Torre de Londres: ingresso, joias da coroa e 12 dicas em 2026

Quando chegamos a Londres depois de um ano vivendo no Canadá, eu e o Lukáš estávamos com a carteira fina que nem papel. Naquela época cruzávamos a cidade inteira de bicicleta e economizávamos em absolutamente tudo o que dava pra economizar.

Por isso entendo perfeitamente quando você prende a respiração ao ver o ingresso de 37 libras (cerca de R$ 250) para a Torre de Londres. Não é pouco dinheiro, ainda mais porque muitos museus de Londres são de graça, mas essa fortaleza de quase mil anos parece valer cada centavo do investimento.

Por isso reunimos 12 dicas do que não deixar de ver lá dentro — mais uma parte prática que você teria que garimpar por sites em inglês. Vamos te ensinar como evitar a fila interminável das joias da coroa, a que horas chegar pra não perder tempo e por que tomar cuidado com as pontes traiçoeiras de Londres.

Conteúdo do artigo

Resumo para quem não tem tempo de ler o artigo inteiro

  • O ingresso custa 37 libras para adultos, não existe bilhete familiar e comprar online não sai mais barato, mas garante o seu horário.
  • Não existe fast-track aqui, nem mesmo com o famoso London Pass (você simplesmente entra no próximo horário disponível).
  • Vá às joias da coroa logo às 9h, porque à tarde as filas chegam a durar uma hora e meia.
  • O tour com o Beefeater é gratuito e já vem incluído no ingresso, e é a única forma de entrar na capela de St Peter ad Vincula.
  • É permitido fotografar em quase todo lugar, menos nas joias, onde é terminantemente proibido.
  • Deixe as malas no hotel ou num guarda-volumes público, porque não deixam você entrar com bagagem grande.

Torre de Londres, Tower Bridge ou London Bridge?

Antes de partir para o tour em si, precisamos esclarecer um dos erros turísticos mais comuns que existem. Estima-se que a maioria dos visitantes de Londres confunde os nomes desses ícones da cidade.

A Torre de Londres é um castelo e fortaleza enorme, sobre o qual é todo este artigo. Bem ao lado dela fica a Tower Bridge, aquela ponte famosa com duas torres góticas e o mecanismo azul de levantamento do fim do século XIX.

Um pouco mais rio acima está a London Bridge, que hoje é uma ponte de concreto bem sem graça. Aliás, a história de que a versão antiga da London Bridge foi comprada em 1968 pelo empresário americano Robert McCulloch achando que estava levando a bonita Tower Bridge é puro mito. Dizem que McCulloch sabia exatamente o que estava comprando e não desmentia a história porque ela fazia uma ótima propaganda de graça pra ele.

Ingressos e horário de funcionamento da Torre de Londres em 2026

O ingresso da Torre de Londres está entre os mais caros da cidade e o valor faz até o viajante mais experiente prender a respiração. Por isso, planeje bem a sua visita — e conte com o fato de que praticamente não existe uma opção mais barata. Aqui estão os preços atuais direto do site oficial.

Tipo de ingressoIdade / condiçõesPreço em librasAproximado em R$
Adulto18–64 anos£37,00~R$ 250
Criança5–15 anos (com adulto)£18,50~R$ 125
Jovem16–17 anos (com documento)£18,50~R$ 125
Estudante18+ (com carteirinha de curso integral)£29,50~R$ 200
Idoso65+£29,50~R$ 200
Crianças até 5 anos0–4 anosgrátisR$ 0
Acompanhante (Carer)acompanhante de PcDgrátisR$ 0

Já te aviso logo: não existe ingresso familiar mais em conta. Cada membro da família paga separado, o que, com o câmbio atual, pesa bastante no bolso. Talvez você pense em economizar comprando com antecedência, mas o preço online são as mesmas 37 libras da bilheteria. A grande vantagem de comprar pela internet é a garantia de horário, ou seja, você evita ficar naquela fila interminável de ingressos.

Lembre-se de que o ingresso vale para uma única entrada e não é possível voltar ao recinto depois. Dá pra comprar bilhetes também pelo GetYourGuide, mas direto com a Historic Royal Palaces (HRP) costuma sair mais barato, porque os revendedores têm suas margens. A HRP funciona como uma instituição de caridade sem dinheiro público e, no momento do pagamento, oferece uma doação opcional de dez por cento, que você facilmente desmarca no carrinho.

