A costa oeste da Suécia, conhecida como Bohuslän, é formada por enormes rochas de granito rosa polidas pelas geleiras, entre as quais se aninham casinhas de pescadores perfeitamente brancas. O mar aqui é tão incrivelmente limpo que os próprios suecos vão nadar direto das rochas, e sem problema nenhum logo cedo de manhã.
Toda a região de Bohuslän, com seus trezentos quilômetros que se estendem do porto de Gotemburgo até a fronteira com a Noruega, é considerada um clássico absoluto do verão. O resto da Europa conhece esse cantinho ao mesmo tempo áspero e imensamente romântico sobretudo pelos sombrios romances policiais da escritora Camilla Läckberg, que se passam justamente aqui.
Se você procura o melhor road trip pela costa da Suécia, acabou de encontrá-lo. Nos trechos mais tranquilos dá até para percorrer toda a rota em um fim de semana prolongado, mas recomendo com certeza reservar mais tempo. Então bora, vamos percorrer isso juntos, do sul até o norte. ☺️

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro
- O que é Bohuslän: uma faixa litorânea ao norte de Gotemburgo cheia de ilhas de granito, vilas de pescadores e natureza selvagem.
- Fjällbacka: a vila icônica dos livros de Camilla Läckberg, onde uma enorme rocha com uma fenda dramática se ergue sobre as casinhas brancas.
- Smögen e Marstrand: os centros mais movimentados da costa, com molhes de madeira, cafés e fortalezas históricas sem carros.
- Parque Nacional de Kosterhavet: o único parque nacional marinho da Suécia, ao qual você só chega de balsa e onde explora uma deslumbrante vida submarina.
- Gastronomia: a região é famosa por frutos do mar, com destaque para lagostas e ostras, mas você também encontra cafés vegetarianos fantásticos e bufês de saladas.
- Transporte e hospedagem: o ideal é ir de carro ou aproveitar a ótima rede de ônibus da Västtrafik, e você pode dormir tanto em chalés aconchegantes quanto em hotéis de luxo à beira do porto.

Quando visitar Bohuslän
O verão sueco é relativamente curto e a alta temporada tem seu auge em julho, quando o país inteiro entra no chamado industrisemester (as férias nacionais). Nesse mês todos os portos ficam lotados de iates, a hospedagem estoura de cheia e os preços disparam. Se você não se importa com multidões e quer viver a verdadeira e pulsante atmosfera nórdica, é a escolha ideal. Felizmente, na costa não há tantos ataques de mosquitos e mosquitinhos (knott) como no norte, na Lapônia, então você curte as noites ao ar livre em paz.
Muito mais esperto, porém, é planejar a viagem para a virada de maio e junho, ou então para o fim de agosto e setembro. O clima costuma continuar bem agradável, o sol se põe tarde da noite e você terá as ruelas das vilas de pescadores quase só para você. A água do mar ainda exige uma certa dose de coragem, mas para caminhadas pela costa e passeios de caiaque são meses absolutamente perfeitos. A natureza, além disso, fica incrivelmente viçosa e cheia de cores nesse período.
Já o outono atrai por um fenômeno bem específico: a famosa temporada de lagostas. Ela começa sempre na primeira segunda-feira depois de 20 de setembro e toda a costa se transforma numa grande festa da pesca, quando os locais puxam da água as pesadas armadilhas. Para quem ama a tranquilidade e longos passeios pela natureza, talvez seja a época mais bonita, porque as rochas de granito ganham cores incrivelmente intensas sob o sol de outono e o ar cheira a sal marinho.

Onde se hospedar em Bohuslän
💡 Dica de hospedagem e experiências: nós preferimos procurar hospedagem no Booking.com, que costuma ter as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar pelo GetYourGuide.
A hospedagem na costa oeste oferece de tudo, desde campings simples com chalés vermelhos até lindos hotéis históricos bem à beira da água. A melhor base para explorar o sul é Marstrand, enquanto para a parte central e norte da costa vale ancorar em Fjällbacka ou em Smögen. Lembre-se de que, nos meses de verão, os quartos disponíveis somem numa velocidade incrível, então reservar com vários meses de antecedência é uma necessidade absoluta.
Se você busca o verdadeiro sonho sueco, experimente alugar um chalé tradicional chamado stuga. Essas casinhas vermelho-escuras com cantos brancos você encontra espalhadas por toda a costa. Os preços variam de 1.000 SEK (cerca de R$ 2.200) na baixa temporada até 12.000 SEK (cerca de R$ 26.400) por semana no verão. Mas fique atento aos costumes locais. Na Suécia, é totalmente padrão levar seus próprios lençóis e toalhas, e a limpeza final ou você paga à parte ou tem que deixar o chalé impecável por conta própria.
Se você anseia por romance absoluto numa ilha sem carros, dê uma olhada com certeza na Villa Maritime Marstrand, um lindo complexo hoteleiro com vista direta para o porto e os iates. Oferece apartamentos totalmente equipados com cozinha, então você pode cozinhar suas próprias refeições com tranquilidade. O preço da diária na temporada gira em torno de 2.500 SEK (cerca de R$ 5.500).
Bem no coração da ação e dos romances policiais fica o lendário Stora Hotellet Fjällbacka, que vai te encantar com seu estilo boutique e uma história que remonta ao século XIX. Os quartos são decorados em estilo náutico e o clima é maravilhosamente aconchegante (a diária sai por cerca de 2.800 SEK / R$ 6.200). Já os amantes de wellness não vivem sem o Smögens Hafvsbad, na cidade de Smögen, com piscinas esculpidas na rocha e fantásticos cafés da manhã vegetarianos (a partir de 2.200 SEK / R$ 4.800).

