Por trás do choro das crianças no avião muitas vezes está a dor de ouvido e a sensação de ouvidos tampados. Por causa da tuba auditiva mais estreita, os passageiros mais novos não conseguem equilibrar rápido o suficiente as mudanças de pressão na cabine, o que os incomoda muito mais do que aos adultos.
Enquanto a decolagem costuma passar sem problemas, a maior dor surge na descida antes do pouso. Como primeiro socorro, engolir ativamente funciona de forma garantida, então vale a pena ter à mão uma chupeta, uma bebida com canudo ou amamentar o bebê na hora certa.
Abaixo vou te explicar em detalhes quais recursos realmente funcionam e o que fazer diante de um simples resfriado. Você também vai entender por que, em caso de otite média aguda, é melhor adiar completamente a viagem depois de consultar o médico.

Resumo
- A descida é pior que a decolagem: a pressão na cabine muda durante a descida de um jeito que pressiona muito mais o tímpano da criança, por isso guarde os melhores truques para o final do voo.
- Engolir funciona melhor: amamentar, a mamadeira com leite ou a chupeta ajudam a abrir a tuba auditiva, sendo essa a forma mais eficaz de equilibrar a pressão nos bebês.
- O resfriado é um risco: os seios nasais entupidos impedem o equilíbrio natural da pressão, então sempre vale a pena consultar o uso de spray nasal antes do voo com seu pediatra.
- Cuidado com as regras de segurança: em muitos aeroportos ainda vale o limite rígido de 100 ml por recipiente para líquidos, mas comida de bebê e leite têm exceção — leve o que a criança vai precisar.
- Não dê remédios para dormir às crianças: dar melatonina a crianças menores de dois anos é fortemente desaconselhado e, em crianças mais velhas, só com aprovação expressa do médico responsável.
- O barulho não danifica a audição: as informações que circulam sobre o ruído da cabine destruir a audição em 90 segundos vêm de lojas online, e os fones infantis servem principalmente para o conforto e um sono melhor.
- Prepare-se para a inevitável crise: a criança tem todo o direito de estar no avião, então não se estresse com o julgamento dos outros passageiros — no fim, sempre dá tudo certo.
10 coisas que você precisa saber sobre a dor de ouvido
Vamos ver o que você deve saber antes da viagem e o que realmente vai ajudar a criança.
1. A física dos ouvidos e por que a descida é muito pior que a decolagem
A causa mais comum do choro infantil a bordo não é o medo do ambiente desconhecido, mas a simples física. A dor de ouvido surge no momento em que a pressão na cabine não se equilibra pela chamada tuba auditiva. Quando esse canal permanece fechado, a pressão maior de um lado começa a pressionar o tímpano de forma incômoda. Nas crianças pequenas, esse canal ainda é mais estreito e fica posicionado de forma mais horizontal do que nos adultos, o que complica bastante todo o processo de equilíbrio da pressão.
Uma regra fundamental, que costuma surpreender até os viajantes mais experientes, está na diferença entre as fases do voo. A descida costuma ser muito pior e mais desconfortável para os ouvidos das crianças do que a própria decolagem. Durante a subida, o ar no ouvido médio se expande naturalmente e encontra o caminho de saída com facilidade. Na descida, a situação é oposta: o ar precisa voltar para o ouvido médio, o que exige a abertura ativa da tuba auditiva.
Os pais costumam cometer o erro de gastar toda a sua energia e os recursos já nos primeiros vinte minutos de voo. Por isso, guarde sempre as armas mais poderosas para o momento em que o comandante anunciar o início da descida ao aeroporto de destino. É justamente nessa fase, que costuma durar cerca de vinte a trinta minutos antes do pouso, que seu filho vai precisar de mais ajuda para equilibrar a pressão.
💡 Dica: observe com atenção o comportamento dos comissários no corredor. Assim que a tripulação começar a recolher o último lixo e conferir os cintos de segurança, é um sinal claro de que o avião está começando a descer e você deve entrar em ação.
