Na costa do Mar Negro existe uma cidade que contraria por completo tudo o que você provavelmente imagina sobre o Cáucaso. Batumi, na Geórgia, é uma mistura inacreditável de palmeiras subtropicais, arranha-céus reluzentes e casinhas históricas com sacadas entalhadas, que juntas criam a atmosfera de uma espécie de Las Vegas caucasiano. Nas fotos talvez pareça até maluco, mas dizem que essa combinação tem um charme inacreditável ao qual, cedo ou tarde, você acaba se rendendo.
Se você está se preparando para explorar Batumi, na Geórgia, prepare-se para contrastes enormes. Enquanto na orla beira-mar você vê os experimentos arquitetônicos mais modernos e torres iluminadas, a poucas ruas dali se depara com vielas tranquilas de paralelepípedos, com cheiro de café fresco e especiarias. Os viajantes costumam elogiar justamente essa mistura desconexa, que transforma a cidade num destino que você simplesmente precisa ver com os próprios olhos.
Neste artigo você encontra um panorama detalhado do que ver em Batumi, quais praias não dá para perder e onde provar a melhor cozinha local. Vou te ajudar a escolher a hospedagem, comentar a melhor época para visitar e ainda passar dicas práticas sobre transporte e o indispensável seguro viagem.

Resumo
- Quando ir: O ideal é junho ou o começo de setembro. Você aproveita o mar quente, o sol e foge das maiores multidões e das chuvas de outono.
- Quanto tempo ficar: Para a cidade em si, 2 a 3 dias são mais que suficientes. O resto das férias você pode dedicar a passeios nas montanhas ou a uma ida até Tbilisi.
- O que não perder: Caminhe pelos sete quilômetros do Boulevard de Batumi, espere o encontro noturno das estátuas Ali e Nino e suba no teleférico Argo para ter a melhor vista.
- O que provar: A estrela da gastronomia é o adjaruli khachapuri, um grande barquinho de queijo com ovo e manteiga. É uma bomba calórica enorme e absolutamente obrigatória.
- Onde se hospedar: Casais vão amar a cidade velha, famílias com crianças encontram tranquilidade na região da Old Boulevard e, para estadias mais longas, os aparthotéis perto da New Boulevard são excelentes.
- Nova obrigação: Atenção, a partir de 2026 é obrigatório que todos os viajantes tenham seguro viagem contratado para todo o período de estadia.

Quando ir a Batumi
Se você está pensando na melhor data para visitar, é importante saber uma coisa essencial sobre o clima local. O clima de Batumi é fortemente influenciado pelas montanhas e pelo mar, o que faz dela uma das regiões mais chuvosas de toda a Geórgia, com um acumulado anual de cerca de 2200 milímetros de chuva. O mês mais seco, paradoxalmente, costuma ser maio, enquanto chove mais no outono.
Para umas férias perfeitas, o mais recomendado é junho ou a primeira metade de setembro. Em junho as temperaturas do ar já chegam a agradáveis 25 a 30 graus e o mar fica em torno de 23 graus. Além disso, você ainda foge do pico da temporada de férias, o que ajuda a economizar na hospedagem, e as praias de Batumi não ficam lotadas.
A principal temporada de banho vai mais ou menos de junho a outubro. Em julho e agosto o mar fica mais quente (cerca de 26 a 27 graus), mas você precisa contar com muitos turistas e preços mais altos. Se for em outubro, vai curtir uma cidade vazia e serviços baratos, mas tem que se preparar para um risco bem alto de chuvas persistentes.

