Guimarães, Portugal: 13 dicas do que ver no berço de Portugal

Quando se fala no norte de Portugal, a maioria das pessoas pensa imediatamente no famoso vinho do Porto e nas ruelas melancólicas à beira do Douro. Mas se você quer descobrir a essência mais profunda desse país maravilhoso, precisa ir um pouco mais longe, direto ao coração histórico da nação. Guimarães Portugal é uma cidade orgulhosa, antiga e incrivelmente fotogênica, conhecida com razão como o berço da nação portuguesa. Foi aqui que nasceram os primeiros reis e daqui começou a se escrever a história do país que um dia descobriu o mundo.

O centro histórico está inscrito na lista da UNESCO e forma um labirinto encantador de ruelas de paralelepípedos, casas medievais e pequenas praças pitorescas. Esqueça por um momento a agitação das grandes metrópoles e deixe-se envolver pela atmosfera de um lugar onde a história milenar respira em cada pedra. Prepare um calçado confortável e com boa sola, porque a tradicional calçada portuguesa pode ser traiçoeira, e venha descobrir os cantos mais bonitos da cidade. Preparei um guia detalhado para que você não perca nada neste lugar mágico.

Vista de Guimarães Portugal com o castelo medieval ao fundo
Foto: John Samuel / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Resumo

  • Berço de Portugal: Guimarães é o lugar onde nasceu o primeiro rei português, Afonso Henriques, e onde o estado português independente foi formalmente fundado.
  • Acesso a partir do Porto: A cidade fica a cerca de uma hora de trem suburbano do Porto, o que a torna um destino perfeito para um passeio de um dia.
  • Principais atrações: Não deixe de visitar o castelo medieval Castelo de Guimarães e o monumental Paço dos Duques de Bragança.
  • Centro histórico: Inscrito na lista da UNESCO, repleto de casas medievais, ruelas estreitas e cafés românticos com mesas ao ar livre.
  • Teleférico para o Penha: Se quiser descansar da história, suba de teleférico ao morro do Penha, onde encontrará enormes pedras de granito e uma vista deslumbrante da região.
  • Taxa turística: Na hospedagem, conte com uma taxa turística de 3 euros por pessoa por noite, cobrada pelos hotéis no local.
  • Clima no norte: O norte de Portugal é muito verde, o que significa chuvas mais frequentes. Leve um guarda-chuva mesmo nos meses de primavera.
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Quando visitar Guimarães

A questão do clima é absolutamente fundamental para planejar uma viagem ao norte de Portugal. Enquanto o sul do país costuma enfrentar calores extremos no verão, o norte é influenciado pelo Atlântico e é significativamente mais úmido. De novembro a março, chegam frentes oceânicas e pode chover por vários dias seguidos. As colinas verdes ao redor da cidade não são verdes por acaso — nos meses de inverno, não saia de casa sem uma jaqueta impermeável e um bom guarda-chuva.

O período mais bonito para visitar é sem dúvida a primavera e o início do outono. Nos meses de maio, junho ou setembro, as temperaturas ficam muito agradáveis, entre 20 e 25 graus, o que é ideal para passear o dia todo pelos pontos turísticos. As manhãs podem ter um pouco de neblina, mas durante o dia você aproveita bastante sol sem o calor sufocante. Julho e agosto trazem clima ensolarado com poucas chuvas, mas também os maiores fluxos de turistas e preços de acomodação mais altos.

Se você planeja viajar na época da vindima (setembro a outubro), viverá uma atmosfera incrível, mas a partir de meados de outubro já é preciso contar com maior risco de chuvas. A cidade tem seu charme em qualquer época do ano, até mesmo em novembro com neblina, quando ganha um toque levemente místico. Depende só de você: prefere tomar sol sentado nas mesas dos cafés, ou fazer caminhadas românticas pela cidade no outono?

Onde se hospedar em Guimarães

💡 Dica de hospedagem e passeios: Buscamos hospedagem no Booking.com, onde geralmente encontramos as melhores condições de cancelamento. Para ingressos, passeios e atividades, vale comparar as opções no GetYourGuide.

Guimarães oferece muitas opções bonitas de hospedagem, desde edifícios históricos luxuosos até pousadas familiares menores. O excesso de turismo e a crise habitacional em Portugal, porém, levaram o governo a agir — desde maio de 2026 vigoram regras mais rígidas para aluguel de curta duração de apartamentos privados. A oferta de Airbnb no centro histórico diminuiu e os preços subiram naturalmente, por isso os viajantes hoje costumam preferir hotéis tradicionais ou as chamadas pousadas (hotéis históricos).

