A Suíça tem fama de ser o país mais caro da Europa, e ninguém duvida disso. Se você está pensando em fazer uma viagem para a Suíça, preciso avisar logo de início que sua carteira provavelmente vai chorar um pouco, mas as experiências valem cada centavo. Lagos cristalinos, picos nevados dos Alpes e trens que circulam com pontualidade de segundos formam, em poucas palavras, a combinação perfeita para uma viagem inesquecível.
Então vamos direto ao ponto: selecionei para você 19 lugares e experiências que tornam a Suíça tão irresistível. Vamos percorrer juntos as regiões mais bonitas, do icônico Matterhorn ao vale das cachoeiras em Lauterbrunnen, até o Ticino de clima italiano.

Resumo
- Melhor época para visitar: Para trilhas, o ideal é de junho a setembro; para esquiar, de dezembro a abril. Em maio e outubro, conte com manutenção dos teleféricos.
- Transporte e estradas: Para viajar de carro você precisa da vinheta anual (selo de pedágio) de 40 CHF (cerca de 42 €), simplesmente não existe outra opção.
- Como economizar: Compre o almoço nos supermercados Coop ou Migros, beba a excelente água das fontes públicas e hospede-se no vale em vez dos centros caros.
- Bilhetes de trem: Se você planeja viajar bastante, compre o Swiss Travel Pass. Para viagens de carro combinadas com teleféricos, vale mais a pena o Half Fare Card.
- Lugares mais bonitos: Não deixe de fora Zermatt com vista para o Matterhorn, o vale de Lauterbrunnen e a histórica Lucerna.
- Trens panorâmicos: Andar no Glacier Express ou no Bernina Express é uma experiência inesquecível, mas lembre-se de reservar com antecedência.

Quando viajar para a Suíça
A Suíça é um destino para o ano todo, mas tudo depende do que exatamente você quer viver. Se você ama esportes de inverno, o momento ideal para visitar é de dezembro a abril. Mas conte com o fato de que o período próximo ao Natal e às férias de fevereiro representa o pico absoluto de preços, e as estações ficam lotadas. Nas geleiras de Zermatt ou Saas-Fee você pode esquiar até o ano inteiro.
A principal temporada de verão e de trilhas começa em junho e termina em setembro. Julho e agosto garantem que absolutamente todas as trilhas de alta montanha estarão abertas, mas também são os meses com maior fluxo de turistas. Por isso, junho e setembro são uma espécie de meio-termo de ouro, em que você foge das piores multidões e aproveita um clima estável, mesmo que em junho ainda possa encontrar campos de neve nos cumes. Além disso, o tempo nas montanhas muda incrivelmente rápido, por isso recomendo baixar no celular o aplicativo oficial da MeteoSwiss, que tem as previsões e radares mais precisos.
Tome muito cuidado com a chamada baixa temporada, ou seja, principalmente maio e novembro. Nesses meses ocorre a manutenção regular dos teleféricos em muitos lugares, então você simplesmente não consegue chegar a vários mirantes. Por exemplo, o popular teleférico giratório Rotair no Titlis tem prevista uma interrupção em 2026, de agosto até dezembro, então verifique sempre o horário de funcionamento atualizado antes de ir.

Onde se hospedar na Suíça
A escolha da hospedagem consegue abalar bastante o seu orçamento. A regra principal para uma viagem mais econômica é evitar as famosas estações de montanha e procurar apartamentos nas vilas dos vales. Por exemplo, em vez da cara Zermatt, hospede-se na vilinha de Täsch, e em vez de Wengen escolha Wilderswil, perto de Interlaken, cortando o preço muitas vezes até pela metade.
Se você quer conhecer a atmosfera histórica à beira do lago, em Lucerna confira o Hotel des Balances. Esse lindo hotel quatro estrelas fica numa antiga casa de corporação, bem à beira do rio Reuss, e oferece uma vista absolutamente perfeita para a famosa ponte de madeira Kapellbrücke. No inverno e no verão, em Zermatt você vai adorar o familiar Hotel Bellerive, que é um ótimo ponto de partida para passeios sob o Matterhorn.
Para os amantes da tranquilidade e das vistas, é absolutamente encantador o Hotel Baeren, na vila alpina de Wengen, onde não se pode entrar de carro. Lá você ganha vistas deslumbrantes para todo o vale de Lauterbrunnen por um preço um pouco mais acessível do que nos resorts de luxo vizinhos. E se você for até o sul, no Ticino, hospede-se no Hotel Lido Seegarten, em Lugano, onde curte o clima mediterrâneo bem à beira do lago, com piscina.
💡 Dica: As hospedagens na Suíça desaparecem incrivelmente rápido, por isso, na alta temporada de verão, reserve pelo Booking tranquilamente com meio ano de antecedência.