16 dicas do que ver e fazer em Bohuslän
A costa oeste é repleta de paradas lindas e escolher as melhores dá bastante trabalho. Preparei para você uma lista de dezesseis lugares e experiências que você definitivamente não deve pular durante o seu road trip.

1. Marstrand e a fortaleza de Carlsten
A ilha de Marstrand funcionou historicamente como playground da elite e dos reis suecos e hoje é considerada a capital não coroada do velejo sueco. Fica a menos de uma hora de carro do centro de Gotemburgo, o que faz dela a primeira parada ideal do seu road trip. Carros têm entrada rigorosamente proibida, então você deixa o veículo em um grande estacionamento na vila de Koön e atravessa o canal numa balsa rapidinha, que sai a cada quinze minutos e cujo bilhete de ida e volta custa uns poucos reais.
A grande protagonista da ilha é a imponente fortaleza de pedra de Carlsten, do século XVII, que se ergue no morro mais alto e oferece uma vista absolutamente fantástica do mar aberto. Você pode explorar com calma suas masmorras sombrias e ouvir as lendas de prisioneiros famosos. A entrada na fortaleza sai por cerca de 150 SEK (uns R$ 330) para adultos e, no verão, ela abre todos os dias de manhã até o fim da tarde. Fora da alta temporada, você geralmente só consegue entrar nos fins de semana.
Depois de conhecer as muralhas históricas, recompense-se com um café em um dos muitos charmosos cafezinhos lá embaixo, ao pé do castelo. Dá para contornar a ilha inteira tranquilamente a pé por trilhas sinalizadas, que te levam a enseadas rochosas isoladas onde você foge do maior fluxo de turistas. O circuito completo tem uns cinco quilômetros e qualquer um faz sem problema. Enfim, é um daqueles lugares aonde você chega para ficar uma hora e sai três horas depois.
💡 Dica: se você viajar em julho, prepare-se para os estacionamentos no continente ficarem irremediavelmente lotados. Por isso, chegue logo cedo de manhã, para estacionar com calma e evitar as filas da balsa e da entrada da fortaleza.

2. Smögen e o molhe de madeira Smögenbryggan
Se você já viu alguma foto da Suécia ocidental, provavelmente nela estava justamente o famoso molhe de madeira Smögenbryggan. Este lugar fica a cerca de uma hora e meia de carro ao norte de Gotemburgo e é um dos pontos mais fotografados de todo o país. O molhe se estende por quase um quilômetro ao longo do porto protegido e é ladeado por icônicas cabanas de pescadores coloridas. Nelas os pescadores guardavam originalmente suas redes, mas hoje abrigam butiques independentes, cafés e pequenas galerias de arte.
Nos meses de verão, é verdade que fica gente por todo lado e o porto estoura sob a leva de iates caros, mas essa atmosfera pulsante realmente vale a visita. As pessoas passeiam pelas tábuas de madeira, sentam nos bancos e aproveitam os longos dias ensolarados. Se você quiser tomar o tradicional café sueco com um doce, separe cerca de 65 a 100 SEK (R$ 140 a R$ 220), o que, para um lugar desses, até que é um preço agradável.
Os arredores da própria cidadezinha de Smögen também oferecem lindas trilhas naturais esculpidas diretamente nas rochas de granito. Esses caminhos te levam a lugares de onde você pode pular no mar com segurança ou simplesmente sentar e observar os barcos passando no horizonte. Dizem que o pôr do sol visto dessas rochas está entre as experiências mais românticas de toda a costa.
💡 Dica: vá até a ponta do molhe logo cedo de manhã ou então já em setembro, quando a maioria dos turistas já foi embora para casa. Assim você curte a vista do mar despertando em silêncio total, sem precisar se espremer no meio das multidões.