Como chegar a Batumi
A logística da viagem até o Mar Negro exige um pouco de planejamento. Atualmente (válido para o verão de 2026) infelizmente não existe nenhum voo direto do Brasil para Batumi. O aeroporto local fica a apenas dois quilômetros do centro e tem ônibus regulares, mas você só chega lá com conexões, normalmente via Istambul.
Saindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro, o mais comum é voar com companhias como Turkish Airlines, Qatar Airways ou Lufthansa, geralmente com escala em Istambul, Doha ou em algum hub europeu antes de chegar à Geórgia. Outra alternativa econômica é desembarcar em Kutaisi, que recebe voos low cost europeus da Wizz Air; de lá, a viagem até Batumi leva pouco mais de duas horas e a empresa Georgian Bus faz o trajeto com horários que casam com a chegada dos voos. Passagens baratas você pode pesquisar no Kiwi, que é o nosso buscador favorito.
Outra opção muito popular é a viagem a partir da capital, Tbilisi. As duas cidades são ligadas pelo trem moderno e confortável Stadler KISS, que faz o trajeto em cerca de 5 horas. As passagens começam por volta de 35 GEL (uns 12 €) e recomenda-se comprá-las com antecedência online, no site oficial das ferrovias georgianas (railway.ge). Os trens costumam sair duas vezes por dia, normalmente de manhã e no fim da tarde.
Se você perder o trem, da estação Didube, em Tbilisi, saem regularmente as vans compartilhadas, conhecidas como marshrutkas. A viagem custa por volta de 30 a 35 GEL (uns 10 a 12 €) e leva mais ou menos cinco horas e meia a seis. Depende muito de quanto o motorista resolve pisar no acelerador. Já se locomover dentro da cidade de Batumi é mais fácil a pé, ou no transporte público local por apenas 1 GEL, ou ainda por aplicativos confiáveis.
💡 Dica: Para se locomover pela cidade, baixe o aplicativo Bolt ou o Yandex. Os taxistas comuns parados na rua tendem a inflar absurdamente os preços para turistas, e dizem que rola por aqui até um pequeno golpe de troca rápida de notas no escuro. Com o aplicativo você sabe o preço antes e fica totalmente tranquilo.

Onde se hospedar em Batumi
💡 Dica de hospedagem e experiências: Hospedagem a gente prefere buscar no Booking.com, que costuma ter as melhores condições de cancelamento. Já ingressos, passeios e atividades vale a pena comparar e comprar no GetYourGuide.
Antes de começar a escolher um hotel específico, é bom se situar nos bairros, porque cada um oferece uma experiência completamente diferente. Onde se hospedar em Batumi depende, acima de tudo, de com quem você viaja e do que espera das férias.
Para casais e para quem está aqui pela primeira vez, a cidade velha e o centro ao redor são absolutamente ideais. É onde estão as vielas históricas mais bonitas, cafés incríveis e tudo o que importa fica a uma distância caminhável. Famílias com crianças costumam preferir a região chamada Old Boulevard, bem mais tranquila e cheia de árvores frondosas. Já a região da New Boulevard está cheia de arranha-céus gigantes e aparthotéis modernos, o que agrada mais aos nômades digitais e a quem planeja uma estadia mais longa.
Hospedagem na cidade velha e no centro: Entre os hotéis mais caros e luxuosos, os viajantes adoram o elegante Radisson Blu Hotel Batumi, com uma piscina linda, ou o icônico Hilton Batumi, a poucos passos da praia. Uma vista linda também dizem oferecer o arquitetonicamente curioso Le Méridien Batumi. Se você procura o meio-termo dourado e um ótimo custo-benefício, tem avaliações excelentes o Hotel Indigo Old Town, com ótima localização, ou o aconchegante Black Sea Star Batumi. Uma ótima escolha pertinho da agitação é também o Graphic Hotel Batumi.
Hospedagem para famílias e opções mais baratas: Na parte mais tranquila, perto do verde, você pode alugar um apartamento totalmente equipado com vista para o mar no gigantesco complexo Orbi City Sea View. É uma escolha muito popular para quem quer cozinhar por conta própria de vez em quando. Para viajantes com orçamento limitado que procuram uma hospedagem boutique agradável, costuma-se recomendar o simpático Hotel Old Town. Já os mochileiros e viajantes solo vão curtir a ótima atmosfera do Harmony Backpackers.