2. Amamentação, mamadeira e chupeta como salvação para os menores

Então, o que realmente funciona contra essa física incômoda nos ouvidos? A resposta é surpreendentemente simples e está no ato de engolir. O movimento da mandíbula da criança e o reflexo natural de deglutição ajudam a abrir mecanicamente a tuba auditiva. Quando você voa pela primeira vez com um bebê pequeno, tem basicamente três opções principais para conseguir isso: amamentar, a mamadeira com o leite preferido ou a clássica chupeta.
A experiência de muitas mães em fóruns na internet fala claramente a favor do leite materno. Amamentar na decolagem e no pouso é o método mais confiável, porque o bebê fica no seu colo, suga e engole ativamente e, ao mesmo tempo, se acalma muito com a sua proximidade física. Se por qualquer motivo você não amamenta, a mamadeira com fórmula preparada ou até um chá infantil funciona muito bem.
A chupeta funciona como uma ótima reserva para quando a criança não está com fome ou recusa a bebida. Aqui, porém, esbarramos em um pequeno detalhe que você, como mãe ou pai, deve conhecer. ⚠️ Alguns estudos associam o uso frequente e prolongado da chupeta a uma maior incidência de otites, em alguns casos com aumento de até cinquenta por cento na frequência. Para um único voo de férias isso não é um argumento contra a chupeta, mas vale considerar essa relação em crianças com tendência a inflamações.
💡 Dica: não comece a alimentar a criança cedo demais. Espere para amamentar ou dar a mamadeira só no momento em que os motores estiverem a pleno vapor e o avião realmente decolar, senão a criança vai tomar toda a dose ainda durante o taxiamento na pista.
3. O que funciona bem com crianças de 1 a 2 anos e mais velhas
Com crianças pequenas e em idade pré-escolar, a amamentação já não tem tanto peso e você precisa usar estratégias um pouco diferentes. Aqui entra em cena o simples ato de beber com canudo, mascar um chiclete ou chupar uma bala dura. Beber de uma garrafinha com canudo força a criança a mexer mais a mandíbula, o que tem um efeito quase mágico na abertura do canal entupido.
Com crianças em idade escolar e adolescentes, a situação costuma ser muito mais fácil. Para eles, geralmente basta dar um chiclete antes da decolagem ou ensiná-los a engolir seco de propósito e bocejar bem aberto. O bocejo é um mecanismo natural de defesa do corpo, que equilibra a pressão nos ouvidos quase na hora, e as crianças mais velhas conseguem aprender a controlá-lo sob comando.
Às vezes, porém, você esbarra num problema inesperado com as regras de segurança a bordo. Crianças menores de dois anos precisam ficar presas na decolagem e no pouso por um cinto infantil especial ligado ao seu próprio cinto de segurança. Como já mencionei, nosso Jonáš detestava isso no voo para Paris e ficava bem irritado. Nessas horas, só ajuda manter a calma, distrair com um brinquedo novo e oferecer rápido o salgadinho preferido.
💡 Dica: coloque um pirulito na bagagem de mão. O pirulito dura muito mais na boca da criança do que uma bala, faz com que ela engula saliva doce o tempo todo e ainda ocupa as mãos e a atenção por bastante tempo.
4. Resfriado e seios nasais entupidos: quando vira um problema

Enquanto numa criança saudável a tuba auditiva desobstruída dá conta da pressão sem problemas, a situação muda quando a criança está resfriada. Os seios nasais entupidos aumentam bastante o risco de uma dor de ouvido incômoda, porque a mucosa inchada bloqueia o canal e a pressão não tem como se equilibrar naturalmente. A experiência dos pais em fóruns de viagem é bem categórica nesse ponto e cheia de alertas.
