Uma verdade desagradável logo de início: o radar suíço manda a multa até a sua casa no Brasil mesmo por cinco quilômetros por hora a mais. E agora a parte boa: se você dirigir dentro das regras, vai encontrar provavelmente a rede de estradas mais bonita da Europa. Um roadtrip pela Suíça passa por passos de montanha como o Furka ou a antiga e calçada Tremola, que serpenteiam entre geleiras de um jeito que você vai parar para fotografar a cada poucos quilômetros.
Montei um roteiro de 10 dias de carro que não deixa de fora nenhum ícone suíço essencial. Você vai passar pela maior cachoeira da Europa, explorar a região de Jungfrau, fazer uma parada no Lago de Genebra e subir aos passos de montanha mais lendários. Também vou te dar dicas de como evitar as armadilhas caras e onde se hospedar de forma estratégica pela metade do preço.

Resumo
- Distância total da rota: O circuito ida e volta mede cerca de 2.600 a 2.900 quilômetros, dependendo dos desvios específicos.
- Melhor época para a viagem: De meados de junho até o começo de outubro, quando todos os passos de alta montanha estão garantidamente abertos.
- O que esperar: Estradas épicas como o Furkapass, vistas para o Matterhorn, lagos alpinos turquesa e cidades históricas pitorescas.
- Dica principal: Nunca tente chegar de carro até Zermatt ou Wengen, são zonas livres de carros e você precisa estacionar no vale.
- Orçamento recomendado: Para um casal em 10 dias, conte com algo em torno de 3.000 a 4.600 €, se comprar de forma inteligente nos supermercados.
- Versão reduzida: Se você tem apenas uma semana, deixe de fora Berna e o Lago de Genebra e foque puramente nos Alpes centrais e do sul.

Quando fazer essa viagem
O timing de um roadtrip pela Suíça é absolutamente crucial, porque grande parte da nossa rota passa por montanhas altas. A janela ideal para o circuito completo se abre só em meados de junho e dura mais ou menos até o começo de outubro. Se você sair antes disso, vai provavelmente encontrar cancelas fechadas e ter que contornar as montanhas de forma complicada por túneis ou usar os trens-balsa. Por exemplo, os lendários passos Furka e Grimsel abrem em 2026 só em 29 de maio, logo às nove da manhã.
Ainda mais traiçoeiro é o popular Sustenpass, que costuma abrir por último. Para 2026, a data oficial de abertura do Sustenpass está marcada para 12 de junho, então se você planeja viajar em junho, leve isso em conta com certeza. Algo parecido acontece com a estrada histórica Tremola, no Gotthard, que normalmente desperta do sono de inverno só durante o mês de junho. As condições atuais das estradas é melhor sempre conferir pouco antes da partida no portal oficial alpen-paesse.ch.
As experiências mais bonitas, segundo viajantes experientes, te esperam no fim de junho ou durante setembro. Em junho, os prados de montanha ficam incrivelmente floridos, os cumes ainda têm restos de neve e as estradas não estão tão cheias. Setembro, por sua vez, oferece um clima bem estável e lindas cores de outono. Julho e agosto até são uma aposta certeira no que diz respeito a estradas abertas, mas você tem que contar com multidões enormes de turistas, os preços de hospedagem mais altos e filas infernais na frente dos principais túneis.

