Areia branquíssima e fina como talco, água turquesa do Oceano Índico e o aroma de cravo-da-índia pairando no ar quente dos trópicos. Zanzibar é, para muita gente, sinônimo de paraíso perfeito, mas, se você está planejando ir, precisa se preparar para uma coisa fundamental. Não é só um destino de praia: é uma ilha com personalidade própria, com uma história riquíssima (e às vezes bem sombria) e uma cultura completamente diferente, que ou te conquista na hora ou te deixa um pouco desconcertado.
Se você procura resorts estéreis e isolados da realidade, talvez Zanzibar não seja bem a sua praia. Afinal, Zanzibar é a África de verdade, com tudo que vem junto: a poeira onipresente atrás dos portões dos hotéis de luxo, os vendedores insistentes na praia e uma percepção totalmente diferente do tempo. O lema local “pole pole” (devagar, devagar) aqui não é só uma frase pra turista, é um estilo de vida de verdade ao qual você simplesmente precisa se adaptar.
Então, o que te espera? Uma maré traiçoeira, um pouco de burocracia e 21 dicas que seria um pecado deixar de fora. Coloque na mala um protetor solar de fator alto e bora lá.

Resumo
- A maré é fundamental: No litoral leste, o oceano recua até um quilômetro e dá pra nadar só algumas horas por dia. Se você quer nadar o tempo todo, escolha as praias do norte, Nungwi ou Kendwa.
- Taxas extras: Prepare-se: só com as formalidades de entrada (visto, seguro obrigatório e taxas) você vai pagar cerca de 94 USD por pessoa antes mesmo de sair do aeroporto.
- Não espere o Caribe: Os resorts all inclusive de Zanzibar são menores, mais intimistas, e os serviços funcionam num ritmo africano bem mais lento e relaxado.
- Quando ir: O melhor clima vai de junho a outubro e depois de dezembro a fevereiro. Evite a todo custo abril e maio, quando chuvas torrenciais castigam a ilha.
- Compre passeios com esperteza: Os preços dos vendedores locais na praia costumam ser uns 40% mais baixos que os do representante do hotel.
- Cultura e respeito: É uma ilha de maioria muçulmana, então fora das praias dos hotéis é educado manter ombros e joelhos cobertos.
- Segurança e saúde: A ilha é bem segura, mas cuide-se contra mosquitos com um bom repelente e beba exclusivamente água engarrafada.
Quando ir a Zanzibar
A data da sua viagem a Zanzibar não é um mero detalhe. O clima tropical aqui funciona de um jeito totalmente diferente do que estamos acostumados: é regido pelos ventos, não pelas quatro estações, e escolher o mês errado pode sair caro de verdade. A melhor época para visitar vai de junho a outubro, quando sopra o agradável vento Kusi. As temperaturas ficam em torno dos ideais 28 a 30 graus e a umidade, pelos padrões locais, é bem tolerável.
Outra ótima opção é a chamada estação seca curta, que vai mais ou menos de meados de dezembro até o fim de fevereiro. Só que você tem que estar preparado: é a parte mais quente do ano, quando as temperaturas chegam aos 34 graus e o oceano parece uma banheira morna. Lá por novembro e início de dezembro chegam as chamadas chuvas curtas (vuli), que se manifestam mais como pancadas rápidas de tarde e dá pra encarar sem problema.
O que você definitivamente precisa evitar é a estação das grandes chuvas, chamada masika, que tem seu auge em abril e maio. Nessa época podem cair tranquilamente 400 milímetros de chuva, muitos hotéis e restaurantes fecham de vez e o mar fica revolto. Por mais que as agências te atraiam com preços baixíssimos, viajar nesse período simplesmente não vale a pena.
Zanzibar: onde ficar