19 dicas do que ver e fazer na Suíça
Um clima completamente diferente? Sim, é exatamente isso — cada cantão é quase outro planeta. Aqui estão os 19 lugares que provam isso melhor do que ninguém.

1. Zermatt e o Matterhorn
Zermatt é um ícone absoluto e uma cidadezinha que você provavelmente não deveria pular na sua primeira visita à Suíça. No centro não entram carros, então é preciso estacionar no enorme terminal da vila vizinha de Täsch (o estacionamento custa 17 CHF por dia) e fazer o resto do trajeto de trem-lançadeira. É justamente por isso que a cidade mantém uma atmosfera alpina incrível, sem poluição.
A vista mais bonita do fotogênico Matterhorn você tem quando sobe de trem cremalheira ao topo do Gornergrat, a mais de três mil metros de altitude. O bilhete de ida e volta na alta temporada custa uns salgados 132 CHF, mas se você tiver o cartão de desconto Swiss Travel Pass ou Half Fare Card, ganha 50% de desconto. Lá em cima se abre um panorama de tirar o fôlego para dezenas de picos de quatro mil metros e para a enorme geleira Gorner. Na hora de fazer a mala, não esqueça de roupas mais quentes — as manhãs sob o Matterhorn costumam ser bem frias mesmo no auge do verão.
Se você procura uma opção mais barata, o Matterhorn já é lindamente visível da própria Zermatt ou das trilhas turísticas gratuitas. Tente fazer a popular rota 5-Seenweg, que leva você ao redor de cinco lagos de montanha, nos quais o pico pontudo se reflete perfeitamente em dias claros. É uma experiência impagável e não custa absolutamente nada.

2. Região de Jungfrau e Interlaken
A região de Jungfrau é o coração simbólico de todos os Alpes suíços e oferece os cenários de montanha mais famosos. A cidade de Interlaken funciona como o principal nó de transporte de toda a região e fica estrategicamente entre os lagos Thun e Brienz. Você encontra ali dezenas de lojas de souvenirs, muitos restaurantes e também uma base perfeita para esportes radicais, como o parapente do cume vizinho Harder Kulm.
Mas os viajantes costumam elogiar que é melhor não ficar diretamente na agitada Interlaken e usá-la apenas como ponto de baldeação. A cidade costuma estar cheia de excursões de ônibus e falta a ela a verdadeira tranquilidade das montanhas. Você terá uma experiência muito mais autêntica ao subir um pouco mais de trem, até as vilinhas vizinhas.
Daqui você pode fazer passeios de barco pelos dois lagos de água incrivelmente turquesa. O passeio no histórico barco a vapor com roda de pás pelo Brienzersee é uma experiência romântica e linda, totalmente coberta pelo bilhete Swiss Travel Pass, então você não precisa pagar nem um franco a mais.