3. Fjällbacka e os rastros de Camilla Läckberg
Para todos os fãs de romances policiais nórdicos, Fjällbacka é um verdadeiro ídolo, porque é aqui que a escritora Camilla Läckberg ambienta seus sangrentos romances. Essa vilinha idílica fica a cerca de quarenta minutos de carro ao norte de Smögen e, na vida real, felizmente é muito mais segura do que nas páginas dos livros populares. Toda a fileira de casas de madeira brancas e vermelhas parece tão de cartão-postal que você não acredita nos próprios olhos, e o porto praticamente pede para você desacelerar e tomar café atrás de café.
A maior atração aqui é a íngreme parede rochosa de Vetteberget, que se ergue bem sobre o centro da vila. Bem pelo meio dessa rocha corre uma fenda estreita e muito dramática chamada Kungsklyftan, sobre a qual pairam encravadas pedras gigantes. Muita gente conhece esse lugar mágico da adaptação para o cinema do famoso livro de Astrid Lindgren, “Ronia, a Filha do Bandoleiro”. Passar por baixo dessas pedras de muitas toneladas é uma experiência absolutamente fascinante, que não exige nenhum ingresso e está acessível o ano todo.
Quando você vencer as escadas de madeira que sobem pela garganta, chega até o topo da rocha Vetteberget. Dali se abre a melhor vista possível de todo o arquipélago, salpicado por dezenas de pequenas ilhas e recifes. A subida leva apenas uns vinte minutos, mas leve calçado firme com certeza, porque as pedras podem ficar bem escorregadias depois da chuva.
💡 Dica: passe no centro de informações turísticas local, onde você pode pegar um mapinha especial com os locais dos romances policiais. Ele te guia exatamente pelos lugares onde se passaram as cenas mais tensas dos livros de Camilla Läckberg.

4. A praça Ingrid Bergman em Fjällbacka
Mas não foi só a literatura que deixou Fjällbacka famosa, porque uma das atrizes mais célebres de todos os tempos, Ingrid Bergman, também amava o lugar. A partir do fim dos anos 1950, ela vinha regularmente passar o verão na ilha isolada de Dannholmen, ali perto. Junto com o marido, Lars Schmidt, ela buscava aqui um refúgio da correria de Hollywood, dos flashes das câmeras e da atenção constante da imprensa. Os moradores locais respeitavam seu desejo de privacidade e ela podia se sentir uma mulher totalmente comum.
Hoje sua memória é lembrada por uma pequena praça bem à beira da água, que leva o nome dela e fica a poucos passos do molhe principal do porto. No meio dela há um pequeno busto de bronze da atriz, que olha pensativamente na direção do porto e das ilhas no horizonte. Ao redor da pracinha há vários bancos espalhados, o que a torna um lugar absolutamente ideal para um breve descanso à tarde.
Se bater vontade de algo gostoso, compre com certeza uma casquinha de sorvete em uma das barraquinhas vizinhas e saboreie com vista para os veleiros ancorados. A própria ilha de Dannholmen segue em mãos particulares até hoje e não é normalmente aberta ao público, mas nos passeios de barco pelo arquipélago ao redor os capitães costumam pelo menos passar por perto, para mostrar aos turistas a residência de verão dessa lenda do cinema.
💡 Dica: percorra também as ruelas estreitas da velha Fjällbacka, que serpenteiam morro acima logo atrás da praça. Você encontra por ali casinhas de madeira lindamente conservadas, com flores nas janelas, que parecem exatamente como a gente imagina o tradicional campo sueco.

5. Grebbestad e a pesca de ostras
A cidadezinha de Grebbestad, a cerca de quinze minutos de carro ao norte de Fjällbacka, é o centro absoluto da indústria sueca de ostras. É daqui que vêm inacreditáveis noventa por cento de todas as ostras pescadas no país. Os frutos do mar locais são lendários e os suecos têm um orgulho enorme deles, porque a água fria e extremamente limpa do Mar do Norte lhes dá um sabor muito específico e cobiçado.
Uma grande atração para os turistas é o chamado Seafood Safari, em que os pescadores levam os interessados de barco e mostram todo o processo de coleta na prática. As pessoas vestem grossas roupas impermeáveis, aprendem a abrir corretamente as ostras e conhecem o trabalho duro por trás desse ofício tradicional. Esses passeios organizados costumam durar de duas a três horas e o preço fica em torno de 800 a 1.200 SEK (cerca de R$ 1.760 a R$ 2.640) por pessoa.
A própria Grebbestad, porém, é uma parada muito agradável mesmo que você não pretenda fazer nenhum safári. A cidadezinha tem um lindo calçadão portuário ladeado por casas de madeira e reina ali uma atmosfera muito mais tranquila e autêntica do que na lotada Smögen. Você pode só passear, observar os barcos de pesca voltando da pescaria da manhã e absorver a verdadeira calma nórdica.
💡 Dica: pare em alguma das padarias locais e compre o tradicional pão de centeio sueco ou rocamboles de canela. Em Grebbestad também dá para abastecer muito bem e de forma relativamente barata nos supermercados locais, garantindo provisões para seguir viagem rumo à fronteira norueguesa.