Informações práticas: carro, transporte e orçamento
Antes de pisar no acelerador, você precisa providenciar o selo de pedágio (vignette). Na Suíça não existe nenhuma variante semanal ou mensal, vende-se exclusivamente o selo anual por 40 CHF (cerca de 42 €). A boa notícia é que ele vale 14 meses inteiros. Compre o selo confortavelmente online como e-vignette, mas tome muito cuidado com sites fraudulentos. O único portal oficial e seguro, sem taxas extras, é o via.admin.ch, onde você associa o selo facilmente à placa do seu carro.
Os limites de velocidade são um capítulo à parte e os radares não perdoam absolutamente nada. A tolerância de medição fica só entre 3 e 7 quilômetros por hora. Se você ultrapassar a velocidade em área urbana por meros 5 km/h, prepare 40 CHF (cerca de 42 €). Ultrapassar de 11 a 15 km/h já vai te custar 250 CHF (cerca de 260 €), e as multas chegam mesmo até a sua casa no Brasil, se você alugar o carro lá. Em fóruns de viagem você encontra histórias de alerta de gente que recebeu em casa uma conta de 500 dólares por pequenas infrações e taxas da locadora. Dirija realmente dentro das regras.
O que, por outro lado, vai te surpreender muito agradavelmente são os preços dos combustíveis. A Suíça tem um imposto de consumo mais baixo, então a gasolina sai mais barata do que na vizinha Alemanha. Pelo litro você paga cerca de 1,90 CHF (perto de 2 €), o que é uma ótima notícia para o seu orçamento. A dica prática é clara: encha o tanque antes de entrar nos Alpes. Se estiver passando pela Alemanha, apenas siga em frente e abasteça de novo já perto das montanhas suíças.
Estacionar exige um pouco de planejamento, porque em muitas estações de montanha você não pode entrar de carro de jeito nenhum. A famosa Zermatt, a icônica Wengen ou a pitoresca Mürren são completamente livres de carros. Se você está indo até o Matterhorn, precisa deixar o carro no enorme terminal em Täsch, por 17 CHF (cerca de 18 €) por dia, e seguir de trenzinho. Funciona de forma parecida em Lauterbrunnen, onde o edifício-garagem custa 18 CHF (perto de 19 €) por 24 horas, e até as vilas vizinhas você sobe de teleférico ou trem cremalheira.
Durante a viagem, você pode se deparar com situações em que o trem-balsa para carros vem a calhar. É uma experiência ótima e poupa horas de desvio. O trem-balsa sob o passo Furka vai de Realp a Oberwald por 33 CHF (cerca de 35 €) e a viagem dura só 15 minutos. Outra conexão muito útil é o Lötschberg, entre Kandersteg e Goppenstein, que por cerca de 28 CHF (perto de 29 €) te leva rapidamente da região dos Alpes Berneses direto para o Valais. As passagens recomendo comprar pelo site oficial sbb.ch.
O orçamento de uma viagem dessas não é dos menores, mas dá para otimizar de forma inteligente. Se vocês forem em dois, um roadtrip de 10 dias vai custar cerca de 3.000 a 4.500 CHF (mais ou menos 3.100 a 4.700 €). A maior despesa, surpreendentemente, não é a gasolina, mas os teleféricos e a hospedagem. Uma subida a picos grandes como o Gornergrat ou o Jungfraujoch custa tranquilamente de 100 a 250 CHF por pessoa. Você economiza muito na comida se comprar nos supermercados Coop ou Migros, onde encontra pratos prontos excelentes e restaurantes self-service com menus por volta de 15 CHF (cerca de 16 €).

Roteiro dia a dia
Este roteiro foi pensado para você ver todas as belezas essenciais sem voltar pelo mesmo caminho. Se você tem só 7 dias, pode facilmente deixar de fora Berna e o Lago de Genebra. Da região de Jungfrau você simplesmente se desloca pelo trem-balsa Lötschberg direto até Zermatt e poupa um monte de quilômetros.

Dia 1: chegada → Rheinfall → Lucerna
O primeiro dia é principalmente de deslocamento. Como ponto de partida prático para quem vem do Brasil, o aeroporto de Zurique é o mais conveniente: depois de pegar o carro alugado, você fica a cerca de 50 quilômetros da primeira parada fantástica. Ela é o Rheinfall, perto da cidade de Schaffhausen, que é a maior cachoeira de toda a Europa.
💡 Dica: Pare aqui por uma hora ou duas, caminhe pelas plataformas panorâmicas e deixe-se impressionar pela enorme massa de água rugindo. Se você curte passeios de barco, recomendo embarcar na lancha que te leva até a própria rocha no meio da cachoeira.
À tarde, te espera apenas um deslocamento curto de menos de 100 quilômetros até a linda Lucerna. Essa cidade fica diretamente à beira de um lago enorme e é cercada por picos alpinos. À noite, vá dar uma volta até a icônica ponte de madeira Kapellbrücke, que fica lindamente iluminada, e absorva a atmosfera tranquila à beira da água.