Na hora de procurar hospedagem ideal, recomendo usar o popular Booking.com, onde você filtra facilmente hotéis a uma caminhada do centro. Lembre-se também de que na cidade você pagará uma taxa turística de 3 euros por pessoa por noite, cobrada diretamente na recepção do hotel (geralmente paga em dinheiro ou cartão no check-in). Uma ótima opção de hospedagem é o elegante Hotel Toural, que oferece quartos espaçosos e uma localização excelente, diretamente na praça de mesmo nome.

Se quiser se presentear com algo verdadeiramente especial, confira a Pousada Mosteiro de Guimarães. Este hotel de luxo foi criado a partir da conversão de um antigo mosteiro agostiniano do século XII e oferece vistas deslumbrantes da cidade, jardins lindíssimos e serviço de excelência. Outra ótima alternativa bem no coração do centro histórico é a Casa do Juncal, um hotel boutique menor que combina arquitetura histórica com um design moderno e muito elegante.

13 dicas do que ver e fazer em Guimarães

Vamos juntos conhecer o melhor que esta cidade antiga tem a oferecer em Guimarães Portugal. Das rudes muralhas medievais aos suntuosos palácios nobres, passando pelas pracinhas aconchegantes onde o aroma de café fresco e pão doce paira no ar. Separe a câmera — você vai se apaixonar por esta cidade.

1. Castelo de Guimarães

Castelo de Guimarães com suas torres medievais de granito
Foto: John Samuel / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Seus primeiros passos devem ser em direção ao pequeno morro acima da cidade, onde se ergue a atração principal de toda a região. O Castelo de Guimarães é uma robusta fortaleza medieval do século X, que originalmente servia para defender o mosteiro local contra incursões dos mouros e dos normandos. Sua aparência bruta, em granito, com ameias imponentes e uma alta torre central (Torre de Menagem), é exatamente como se imagina um castelo de cavaleiros inexpugnável de um conto de fadas.

Foi neste castelo que, segundo fontes históricas, no início do século XII nasceu o primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques. Ao caminhar pelas antigas muralhas, você terá uma vista linda de todo o centro histórico lá embaixo. A entrada para o recinto do castelo e para as muralhas costuma ser acessível, mas para entrar na torre principal — onde fica uma pequena exposição sobre a história — é preciso comprar ingresso.

💡 Dica local: Se você planeja visitar mais de um ponto turístico da região, pergunte na bilheteria sobre o ingresso combinado. Frequentemente oferecem um bilhete vantajoso que inclui a entrada no castelo e no palácio vizinho dos duques, economizando alguns euros.

2. Paço dos Duques de Bragança

Paço dos Duques de Bragança em Guimarães com suas chaminés características
Foto: CEphoto, Uwe Aranas / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Logo abaixo do castelo você não vai deixar de notar uma enorme e muito peculiar construção com dezenas de chaminés de tijolo apontando para o céu. Este imponente palácio foi construído no século XV por Afonso, o primeiro Duque de Bragança, como sua suntuosa residência. A arquitetura do edifício é fortemente influenciada pelo estilo do norte europeu, que o duque admirava durante suas viagens diplomáticas pelo velho continente.

No interior do palácio espera uma fascinante jornada pela história. O roteiro de visita leva você por imensos salões com tetos de madeira que lembram quilhas de navio invertidas. As paredes são decoradas com belas coleções de armas, móveis antigos e enormes tapeçarias que retratam em detalhes as conquistas portuguesas no norte da África. A atmosfera dentro do palácio é bastante sombria e majestosa, o que só intensifica a impressão do imenso poder da casa de Bragança.

Não deixe de dar uma olhada também no pátio interno, cercado por arcadas góticas e de aparência incrivelmente serena. O ingresso custa em torno de 5 euros e a visita dura em torno de uma hora a uma hora e meia, dependendo de quanto tempo você dedicar a admirar os detalhes das tapeçarias históricas.

3. Igreja de São Miguel do Castelo

Igreja de São Miguel do Castelo em Guimarães, pequena chapel românica
Foto: John Samuel / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Entre o castelo e o Paço dos Duques se esconde uma pequena e discreta igrejinha românica que você poderia facilmente ignorar numa visita rápida. Seria um grande erro, porém. A Igreja de São Miguel do Castelo é, do ponto de vista histórico, uma das construções religiosas mais importantes de todo Portugal. Por fora parece muito simples e austera, mas seu valor está naquilo que aconteceu dentro dela.