Como já dissemos, nesta ilha, mais do que em qualquer outro lugar, escolher o litoral certo define todo o caráter da sua viagem. Se a prioridade é poder nadar no mar a qualquer hora do dia, você precisa rumar para o norte, para as praias de Nungwi e Kendwa. Ali a maré é mínima e o mar recua apenas algumas dezenas de metros.
No noroeste, vale a pena mencionar o Zuri Zanzibar: design lindíssimo, praia particular e banho de mar sem restrição o dia inteiro. Para quem ama os grandes resorts clássicos, uma excelente escolha é o Riu Palace Zanzibar, All Inclusive, Adults Only em Nungwi, que oferece um serviço de primeira sem crianças. Se você busca luxo e privacidade absolutos, dê uma olhada no Safira Blu Luxury Resort & Villas, um dos lugares mais bem avaliados da ilha.
O litoral leste, por sua vez, é o paraíso de quem ama a tranquilidade, longas caminhadas pelo fundo do mar exposto e kitesurfe. Mas você tem que contar com o fato de que a água aqui recua durante o dia tranquilamente até um quilômetro e só dá pra nadar em janelas curtas perto da maré alta. Nas regiões de Matemwe e Pongwe você encontra uma paz incrível, oferecida pelo estiloso Sunshine Marine Lodge ou pelo absurdamente luxuoso Tulia Zanzibar Unique Beach Resort, onde a expressão all inclusive ganha um novo significado.
No sudeste, no entorno das vilas de Paje e Jambiani, reina uma atmosfera bem descolada, quase mochileira, cheia de surfistas e jovens. Bem no coração da comunidade de kite fica o lindo hotel boutique Mahali Zanzibar, enquanto um pouco adiante, em Jambiani, você encontra o aconchegante e mais acessível Blue Oyster Hotel. Bem no leste, junto à praia de Bwejuu, fica o majestoso Baraza Resort and Spa Zanzibar, que lembra um palácio árabe. E se você quer mergulhar na história, recomendo passar pelo menos uma noite na capital, em Stone Town, de preferência no mágico hotel Emerson on Hurumzi, onde você vai se sentir num conto das Mil e Uma Noites.
21 dicas do que ver e fazer em Zanzibar
Tem tanta coisa pra viver por aqui. Desde se perder em vielas antigas e descobrir fazendas perfumadas cheias de especiarias até aquele autêntico “não fazer nada” na praia, só olhando o azul absurdo no horizonte. Preparei pra você uma lista do melhor que a ilha oferece, pra você escolher exatamente o que mais te agrada. ☺️
Ao mesmo tempo, aqui você vai esbarrar em um monte de pequenas armadilhas africanas, dos vendedores insistentes ao oceano imprevisível, então é melhor estar preparado. Bora ver o que você definitivamente não pode deixar de fora na sua viagem.
1. Entenda a maré de Zanzibar e escolha a praia certa

A maré é o tema mais fundamental, daqueles que se discutem sem parar nos fóruns de viagem. O litoral leste da ilha é extremamente raso, o que significa que, na maré baixa, o mar recua centenas de metros, às vezes até um quilômetro. Dá pra nadar só umas duas ou três horas em torno do pico da maré alta; fora disso, você só verá o substrato de coral exposto, cheio de poças e algas marinhas.
Esse fenômeno se repete duas vezes ao dia e os horários mudam a cada dia cerca de 30 a 40 minutos, então você vai ter que se acostumar a consultar as tabelas de maré. Mas isso não é exatamente um defeito. A maré baixa oferece uma ótima oportunidade para explorar o fundo do mar, os chamados reef walks, em que dá pra observar estrelas-do-mar, caranguejos e o trabalho das mulheres locais nas fazendas de algas.
Ao mesmo tempo, é absolutamente indispensável levar um bom sapato para água, porque nas partes rasas se esconde uma quantidade enorme de ouriços-do-mar. Se você não consegue imaginar uma viagem sem poder mergulhar nas ondas a qualquer hora do dia, a sua escolha está cristalina: tem que ser os balneários do norte, Nungwi ou Kendwa, onde o fundo do mar tem declive mais acentuado e a água recua só um pouquinho.
2. Prepare-se para a burocracia e formalidades 2026

A chegada a esta ilha tropical ficou bem mais cara nos últimos anos, e é preciso já contar com isso no orçamento. O básico é o visto de turista, que custa 50 USD, e o ideal é resolvê-lo no conforto de casa pelo portal oficial e-Visa do governo. Você até pode comprá-lo na chegada, no aeroporto, mas prepare-se para enfrentar uma fila bem longa e desagradável no saguão quente do terminal.
Mas os gastos definitivamente não param por aí, muito pelo contrário. Desde o outono de 2024, é obrigatório para todos os visitantes o seguro local ZIC, que custa 44 USD para adultos e 22 USD para crianças até dezessete anos. Você o resolve pelo site oficial visitzanzibar.go.tz e, na imigração, precisa apresentar o QR code gerado. É importantíssimo saber que esse seguro local de jeito nenhum substitui o seu seguro-viagem normal — você simplesmente precisa ter os dois.
Além disso, o hotel vai te cobrar uma taxa de infraestrutura de 4 a 5 USD por pessoa e por noite, que muitas vezes não está incluída no preço do pacote. Somando tudo, uma família com duas crianças paga só com essas taxas cerca de 600 USD, o que já é uma quantia que mexe bastante com o orçamento. Tome muito cuidado também com vários sites não oficiais que oferecem um tal de “ZanzibarPass” e cobram sobretaxas enormes pela intermediação.
3. Ajuste suas expectativas: o all inclusive aqui não é como no Caribe