Dia 2: Lucerna → região de Jungfrau
De manhã, reserve um tempo para explorar a cidade velha de Lucerna. Não deixe de ver o famoso Monumento do Leão, esculpido direto na rocha de arenito, que dizem ser o pedaço de pedra mais triste do mundo. Depois entre no carro e siga na viagem de cerca de 70 quilômetros pelo pitoresco passo Brünig em direção a Interlaken.
💡 Dica: O caminho passa pelos lindos lagos turquesa de Lungern e Brienz. Pare em um dos vários mirantes, porque a cor da água daqui parece que alguém despejou um balde de tinta nela. Por volta do meio-dia você chega ao vale de Lauterbrunnen, que com toda a razão é chamado de vale das setenta e duas cachoeiras.
Hospede-se direto no vale, deixe o carro no estacionamento e vá admirar a enorme cachoeira Staubbach, que despenca de quase 300 metros de altura bem acima da vila. Se você ficar com fome no caminho, pare para almoçar e recomendo provar o tradicional rösti com queijo, uma delícia de batata que vai te saciar pelo resto da tarde.

Dia 3: região de Jungfrau (sem carro)
Neste dia o seu carro descansa e você parte para conhecer as montanhas a pé e sobre trilhos. Toda a região de Jungfrau é entrelaçada por uma rede perfeita de trens cremalheira e teleféricos. Lauterbrunnen serve como base perfeita para passeios às vilinhas vizinhas Wengen ou Mürren, onde você simplesmente não chega de carro.
💡 Dica: Se você tem um orçamento generoso, suba de trem cremalheira ao famoso Jungfraujoch, que é a estação de trem mais alta da Europa. É um programa bem caro, mas a vista para a maior geleira alpina, a Aletschgletscher, dizem que vale totalmente a pena. As entradas você consegue facilmente também por intermediários, por exemplo na GetYourGuide.
Para quem quer economizar, tem aqui a linda caminhada de Mürren a Gimmelwald. No caminho você vai ter os famosos picos Eiger, Mönch e Jungfrau o tempo todo diante dos olhos. Ao entardecer, volte ao vale e vá comer um autêntico fondue de queijo, que faz parte indissociável de uma estadia nas montanhas suíças e que, sem carne, qualquer um aproveita.

Dia 4: Lauterbrunnen → Berna → Montreux/Lavaux
De manhã você se despede das montanhas altas e parte para uma viagem de cerca de uma hora até a capital. Berna é uma cidade surpreendentemente pequena e incrivelmente pitoresca, cujo centro histórico está na lista da UNESCO. Estacione na periferia e vá admirar o famoso relógio astronômico Zytglogge e os seis quilômetros de arcadas históricas.
💡 Dica: Para o almoço, recomendo de coração visitar o lendário restaurante Tibits. É um bufê vegetariano e vegano incrível, onde você se serve sozinho e paga por peso. Eles têm dezenas de tipos de saladas, pratos quentes e sobremesas excelentes, então tem opção para todo mundo.
À tarde, te espera o deslocamento até o extenso Lago de Genebra, que leva cerca de uma hora de viagem. A paisagem muda dramaticamente, aparecem palmeiras e você sente uma atmosfera quase mediterrânea. Pare na cidade de Montreux, caminhe pela linda promenade florida e tire uma foto na estátua de Freddie Mercury, que viveu e compôs aqui por muitos anos.

Dia 5: Montreux → Lavaux → Täsch
Dedique a manhã a explorar o icônico castelo aquático de Chillon, que fica a um pulinho de Montreux, diretamente sobre a superfície do lago. Logo depois, siga para a região vizinha de Lavaux. Trata-se de vinhedos em terraços que descem íngremes até o lago, protegidos pela UNESCO, e que oferecem as vistas mais românticas de todo o país.
💡 Dica: Caminhe pelas trilhas estreitas entre os vinhedos e pare em uma das adegas locais. Aqui você pode provar ótimos vinhos da região acompanhados de queijos locais excelentes, o que é um almoço leve absolutamente ideal antes de seguir viagem.
À tarde você volta ao carro e parte pelo vale do rio Ródano em direção ao Matterhorn. A viagem até a vilinha de Täsch dura cerca de duas horas. Tenha em mente que Zermatt é fechada para o trânsito de carros, então você precisa deixar o veículo no enorme edifício-garagem Matterhorn Terminal. Você paga aqui 17 CHF (cerca de 18 €) por dia e, logo ao lado, pega o trem vermelho que em doze minutos te leva direto ao centro de Zermatt.