3. Grindelwald e Jungfraujoch
A vila de Grindelwald fica bem aos pés da assustadora face norte do monte Eiger e é o ponto de partida para chegar ao chamado Top of Europe. Daqui você pega o teleférico Eiger Express e, em seguida, o histórico trem cremalheira por um túnel escavado na rocha, até a estação de Jungfraujoch. Ela fica a 3.454 metros de altitude e é a estação ferroviária mais alta de toda a Europa.
Mas é um passeio realmente muito caro, porque o bilhete de ida e volta a partir de Grindelwald custa 239,20 CHF na alta temporada. Além disso, de maio a outubro de 2026, é obrigatória a reserva de assento no trem por mais 10 CHF, para evitar filas enormes. Lá em cima, porém, espera por você um deslumbrante palácio de gelo esculpido no interior da geleira e o mirante externo Sphinx, com vista para a interminável geleira de Aletsch.
Além de Jungfraujoch, de Grindelwald você também pode ir ao monte First. Se você curte um pouco de adrenalina, dá para descer de lá em enormes kartes de montanha ou patinetes de montanha, o que é uma diversão fantástica.
💡 Dica: Vá a Jungfraujoch só quando o tempo estiver cem por cento limpo. Lá em cima costuma haver uma neblina densa, e pagar um valor enorme para ver apenas uma escuridão branca seria uma grande pena. Confira o tempo nas webcams da manhã diretamente no site jungfrau.ch.

4. Lauterbrunnen, Mürren e Schilthorn
Dizem que o vale de Lauterbrunnen inspirou o escritor J. R. R. Tolkien a criar Valfenda, a cidade dos elfos, e ao olhar para ele você logo entende o porquê. Das paredes rochosas verticais despencam incríveis 72 cachoeiras, sendo que a mais famosa, a Staubbach, cai de quase 300 metros de altura, bem acima dos telhados das casas locais. É um dos lugares mais fotogênicos do mundo. Ao caminhar pelo vale, calce sapatos impermeáveis confortáveis, porque perto das cachoeiras fica bem escorregadio e a névoa da água voa por todos os lados.
Do vale você chega de teleférico às pitorescas vilas de Wengen e Mürren, onde não há estradas e se chega exclusivamente de trem ou cabine. De Mürren você pode seguir até o cume do Schilthorn, a 2.970 metros de altitude. Lá fica o famoso restaurante giratório Piz Gloria, que ficou conhecido pelo antigo filme do James Bond “A Serviço Secreto de Sua Majestade”, e o café da manhã com vista para o trio de montanhas Eiger, Mönch e Jungfrau é inesquecível.
No caminho para o Schilthorn, não deixe de parar na estação de Birg e experimentar o radical Thrill Walk. É uma passarela de vidro e um cabo de aço pendurados diretamente na parede vertical de rocha, sobre um abismo profundo. A entrada nessa atração já está incluída no preço do teleférico e, ao olhar para baixo, você garantidamente vai prender um pouco a respiração.

5. Lucerna e o monte Pilatus
Lucerna é, para muitos viajantes, a cidade mais bonita de toda a Suíça. Seu símbolo é a histórica ponte de madeira Kapellbrücke, de 1333, que serpenteia preguiçosamente pelo rio Reuss e é repleta de flores coloridas. Vale a pena ver também o comovente Monumento do Leão esculpido na rocha, que homenageia os guardas suíços caídos.
Da cidade parte um passeio sensacional ao monte Pilatus, apelidado de Golden Round Trip. Esse circuito dourado combina a travessia de barco pelo lago com o trem cremalheira mais íngreme do mundo, que vence uma inclinação incrível de 48 por cento. Na descida você volta por um sistema de teleféricos modernos de volta à cidade, e todo esse passeio custa em 2026 cerca de 119,80 CHF.
Tome cuidado, pois o circuito do Pilatus funciona apenas na temporada de verão, especificamente de meados de maio a outubro.

6. Geleira Titlis e Engelberg
Se você quer sentir neve de verdade mesmo no meio do verão quente, vá da cidadezinha de Engelberg até a geleira Titlis. É a única geleira acessível da região central da Suíça e os teleféricos levam você até mais de três mil metros de altitude. Lá em cima você pode passear por uma gruta de gelo ou se divertir nos discos de neve.
Mas o grande destaque aqui é a ponte suspensa Cliff Walk, pendurada a 3.041 metros acima do nível do mar. É a ponte suspensa mais alta da Europa e atravessá-la sobre um abismo de quinhentos metros exige um pouco de coragem, mas as vistas para os Alpes centrais são fantásticas. A isso você pode somar 12 CHF pelo passeio no teleférico de cadeira aberta Ice Flyer, bem por cima das fendas da geleira.
💡 Dica: Como já mencionei na introdução, fique muito atento à data da sua viagem. O famoso teleférico giratório Rotair fica fora de operação de 10 de agosto a 11 de dezembro de 2026 por causa da construção de uma nova cabine, então o acesso ao topo será bem limitado nesse período.