Se você procura formas de economizar, infelizmente para o turista comum a Torre nunca é de graça. Os descontos de uma única libra valem só para moradores do bairro londrino de Tower Hamlets ou para beneficiários de auxílios sociais britânicos. A única saída que faz sentido é a filiação HRP Membership, que começa em 75 libras por ano. Ela compensa financeiramente quando você planeja rodar por vários palácios reais durante a viagem.

Antes de sair, confira o horário de funcionamento atualizado, que muda conforme a estação. A fortaleza abre quase o ano todo, mas no Natal, de 24 a 26 de dezembro, e no Ano-Novo os portões ficam fechados.

TemporadaDias da semanaHorárioÚltima entrada
Verão (aprox. 1/3 – 31/10)Ter–Sáb09h – 17h3016h30
Dom–Seg10h – 17h3016h30
Inverno (aprox. 1/11 – 28/2)Ter–Sáb09h – 16h3016h
Dom–Seg10h – 16h3016h

💡 Dica: Reserve pelo menos 3 horas para um tour decente pela fortaleza. O recinto é enorme e, se quiser absorver a atmosfera sem pressa, tranquilamente passa aqui meio dia.

Quando ir a Londres e à Torre

O clima na Grã-Bretanha castiga em qualquer estação, mas as temperaturas mais agradáveis vão de maio a setembro. Na temporada de verão (mais ou menos de março a outubro), a Torre abre de terça a sábado das 9h às 17h30, e aos domingos e segundas só abre às 10h.

Nos meses de inverno o recinto fecha já às 16h30, então você precisa planejar a visita um pouco mais cedo. A fortaleza só fica totalmente fechada durante as festas de Natal, de 24 a 26 de dezembro, e também no Ano-Novo.

Para o tour em si, reserve no mínimo três horas, mas se quiser ver realmente tudo com calma, dá pra passar meio dia aqui tranquilamente. Os viajantes recomendam chegar logo na abertura, às 9h, porque perto do meio-dia o lugar já está lotado.

Compre os ingressos com antecedência para um horário específico, o que dá pra fazer no site oficial da Historic Royal Palaces ou pela plataforma popular GetYourGuide, onde a compra costuma ser mais amigável. A HRP normalmente sai um pouco mais barata, mas o GetYourGuide oferece cancelamento fácil caso seus planos mudem.

Como chegar à Torre de Londres

O caminho mais fácil e rápido até a fortaleza é pelo metrô de Londres, o famoso The Tube. Basta descer na estação Tower Hill, atendida pelas linhas District e Circle, e a entrada principal fica a uns cinco minutos a pé. Uma boa notícia é que essa estação tem saída acessível direto para a rua, então você não precisa carregar carrinho de bebê pelas escadas. Se preferir, num raio de quinze minutos de caminhada também dá pra usar as estações Monument, Bank, Aldgate, London Bridge ou Fenchurch Street.

Se quiser curtir o trajeto com uma boa vista, recomendo pegar o barco e chegar pela água. O píer Tower Pier fica bem na entrada e é onde param os barcos Uber Boat by Thames Clippers. A chegada vindo de Westminster oferece um panorama simplesmente sensacional, com a fortaleza e a ponte no mesmo quadro. Também te deixam pertinho da entrada vários ônibus vermelhos, especificamente as linhas 15, 42, 78, 100 e 343.

A ideia de ir até a Torre de carro alugado ou próprio, esquece — você se poupa de muito estresse. Toda a Tower Hill funciona como uma rigorosa zona sem carros e simplesmente não há estacionamento perto do monumento. Além disso, a área faz parte da chamada Congestion Charge, então você pagaria uma taxa alta pra entrar no centro. Para planejar qualquer trajeto de transporte público, dê uma olhada direto no TfL.

Nós exploramos Londres principalmente de bicicleta e foi o meio de transporte mais barato que encontramos. O aluguel do Santander Cycles custa £1,65 por meia hora e o passe diário sai por £3. As bikes compartilhadas da Santander Cycles você pega em praticamente cada esquina. Meia hora de pedalada sai por só £1,65 e o passe do dia inteiro custa £3, ou seja, para explorar a região sem pressa é o ideal absoluto.