Dia 6: Zermatt e o Matterhorn
O dia de hoje é todo dedicado a uma das montanhas mais famosas do mundo. O Matterhorn, com sua pirâmide torta, você conhece da embalagem do chocolate Toblerone, mas ao vivo ele impressiona muito mais do que você esperaria. Em Zermatt você não precisa de carro, chega a todo lugar a pé ou pelos teleféricos e trens cremalheira que funcionam muito bem.
💡 Dica: A melhor vista para o Matterhorn você consegue quando sobe de trem cremalheira ao cume do Gornergrat. A viagem dura cerca de meia hora e lá em cima te espera um panorama inacreditável com dezenas de picos de quatro mil metros e geleiras enormes. A passagem custa bastante dinheiro, mas a experiência não tem preço.
Se você prefere fazer trilhas, suba de teleférico até Sunnegga e parta para a famosa trilha dos cinco lagos. Na superfície do lago Stellisee, em dias de bom tempo, o Matterhorn se reflete de forma tão perfeita que você não vai querer parar de fotografar. À noite, pode tranquilamente voltar de trem até Täsch, onde você tem hospedagem mais barata, e economizar um bom dinheiro.

Dia 7: Täsch → Furkapass → Tremola → Lugano
Prepare-se para o melhor. Hoje te espera cerca de 230 quilômetros de céu absoluto para quem dirige. De Täsch você sobe pelo vale e logo começa a subir o famoso Furkapass. Essa estrada ficou famosa num filme do James Bond e oferece curvas em ziguezague perfeitas com vista para a Geleira do Ródano. Pare com certeza no icônico Hotel Belvédère.
💡 Dica: De Andermatt, não siga pela estrada nova, mas desça pela histórica estrada Tremola. É uma estrada calçada de mais de 11 quilômetros, do século 19, que serpenteia em dezenas de curvas fechadas em direção ao passo do Gotthard. Dirija com muito cuidado, idealmente a 20 ou 30 km/h, mas essa experiência você não pode deixar de fora. Assim você ainda escapa das filas infernais que costumam entupir o túnel do Gotthard por longas horas.
Depois de vencer os passos, você desce ao cantão de Ticino, onde te recebe imediatamente uma atmosfera italiana. A arquitetura muda, há palmeiras por todo lado e as pessoas falam italiano. À noite você chega à cidade de Lugano, que fica à beira do lago de mesmo nome e oferece uma deliciosa tranquilidade mediterrânea.

Dia 8: Lugano e arredores
Hoje faça uma pausa na direção longa e aproveite o sul. Lugano é uma cidade extremamente elegante, que muitas vezes é apelidada de Monte Carlo suíça. Caminhe pela longa promenade à beira da água, tome um ótimo espresso italiano e apenas observe os barcos navegando pelo lago.
💡 Dica: Suba pelo funicular ao topo do Monte Brè ou do San Salvatore. De ambos os morros há uma vista fantástica de todo o lago e das montanhas ao redor. À tarde, faça com certeza um passeio de barco até a pitoresca vila de pescadores de Gandria.
No que diz respeito à comida, aqui em Ticino você está no paraíso da cozinha italiana. Recomendo ir a alguma pizzaria local aconchegante para uma pizza vegetariana de verdade ou massas frescas. A qualidade da comida aqui é totalmente comparável à da Itália, só que você paga o típico acréscimo suíço.

Dia 9: Lugano → Engadina (St. Moritz)
Depois do café da manhã, você parte para o leste, em direção ao cantão de Graubünden. Te esperam cerca de 120 quilômetros de viagem, que você pode encurtar passando por um pedacinho da Itália, perto da cidadezinha de Chiavenna, e em seguida pelo passo Maloja. Ou então você pode escolher a rota mais ao norte pelo passo San Bernardino.
💡 Dica: Por volta do meio-dia você chega à região da Engadina, que é conhecida por seus lindos lagos Sils e Silvaplana. É um paraíso para todos os amantes de windsurf e kitesurf, porque aqui sopra regularmente um vento forte chamado Maloja.
O próprio St. Moritz é um resort muito luxuoso e caro, então pode tranquilamente só passear por ele e fotografar as butiques caras e os hotéis suntuosos. Para hospedagem e uma atmosfera mais calma, é muito melhor escolher alguma das vilas menores nos arredores, como Zuoz ou Samedan, onde você encontra casas tradicionais decoradas com a incrível técnica do sgraffito.