Muitas mães descrevem que voar resfriado é um verdadeiro sofrimento e comparam a dor dos seios nasais a ter os ouvidos “concretados”. O procedimento prático dos viajantes experientes inclui uma preparação que consiste em aplicar spray nasal antes da decolagem e de novo antes da descida. Em crianças pequenas, que ainda não sabem assoar o nariz, os pais costumam jurar pelo aspirador nasal de viagem, que desobstrui os seios.
Contra esses alertas, há também os pais mais pragmáticos, que não se preocupam com um resfriado leve, porque senão nunca conseguiriam viajar. A verdade está em algum lugar no meio e depende de cada criança. ⚠️ Em crianças com dores de ouvido recorrentes, alguns pais consideram dar ibuprofeno ou paracetamol cerca de meia hora antes da decolagem, mas qualquer solução com remédio para dor de ouvido ou spray nasal precisa sempre ser consultada antes com seu pediatra.
💡 Dica: o ar na cabine do avião é extremamente seco, o que piora a sensação do resfriado. Não esqueça de oferecer muitos líquidos à criança e, para algumas famílias, funciona passar um pouco de vaselina comum embaixo do nariz para a mucosa não ressecar tanto.
5. Quando é melhor adiar o voo e ficar em casa
A decisão de voar com uma criança resfriada ou ficar em casa fica, no fim das contas, sempre com você. Mas há condições de saúde específicas em que o avião está fora de questão e o lugar certo é o consultório. Em caso de otite média aguda, febre alta ou logo após uma cirurgia de ouvido, a decisão sobre voar deve ficar sempre e sem exceção com o pediatra responsável.
Se decidir cancelar o voo em cima da hora, você vai esbarrar numa armadilha prática bem desagradável das condições de cancelamento. O seguro-viagem até cobre uma doença súbita da criança, mas quando a febre chega às três da manhã antes do voo matinal, você não consegue mais fazer o cancelamento no site da companhia aérea a tempo. Seu caso passa a ser tratado, no jargão aéreo, como o chamado voo não utilizado, ou no-show.
Para depois negociar o reembolso com o seu seguro, você vai precisar de duas coisas absolutamente essenciais. Você precisa pedir à companhia um comprovante de não embarque e, ao mesmo tempo, ter em mãos um atestado médico oficial do pediatra, que confirme claramente a impossibilidade de a criança viajar naquele dia. Sem esses dois documentos, o seguro provavelmente não vai devolver o dinheiro das passagens da família.
💡 Dica: a maioria das seguradoras oferece pacotes familiares completos de seguro. Esses planos familiares saem financeiramente muito mais vantajosos do que contratar apólices individuais para cada membro da família separadamente, e costumam ter condições mais flexíveis de cancelamento.
6. Fones e protetores auriculares: mitos sobre o barulho a bordo

Sobre o barulho na cabine do avião paira uma enorme confusão e pânico desnecessário na internet. ⚠️ Em muitos sites circulam dados dramáticos de ruído de cabine de 85 a 105 decibéis, que supostamente poderiam danificar a audição de uma criança pequena em apenas 90 segundos. Mas esses dados são divulgados principalmente por lojas online que vendem protetores auriculares, então não os cite como um fato médico verificado de forma independente.
O que podemos afirmar com toda a certeza é que na cabine do avião há um ruído constante e monótono dos motores. Esse barulho é mais intenso na decolagem e na subida acentuada, enquanto durante o voo de cruzeiro vira um zumbido suportável. Para um adulto isso é cansativo com o tempo, mas para uma audição saudável não representa nenhum perigo agudo que justifique pânico.
Muitos pais, no entanto, têm uma ótima experiência com fones infantis com cancelamento ativo de ruído. Esses fones ANC permitem que as crianças mais velhas assistam a um desenho com calma sem precisar deixar o volume no máximo. Já para os menores, criam uma bolha mais tranquila para dormir, mas de forma alguma é verdade que sem eles a criança ficaria surda.