Um dos motivos mais comuns de decepção dos turistas é o ajuste errado de expectativas. As pessoas costumam comparar os resorts de Zanzibar com os do Caribe ou de Cancún, mas essa é uma ideia completamente equivocada. Os hotéis daqui são muito mais intimistas: raramente você vai esbarrar em complexos gigantes com cinco piscinas, recreadores barulhentos e tobogãs infinitos para as crianças.
A qualidade e a abrangência do próprio all inclusive também costumam ser diferentes. Pelo preço de um hotel cinco estrelas caribenho, você consegue em Zanzibar um quatro estrelas bem decente, onde se serve principalmente bebida local e a variedade do bufê é bem mais modesta. Além disso, o serviço funciona no onipresente ritmo africano pole pole, então às vezes você vai esperar um tiquinho pelo seu coquetel no bar — e ficar irritado com isso não tem o menor sentido.
Outra diferença enorme é o entorno do hotel. Enquanto em outros destinos você sai do resort para um calçadão arrumadinho cheio de lojinhas, aqui, atrás do muro do hotel, começa a vila africana crua. Você vai ver estradas de terra, galinhas correndo soltas e as casas bem modestas dos moradores locais. Resumindo: não venha aqui pelo hotel, venha pela atmosfera, e encare o hotel só como uma base de onde partir para descobrir a ilha de verdade.
4. Saúde e prevenção contra a malária

As questões de saúde são sempre um grande tema antes de viajar para destinos africanos, e aqui não é diferente. Segundo o CDC americano, toda Zanzibar ainda é classificada como área de risco de malária e, por isso, recomenda-se oficialmente o uso de antimaláricos. Por outro lado, graças a programas massivos de eliminação, a incidência na própria ilha hoje é muito baixa, e muitos médicos, para uma estadia exclusivamente nas praias, nem sequer exigem a profilaxia.
O passo mais sensato é marcar com bastante antecedência uma consulta numa clínica de medicina do viajante e discutir toda a situação com um especialista, de acordo com o seu estado de saúde específico. Independentemente da sua decisão, o básico absoluto é a prevenção contra picadas de mosquito, porque esses insetos chatos também podem transmitir a dengue, que é ativa principalmente durante o dia.
Repelente com DEET (pelo menos 30%) é fundamental — aplique com capricho, sobretudo a partir da tarde. Para beber e escovar os dentes, só água engarrafada, e cuidado com gelo fora do hotel. E as vacinas de hepatite A+B e febre tifoide devem ser resolvidas ainda em casa. Vale também conferir as recomendações de vacinação da ANVISA e levar o cartão internacional de vacinação, já que a febre amarela é exigida em alguns trechos da região.
5. Como lidar com sorriso com os vendedores de praia e os Masai

Quando você sair pela primeira vez do hotel para a praia, provavelmente vai ser cercado na hora por um grupinho de vendedores locais, os chamados papasi ou beach boys. As praias de Zanzibar são, por lei, públicas, então os resorts não podem expulsar esses vendedores enquanto eles ficarem perto da linha da maré. Eles vão te oferecer de tudo, de esculturas entalhadas a cocos fresquinhos e passeios de barco de dia inteiro.
No começo pode ser um pouco chato, especialmente nas praias movimentadas do norte, mas é importante manter a calma e a empatia. A maioria dos moradores da ilha vive com menos de 5 USD por dia e a venda na praia é a única fonte de sustento. Se você não tem interesse em nada, funciona um educado mas bem firme “hapana asante” (não, obrigado) e, depois de uns dias, eles param de te procurar.
Você também vai esbarrar em jovens com as roupas vermelhas tradicionais, que são os Masai do continente. Eles estão basicamente trabalhando, se sustentam vendendo miçangas e tirando fotos com turistas, então, se você quiser fotografá-los, simplesmente pague ou compre algo. Seja gentil com eles: a maioria gosta de bater um papo e as histórias deles valem muito a pena.
6. Parada emocionante no antigo mercado de escravos

A capital, Stone Town, é um labirinto fascinante de vielas, mas também tem um passado muito sombrio e doloroso. Até o fim do século XIX, este lugar foi um dos maiores centros de comércio de escravos da África Oriental. A visita ao Old Slave Market, que fica no local do antigo mercado, é uma experiência emocionalmente intensíssima que você definitivamente não deveria pular se quiser entender a história da ilha.
No lugar onde antes aconteciam as piores tragédias humanas, hoje se ergue uma bela catedral anglicana construída na década de 1870. Dentro do complexo, por uma entrada de cerca de 5 USD, você encontra um museu muito bem elaborado, que descreve em detalhes e sem rodeios a história da escravidão na região. A parte mais arrepiante da visita são as câmaras subterrâneas apertadas, onde as pessoas eram amontoadas em condições totalmente desumanas antes de serem vendidas no mercado.
Diante da catedral há um memorial impactante feito de esculturas de pedra de escravos unidos por correntes de ferro de verdade daquela época. Não é exatamente uma tarde alegre, mas você sai de lá com a sensação de que agora entende Zanzibar um pouco melhor, e isso vale a pena.
7. Perca-se nas vielas da mágica Stone Town