6. Parque Nacional de Kosterhavet
Bem junto à fronteira norueguesa fica Kosterhavet, o único parque nacional marinho de toda a Suécia, e sob sua superfície se escondem mais de seis mil espécies de animais, incluindo raros corais de água fria que você simplesmente não encontra em nenhum outro lugar da região. O parque foi criado em 2009 e protege esse mundo submarino da pesca e da poluição, então a água aqui tem uma transparência incrível.
O centro do parque são as ilhas Nordkoster e Sydkoster, às quais você só chega de balsa de passageiros a partir da cidadezinha de Strömstad. A travessia de barco leva menos de uma hora e o bilhete de ida e volta te sai por cerca de 180 SEK (uns R$ 400). Nessas ilhas também não circula carro nenhum, então todos os turistas e moradores alugam bicicletas e pedalam pelos estreitos caminhos de cascalho. Você vai passar por pastagens verdes, charnecas floridas e pequenas praias isoladas.
Na ilha de Sydkoster, visite com certeza o moderno centro de informações Naturum, onde você aprende um monte de curiosidades sobre a natureza local e a vida submarina. A entrada no centro é totalmente gratuita e você encontra ali também exposições interativas que divertem adultos e crianças. As ilhas são bem planas, então pedalar aqui não é nada exigente fisicamente e qualquer um consegue.
💡 Dica: as locadoras de bicicletas ficam bem ao lado do atracadouro das balsas, mas na alta temporada de verão é melhor reservar com antecedência pela internet. O aluguel de uma bike pelo dia inteiro custa em torno de 150 SEK (uns R$ 330).

7. Lysekil e o aquário Havets Hus
A cidadezinha maior de Lysekil, situada na pontinha da península de Stångenäs, funciona como uma base excelente para famílias com crianças. Oferece muitas opções de diversão mesmo quando o tempo fecha e começa a chover. De Gotemburgo você chega aqui de carro em cerca de uma hora e meia, sendo que o último trecho inclui uma curta travessia numa balsa rodoviária gratuita pelo fiorde Gullmarsfjorden.
A maior atração de Lysekil é, sem dúvida, o querido aquário Havets Hus, que se especializa exclusivamente na fauna do Mar do Norte. Você atravessa um túnel de vidro e vê de perto tubarões, enormes raias, estrelas-do-mar e caranguejos no seu ambiente natural. A exposição é concebida de forma muito moderna e dá grande ênfase à proteção dos ecossistemas marinhos, então a gente aprende bastante por ali.
A própria cidadezinha tem um lindo calçadão, várias antigas vilas de madeira do século XIX e uma enorme igreja de granito rosa, visível já de longe. No centro você encontra também várias ótimas padarias, onde pode ir tomar o café da tarde e se abrigar do vento, que às vezes sopra bem forte vindo do mar.
💡 Dica: a entrada no aquário para adultos custa cerca de 160 SEK (uns R$ 350) e recomendo comprar os ingressos com antecedência pela internet. Assim você evita as longas filas na bilheteria, que se formam regularmente aqui nos meses de verão.

8. As formações rochosas de Stångehuvud
Bem na borda de Lysekil fica a reserva natural de Stångehuvud, que é um paraíso absoluto para todos os amantes da fotografia e da paisagem selvagem. Você encontra aqui os mais lindos maciços de granito rosa liso, contra os quais as fortes ondas do Mar do Norte batem há séculos, moldando-os em formas incríveis e fluidas. As pedras são tão perfeitamente polidas que você pode andar sobre elas até descalço.
A área é cortada por várias trilhas e caminhos muito bem sinalizados, que serpenteiam entre os enormes blocos de pedra. No topo da rocha mais alta há um pequeno farol de madeira do século XIX, pintado de branco reluzente. Essa casinha serve como um ponto de referência perfeito e cria um lindo contraste com a pedra rosa e o oceano azul-escuro ao fundo.
A entrada na reserva é totalmente gratuita e você chega aqui a pé do centro de Lysekil em apenas quinze minutos. Os moradores locais vão te dizer que o pôr do sol daqui está entre os melhores de toda a costa e, depois de ver as rochas de granito tingidas de laranja, você simplesmente vai acreditar neles.
💡 Dica: as rochas podem ficar extremamente escorregadias e perigosas depois da chuva ou quando o mar está agitado. Por isso, preste muita atenção em onde pisa e nunca se aproxime demais da beira dos penhascos quando o mar estiver revolto.

9. Banho de mar nas rochas
A costa oeste tem, em comparação com o Báltico oriental, uma grande vantagem e desvantagem ao mesmo tempo, porque a água aqui é mais salgada graças às correntes do Mar do Norte, mas também sensivelmente mais fria. A temperatura normal do mar no verão gira em torno de apenas 17 a 19 graus Celsius, o que exige uma certa dose de coragem. Em compensação, a água é incrivelmente limpa e refrescante.
O banho de mar aqui acontece de um jeito bem específico, porque os suecos não constroem praias de areia clássicas com espreguiçadeiras e guarda-sóis. Em vez disso, você encontra por toda a costa escadas de aço inox fixadas diretamente nas rochas de granito, pelas quais você simplesmente desce até a água funda. Você nada, sobe pelos degraus e depois se esquenta na pedra aquecida pelo sol, feito um lagarto. É uma experiência absolutamente minimalista, mas perfeita.
Essa forma de banho, aliás, demonstra bem o direito sueco de acesso público à natureza chamado allemansrätten. Você pode estender sua toalha praticamente em qualquer rocha, desde que não incomode os donos das casas próximas. Ninguém vai te cobrar entrada e toda a linha costeira está aberta a todos.
💡 Dica: se você está começando agora com os banhos gelados, procure lugares onde há saunas flutuantes construídas. Você pode se aquecer bem no fogão a lenha e só depois pular no mar frio, o que, aliás, é a melhor combinação possível para a saúde.

