa pelos embutidos, os vegetarianos definitivamente não vão passar fome aqui. Nos bares de pintxos você encontra facilmente versões com legumes grelhados, queijos, cogumelos ou a excelente omelete espanhola com batatas. Muitos restaurantes modernos no centro já oferecem normalmente menus vegetarianos e veganos completos.

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