A Cidade de Pedra, ou Stone Town, inscrita na lista do Patrimônio Cultural da UNESCO, é o coração absoluto da ilha. A melhor forma de conhecê-la é simplesmente jogar fora o mapa e se perder de propósito em suas vielas estreitas e tortuosas. A arquitetura aqui é uma mistura incrível de influências suaíli, árabes, indianas e europeias, reflexo de séculos de comércio intenso no litoral do Oceano Índico.
Caminhando, você com certeza vai notar um dos maiores símbolos da cidade. São as portas de madeira maciças e lindamente entalhadas, das quais se preservaram várias centenas. Pelo formato e pela ornamentação dá pra saber se a casa pertencia a um rico comerciante indiano ou a um aristocrata árabe — típicos são, por exemplo, os grandes cravos de latão que originalmente, na Índia, serviam de proteção contra elefantes.
As ruas são cheias de vida: scooters e bicicletas se enfiando por todo canto, o cheiro de café recém-torrado e o canto dos muezins ecoando regularmente de dezenas de pequenas mesquitas. Recomendo ficar pelo menos uma noite: depois que os turistas de bate-volta vão embora e ficam só os moradores e uns poucos viajantes, Stone Town é um lugar completamente diferente. Mais silenciosa, mais escura e muito mais autêntica.
8. House of Wonders e o banquete noturno em Forodhani

Vagando pela cidade, cedo ou tarde você vai chegar à orla, onde vai dar de cara com um dos edifícios mais famosos da ilha. A Casa das Maravilhas, ou House of Wonders, foi o orgulho dos sultões de Omã, por ter sido o primeiro prédio da África Oriental com iluminação elétrica e elevador funcionando. Infelizmente, em dezembro de 2020, boa parte da fachada histórica desabou e desde então o prédio está cercado por um tapume de metal. Continua fechado, passa por uma reforma demorada e você definitivamente não vai conseguir entrar, então não caia nas ofertas de guias falsos.
Mas logo ao lado fica um lugar que, ao bater do pôr do sol, ganha vida completamente. Os Jardins Forodhani se transformam todas as noites num enorme e barulhento mercado noturno de comida de rua. Você vai ver dezenas de barracas iluminadas, de onde sai o aroma de iguarias grelhadas, especiarias e suco de cana fresquinho, que os moradores espremem em velhas prensas manuais.
Embora o mercado seja famoso sobretudo pela enorme variedade de frutos do mar, polvos e camarões, sobre os quais os viajantes costumam se derreter, você também encontra um monte de outras curiosidades. Uma ótima dica é sempre escolher as barracas em que os próprios moradores compram e onde claramente há maior rotatividade de ingredientes. Cuidado também com os preços inflacionados para turista: sempre combine o preço da comida de forma clara e antecipada.
9. Descubra os segredos da ilha das especiarias

Zanzibar é apelidada desde sempre de ilha das especiarias, e esse título não veio à toa. No século XIX, os sultões de Omã a transformaram num dos maiores produtores mundiais de cravo, e o cultivo de plantas exóticas continua sendo um grande tema por aqui. A visita a alguma das fazendas comunitárias locais, o chamado Spice Tour, é uma experiência incrível que te leva bem além do tradicional preguiçar na praia.
A maioria das fazendas fica no verde interior, nas regiões de Kizimbani ou Tangawizi. Durante uma caminhada de cerca de duas horas pela densa vegetação tropical, os guias locais mostram como crescem de verdade coisas que você só conhece como pó em saquinhos de supermercado. Você vai adivinhar as plantas pelo cheiro e pelo sabor, ver como se polinizam à mão, num trabalho complicado, as flores da baunilha, ou que cara tem uma noz-moscada fresca escondida numa casca vermelho-vivo.
O preço do passeio com vendedores locais gira em torno de 20 a 35 USD por pessoa. Um aviso: prepare-se para os guias enfiarem coisas na sua mão o tempo todo e ficarem esperando um dólar. É um pouco cansativo, mas faz parte da experiência.
10. Em busca das tartarugas gigantes na Prison Island

A cerca de meia hora de navegação de barco de madeira a partir do porto de Stone Town fica a pequena ilhota de Changuu, que ninguém chama de outra coisa senão Prison Island. A ilha ganhou o nome por causa do prédio da prisão construído ali no fim do século XIX, mas, paradoxalmente, ele nunca serviu ao propósito original. Em vez disso, funcionou como estação de quarentena para casos de febre amarela e hoje é um patrimônio histórico muito interessante.
Mas a principal atração da ilha são seus atuais moradores animais. Vive aqui uma colônia bastante grande de tartarugas gigantes (de Aldabra), trazidas para cá no começo do século XX como presente do governador das Seychelles. Algumas dessas criaturas majestosas têm respeitáveis 150 a 190 anos — sua idade costuma estar escrita de tinta azul direto no casco enorme — e caminhar entre elas é uma experiência e tanto.
O passeio você organiza muito facilmente por conta própria. Basta chegar ao porto de Stone Town e combinar a travessia com algum dos capitães locais. O aluguel do barco inteiro não deve custar mais que 20 a 30 USD, mais uma entrada simbólica na própria reserva das tartarugas, que fica em torno de 5 a 8 USD. É o passeio de meio dia ideal e tranquilo, que diverte até as crianças menores.
11. Passeio de dia inteiro Safari Blue