10. De caiaque pelo arquipélago
Graças às milhares de pequenas ilhotas, que funcionam como um quebra-mar natural e protegem a costa do oceano aberto, Bohuslän é um destino mundialmente famoso para o caiaque marinho. A água entre as ilhas internas costuma ser muito calma e lisa como um espelho, então até iniciantes totais, sem qualquer experiência prévia com remo, podem se aventurar pelo mar.
Locadoras você encontra praticamente em todo porto maior, seja Fjällbacka, Grebbestad ou Lysekil. O equipamento está sempre em ótimo estado e os instrutores te dão, antes de partir, uma instrução detalhada e sacos impermeáveis para as coisas. O aluguel de meio dia de caiaque sai por cerca de 400 SEK (uns R$ 880), enquanto a aventura de dia inteiro custa em torno de 600 SEK (R$ 1.320). Assim você ganha total liberdade e a possibilidade de explorar enseadas rasas e isoladas.
De caiaque você chega a lugares aonde nenhum grande barco de passeio jamais atraca. Você pode remar entre os blocos rosados, observar aves marinhas e, de vez em quando, até focas, que se esquentam sobre as pedras. Em muitas ilhotas desertas você pode atracar sem problema, puxar o caiaque para a margem e organizar um piquenique particular em plena natureza selvagem.
💡 Dica: o tempo no mar pode mudar muito rápido, então, antes de partir, sempre confira com cuidado a previsão do vento. As locadoras também costumam te dar um mapa preciso com rotas recomendadas, protegidas das fortes correntes marinhas.

11. A trilha a pé Kuststigen
Talvez você já tenha ouvido falar da famosa rota de longa distância Kungsleden, no extremo norte da Suécia, mas a costa oeste tem a sua própria e linda trilha a pé chamada Kuststigen. Ela serpenteia ao longo de toda a costa de Bohuslän e oferece centenas de quilômetros de caminhos sinalizados. Claro que você não precisa percorrê-la inteira com uma mochila pesada, porque ela é inteligentemente dividida em muitas etapas mais curtas, que conectam os fenômenos naturais e as vilas de pescadores mais interessantes.
As rotas te levam por densas florestas de folhagem, através de brejos e pântanos até a beira de penhascos íngremes. A maioria dos trechos é muito leve, perfeitamente conservada e sinalizada com a cor azul nas árvores e pedras. Graças ao direito sueco allemansrätten, você pode circular livremente por aqui, bastando seguir a regra básica: “inte störa, inte förstöra” (não incomodar e não destruir).
Ao caminhar pela Kuststigen, você encontra muitos mirantes lindos e áreas de descanso de madeira. Frequentemente você acha também abrigos simples de madeira chamados vindskydd, onde pode acender uma fogueira e, se precisar, pernoitar de graça. Basta levar seu próprio saco de dormir e isolante.
💡 Dica: no site oficial da trilha Kuststigen você pode baixar mapas detalhados de cada etapa direto no celular. Ali você também encontra informações sobre onde reabastecer água potável no caminho ou onde ficam os pontos dos ônibus locais para voltar facilmente até o carro.

12. Tanumshede e as gravuras rupestres da UNESCO
Se você quer descansar um pouco da brisa do mar, dê uma esticada até o interior, na discreta cidadezinha de Tanumshede, que fica bem perto da rodovia E6. Ali estão as inacreditáveis gravuras rupestres da Idade do Bronze, inscritas na lista da UNESCO, que oferecem uma visão fascinante da vida das pessoas há três mil anos. A área esconde centenas de figuras esculpidas, que estão entre os monumentos arqueológicos mais importantes do norte da Europa.
Nas lisas lajes de granito você vai ver centenas de figuras de enormes barcos, animais e guerreiros, que são cuidadosamente pintadas com uma tinta vermelha especial, para melhor visibilidade. O painel mais famoso, o chamado Vitlyckehäll, contém mais de trezentas figuras diferentes, inclusive a célebre cena de um casal se beijando. Passear entre essas pedras é como ler uma antiquíssima história em quadrinhos.
A entrada em toda a área e no moderno museu Vitlycke, ao lado, é ainda por cima totalmente gratuita, o que na Suécia é sempre um bônus muito agradável. No museu você encontra uma explicação detalhada de como e por que as gravuras surgiram, e lá fora você pode passear por uma réplica de uma aldeia da Idade do Bronze, onde as crianças podem experimentar ofícios tradicionais.
💡 Dica: as gravuras estão espalhadas em vários lugares diferentes num raio de poucos quilômetros. O melhor é se deslocar entre elas de carro e depois seguir pelas curtas trilhas sinalizadas pela floresta, que te levam com segurança até outras lajes de granito.