💡 Dica: nunca use protetores auriculares ou tampões para resolver a pressão. Esses acessórios servem exclusivamente para abafar o som do ambiente e não equilibram a pressão no ouvido médio, então não conseguem aliviar a dor de ouvido da criança.
7. Líquidos, leite infantil e o controle de segurança no aeroporto
Se você precisa levar a bordo remédios líquidos, comida de bebê ou água para o leite em pó, precisa conhecer as regras atuais. A comida de bebê e o leite materno ou artificial têm exceção nos aeroportos e, em geral, ficam isentos do clássico limite de 100 ml por recipiente. Você pode levar na bolsa exatamente a quantidade que seu filho vai precisar durante toda a viagem.
Mas fique muito atenta às regras de segurança de cada aeroporto por onde você passa. ⚠️ Muitos aeroportos já usam scanners de tomografia (CT) que permitem levar recipientes com líquido de volume maior, mas em muitos outros ainda vale o limite rígido de 100 ml. Vale conferir antes as regras do aeroporto de origem e o de conexão, já que na prática elas variam bastante.
A experiência de muitas famílias em diversos fóruns mostra que a prática dos controles de segurança pode variar drasticamente pelo mundo. Os agentes de segurança podem pedir para mostrar o conteúdo do leite infantil, fazer um teste com papel especial na superfície da mamadeira ou até pedir que você prove o líquido na frente deles.
💡 Dica: se você quer evitar discussão sobre a água para a criança pequena, passe pelo controle só com a garrafinha infantil vazia e encha com água fresca dos bebedouros do aeroporto já na área de embarque, depois do raio-X.
8. Enjoo de movimento e vômito lá em cima nas nuvens

O enjoo de movimento em crianças raramente é discutido quando o assunto é voar, mas na prática é muito mais comum do que você imagina. Não se trata apenas das quedas em turbulências inesperadas: o próprio movimento do avião, as mudanças de altitude e a inclinação nas curvas conseguem embaralhar o estômago da criança com facilidade. O cérebro de uma criança pequena, que ainda se mexe o tempo todo no colo, recebe sinais confusos sobre a posição do corpo, o que gera náusea.
Como se preparar da melhor forma para o enjoo no avião? A base do sucesso é a escolha estratégica do assento. ⚠️ Se seu filho já tem tendência a enjoar no carro, os pais nos fóruns tradicionalmente recomendam garantir um lugar sobre a asa, onde o movimento do avião deveria ser um pouco menos perceptível, e evitar a todo custo a cauda da aeronave, ainda que não existam dados científicos sólidos para isso. Com crianças mais velhas, funciona muito bem colocá-las na janela e deixar que fixem o olhar no horizonte distante.
Antes do voo, evite comidas pesadas, gordurosas ou muito doces e prefira biscoitos secos. Não conte de jeito nenhum só com aquele único saco de papel que talvez você encontre no bolso do assento à frente. O fórum britânico Mumsnet está cheio de relatos de pais que passaram um voo de doze horas cobertos com o vômito do bebê de oito meses.
💡 Dica: leve sempre uma muda de roupa na bagagem de mão. Leve um conjunto completo de reserva não só para a criança, mas também para você, porque passar várias horas de voo com a camiseta suja de vômito é um verdadeiro teste de resistência psicológica.
9. Remédios no avião: o que levar e o que esquecer de vez
O tema dos remédios para dormir e do ajuste artificial do relógio biológico durante voos longos é muito delicado entre os pais. ⚠️ Nas discussões você vai encontrar com frequência dicas de dar melatonina às crianças em voos longos, para que durmam a viagem toda em paz. Mas os especialistas em sono infantil são bem claros: dar melatonina a crianças menores de dois anos é fortemente desaconselhado, sem exceções.
Em crianças mais velhas, o uso deve se limitar a casos específicos e depois de consultar o médico. Nunca recomende nem dê remédios comuns para dormir a crianças, porque o efeito deles na cabine pressurizada pode ser imprevisível. ⚠️ Além disso, em parte das crianças a melatonina tem efeito paradoxal, ou seja, em vez de acalmar, agita demais e atrapalha o sono de forma drástica — algo que você definitivamente não quer descobrir lá em cima, sobre o oceano.