7. Berna e seu fosso dos ursos
A capital, Berna, é, ao contrário da agitada Zurique, muito tranquila e compacta, então meio dia é suficiente para visitá-la com calma. Ela se orgulha do centro medieval mais bem preservado do país, que merecidamente está na lista da UNESCO. A cidade é cortada por seis quilômetros de arcadas históricas, então dá para passear muito bem mesmo em dia de chuva.
Não deixe de fora a famosa torre do relógio Zytglogge, com seu relógio astronômico, e a monumental catedral, de onde se tem uma linda vista para os telhados da cidade velha. E uma raridade absoluta é o fosso dos ursos BärenPark, bem à beira do rio Aare, onde a cidade cria ursos vivos num grande recinto natural. O urso é o símbolo da cidade e você o encontra em cada esquina.
Se você vier aqui no auge do verão, com certeza experimente a tradição local de nadar no rio Aare. Os moradores de Berna costumam se deixar levar pela forte e refrescante correnteza do rio turquesa, atravessando o centro da cidade. É uma diversão enorme e uma experiência totalmente autêntica e de graça.

8. Zurique e a fábrica de chocolate Lindt
Zurique é a maior cidade suíça e, para a maioria dos viajantes, serve como o principal portão de entrada no país, graças ao aeroporto internacional. Você encontra ali uma linda cidade velha ao redor do rio Limmat e a luxuosa avenida de compras Bahnhofstrasse, uma das ruas mais caras do mundo. A cidade tem uma atmosfera muito elegante e um pouco esnobe.
Mas, para os amantes de doces, o principal motivo para visitar é o subúrbio vizinho de Kilchberg. É lá que fica o museu Lindt Home of Chocolate. E atenção: logo na entrada espera por você uma fonte de chocolate de nove metros, na qual circulam centenas de litros de chocolate de verdade. O lugar tem um cheiro incrível e é bem difícil ir embora. 😁
A entrada para adulto custa 15 CHF e a visita inclui, é claro, degustação ilimitada de bombons e diversos tipos de chocolate. Mas compre os ingressos online com antecedência sem falta, porque o museu costuma estar lotado com dias de antecedência.

9. Genebra e o gigante jato d’água
Genebra fica no extremo oeste do país e é cercada pela fronteira francesa, então aqui você respira uma atmosfera completamente diferente, muito mais internacional. Aqui ficam a ONU, a Cruz Vermelha e uma porção de outras organizações mundiais; um lugar onde se decide o destino do mundo enquanto você toma um café no calçadão. Para nós, viajantes do Brasil, Genebra é prática porque o aeroporto recebe voos diretos a partir de São Paulo, facilitando bastante a chegada.
O maior ícone da cidade é, sem dúvida, o Jet d’Eau, um enorme jato d’água no Lago de Genebra que lança água a até 140 metros de altura. É um espetáculo imponente, que você enxerga de praticamente qualquer ponto do calçadão. O centro histórico, com a catedral de São Pedro, é menor, mas oferece cafezinhos muito agradáveis e ruelas sinuosas.
Um pouco fora da cidade você também pode visitar o famoso instituto de pesquisa CERN. A entrada nas exposições interativas é totalmente gratuita, mas é preciso reservar o lugar com boa antecedência pela internet. Lá você fica sabendo coisas fascinantes sobre física de partículas e a origem do universo.