13. A estação de resgate Nordens Ark
Nordens Ark definitivamente não é um zoológico comum, mas uma estação de resgate de ponta focada em espécies animais ameaçadas. Fica num lindo vale florestado junto ao fiorde Åbyfjorden, a cerca de trinta minutos de carro ao norte de Lysekil. Os animais aqui não vivem em pequenas jaulas, mas em enormes recintos que simulam perfeitamente seu ambiente natural, e o objetivo do projeto é devolvê-los à natureza.
O projeto se concentra primariamente na proteção de felinos raros e da fauna nórdica, então aqui, com um pouco de sorte e paciência, você avista leopardos-das-neves, tigres-siberianos, lobos ou glutões, e para as crianças há ainda uma enorme fazenda com antigas raças nórdicas de animais domésticos. A entrada gira em torno de 250 SEK (R$ 550) para adultos e o dinheiro vai direto para os projetos de conservação.
Conte com o fato de que a área é realmente ampla e construída num terreno bastante montanhoso. Você caminha tranquilamente vários quilômetros por passarelas de madeira e trilhas na floresta, então calçados confortáveis são uma necessidade absoluta. A visita te toma no mínimo três a quatro horas.
💡 Dica: a melhor chance de ver os felinos raros em movimento você tem ou logo de manhã, na abertura, ou então no fim da tarde, quando a temperatura cai e os animais ficam muito mais ativos do que no calor do meio-dia.

14. As ilhas Väderöarna (Weather Islands)
O arquipélago de Väderöarna, em tradução as Ilhas do Vento, fica na própria beira do oceano aberto e representa o ponto habitado mais ocidental de toda a Suécia. Você chega aqui apenas por um barco de passeio especial, saindo de Fjällbacka ou da cidadezinha de Hamburgsund. A travessia leva menos de uma hora e te espera uma paisagem absolutamente áspera, castigada pelo vento e sem uma única árvore, que parece de outro mundo.
Uma curiosidade é que, graças à forte Corrente do Golfo que bate por aqui, você paradoxalmente registra a água do mar mais quente de toda a região e o clima é surpreendentemente ameno. As águas limpas locais, além disso, abrigam enormes colônias de focas, que você pode observar de perto e com muita segurança a partir de barquinhos de passeio com guia.
Na ilha principal você encontra apenas uma antiga estação de pilotagem, um farol histórico e uma pousada muito aconchegante com um ótimo café, onde você pode tomar um chá quente e se abrigar do vento. As ilhas são atravessadas por curtas trilhas, pelas quais dá para escalar os penhascos de granito e observar o horizonte infinito.
💡 Dica: os barcos de passeio para Väderöarna circulam o ano todo, mas na alta temporada costumam esgotar rápido. Reserve com certeza os bilhetes com alguns dias de antecedência pela internet e não esqueça de levar uma corta-vento, porque em mar aberto venta realmente sempre.

15. Onde comer: fika e opções vegetarianas
A costa oeste é internacionalmente famosa pela pesca e o carro-chefe de vendas são principalmente as ostras e lagostas locais, mas até os vegetarianos convictos comem muito bem por aqui. A base absoluta da alimentação sueca é o menu de almoço chamado dagens lunch, que costuma funcionar entre onze e duas da tarde. Dentro dele, a maioria dos restaurantes oferece, por cerca de 120 a 150 SEK (R$ 260 a R$ 330), ótimas opções sem carne que ainda por cima economizam o orçamento.
Recomendo que você experimente os incríveis bufês de saladas (ótimos almoços oferece, por exemplo, o restaurante Johans Krog em Marstrand), que costumam vir de graça no almoço, incluindo água e café, ou que pare nas padarias locais para a tradicional fika. Vale a pena conhecer também a lendária cafeteria Skärets Konditori, bem ao lado do molhe em Smögen. Os gigantes rocamboles de canela (kanelbulle), cujo preço gira em torno de 65 a 100 SEK (R$ 140 a R$ 220), com um café quente em algum cafezinho escondido do porto, formam a melhor experiência gastronômica que você pode desejar. 😅
Se você quiser abrir uma garrafa de vinho à noite no chalé, tem que lembrar das rígidas regras suecas. Bebida alcoólica acima de 3,5% você só compra nas lojas estatais Systembolaget. Elas abrem nos dias de semana até umas 18h ou 19h, mas fique muito atento no fim de semana. No sábado fecham já às 15h e no domingo ficam impiedosamente fechadas o dia todo, então você precisa planejar a compra com antecedência.
💡 Dica: nos supermercados comuns como o ICA ou o mais barato Willys você encontra uma enorme variedade de produtos vegetarianos e veganos. A Suécia é muito progressista nesse aspecto e até na menor vila você acha ótimas alternativas sem carne.