Se você procura um dia perfeito no mar, provavelmente, cedo ou tarde, vai esbarrar na oferta de um passeio chamado Safari Blue. Trata-se de uma travessia de dia inteiro no tradicional veleiro de madeira dhow, que costuma partir da vila de Fumba, no litoral sudoeste da ilha. É provavelmente a atividade turística mais popular de toda a ilha e vale muito a pena reservar um tempo para ela.
Durante o dia, várias paradas lindas te esperam. Você vai fazer snorkel em recifes de coral coloridos, navegar por densos manguezais e parar num banco de areia (sandbank) de cartão-postal, que aparece só na maré baixa. Ali dá pra nadar numa água turquesa absurda e ter a sensação de que entrou sem querer no protetor de tela de um computador alheio.
O ponto alto do passeio é um almoço farto, servido na vizinha ilha de Kwale. Normalmente é um banquetão de frutos do mar grelhados, peixes e lagostas. Mas se você é vegetariano, é absolutamente indispensável avisar os organizadores com muita firmeza antecipadamente, de preferência já na hora da reserva, para conseguirem preparar uma saborosa alternativa sem carne. Os preços com os vendedores de praia começam em 50 USD, enquanto com os representantes do hotel você paga tranquilamente o dobro.
12. Snorkel no atol de Mnemba (mas só de manhãzinha!)

A ilhota de Mnemba, no litoral nordeste, é um resort de luxo privado, onde turistas comuns não podem pisar, mas os recifes ao redor são de acesso público e formam uma reserva marinha. É um dos melhores lugares para snorkel e mergulho de toda a região, com chance enorme de avistar cardumes de peixes coloridos, tartarugas marinhas e, com um pouco de sorte, até golfinhos selvagens. Os recifes de coral aqui brilham em todas as cores e a visibilidade debaixo d’água costuma ser absolutamente fantástica.
Mas tem um porém enorme. Mnemba é vítima da própria popularidade e, durante a alta temporada, chegam aqui montes de turistas de todos os cantos da ilha. No pico do meio-dia, podem se aglomerar ao redor do recife tranquilamente uns cem barcos a motor barulhentos, a água fica cheia de gente boiando de colete laranja, e o paraíso submarino vira uma experiência bem estressante, mais parecida com uma piscina pública lotada.
O truque para realmente curtir esse lugar é bem simples, mas exige um pouco de sacrifício. Você precisa combinar um barco particular na vila próxima de Matemwe e sair pro mar, idealmente, por volta das seis da manhã. Nesse horário você vai ter o recife inteiro só pra você, o mar está calmo e os animais estão muito mais ativos. Por um passeio matinal privativo desses, com os locais, você paga cerca de 25 a 40 USD por pessoa, e acredite: cada centavo a mais vale por essa paz.
13. Visita aos macacos no Parque Nacional de Jozani

Quando cansar de tomar sol na praia, vá para o interior explorar o único parque nacional da ilha, a floresta de Jozani. Essa área de cerca de 50 quilômetros quadrados é o último remanescente da floresta original que um dia cobria a maior parte de Zanzibar. Sua maior atração e símbolo são os raros colobos-vermelhos de Zanzibar (red colobus), macacos com o dorso de um ruivo chamativo e pelagem arrepiada, que você não encontra em nenhum outro lugar do mundo.
Esses macacos são bem atrevidos, acostumados com a presença humana, e costumam ficar bem baixo nos galhos, então dá pra observá-los bem de perto e tirar ótimas fotos. Mas é terminantemente proibido tocá-los de qualquer forma ou alimentá-los, porque as doenças humanas podem ser fatais para eles e a sua dieta é muito específica.
Faz parte da visita ao parque também uma caminhada muito interessante. Por passarelas de madeira elevadas, você atravessa um manguezal denso e misterioso, que cresce na água salobra do litoral e forma um ecossistema absolutamente chave para a proteção da ilha. A entrada no parque custa cerca de 12 USD e sempre inclui o serviço de um ranger local, que te guia e compartilha curiosidades do reino animal. O trajeto a partir do litoral leva cerca de uma hora e meia.
14. Cuidado com os passeios antiéticos com golfinhos em Kizimkazi

A vila de Kizimkazi, bem no sul da ilha, ficou famosa como ponto de partida para o popular nado com golfinhos. Esse passeio é oferecido em cada esquina a preços muito atrativos, mas tem um lado obscuro enorme. Os tours clássicos da manhã costumam lembrar mais uma caça brutal aos animais e, se você gosta minimamente da natureza, provavelmente vai voltar enojado desse passeio.
Na prática, costuma funcionar assim: assim que alguém avista um grupo de golfinhos, dezenas de barcos a motor convergem em alta velocidade, começam a persegui-los e a cortar sua rota de fuga. Turistas gritando então pulam dos barcos bem no meio dos animais estressados, atrapalhando seu descanso, e frequentemente ocorrem ferimentos trágicos nos golfinhos causados pelas hélices. Isso definitivamente não é observação sustentável nem ética da vida selvagem.
Se você quer ver essas criaturas maravilhosas, o único caminho correto é encontrar um operador ético e confiável. Esses guias saem para o mar ainda antes do amanhecer, aproximam-se do grupo bem devagar com o motor desligado e deixam os próprios animais decidirem se chegam perto do barco ou não. Ou, melhor ainda, uma experiência muito mais bacana é contar com a sorte e encontrar golfinhos naturalmente durante um snorkel no recife de Mnemba.
15. The Rock Restaurant: a foto icônica que se paga caro