Dia 10: St. Moritz → Albulapass → volta
No último dia do seu roadtrip, te espera a despedida dos Alpes e a viagem de volta. De St. Moritz você segue pelo lindo passo Albulapass, que é muito mais tranquilo e selvagem do que as outras estradas conhecidas. Você vai passar pelos imponentes viadutos de pedra da Ferrovia Récia, protegidos pela UNESCO.
💡 Dica: No passo Albula, segundo informações do portal myswitzerland.com, vão ocorrer obras durante 2026, então conte com um pequeno atraso nos semáforos. Depois de descer das montanhas, você entra nas autoestradas austríacas perto de Landeck e, ao devolver o carro de volta a Zurique (ou se preferir, deixá-lo em outro aeroporto), encerra o circuito.
O retorno até o ponto de partida costuma render algumas horas de estrada. Se você não quiser dirigir toda a rota de uma vez só, pode planejar mais uma noite tranquila em algum ponto do caminho, para chegar ao aeroporto bem descansado antes do voo de volta ao Brasil.

Onde se hospedar ao longo da rota
💡 Dica de hospedagem e experiências: Hospedagem nós gostamos de procurar no Booking.com, onde costumam ter as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pela GetYourGuide.
A hospedagem na Suíça forma uma parte enorme do orçamento, mas existe um truque simples para economizar centenas de euros. Nunca durma diretamente nos resorts de montanha luxuosos ou nos centros das cidades famosas. Basta avançar alguns quilômetros até o vale ao lado e os preços caem na hora para a metade. Em vez da cara Zermatt, durma em Täsch; em vez de Montreux, escolha as vilinhas acima do lago. Uma grande economia vem também dos apartamentos com cozinha, com os quais você pode cozinhar por conta própria com ingredientes mais baratos do supermercado. No verão, é absolutamente necessário reservar tudo com bastante antecedência pelo Booking.
Em Lucerna, uma ótima escolha é o sólido Hotel Waldstätterhof, que fica a apenas 100 metros da estação e da famosa ponte, então você tem a cidade inteira na palma da mão. Se você está indo para a região de Jungfrau e procura uma ótima relação custo-benefício, reserve o Valley Hostel em Lauterbrunnen. É uma lenda absoluta para quem viaja com orçamento apertado: oferece quartos limpos, uma cozinha prática e estacionamento. Para quem quer um pouco mais de romantismo, recomendo o Hotel Staubbach, um lindo hotel histórico com vista direta para a cachoeira rugindo.
Quando você se deslocar até o Matterhorn, a base mais inteligente é o Hotel Täscherhof, na própria vilinha de Täsch. Fica logo ao lado do terminal, então você deixa o carro estacionado e em doze minutos está de trem no coração de Zermatt, pagando uma fração do preço pelo quarto. À beira do Lago de Genebra, você vai adorar o Hôtel du Léman nos arredores de Vevey, que fica no meio dos vinhedos de Lavaux e, como enorme bônus, oferece estacionamento gratuito, algo raro nessa região. E, por fim, para a região de Ticino, escolha o econômico ibis budget Lugano, que oferece quartos simples e limpos a um pulinho do lago, por um preço imbatível.
| Parada | Noites | Base recomendada | Por quê |
|---|---|---|---|
| Lucerna | 1 noite | Hotel Waldstätterhof | Localização perfeita bem no centro, perto da ponte icônica e da estação. |
| Região de Jungfrau | 2 noites | Valley Hostel | Ótimo preço, cozinha compartilhada para economizar e perto dos teleféricos. |
| Região de Jungfrau | 2 noites | Hotel Staubbach | Opção romântica com vista incrível direto para a cachoeira Staubbach. |
| Zermatt e arredores | 2 noites | Hotel Täscherhof | Base inteligente em Täsch com estacionamento, a só 12 minutos de trem de Zermatt. |
| Lago de Genebra | 1 noite | Hôtel du Léman | Vistas lindas para o lago, localização entre vinhedos e estacionamento gratuito. |
| Ticino / Lugano | 1-2 noites | ibis budget Lugano | A hospedagem mais barata e razoável na cara Lugano, ideal para pernoitar. |
Para onde ir depois