22 melhores lugares e experiências em Batumi
Vamos juntos dar uma olhada no principal, naquilo que faz as pessoas virem até aqui. Das orlas icônicas, passando por estátuas malucas, até tesouros históricos escondidos, a lista do que ver em Batumi daria um livro bem grosso. Aqui vai a minha seleção do melhor.

1. Boulevard de Batumi — orla com alameda de palmeiras
Esse boulevard grandioso é o coração absoluto da cidade e se estende por incríveis sete quilômetros ao longo de toda a costa. Foi fundado já no fim do século 19 e hoje forma uma faixa larga, cheia de palmeiras subtropicais frondosas, bancos e canteiros de flores bem cuidados.
Dá para explorar o lugar tranquilamente o dia inteiro, mas dizem que ele tem a atmosfera mais bonita no fim da tarde, quando o sol se põe num tom alaranjado. Ao longo de toda a orla funcionam vários pontos de aluguel de bicicletas e patinetes elétricos. Alugar uma bicicleta comum sai por volta de 5 a 8 lari por hora (cerca de 2 a 3 €), o que é uma forma perfeita de explorar até as partes mais distantes.

2. Estátua Ali e Nino — símbolo móvel do amor
Uma obra de arte de tirar o fôlego, que conta a triste história de amor saída da pena de Kurban Said. Duas figuras de metal de oito metros representam o menino muçulmano Ali e a princesa cristã georgiana Nino, que, por causa das origens diferentes e da guerra, não puderam se casar.
Todos os dias essas figuras gigantes se aproximam lentamente até que, por um breve instante, se fundem em um só corpo e depois seguem cada uma o seu caminho. Você as encontra logo na beira-mar, na área do Miracle Park, e a entrada é totalmente gratuita.
💡 Dica: Embora as estátuas sejam interessantes também de dia, o verdadeiro encanto, dizem, vem depois do anoitecer, quando elas ficam lindamente iluminadas. As figuras costumam se cruzar todos os dias por volta das dezenove horas, então vale a pena planejar uma caminhada noturna até lá.

3. Praça da Europa — mistura arquitetônica
Se você quer ver a essência daquele Las Vegas caucasiano, vá até a Praça da Europa. Ela é cercada por prédios coloridíssimos que parecem saídos de um conto de fadas ou de algum catálogo arquitetônico muito criativo.
O destaque de todo o espaço é uma coluna alta com a estátua de Medeia, que segura orgulhosa o velocino de ouro nas mãos. É que, segundo as lendas, foi justamente à região da atual Geórgia que os Argonautas chegaram de barco. Em um dos prédios ao redor, não deixe de reparar também no lindo relógio astronômico, que mostra não só as horas, mas também as fases da lua.

4. Piazza — um pedacinho da Itália na Geórgia
Vagando pela cidade, de repente você se vê num lugar que parece mais uma pracinha veneziana do que um canto do Cáucaso. A Piazza de Batumi é cercada por hotéis boutique, cafés caros e decorada por uma torre com relógio, de onde, sempre ao meio-dia e às quinze horas, saem figuras mecânicas.
O maior diferencial desse espaço, no entanto, é o seu piso. Ali está o maior mosaico figurativo de toda a Europa, que ocupa uma área de mais de 100 metros quadrados e é feito de impressionantes três milhões de pequenas peças. Dizem que é um dos lugares mais fotogênicos da cidade.

5. Alphabet Tower — homenagem à escrita
O georgiano é uma língua incrivelmente antiga e tem seu próprio alfabeto único, do qual os locais se orgulham com toda razão. As trinta e três letras georgianas foram, por isso, eternizadas numa imponente torre de 130 metros de altura, que pelo formato lembra a hélice do DNA.
Isso simboliza que os georgianos têm a língua codificada diretamente em seus genes. Depois de admirá-la por fora, você pode pagar uma taxa de cerca de 5 lari (uns 2 €) e subir de elevador até um mirante envidraçado para curtir a vista da cidade em perspectiva aérea.
💡 Dica: As experiências mais populares em Batumi e arredores, como passeios panorâmicos de barco, o delfinário ou um bate-volta até a cachoeira de Makhuntseti, vale a pena reservar com antecedência online no GetYourGuide, para garantir o seu lugar.