A lenda e as fontes históricas afirmam que foi nessa pequena igreja que o rei Afonso Henriques foi batizado. Dentro você encontra uma antiga pia batismal de pedra, que se acredita ter sido usada exatamente para esse fim. O interior é sombrio, iluminado apenas por janelas estreitas, e o chão é formado por dezenas de lápides de cavaleiros medievais e nobres.

A entrada nesta pequena igrejinha é gratuita e a visita não leva mais do que alguns minutos. Mesmo assim, é um lugar de grande significado, onde você percebe plenamente a profundidade da história portuguesa e o orgulho que os moradores locais têm de seu primeiro soberano.

4. Largo da Oliveira

Largo da Oliveira em Guimarães com casas históricas e cafés ao ar livre
Foto: Gerd Eichmann / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Quando você descer do morro do castelo até a cidade velha, vai se encontrar em uma das praças mais pitorescas que já viu. O Largo da Oliveira é o coração pulsante do centro histórico, o ponto de encontro entre a história e o estilo de vida descontraído dos portugueses de hoje. A praça é rodeada por todos os lados por belas casas antigas com as típicas varandas de madeira e janelas estreitas.

A praça ganhou seu nome por causa de uma antiga oliveira que aqui cresce há séculos. A lenda conta que a árvore original brotou milagrosamente neste local para confirmar a importância do lugar. Hoje a praça está repleta de mesas de cafés e restaurantes aconchegantes, onde você pode sentar, pedir um café ou uma taça do vinho local e simplesmente observar o movimento ao redor.

É o lugar perfeito para uma pausa rápida depois de visitar o castelo. Os preços nos cafés da praça são um pouco mais altos do que nas ruelas menos frequentadas, mas a vista para o cenário histórico certamente compensa os centavos extras.

5. Padrão do Salado

Padrão do Salado no Largo da Oliveira em Guimarães, monumento gótico medieval
Foto: John Samuel / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Bem no meio do Largo da Oliveira, sua atenção será imediatamente atraída por um monumento gótico singular. O Padrão do Salado é um santuário único em pedra, formado por quatro arcos ogivais sob os quais está uma antiga cruz de pedra. Este monumento foi erguido no século XIV em honra da vitória das tropas portuguesas e castelhanas sobre os mouros na decisiva Batalha do Rio Salado.

É um dos monumentos mais fotografados da cidade e, ao mesmo tempo, um raro exemplo da arquitetura gótica portuguesa em sua forma mais pura. Ao olhar com atenção, você vai notar delicados detalhes de cantaria e brasões antigos que decoram a abóbada desta capela aberta. O monumento já está aqui há séculos e forma um portal absolutamente perfeito para a igreja vizinha.

💡 Dica local: As melhores fotos do monumento se conseguem logo cedo de manhã ou no fim da tarde, quando o sol poente pinta as pedras de granito em tons dourados e quentes e a praça ainda não está lotada de turistas.

6. Igreja de Nossa Senhora da Oliveira

Igreja de Nossa Senhora da Oliveira em Guimarães com seu campanário gótico
Foto: John Samuel / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Logo atrás do monumento gótico se ergue a bela Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, que domina a praça. Esta igreja tem uma história muito complexa — originalmente havia aqui um mosteiro fundado no século X, mas a aparência atual data principalmente do século XIV, durante o reinado do rei João I. Ele mandou reconstruir a igreja como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota.

O exterior da igreja é decorado por um belo campanário gótico e um portal principal ricamente ornamentado. No interior você encontra espaços majestosos com altares de prata deslumbrantes e elaboradas entalhes em madeira. A igreja é dedicada a Nossa Senhora da Oliveira, em referência à já mencionada lenda da oliveira milagrosa na praça em frente.

A entrada na nave principal da igreja é livre para o público. Se você aprecia arquitetura religiosa, dedique um momento para visitar as capelas laterais, onde se escondem belos exemplares dos tradicionais azulejos azuis e brancos, que não podem faltar em nenhuma igreja portuguesa de relevância.