Se você se sente atraído por mais aventuras nesse país incrível, leia com certeza o nosso grande guia Férias na Suíça: 19 dicas de onde ir e o que ver. Para planejar em detalhe a parada no famoso pico, vai te ser útil o artigo Zermatt e Matterhorn: o que ver e fazer.
Você se interessa mais por geleiras e vales de montanha? Então não deixe de ver as nossas dicas para Interlaken e Jungfraujoch ou o guia detalhado de Grindelwald e da contista Lauterbrunnen. E se você prefere cidades, leia tudo o que esconde Berna e a linda Lucerna. Se quiser trocar a Suíça por vizinhos um pouco mais baratos, dê uma olhada no nosso Roadtrip pela Áustria: Roteiro de 7 dias.
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Preciso de uma vinheta de pedágio na Suíça?
Sim, sem ela você realmente não consegue rodar nas rodovias. É vendida apenas a versão anual por 40 CHF, que vale por 14 meses (por exemplo, de 1º de dezembro de 2025 a 31 de janeiro de 2027). Compre exclusivamente como e-vignette no portal oficial da alfândega suíça, para evitar revendedores que cobram muito mais caro. Se te pegarem na rodovia sem a vinheta, você pagará uma multa de 200 CHF e ainda terá que comprá-la de qualquer jeito.
Quanto custa uma roadtrip pela Suíça?
Para um casal viajando de carro próprio da República Tcheca, considere para 7 dias aproximadamente entre 2.200 e 3.200 EUR. Se você for ficar 10 dias completos, o orçamento sobe para 3.000 a 4.600 EUR. A maior parte do dinheiro vai para hospedagem e os caros teleféricos, mas você economiza muito comprando alimentos e refeições prontas nos supermercados Coop ou Migros.
Quando as passagens de montanha estão abertas?
O período confiável para todas as passagens é de meados de junho ao início de outubro. Em 2026, as famosas passagens de Furka e Grimsel abrem em 29 de maio, mas a traiçoeira Sustenpass só em 12 de junho. Além disso, neve fresca pode complicar a situação nas estradas a qualquer momento, então sempre verifique as condições atuais nos sites oficiais.
Dá para chegar em Zermatt de carro?
Não dá, Zermatt é uma zona estritamente protegida sem carros. Você precisa deixar seu veículo no enorme terminal de estacionamento na vilazinha de Täsch, onde vai pagar 17 CHF por dia. De lá, sai um trem shuttle a cada 20 minutos, que te leva confortavelmente em doze minutos direto pro centro de Zermatt. Funciona de forma parecida também em Wengen ou Mürren.
Quão severas são as multas por excesso de velocidade?
São absolutamente inflexíveis e os radares praticamente não têm tolerância (apenas 3–7 km/h). Exceder em meros 5 km/h na área urbana vai te custar 40 EUR, se você andar 11 km/h mais rápido, já pagará 250 EUR. As câmeras estão por toda parte, funcionam automaticamente e as contas das multas chegam fielmente pelo correio até aqui na República Tcheca, então não pise fundo no acelerador de jeito nenhum.
A gasolina na Suíça é mais cara do que aqui no Brasil?
Comparado à República Tcheca, é um pouco mais caro, o litro sai por volta de 1,90 CHF, o que equivale a cerca de 1,25 EUR. Paradoxalmente, porém, a gasolina na Suíça é mais barata que na Alemanha, graças ao imposto sobre consumo mais baixo. A estratégia é clara, então: não abasteça de jeito nenhum ao passar pela Alemanha e encha o tanque tranquilamente só quando chegar aos Alpes suíços.
Preciso pegar fila no túnel de Gotthard?
Definitivamente não precisa! O túnel de Gotardo costuma ficar congestionado até 100 dias por ano e as filas podem durar horas. Nos meses de verão, uma solução muito mais elegante é sair da rodovia e atravessar pela própria passagem de montanha. Você pode até escolher a deslumbrante antiga estrada pavimentada Tremola, que é uma experiência incrível de direção e ainda te livra da espera cansativa no engarrafamento.
7 dias são suficientes para o roteiro?
Na versão reduzida certamente dá. Você pode fazer o roteiro Lucerna, Jungfrau, Zermatt e Ticino, mas terá que pular Berna e o Lago de Genebra. Se você quer ver todas as principais belezas com calma e não passar todos os dias longas horas no carro, recomendo reservar 10 dias inteiros, a experiência vale muito a pena.