6. Batumi Tower — arranha-céu com roda-gigante
Quando você já acha que a arquitetura local não vai te surpreender com mais nada, descobre um prédio de duzentos metros que tem, mais ou menos na altura do centésimo metro, uma roda-gigante embutida na própria fachada. Originalmente, a construção deveria funcionar como uma universidade de tecnologia.
Hoje o prédio abriga o luxuoso hotel Le Méridien e, embora a roda-gigante na fachada pareça absolutamente fantástica, segundo as informações disponíveis ela infelizmente não funciona, e você não pode dar uma volta nela. Mesmo assim, segue sendo um ponto fotogênico querido de toda a linha costeira.

7. Miracle Park — centro da diversão noturna
O espaço chamado Miracle Park fica bem na ponta da baía e, além das já citadas estátuas Ali e Nino, você encontra aqui várias outras atrações. O destaque é uma roda-gigante panorâmica em funcionamento, na qual você pode dar uma volta por alguns lari e ter o mar como na palma da mão.
Em contraste com os elementos modernos, há aqui um lindo e bem preservado farol antigo, de 1882. À tarde, toda essa área se enche de artistas de rua, vendedores de algodão-doce e famílias com crianças, o que a torna um lugar ideal para absorver a atmosfera local.

8. Chacha Tower — a torre com surpresa
A torre chamada Chacha Tower deveria ser uma homenagem grandiosa à aguardente nacional georgiana. Essa construção ornamentada com relógio foi originalmente projetada para que, em vez de água, de suas fontes jorrasse chacha pura, de graça, para todos os transeuntes.
A ideia era até grandiosa, mas, na prática, já não é tão famosa assim. Viajantes relatam que o álcool corre de forma totalmente imprevisível, talvez uma vez por semana, por uns quinze minutos, e muitas vezes nem isso por meses a fio. Encare, portanto, mais como uma curiosidade bonitinha do que como fonte garantida de refresco noturno.

9. Fontes dançantes no lago Ardagani
Mais ou menos no meio da orla, você se depara com o lago artificial Ardagani, que durante o dia serve como um agradável ponto de descanso, mas o seu verdadeiro momento chega à noite. Na temporada de verão, mais ou menos de maio a outubro, costuma acontecer ali por volta das vinte e uma horas um espetáculo grandioso.
Jatos d’água sobem ao ritmo de música clássica e de hits pop modernos, tudo iluminado por lasers coloridos. É um pouco brega, mas combina de um jeito natural com a atmosfera geral dessa cidade litorânea, e a plateia que se reúne aqui é sempre enorme.

10. Teleférico Argo — o melhor pôr do sol
Se você quer ver todo esse formigueiro maluco lá do alto, vá até a estação inferior do teleférico Argo, perto do porto. Você terá pela frente uma viagem de dois quilômetros e meio bem acima dos telhados da cidade, até o monte Anuria, que se ergue 250 metros acima do mar.
O bilhete de ida e volta sai por volta de 30 lari (cerca de 10 €) e o teleférico funciona o ano inteiro até o fim da noite. Os locais costumam aconselhar que o melhor horário para o passeio é mais ou menos uma hora antes do pôr do sol, quando você vê a cidade com luz e volta para casa já no escuro.

11. Cidade velha — a alma de Batumi
Quando os arranha-céus de vidro te cansarem, embrenhe-se pelas vielas da cidade velha, que datam em sua maioria do século dezenove. Aqui você encontra exemplos incríveis de art nouveau, art déco e casinhas georgianas tradicionais, com sacadas de madeira enormes e ricamente entalhadas.
É justamente aqui que estão os cafés mais autênticos, pequenas vinícolas escondidas e lojinhas de cerâmica local. É um lugar onde você pode simplesmente vagar sem rumo por horas, admirar as trepadeiras nas fachadas e respirar aquela verdadeira atmosfera tranquila do Cáucaso.