O kit básico de primeiros socorros de bordo deve ser bem mais comedido e prático. Ele deve conter, acima de tudo, os remédios que a criança usa regularmente, com uma folga suficiente em caso de atraso do voo. Inclua também um termômetro, curativos, um pequeno frasco de antisséptico de até 100 ml e, se for o caso, remédios com paracetamol — mas sempre depois de uma consulta expressa com seu pediatra.
💡 Dica: tenha sempre todos os remédios importantes com você na bagagem de mão. Remédios vitais não vão na mala grande despachada, porque a mala pode atrasar em qualquer conexão ou até se perder por completo.
10. O medo do vexame e como lidar com as crises inevitáveis
A maior carga durante o voo muitas vezes não é das crianças, mas da cabeça dos pais nervosos. O medo de como as pessoas ao redor vão reagir e de passar vergonha em público é uma das preocupações mais citadas, e afasta desnecessariamente as famílias de voar. Mas se você embarca com o estômago embrulhado e olhando de esguelha para os outros passageiros, essa tensão passa muito rápido para o seu filho também.
E agora, ao pior cenário possível. A criança simplesmente decide que já teve o bastante, começa a chorar, gritar e não há como acalmar. Meio avião se vira e você preferiria abrir a saída de emergência. Nessa hora, pare e respire fundo. Você pagou pela passagem exatamente como aquele senhor de terno mal-humorado duas fileiras à frente, e seu filho tem todo o direito de estar naquele avião.
O avião é apenas um meio de transporte coletivo, não uma sala de estudos silenciosa da biblioteca. Quem exige silêncio absoluto que pague por um jato particular, e você não precisa se desculpar por seu filho existir e demonstrar suas emoções. Quando alguém se vira e começa a encarar, ajuda quebrar a tensão com uma comunicação direta e um sorriso, explicando, por exemplo, que a criança está nascendo dentes.
💡 Dica: a experiência dos pais é clara: você está mais assustada do que as pessoas ao seu redor. Não faça disso um bicho de sete cabeças, no fim dá tudo certo, e até o pior dos voos sempre acaba pousando e as pessoas se dispersam para casa.
Resumo prático e informações úteis
As regras para viajar com crianças pequenas mudam muito rápido, por isso preparei uma tabela prática com dados atuais para 2026. Ela vai te ajudar a entender a partir de quantos dias de vida cada companhia aérea aceita você embarcar com o bebê a bordo.
| Companhia aérea | Idade mínima da criança para o transporte | Condições e restrições importantes |
|---|---|---|
| :— | :— | :— |
| LATAM | A partir de 7 dias de vida | Para recém-nascidos com menos de 7 dias costuma-se exigir autorização médica. |
| GOL | A partir de 7 dias de vida | Com menos de 7 dias, só com atestado médico de aptidão. |
| Azul | A partir de 7 dias de vida | Aplica-se de forma padrão a crianças de duas semanas a dois anos. |
| TAP | Sem limite de idade fixo | O recém-nascido pode voar praticamente desde o nascimento, com recomendação médica. |
Se você vai voar para fora do Brasil, fique muito atenta às regras de segurança de líquidos do seu aeroporto de origem e do de conexão. ⚠️ Enquanto as regras para comida de bebê costumam ser mais flexíveis, para a sua própria água ou café valem restrições rígidas. Veja abaixo um resumo geral das exceções que se aplicam ao leite infantil.
| Situação no controle de segurança | Limite de líquidos por pessoa | Exceção para o leite infantil |
|---|---|---|
| :— | :— | :— |
| Aeroportos com scanner CT | Até 2 litros em um único recipiente. | Sim, sem restrições. |
| Aeroportos com regra padrão | Máx. 100 ml em saco plástico transparente. | Sim, mas com possibilidade de controle detalhado. |
Para onde ir a seguir
Se você tem a primeira viagem de avião pela frente e quer ter tudo sob controle, escrevemos para você mais guias detalhados no blog. Neles você vai descobrir exatamente o que colocar na farmacinha, quais brinquedos funcionam melhor ou para onde ir com a família.