10. Montreux, castelo de Chillon e vinhedos de Lavaux
A região em torno da cidade de Montreux costuma ser chamada de Riviera Suíça. Ao redor do lago crescem palmeiras, o clima é muito ameno e, em julho, a cidade ganha vida com o famoso festival de jazz. A poucos minutos de ônibus do calçadão fica o icônico castelo aquático de Chillon, que se ergue romanticamente sobre uma rocha bem acima da água do lago.
O castelo de Chillon é o monumento histórico mais visitado de toda a Suíça e a entrada básica começa em 13,50 CHF. Você vai percorrer salões antigos e os escuros subterrâneos, que um dia inspiraram o poeta Lorde Byron. Se você gosta de história, esse lugar definitivamente não pode faltar no seu roteiro.
Nas encostas acima do lago se estendem os vinhedos em terraços de Lavaux, protegidos pela UNESCO. São 800 hectares de vinhedos do século XII, pelos quais você pode passear a pé ou andar no trenzinho turístico amarelo Train des Vignes, saindo da cidadezinha de Vevey. Nas adegas locais é fácil encontrar ótimas tapas vegetarianas e tábuas de queijos para degustar.

11. Lugano e a atmosfera do Ticino
Quando você atravessa o passo de Gotthard rumo ao sul, ao cantão de Ticino, tem a sensação de estar em um país completamente diferente. Aqui se fala italiano, a comida é mediterrânea e nas praças crescem palmeiras. A cidade de Lugano fica às margens do lago glacial de mesmo nome e exala uma deliciosa tranquilidade sulista, cheia de gelato e bom vinho. Vale a pena levar o traje de banho, porque nos meses de verão o lago esquenta a uma temperatura bem agradável, e nadar com vista para os Alpes é imbatível.
As melhores vistas para o lago e as montanhas ao redor você tem ao subir de trem cremalheira aos cumes panorâmicos Monte Brè ou San Salvatore. Em ambas as colinas há belas trilhas turísticas e restaurantes panorâmicos. Lugano é um ótimo contraste com os ásperos picos alpinos do norte e dá à sua viagem um toque italiano.
À tarde, reserve um tempo para um passeio de barco até a pequena vila de pescadores de Gandria. É um emaranhado de escadinhas estreitas e casinhas de pedra coladas na encosta íngreme, bem acima da água. Na vila não se entra de carro e a caminhada de volta a Lugano pela chamada Trilha das Oliveiras é puro romantismo.

12. Bellinzona e seus três castelos
Enquanto Lugano é sobre a tranquilidade do lago, a capital do cantão de Ticino, Bellinzona, é sobretudo sobre história. A cidade guarda importantes passos alpinos e seu cartão-postal são os três imponentes castelos medievais inscritos na lista da UNESCO: Castelgrande, Montebello e Sasso Corbaro. De longe, parecem um pouco com um cenário de Game of Thrones.
O mais vantajoso é comprar o chamado Fortezza Pass por 28 CHF, que permite a entrada nos três castelos. Os castelos costumam estar abertos ao público de fins de março a novembro. O Castelgrande fica bem acima do centro e você chega a ele confortavelmente de elevador, vindo dos subterrâneos da rocha; aos outros dois você terá que subir um pouco a pé.
💡 Dica: Os moradores locais elogiam muito a atmosfera das feiras de sábado no centro histórico de Bellinzona. Você encontra ali muitos queijos locais, pães frescos e fantásticas especialidades italianas, que pode comprar para um piquenique nas muralhas. Mais informações no site oficial de turismo ticino.ch.

13. St. Moritz e o viaduto de Landwasser
St. Moritz, no cantão de Graubünden, é o berço do turismo de inverno e uma cidade que já sediou duas vezes os Jogos Olímpicos de Inverno. É o lugar para onde vão a alta sociedade e as celebridades, então butiques de luxo e hotéis caros estão a cada passo. Mas a cidade se orgulha do chamado clima de champanhe, o que significa que o sol brilha aqui por incríveis 322 dias por ano.
Bem mais interessante do que a própria cidade, porém, é o caminho até ela. Se você for de trem da Ferrovia Rética, espera por você a travessia do icônico viaduto de Landwasser, perto da estação de Filisur. Essa ponte de pedra de 65 metros de altura é um milagre arquitetônico, porque o trem entra dela direto em um túnel íngreme na rocha vertical. É uma das construções mais fotografadas da Suíça.
Se você quer fotografar o viaduto por fora, desça na estação de Filisur e caminhe cerca de 15 minutos até a plataforma de observação. É justamente daí que você tira aquelas famosas fotos dos trenzinhos vermelhos sobre os altos arcos de pedra, em meio às florestas.