12. Parque 6 de Maio e o lago Nurigeli
Um dos parques públicos mais antigos de todo o país é um ótimo refúgio na hora em que o sol na orla começa a queimar demais. No meio de árvores enormes e antiquíssimas estende-se o tranquilo lago Nurigeli.
Bem na beira você pode alugar um barquinho ou um pedalinho e passar uma tarde preguiçosa na água. O parque oferece muitos bancos à sombra, caminhos reformados para patins in-line e, para famílias com crianças, é um oásis verde de tranquilidade absolutamente ideal em meio à agitação da metrópole.

13. Delfinário em Batumi
Dentro do já citado Parque 6 de Maio fica também o delfinário local, que está entre as atrações mais procuradas pelas famílias. A entrada custa cerca de 20 lari (uns 7 €) e os espetáculos normalmente acontecem várias vezes ao dia, em vários idiomas.
A atração é enormemente popular e, nos meses de verão, as arquibancadas ficam lotadas. Por outro lado, muitos viajantes modernos preferem observar os animais na natureza e evitam esse tipo de entretenimento, então a decisão de visitar fica totalmente a seu critério.

14. Aquário para amantes do mundo submarino
Bem pertinho do delfinário fica também um aquário clássico. Por uma entrada bem simbólica, em torno de 4 lari (uns 1,50 €), você pode passear por várias exposições com peixes de água doce e salgada, inclusive espécies típicas justamente da região do Mar Negro.
Não espere nenhum túnel submarino gigantesco nos moldes de Dubai ou Valência; a construção tem um certo ar retrô e passa uma impressão mais modesta, mas, para matar o tempo numa tarde chuvosa, dizem que é uma parada suficiente.

15. Catedral da Mãe de Deus
A Geórgia é um país ortodoxo profundamente religioso, mas essa catedral específica parece não pertencer a este lugar. É que, originalmente, ela foi construída no início do século vinte como uma igreja católica, o que combina perfeitamente com seu marcante estilo neogótico e os ricos vitrais.
Nos tempos da União Soviética, teve um destino muito conturbado e chegou a servir como laboratório ou prédio administrativo. Hoje voltou a ser um templo em funcionamento, e seu interior escuro, com afrescos maravilhosos, dizem ser capaz de impressionar qualquer visitante, independentemente de sua fé.

16. Mesquita Orta Jame
Como toda a província da Adjária fica muito perto da fronteira turca, há aqui uma representação relativamente forte também da minoria islâmica. A mesquita Orta Jame é hoje a única em funcionamento na cidade e você a reconhece de longe pelo minarete branco.
Seu interior é decorado por uma linda caligrafia e revestimentos de madeira. Para turistas, ela está aberta fora dos horários das principais orações; só não se esqueça de usar roupa adequada, que cubra joelhos e ombros. Ela ilustra lindamente a incrível tolerância religiosa da qual os georgianos têm imenso orgulho.

17. Quarteirão histórico multicultural
Se você cruzar por um tempo as vielas antigas, vai logo perceber o quanto as diferentes culturas se entrelaçam por aqui. Numa caminhada curta, num raio de apenas algumas centenas de metros, você passa por vários templos diferentes.
Além das igrejas georgianas, ficam aqui, lado a lado e em paz, uma sinagoga judaica em funcionamento, o templo ortodoxo grego de São Nicolau e uma linda igreja apostólica armênia. Isso mostra que Batumi funcionou durante séculos como um importante e aberto entreposto marítimo, onde se encontravam comerciantes de todos os cantos do mundo.