Onde se hospedar perto da Torre

Ficar a uma distância curta da Torre e do rio Tâmisa é uma vantagem enorme, porque elimina o deslocamento matinal no metrô lotado. Os hotéis mais procurados da região somem muito rápido, então vale a pena reservar o quanto antes.

citizenM Tower of London é um hotel moderno incrível para quem ama design e tecnologia. Os quartos são controlados por tablet e, dos andares mais altos ou do bar no terraço, a vista da fortaleza e da ponte é de tirar o fôlego.

The Tower Hotel fica literalmente à beira do Tâmisa e, olhando pela janela, você tem a Tower Bridge na palma da mão. É um complexo enorme que, por fora, não parece dos mais modernos, mas tem uma localização absolutamente imbatível.

Leonardo Royal London City é uma ótima escolha para quem quer descansar depois de um dia inteiro caminhando. O hotel tem uma piscina própria de vinte e cinco metros e um centro de bem-estar, o que é um luxo enorme no centro de Londres.

DoubleTree by Hilton Tower of London te conquista já na recepção, onde cada hóspede ganha um cookie de chocolate quentinho. Os quartos são bem silenciosos e, pertinho do hotel, você encontra várias ruelas tranquilas com cafés.

Novotel London Tower Bridge é talvez a melhor escolha para famílias com crianças, porque oferece quartos mais espaçosos e um clima bem descontraído. Você chega à fortaleza e ao metrô confortavelmente em cinco minutos a pé.

12 dicas do que ver e fazer na Torre de Londres

O recinto é enorme e, sem um plano, dá pra se perder facilmente. Por isso selecionamos os lugares e histórias que você não deveria deixar passar dentro das muralhas. O recinto é grande e um bom planejamento te poupa muito tempo e estresse.

1. As joias da coroa e a esteira rolante

O maior ímã de toda a fortaleza são, claro, as joias da coroa, guardadas aqui desde os anos 1660. Você vai ver, por exemplo, a coroa de Santo Eduardo, com a qual o rei Charles III foi coroado em 2023, e a impressionante Coroa Imperial de Estado.

Também está em exposição o Cullinan I, o maior diamante lapidado incolor do mundo, além do famoso Koh-i-Noor, cuja devolução a Grã-Bretanha ainda disputa até hoje com a Índia e o Paquistão. Lembre-se: lá dentro é totalmente proibido fotografar, e a segurança fica de olho.

💡 Dica para a visita: Venha aqui logo de manhã! Você vê as joias de uma esteira rolante lenta, que não te deixa parar. De manhã, porém, dá pra sair da esteira ou passar por ela várias vezes, enquanto à tarde a multidão te empurra impiedosamente para fora.

Uma curiosidade é a tentativa de roubo de 1671, quando o coronel Thomas Blood nocauteou o guarda e achatou a coroa com uma marreta para escondê-la sob o casaco. Mas o rei Charles II, surpreendentemente, o perdoou e ainda lhe concedeu uma generosa pensão vitalícia.

2. A White Tower e o arsenal real

A icônica Torre Branca, no meio do pátio, é a parte mais antiga de todo o complexo, de 1078, mandada construir pelo próprio Guilherme, o Conquistador. Hoje abriga parte da exposição da Royal Armouries, com uma coleção incrível de armas históricas.

A peça mais aclamada é a armadura pessoal do rei Henrique VIII, na qual dá pra ver lindamente como o corpo do monarca foi se alargando com o avanço da idade e do peso. A exposição de armas chamada Line of Kings, aliás, já tem respeitáveis 350 anos.

3. Tour com o Yeoman Warder (Beefeater)

Isso você não pode deixar de fazer de jeito nenhum, porque o tour com os famosos guardas é totalmente gratuito e já vem no ingresso. Eles começam a cada 45 minutos na Bell Tower e os guias contam a história macabra com aquele típico humor britânico seco.

Para se tornar um Beefeater, é preciso ter no mínimo 22 anos de serviço militar impecável. Além disso, os guardas moram com suas famílias dentro da própria fortaleza e, à noite, depois que os turistas vão embora, dizem que frequentam um pub secreto só deles.

4. A capela St Peter ad Vincula e o Tower Green

Graças ao tour com o Beefeater, você entra na capela de São Pedro Acorrentado, onde visitantes por conta própria não podem entrar de jeito nenhum. É justamente aqui que estão enterradas, sob o piso, três rainhas inglesas executadas.

Bem ao lado fica o gramado Tower Green, onde aconteciam as execuções privadas de prisioneiros nobres — dos quais só cerca de dez foram executados dentro do castelo. A maioria dos condenados comuns terminava no cadafalso público de Tower Hill, do lado de fora das muralhas, diante de multidões enormes.