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7. Praça de São Tiago

Praça de São Tiago em Guimarães à noite com bares e iluminação aconchegante
Foto: manuelfouce / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

A poucos passos do Largo da Oliveira, conectada por uma curta passagem sob antigas arcadas, fica outra pracinha encantadora. A Praça de São Tiago é, na minha opinião, talvez ainda mais romântica do que sua vizinha maior. A praça é cercada por casas antigas com andares em balanço que se inclinam umas em direção às outras, como se quisessem sussurrar segredos dos tempos antigos.

Segundo uma antiga tradição, foi nesta praça que o apóstolo São Tiago (Santiago) trouxe uma imagem da Virgem Maria, o que fez do local uma parada importante para os peregrinos que seguiam para Santiago de Compostela, na Espanha. Hoje, peregrinos são menos comuns por aqui, mas a praça fica animada à noite graças a vários pequenos bares e bistrôs.

Recomendo visitar especialmente depois de anoitecer, quando as antigas lanternas se acendem e a luz suave se reflete nas pedras polidas do calçamento. A atmosfera é absolutamente inesquecível — você facilmente perde a noção do tempo com uma taça de bom vinho português na mão.

8. Passeio pela Rua de Santa Maria

Se você quer viver de verdade a Idade Média, precisa passear pela Rua de Santa Maria. É uma das ruas mais antigas da cidade, que já no século XII ligava o complexo do castelo no alto à parte baixa com o mosteiro. Hoje é uma bela zona pedestre ladeada por casas de pedra estreitas, muitas das quais exibem fachadas renascentistas e barrocas bem conservadas.

Durante o passeio, não deixe de olhar para cima. Você verá lindas sacadas trabalhadas repletas de flores, brasões antigos talhados na pedra e janelas de madeira que testemunharam séculos de história. A rua também abriga muitas lojas de artesanato local, galerias e padarias aconchegantes de onde exala um perfume de canela e massa assada.

No meio da rua você vai se deparar com o belo Convento de Santa Clara, onde hoje funciona a Câmara Municipal. Pare e admire os detalhes das fachadas — esta rua é como um museu a céu aberto que vai te transportar perfeitamente para a época em que cavaleiros portugueses caminhavam por estas pedras.

9. Teleférico para o morro do Penha (Teleférico de Guimarães)

Quando as ruelas históricas já tiverem cansado suas pernas e você quiser uma mudança de cenário, vá até a borda do centro em direção à estação inferior do teleférico local. O Teleférico de Guimarães te leva em poucos minutos cerca de 400 metros de altitude acima até o morro arborizado do Penha, que se ergue bem acima da cidade. A própria viagem de teleférico oferece vistas incríveis e é um descanso bem-vindo para os pés.

Lá em cima você encontra um mundo completamente diferente. O Parque do Penha (Santuário da Penha) é um imenso parque florestal cheio de enormes pedras de granito, cavernas secretas e trilhas sombreadas. No meio de tudo isso fica um santuário moderno dedicado a Nossa Senhora da Penha, um importante local de peregrinação. Você também encontra áreas de piquenique, pequenos cafés e infinitos cantinhos para uma caminhada tranquila na natureza.

Mas o principal motivo pelo qual as pessoas vêm até aqui é a vista panorâmica absolutamente de tirar o fôlego. Dos mirantes você vê todo Guimarães como se fosse um mapa, e em dias de céu claro dá para avistar o oceano. O bilhete de ida e volta no teleférico custa em torno de 7 euros e o passeio ocupa no mínimo duas horas.

10. Largo do Toural e a famosa inscrição

Largo do Toural em Guimarães com a inscrição Aqui Nasceu Portugal
Foto: CEphoto, Uwe Aranas / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

O Largo do Toural é a praça maior e mais importante da parte mais nova do centro. No passado este local servia como mercado de gado e palco de touradas — hoje é um espaço elegante e amplo rodeado por casas dos séculos XVIII e XIX com fachadas uniformes e belas varandas trabalhadas em ferro forjado. A praça marca a fronteira imaginária entre a cidade medieval antiga e a área de construção mais moderna.

Bem na beira desta praça, sobre os restos das antigas muralhas defensivas da Torre da Alfândega, você vai encontrar o ponto mais fotografado de toda a cidade. A enorme inscrição branca “Aqui Nasceu Portugal” proclama ao mundo o orgulho dos moradores locais por sua história. Tirar uma foto com essa inscrição é quase obrigatório para todo visitante.

A praça é um ótimo ponto de partida para compras ou para um café matinal em alguma das pastelarias locais. Repare também no belo calçamento decorado com pedrinhas pretas e brancas que formam interessantes figuras geométricas no chão.