18. Praia urbana de Batumi — sete quilômetros de sol
Bem em frente à orla fica uma praia urbana enorme, com mais de sete quilômetros de extensão. Se você está animado esperando areia branquinha, preciso te avisar de antemão: todo esse trecho de costa é coberto exclusivamente por seixos e pedrinhas de tamanho médio.
A entrada na água desce bem rápido e o mar costuma ser bem agitado, então, para crianças bem pequenas, não é o ideal. Por outro lado, ao longo da praia você encontra dezenas de quiosques, chuveiros, aluguel de espreguiçadeiras e uma quantidade infinita de bares de praia com coquetéis.
💡 Dica: Como as praias são de seixos, recomendo fortemente levar uns sapatinhos firmes para entrar na água. Sem eles, dizem que andar sobre as pedras quentes e a própria entrada nas ondas é uma experiência bem dolorida. Além disso, a água nas praias principais, perto do porto, costuma não ser a mais limpa; um banho um pouco melhor, dizem, você encontra mais nas bordas da cidade.

19. Jardim Botânico Green Cape (Mtsvane Kontskhi)
Um dos passeios mais subestimados de todos é a visita ao jardim botânico, que se estende cerca de nove quilômetros ao norte do centro, no chamado Cabo Verde. Para visitantes estrangeiros, a entrada custa 20 lari (uns 7 €) e a área de todo o parque é absolutamente impressionante.
O jardim é dividido de forma inteligente em nove zonas geográficas diferentes, de modo que, em poucas horas, você percorre desde a flora do Himalaia, passando pelos cactos mexicanos, até as samambaias neozelandesas. De muitos terraços e mirantes se abrem vistas incríveis para penhascos despencando no mar, e lá embaixo, abaixo do jardim, dizem que você encontra uma água bem mais limpa para o banho do que dentro da cidade.

20. Fortaleza Gonio-Apsaros
No caminho para o sul, em direção à fronteira turca, você se depara com os imponentes restos de uma fortaleza romana do primeiro século da nossa era. Da antiga construção majestosa, sobreviveram enormes muralhas de pedra, com pouco menos de um quilômetro de extensão no total, sobre as quais você pode caminhar em parte.
Dentro do recinto há um jardim tranquilo, um pequeno museu com achados da Antiguidade e, segundo algumas lendas, repousa aqui até o túmulo do apóstolo Matias. Você chega facilmente e barato a partir do centro da cidade em qualquer ônibus número 16, por cerca de 1 lari, e a entrada no recinto em si custa por volta de 10 lari (uns 3,50 €).

21. Ureki — areia preta magnética
Se as praias de Batumi, de seixos, te decepcionaram e você viaja com crianças pequenas, vá cerca de 55 quilômetros ao norte. Você chega ao balneário de Ureki, famoso por sua rara areia preta, que, dizem, tem efeitos magnéticos e curativos muito fortes.
A praia aqui desce bem suavemente para a água, o mar é mais calmo e, graças à cor escura da areia, ela esquenta incrivelmente rápido. Só conte com o fato de que a cidadezinha fica bem movimentada durante as férias e a areia preta, infelizmente, gruda sem dó em absolutamente tudo, do maiô às toalhas.

22. O McDonald’s de vidro como curiosidade
Em circunstâncias normais, eu jamais te mandaria a uma rede de fast-food, mas esse exemplar tem pouco a ver com comida. O prédio do McDonald’s local, perto do lago Ardagani, ganhou vários prêmios prestigiados de arquitetura e parece uma gigantesca nave espacial envidraçada ou um cristal invertido.
Por dentro, acima do posto de gasolina, você encontra um lindo jardim em cascata repleto de flores, então dá para sentar tranquilamente cercado de verde, mesmo estando, na verdade, acima de um cruzamento movimentado. Vale com certeza uma parada rápida e uma ou duas fotos; a construção é mesmo fenomenal.