💡 Dica de história: Ana Bolena foi decapitada aqui em 1536, a seu próprio pedido, com uma espada, e não com um machado. Muito pior foi o destino de Margaret Pole, de 67 anos, em 1541, a quem o carrasco inexperiente precisou golpear onze vezes até conseguir terminar o serviço.

5. A Bloody Tower e o mistério dos Príncipes da Torre

A Torre Sangrenta ganhou seu nome sinistro por causa de um dos maiores casos não resolvidos da história britânica. Em 1483, foram colocados aqui Eduardo V, de doze anos, e seu irmão mais novo, Ricardo, que no outono daquele mesmo ano sumiram sem deixar rastro.

O mais frequentemente acusado de matá-los é o tio deles, Ricardo III, embora em 2023 a pesquisadora Philippa Langley tenha apresentado uma teoria controversa de que os meninos talvez tenham sobrevivido e fugido para a Europa.

Quando operários descobriram ossos infantis sob a escada em 1674, o rei mandou enterrá-los na Abadia de Westminster. Mas até hoje não se sabe com certeza se os restos realmente pertencem aos príncipes desaparecidos, porque testes de DNA nunca foram autorizados.

6. Traitors’ Gate (Portão dos Traidores)

Quando você olhar em direção ao rio, vai ver um túnel de água sombrio pelo qual traziam os prisioneiros à fortaleza de barco. Foi justamente por aqui que passaram Ana Bolena e Sir Thomas More a caminho de suas celas.

Olhar para o portão é uma experiência muito emocionante quando você percebe que, para a maioria das pessoas, aquela foi a última viagem da vida. A água do Tâmisa ainda bate ali até hoje, dando o toque final à atmosfera sombria daquele calabouço medieval.

7. Os corvos e a lenda desmascarada

Diz-se que, se os corvos abandonarem a Torre, a coroa e toda a Grã-Bretanha cairão, e por isso o rei Charles II mandou criá-los aqui. Mas historiadores descobriram recentemente que essa lenda provavelmente é uma invenção vitoriana e que os registros mais antigos sobre os pássaros datam só do fim do século XIX.

Hoje vivem permanentemente no recinto oito corvos, cuidados pelo Ravenmaster, o senhor Barney Chandler. As aves têm as asas levemente aparadas, recebem carne de primeira e, de vez em quando, dizem que os cuidadores as mimam com biscoitos molhados em sangue.

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8. O zoológico real cheio de exotismo

Pouca gente sabe, mas a Torre funcionou por centenas de anos como o primeiro zoológico de Londres. Os monarcas ingleses colocavam aqui presentes exóticos de diplomatas estrangeiros, então viveram por aqui leões, leopardos e até um elefante.

O morador mais bizarro foi um urso-polar, que Henrique III ganhou em 1252. O urso ia nadar no Tâmisa preso a uma corrente longa, onde pescava peixes com destreza para deleite dos londrinos que assistiam. O zoológico só foi encerrado em 1835, por questões de segurança.

9. A câmara de tortura, Guy Fawkes e prisioneiros famosos do século XX

Nos andares inferiores da Torre Branca você encontra uma pequena exposição de instrumentos de tortura que, embora bem modesta, é ainda mais arrepiante por isso. No potro daqui foi brutalmente interrogado Guy Fawkes em 1605, após a fracassada Conspiração da Pólvora.

O quanto ele foi quebrado ainda hoje fica claro nos documentos da época, onde ele só conseguiu se assinar depois da tortura com um rabisco quase ilegível. Mas a fortaleza serviu de prisão até muito mais tarde, na história moderna.

💡 Dica de curiosidade: Na Segunda Guerra Mundial, em 1941, o espião alemão Josef Jakobs foi o último a ser executado aqui, fuzilado. Poucos meses antes, o vice de Hitler, Rudolf Hess, passou quatro dias por aqui, e os últimos prisioneiros da história foram os infames irmãos mafiosos Kray, em 1952.

10. Medieval Palace (aposentos medievais)

Enquanto a maioria das pessoas enxerga a Torre só como prisão e tesouraria, originalmente ela era o lar luxuoso dos reis ingleses. Nesses aposentos reconstruídos você pode ver como era a vida real no século XIII.