The Rock — essa foto você provavelmente já viu um monte de vezes. O restaurante branco sobre uma rocha de coral no meio do oceano, e sim, existe de verdade. É talvez o estabelecimento mais conhecido da ilha e muita gente o coloca na lista como parada obrigatória. Na maré alta você precisa nadar ou chegar de barquinho; na maré baixa, dá pra ir a pé pela areia, sem molhar os pés.
Mas é bom saber exatamente no que você está se metendo. O restaurante é extremamente popular, tem só algumas mesas e a reserva precisa ser feita até várias semanas antes. Os preços aqui, pelos padrões africanos, são realmente astronômicos: os pratos principais ficam entre 25 e 45 USD, e por um jantar completo para dois você deixa tranquilamente 150 USD. As avaliações sobre a comida em si, no entanto, costumam ser bem mornas, e os viajantes concordam que é mais para mediano.
No fundo, você não está comprando aqui uma experiência gastronômica, e sim pagando pela localização exclusiva e pela vista. Se você quer economizar dinheiro e decepção, existe uma alternativa muito elegante. Vá até o restaurante na maré baixa, tire da praia aquelas fotos icônicas de fora, que de qualquer forma são as mais bonitas, e parta para uma refeição ótima e bem mais barata em algum dos estabelecimentos próximos em terra firme.
16. Experimente o kitesurfe na região de Paje

Enquanto o norte da ilha pertence aos amantes do banho de mar tranquilo, o litoral sudeste, mais especificamente a região em torno das vilas de Paje e Jambiani, vive de um esporte completamente diferente. Graças às lagunas rasas com superfície lisa e ventos muito estáveis, é um dos melhores lugares do mundo para aprender kitesurfe. A atmosfera aqui é bem mais jovem, as praias ficam cheias de pipas coloridas e, à noite, tudo ganha vida nos descolados bares de praia.
As condições ideais reinam durante duas temporadas de vento. De junho a setembro sopra o vento mais forte Kusi, enquanto de dezembro a março chega o um pouco mais fraco Kaskazi, absolutamente ideal para iniciantes totais. Ao longo de toda a praia você encontra dezenas de centros profissionais de kite, onde dá pra agendar aulas com instrutores certificados e alugar todo o equipamento.
Se você está cogitando esse esporte, Zanzibar é realmente um ótimo lugar para começar. As aulas ficam em torno de 50 USD por hora e, como a água aqui é rasa e incrivelmente quente, você vai passar muito mais tempo aprendendo na prancha do que lutando contra ondas e frio. E mesmo que você não queira praticar, só observar dezenas de pipas no céu de uma espreguiçadeira, com um drink na mão, já tem o seu charme.
17. Onde comer: descubra os sabores da cozinha suaíli e vegetariana

A gastronomia local é um reflexo fascinante da rica história da ilha — misturam-se aqui influências africanas, indianas e árabes, e seria uma pena enorme comer durante toda a viagem só o espaguete do hotel. Se você procura uma experiência autêntica e é vegetariano, precisa provar a sopa Urojo, conhecida também como Zanzibar mix. É um caldo encorpado e levemente azedinho de manga e tamarindo, ao qual se adicionam bolinhas fritas de batata, falafel e legumes frescos. Originalmente às vezes leva carne, mas na rua eles preparam tranquilamente a versão puramente vegetal por menos de 3 dólares.
Outro grande hit é a pizza de Zanzibar, que você encontra em todo mercado noturno. Não tem nada a ver com a italiana, é mais uma panqueca fina, dobrada em quadrado, que se frita numa chapa quente com manteiga ghee. Dá pra comer salgada, com ovo, queijo e legumes frescos, ou optar pela versão doce absolutamente divina, com banana, uma porção generosa de chocolate e castanhas.
Nos restaurantes locais, chamados hoteli, você vai encontrar um monte de outros pratos ótimos e fartos sem carne. Experimente o mbaazi wa nazi, um delicioso feijão-guandu cozido lentamente num molho grosso de coco, ou o maharage, feijão vermelho preparado de forma parecida. Ótimo acompanhamento são os pães indianos chapati ou o perfumado arroz pilau, cheio de cravo e cardamomo. Se você estiver em Stone Town, vá com certeza ao lendário e baratinho restaurante Lukmaan, que tem um balcão enorme de especialidades vegetarianas.
18. Como lidar com dinheiro, pechincha e gorjetas