14. Appenzell e a hospedaria Äscher
O cantão de Appenzell, no nordeste do país, é a região mais tradicional e peculiar da Suíça. Você verá lindas casas de madeira pintadas, os locais às vezes usam trajes típicos e ali se produz o famoso queijo apimentado Appenzeller. É uma área um pouco fora dos principais radares turísticos, então costuma ser bem mais barata e tranquila.
Da vilinha de Wasserauen você pode subir de teleférico ao cume do Ebenalp, de onde são apenas uns quinze minutos a pé, ladeira abaixo, até a renomada hospedaria de montanha Äscher. Essa cabana de madeira fica como que colada na parede de rocha íngreme e um dia a revista National Geographic a colocou na capa de seu livro sobre os lugares mais bonitos do mundo. É um lugar perfeito para almoçar e pedir um prato de honestos rösti de batata com queijo.
Da hospedaria você pode continuar a descida até o vale, onde encontra o lago Seealpsee. Tem uma cor turquesa incrivelmente intensa e em sua superfície se refletem os imponentes picos ao redor. Todo esse passeio é uma amostra do mais puro romantismo alpino.

15. Geleira de Aletsch
A geleira de Aletsch, no cantão de Valais, é uma verdadeira raridade natural e está merecidamente na lista da UNESCO. Com cerca de vinte quilômetros de extensão, é a maior geleira de todos os Alpes, e a visão daquele enorme rio de gelo congelado, serpenteando entre picos de três mil metros, é absolutamente fascinante.
As melhores vistas da geleira são oferecidas pelos cumes Bettmerhorn, Eggishorn e Moosfluh. Você chega a eles por um sistema de teleféricos, a partir das vilas de Riederalp ou Bettmeralp, onde mais uma vez não entram carros. Os bilhetes de ida e volta dos teleféricos dessa área começam em cerca de 16 CHF, o que é um preço muito agradável em comparação com Zermatt ou Jungfrau.
A região ao redor da geleira oferece trilhas turísticas fantásticas. Você pode caminhar pela crista e ter a majestosa geleira à sua direita o tempo todo. É uma alternativa muito mais tranquila aos mirantes lotados, e a natureza aqui é realmente intocada e selvagem. Você pode sentar tranquilamente numa pedra e simplesmente contemplar toda aquela beleza ao redor.

16. Cataratas do Reno (Rheinfall)
Se você for à Suíça de carro vindo do norte, atravessando a Alemanha, com certeza faça uma parada perto da cidade de Schaffhausen. Lá ficam as Rheinfall, as cataratas com maior volume de água de toda a Europa. Não são extremamente altas, mas sua largura de 150 metros e a enorme massa de água estrondosa vão te impressionar com certeza.
Dá para chegar às cataratas por vários lados, mas as vistas mais bonitas são oferecidas pelo castelo Schloss Laufen. Por uma entrada de apenas 5 CHF você acessa as plataformas de observação, que ficam só a alguns metros acima da água furiosa, então certamente vai sair um pouco molhado da névoa. É uma ótima experiência e, por esse preço, raramente se vê algo assim na Suíça.
Se você quer chegar ainda mais perto, pode pagar um passeio de barquinho (os preços variam de 7 a 20 CHF). O barco leva você até uma enorme rocha que se projeta bem no meio das cataratas, e você pode subir nela por escadas íngremes. A experiência daquela água rugindo por todos os lados é indescritível.