16. A experiência da viagem e o transporte local
Você percorre toda a região de Bohuslän da melhor forma usando a rodovia E6, que funciona como a artéria principal de todo o território. Ela se estende de Gotemburgo até lá em cima, na fronteira norueguesa, e conecta todas as saídas importantes para as vilas costeiras. As rodovias suecas têm uma vantagem enorme: são totalmente gratuitas e não existem selos ou vinhetas de pedágio como nas rodovias europeias. As estradas, além disso, são perfeitamente conservadas e o trânsito é, ao contrário da Europa central, absolutamente calmo e tranquilo.
Se você não quiser ou não puder dirigir, não tem problema nenhum, porque funciona muito bem por aqui a rede regional de ônibus e barcos Västtrafik. Essa empresa conecta Gotemburgo por linhas expressas rápidas às cidades maiores, como Lysekil ou Strömstad, e dali seguem os ônibus locais menores até as menores vilinhas de pescadores. As passagens se compram de forma bem simples por um aplicativo de celular bem organizado.
Viajar de transporte público pode ainda valer muito a pena. Se você for percorrer a região por mais tempo e planeja usar ativamente ônibus e balsas, a compra de um bilhete temporário é o melhor investimento. Ao longo de 2026, o governo sueco inclusive subsidia fortemente os preços dos cupons mensais, que por conta disso custam apenas metade.
💡 Dica: ao planejar a viagem pelo aplicativo Västtrafik, sempre confira com cuidado os horários de fim de semana. Para lugares mais isolados como Fjällbacka, os ônibus circulam aos domingos com muito menos frequência do que nos dias de semana, então você poderia acabar preso em algum lugar.

Como chegar a Bohuslän e como se locomover por lá
A logística da viagem à costa oeste da Suécia é muito mais fácil do que parece à primeira vista. Se você prefere rapidez, a melhor opção é a conexão aérea. De São Paulo você encontra voos com companhias como a LATAM ou a TAP até Estocolmo ou Copenhague, e de lá segue com uma conexão rápida ao aeroporto de Landvetter, em Gotemburgo. Direto no aeroporto você já pode alugar um carro e seguir rumo ao norte, sem precisar entrar no centro da cidade.
Para famílias com crianças ou viajantes que querem se hospedar em chalés e levar suas próprias provisões, faz muito sentido chegar de carro alugado direto do aeroporto. Uma variante popular entre quem já está na Europa é usar a confortável balsa noturna do porto alemão de Kiel direto ao centro de Gotemburgo, com a companhia Stena Line, onde você dorme na cabine e economiza centenas de quilômetros de direção. Outra opção comum é atravessar a Dinamarca até o norte da Jutlândia e pegar a balsa rápida de Frederikshavn, que leva apenas três horas e meia.
Assim que você estiver no local, vai descobrir que o carro é praticamente uma necessidade para explorar Bohuslän, se você quiser ter liberdade absoluta e parar em rochas desertas. A artéria principal é a citada rodovia E6. Dela se ramificam estradinhas menores e sinuosas que levam direto ao mar. As distâncias não são nada assustadoras: de Gotemburgo até Strömstad, no extremo norte, você chega em cerca de duas horas. Mas fique atento ao pagamento do pedágio urbano em Gotemburgo, o chamado congestion tax. Câmeras leem automaticamente as placas e a taxa se paga pelo sistema Epass24, no qual é melhor se cadastrar com antecedência.
Estacionar nas vilinhas de pescadores pode ser bem complicado na temporada de verão. Nos centros de lugares como Marstrand ou Smögen você simplesmente não entra de carro ou a vaga é caríssima. Por isso, procure sempre os grandes estacionamentos nas bordas das cidades e faça o resto a pé. Para pagar o estacionamento você vai precisar de um aplicativo de celular, mais frequentemente o Easypark ou o Parkster, porque máquinas de moedas aqui já não existem faz tempo.