A parte financeira da viagem a Zanzibar pode ser, às vezes, um pouco confusa, porque a ilha funciona basicamente num sistema monetário duplo. A moeda oficial é o xelim da Tanzânia (TZS), mas os dólares americanos (USD) funcionam aqui como meio de pagamento totalmente válido. Hotéis, passeios turísticos e táxis costumam ser pagos em dólares, enquanto a comida local na rua, as compras nos mercados e as passagens de ônibus local saem muito mais em conta pagando em xelins.
Se você levar dólares, é absolutamente crítico que as cédulas não tenham sido emitidas antes de 2009 e não estejam rasgadas ou rabiscadas, senão a casa de câmbio provavelmente vai se recusar a trocá-las. Caixas eletrônicos (ATM) você encontra com segurança em Stone Town e nos balneários maiores, como Nungwi ou Paje, mas eles costumam cobrar taxas de saque e, de vez em quando, simplesmente fica sem dinheiro. O pagamento com cartão em restaurantes é possível, mas costuma vir com 3 a 5% de taxa bancária acrescentada à conta.
A pechincha aqui faz parte da cultura do dia a dia, mas tem suas regras. Nos mercados de souvenirs ou ao combinar um passeio na praia, costuma-se começar por um valor que é até três vezes maior que o preço real, então não tenha medo de propor 30% da primeira oferta e, com um sorriso, chegar a um meio-termo. Onde a mercadoria tem etiqueta de preço, não se pechincha. E não se esqueça das gorjetas, muito esperadas por aqui: nos restaurantes, cerca de 10%; para os motoristas, uns 5 USD por dia; e para a camareira, um dólar ou dois por cama.
19. Respeite a etiqueta local e o ramadã

Embora a gente associe Zanzibar a uma relaxada viagem de praia, é muito importante ter consciência de que mais de 95% dos moradores locais professam o islã. Os turistas são recebidos de braços abertos, mas espera-se deles uma certa dose de respeito à cultura local. As regras, na verdade, são bem simples e não exigem grandes sacrifícios.
A regra básica é que roupas de banho e biquínis pertencem exclusivamente à praia ou à piscina do hotel. Assim que você deixar o resort e for para a vila, o mercado ou um passeio, deve cobrir ombros e joelhos, o que vale para mulheres e homens. Não é uma lei pela qual alguém te prenderia, mas é uma questão de educação básica e demonstra respeito aos moradores. Da mesma forma, não se recomendam demonstrações excessivas de afeto em público, e a regra é que você não deve entregar objetos nem comer com a mão esquerda, considerada impura no islã.
Um período muito específico para visitar é o mês de jejum, o ramadã. Em 2026, ele cai aproximadamente entre 18 de fevereiro e 19 de março, sendo que a cada ano começa cerca de 11 dias mais cedo. Nos hotéis e resorts, como turista você praticamente nem percebe esse jejum: tudo funciona normalmente. Mas fora dos muros do resort, os restaurantes locais ficam fechados durante o dia, e é muito inadequado comer, beber ou fumar de forma provocativa na rua diante dos moradores em jejum. Ao pôr do sol, porém, as ruas ganham vida, e os banquetes noturnos do iftar têm uma atmosfera fantástica.
20. Avalie se Zanzibar é adequada para crianças pequenas

A pergunta sobre levar crianças pequenas a uma ilha africana divide os fóruns de viagem em dois campos irreconciliáveis. Do ponto de vista logístico, é um destino bem agradável: voando do Brasil você cruza pouquíssimos fusos horários, então não há um jet lag exaustivo. Além disso, os moradores locais simplesmente adoram crianças e você vai ver que serão extremamente acolhedores e cheios de sorrisos com vocês.
Por outro lado, é preciso considerar os riscos objetivos de saúde. Especialistas em medicina do viajante alertam que viagens exóticas com crianças pequenas só deveriam ser planejadas para áreas sem malária, o que Zanzibar cumpre apenas fazendo bastante vista grossa. Além disso, o nível dos serviços de saúde locais, fora da capital, é bastante baixo e, em complicações mais sérias, provavelmente você teria que voar para o continente.
Se mesmo assim você decidir viajar com crianças, escolha definitivamente hotéis no norte, em Nungwi ou Kendwa, onde o banho de mar é seguro, sem precisar atravessar um quilômetro de oceano a pé. Tome cuidado extremo com o sol africano forte: equipamento obrigatório são as camisetas de banho com proteção UV, e das 11h às 15h as crianças deveriam ficar rigorosamente na sombra. Dê a elas exclusivamente água engarrafada para beber e evite sorvetes de barracas de rua, porque o estômago infantil é muito mais sensível a bactérias estranhas.
21. Combine praia com um autêntico safari africano