17. Lagos Oeschinensee e Blausee
Esses dois lagos na região de Kandertal estão entre os mais fotografados do país e dá para conhecer ambos facilmente em um único dia. Ao lago Oeschinensee você sobe de teleférico da cidadezinha de Kandersteg, sendo que o bilhete de ida e volta sai por 40 CHF na alta temporada. Lá em cima espera por você um deslumbrante lago glacial cercado por um anfiteatro de paredes de rocha íngremes.
Recomendo muito fazer o circuito panorâmico Heuberg ao redor do Oeschinensee, que leva cerca de três horas e oferece as melhores vistas do lago do alto. A pouca distância de Kandersteg fica o pequenino lago privado Blausee. A entrada custa cerca de 10 CHF e o preço inclui um curto passeio num barquinho com fundo de vidro.
O lago Blausee é famoso por sua água incrivelmente cristalina e de um azul intenso, na qual nadam trutas enormes. Todo o parque natural ao redor parece coisa de conto de fadas e é uma parada leve ideal ao se deslocar entre as regiões.

18. Trens panorâmicos (Glacier e Bernina Express)
A Suíça se orgulha das rotas de trem mais deslumbrantes do mundo, e andar em um dos expressos panorâmicos é uma experiência por si só. O mais famoso é, com certeza, o Glacier Express, apelidado de o expresso mais lento do mundo. Ele vai de Zermatt a St. Moritz em cerca de oito horas e vence pelo caminho 291 pontes e incontáveis túneis. Bilhetes e rotas você verifica facilmente no site glacierexpress.ch.
Mas para esses famosos trens panorâmicos você precisa pagar reserva de assento obrigatória, que no Glacier Express custa mais 54 CHF e cuja venda começa 93 dias antes. Atenção: de meados de outubro a dezembro, o trem não circula! Outra rota linda é o Bernina Express, que vai de Chur à italiana Tirano, vence os Alpes sem usar cremalheira e está sob a proteção da UNESCO.
💡 Dica: Se você quer economizar com as caras reservas, pode percorrer a mesma rota em trens regionais comuns. As vistas serão exatamente as mesmas, você não precisará pagar os altos suplementos e, além disso, nos trens mais antigos dá para abrir as janelas, o que é muito melhor para fotografar a paisagem do que através dos reflexos dos vagões panorâmicos.
19. Dicas práticas para economizar e não estourar o orçamento
E, para encerrar, o mais importante. Os preços suíços conseguem assustar — afinal, até uma pizza comum no restaurante facilmente sai por trinta francos. Uma grande salvação para o seu orçamento serão os supermercados Coop e Migros, onde você encontra uma enorme variedade de pratos prontos frescos, saladas e sanduíches com preços de 8 a 14 CHF. Os locais costumam comprá-los para o almoço e comer ao ar livre nos parques.
Outra dica importante é não comprar água engarrafada. A água da torneira suíça é água de nascente alpina de qualidade, e nas cidades você encontra centenas de fontes públicas, onde pode reabastecer sua garrafa a qualquer momento de graça. Nos restaurantes, por outro lado, costumam cobrar pela água da torneira, então ter a própria garrafa é fundamental.
E não esqueça dos cartões de desconto. Se você vai de carro e pretende usar teleféricos, o Half Fare Card por 150 CHF se paga incrivelmente rápido, porque dá 50% de desconto geral na maior parte do transporte de montanha. A oferta completa de passes de desconto você encontra no site oficial da ferrovia suíça SBB. Se você for fazer passeios atrás de queijos ou chocolate, lembre que as entradas na famosa queijaria La Maison du Gruyère e na fábrica de chocolate Maison Cailler são totalmente gratuitas com o Swiss Travel Pass.

Onde comer na Suíça
Encontrar na Suíça um restaurante que não vai te arruinar pode ser um pouco complicado, mas a gastronomia local vale o “pecado”. Esqueça as caras armadilhas para turistas e vá onde os locais comem. Se você gosta de queijo, vai estar no sétimo céu por aqui.