Você vai ver camas ricamente decoradas, lareiras enormes e paredes coloridas que contrastam fortemente com a pedra cinzenta lá fora. É um ótimo lugar para descansar um pouco das multidões e das histórias sombrias sobre execuções.

11. As muralhas e as vistas do rio (Wall Walk)

Não deixe de subir nas muralhas, de onde se abrem ângulos fantásticos para fotografar a Tower Bridge e os arranha-céus modernos ao fundo. A caminhada pelos passadiços te leva por várias torres defensivas menores.

Os viajantes avisam que lá em cima venta bastante vindo do Tâmisa, então leve uma camada leve extra na mala, mesmo no verão. É justamente das muralhas que você percebe a extensão enorme que todo o monumento ocupa.

12. A Ceremony of the Keys noturna

Toda noite, pontualmente às 21h30, acontece o fechamento cerimonial da fortaleza, uma tradição de mais de setecentos anos. Durante o ritual, os guardas trocam senhas e chaves em completo silêncio, e é terminantemente proibido fotografar.

Chegar até aqui, porém, é bem complicado, porque os ingressos, de 10 a 50 libras, são liberados sempre com um mês de antecedência e somem em poucos minutos. Dá pra reservar exclusivamente online no site da HRP, e você precisa ter dedos muito rápidos.

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As histórias que a Torre de Londres esconde

A Torre de Londres não é só um monte de pedras velhas com coroas dentro. É um lugar onde, por novecentos anos, aconteceram coisas que até hoje deixam a gente de queixo caído. Por isso mesmo me enfiei nos livros e devorei a história desse lugar. É que essas paredes guardam segredos realmente arrepiantes.

Os Príncipes da Torre: um caso não resolvido de 500 anos

Em 1483 foram mandados para cá o então garotinho Eduardo V, de doze anos, e seu irmão mais novo, Ricardo. Quem os levou à fortaleza foi o tio deles, o futuro rei Ricardo III, supostamente para esperarem em segurança pela coroação. Mas os meninos, de repente, sumiram sem deixar rastro e ninguém nunca mais os viu vivos.

Quase duzentos anos depois, em 1674, operários encontraram ossos infantis sob uma escada. Todos logo concluíram que eram os príncipes desaparecidos, e os restos foram solenemente transferidos para a Westminster Abbey. Com isso, o caso parecia encerrado para sempre pela história.

Só que pesquisas recentes viraram tudo de cabeça para baixo. Novos estudos históricos colocam em dúvida a culpa de Ricardo III e apontam o dedo para outros suspeitos da corte da época. Esse mistério, mesmo depois de meio milênio, segue vivo e sem solução.

O roubo das joias da coroa que ninguém pagou

Se você acha que é impossível assaltar a fortaleza mais vigiada da Inglaterra, o coronel Blood discordaria. Em 1671 ele realmente conseguiu roubar as insígnias reais. Para conseguir enfiar a coroa sob o casaco, ele simplesmente a achatou com uma marreta de madeira.

Claro que no fim o pegaram, e todos esperavam o castigo mais sangrento possível. Mas o rei Charles II concluiu que o atrevimento de Blood era, na verdade, incrivelmente divertido e, surpreendentemente, perdoou o criminoso. E como se não bastasse, ainda lhe pagou uma polpuda pensão até o fim da vida.

O urso-polar que pescava no Tâmisa

A Torre não servia só como câmara de tortura, mas também como um zoológico real bem bizarro. Em 1252, Henrique III ganhou um presente completamente maluco do rei da Noruega: um urso-polar vivo. Para os londrinos da época, deve ter sido algo como a chegada de extraterrestres.

O coitado do urso vivia preso a uma corrente longa, que lhe permitia pescar peixes direto no rio Tâmisa. Também lhe faziam companhia na fortaleza leões e um elefante. Toda essa menagerie real acabou sendo encerrada só em 1835, e seus animais viraram a base do zoológico de Londres de hoje.

As execuções das quais não se fala

As pessoas costumam achar que se executava gente dentro do castelo em ritmo industrial, mas isso é um enorme engano. O gramado Tower Green viu apenas um punhado das chamadas execuções privadas para nobres de alto escalão. A maior parte do espetáculo sangrento para as multidões acontecia lá fora, em Tower Hill, onde mais de cem condenados perderam a cabeça.