Ficar duas semanas deitado na praia pode ser meio entediante para temperamentos mais ativos, e Zanzibar tem uma enorme vantagem geográfica. Fica a apenas algumas dezenas de quilômetros do litoral da Tanzânia continental, que oferece alguns dos melhores parques de safári do mundo. Por isso, muitos viajantes optam pela combinação de alguns dias na natureza selvagem seguidos de relax junto ao oceano, que é provavelmente a melhor forma de conhecer essa parte da África.
A variante clássica, mas bastante cara, é fazer um safári de vários dias no norte da Tanzânia (por exemplo, nos parques Serengeti e Ngorongoro) ainda antes de voar para a ilha. Mas se você já está em Zanzibar e quer ver animais selvagens, a melhor opção é o chamado fly-in safari para o Parque Nacional Nyerere (antigo Selous). De aviãozinho você voa para lá em apenas cerca de 45 minutos: parte de manhã, passa o dia rodando num jipe observando elefantes, girafas e leões, e à noite está de volta ao hotel para o jantar.
Esse passeio aéreo de um dia sai por cerca de 450 a 550 USD por pessoa. Se puder, pague a diferença pela variante de dois dias com pernoite numa lodge dentro do parque, que custa em torno de 1500 USD para dois. Essa opção costuma incluir também um fantástico safári de barco pelo rio Rufiji, onde você verá hipopótamos e crocodilos bem de perto. Só não esqueça que a Tanzânia continental tem um risco muito maior de malária, então aqui já não dá mesmo para dispensar uma consulta sobre antimaláricos com o médico.
Para onde ir a partir de Zanzibar
Zanzibar é maravilhosa, mas, se você curte conhecer outros cantos do mundo, no nosso blog você encontra um monte de inspiração. Se você ama um destino exótico cheio de aromas, florestas e chá delicioso, leia com certeza o nosso artigo Sri Lanka: 21 dicas do que ver e quando ir. Para quem busca uma paisagem vulcânica mais crua e a garantia de sol um pouco mais perto da Europa, recomendo dar uma olhada em Cabo Verde: 19 dicas do que ver e quando (não) ir.
Se você é daqueles mochileiros animados que querem unir ioga, surfe e templos hinduístas, não pode perder o guia Indonésia, Bali: 57 dicas do que ver. Se, ao contrário, você prefere trocar a poeira africana por arranha-céus reluzentes e compras de luxo, temos para você o Dubai: 43 dicas incríveis. E como para todas essas viagens ao calor basta uma mala pequena, não esqueça de estudar o nosso guia Bagagem de mão e mochila no avião: como arrumar viajando leve.
Mais destinos exóticos da nossa série: Maldivas: 21 dicas do que ver e quando ir · Maurício: 21 dicas do que ver e quando ir · República Dominicana: 21 dicas e quando ir · Abu Dhabi: 21 dicas do que ver e quando ir
Perguntas frequentes
Quando é a melhor época para ir a Zanzibar?
Idealne období é de junho a outubro e depois durante o curto período seco de dezembro a fevereiro. Evite principalmente abril e maio, quando a ilha é atingida por chuvas muito intensas e muitos hotéis ficam até fechados.
Como funciona a maré e onde dá pra nadar o dia inteiro?
Na costa leste, o mar é muito raso e retrocede até um quilômetro duas vezes por dia, então dá para nadar apenas algumas horas na maré alta. Se você quer nadar no oceano o dia todo sem restrições, precisa escolher acomodação no noroeste nos resorts de Nungwi ou Kendwa.
Preciso de visto e o que é o seguro obrigatório?
Sim, o visto de turista custa 50 USD e pode ser obtido online ou na chegada. Além disso, todos os turistas agora precisam comprar antecipadamente o seguro local obrigatório do governo de Zanzibar (ZIC) por 44 USD, mas isso não substitui seu seguro viagem brasileiro comum.
Tem malária em Zanzibar?
Zanzibar é, graças a programas massivos de eliminação, uma área com incidência muito baixa de malária e vários médicos não exigem profilaxia para estadias exclusivamente na ilha. Mas definitivamente use repelentes fortes e consulte um médico em um centro de medicina de viagem antes de viajar.
Quanto custa uma viagem para Zanzibar?
Além da própria viagem ou passagens aéreas e hotel, prepare cerca de 94 USD por pessoa apenas para as formalidades de entrada (visto e seguro). Comida de rua custa alguns dólares, jantar em restaurante 10-20 USD e passeios de dia inteiro você consegue com vendedores locais de 30 a 70 USD.
É seguro na ilha?
A ilha é geralmente segura para turistas, mas depois do anoitecer não é recomendado andar a pé fora dos resorts iluminados, é melhor pegar um táxi. O problema mais comum são pequenos furtos de objetos esquecidos, então fique de olho nos seus telefones e não deixe objetos de valor sem vigilância na praia.
Como se vestir respeitando a cultura local?
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Zanzibar é uma ilha predominantemente muçulmana, então trajes de banho e roupas reveladoras são exclusivamente para a praia ou piscina. Se você for fazer um passeio, ir ao mercado ou visitar uma vila, é educado e um sinal de respeito manter ombros e joelhos cobertos.
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Dá para ir a Zanzibar com crianças pequenas?
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A viagem é possível, o fuso horário é mínimo e as crianças locais adoram, mas considere o nível inferior dos serviços de saúde locais e a necessidade de cuidar rigorosamente da higiene. Escolha as praias do norte para um banho seguro sem maré baixa e proteja bem as crianças do sol forte e dos mosquitos.
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