11. Museu de Alberto Sampaio

Se você aprecia arte e história, não pode deixar de visitar o Museu de Alberto Sampaio, instalado nos edifícios do antigo mosteiro junto à Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, no Largo da Oliveira. O museu foi fundado já na década de 1920 e guarda uma das melhores coleções de arte sacra de todo o norte de Portugal.

A exposição leva você pelos antigos claustros, onde você pode admirar cálices de prata únicos, relicários, esculturas antigas e magníficas vestes litúrgicas bordadas a ouro e prata. O exemplar mais valioso é a cruz processional de prata que o rei João I presenteou à cidade após a Batalha de Aljubarrota, e a túnica que o rei teria usado durante a batalha.

O museu é muito tranquilo e bem cuidado. O ingresso custa cerca de 3 euros e a visita oferece uma perspectiva mais profunda da riqueza religiosa e cultural desta região ao longo dos séculos.

12. Convento de Santo António dos Capuchos

Um pouco fora dos principais roteiros turísticos, a cerca de 15 minutos a pé do centro, se esconde uma joia — o antigo convento capuchinho Convento de Santo António dos Capuchos. Esta construção do século XVII passou recentemente por uma reforma cuidadosa e serve parcialmente como museu e hospital. Por fora parece discreta, mas por dentro você terá uma surpresa.

A principal atração são os lindos pátios internos e os corredores, ricamente decorados com os tradicionais azulejos azuis e brancos do século XVIII. Os azulejos retratam cenas da vida de Santo António e estão preservados em estado absolutamente perfeito. É um lugar incrivelmente silencioso e tranquilo, que poucos turistas chegam a conhecer.

Durante a visita você pode dar uma olhada nas antigas celas monásticas e na sacristia histórica. Se você quer fugir das multidões de verão e ama a cerâmica portuguesa, visitar este convento é claramente uma excelente escolha.

13. Prove a gastronomia local e o vinho da região

Uma visita ao norte de Portugal não estaria completa sem explorar os sabores locais. A região do Minho, onde a cidade se encontra, é o lar do famoso Vinho Verde. Não se deixe enganar pelo nome — o vinho não é verde de cor, mas de idade. Trata-se de um vinho jovem, levemente frisante, muito refrescante e com uma leve acidez, que se bebe bem gelado e é absolutamente ideal para os dias quentes de verão.

Embora o norte de Portugal seja conhecido pelos pratos fartamente de carne, você encontra ótimas opções mesmo se preferir comida sem carne. Prove os excelentes queijos locais, azeitonas ou a tradicional Caldo Verde (só peça ao garçom para não colocar a rodela de chouriço que geralmente é adicionada como enfeite). Com o vinho, você também pode pedir várias tapas vegetarianas, como pimentões assados ou croquetes de queijo fritos.

💡 Dica local: Deixe espaço para a sobremesa! A cidade é famosa por seus doces conventuais. Experimente as Tortas de Guimarães (massa folhada recheada com amêndoas e doce de abóbora) ou o incrivelmente doce Toucinho do Céu (literalmente “toucinho do céu”, mas não se preocupe — é uma torta densa de gemas, açúcar e amêndoas, sem carne alguma). Pare em qualquer pastelaria da praça e permita-se esse toque final e doce para encerrar sua exploração da cidade.

Para onde ir depois de Guimarães

Se você tiver mais tempo no norte de Portugal, existem várias opções excelentes de onde continuar a viagem. A região ao redor é incrivelmente rica em história e belezas naturais, e graças à boa infraestrutura você chega a qualquer lugar com facilidade.

  • Porto: O coração de granito do norte e o lar do vinho do Porto é uma visita absolutamente obrigatória. De trem você chega em uma hora e pode admirar a icônica Ponte Dom Luís I, dar um passeio de barco pelo Rio Douro ou se perder nas ruelas do bairro da Ribeira. Enquanto Lisboa é ensolarada e grandiosa, o Porto tem uma atmosfera mais bruta e melancólica que você vai adorar.
  • Braga: A apenas alguns quilômetros ao norte fica a chamada “Roma portuguesa”. Braga é uma cidade repleta de estudantes e igrejas, sendo que a maior atração é o monumental santuário de Bom Jesus do Monte com sua deslumbrante escadaria barroca. Guimarães e Braga podem ser visitadas em um único dia bem cheio.
  • Vale do Rio Douro: Se você ama vinho e natureza, saia do Porto de trem em direção ao Vale do Douro. Os vinhedos em terraços que descem abruptamente até o rio são Patrimônio Mundial da UNESCO e formam uma das paisagens vinícolas mais dramáticas do mundo.
  • Aveiro Portugal: Se estiver voltando para o sul, faça uma parada em Aveiro, chamada de “Veneza portuguesa”. A cidade é entrecortada por canais, onde navegam coloridos barcos moliceiros, e é famosa por suas lindas casas listradas na praia da Costa Nova.
  • Nazaré Portugal: Ama o oceano e a natureza selvagem? Vá até Nazaré, a vila de pescadores que ficou famosa pelas maiores ondas do mundo, onde surfam os surfistas mais corajosos do planeta.