O que provar em Batumi e arredores
Quando o assunto é o que comer na Adjária, há um soberano absoluto sobre o qual os locais contam até histórias de ninar. É o adjaruli khachapuri (khachapuri adjariano). É um barquinho enorme assado com uma massa macia, que, antes de servir, é generosamente recheado com uma mistura do queijo salgado suluguni. Bem no fim, no meio, quebram um ovo cru e acrescentam uma boa fatia de manteiga de verdade.
Aí você precisa misturar tudo rapidamente com as pontas de massa que vai rasgando, antes que o ovo coagule no queijo quente. É um genial e sustentoso prato vegetariano que te derruba de forma garantida pelo resto da tarde. Os preços por porção giram em torno de 10 a 24 lari (cerca de 3,50 a 8 €), conforme o lugar e o tamanho.
A mesa tradicional georgiana, no entanto, encanta sem problemas todo mundo que não come carne. Entre as entradas, os viajantes elogiam muito o pkhali, pequenas bolinhas de nozes moídas combinadas com espinafre, beterraba ou berinjela. Não deixe de provar o badrijani, finas fatias de berinjela frita recheadas com pasta de nozes e polvilhadas com romã. Um jantar excelente e leve é também o lobio, uma sopa encorpada de feijão servida em tigela de barro, e, claro, você não pode ir embora sem provar os khinkali recheados com cogumelos ou queijo. De vez em quando você se depara com uma especialidade local chamada mtsvadi, pedaços de carne de porco marinada, grelhados na hora e espetados, que costumam ser pedidos pelos carnívoros mais ferrenhos.
Os barquinhos de khachapuri, dizem, ficam ótimos no restaurante Retro ou na popular casa Laguna. Se você procura um ambiente bonito e aconchegante, com uma enorme variedade de pratos locais, experimente o escondido Cafe Adjara Old House. Se prefere uma alimentação puramente vegetal, procure a impecável casa chamada Go Vegan Cafe. Já os amantes de café especial vão se encantar com o café Basil, e a tacinha noturna você pode experimentar no estiloso BQ Wine Bar.
💡 Dica: Nas caminhadas noturnas você vai topar com dezenas de bares e clubes diferentes, que vão tentar te atrair para dentro. Mas, logo na entrada, confira se eles têm um cardápio de bebidas com os preços claramente escritos. Existem muitas casas que escondem os preços de propósito, e a conta acaba surpreendendo o turista desavisado em tranquilos 200 a 500 lari (cerca de 70 a 170 €) por alguns coquetéis comuns.
O que seria de uma viagem à Geórgia sem uma gotinha de bom álcool! O país se orgulha da mais antiga tradição vinícola do mundo, inclusive inscrita na lista da UNESCO. O método único local consiste no amadurecimento do vinho em grandes vasos de barro chamados qvevri, que são enterrados inteiros, bem fundo, na terra. É justamente deles que vem o famoso vinho âmbar. Quem não se contentar com o delicioso vinho, dizem, depois do jantar parte para um cálice da tradicional aguardente chacha, feita do bagaço da uva.

Passeios saindo de Batumi
Quando você já estiver de saco cheio da cidade, as colinas ao redor oferecem possibilidades incríveis de fuga. Em um dia, dá tranquilamente para visitar a cachoeira de Makhuntseti, que fica pertinho, de onde é só uma caminhada curta até a lindíssima ponte medieval de pedra da rainha Tamara. É uma mostra incrível da antiga arte de construção, e ambas ficam bem à beira do caminho rumo ao interior.
Se você busca um contato um pouco mais profundo com a natureza, considere com certeza um passeio ao parque nacional Mtirala. Essa enorme floresta cólquida é literalmente recheada de vegetação selvagem e exuberante, riachos pequenos e pontes suspensas. Você pode fazer aqui um trekking de dia inteiro pelas colinas úmidas ou só uma caminhada curta ao longo da água. Dá para parar também no pequeno balneário litorâneo de Kvariati, que, dizem, tem praias de seixos mais limpas do que a própria metrópole.
Uma raridade interessante e um pouco atípica é o passeio à aldeia de Sarpi. Esse lugar discreto fica bem na fronteira Geórgia-Turquia, então você pode tomar banho de mar e observar os enormes prédios da fronteira logo ao lado da praia. Um pouco mais ao norte da cidade, você se depara com o tranquilo balneário de Kobuleti, que muitos viajantes escolhem como uma alternativa mais sossegada para umas férias de descanso no verão. Com o Lukáš, temos uma boa experiência de longa data com uma locadora de carros que usamos pelo mundo afora, então os passeios dá para fazer sem problemas e confortavelmente com o próprio carro.