A vítima mais famosa dentro das muralhas é, sem dúvida, a segunda esposa de Henrique VIII, Ana Bolena. Se você imagina o cepo do carrasco e um machado, está enganado, porque Ana foi executada com uma espada afiada em 1536. Um destino cruel também alcançou aqui sua prima Catherine Howard e até Lady Jane Grey, de apenas dezesseis anos.

Mas a história mais aterrorizante é a de Margaret Pole, de sessenta e sete anos, em 1541. Ela foi executada por um carrasco completamente inexperiente, que não deu conta do serviço de forma limpa. Embora por muito tempo tenha se dito que a condessa desesperada fugia dele em volta do cepo, os historiadores hoje duvidam muito dessa lenda selvagem.

O último executado e o último prisioneiro

A Torre não foi prisão só na Idade Média; seu papel sombrio se estende surpreendentemente até a história moderna. O último a ser executado aqui foi o espião alemão Josef Jakobs, na Segunda Guerra Mundial, em 1941. Ao pular de paraquedas, ele quebrou o tornozelo, então o pelotão de fuzilamento teve que executá-lo sentado numa cadeira.

Mas não podemos confundi-lo com o último prisioneiro de Estado, que foi o vice de Hitler, Rudolf Hess. Ele ficou na fortaleza apenas quatro dias, em maio de 1941.

Mas, se procuramos as absolutas últimas pessoas atrás de cujas grades bateram aqui, temos que chegar a 1952. Naquele ano ficaram presos por alguns dias os famosos gângsteres londrinos, os irmãos Kray, que só estavam fugindo de se apresentar ao serviço militar.

Onde comer perto da Torre

Aqui vai uma coisa que é bom saber de antemão: da Torre não dá pra sair e voltar depois. O ingresso vale para uma entrada, então ou você come lá dentro ou só depois do tour.

Lá tem várias opções vegetarianas e veganas, o que, para nós, herbívoros de carteirinha, é sempre um enorme alívio. O cardápio de pratos sem carne muda com o tempo, mas de barriga vazia você não fica. Os carnívoros, claro, também se dão bem, porque no menu aparecem os clássicos com carne.

Tudo isso é super importante porque da Torre não se pode sair e voltar de novo, já que o ingresso vale só para uma passagem. Então decida com antecedência se vai comer lá dentro ou vai esperar até depois do tour. Se optar pela segunda alternativa, siga um pouco adiante até o bairro de St Katharine Docks.

Lá você encontra vários restaurantes mais tranquilos com uma linda vista dos barcos atracados. Uma experiência gastronômica ainda melhor é o famoso mercado Borough Market, onde você chega com uma caminhada agradável. Ali todo mundo se alimenta bem, dos amantes de comida de rua aos gourmets mais exigentes.

Dicas práticas que vão te poupar estresse

  • Guarda-volumes simplesmente NÃO existe aqui, então não venha com mochilões. Malas, bagagens grandes e até bolsas com rodinhas não podem entrar. A administração do palácio te manda embora sem dó e te indica o guarda-volumes comercial Stasher em algum lugar próximo.
  • Fotografar geralmente é tranquilo, desde que você não use flash, tripés ou aqueles paus de selfie irritantes. É totalmente PROIBIDO fotografar na Jewel House, onde estão guardadas as joias da coroa.
  • A acessibilidade é bem limitada, afinal é uma fortaleza medieval cheia de escadas e calçamento irregular. A White Tower tem elevador só até o subsolo e o tour com o Beefeater inclui 21 degraus, o que pode ser um obstáculo importante para algumas pessoas.
  • Os tours com o Beefeater são só em inglês e não passam pelas joias da coroa. Por outro lado, é a única forma de você conseguir entrar na capela St Peter ad Vincula.
  • O último tour com o Yeoman Warder começa sempre às 15h15, então programe-se bem. De manhã, saem de terça a sábado às 10h, e aos domingos e segundas só às 10h45. Depois saem a cada 45 minutos da Bell Tower.
  • Conte com zero reentrada, o ingresso é validado no portão uma única vez. Dentro e fora vale também a proibição rigorosa de fumar e vapear, e cães só podem entrar se forem de assistência.
  • Visitantes relatam até 90 minutos de fila para as joias, sendo que a passagem em si depois durou uns poucos minutos. Já quem madrugou e chegou logo na abertura geralmente não esperou nada.
  • A câmara de tortura costuma decepcionar, então não espere cenários hollywoodianos elaborados. Basicamente é só uma sala com um potro, então não planeje a visita inteira em torno dela.
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Para onde ir a partir da Torre

Já que você vai estar à beira do rio, recomendo explorar os arredores. Bem ao lado da fortaleza fica a pitoresca marina St Katharine Docks, onde atracam iates de luxo e você encontra cafés mais tranquilos. Se estiver com fome, um pouco do outro lado do rio, na região da London Bridge, ficam os ótimos restaurantes veganos Mildreds e Unity Diner, que têm hambúrgueres sem carne excelentes, que recomendo de consciência limpa.