Fondue de queijo e raclette

Já que você vai estar por lá, experimente, por exemplo, o renomado restaurante Le Dezaley, em Zurique, onde fazem um dos melhores fondues da cidade. Uma experiência incrível também é visitar a tradicional hospedaria Restaurant Taverne, em Interlaken, onde preparam um honesto raclette com queijos alpinos locais.
Para o almoço, já bastam os supermercados Coop ou Migros que mencionei, mas no jantar vá pelo menos uma vez comer algo realmente local. E não tenha medo de pedir uma recomendação aos moradores — eles sempre vão te indicar a melhor cabana de montanha da região.
Para onde ir a partir da Suíça
A Suíça oferece tantas possibilidades que um só artigo não dá conta de tudo. Se você se interessou por regiões específicas e quer ler mais detalhes sobre elas, confira nossos outros guias:
- Vai à montanha icônica? Leia o artigo Zermatt e Matterhorn: o que ver e fazer.
- Para os amantes dos Alpes berneses, temos um guia detalhado de Grindelwald: o que ver e fazer.
- Se você se interessa por cachoeiras, não deixe de fora Lauterbrunnen: o vale das cachoeiras.
- E se você prefere cidades, inspire-se no artigo Zurique: o que ver e fazer ou explore Berna: o que ver na capital suíça. Para os mais românticos, recomendo Lucerna: 14 dicas do que ver.
Para reservar com antecedência os mais variados passeios com guia, travessias de barco ou ingressos para atrações, recomendo dar uma olhada no GetYourGuide. Você economiza muito tempo nas filas.
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Comparar preços de carros na Suíça →Perguntas frequentes
Se você vai à Suíça pela primeira vez, provavelmente tem várias coisas práticas passando pela cabeça. Por isso, reuni para você as respostas às dúvidas mais comuns, que certamente vão facilitar o planejamento da sua viagem.
Quão caro é a Suíça?
É o país mais caro da Europa, os preços de alimentos e serviços são cerca de 125 por cento mais altos que no nosso país. O orçamento real fica em torno de 120 a 200 EUR por pessoa por dia, mas se você ficar em apartamentos e cozinhar com ingredientes do supermercado, dá para reduzir para 80 EUR.
Preciso de uma vinheta de pedágio para a Suíça?
Sim, você precisa e infelizmente não é vendida outra variante além da anual por 40 CHF (aprox. 42 EUR). É válida por 14 meses e você pode comprá-la facilmente online como e-vignette, para não perder tempo colando no vidro.
Quantos dias reservar para a Suíça?
Para conhecer uma região específica (como o Oberland Bernês), você vai precisar de 4 a 5 dias. Se quiser ver o melhor do país incluindo Zermatt e Lucerna, reserve idealmente uma semana inteira. Para um grande roteiro incluindo o sul de Ticino, conte com 10 a 14 dias.
Vale a pena o Swiss Travel Pass?
Depende do estilo de viagem. Se você está viajando de avião e planeja se deslocar de trem todos os dias, o passe de 8 dias por 439 CHF certamente vale a pena, além disso você tem incluído centenas de museus. Se você tem carro e vai usar os trens apenas ocasionalmente, é melhor comprar o Half Fare Card.
Aceita-se euro na Suíça?
A moeda oficial é o franco suíço (CHF). Em alguns pontos turísticos chegam a aceitar euros, mas sempre com uma taxa de câmbio muito desfavorável e te devolvem o troco em francos. No entanto, com cartão você paga sem problemas praticamente em qualquer lugar, incluindo as cabanas de montanha.
Quando é mais barato viajar?
Você consegue acomodação mais barata na chamada meia-estação, ou seja, em maio ou outubro, quando os preços caem frequentemente até a metade em comparação com o pico do verão. Mas você deve considerar que alguns teleféricos estarão passando por manutenção regular e estarão fechados.
Dá para ver o Matterhorn sem pegar um teleférico caro?
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Com certeza. A vista deslumbrante dele já pode ser apreciada dos bancos na própria cidadezinha de Zermatt ou das trilhas turísticas gratuitas acima dela. Uma dica excelente é o lago Riffelsee, até onde você pode fazer uma caminhada.
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Zermatt é realmente livre de carros?
Sim, em Zermatt vigora uma proibição rigorosa de entrada de carros com motor a combustão. Você precisa deixar seu carro no enorme estacionamento na vila de Täsch e subir de trem elétrico que funciona como shuttle, circulando a cada vinte minutos.