Para onde ir depois na Geórgia
Batumi costuma ser só uma parada de uma viagem bem mais longa, e seria bobagem não explorar o resto desse país encantador.
- Se você quer absorver um pouco de história e admirar uma arquitetura bem mais tradicional, vá com certeza explorar a capital, Tbilisi.
- Para quem chega em voos low cost, o ponto de partida costuma ser Kutaisi, que esconde mercados interessantes e mosteiros incríveis.
- Uma experiência para a vida toda é, então, a visita às altas montanhas do Cáucaso, mais especificamente a região selvagem de Ushguli e Svanécia.
- Como combinar tudo isso sem ficar maluco no processo, isso te ajuda o nosso roteiro detalhado de férias na Geórgia.

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Quando é a melhor época para ir a Batumi?
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Definitivamente, a época mais sustentável para viajar é junho e início de setembro, quando você encontra sol quente, mar relativamente aquecido e muito menos multidões de turistas. Os meses de férias de julho e agosto costumam ser quentes, mas muito lotados, enquanto no outono há um risco significativo de chuvas persistentes.
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Quanto tempo ficar em Batumi?
Experiências da maioria dos viajantes dizem que você consegue explorar a própria cidade com muita tranquilidade em 2 a 3 dias. Mas se você planeja fazer longas excursões de um dia para as montanhas ou simplesmente quer intercalar as férias ativas com aquela relaxada na praia, pode ficar aqui tranquilamente por uma semana inteira.
Como chegar de Tbilisi a Batumi?
O meio mais confortável é o moderno trem de alta velocidade Stadler KISS, que normalmente opera duas vezes por dia e leva cerca de cinco horas. Se você não conseguir pegá-lo, as vans compartilhadas (marshrutkas) também te levam com segurança, saindo regularmente da estação Didube em Tbilisi.
Batumi é bom para crianças?
Famílias com crianças vêm aqui normalmente e os visitantes mirins encontram muitas atividades, desde andar na roda-gigante até parques verdejantes e delfinário. No entanto, é importante ter em mente que as praias da cidade têm declive bastante acentuado e, para as crianças, os seixos grandes podem ser desconfortáveis para correr, então é melhor levar calçados para a água.
Dá para nadar em Batumi e como são as praias?
Com certeza, a temporada de banho começa já em junho e dura pelo menos até o final de outubro. As praias locais se estendem por impressionantes sete quilômetros, porém são formadas exclusivamente por pedras e seixos. Para uma experiência de praia mais suave e limpa, é frequentemente recomendado procurar nas extremidades norte ou sul da cidade.
A cidade é segura para caminhadas à noite?
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A Geórgia é considerada de forma geral um destino extremamente seguro para turistas e não é diferente aqui. Mesmo durante a noite você pode fazer uma caminhada tranquila pelo calçadão à beira-mar ou pelo centro iluminado sem preocupações, apenas fique atento aos seus pertences pessoais contra batedores de carteira, como em qualquer outra cidade.
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Quanto custa as férias e quais são os preços?
A moeda local é o lari georgiano (GEL), sendo que um lari equivale a aproximadamente 0,25 euros (a taxa varia, então confirme antes da viagem). No geral, é muito barato e para duas pessoas você vai gastar normalmente cerca de 25 a 40 euros por dia com toda a alimentação e diversão, sem problemas.
Preciso de visto e seguro para a Geórgia?
Os cidadãos da União Europeia não precisam de visto e podem até permanecer no país por até um ano, tranquilamente apenas com o documento de identidade válido. Mas atenção redobrada para a novidade. A partir de 1º de janeiro de 2026, é estritamente exigido um seguro viagem obrigatório cobrindo pelo menos cerca de 30.000 lari durante toda a sua estadia, e além disso você deve apresentá-lo em inglês ou georgiano. Sem ele, você corre o risco real de uma multa bem salgada na fronteira. Leia, por exemplo, a avaliação do confiável seguro SafetyWing.