E se você aprecia um bom café, dê uma olhada no nosso guia dos melhores cafés de Londres — selecionamos só os lugares com avaliação acima de 4,6 no Google.

Pertinho do parlamento fica a Abadia de Westminster — palco de coroações e túmulos reais, onde dá pra entrar até de graça no Evensong.

Gosta de história e arte? Então não perca o British Museum — a entrada é gratuita e no nosso guia você encontra o que não deixar de ver em poucas horas.

E bem ao lado da fortaleza está a famosa Tower Bridge — no nosso guia você descobre quando a ponte se levanta e se vale a pena a exposição paga com o piso de vidro.

Os amantes da monarquia também vão adorar o Palácio de Buckingham — a gente te ensina onde ficar para ver a troca da guarda sem enxergar só as costas da multidão. E se você deseja uma vista da cidade inteira, um pouco rio acima gira a London Eye, sobre a qual no nosso guia você descobre quando vale a pena e quando é melhor ir de graça ao Sky Garden.

Se você está planejando mais dias na metrópole, inspire-se com o nosso grande guia sobre o que ver e fazer em Londres. E os amantes de cinema não podem deixar de fora o mágico Estúdio de Harry Potter em Londres.

E se, depois do agito urbano, você sentir falta de natureza ou história fora da capital, considere um passeio ao mágico Stonehenge. Muita gente segue daqui rumo ao norte, então pode ser útil o nosso artigo sobre o que esconde Edimburgo, ou as dicas para umas férias na Escócia.

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Perguntas frequentes

Quanto custa o ingresso para a Tower of London?

V 2026, um visitante adulto pagará 37 libras (cerca de 44 EUR). Crianças de 5 a 15 anos pagam 18,50 libras e crianças menores entram de graça. Infelizmente não há ingresso familiar disponível, e estudantes ou idosos pagam 29,50 libras com desconto.

É possível economizar fazendo compras online?

Oficial web neposkytuje na online nákup žádnou finanční slevu, o ingresso custa 37 libras pela internet e também na bilheteria. Porém, comprando com antecedência você garante que vai conseguir entrar no horário escolhido e não vai pegar aquela fila gigante no caixa.

Existe algum ingresso fast-track de acesso prioritário?

Não, não existe nenhum fast-track oficial para a fortaleza. Se vários cambistas prometem isso a você, não é verdade, todos os visitantes devem passar pela mesma verificação de segurança no portão principal.

Vale a pena ir à Torre com o London Pass?

Tower of London está incluída no London Pass, mas só vale a pena se você conseguir visitar várias atrações caras no mesmo dia. Com o Pass você não pode reservar um horário com antecedência e a equipe te libera simplesmente para o próximo horário disponível.

Posso levar minha mala ou mochila grande para dentro?

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Por motivos de segurança, bagagens grandes e malas de rodinhas não são permitidas no complexo. Infelizmente não há guarda-volumes funcionando lá dentro, então você precisa deixar suas coisas no hotel ou usar os armários comerciais nas estações de trem da região.
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Como chego melhor na Tower?

O jeito mais fácil é usar o metrô de Londres e descer na estação Tower Hill, onde passam a linha amarela Circle e a verde District. De lá, são cerca de cinco minutos de caminhada tranquila até a entrada principal, e dá para ir até com carrinho de bebê. Você pode planejar facilmente suas rotas através do site oficial do transporte de Londres TfL.

Pode entrar com cachorro no local?

Nos espaços do castelo e no pátio podem entrar apenas cães de assistência e cães-guia registrados. Animais de estimação comuns devem ficar do lado de fora, mesmo que você os carregue em uma bolsa ou no colo. Nos arredores, você pode passear com os cães ao longo do rio, por exemplo, com vista para a famosa Tower Bridge. EXCERPT: Evite as multidões e descubra a história sangrenta da Torre de Londres. Trazemos 12 dicas de como ver as joias da coroa sem filas e o que não perder na fortaleza.

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