Road trip pela costa oeste em 5 dias
Para você aproveitar a região de Bohuslän ao máximo e sem o estresse desnecessário de ficar mudando de lugar o tempo todo, preparei para você o itinerário ideal para um road trip de cinco dias. Essa rota te leva pelos lugares mais lindos, do sul até o extremo norte.
Dia 1: Gotemburgo e Marstrand Comece sua aventura em Gotemburgo, onde você pode tomar um café no bairro de Haga. Por volta do almoço, siga de carro rumo ao noroeste (cerca de 45 km) até a ilha de Marstrand. Estacione no estacionamento de apoio em Koön, atravesse de balsa e dedique a tarde à visita à majestosa fortaleza de Carlsten e a caminhadas pela ilha. Você pode dormir na própria Marstrand ou em pousadas mais baratas no continente, na direção de Stenungsund.
Dia 2: Lysekil e as rochas de granito De manhã, siga mais para o norte pela E6 e depois desça até a cidadezinha de Lysekil. No caminho te espera uma curta travessia numa balsa rodoviária gratuita pelo fiorde. De manhã, visite o aquário Havets Hus e, depois do almoço (experimente o dagens lunch local), siga a pé até a reserva natural de Stångehuvud. O passeio entre os lisos blocos de granito rosa ao pôr do sol é inesquecível. Hospede-se em Lysekil ou avance para mais perto da cidade de Smögen.
Dia 3: Smögen e Fjällbacka Este dia é dos lugares mais fotografados. De manhã, siga para Smögen e percorra o famoso molhe de madeira Smögenbryggan antes de chegarem as maiores multidões de turistas. À tarde, você se desloca cerca de 40 quilômetros ao norte até a policial Fjällbacka. Aqui você precisa vencer as escadas de madeira pela fenda rochosa Kungsklyftan e tomar um café na pracinha Ingrid Bergman. Para pernoitar, recomendo o aluguel de um típico chalé vermelho (stuga) em algum lugar nas florestas ao redor de Fjällbacka.
Dia 4: Grebbestad e história De Fjällbacka é só um pulinho até Grebbestad, a capital das ostras suecas. Percorra o porto tranquilo e absorva a atmosfera pesqueira. Depois, siga um pouco para o interior, até a cidadezinha de Tanumshede, onde você passa a tarde explorando as fascinantes gravuras rupestres da Idade do Bronze, inscritas na lista da UNESCO. À noite, desloque-se até o norte, à cidadezinha de Strömstad, que será sua última base.
Dia 5: Parque Nacional de Kosterhavet Dedique o último dia à natureza pura. De manhã, deixe o carro em Strömstad e pegue a balsa de passageiros rumo às ilhas Nordkoster e Sydkoster. Alugue uma bicicleta e pedale o dia inteiro entre pastagens e praias isoladas no único parque nacional marinho da Suécia. À tarde, volte de balsa ao continente e, pela rodovia E6, retorne confortável e rapidamente para o sul, a Gotemburgo.
Para onde ir depois de Bohuslän
Depois de explorar a costa de granito, seria uma pena enorme pular a capital de toda a região. Dê uma olhada no nosso artigo detalhado Gotemburgo: 20 dicas do que ver na segunda cidade da Suécia, onde você descobre por que essa cidade é muito mais descontraída do que Estocolmo.
Se você está resolvendo a logística de uma viagem de carro pela Europa, com certeza vai te ajudar o guia De balsa para a Suécia: linhas, preços e como escolher a certa. Para ter uma visão geral do que mais te espera no norte, confira Suécia: 30 dicas do que ver e viver, e não esqueça de cuidar do orçamento com a ajuda do artigo Preços na Suécia: quanto custa uma viagem.
Perguntas frequentes
Ao planejar a viagem, muita gente pergunta as mesmas coisas práticas. Aqui reuni as respostas às dúvidas mais comuns, que podem te interessar antes do passeio pela costa oeste.
Como chegar à região de Bohuslän?
A opção mais rápida é voar de São Paulo para Gotemburgo com conexão (companhias como LATAM, TAP ou SAS oferecem boas rotas) e alugar um carro lá. Se você estiver viajando de carro pela Europa, a alternativa mais confortável é pegar a balsa noturna de Kiel, na Alemanha, direto para o centro de Gotemburgo, de onde são menos de uma hora até Bohuslän.
Quantos dias preciso na costa?
Para uma visita rápida aos lugares mais conhecidos (Marstrand, Smögen, Fjällbacka), três ou quatro dias são suficientes. Mas se você quiser fazer caiaque, percorrer parte da trilha Kuststigen e visitar o parque nacional Kosterhavet, reserve pelo menos cinco a sete dias na costa.
Dá para nadar no mar da costa oeste?
Sim, dá para nadar sem problemas, mas você precisa estar preparado para água um pouco mais fria que a do Mar Báltico (no verão costuma ter entre 17 e 19 graus). Em vez de praias de areia, a entrada na água é feita por escadas de aço inoxidável fixadas diretamente nas rochas de granito.
Qual é a melhor época para visitar?
Se você quiser evitar as maiores multidões e hospedagens superfaturadas, vá na virada de maio para junho, ou do final de agosto até meados de setembro. Em julho, a maioria dos suecos está de férias e os portos ficam lotados.
É necessário ter carro para viajar por Bohuslän?
O carro é uma grande vantagem, porque dá a liberdade de parar em qualquer lugar da costa. Porém, também dá para fazer sem ele — a região tem uma rede muito densa e confiável de ônibus e balsas locais da empresa Västtrafik, que levam você a todos os principais centros turísticos.
Onde exatamente encontro os lugares dos livros de Camilla Läckberg?
O enredo de seus romances policiais se passa na vila de Fjällbacka e arredores. Caminhando por lá, você certamente vai encontrar a dramática fenda rochosa Kungsklyftan, a igreja antiga e o porto, que desempenham papéis importantes em seus livros.
Quanto custa a hospedagem na costa oeste?
Os preços variam muito de acordo com a temporada. Fora das férias principais, você consegue um quarto duplo em uma pousada agradável a partir de 1.200 SEK (cerca de R$ 650), mas em julho e agosto os preços em portos populares como Marstrand ou Smögen costumam subir para 2.500 SEK (R$ 1.350) ou mais. Alternativas mais baratas são campings e aluguel de pequenas cabanas (stugor).
O que é o parque nacional Kosterhavet?
É o primeiro parque nacional marinho da Suécia, localizado no extremo norte de Bohuslän, perto da fronteira com a Noruega. Protege um ecossistema submarino único com corais de águas frias, e seu centro são as ilhas Nordkoster e Sydkoster, onde é proibido o tráfego de carros.