Você tem interesse pelo Portugal central e pelos castelos românticos? Leia nosso artigo sobre o que ver na cidade de Sintra, ou confira nosso grande Guia de Lisboa, onde você encontra todas as dicas práticas para visitar a capital.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a visita a Guimarães?

Para uma visita tranquila a todo o centro histórico, ao castelo, ao palácio dos duques e, eventualmente, um passeio de teleférico até o monte da Penha, um dia inteiro será suficiente. A cidade é bastante compacta e todos os principais monumentos ficam a uma distância confortável a pé uns dos outros. Se você não estiver com pressa, recomendo passar uma noite por lá e aproveitar a atmosfera mágica da noite.

Como chegar à cidade saindo do Porto?

O caminho é incrivelmente fácil e barato. Da estação de São Bento, no Porto, saem trens suburbanos regulares (Urbanos) direto para a estação principal de Guimarães. A viagem dura cerca de uma hora e dez minutos e a passagem só de ida custa pouco mais de 3 euros. A estação fica a cerca de 15 minutos de uma agradável caminhada do centro histórico.

A cidade é muito montanhosa?

Depende de por onde exatamente você anda. O próprio centro histórico (ao redor do Largo da Oliveira e do Largo do Toural) é relativamente plano e muito fácil de percorrer a pé. Uma leve subida só te espera no caminho do centro até o castelo Castelo de Guimarães e o palácio dos duques de Bragança. Mas leve com certeza sapatos confortáveis por causa do antigo calçamento.

É preciso pagar entrada nos monumentos?

Sim, nos principais edifícios históricos se paga entrada. A entrada no palácio dos duques custa cerca de 5 euros, a entrada na torre principal do castelo cerca de 2 euros. Vale muito a pena comprar o ingresso combinado, que normalmente cobre o castelo, o palácio e o vizinho museu Alberto Sampaio, e com isso você economiza. A entrada em todas as igrejas do centro e o passeio pelas praças são, é claro, gratuitos.

Quando há menos turistas na cidade?

Se você quer aproveitar as ruelas vazias e fazer fotos lindas sem multidões, saia bem cedo de manhã, idealmente antes das 9h30, antes de chegarem as primeiras excursões de ônibus organizadas vindas do Porto. Outro ótimo horário é o fim da tarde e a noite, quando os turistas de um dia voltam para seus hotéis na costa e a cidade ganha uma atmosfera mais intimista e local.

O que é o Vinho Verde?

O Vinho Verde é um vinho típico do norte de Portugal. O nome não se refere à cor, mas ao fato de ser bebido bem jovem. É um vinho leve, levemente frisante, muito refrescante e mais seco, com um teor alcoólico menor (geralmente em torno de 8 a 10%). Com mais frequência você vai encontrar o Vinho Verde branco, que é absolutamente ideal para curtir num terraço de verão.

Dá para juntar a visita a Guimarães com Braga em um só dia?

Sim, muitos viajantes fazem assim, mas você precisa contar com um programa bem corrido. Entre as duas cidades funciona uma conexão de ônibus bastante frequente (a viagem dura cerca de 40 minutos). Recomendo começar de manhã em Guimarães, conhecer o castelo e o centro, e depois do almoço se deslocar até Braga para visitar o santuário do Bom Jesus do Monte.

O destino é adequado para viajar com crianças?

Com certeza! As crianças vão amar explorar o castelo medieval e uma grande experiência para elas será com certeza também o passeio de teleférico até o monte da Penha, onde podem correr entre os imensos rochedos na floresta. Além disso, o centro é em grande parte uma zona de pedestres sem carros, então circular pela cidade é muito seguro. Com o carrinho de bebê, só conte com a trepidação sobre as pedras do calçamento.

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