- De avião com crianças: guia completo
- A partir de quantos meses a criança pode voar de avião
- Farmacinha de viagem: o que levar
- Como entreter a criança no avião
- Roma com crianças
Perguntas frequentes
Por que os ouvidos das crianças doem mais na descida do avião do que na decolagem?
Durante a subida, o ar no ouvido médio se expande naturalmente e escapa com relativa facilidade. Porém, durante a descida, a pressão ambiente aumenta e o ar precisa retornar ativamente ao ouvido médio através da trompa de Eustáquio, o que exige deglutição. Se a trompa não se abrir, a pressão mais alta do lado de fora pressiona dolorosamente o tímpano.
Posso viajar de avião com uma criança que está resfriada?
Um resfriado nasal comum pode ser manejável, mas as vias aéreas congestionadas aumentam significativamente o risco de dor de ouvido. Os pais costumam aplicar spray nasal antes da decolagem e da descida, mas o uso de qualquer medicamento ou spray deve sempre ser consultado previamente com o pediatra. Em caso de febre ou infecção de ouvido, não é permitido voar.
A chupeta causa infecções de ouvido médio no avião?
A chupeta é uma excelente ajuda durante a decolagem e o pouso para abrir a trompa de Eustáquio. ⚠️ Embora estudos associem o uso muito frequente e prolongado da chupeta a uma maior incidência de infecções do ouvido médio, o uso durante um único voo de férias não aumenta dramaticamente esse risco.
É verdade que o barulho na cabine pode prejudicar a audição da criança?
⚠️ As informações de que o ruído no avião atinge 85 a 105 decibéis e danifica a audição em 90 segundos vêm principalmente de lojas online que vendem protetores auriculares. Na cabine há um ruído monótono que é cansativo, mas não prejudica a audição de uma criança saudável. Os fones de ouvido servem principalmente para melhorar o conforto e o sono.
Posso dar melatonina para meu filho dormir em um voo longo?
Especialistas em sono infantil concordam que a administração de melatonina a crianças menores de dois anos é fortemente desaconselhada. Para crianças mais velhas, só é possível após consulta expressa com o pediatra. ⚠️ Além disso, em algumas crianças a melatonina pode ter um efeito paradoxal e, em vez de sono, deixá-las muito agitadas.
Quais são as regras para líquidos e leite infantil em São Paulo?
Leite e alimentação infantil têm exceção e você pode levar o suficiente para toda a viagem. ⚠️ Mas atenção aos terminais: no Terminal 2, desde outubro de 2025 vale o limite de até 2 litros por recipiente, enquanto o Terminal 1 ainda mantém o limite rigoroso de 100 ml, sendo que o leite infantil pode passar por inspeção detalhada.
O que fazer quando a criança tem tendência a cinetose e vômito?
O próprio movimento e a inclinação do avião podem facilmente perturbar o estômago infantil. ⚠️ Pais experientes recomendam reservar assento sobre a asa, evitar refeições pesadas antes do voo e, principalmente, ter na bagagem de mão sacos resistentes preparados e roupas sobressalentes completas tanto para a criança quanto para você.
Preciso pagar por um bebê de colo que fica o tempo todo no meu colo?
Sim, a maioria das companhias aéreas cobra uma taxa por bebê de colo sem assento próprio; por exemplo, a Ryanair normalmente cobra 25 euros por trecho. ⚠️ A revisão do regulamento EU 261/2004 foi aprovada em julho de 2026 e garante que crianças até 14 anos sentem ao lado dos pais gratuitamente, mas na prática só entrará em vigor em meados de 2027.
